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É preciso abrir as janelas para deixar sair o ar contaminado*

18 Março, 2011
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Ao fim de seis anos o país não está só economicamente arruinado, começa também a estar moralmente corrompido

________________________________________

 

Primeiro que tudo é bom sabermos onde estamos. E onde estamos é simples de definir: não há memória de um governo ter conduzido o país a uma situação tão desesperada. Nunca, nos últimos 160 anos, a dívida pública, em percentagem do PIB, foi tão elevada. E a dívida externa é a maior dos últimos 120 anos, isto é, a maior desde que o país declarou bancarrota em 1892. Nunca, nos últimos 80 anos, o crescimento potencial da economia foi tão baixo (temos de regressar aos anos da I Guerra para vermos números tão maus). Nunca o desemprego foi tão elevado, nunca houve tantos desempregados de longa duração, nem tantos desempregados qualificados. E desde o início da década de 1970 que não se emigrava tanto, e só o rápido aumento do número dos que abandonam Portugal tem evitado uma taxa de desemprego ainda mais estrastrosférica. Tudo isto sucede depois de vários anos a divergir, de novo, da Europa e de, na “década perdida” de 2000-2010, Portugal ter sido o terceiro país do mundo crescer menos.

Convém ter estes dados bem presentes sempre que nos vêm com a ladainha da “crise internacional”: esta só agravou o que já estava muito mal, esta só permitiu a acumulação de novos erros (como os dos orçamentos eleitoralistas de 2008 e 2009). É por isso que, ao contrário do que sugere José Sócrates (repetiu-o na entrevista à SIC), não é verdade que “o que se passa no nosso país passa-se nos outros países europeus”, pois não há dificuldades semelhantes na Alemanha, na Holanda, na Áustria, na Dinamarca, na Suécia. A situação de Portugal só tem comparação com a da Grécia, em parte com a da Irlanda, e lá, como cá, tem a mesma justificação: governos irresponsáveis que fragilizaram os respectivos países ao ponto de estes ficarem à beira da bancarrota, quando estalou a crise internacional. Mas se esta não tivesse chegado, as crises grega, irlandesa e portuguesa não deixariam de ocorrer: estavam escritas nas estrelas da desgovernação.

O facto de existirem governos maus ou muito maus não é, em democracia, razão suficiente para se interromperem ciclos políticos. Mas já é se esses governos colocarem em causa aquilo que a nossa Constituição define como “regular funcionamento das instituições”. Ora Portugal foi conduzido a um desses impasses por obra e graça da actual maioria e do seu chefe, um José Sócrates que tem da democracia uma visão instrumental em tudo semelhante à dos líderes autoritários. Isso voltou a ficar patente nos últimos dias, em que construiu mais uma teia de mentiras e de logros que um PS amestrado se tem apressado a repetir.

A primeira mentira é que Portugal não precisa de ajuda externa. Não só precisa, como já está a recebê-la. Se não fosse o Banco Central Europeu a emprestar aos bancos portugueses, estes já teriam secado. Se o mesmo BCE não tivesse andado a comprar títulos da dívida portuguesa no mercado secundário, esta não estaria entre os sete e os oito por cento, mas muito acima, talvez acima da Irlanda.

A segunda mentira é que Portugal não negociou o apoio externo, porque não o pediu. Na verdade, foi exactamente isso que o Governo português esteve a fazer nas últimas semanas, e, se não chegaram a Lisboa os senhores do FMI, estiveram por aí técnicos da Comissão Europeia e do BCE. Foram-se esses técnicos que se foram embora poucas horas antes de Teixeira dos Santos anunciar o PEC IV.

A terceira mentira é que Portugal decidiu “antecipar-se” e apresentar o PEC IV na cimeira de sexta-feira. Não foi isso que aconteceu. O que aconteceu foi que a missão da Comissão e do BCE detectaram um buraco nas contas de 2011 e preparavam-se para o reportar ao Eurogrupo. Foi para evitar que isso sucedesse que Sócrates se precipitou. Tudo porque, como reconheceu na SIC, os cenários macroeconómicos do Banco de Portugal, do BCE e da Comissão “não eram tão bons” como os do Governo. Pois não: eram apenas realistas.

