Voto em branco – não conta por boas razões
Neste país, sempre que algo corre mal, há sempre alguém a defender uma ideia para que as coisas corram pior. É o caso da inclusão dos votos em branco para a formação de maiorias. Geraria fenómenos engraçados. Por exemplo, imagine-se que numa 2ª volta os resultados são:
Candidato A – 49%
Candidato B – 47%
Voto em branco – 4%
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Com estes resultados ninguém tem mais de 50%. Como se resolve isto? Faz-se uma 3ª volta.
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Perante este exemplo algumas pessoas vão dizer: “ah, e tal, os votos brancos só devem contar na 1ª volta”. Mas não há nenhuma teoria consistente que justifique que os brancos contem na 1ª volta mas não na 2ª.
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Os votos em branco não contam por boas razões. Um sistema que ignora os votos em branco tem uma grande vantagem sobre um que contabiliza: permite a eleição num menor número de voltas sem que com isso algum candidato seja injustamente favorecido. Se calhar é por isso que Portugal adoptou este sistema.

não precisa de ignorar à segunda volta. Bastava que à primeira volta fosse necessário uma maioria absoluta (como acontece agora) e à segunda bastava que houvesse uma maioria simples. Os brancos teriam a capacidade de impugnar a eleição se fossem mais de 50%. O que acontece hoje é uma interpretação esquizofrénica, eles contam, mas ñ contam nas contas. É aliás um incentivo abstenção.
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Vicente,
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E qual é o fundamento teórico para à 1ª ser necessária maioria absoluta mas à 2ª não?
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O que acontece hoje nada tem de esquizofrénico. Quem vota em branco declara que não quer nenhum candidato. Se não o quer à 1ª volta é lícito esperar que na 2ª continuará a não querer. Ora, sendo assim, não há razão para esperar que quem teve maioria absoluta sem contabilização de brancos na 1ª vá deixar de a ter na 2ª. Pode-se argumentar que quem votou em branco na 1ª pode mudar de posição na 2ª. Mas esse voto seria inconsistente e não faz sentido criar um sistema a duas voltas que favoreça o voto inconsistente.
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JM,
não era isto que queria escrever, pois não? :
(…) E qual é o fundamento teórico para à primeira ser necessária maioria absoluta e à 1ª não? (…)
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Não sei muito sobre «fundamentos teóricos» e até entendo porque é que o sr. Hondt teve a trabalheira de inventar… lá o que inventou.
Seja como fôr, isso ‘abismou-se’ num efeito perverso: se por azar fizer parte de um«círculo eleitoral» grandote, não distingo os «meus» eleitos de um simples buraco no chão.
E portanto fazendo minhas as palavras sábias de um outro sr., aminha arma não é coisíssima nenhuma «o voto», é a minha recusa em o dar.
😦
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Portela Menos 1,
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Corrigido.
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O fundamento teórico é o de contabilizar os votos de cidadãos que exercem o seu direito mas que não se revêem em nenhum dos candidatos ou partidos disponíveis. Um outro efeito positivo, ainda que secundário, seria o valor simbólico importante (no caso de eleições para o parlamento) de ficarem algumas cadeiras vazias correspondentes aos votos em branco.
Eu reconheço a bondade das razões que enumera mas creio que as vantagens associadas à alternativa de os contabilizar superariam os inconvenientes.
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Num sistema de votação informatizado, até admito que não haja voto em branco.
Haverá apenas uma tecla para candidato.
A não ser que um candidato se chame Branco.
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“Com estes resultados ninguém tem mais de 50%. Como se resolve isto?”
É simples, acaba-se com a presidência da república.
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Ue não tenho num fundamento teórico, não sou especialista na matéria. O meu argumento é na base do que para mim parece lógico. Para mim não se deve encarar os brancos como abstenção com um nome especial. E ñ estou a falar nesta eleição em particular. Estou a falar no geral.
Lembro de varias eleições, Jorge Miranda para provedor de justiça, Anabela Rodrigues para o TEDH, ou Maria dos Prazeres Beleza foram recusados e abandonaram a eleição, não veio mal ao mundo.
Não se deve desprezar o sentimento de quase 5% da população só por ser mais fácil fazer as contas e muito menos por razões económicas dos custos de reeleições.
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Caro Senhor´
Penso ser do entendimento comum que a democracia é o sistema político baseado na eleição por votos expressos. Ora, também penso que´o voto em branco é, de facto, um voto expresso.
Entendo que se devem evitar empasses na democracia.
Mas se, numa democracia não são contabilizados e tratados equitativamente todos os votos legítimamente expressos, essa democracia termina mesmo aí!
