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Conversa necessária entre o país “à rasca” e a “geração à rasca”

11 Março, 2011
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Parece que padeço de uma doença perigosa. Primeiro, não me irrito solenemente com aquilo a que chamam a “idolatria da juventude”. Depois, não fico com comichão quando oiço a música dos Deolinda. Por fim, pecado máximo, não estou nada assustado com os perigos “protofascistas” que espreitam por detrás das manifestações de amanhã, até considero que o seu eventual sucesso pode ser um sinal bem positivo. Pior ainda: incomoda-me a forma quase autista e muito snob como os sinais, mais ou menos espontâneos, de revolta que se têm acumulado nas últimas semanas têm sido recebidos em certos sectores.

Como sempre, é necessário perceber o essencial, e o essencial, neste preciso momento, parecem-me ser a multiplicação de manifestações diversas de profunda e radical irritação com “isto”. E isto, parafraseando Salgueiro Maia, é “o estado a que chegámos”. É uma irritação que se sente por todo o lado (basta andar na rua), que tem o Governo e Sócrates no seu centro, mas que é muito mais difusa – às vezes inclui o PSD, outras estende-se a toda a classe política, outras ainda abomina todas as corporações, dos juízes aos sindicatos. Basta ver como os vários espaços de debate abertos aos cidadãos anónimos estão mais violentos e ácidos do que nunca.

A vitória dos Homens da Luta no Festival da Canção é apenas a última manifestação deste estado de espírito inorgânico. Não creio que, ao contrário do que já vi ser sugerido, o triunfo de Jel e seus amigos se tenha ficado a dever a uma orquestração partidária – o tempo em que o PCP mobilizava os militantes para votarem no Paulo de Carvalho já passou e o Bloco não é o PCP. Os Homens da Luta venceram pelos motivos inversos que incomodaram aquela espécie de “brigada do reumático” do nosso actual regime que se sentava na plateia do Teatro Camões: porque souberam ser a carta fora do baralho, ser os “de fora”, os não comprometidos, os desbocados.

Há quem olhe para tudo como um simples fait–divers, tal como antes olharam para a canção dos Deolinda. Não sou capaz de me integrar nesse grupo. Quando ouvi pela primeira vez a música (no YouTube, onde havia de ser?), percebi que ela tinha qualquer coisa de especial, pois tocava no nervo sensível de muita gente. Por isso, logo a 4 de Fevereiro, quando ainda nem se falava da manifestação de amanhã, escrevi aqui um texto sobre “Tudo o que espoliámos à “geração sem remuneração”” (quem quiser pode consultá-lo aqui: http://www.facebook.com/note.php note_id=10150104369774208). Pareceu-me então, como me parece hoje, que os mais novos se encontram numa situação de injustiça relativa, que começam a aperceber-se disso e que reclamam explicações e soluções. Infelizmente muita gente preferiu continuar a olhá-los do alto da burra e proclamar: aquela geração é mesmo “parva”.

 

O que se está a passar diante dos nossos olhos pode ser uma batalha política crucial para o nosso futuro. Graças aos Deolinda, aos Homens da Luta e à atenção que a comunicação social começou a dar aos problemas desta geração, os “apolíticos” e “desinteressados” que até nem costumam ir votar começaram a discutir política e a debater soluções. Quem duvidar deve visitar a página do evento no Facebook ou ler os textos que o PÚBLICO tem vindo a disponibilizar online. Leiam ao menos o texto que abre a longa série, de Pedro Loureiro, um gestor de 34 anos de Coimbra.

Como a natureza tem horror ao vazio, o Bloco de Esquerda tratou de aproveitar a onda juvenil para colocar a discussão e o protesto nos seus terrenos preferidos, em especial o da precariedade. Só que o problema não é a precariedade, ou pelo menos a precariedade tal como o Bloco a entende. Nem a solução passa por criar artificialmente “direitos” em nome de uma ilusão de igualdade. Primeiro, porque se algumas formas de precariedade existentes no mercado de trabalho são imorais, a verdade é que elas são o reverso da medalha de normas legais que são demasiado rígidas e facilitam a vida quer aos instalados, quer aos beneficiários de salários demasiado elevados para aquilo que fazem (Portugal tem o leque salarial mais desigual de toda a OCDE). Depois porque, nos tempos que correm, todos os empregos tendem a ser algo precários, uma vez que a economia está em permanente mutação e as organizações não deviam poder ossificar, como sucede demasiado em Portugal. Os mais novos sabem bem do que falo, porque conhecem quem ocupa os lugares que lhes tapam os empregos ou as progressões, e sentem que isso é muitas vezes mais injusto do que um contrato a termo ou em regime de profissão livre (também há recibos verdes verdadeiros, convém não esquecer).