A quarta mentira é que o Governo está disposto a negociar as medidas, tal como esteve disposto a negociar uma coligação em 2009. Só que o que então foi uma farsa encenada é agora uma tragédia pontuada por proclamações grandiloquentes. Sócrates não quis negociar nessa altura, como tentou sabotar a negociação do Orçamento do Estado, como não quer negociar agora. Primeiro porque, como se assinala nos telegramas do WikiLeaks, não sabe partilhar o poder, nem sabe negociar. Depois, porque não suportaria ter de voltar a ceder ao PSD e ver este partido reivindicar pequenas vitórias. Finalmente, porque teme que por cada semana que passe seja maior a irritação do eleitorado e maior o futuro desastre eleitoral. Como sempre, é calculista.

A quinta mentira é que Portugal ficaria pior, se recorresse formalmente à ajuda externa. Porém, não ficaria pior nos juros que é obrigado a pagar, pois tanto a Grécia como a Irlanda já estão a pagar juros mais baixos. Também não é certo que ficasse pior nas medidas a tomar, pois Portugal já adoptou um ritmo de consolidação orçamental mais rápido do que o exigido a esses países. Por fim é até provável que ficasse melhor, pois não andaria de PEC em PEC e teria uma política mais coerente e não feita de ilusões entremeadas com sobressaltos.

A sexta e maior mentira de todas é a de que o nosso problema é a confiança dos mercados. Não é: o nosso maior problema é a incapacidade da nossa economia de crescer. Os mercados pedem juros mais elevados porque sabem que, continuando a crescer ao ritmo anémico da última década, Portugal não terá qualquer hipótese de pagar os juros da dívida, quanto mais de começar a amortizá-la. Os mercados sabem que emprestar a Portugal é muito mais arriscado do que emprestar à Alemanha, ou à Holanda, ou à República Checa, e não custa perceber porquê.

 

Pode-se viver muito tempo com mentiras destas, se elas não significarem o sistemático torpedear do funcionamento da democracia. Ora sucede que, para José Sócrates, a democracia não é o que devia ser – “regras que estabelecem como chegar à decisão política e não o que decidir”, como escreveu Norberto Bobbio -, antes uma formalidade com que o seu formidável ego tem de transigir. As manobras dos últimos dias são apenas os mais recentes atropelos ao normal convívio institucional e tão-somente mais uma demonstração de que, nele, nunca é possível confiar. Não é possível selar um acordo com um aperto de mão, porque no minuto seguinte já o está a trair. Não é possível estabelecer princípios comuns, porque não tem princípios. Não é possível conversar porque só sabe gritar, uma sua especialidade parlamentar.

Nas últimas semanas têm-se sucedido situações que, só por si, teriam feito cair ministros, desde o episódio dos cartões únicos no dia das eleições até às condições em que a mulher do ministro da Justiça viu serem-lhe pagos, pelo ministério, 72 mil euros, passando por uma demissão por razões de perseguição política numa direcção regional do Ministério da Educação. Mas com Sócrates nada se passa. Há muito que, fiéis seguidores do “chefe”, os seus ajudantes perderam qualquer noção de ética. E o pior é que esta degradação dos costumes políticos parece contaminar o país, onde já ninguém se indigna ou sobressalta.

Ao fim de seis anos o país não está só economicamente de pantanas – começa a estar moralmente corroído, começa a achar normal o que é anormal, começa a tolerar, ou mesmo a compreender e a justificar, comportamentos que qualquer democracia adulta rejeitaria com indignação. O estilo de Sócrates, a sua “combatividade” sem regras nem princípios, é a projecção no terreno da política dos métodos do projectista da Guarda, do licenciado da Independente e do ministro do Freeport. É um estilo que contamina tudo em redor e reduz a discussão pública às dicotomias tipicamente caudilhistas do “ou eu ou o caos”.