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««O fundamento teórico é o de contabilizar os votos de cidadãos que exercem o seu direito mas que não se revêem em nenhum dos candidatos ou partidos disponíveis.»»
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Esse argumento é tão válido para a 1ª como para a 2ª volta.
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Voto em branco é um voto contra todas as candidaturas , é uma abstenção apresentada com alguma veemencia . Como tal , tanto uns como outros representam pessoas e estas contam quer queiram quer não.
Sendo assim , no parlamento as cadeiras correspondentes a votos brancos e abstenções deveriam estar vazias .Para a presidência da república as percentagens de votação nos diversos candidatos deveriam ter em conta o universo de todas as pessoas e não o universo dos que votaram nos diversos candidatos .Assim , desta maneira , cavaco teve o voto de 23% dos portugueses e não de mais de metade deles como é correntemente apresentado na comunicação social.
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“Esse argumento é tão válido para a 1ª como para a 2ª volta.”
E qual é o seu fundamento teórico para manter a regra da maioria absoluta na 2ª volta? É o de existir para a 1ª? Se for esse, é um fraco argumento.
Ou bem que se extingue a possibilidade de haver 2ª volta e ganha quem tiver mais votos na 1ª ou se define que, na segunda volta, por ser um combate a dois, ganha que tiver mais votos. Esta regra pode até ser aplicada na situação atual pois é a que existe por omissão visto os votos em branco não contarem.
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Não percebo o seu problema João Miranda. Como se resolve ? Simplesmente prevendo que é eleito o candidato que tiver (na 2a volta) a maioria relativa (ou maioria simples?) dos votos definida como o maior numero de votos sem contar os brancos. Trata-se apenas de uma questão de formulação. Não existe dificuldade nenhuma. Tanto quanto percebo, quem deseja contar os brancos deseja que sejam contabilizados os eleitores que foram votar mas que não quiseram escolher entre nenhum dos candidatos, por se entender que se trata de uma atitude diferente da dos eleitores que se abstêm ou que votam nulo, o que implica intenção de não exercer o direito de voto.
Pode ser que existam bons argumentos para não se contarem os brancos (ou seja para não se distinguirem os brancos e os nulos), mas esse não me parece ser um deles.
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o porteiro do MAI
ainda não se demitiu
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Amigo Castanheira, é isso mesmo!
E vou mais longe: se o voto em branco tivesse a maioria, 50% + 1, as eleições deviam ser anuladas e os partidos deviam apresentar novos candidatos.
No caso da eleição do PR, esta maioria do voto em branco devia obrigar a abolir o cargo.
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Votar nunca deve ser considerado como um dever mas sim como um direito inalienável que foi sonegado a milhares de portugueses nas últimas eleições.
Por essa razão as eleições deviam ser anuladas e repetidas.
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««Não percebo o seu problema João Miranda. Como se resolve ? Simplesmente prevendo que é eleito o candidato que tiver (na 2a volta) a maioria relativa (ou maioria simples?) dos votos definida como o maior numero de votos sem contar os brancos.»»
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Ou seja, arranja-se um critério ad hoc para a 2ª volta, critério esse que se rejeita na 1ª. Muito consistente. Só revela que se vai mudando de ideias à medida que elas vão deixando de dar jeito.
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««Tanto quanto percebo, quem deseja contar os brancos deseja que sejam contabilizados os eleitores que foram votar mas que não quiseram escolher entre nenhum dos candidatos, por se entender que se trata de uma atitude diferente da dos eleitores que se abstêm ou que votam nulo, o que implica intenção de não exercer o direito de voto.»»
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Esse argumento é tão válido na 1ª como na 2ª volta. Mas o seu primeiro parágrafo rejeita o seu uso na 2ª volta.
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Uma coisa inédita: a VW vai parar a produção por falta de… Capacidade dos fornecedores. lolololololol
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As encomendas são altas mas a industria de componentes fornecedora da ind. automóvel não consegue dar resposta. Talvez isto também explique, em parte, porquê que as encomendas a Portugal dispararam.
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“Volkswagen AG, Porsche SE and Bayerische Motoren Werke AG are feeling the pinch of tight component supplies as parts-makers struggle to keep pace with resurgent vehicle demand.
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Volkswagen, Europe’s biggest automaker, will halt production at its main factory in Wolfsburg, Germany, on Jan. 31, because of a shortage of engines and other parts. BMW, the world’s biggest luxury-car maker, Porsche and Daimler AG’s Mercedes-Benz also said supply constraints leave them with little wiggle room.
