Inconveniências
1 Fevereiro, 2011
Ontem fui a Braga dizer umas coisas inconvenientes no jantar das Jornadas Parlamentares do PSD. Ficam aqui três diferentes relatos da comunicação social de hoje:
José Manuel Fernandes avisa que Portugal não vai escapar ao desemprego na função pública
PSD: José Manuel Fernandes defende aliança entre ‘centro direita’ e ‘esquerda europeia’
José Manuel Fernandes defende despedimentos na Função Pública
19 comentários
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Eu também acho que todas as pessoas que entram para qualquer função pública ou privada com determinadas condições estabelecidas em contrato devam ser traídas pelo empregador.
Afinal, se somos um país de mentira compulsiva, sem qualquer personalidade, de traições pessoais e políticas, de fuga ao fisco e de consequente PIB aldrabado, porque se há-de cumprir os contratos estabelecidos com as pessoas? Porque há-de um patrão assinar um contrato com um trabalhador e depois cumprir? Querem que nos pareçamos com gente decente, é?
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jmf é descarado:
vai a braga vender-se ao Passos, com receio que seja esquecido para o tacho da ordem!
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E pagaste o jantar, pelo menos?
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Portugal subiu uma posição na lista europeia de inovação, ocupando agora a 15.ª posição na escala divulgada hoje pelo Innovation Union Scoreboard, em Bruxelas, que avaliou os 27 Estados-membros da UE.
De acordo com a publicação anual, Portugal foi o líder de crescimento dos países «moderadamente inovadores», apresentando-se também como o país com maior progresso na União Europeia no campo da inovação.
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E não entregaste um “press release” aos jornalistas? Falha grave, meu caro!
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Faltou dizer uma coisinha:
Eu, jmf, estou à espera de um bom tacho logo que o “salvador do patria”, o Passos do meu querido PSD, consiga o poder. Podem estar certos, amigos laranja, que tudo farei, seja saltos mortais, rebiengas ou outra tipo de ginástica para o PSD conquistar o poder. Espero que não se esqueçam dos meus esforços. Um servo sempre ao vosso dispor.
Jmf
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Acho piada a estes anarquistas de direita.
Para já marram com tudo que cheire a público (excepto o jornal, claro).
Depois saltam por cima de uma data de factos. Portugal tem funcionários públicos a mais? Bom, vejamos, Portugal tem as mesmas obrigações dos restantes Estados da UE mas tem menos, sim, menos funcionários públicos.
A Grécia com uma população semelhante à portuguesa tem mais de um milhão, a Suécia com uma população mais de 10% inferior tem mais de um milhão e duzentos mil, etc., enquanto em Portugal nem chegam aos setecentos mil.
Então em que é que estes génios se baseiam para dizer que há funcionários públicos a mais em Portugal e que é necessário despedir?
Bolas, se achamos que há funcionários a mais é necessário explicar porquê.
Ahhh! Já agora, o argumento de que não há dinheiro e que quem não tem dinheiro não tem vícios, não funciona pois, Portugal, como Estado membro da UE tem de aplicar a sua legislação e se não aplicar é multado!
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Há um tempo para tudo, como diria Euclesiastes. Tempo para falar e tempo para estar calado.
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Isto faz-me recuar no tempo, e lembrar as reuniões que precediam os espectaculos no coliseu de Roma. Discutia-se entre eles, qual a melhor forma de agradar ao espectador. Imaginavam metodos de decapitação, esmigalhamento, asfixiação, para além dos leões e gladiadores de morte.
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Enquanto o faziam, Roma definhava em todas as vertentes. A economia dava sinais de fraqueza, o povo dava sinais de revolta… enfim, a preocupação dos lideres era profunda; dedicavam-se ao acessório e esqueciam o principal.
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Ora, pelo que li, mesmo de longe, apercebi-me que, as prioridades de alguns andam de patas para o ar. Dizer ao povo faminto e sem emprego que devemos caminhar para facilitar o despedimento não é muito diferente do que dizer aos espectadores do Coliseu de Roma que, afinal, o espectaculo com os Leões foi cancelado.
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Parabens ao jmf. Quer-me parecer que PPC deve ter apreciado o tempo da intervenção, e muito…
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Mas foi corajoso. Muito corajoso. Disse aquilo que ninguém no PSD ousa dizer nos dias de desemprego que correm; principalmente depois de se concluir (e bem) que, afinal, tais medidinhas tão urgentes, são impossiveis de se fazer.
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Agora, falta apenas um pormenor de somenos importancia, falar sobre a criação de riqueza e como e como impulsionar o crescimento. Dificil? Talvez não se dedicar-mos o nosso Tempo a falar de coisas realmente úteis.
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Para concluir, dizer que, não se deve pronunciar o nome de Sá Carneiro em vão. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
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RB
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Com ajudantes como o José Manuel Fernandes e o Pedro Passos Coelho, José Sócrates não terá problemas em ganhar as próximas eleições legislativas.
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inconveniente?
o platinado disse hoje que «não quer ir por aí»…
talvez seja racista e não queira seguir o jmf!
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Dejá vu dos posts de CAA…
Inconveniente numa conveniência partidária verdadeiramente inconveniente jornalísticamente falando….mas o jornalismo não é para aqui chamado bem entendido…
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Caro JMF,
Quando rescindiste ” amigávelmente” com o Público, pelo que disseste e pelo que escreveste, não te vi nada libral com os despedimentos, antes pelo contrário. Como entretanto aranjaste umas avençazitas em vários orgãos da comunicação social, o teu presente está garantido.Quanto ao futuro, a seguir a Mao, Passos Coelho é o teu novo Deus.
Contudo, não tentes ultrapassá-lo pela direita – fica-te mal…
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Mas o que é que o Jmf percebe de economia?
Os jornalistas que fizeram esses títulos não devem estar bem da cabeça…
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Se começarem a cobrar impostos sobre os disparates, resolvemos, muito rapidamente, o defice
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se jmf tivesse falado sobre aquela desonestidade política do candidato Cavaco – acerca da “subida de juros se houvesse 2ª volta” – talvez a comunicação social lhe desse mais relevo…
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Outros tempos, longe de quando Gomes da Costa já foi a Braga apelar à rEVOLUÇÃO, mais contemporâneo e a par do que, sem esses paninhos quentes do jmf, havia a perdir-se à malta.
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JMF
O número de encostados ao Estado é demasiado grande para que uma proposta dessas possa ser tida em conta pelo PSD. Para ganhar eleições é preciso votos. Se somarmos os 700 mil funcionários públicos aos 150 mil trabalhadores de empresas publicas mais 3 milhões de aposentados, todos eles dependentes do Estado, mais 600 mil desempregados, igualmente dependentes do Estado, mais 300 mil que recebem o RSI, fica-se com a noção do gigantismo dos dependentes e encostados. São metade do país. Por isso, tal proposta não ajuda em nada a ganhar eleições. Loo, é politicamente errada. É justa mas politicamente errada.
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JMF, você a mim nunca me enganou. Esteve onde devia estar.
Não sei é se o vão aceitar por lá. Mas vale a pena ir tentando.
Boa sorte. Sinceramente.
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A malta que aconselha o PPC e o PSD não entende nada de economia..
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Continua a ideia lunática que despedimentos criam emprego.
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Depois queixem-se que o Sócrates ganhe outra vez.
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Irra, tanta ignorância é despesperante.
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