É também por isso que, esgotada qualquer legitimidade, cortadas por vontade própria todas as pontes, a política portuguesa necessita de abrir as janelas e permitir a renovação do ar contaminado. Ao contrário do que parece conveniente dizer, nem todos são iguais e nem Sócrates é apenas mais um “entre eles”. Tem de se regressar a uma política mais respirável, a um espaço público menos condicionado por jogadas baixas e jogos de spin, mas os tempos de crispação que vivemos só se ultrapassam removendo a infecção. Como no PS só Mário Soares parece ainda vivo, o acto higiénico passa por dar a voz aos eleitores. Todo o tempo que passar até lá é tempo perdido. *Público

 

 

53 comentários leave one →
  1. VSC's avatar
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    18 Março, 2011 21:57

    Assim é.

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  2. pedro's avatar
    pedro permalink
    18 Março, 2011 22:00

    Análise muito bem feita!

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  3. A. R's avatar
    A. R permalink
    18 Março, 2011 22:06

    Não gastar, não comprar, não contribuir para a recolha de impostos sempre por via legal. É quanto temos a ganhar. Tudo o que se entrega Governo é como se caísse num buraco negro: desaparece e a vida do povo piora. Quando mais nada houver para sugar esta gente há-de ser sugada.

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  4. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    18 Março, 2011 22:16

    o que os vários BlocosCentrais fizeram do país!

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  5. JoseB's avatar
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    18 Março, 2011 22:26

    Microeconomia (na AR e PR):
    (a Sábado dispensou esta carta)
    “A Deputada Ladra”
    “Furtos na AR”
    Talvez Rossini, se tivesse conhecido Portugal, tivesse deixado em vez da sua “La Gazza Ladra”, uma peça musical sobre “A deputada ladra”.
    O caso apresentado pela Sábado sobre os quatro dias de férias pagas da deputada Sónia Fortuzinhos, vem em boa altura. Com a manifestação da “Geração à rasca” e da sua atenção para com o poder político, uma amostra mais, em reforço da credibilidade da classe política.
    Admirável, a desfaçatez da senhora, incapaz de gozar quatro dias de licença oficial ou abdicar de 906,10 euros e a infantilidade das suas respostas. O desplante em justificar o injustificável (assistência à família -uma mana nos USA com saudades; justifiquei como achei correcto (!); estou completamente à vontade nesta questão (?) – tudo sem cabimento regulamentar.
    Na anomia moral ou ética que o bloco central tem cultivado, a organização AR não podia ter deixado de fazer jus ao estado do Regime.
    A senhora Secretária Geral, toma conhecimento mas não actua, é simpático. O chefe de fila Francisco Assis, diz confiar em absoluto nas justificações dos deputados. É simpático e faz jus à forma como aceitou e defendeu o deputado “mãos leves” dos gravadores roubados a jornalistas. No topo da pirâmide, Jaime Gama, deve pensar que em democracia tudo é permitido, é simpático e evita aborrecimentos.
    Talvez que nesta Dinamarca lusitana a deputada tenha razão. Afinal, o protocolo de Estado, não fez chegar ao beberete do novo PR no palácio de Belém, um político antigo oficial em tempos expulso do Exército por apropriação indevida de dinheiro?
    Na AR, una deputada Fortuzinhos ou Furtosinhos?
    Vale, que estamos no domínio da ‘pequena’ corrupção.

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  6. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    18 Março, 2011 22:28

    A única saída é que não existe saída alguma…

    Pensar o Meu País …

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  7. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    18 Março, 2011 22:29

    Só o horror..

    DEPOIS DO PEC 4…..

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  8. Bulimunda's avatar
  9. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    18 Março, 2011 22:30

    Chegou a hora dos salva vidas..

    Se Fosse Alguma Coisa, Não Poderia Imaginar…..

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  10. Bulimunda's avatar
  11. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    18 Março, 2011 22:31

    Tal como o ilustre JMF, todos nós temos saudades dos gloriosos tempos do gonçalvismo.
    Foi nessa altura que comi pela primeira vez lagosta.
    Tomei o gosto e nunca mais a larguei….

