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um toxicodependente dentro de casa

11 Março, 2011
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As sucessivas, intermináveis e cada vez mais gravosas medidas de «austeridade», postas em prática, pelo menos, desde os tempos de Durão Barroso/Manuela Ferreira Leite e agravadas nos dois governos de José Sócrates, têm um significado linear, que só não apreende quem for completamente cego: que o estado português não se sabe governar e se se comporta com o dinheiro dos outros como um filho mal educado se comporta com a carteira dos pais. O estado não é capaz de gerir os recursos que vem coercivamente retirar aos cidadãos e às empresas, em suma, à economia privada, continua a gastar muito acima das suas possibilidades e é incapaz de promover uma restruturação que o ponha a gastar abaixo daquilo que deve. Muito pelo contrário, as notícias das novas «fundações», «gabinetes», «comissões» e outros gastos descontrolados continuam na ordem do dia, fazendo lembrar aqueles meninos que, depois de terem já gasto a massa toda aos progenitores em copos e noitadas, ainda conseguem crédito de um tio distraido para irem passar uma semana de férias ao Brasil. Quando estas coisas sucedem dentro de famílias normais, costuma-se suspender a mesada dos rapazes, inibi-los de acederem a contas bancárias e a cartões de crédito e, no limite, se os meninos não forem ao sítio, recorrer aos tribunais para os impedir de disporem de património. No caso dos governos, o que poderão fazer as vítimas para impedir que os senhores ministros lhes continuem a ir à carteira?

16 comentários leave one →
  1. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    11 Março, 2011 11:06

    esta republiqueta nacional-socialista apenas me considera contribuinte
    existo para servir o estado

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  2. campos de minas's avatar
    campos de minas permalink
    11 Março, 2011 11:10

    toxicodependências…
    in vino veritas:
    cavaco é desde 1985, um inveterado demagogo,VPValente.

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  3. SM's avatar
    11 Março, 2011 11:17

    Os verdadeiros problemas:

    1. O dinheiro mal gasto pelo Estado. A má organização. As benesses. É cortar no desperdício e no abuso salvaguardando, optimizando e melhorando a educação, a saúde, a justiça e a administração.

    2. Os que mamam à sombra do Estado. Obras sem concurso público. Parcerias Público-Privadas. Perdões fiscais. É cortar sem dó.

    3. As desigualdades sociais. A concentração da riqueza em meia dúzia. Desde 1979 a riqueza de 1% de super-ricos americanos aumentou quase 400% e a riqueza de 80% da população ficou na mesma ou caiu. Valorizem os rendimentos de trabalho em detrimento da acumulação de capital. Warren Buffet denuncia que o favorecimento aos super-ricos americanos apenas e só os tornou mais ricos enquanto o americano médio não foi a lado nenhum.

    Isto não se consegue através da ideologia e políticas do Blasfémias.

    http://macrobusiness.com.au/wp-content/uploads/2011/02/US-Income-Share.gif

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  4. Lima's avatar
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    11 Março, 2011 11:29

    As vítimas poderão atirar alguns (os piores) pela varanda abaixo, como fizeram os nossos antepassados com os lambe-botas dos filipinos! E enviar todos os outros excelentes gestores da coisa pública ganharem a vida lá fora, mas sem as contas bancárias chorudas, para eles demonstrarem realmente o que valem.

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  5. SM's avatar
    11 Março, 2011 11:30

    “O estado não é capaz de gerir os recursos” diz Rui A. Defendo a concorrência mas em monopólios não existe concorrência: a REN não deveria ser privada, nem a ANA, etc. Na sáude e na educação não é possivel um acesso igualitário segundo os vossos moldes. Por exemplo em Faro todas as escolas funcionavam com o cheque ensino e uma era execelente e quase de certeza que eu e muitos pais não conseguiriam por os nossos filhos nessa escola. Na saúde o produto é muito complexo para que o consumidor possa desempenhar um papel proactivo num mercado concorrencial, apesar de é obvio não poder haver 2 hospitais concrrentes em Faro. A sáude é privada nos EUA com gastos per capita muito maiores que em PT e não é por isso que no global têm melhor saúde que nós. Para ter equipas de gestão que são mais um custo sobre o sistema?

