Uma ideia para combater a crise
O governo já cortou nos salários da função pública e é inevitável que tenha que tomar mais medidas no futuro. E se em vez de cortar nos salários o governo optasse por:
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1. Aumentar o horário de trabalho de 35 para 39 horas por semana (o que corresponde a cerca de 10%)
2. Vender horas de lazer (até a um máximo de 4 horas por semana).
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O esquema levaria ao aumento da produção de quem valoriza o dinheiro e à redução de salário de quem valoriza o lazer. O Estado conseguiria reduzir a despesa pagando uma massa salarial menor e, ao mesmo tempo, aumentar a produção por trabalhador. O aumento da produção por trabalhador permitiria melhorar os serviços públicos e reduzir a contratação de trabalhadores temporários e horas extraordinárias. Mais importante, ninguém se poderia queixar de perda de salário, porque a oportunidade de ganhar o mesmo manter-se-ia. Quanto muito, as pessoas poderiam queixar-se de excesso de trabalho, mas essa é uma queixa que em tempo de crise e de desemprego não mereceria muita simpatia.

Genial.
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Completamente de acordo.
Mas por que carga de água é que os funcionários públicos hão de ter um horário de 35 horas semanais, mais garantia de emprego, mais ADSE e outras mordomias enquanto aqueles que lhes pagam o salário – trolhas, pedreiros, sapateiros, tecelões, costureiras têm que trabalhar 40 horas, estão sujeitos ao encerramento da empresa, não têm médico de família, etc?
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joão, sem revisão constitucional não há hipótese… é mais fácil ps+psd+cds acordarem vender a cgd do que mexer na mama da função pública (que tu bem conheces)…
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a proposta não é má, mas muitos já trabalham essas horas extra pelo preço das 35… quanto ao pagamento de horas extraordinárias, será que ainda existe?
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Uma ideia mais ecomicamente viável e até mais «liberal» do que aquela que aqui é apresentada é a emigração.
Quem estiver farto de Sócrates e descontente com Portugal, não pense duas vezes…
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Caro João Miranda,
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Há muito que leio os seus postais e cada vez fico mais perplexo.
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Você ainda não percebeu que a tecnologia está a acabar com o emprego?
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Imagine uma empresa de contabilidade há trinta anos atrás. Vamos supor que essa empresa empregaria, na altura, 50 pessoas.
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Hoje, com a evolução tecnológica, essa empresa precisaria de um ou dois funcionários, computadores e software.
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E, quem fala de contabilidade, fala de quase tudo o resto. Donde, mais horas de trabalho para quê?
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Você está ciente de que a tecnologia (cuja evolução tem sido exponencial), produz cada vez mais, não é verdade?
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Se fosse possível existir liberdade de transaccionar horas de lazer entre trabalhadores essa medida seria ainda mais benéfica, uma vez que quem quisesse aumentar a sua remuneração poderia vender horas de lazer a funcionários “preguiçosos” ou menos necessitados de $$$.
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E Mais:
– acabar com o salário mínimo, abolir os impedimentos aos contratos livres e com todas as proibições ao trabalho.
– abolir os ministérios da educação, saude, cultura, etc…
Creio que apenas isto seria suficiuente para equilibrar aas conmtas públicas, e, a prazo, baixar drasticamente os impostos.
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Mais uma das muitas propostas de quem não faz a mínima ideia de como é o funcionamento real da administração pública (que inclui muitos funconários públicos em regimes especiais, como professores e investigadores).
Os melhores da admnistração pública já trabalham muito mais que isso sem receberem um tostão a mais por isso. Os outros, já trabalham muito menos de 35 horas sem nenhum problema.
É que a questão de fundo é a da responsabilização, de cada um, claro, mas sobretudo das chefias intermédias. Há de tudo, de bons e maus chefes, claro, mas uma grande, grande quantidade destas chefias não assumem as suas responsabilidades e nem sequer as conhecem.
Porque são feios, porcos e maus? Não, porque as regras da administração pública favorecem a bovinidade geral.
Sem resolver isso, nada feito.
Autonomia e responsabilidade para as chefias intermédias, já. Tudo o resto é cosmética na reforma da administração pública.
henrique pereira dos santos
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Nesta conformidade, proponho que se crie uma Bolsa, onde seriam transaccionadas as horas dos funcionários, com cotação diária e indíce bolsista, que agruparia as vinte valências e/ou funções que mais peso têm no Funcionalismo Público.
Quem fosse empregado e não quisesse trabalhar em determinados horários ou que não estivesse muito necessitado de remuneração, poderia ceder os seus direitos laborais e administrativos a outr’em mediante uma comissão.
A existência de uma parceria técnica e tecnológica com o NASDAQ não seria despiciendo…
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Se Miguel Almeida, Posted 28 Março 2011 at 20:22, não está a ser irónico poderia ser aproveitado pelo bloco central para 1º ministro…
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“Se Miguel Almeida, Posted 28 Março 2011 at 20:22, não está a ser irónico poderia ser aproveitado pelo bloco central para 1º ministro…”
Ou então para o arco de esquerda como secretário-geral.