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  12. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    18 Março, 2011 22:34

    A voz da razão:
    http://economia.publico.pt/Noticia/amartya-sen-a-europa-devia-esperar-pelo-momento-certo-para-reduzir-a-divida-publica_1485029
    Mas neste pais…
    A minha linguagem é como uma prostituta qualquer que eu transformo em virgem.

    Karl Kraus

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  13. insider's avatar
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    18 Março, 2011 22:34

    o arlindo pelos vistos só come da lagosta a parte que não deve ser comida…
    daí a diarreia cerebral que manifesta…

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  14. tina's avatar
    tina permalink
    18 Março, 2011 22:42

    “Como no PS só Mário Soares parece ainda vivo, o acto higiénico passa por dar a voz aos eleitores. ”
    .
    Mário Soares só diz o que lhe convém. A diferença entre os socialista velhos e os socialistas e os novos, está no grau de cinismo, os mais velhs conseguindo ainda ser mais cínicos.

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  15. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    18 Março, 2011 22:45

    Infelizmente um texto que dá demasiado valor a Sócrates.
    Sócrates só existe porque é uma produção portuguesa e os Portugueses deixam.
    .
    A Elite político-jornalista já se mexe contra Sócrates depois de o ter levado ao colo.
    Mas só por uma razão, a razão que faz a Elite Politico Jornalista mexer-se sempre:
    Vaidade.
    A Elite Político Jornalista não se mexe porque o País está na Bancarrota.
    Eles mexem-se porque o País é notícia por estar na Bancarrota.
    E isso é terrível para a sua auto-estima.
    Para a ideia que o País ao entrar na Europa tocava num botão e ficaria “moderno”.
    .
    Ou seja este é um texto que parece querer dar valor aos noveis opositores de Sócrates
    Dizendo que Sócrates é isto e aquilo. Ora Sócrates é um medíocre.
    A resistência ás patranhas de Sócrates teve valor há 4 anos 5 anos. Agora são os ratos,os vaidosos e os parvos. Os parvos são os únicos que se podem curar.
    A afirmação final sobre Soares, apoiante de Sócrates desde sempre é aliás o retrato do elogio perverso dos que saltam agora do barco.

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  16. J. Madeira's avatar
    J. Madeira permalink
    18 Março, 2011 23:02

    Abrir as janelas não resulta…são necessárias máscaras anti-contaminação e óculos protectores
    para ler este artigalho do propagador das inventonas de Belém! Tudo espremido, verifica-se que,
    José Sócrates tem qualidades, que puseram os aprendizes de calças nas mãos, falando de política
    da pura e dura, na sua avidez de ir ao pote e entusiasmados com os discursos do P.R. resolveram
    partir para a “guerra”…veremos qual o resultado e os custos para o País!!!

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  17. Serjio's avatar
    Serjio permalink
    18 Março, 2011 23:14

    nao á janleas

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  18. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    18 Março, 2011 23:27

    Não resta dúvidas, desde que Cavaco «ganhou» as eleições, foi cpolocado em marcha um «golpe constitucional» em vários «andamentos» com vista a fazer dobrar Sócrates e o Governo.
    Ainda me lembro que há cerca de um mês e meio o tiririca Marcelo, a partir de Luanda, mandou a 1ª pedrada, ao dizer que o governo estava acabado, pois o PCP já tinha em «carteira» uma «moção de censura».
    Depois veio bipolar Filipe Menezes, o Ângelo das Arábias, o pequenote que é empregado dum ex-accionista do BPN; a seguir o Marco António, cuja densidade politica ofusca qualquer mortal; todo o «in circle» de Cavaco já veio também anunciar novas eleições, e penso que também veio a terreiro o histriónico autarca Costa das Caldas da Rainha, já para não falar duma data de politólogos e comentadores da treta, que ainda há dois ou três meses punham as mãos na cabeça se houvesse eleições, mas como estão a ver as suas gamelas vazias, já começaram a mudar de opinião.
    Pois bem, meus amigos, tenham calma e serenidade.
    Se não quiserem que Sócrates «rape» uma esmagadora Maioria Absoluta, deixam-no trabalhar e façam alguma coisa, pelos menos para a água ou tintol que hoje beberam…

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  19. Inconformado's avatar
    Inconformado permalink
    18 Março, 2011 23:39

    @Arlindo da Costa
    Vê-se, pela forma de escrever, que é um dos bafejados pela “sorte” de ter um cartão do PS, e, por isso, vive à custa do que o Estado lhe dá e que rouba a quem trabalha.
    São de pessoas como você que este país necessita urgentemente de se livrar…

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  20. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    18 Março, 2011 23:45

    Arlindo, pá! descobriram-te a careca!