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“The problem we have is that other businesses we’re dependent on closed capacity” during the recession, Lars Holmqvist, chief executive of European auto suppliers association Clepa, said in a telephone interview from Brussels. “Electronics are particularly tight. It’s a real problem and it’s growing.”
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Booming demand for German cars in China and the U.S., the world’s two biggest auto markets, shows no signs of abating. Volkswagen aims to increase deliveries this year 5 percent after record sales of 7.14 million vehicles in 2010. BMW and Daimler are boosting 2011 capacity to keep up with demand, which in turn puts pressure on suppliers to invest scarce capital.
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“Suppliers are under a lot of strain” because of the upfront financing required to increase production, said Christoph Stuermer, a Frankfurt-based analyst at IHS Automotive. “Some suppliers are getting to the point that they just can’t produce parts” without help from carmakers..”
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In http://www.bloomberg.com/news/2011-01-26/volkswagen-bmw-feel-pinch-as-suppliers-struggle-to-keep-pace.html
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Há mesmo muita gente que acredita que a Europa está a perder industria para países do extremo-oriente. Isso em parte é verdade mas não é assim. Os construtores europeus estão bastante mais competitivos e agora ao nível do que melhor se faz no mundo. E isso reflecte-se depois nas exportações.
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Vamos ver se o investimento não vai disparar. ehehheheheehhhe
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««E qual é o seu fundamento teórico para manter a regra da maioria absoluta na 2ª volta? É o de existir para a 1ª? Se for esse, é um fraco argumento.»»
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A regra da maioria absoluta é igual nas duas voltas porque o objectivo da eleição é mesmo esse: escolher de entre os candidatos aquele que melhor respeita as preferências dos eleitores. Contabilização dos votos brancos não altera em nada o respeito pela preferência dos eleitores.
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O yene valorizou-se muito em 2010. Os dados preliminares de Dezembro de 2010 indiciavam más exportações japonesas. A forte subida do yene poderia estar por trás de um receio sobre a capacidade de exportar do Japão. No entanto, os dados finais mostram que o yene mais forte não prejudicou tanto assim como se pensava. Em Dezembro as exportações voltaram a disparar.
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Moedas fortes impedem de exportar? Será mesmo assim? Pois veja-se:
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“Japan’s Export Growth Accelerated for Second Month
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Japan’s export growth accelerated for a second month in December, signaling the nation’s recovery will gain traction as global demand picks up.
Overseas shipments rose 13.0 percent in December from a year earlier, from November’s 9.1 percent gain, the Finance Ministry said in Tokyo today. The median estimate of 21 economists surveyed by Bloomberg News was for a 9.3 percent gain.
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Signs of faster growth in the U.S. and China, the destination of more than a fifth of Japanese exports, indicate that overseas demand may propel the economy’s expansion into 2011. A global revival may also help Japan withstand a yen appreciation that has threatened exporters’ earnings.
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“Japan’s recovery is starting to move forward after its lull,” said Kyohei Morita, Tokyo-based chief economist at Barclays Capital in Tokyo, who provided the most accurate prediction on exports of the analysts surveyed. “Solid demand from Asia and the U.S. recovery have combined to create a chemical reaction that is boosting Japan’s exports and will keep supporting the economy.”
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In http://www.bloomberg.com/news/2011-01-27/japan-s-export-growth-accelerates-for-second-month-as-global-demand-rises.html
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Quem quiser ler mais, clique no link. Dois factos a destacar: exportações de automóveis e máquinas. Principalmente para a China.
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A economia japonesa poderá surpreender nos próximos anos. Até a inflação deve estar de volta.
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João Miranda,
O seu argumento em relação à diferença entre duas voltas é completamente irracional. Por hipotese, quando uma eleição tem duas voltas, a ideia é não se aplicarem as mesmas regras na segunda do que na primeira… Senão, porque razão é que se admitem menos candidatos na segunda do que na primeira, por exemplo ? Não havera ai “inconsistência de critérios” ?
Se calhar eu é que estou cansado, mas não consigo mesmo entender o seu problema.
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E também não vejo porque é quev. parte do principio que os brancos não podem ser contabilizados na 1a volta… Enfim adiante.
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O João Miranda sabe perfeitamente que, neste momento, já há critérios diferentes para a 1ª e 2ª voltas. Se assim não fosse, não havia 2ª volta.
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Porque é que é necessário que, numa segunda volta, o candidato mais votado tenha mais do que 50%?
Se apenas passam dois à segunda volta, independentemente da percentagem, o mais votado é o vencedor!
