“Deixar de fazer de conta” *
8 Fevereiro, 2011
«O PSD e o PS foram irmãos siameses na última década e meia: o que um compôs o outro completou. Não efectuaram as reformas necessárias, nem em relação ao sistema político nem à Administração Pública nem mesmo quanto ao mundo do trabalho e das empresas. Face ao que importava transformar no País, serviram, à vez, de obstáculo – inventaram estorvos tantas vezes absurdos (a regionalização é o melhor exemplo) e embargaram quase tudo que adivinhasse mudança.
À conta da “mesmice” que tonalizou o PS e o PSD, o regime estratificou-se, ganhou musgo, desbaratou a receita das reformas necessárias e o País empobreceu, perdeu energias e a vontade de existir.»
16 comentários
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As vendas de produtos nacionais ao exterior aumentaram 15,7% no ano passado, revela hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
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A hotelaria registou um aumento de 2,9 por cento no número de estadias e de 3,2 por cento nos proveitos, alcançando 1,8 mil milhões de euros em 2010. in Público online.
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Misturar o PS e o PSD no que foi o governo deste pobre país nos ultimos 15 anos, é de uma falta de honestidade intelectual sem limites. O PS esteve mais de 12 anos no governo, o PSD esteve menos de 3 anos, e a limpar a porcaria deixada por Guterres, ainda por cima com um PR que só atrapalhava. Quanto às mudanças, basta ver o que aconteceu quando o PSD apresentou as suas propostas para a revisão da Constituição: caiu o Carmo e a Trindade, ou como se diz no Porto, caiu a Torre dos Clerigos. A acreditar no que tem escrito nos ultimos tempos, CAA deve incluir-se nos 40% que pensam que no tempo do Salazar é que era bom.
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Realmente, o CAA em andado tão bem a postar pouco, não havia necessidade de o fazer hoje.
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Nem mais. Ninguém faz de conta. Fazem é as contas ao que entra na carteira.
Declaração de intenções: Sou adepto de quanto mais, melhor, ‘o dinheiro é a mola real da vida’.
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Usando o termo na moda, numa ‘transição ordenada’ os Cidadãos, Familias e Empresas esperavam que nos últimos 7 anos o PS e o PSD tivessem conseguido encontrar e ido buscar nova gente fora do ‘stablishment’ que os reformassem por dentro.
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Quanto aos demais Partidos, os do ‘nim’, mostraram que não tiveram ‘engenho e arte’ para se imporem, nada de novo no horizonte. O que está longe de se poder considerar uma vitória do PS e do PSD. Sequer a falta de sinal vermelho.
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Sobre o tema, deixo aqui um refectir sobre a questão central disto tudo ‘“Não é a cortar nos salários da administração pública que o Governo irá resolver os problemas” – Carvalho da Silva:
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mas mais importante é BAIXAR RAPIDAMENTE IMPOSTOS. Com o mesmo (quiçá até menos) compra-se MAIS. Porque é que os Sindicatos
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NUNCA DEFENDEM FORTES BAIXAS DE IMPOSTOS e SIMPLIFICAÇÔES FISCAIS ?
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Porque é que impõem à força AUMENTOS SALARIAIS que arrastam imediatamente MAIS FALTA DE COMPETITIVIDADE DO PRODUZIDO EM PORTUGAL (mais desemprego, menos criação de riqueza, mais fecho de Empresas etc) para substituir Importações e aumentar a QUANTIDADE e VARIEDADE dos Produtos Exportados ?
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(essa do aumento creio de 1% num ano, é menos que a valorização do Euro relativamente a vendas para outras moedas, ou seja se calhar em quantidade de produtos até se exportou menos. Não aumentou capacidade de produção instalada, não parou Desemprego, não contribuiu para cessar a ruína do Tecido Produtivo Nacional).
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Que vitórias sindicais são essas de Aumentos Salariais que imediatamente a seguir são eliminados pela inflação passando a comprar até menos que anteriormente ?
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São as questões centrais:
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uma espécie de ‘revolução permanente’ da Esquerda de veludo até à dura que uma das elites portuguesas que pertence à Direita mais estúpida da Europa adora engolir em seco. Ao que bem chamou ‘Deixar de fazer de conta’.
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Quando é que os Sindicatos e a respectiva transversalidade instalada em todos os Portugueses explicam através do Senhor Carvalho da Silva a RAZÃO e o PORQUÊ do seu modelo de AUMENTO DO PODER DE COMPRA dos Traballhadores, Funcionários e Empregados, bem como para a Luta contra o Desemprego, que APENAS QUERE e IMPÕE à força Aumentos Salariais em vez de Baixas de Impostos e máxima Simplificação Fiscal para a Vida diária dos Empregados, Empregadores e Famílias ?
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Nunca percebi o valor disto. Uma boa discussão para alto nivel e estadismo.