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  21. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    18 Março, 2011 23:47

    (…) o Marco António, cuja densidade politica ofusca qualquer mortal (…)
    a frase da noite!

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  22. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    18 Março, 2011 23:56

    Como dizia o Mussollini: «Muitos inimigos, muita honra»!

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  23. Inconformado's avatar
    Inconformado permalink
    19 Março, 2011 00:01

    @Arlindo da Costa
    Tenha vergonha na cara… O seu amigo Sócrates ainda não cobra imposto por isso…

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  24. tric's avatar
    tric permalink
    19 Março, 2011 00:02

    Socrates para a RUUAAAAAAAAAAA!!!!! Governo de Emergência Nacional, pleeaaaaaaaaaaaaaazzzzzze!!!!
    ah é verdade, quando é Portugal sai do Euro!!??

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  25. Kafka's avatar
    Kafka permalink
    19 Março, 2011 00:06

    Aos Arlindos mandá-los a nado para o Chavez

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  26. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    19 Março, 2011 00:24

    tás feito Arlindo! ainda não estão no poder e já se pode adivinhar o que vem por aí!

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  27. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    19 Março, 2011 00:24

    Tomem comprimidos «Melhoral».
    Fazem bem à tosse e à impaciência.
    Podem espernear à vontade, pois vamos ter Sócrates até 2017!
    O resto é conversa fiada, aliás, especialidade muito apreciada na casa…

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  28. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    19 Março, 2011 00:47

    2017? porra Arlindo, queres matar o pessoal?

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  29. Blog do cinza coelho's avatar
    19 Março, 2011 01:06

    O país não está assim tão mau que o governo do Sócrates não consiga piorar, para isso basta deixa-lo estar á frente do país mais 1 ano, e será a bancarrota total.

    http://brigadascinzacoelho.blogspot.com/2011/03/vejam-como-o-meu-carro-foi-destruido.html

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  30. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    19 Março, 2011 01:12

    No «Correio da Manhã», hoje, Passos Coelho afirma (vejam o estilo do «estadista»!) que com ele o «país não estaria com as calças na mão»…
    Ah, pois não! Estaria sim, mas com as cuecas a meia haste….
    (Deus nos livre se esta seita evangélica, tipo IURD, chegue ao poder!)

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  31. Karocha's avatar
    Karocha permalink
    19 Março, 2011 02:36

    Pois JMF!!!

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  32. Leme's avatar
    Leme permalink
    19 Março, 2011 02:39

    Pelo contrário, é preciso calafetar bem as janelas para prevenir a contaminação…

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  33. ping pong's avatar
    ping pong permalink
    19 Março, 2011 02:53

    Quando as janelas desta redoma política forem abertas, fechem as janelas de vossa casa até que os ventos dissipem o ar bafiento daí resultante. É mais mortífero que o radão em concentrações superiores a 400 Bq/m3.

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  34. ping pong's avatar
    ping pong permalink
    19 Março, 2011 03:13

    Afinal eram só cartas proforma … ahahahah
    Apanha-se mais depressa um mentiroso … que um coxo
    Os coxos merecem o meu respeito, os mentirosos, não.

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  35. Piscoiso's avatar
    19 Março, 2011 09:08

    A capacidade de alguns articulistas para dizerem continuadamente a mesma coisa com palavras diferentes, é notável. Tão notável que conseguemencher uma página de um jornal.
    O que me espanta é a bovinidade de quem vai atrás, voluntariamente assimilados pelo “NÓS” isto e aquilo, como se alguém lhes tivesse dado representatividade.
    Realmente é só vaidade, mais uns trocos que vão metendo ao bolso.