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  6. Piscoiso's avatar
    11 Março, 2011 11:41

    “No caso dos governos, o que poderão fazer as vítimas para impedir que os senhores ministros lhes continuem a ir à carteira?”
    Votar noutros ministros, nas próximas eleições, digo eu, mas se está numa de vitimização, vai continuar a ser vítima com outros ministros.
    Ou acabar com os governos e os ministros, mas não é seguro de deixe de ser vítima de qualquer coisinha.

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  7. ramiro marques's avatar
    11 Março, 2011 12:10

    Correr com eles o mais depressa possível.

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  8. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    11 Março, 2011 12:50

    “Por exemplo em Faro todas as escolas funcionavam com o cheque ensino e uma era execelente …”
    .
    Pobre Tuga sempre comuna e invejoso. Entenderá o mercado alguma vez?
    Então só uma marca de carros faz carros bons?
    Estranho, é que vejo todas as marcas a melhorarem a fiabilidade e qualidade dos produtos.
    E se não fossem os Impostos muitos Tugas teriam acesso a mais.
    .
    Um professor é um jogador de futebol num mercado da educação livre. No mercado da educação para entrar nas melhores escolas terá de provar a sua capacidade nas escolas por onde trabalhou.
    Ou seja a concorrência eleva todos. Tal como no Futebol um jogador tem de provar o seu valor numa equipa à partida fraca.
    As boas práticas depois serão adoptadas enquanto as más será recusadas. Num sistema fechado sem concorrência ainda se estaria a fabricar Ladas pois não é necessário eliminar as más práticas.
    É como estamos nós. A educação portuguesa é uma Lada. E todos andam de Lada excepto aqueles que podem pagar o Lada mais pagar o Mercedes.

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  9. António Ferreira's avatar
    António Ferreira permalink
    11 Março, 2011 13:19

    É fácil. Fazer o que eu já faço. Trabalhar ilegalmente. Não é justo dar 50 ou 60% do que ganho a trabalhar ao longo da minha vida ao Estado para este desperdiça-lo ou distribuir pelos seus boys. Prefiro não ter direitos adquiridos e ficar com o que ganho através do meu suor e trabalho. Os únicos direitos que eu quero é o direito à vida, à liberdade e à procura da felicidade. Viva Ron Paul!

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  10. Me's avatar
    11 Março, 2011 14:28

    as escolas públicas também tem número limitado de assentos , já agora. uma vez todos ocupados , os outros ficam de fora.

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  11. carcará's avatar
    carcará permalink
    11 Março, 2011 14:57

    Sempre que leio algo relacionado a tragédia de voces, alguem fala o nome Brasil. Como brasileiro não entendo porque por muito tempo fomos surrupiados pelo reinado como colônia e hoje estamos bem obrigado. Lembrem-se, não temos nada a ver com a safadeza dos governantes portugueses, acostumados tirar sustento das colônias, quando acabou a boquinha tão ferradosprá sustentar sua própria gente. Não queremos participação nesta epopéia, já temos gente safada demais em nossos cargos políticos. Que DEUS abençôe os LUSOS.

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  12. MJRB's avatar
    11 Março, 2011 16:52

    Rui A.,
    Óptimo post !
    Falta “aí”, os escritórios de advogados-de-negócios…mais os assessores P”S”‘s do –e ao– regime principescamente pagos…
    O que poderão fazer as vítimas ? — abrir a pestana(!), se é que a maioria quer, retirar as palas…
    (Entretanto os lança-chamas vêm ‘a caminho).

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  13. André Miguel's avatar
    11 Março, 2011 18:01

    O que poderão fazer as vitimas? Duas coisas: pensar e assumir responsabilidades.
    A primeira por motivos óbvios. O Português deve ser dos povos mais ignorantes, do mundo ocidental, em cultura política e económica. É confrangedor!
    E depois assumir responsabilidades de uma vez por todas. Toda a gente fala e toda a gente percebe de tudo, mas quando é chamado a assumir as suas responsabilidades enquanto cidadão, pois a vida não é só pagar impostos, os outros que o façam pois é mais fácil mandar bitaites e sacudir a água do capote.

