O discurso das “alternativas”
Depois da obsessão pela “estabilidade” e pela “responsabilidade” políticas que serviu o discurso (a ladaínha) daqueles que, até há bem pouco tempo atrás, rasgavam as vestes em prol da aprovação de um qualquer orçamento para 2011 (PEc 3) – e entre os quais, então, figurou, também, Cavaco Silva, antes, como é bom recordar, da sua reeleição Presidencial – desenha-se, agora, uma nova palavra de ordem: precisamente a das “alternativas”.
Mas então – perguntam e exclamam os do costume (começando, naturalmente, por José Sócrates que deu o mote e passando por alguma imprensa) – quais são as “medidas alternativas” a este novo PEC4? Que medias é que têm para nos propor? O Ministro dos enganos, por exemplo e repetindo mais ou menos o mesmo número que foi fazendo até à viabilização do Orçamento, veio logo afirmar que se lhe trouxerem “medidas alternativas”, o Governo (ele próprio) escutá-las-á!
Como se quem não governa, quem não tem a informação cabal, nem aproximada, sobre a execução orçamental supostamente em curso, como se quem é surpreendido com um anuncio de um facto (leia-se, PEC) consumado, pudesse, porventura, ter na manga e prontas a servir, “medidas alternativas”! De preferência fundamentadas com rigor científico e tecnicamente documentadas ao pormenor!!!
Sejamos (ao menos, minimamente) sérios e consequentes.

Não há ninguém que nos livre do gajo?
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Depois, se a malta perder a cabeça e resolver correr com a ratazana à bruta, não venham com a conversa dos “métodos não democráticos”.
Ofereçam-lhe uma cadeira armadilhada. Já resultou uma vez.
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A única «alternativa» que eu vislumbro é aceitação por parte do PSD deste novo «upgrade» do PEC.
E é lógico que assim seja, pois Sócrates, é o único em Portugal, que está em condições de aplicar uma politica de direita , nitidamente neo-liberal, e que se consubstancia na exploração e tributação dos mais pobres e dos trabalhadores, para isentar os ricos e os muito ricos de tributação, como aconteceu ainda há poucos meses.
Ou pensam que os «muitos ricos» de Portugal e que constam de listagens internacionais, são ricos à custa do seu trabalho e esforço?
Enquanto o Sócrates os proteger, qual é o papel do PSD e do CDS, senão subscrever os diversos PECs que ainda faltam apresentar? Quem é que faz ou está fazendo o «pugrama» do PSD? Não são gestores e empresários? O que é que eles querem mais do que aquilo que o Sócrates já lhes deu e prometeu continuar a dar?
Vai uma aposta que o PSD vai assinar novamente tendo em vista o «interesse nacional» (leia-se o interesse dos banqueiros, dos empresários do regime, os empresários da distribuição e importação)????
Busines as usual….
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que alternativas tem o PSD? desenganem-se, PPC é mais do mesmo.
o PS, enquanto governo, sempre aplicou programas centro-direita com os quais o PSD esteve de acordo no conteúdo, fazendo umas críticas ao formalismo. ou alguém acredita que um governo PSD fará uma política de centro-esquerda?
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Um post sem o losango do JABASTA, não dá gozo comentar.
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Finalmente uma decisão de grande alcance…
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Medida não exige alteração legislativa
Governo baixa IVA aplicado ao golfe para seis por cento
14.03.2011 – 14:01 Por PÚBLICO
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«O dirigente socialista Vitalino Canas considerou hoje que um cenário de ausência de acordo político em Portugal sobre as medidas adicionais do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) é o mesmo que “cortar as pernas ao país”.»
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Portanto, o PS escondeu que o país há meses não tinha pernas!
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O lobi do golfe :
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O que é que você anda para aqui a fazer com a tecnologia capitalista Portela? que flexibilidade…!:))
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Estabilidade e Responsabilidade são os discursos do PSD tornados Dogma.
Álibis para nada fazer.
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É como o discurso contra a discriminação e intolerância tornados dogma. 20 anos depois, Portugueses a tolerância deixa os incapazes nos empregos e no poder e a falta de capacidade de discriminação forma um povo monolítico que vai ao fundo todo ao mesmo tempo.
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boa Arlindo!
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