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  36. arnaldormoura's avatar
    19 Março, 2011 09:48

    Subscrevo palavra por palavra deste artigo, até sou mais duro e caso Sócrates inverta o rumo até quarta-feira, coisa bem possível, deve manter-se a petição pública pela sua demissão imediata, não vá o diabo tecê-las, assine a petição em http://des-governo.blogspot.com/2011/03/peticao-pela-demissao-imediata-do.html.
    Bom fim de semana a todos, que se espera, seja o último com Sócrates PM

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  37. Jorge V. Mesquita's avatar
    Jorge V. Mesquita permalink
    19 Março, 2011 11:05

    Um epitáfio político

    As vezes fazem nele de visão
    a errada percepção, a obstinação;
    e nelas funda a decisão, amiúde,
    sua rapidez tomando por virtude.
    Da convicção a sua força advém,
    que de ilusões, enganos, se mantém.
    Manipulando a mesquinhez alheia
    para seus próprios fins, o ódio ateia.
    Razão que contrarie o seu interesse,
    contra a sua evidência, desconhece.
    E da arrogância inchado da certeza
    dos adversários zomba e os despreza.
    Menos governa, nisto, do que manda.
    Procura a submissão. Na propaganda
    que a vida imita chega até a crer
    enquanto o tempo esbanja e o poder.
    A sós, da liberdade desconfia,
    que a mediocridade desafia.
    O seu passado vai reescrevendo,
    negando-o aqui, ali contrafazendo.
    Sem honra, sem palavra, ainda dura.
    Memória deixa apenas de impostura.

    Jorge Vilhena Mesquita,
    Porto

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  38. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    19 Março, 2011 11:24

    SÒCRATES AOS 70 ANOS….

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  39. Bulimunda's avatar
  40. Bulimunda's avatar
    Bulimunda permalink
    19 Março, 2011 11:26

    O Pior Medo é o Medo de Nós Próprios

    O medo é muitas vezes o muro que impede as pessoas de fazerem uma série de coisas. Claro que o medo também pode ser positivo, em certa medida ajuda a que se equilibrem alguns elementos e se tenham certas coisas em consideração, mas na maior parte dos casos é negativo, é algo que nos faz mal. (…) O pior medo é o medo de nós próprios e a pior opressão é a auto-opressão. Antes de se tentar lutar contra qualquer outra coisa, penso que é importante lutarmos contra ela e conquistarmos a liberdade de não termos medo de nós próprios.

    José Luís Peixoto

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  41. Carlos Dias Nunes's avatar
    19 Março, 2011 11:35

    João Galamba, que ontem vi no Expresso da Meia-Noite da SIC, bem pode ser considerado uma das mais fiéis imagens do PS de Sócrates: uma ignorância atrevida, que no entanto se tem por detentora exclusiva da verdade, numa insuportável e doentia manifestação de exbicionismo.
    Deprimente pensar que o País se encontra há seis anos nas mãos desta gente…

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  42. José Pinto Basto's avatar
    José Pinto Basto permalink
    19 Março, 2011 11:51

    Com tanta desgraça, verdadeira, apontada aqui por JMF, ouvi ontem na TVI24 uma jornalista afirmar que Sócrates é um político inteligente, que seria se não fosse…

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  43. Anonimo's avatar
    Anonimo permalink
    19 Março, 2011 12:01

    .
    (refª 17.04H).
    Se o problema de Portugal fosse de ‘eleições’, ‘governos de salvação nacional’, ‘pactos nacionais de todos os partidos’, ‘socrates’, ‘passos’, ‘louçãs’, ‘jeronimos’, ‘portas’, ‘sindicatos’, ‘pecs’, ‘simplexes’, ‘justiças’ ou ‘associações patronais’ estávamos nós bem.
    .
    Isso é a ESPUMA.
    Resolver Portugal é muito mais PROFUNDO.
    .
    Passa por recolocar Portugal no Mundo como tendencialmente uma ZONA ECONOMICA ESPECIAL (como os países pequenos e sem riquezas naturais por exº Luxemburgo, Suiça, de certa forma Irlanda e Holanda etc).
    Por reorganizar Portugal para ser um TECIDO ECONOMICO LUCRATIVO
    Por instalar o LIBERALISMO AVANÇADO COM DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSIVEIS da universalidade Saúde, Educação, Idade de Reforma, Pensões de Velhice e Apoio transitório no desemprego.
    .
    Para isso é preciso oposição ao movimento instalado da Contra-Reforma.
    .