Numa altura em os que têm menos de 30/35 anos estão especialmente despertos para discutir as soluções para os seus problemas, o combate político tem de passar por lhes dizer que essas soluções não incluem mais Estado, mais empregos no Estado, mais “garantias” fictícias ou mais regulamentos e leis, antes implicam deitar abaixo as barreiras que minam a solidariedade intergeracional. Não faz sentido, por exemplo, distribuir subsídios de renda – mas faz todo o sentido acabar de uma vez por todas com as regras que impedem o bom funcionamento do mercado de arrendamento. Tal como não faz sentido diminuir as indemnizações por despedimento para os novos contratos e não tocar nas regras dos contratos já existentes. Tal como é injusto ter penalizado como se penalizou, em contribuições para a Segurança Social, os contratos de estágio.

 

Joaquim Vieira estranhou, numa nota que escreveu no Facebook, que “a geração que nos anos 70 defendeu o totalitarismo, o estalinismo, o maoísmo e os khmers vermelhos (e na qual me incluo) critique o inconformismo e a? irreverência da geração jovem. (…) A geração instalada devia fazer a sua autocrítica antes de atacar a geração à rasca”. Eu, que faço parte da mesma geração, subscrevo a sua estranheza (só não estranho, infelizmente, a forma desonesta como alguns comentadores televisivos trataram de colar à “geração à rasca” o programa de um outro movimento anticlasse política…).

Felizmente nem todos estarão distraídos ou “horrorizados”. Basta lembrar o muito que se comentou esta semana se o Presidente da República, ao desafiar os jovens a fazerem ouvir a sua voz – “Este é o vosso tempo” -, ou ao dizer-lhes para não se acomodarem nem resignarem, não estaria a cavalgar, ou a “surfar”, a onda da manifestação. Foi uma especulação triste, pois um mínimo de memória permitiria recordar que o tema da juventude é recorrente em Cavaco Silva. Para além disso, o Presidente apenas fez o que é normal um agente político fazer: veio ao terreno debater as soluções e indicar caminhos. Por isso ele não falou de precariedade, mas de empreendorismo. Não falou contra a classe política, antes de “um novo modo de acção política que consiga atrair os jovens e os cidadãos mais qualificados”. E por aí adiante.

Parece que no país onde alguns se licenciam ao domingo custou ouvir falar “de uma cultura onde o mérito, a competência, o trabalho e a ética de serviço público sejam valorizados”. E que entre os perdulários não se gostou da passagem sobre “impedir que aos jovens seja deixada uma pesada herança, feita de dívidas, de encargos futuros, de desemprego ou de investimento improdutivo”.

Este país que está, todo ele, “à rasca”, não pode, não deve, olhar sobranceiro para a “geração à rasca”. Nem entregá-la de mão beijada aos defensores de soluções ultrapassadas. Até porque, se não for essa geração, que já vai tendo alguma percepção da necessidade de arriscar e inovar, a mudar o país, não serão seguramente os que já providenciaram o seu próprio conforto que o farão.

Público, 11 de Março de 2011

 

34 comentários leave one →
  1. tina's avatar
    tina permalink
    11 Março, 2011 23:21

    Eu vou participar na manifestação do “fim da chulisse”, que se junta à da “geração à rasca” . Ainda agora estou a pintar os cartazes para amanhã. Vou com mais 2 famílias e somos 12 ao todo.

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  2. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    11 Março, 2011 23:23

    porra!
    até que enfim Alguém pensa como eu.
    a velhada tem medo da concorrência. vou fazer 80 dentro de dias. nunca me assustei. roubaram-me tudo excepto o que sei fazer cuidadosamente e com muito estudo

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  3. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    11 Março, 2011 23:26

    Os velhotes (e são milhões!) que têm reformas de miséria (que não chegam para os medicamentos e para o pão!) é que estão~à rasca. São eles a verdadeira geração à rasca (a 3ª idade).

    Quanto aos jovens deolindos, com o alto patrocínio de Sua Excelência, têm muita sorte em viverem neste país, pois têm saúde e têm dinheiro para carregar os telemóveis e para passarem todos os fins de semana nas discotecas.
    A actual juventude, uma geração à rasca?
    Vão mas é gozar para outro lado!

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  4. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    11 Março, 2011 23:34

    Arlindo, pá…estás a ser ultrapassado pela esquerda por jmf!!

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  5. Arlindo da Costa's avatar
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    11 Março, 2011 23:37

    O ilustre JMF, ainda tem algumas gotas de ADN do glorioso PREC e da extrema-esquerda em geral.
    É como os padres. Padre ordenado, padre para toda a vida, mesmo que tenha que abandonar a Santa Madre Igreja….