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Mas esse voto seria inconsistente e não faz sentido criar um sistema a duas voltas que favoreça o voto inconsistente.
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x x x
Voto inconsistente!
Aqueles que na primeira votam num candidato e na segunda votam noutro, esses já tem voto consistente… Se for branco é que não!
Ó JM, essa argumentação é troló!
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…
Votos nulos, brancos e abstenções deviam representar lugares vazios no parlamento!
Se assim fosse, muitas coisas mudariam e haveria mais respeito pelo eleitor!
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O melhor seria acabar com a ideia de “uma pessoa, um voto” e ordenar os candidatos consoante a preferência. Parecendo que não, o sistema seria mais justo.
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João Miranda,
Espero bem que o seu “colega” CAA, que ontem à noite desbundou em disparates na RTPn, leia este post e, sobretudo, compreenda – o que já me parece difícil. Talvez assim aprendesse alguma coisa.
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Os votos em branco não contam por boas razões. (…): permite a eleição num menor número de voltas
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Para isso bastava fazer-se a eleição por maioria simples, numa só volta. Menor número de voltas não seria possível.
E não precisava de escamotear o resultado das votações, como acontece no presente.
E já agora, para não escamotear nada, deveria anunciar os votos em percentagem do nº de eleitores.
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««Para isso bastava fazer-se a eleição por maioria simples, numa só volta. Menor número de voltas não seria possível.»»
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sem prejudicar injustamente nenhum dos candidatos. Leia a frase que citou até ao fim.
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JM disse: “A regra da maioria absoluta é igual nas duas voltas porque o objectivo da eleição é mesmo esse: escolher de entre os candidatos aquele que melhor respeita as preferências dos eleitores. Contabilização dos votos brancos não altera em nada o respeito pela preferência dos eleitores.”
Segundo o seu argumento, o João trataria o voto em branco como um candidato. Imaginemos que no final da 1ª volta tínhamos, como candidatos mais votados, o Sr. A e os votos em branco. Teríamos, na 2ª volta, uma disputa do candidato A contra os votos em branco. O voto em branco é uma forma de os cidadãos protestarem contra a “oferta” de candidatos e devem ser sempre considerados. Eu percebo que poderiam, por redução ao absurdo, ocorrer situações idiossincráticas como os votos em branco terem a maior percentagem, o que já reconheci acima. Apenas partilho a minha opinião de que a possibilidade de um eleitor poder exercer o seu direito de não votar em nenhum candidato, não sendo tratado de forma igual a quem não o quer exercer de todo é um valor mais alto comparativamente ao cenário atual que está desenhado para evitar resultados que possam criar dúvidas de legitimidade do vencedor.
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O argumento é inconsistente. À segunda volta ganha o candidato mais votado, independentemente dos votos que tiver.
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Os votos em branco não contam por boas razões. (…): permite a eleição num menor número de voltas sem que com isso algum candidato seja injustamente favorecido.
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(Com a frase citada até ao fim.)
Para isso bastava fazer-se a eleição por maioria simples, numa só volta. Menor número de voltas não seria possível.
E não precisava de escamotear o resultado das votações, como acontece no presente.
E já agora, para não escamotear nada, deveria anunciar os votos em percentagem do nº de eleitores.
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Imaginemos que o total da população portuguesa era de 1000 e apenas 550 tinham capacidade eleitoral.
Na segunda volta duma eleição presidencial regista-se uma abstenção de 52,9%.
Dos votos que entraram nas urnas, 149 são brancos, o candidato A obtém 60 e o B 50.
Presumo que fica tudo bem. Afinal, o vencedor obteve mais do que 50%.
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No fundo concordo com o post mas não me chocaria que se equivalessem os votos em branco a mais um candidato como os outros, seja na primeira, seja na segunda volta. O que quero dizer com isto é que o candidato “nenhum” poderia passar à 2ª volta se fosse o 1º ou 2º mais votado (regra actual que se poderia manter). A segunda volta seria assim, caso o candidato “nenhum” passasse uma espécie de plebiscito.
No caso das últimas eleições portanto teriamos uma segunda volta entre Cavaco e Alegre, sem a hipótese “nenhum”, ou seja, eventuais votos em branco equivaleriam a nulos.
Seria um sistema no fundo que teria previsto alguma contingência, a hipótese de haver um numero significativo de pessoas que queriam mesmo votar mas não conseguiam ver em quem (diferente da abstenção pura e simples). Nesse sentido mais democrático.