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  44. Pine Tree's avatar
    Pine Tree permalink
    19 Março, 2011 12:07

    Como sempre está tudo na mão do povo. Os ataques acutilantes, ainda que possam ser baseados na verdade, não substituem a doutrina. O que se propõem os opositores do primeiro-minstro? Irão fumigar os numerosos parasitas que roem a economia? Está-se mesmo a ver… Ou irão rodar a parasitagem, cousa mais provável?
    Por favor iluminem-nos, a nós que não comemos à mesa do orçamento. Nós não queríamos ser a carne para canhão do processo histórico. Já nos basta ter que pagá-lo.
    Desculpem o atrevimento e muito obrigado a Vossências.

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  45. Kruzes Kanhoto's avatar
    19 Março, 2011 12:22

    Mais uma análise repleta de catastrofismo, derrotismo e bota-abaixismo. Portugal está uma maravilha e só não está melhor porque há quem insista em não seguir o lider no seu esforço de puxar pelas energias do país.

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  46. Blog do cinza coelho's avatar
    19 Março, 2011 13:00

    é tempo de devolver ao povoa decisão sobre quem deve dirigir o país, este governo já demonstrou não estar á altura da missão, em 6 anos de governo Sócrates, o país definhou.
    espero qu havendo novas eleições a afluência ás urnas seja esmagadora, pois não basta ir para a rua gritar palavras de ordem, ou nas redes sociais a demonstrar a indignação e depois quando somos chamados a decidir sobre o destino de Portugal preferimos ficar em casa e deixar que os outros decidam por nós.

    http://brigadascinzacoelho.blogspot.com/2011/03/vejam-como-o-meu-carro-foi-destruido.html

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  47. Pine Tree's avatar
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    19 Março, 2011 14:10

    “é tempo de devolver ao povo a…”
    “Eles” não têm coragem, nem doutrina, nem força. Sabem bem qual o risco de uma eleição: “Ele” pode ganhar outra vez, tal como ganhou na última, contra fortes expectativas.
    Hoc opus, hic labor est: é aqui que a porca torce o rabo…

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  48. Bloody Mary's avatar
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    19 Março, 2011 17:20

    Um artigo que até dói de tão bem escrito!
    O ar está fétido. O “projectista da Guarda, licenciado da Independente e ministro do Freeport” vai deixar isto tão podre e poluído que nem com equipamento anti-radiação nos vamos safar. O engenheiro da treta mais a sua tropa fandanga da modernidade e da tecnologia já deram cabo disto.

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  49. Pável Rodrigues's avatar
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    19 Março, 2011 19:27

    O problema é que, quando o povo tiver de pagar as dividas que os sociais/socialistas fizeram, os piscoboys e os boysarlindos já estarão num qualquer paraíso fiscal a gozar os rendimentos dos proventos que obtiveram pelos serviços prestados ao socretinismo. Ou até, à semelhança do que aconteceu no passado, ao serviço de uma qualquer pide ou kgb que por ai apareça.

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  50. piscis foderunt cona's avatar
    piscis foderunt cona permalink
    19 Março, 2011 22:18

    “Sócrates disse que apresentou as novas medidas do PEC IV primeiro aos portugueses, através da conferência de imprensa de Teixeira dos Santos, antes de as apresentar em Bruxelas.
    MENTIRA: a carta de compromisso de José Sócrates com as novas medidas seguiu para Bruxelas no dia 10 de Março e Teixeira dos Santos só falou no dia 11 de manhã (agora andam a dizer que a data da carta não conta, o que além de descarado logro, resulta numa figura caricata, mesmo patética).”

    embora eu abomine o sócas, parece que o mentiroso aqui éo tipo que defecou a posta. LOL! cairam que nem patos na armadilha do pantomineiro. estes neoconas são burros que nem portas.portas?? dasse!