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  6. tina's avatar
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    11 Março, 2011 23:38

    Parabéns balde-de-cal!
    .
    E queria acrescentar que não sou nem uma deolindista nem uma protofascista. Aqueles que se queixam de nós, são precisamente aqueles que falam muito e nunca fazem nada e nem querem deixar fazer. Deixá-los a falar sozinhos, que acho que são do género que já ninguém os atura.

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  7. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    11 Março, 2011 23:45

    Amanhã vamos ver meia dúzia de jovens com tranças reggae, brinquinho na orelha e mochila às costas a telefonar para as mamães e para os papais e a dizerem pr’a televisão: «mamã, papai, eu tou aqui, um beijinho à pitucha e uma marradinha para o pantufa…»
    Se têm muita vontade de trabalhar, tragam vassouras e ancinhos para limpar esta Lisboa suja e porca!

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  8. Manuel Menezes de Sequeira's avatar
    11 Março, 2011 23:47

    De facto, um exercício de retórica falhada, esta entrada. O que os manifestantes querem é mais e maior estado. A crise ou o despesismo não lhes dizem nada. A irresponsabilidade é o seu mote. A irresponsabilidade destes somada à do governo, não resulta em responsabilidade: resulta numa desgraça. Oxalá me engane…

    (E não, nada há de imoral nos estágios, com excepção da sua obrigatoriedade legal, em algumas profissões, imposta pelo estado por intermédio das ordens profissionais.)

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  9. D"SUL's avatar
    11 Março, 2011 23:48

    D”SUL: SÁBADO DIA 12 PRESENTE!

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  10. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    12 Março, 2011 00:00

    o cheiro a New PREC está a inquietar certas almas!

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  11. oberon's avatar
    oberon permalink
    12 Março, 2011 00:06

    Estragou tudo quando começou a defender Cavaco ‘Bloqueio-na-Ponte’ Silva…

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  12. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    12 Março, 2011 00:14

    Nos tempos gloriosos do cavaquismo, os SOBRESSALTOS CÍVICOS eram assim tratados:
    http://www.youtube.com/watch?v=EzhXHzTt-yk&feature=related
    A actual geração mimada , devia ver este vídeo para ver o que é um sobressalto cívico e quem são os seus mentores!….

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  13. Carlos Simões's avatar
    12 Março, 2011 00:14

    REIVENTAR UM PAÍS
    Pois, à rasca estamos todos!
    Ouvimos Cavaco e pensamos que o homem tem razão, mas depois pensamos em tudo o que ele fez enquanto político e concluímos que também ele faz parte do problema.
    Ora, alguém me disse em tempos que os problemas não podem ser solucionados dentro dos modelos que os originaram, com os mesmos pressupostos. Isto implica duas coisas: a) – são necessários novos modelos de interpretação e b) – novos intérpretes.
    Para um país à rasca nada melhor de quem está mais à rasca, por outras palavras, de quem nada possui senão as suas próprias competências, para pensar o novo.
    É preciso reinventarmo-nos, é urgente dar a palavra ao futuro.
    Carlos Simões

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  14. Fredo's avatar
    Fredo permalink
    12 Março, 2011 00:29

    À atenção dos versados em informática:
    .
    Não haverá por aí algum programa através do qual fosse possível ler os comentários do Blasfémias, em que pudéssemos parametrizar a exclusão de alguns comentadores, tipo Arlindo da Costa e Piscoiso ?

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  15. Piscoiso's avatar
    12 Março, 2011 00:34

    O post é promoção de folclore.
    .
    Caro Fredo, de informática sei eu.
    Ponha aí o seu email que eu mando-lhe o programa.

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  16. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    12 Março, 2011 00:35

    Escândalo!
    Num blogue liberal e não confessional há outros comentadores (?) que querem limitar a Santa Liberdade.
    Querem transformar, este liberal e desempoeirado blogue , numa Câmara Cooperativa? ou num clube com admissão condicionada?

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  17. MJRB's avatar
    12 Março, 2011 00:36

    AMANHÃ, 12 de MARÇO !, certamente uma nova (e renovada !) etapa para sensibilizar ainda mais a sociedade tuga e (oxalá) o PRepública, para a urgente necessidade de expulsar constitucionalmente ESTES BANDIDOS “SOCIALISTAS” ! — incluindo os arrrlindos, corporativos coisos, abrantes e restante escumalha.
    Puta que os pariu !!!