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“(…) não mereceria muita ANTIPATIA” (em vez de simpatia).
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Plenamente de acordo com o João Miranda.
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Não horários á chinesa e salários á vietnamita..assim sim em menos de 10 anos saiamos ada frise …ficávamos pobres mas honrados…ou quando muito senis ou mortos de trabalho…
No dia em que a China crescer 80 por cento ao ano como será..? voltaremos as galeras romanas e ao chicote para acompanhar o ritmo?
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outra opção muito mais barata..
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Há cada inteligente!…
Num país com quase 12% de desempregados, não há que aumentar o tempo de quem já trabalha. Há é que pôr a trabalhar quem está sem fazer nada.
E, num país em que tanto se fala de aumentar a produtividade, como é que se pode dar ao luxo de ter tanta gente ao “alto”?
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Isso é que não. Depois não havia tempo para criar o carro eléctrico, ir a Nova Iorque comprar Armani e sapatinho Prada e tomar cafés a 700 000 com estrelas de futebol.
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Trabalhar mais horas pode não significar maior produtividade. Significa que se passa mais tempo no local de trabalho (na maior parte dos casos contrariado e, por isso, menos eficiente).
E, por outro lado, se reduzíssemos as horas de trabalho por trabalhador teríamos menos desemprego. Claro que isso significaria um abaixamento nos salários e consequente abaixamento do poder de compra da população. Mas isto obrigaria a um abaixamento de preços; quem não ajustasse os preços sujeitar-se-ia a não vender.
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Para o “Diogo” das 19:57 lembro apenas que generalizar sobre o que se desconhece acarreta sempre comentários básicos e deslocados.
Para a “Mosca Morta” das 19:37 assento a escolha dos desgraçados “trolhas, pedreiros, sapateiros, tecelões, costureiras” que pagam ordenados aos funcionários públicos (que já não existem, note-se). Com efeitos a omissão dos profissionais livres e dos empresários foi um lapso, um referência populista fácil, ou efectivamente a confissão de aqueles almas liquidamente pouco contribuem?
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Aumentar o horário de trabalho,
só aumenta a produção,
com robots.
Com humanos,
até pode reduzir a produção.
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1. Aumentar o horário de trabalho de 35 para 39 horas por semana (o que corresponde a cerca de 10%)
Como resolver a situação de funcionários públicos que já trabalham 45 ou mais sem receber por isso? Paga o justo pelo pecador é? Enfim…
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A propósito, Joao Miranda apresenta estas duas propostas como corolário da sua própria experiência no trabalho/serviço?
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O drama dos «liberais» em Portugal é que eles são todos são funcionários públicos.
Olhem para o Barreto e a Filomena Mónica. Naquelas cabecinhas não faltam ideias «anglo-saxónicas», «liberais»; «civilizadas»….mas se não fosse a tença pública, o que é que fariam?
Olhem para os Prós&Contras d’hoje.
Tudo gente com «ideias». »Desempoeirada»; «Empreendedores»;«Modernaços», etc.
E o que é queles são?
Funcionários Públicos (professores,etc.)!
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Manuela Ferreira Leite, Outubro de 2006
«Numa intervenção no congresso do Revisores Oficiais de Contas (ROC), a antiga governante social-democrata defendeu a redução do papel do Estado em sectores que não sejam os de soberania e a reforma da administração pública, orientada nesse sentido da introdução de critérios empresariais.
“O combate ao desperdício e à gestão menos correcta” são medidas importantes, que já estão a ser tomadas, mas são “paninhos quentes” com “resultados mínimos”, insistiu Manuela Ferreira Leite. Como exemplo, a ex-ministra referiu que, entre 2002 e 2006, o défice foi apenas reduzido em duas décimas.», in Público
Manuela Ferreira Leite, 10 Dezembro 2003
Manuela Ferreira Leite explica que o estudo «faz uma análise muito interessante sobre todas as funções de todos os serviços do Estado. As conclusões finais serão entregues até ao dia 15 [de Dezembro], mas os relatórios analisados dão resultados interessantes, como o facto de mais de 50 por cento das tarefas desempenhadas pelos serviços públicos, são tarefas para si próprios e não para os cidadãos, que é essa a vocação da administração pública, prestar serviços aos cidadãos».
A ministra respondeu ainda às críticas da política orçamental que tem seguido e desmente que não haja consolidação orçamental, pelo que afirma que «entrou um, pouco na moda, a ideia de se considerar que apesar de tudo o que se tem feito não tem havido uma consolidação orçamental».