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  14. SM's avatar
    11 Março, 2011 20:52

    lucklucky conversa da treta a tua teoria não é praticável e queres comparar alhos com bugalhos

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  15. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    11 Março, 2011 21:15

    Tens o que mereces então.

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  16. GIRALDO's avatar
    GIRALDO permalink
    11 Março, 2011 21:51

    Queixa CRIME CONTRA DESCONHECIDOS = Um mui Velho “ESTADO SOCIAL” com imensos IDOSOS , onde a “velhice abandonada” não tem legitimidade constitucional .Aqui está o mais Velho “ESTADO SOCIAL” de Velhos , onde a Segurança Social se encontra em estado de “pós-falência” …Principal suspeito: Anibal Cavaco Silva . Prescrito ?… O ESCAVACADO HUMANISMO DE CAVACO !!! Vêm agora alardear que Cavaco Silva enquanto P.M. deu um 14º mês aos reformados mas não dizem que Cavaco Silva desviou milhares de milhões de euros da Segurança Social pondo em risco a sua sustentabilidade e como corolário até um possivel não pagamento … Relativamente ao funcionalismo publico que ele duplicou… , na Universidade do Porto , em 2002 , Cavaco Silva disse :“Como é que nos vamos ver livres deles ? Reformá-los não resolve o problema porque deixam de descontar para a Caixa de Aposentações e portanto diminui tambem a receita de IRS. Só resta esperar que acabem por morrer .“.Um Velho “ESTADO SOCIAL” de Velhos onde não existe “natalidade” Apenas velhice !…Este velho e caduco “ESTADO SOCIAL” gastou 40 milhões de contos em “abortos” !… O aborto então substitui o preservativo …em prejuizo.de outros custos com dignidade constitucional superior .Este “ESTADO SOCIAL” deixou de comparticipar as “cesarianas” !…A interrupção voluntária da gravidez tem “abono de maternidade” !…Este “ESTADO SOCIAL” acabou com o “abono de familia” !…Este “ESTADO SOCIAL” não tem incentivos à “natalidade” . Principal suspeito : José Socrates Pinto de Sousa .E virou “paraiso de criminosos” este “ESTADO SOCIAL” analfabeto ,onde coabitam a “obesidade” e outros quejandos mentais , com uma incurável “leucemia social”, e o “automóvel” e o “betão” estão na escala 20 , enquanto a saude e a educação se encontram na escala zero …“In casu” , os GOVERNADOS são irresponsáveis ? “Ad minus” , inimputáveis …E os GOVERNANTES ? Quais as consequências criminais da dolosa “caça ao voto” pelos governantes , sustentada com base em usurários emprestimos do Estrangeiro que os governados não podem pagar ? E é que os verdadeiros lesados não foram beneficiarios do crime … Em 1984 ,o Dr. Salgado Zenha apresentou uma quexa crime contra desconhecidos por “desvios orçamentais” , infracção criminal p. e p. no artigo 13º da Lei nº 266 de 27 de Julho de 1914 , com duvidoso despacho do Mº Pº de que aquela lei havia sido revogada pelo 25 de Abril , tendo sido tardiamente , 13 anos depois , substituida pela Lei nº 34/87 de 16 de Julho . A par de “truques contabilisticos” de vendas e compras pelo próprio Estado , o OGE 2011 (Lei nº 55-A/2010 de 31/12) foi elaborado com recurso a emprestimos a taxas de juro inferiores às usurárias taxas actualmente praticadas superiores a 7% ,com uma legalidade duvidosa (Regulamento Geral Emissão e Gestão Divida Publica-Lei nº 7/98 de 3 de Fevereiro) e é obvio que o deficit orçamental previsto não vai ser alcançado . Encontram-se preenchidos os necessários requisitos nos termos do artigo 14º da supracitada Lei nº 34/87 , para o procedimento criminal contra o Ministro das Finanças .Compete ao PGR a defesa da legalidade . Deve o Ministro das Finanças ser notificado para apresentar as CONTAS GERAIS DO ESTADO previsionais relativas a esta decada (2012-2022) , acompanhadas de Pareceres do Tribunal de Contas.

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