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  18. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    12 Março, 2011 00:38

    eu, mesmo em desacordo com Fredo, lutarei para que ele tenha direito à palavra…

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  19. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    12 Março, 2011 00:40

    MJRB:
    Um beijinho também para ti.
    Schau! Amanhã encontraremos no Rossio, ali para as bandas da Betesga.
    Cumprimentos à prima…

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  20. Fredo's avatar
    Fredo permalink
    12 Março, 2011 00:45

    Eu também lutarei para que ele tenha direito à palavra… mas que vá falar para outro lado.

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  21. Fredo's avatar
    Fredo permalink
    12 Março, 2011 00:47

    ANTES DO SEXO, CADA UM AJUDA O OUTRO A FICAR NU !!!
    .
    DEPOIS DO SEXO, CADA UM VESTE-SE SOZINHO !!!
    .
    MORAL DA HISTÓRIA:
    .
    NA VIDA, NINGUÉM TE AJUDA QUANDO JÁ ESTÁS FODIDO !!!

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  22. Piscoiso's avatar
    12 Março, 2011 00:50

    MJRB
    Já disse à senhora para não ser malcriada com a clientela.

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  23. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    12 Março, 2011 00:51

    Acabo de ouvir o Coelhinho Querido:

    http://www.youtube.com/watch?v=yZ6e_3ejqKY&feature=related

    Fiquei com sono. Vou dormir. Até amanhã, caros colegas.

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  24. Me's avatar
    12 Março, 2011 00:58

    sei lá , acho que tenho saudades históricas de quando se derrubavam governos em vez de pedirem aos governos. e nem uns hackers geniais têm para lá ? na era da “tecnologia” as armas podem ser outras…

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  25. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    12 Março, 2011 00:58

    Outro Coelhinho Querido, já que o outro foi boicotado pelo Canal Youtube:

    http://www.youtube.com/watch?v=vyljNfQUu5A&feature=related

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  26. MJRB's avatar
    12 Março, 2011 01:09

    Arrrlindo (“beijinho” levaria vc. com violência nas virilhas)
    e
    Piscoiso (este, que é o mesmo que Arlindo e nem sequer eu o referi mas pi(s)cou-se –comt. 00:36) que chame “senhora” seu pai),
    Vai em maiúsculas: PUTAS QUE OS PARIU !!

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  27. tina's avatar
    tina permalink
    12 Março, 2011 08:34

    “mas depois pensamos em tudo o que ele fez enquanto político e concluímos que também ele faz parte do problema.”
    .
    Que ridículo. Tivesse Cavaco Silva continuado como PM até agora e teriamos continuado entre os 20 países mais ricos do mundo.

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  28. Piscoiso's avatar
    12 Março, 2011 10:00

    MJRB
    Que a senhora é paternalista, nota-se.
    São frustrações suas, que descarrega malcriadamente, como qualquer vendedora de rabanetes.

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  29. MJRB's avatar
    12 Março, 2011 12:06

    Piscoiso,
    Vá tratar por “senhora” o seu pai !
    Nadinha frustrado por vir ao Blasfémias, mas se o fosse, antes isso do que um desavergonhado apparatchik deste governo e de Sócrates.
    Sobre malcriadice, fico muitíssimo aquém de si e dos seus heterónimos.

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  30. zepovinho's avatar
    zepovinho permalink
    12 Março, 2011 12:21

    Acho muito bem que os jovens venham para a rua e comecem a exigir o que estes políticos nunca fizeram. Há outra democracia e temos que lutar por ela. Estes aldrabões que nos têm governado desde o 25 de Abril devem partir sem reformas e serem responsáveis por aquilo que fizeram. Quanto os mais velhos é altura de lutarem com os jovens igualmente para que neste País se fale verdade e se comece a governar seguindo a Constituição ou seja para as pessoas e não para os amigalhaços do partido ou do governo… Acordem Portugueses !!!!!.

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  31. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    12 Março, 2011 12:30

    FRASE DIRECTA AO SÒCRATES…..

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  32. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    12 Março, 2011 12:31

    Eu não sou um recibo…sou gente….

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  33. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    12 Março, 2011 21:27

    Este post falha em dois “pormenores”.

    O primeiro já foi apontado pelo Manuel Menezes de Sequeira que escreveu “O que os manifestantes querem é mais e maior estado”. Ou seja, precisamente o contrário do sentido do post que os defende.

    O segundo é o autor não ter incluído as reformas e os direitos adquiridos quando escreveu “não faz sentido diminuir as indemnizações por despedimento para os novos contratos e não tocar nas regras dos contratos já existentes”.

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  34. Leme's avatar
    Leme permalink
    21 Março, 2011 01:41

    jmf1957,
    muita parra – por acaso, nem tante… – e pouca, ou nenhuma, uva…

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