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  51. Leme's avatar
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    20 Março, 2011 02:16

    Erro! É urgente calafetar todas as janelas para não entrar a contaminação…

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  52. vito marques's avatar
    20 Março, 2011 15:14

    “O estilo de Sócrates, a sua “combatividade” sem regras nem princípios, é a projecção no terreno da política dos métodos do projectista da Guarda, do licenciado da Independente e do ministro do Freeport.” Este paragrafo é sintomático da falta de princípios do autor, estes métodos que a inquisição nos revelou, aviltando as pessoas, denegrindo a sua imagem com pressupostos e denuncias mais que aleatórias, não provadas e ainda que o fossem, são reveladores de uma mente estagnada na maledicência que afecta e corrói este país. O que este artigo pretende denunciar é tão só abstrato como inconsequente, não tem substância ponderada. O problema português não está, não esteve, nem estará nos governos vindouros, a questão coloca-se em termos do modelo de sociedade em que o autor deste artigo seguramente terá votado e se apresta para votar de novo, é como se a alternativa fosse para os portugueses a de escolher entre “ser sugado por um governo PS ou ser tolhido por um governo PSD”,este modelo instigado por saloios que promovem o enquadramento de Portugal nos lugares cimeiros dos rankings internacionais, não importa o quê, mas lá em cima… que não conseguem vislumbrar competências que não sejam as de brilhar em confrontos anódinos e irrelevantes, desenquadrados com o que realmente interessa aos cidadãos. Interessa que a atitude de cada um seja a de convergir para o interesse comum e esse interesse comum não se coaduna com a cedência de privilégios a qualquer associação que ousa desafiar o governo, ainda que tenham razão na circunstancia, não é com direitos adquiridos em detrimento de outros cidadãos aos quais esses direitos são negados que se constrói um país a sério, além de que, convenhamos, não são direitos tudo o que é concedido a grupos restritos de cidadãos, chamemos-lhe privilégios, mordomias. Este é o verdadeiro cancro na sociedade portuguesa, enquanto este princípio não for banido do desfecho de toda e qualquer negociação que se faça neste país, nunca, mas nunca, sairemos do fosso lamacento em que nos encontramos. O resultado das negociações entre as associações de camionistas e o governo há menos de uma semana é revelador do que acabo de enunciar, não há volta a dar, este modelo não leva a lado nenhum, qualquer resolução de conflito deveria nortear-se por enquadrar a sociedade no seu todo, nunca, acrescentando assimetrias ao estado social, isto é um disparate só possível num país onde as qualificações se adquirem na escola e não na vida activa. Esta é outra questão abrangente que atinge estas mentes saloias, -“nunca houve tantos desempregados de longa duração, nem tantos desempregados qualificados”, então agora as pessoas saem qualificadas da universidade sem jamais terem sido confrontados com as agruras que a vida ativa nos coloca, no meu tempo e, creio, ainda não foi encontrada outra solução, a experiência e a qualificação adquiria-se nas empresas, no mercado de trabalho no dia a dia de cada problema que surge e se remedeia ou resolve, isso sim é qualificação, agora chamar desemprego qualificado a uma mole de gente que sai das universidades imbuídos de conceitos e ideias sem confronto, alheias ao contraditório, onde entraram, muitas vezes, enganados pela ganância dos números (receitas próprias) a que as instituições se viram obrigados, forjando novas licenciaturas com nomes pomposos e futuros promissores, toda esta gente, ávida de uma vida fácil e descontraída, onde tudo eram favas contadas, daí a serem qualificados, convenhamos, trata-se de um patético eufemismo. Quando muito, a universidade dá-lhes a capacidade de compreender melhor as coisas, mas ainda assim não é um dado adquirido.

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  53. ani's avatar
    ani permalink
    21 Março, 2011 11:43

    JoseB
    Posted 18 Março, 2011 at 22:26 | Permalink

    Onde encontro a noticia?

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