Mas volto ao ponto de partida, não creio que esta alteração acrescentasse grande coisa, apenas, e aqui concordo em absoluto com o JM, faria com que o sistema funcionasse pior. Basta ver o exemplo destas últimas eleições. Não sei porque é que a esquerda estava tão desejosa da 2ª volta. Se algum eleitor de esquerda que não conseguiu votar em nenhum dos 5, na segunda volta apenas tivesse 1 (e logo o Alegre que tantos anti-corpos gerou) porque é que iria votar nesse? Mais importante, porque é que algum dos eleitores do Cavaco na primeira volta deixaria de votar nele na segunda?
Sinceramente, creio que se houvesse segunda volta, a haver mudança seria no sentido de reforço do Cavaco (por via de alguma mobilização adicional da direita indecisa).
(desculpem o off-topic mas penso que no fundo até é o que está mais em causa aqui)
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João
O voto branco é um voto expresso e nas legislativas tem relevo na conversão de votos em mandatos. A conversão com ou sem votos brancos é diferente.
No fundo o voto em branco é nas legislativas como que um voto num partido que não chega a eleger o primeiro deputado. O que o torna relevante na conversão de votos em mandatos pois diminui a percentagem necessária para a eleição do primeiro deputado. CDS e BE sabem bem a importancia de votos em brancos pois quantos mais votos em brancos (e quantos mais votos em partidos que não elegem) mais facil se torna eleger um deputado.
Por outras palavras se os votos brancos nas legislativas fosse descondiredado a assembleia teria outra composição.
Em Portugal o voto em branco é tratado de forma diferente conforme as eleições (as regras das presidencias são diferentes).
O normal seria a para se poder ser eleito na 1ª volta fosse necessário a maioria absoluta dos votos expressos (50% +1).
Na segunda volta como apenas poderão existir dois candidatos seria uma maioria simples.
Em França é aliás assim
Pedro
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Porque é que é preciso ter 50%?
Não há razão nenhuma consistente para dizer que só se pode ser Presidente com 50% dos votos não nulos ou brancos.
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O poder que um Governo/Presidente tem deveria ser diferente conforme a percentagem de votos que tivesse.
Por exemplo para mudar a Constituição é preciso 2/3. ora podemos estender variar o poder dos políticos também.
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O maior problema que temos é o crescimento do Estado e do Poder que este Estado tem sobre as pessoas. É uma coisa que não faz sentido algum no Sec.XXI.
Ora os votos brancos e nulos são uma boa medida para tirar Poder aos Políticos.
Quando quiserem as pessoas votam mais e assim dão mais poder aos políticos.
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O Povo deve ter o direito de dizer que não precisa de políticos ou de tantos políticos.
Não tem só de escolher entre eles, também deve poder dizer que não precisa deles, tal como quando não compra um produto e o produto desaparece do mercado.
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Ó JM agora pergunto eu.
I Capítulo,
E quando, penso que num período muito distante houver na 2ª volta:
Candidato A: 15%
Candidato B: 20%
Votos em Branco: 65%
Como se faz?
a) Começa-se de novo?
b)Ganha o candidato B?
c)Muda o regime?
Será impossível?
A continuar assim, e, segundo os nossos analistas, veremos a hipótese c com cada vez mais provável.
II. Capítulo,
Que novo regime?
Caro JM, avance com um…
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Depois do comentário do João Miranda de 27 de Janeiro às 11:04, ninguém racional devia continuar a defender esta ideia sem sentido de os votos brancos entrarem nas contas. Deixei de ler os comentários quando cheguei aí, mas vi que tanto opositores como o próprio Miranda continuaram o debate. Para quê? Quem continua é porque não percebeu aquele comentário. Não percebeu porquê? Falta de inteligência? Não. Falta de boa-vontade. É preciso muita paciência para perder tempo a explicar o que já foi demonstrado. É tempo perdido da nossa vida. Custa-me ver isto a acontecer. E falo à vontade porque também eu caio neste erro frequentemente. Espero mudar.
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Não é tanto 1 comentario mas 1 pergunta.
supondo que entre todos os candidatos, 51% dos votos são brancos o que acontece???
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Os votos em branco deveriam descontar no número de deputados da AR. Por exemplo, se os votos em branco fossem 30% os deputados deveriam ser apenas 220-30%=154 (ficariam 66 lugares vazio na AR).
Aqui levanta-se outra questão:
O voto em branco não pode ser facilmente anulado? Basta um rabisco qualquer e passa de branco a nulo. Como não é do interesse de nenhum dos membros das mesas eleitorais, não será difícil transformá-lo em nulo com a anuência de todos os presentes.
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