«Em 2001 e 2002 a despesa pública, corrente, estava a crescer nove por cento e neste momento, com as despesas sociais, está a crescer na ordem dos três por cento. Se tirarmos as despesas sociais está a crescer um por cento. É evidente que as taxas de crescimento da despesa são diferentes», sublinhou Manuela Ferreira Leite, considerando que Portugal tem seguido mesmo uma política orçamental.» in TSF
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Por aqui, continua-se a bater na tecla da administração pública, da despesa pública, dos “malandros” dos funcionários públicos, blá, blá… Enfim, seja feita a vossa vontade
Libertemos as costureiras, os trolhas e os tecelões do jugo dos funcionários.. e o mundo sorrirá!
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“Quanto muito, as pessoas poderiam queixar-se de excesso de trabalho, mas essa é uma queixa que em tempo de crise e de desemprego não mereceria muita simpatia.”
Será que não? Em tempo de desemprego a chamada “falácia da quantidade fixa de trabalho” até costuma ser bastante popular, logo a oposição ao aumento do horário de trabalho seria popular.
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Por outro lado, pelo menos na prespectiva dos trabalhadores com CIT, a proposta do JM é arrombar uma porta aberta – é frequente esses trabalhadores requererem à administração para passarem das 35 horas para as 40 ou vice-versa, sendo o vencimento aumentado/reduzido nessa proporção; ou seja, na prática já temos em vigor a segunda parte da proposta do JM.
O que aliás deita por terra o argumento “ninguém se poderia queixar de perda de salário, porque a oportunidade de ganhar o mesmo manter-se-ia” a favor da primeira parte da proposta – se o horário dos trabalhadores com 35 horas passasse para 39, mantendo o ordenado, os trabalhadores com horário de 40 horas não poderia continuar a ganhar mais 1/7 do que os outros (afinal, se trabalham apenas mais um hora…), logo o ordenado desses trabalhadores teria que baixar; ou seja, haveria muita gente a queixar-se de perda de salário.
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Mosca Morta – “Mas por que carga de água é que os funcionários públicos hão de ter um horário de 35 horas semanais, mais garantia de emprego, mais ADSE e outras mordomias enquanto aqueles que lhes pagam o salário – trolhas, pedreiros, sapateiros, tecelões, costureiras têm que trabalhar 40 horas, estão sujeitos ao encerramento da empresa, não têm médico de família, etc?”
O que é que impede um pedreiro ou uma costureira de negociar um horário de 35 horas com o seu patrão (eu conheço caixas de supermercado que têm um horário de apenas 6 horas)?
Você pode dizer que um patrão só iria aceitar essa redução de horário se o salário também for reduzido, mas na Administração Pública os trabalhadores a 35 horas também ganham menos do que os a 40 ou a 42. Portanto, qual é a diferença?
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Aumentar a produção como e para quê, se cada vez há menos para fazer, e o desemprego acompanha a quebra de actividade económica?
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Não queriam uma economia assente nos “serviços”? Depois queixam-se de que há cada vez menos trabalho. Destruíram o aparelho produtivo, agora contentem-se em servir à mesa e arrastar papéis dum lado para o outro…
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O efeito é exactamente o contrário.
Quem já não faz nenhum e recebe por estar parado ficava mais 4 horas a assobiar. Quem já muito faz, muito mais que o esperado, via como uma oportunidade para finalmente trabalhar menos.
O resultado final era menos produtividade por colaborador e mais salário…
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ah muito contam!
afinal João Miranda é funcionário público?
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No exacto momento em que me propusessem isso, eu deixava de fazer as cerca de 20 horas extraordinárias não pagas que faço por mês. Tenho a certeza que todos ficavam melhores (eu pelo menos ficava!). Caro João Miranda, você não sabe mesmo como funcionam os organismos públicos, e estas sugestões, por mais que intelectualmente sejam interessantes, não se coadunam com a realidade prática.
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Revoltado: «Num país com quase 12% de desempregados, não há que aumentar o tempo de quem já trabalha.»
O Revoltado cai na falácia Portuguesa. E é esta mentalidade que nos distingue definitivamente dos Norte Americanos. O Revoltado passa o tempo. Para o revoltado o trabalho é para passar o tempo. Criar, crescer, inventar não faz parte do seu jargão. E isto porque o melhor não é aumentar o tempo de trabalho, na sua óptica o trabalho é para diminuir, porque assim dá para todos. Tal lógica anda muito perto da ideia do; com calma, porque amanhã não há mais trabalho.
A falta de prática, o marasmo produtivo (que inclui a criatividade, empreendedorismo etc) é o principal mal de Portugal. Esta mentalidade retardada mata. E mata porque a relação com o “trabalho”, com a indústria é apenas porque se passa tempo.
Às vezes penso na aptidão para este povo Português, e penso naqueles escriturários com um “chefe”. Género plantas. Num escritório já bem cansado. Que se quedam bem contentes quando a esmola do “chefe” chega, e contentes vão comprar o primeiro pópó. Dias iguais. Passados das 8h às 18h.
R.
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