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deve ler-se ‘Quando é que os Sindicatos e a respectiva transversalidade aliada instalada em todos os Partidos Portugueses explicam através do Senhor Carvalho da Silva, ”
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E sobre o Senhor Carvalho da Silva alguém publicou isto “sabiam que este senhor anda de porsche? e que os sindicatos recebem dinheiro pelas indemnizações que as empresas possam vir a pagar aos trabalhadores no caso de despedimento???”
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Nunca gostei, apoiei ou instiguei difamações publicas e ‘baratuchas’ seja contra quem for. O combate politico e partidário tem de ser leal embora ofensivo e combativo. Convém esclarecer rapidamente se isto é verdade. Porque a ser mentira não vale.
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Meu Caro,
Tirou o curso de Direito – ainda está a tempo de fazer o curso de Economia
– são 5 anos e muita matemática – não deixa de ser um curso interessante – não dá dinheiro, dá trabalho
Cetirus paribus
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A falta de senso e de ideias continua na ordem do dia: importa meter tudo no mesmo saco, mesmo recorrendo às mais descaradas mentiras.
Este gajo nunca mais ganha vergonha. E vai empochando à conta do descaramento, quer nos jornais do “amigo Joaquim” quer na tv do Estado, o que vem a dar ao mesmo, pois somos nós que pagamos tudo. Chamem-lhe parvo…
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Por falar em Matemáticas & Economia & Direito & tal e tal
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-Forget government data, this is the world’s best way to track inflation
A Daily Anticipatory CPI
http://www.apartofny.com/a-daily-anticipatory-cpi/
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Esta ideia, claramente da esquerda é de uma injustiça atroz.
Realmente, PS e PSD tiveram no Governo nos últimos 16 anos (o PSD com o PP).
Mas o PS, esteve muito mais tempo. Sem comparação.
Por outro lado, sempre que o PS esteve no Governo (tirando os últimos meses), sempre governou à esquerda. A alteração recente deve-se apenas a ter sido a isso obrigado. A governar sem ideologia, sem alternativa.
Quando esteve o PSD no Governo, o PS encostou-se ao PCP e à esquerda, alinhando sempre nas pressões de rua, greves e ainda contou com a miserável actuação de Sampaio na presidência. Alinhado com a imprensa, linchou Santana Lopes e desfez uma maioria absoluta. O PSD não teve tempo, nem nenhuma condição de colocar as suas ideias no terreno.
Ou estava o PS no governo ou estava um PSD sempre condicionado, e limitado, sem alternativa, a governar à esquerda (mesmo que suave).
O que faz falta a Portugal é o teste da governação liberal na área do PSD. Que ainda não foi testado.
Curiosa é a posição da esquerda portuguesa (a que está na oposição) que não consegue “ver” que os problemas do País prendem-se com aquela governação “sempre à esquerda”. E que a adopção das suas soluções seria colocar uns patins na descida que percorremos, em direcção ao abismo.
Uma futura governação do PSD voltará a ter os mesmos escolhos: o PS de duas caras (como governo ou como oposição) irá virar novamente à esquerda de rua. E, mudando as caras (Benavente em vez de Sócrates, como exemplo) adoptam a posição do BE. Resta saber com quem estarão, desta vez, os “donos” da Comunicação Social. E se o FMI e Merkel estarão por aí a definir o que interessa.
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Só quando o CDS-PP ultrapassar em número de deputados e eleitores o sucialista PSD é que que se poderá falar verdadeiramente em alternativa credível ao actual regime, que está podre, que é corrupto ou clientelar.
O CDS não precisa de fazer aliança com o PSD para chegar ao poder.
Basta esperar e desmascarar o embuste para a Direita que é o PSD, já para não falar da múmia paralítica que é o Cavaco!
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Este gajo Arlindo está cada vez mais besta, da-se!
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A grande fantasia de momento em Portugal é considerar que o PSD é alternativa a José Sócrates.
Não só é uma idiotice, como faz rir qualquer sisudo, inclusivé o Presidente da República.
Até os famosos «mercados» já perceberam isto.
Resta ao CDS fazer o seu caminho e pôr num taxi o que resta do PSD….
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Tudo se pode resumir numa palavra: «Cavaquismo»
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Parabéns, caro CAA!
Décadas após a fundação do “Partido Social-Democrata”, partido do qual o fundador, Sá Carneiro, tinha a Suécia como exemplo, depois do mandato como primeiro-ministro de Cavaco, onde a função pública dobrou, os impostos dispararam e se andou a distribuir subsídios a torto e a direito, e também das experiências com Durão e Santana, que não mudaram nada do que se fez anteriormente, o senhor constatou que um partido que depende por completo da máquina de sugar o contribuinte é um partido tão socialista quanto o PS.
Continue assim e em três séculos terás finalmente umas coisas realmente interessantes para dizer.
Um abraço.
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