síndrome «jota»
Um partido político é, ou melhor, deve ser uma agremiação de cavalheiros, mais ou menos distintos e com ideias próximas entre si do que deve ser o governo de um país, do que este deverá fazer no poder e, sobretudo, do que deve evitar que ele nos faça, e não propriamente um conjunto de caciques eleitorais irmanados pelo fim menor da maximização de votos para tomarem o poder.
Num país, como é o caso do Portugal dos nossos dias, que chegou à falência económica em virtude do esgotamento de um modelo social e político que nos tem arruinado ao longo de muitos anos, o que se deve exigir a um partido político que ambicione governar-nos é que nos diga o que pretende fazer e com quem para, obviamente, fazer diferente e fazer melhor.
A meu ver, na situação trágica em que se encontra o nosso país, o aggiornamento da direita – de toda a direita – para constituir uma alternativa, séria e pensada, ao socialismo e à esquerda que nos têm governado, era uma obrigação moral dos dois líderes dos seus dois principais partidos, a saber, de Passos Coelho e de Paulo Portas. No meio disto haveria, sem dúvida, espaço à famosa «abertura à sociedade civil», indo-se à procura e projectando-se nas listas eleitorais, algumas pessoas sem ligações convencionais à política, mas influentes na sociedade portuguesa, que pudessem contribuir para uma alternativa.
Isto nada tem a ver com ir-se buscar uma personagem, há anos conhecida pela necessidade obsessiva de protagonismo político e social, ao ponto de se ter sujeitado a ser sucessivamente apoiante do Bloco de Esquerda, das retaliações de Mário Soares contra Manuel Alegre e, agora, do PSD, e transformá-la em cabeça de lista pelo maior círculo eleitoral do país e em putativo presidente da Assembleia da República, apenas porque teve um resultado eleitoral satisfatório, à esquerda, nas últimas eleições presidenciais.
Cabe assim perguntar, nas circunstâncias em que o PSD lançou o «independente» Fernando Nobre, que «valores» irá o candidato defender na Assembleia da República em nome do PSD e da alternativa de direita que se espera venha a suceder ao governo do PS. Os mesmos que elogiou ao Bloco de Esquerda nas eleições europeias de 2009? As ideias do Bloco que, segundo o próprio, sempre defendeu nos seus «livros»? E, já agora, será que este candidato do PSD é a mesma pessoa que, em 2009, pedia para não o abordarem com «a teoria de quanto menos Estado, melhor Estado, porque sabemos a que isso nos conduziu»? Continua na achar, o agora candidato do PSD à presidência da Assembleia da República, que há pouco estado em Portugal? E Passos Coelho revê-se no que este homem diz (ou disse, sabe-se lá!), ao ponto de fazer dele o cabeça de lista por Lisboa, ou será que só lhe interessam os 14% dos votos que ele teve nas presidenciais?
Estas brincadeiras e este género de jogadas costumam fazer-se nas «jotas», para ganhar eleições concelhias, distritais e outras que tais. Era, contudo, tempo de Passos Coelho compreender que já não preside à célebre agremiação juvenil social-democrata, mas a um partido que quer governar os destinos do país, que é, cada vez mais infelizmente, o nosso.

Mais um tiro no pé do jotinha Passos Coelho.
Fernando Nobre, pode ser um cidadão muito respeitável a nível profissional e humano, mas do ponto de vista politico é um catavento e uma azelha.
Não possui um projecto politico concreto, objectivo e ideologicamente transformador.
Navega entre a esquerda chique do BE e o centro-esquerda populista do PSD.
Mas do PSD, já se espera tudo.
Espero que convidem os «Homens da Luta» para animar os comícios.
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O que deve definir a política do partido é o seu programa, e não as distintas ideias individuais dos “cavalheiros”. O rui a. já não está habituado é a que os partidos respeitem os seus programas. 😉
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Ou seja, se os indivíduos violentam as suas ideias políticas não há problema, vão na mesma defender o programa como se fosse algo com que concordam. Extraordinário. Os boys do PSD já estão na twilight zone.
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Mais um texto engolido pelo monstro do blasfémias…
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«O que deve definir a política do partido é o seu programa»
O papel, como sabe, aceita tudo: até os 150.000 novos postos de trabalho do Sócrates.
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Okay já lá está.
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Isto demonstra que o PPC não é o tolo que lh chamam, e pode demonstrar tb que ele não é o terrorista ultra-liberal que nó (ainda) pensamos que é. Tem é de se acautelar com as companhias (algumas são mesmo más, cruzes canhoto!), quanto a Fernando Nobre é uma excelente companhia, que, acredito, saberá manter a sua independência e integridade. http://psicanalises.blogspot.com/
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«Estas brincadeiras e este género de jogadas costumam fazer-se nas «jotas», para ganhar eleições concelhias, distritais e outras que tais.»
Completamente
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Muito bem analisado! Isto é mesmo grave, dizia o secretário-geral Relvas à saída no final da festa
do PS, eles estão desesperados, a cair aos bocados e todos esfarrapados! De seguida, mostram com
toda a evidência quem está em desespero de causa a fazer convites para lugares ainda não alcançados, para mais um out sider da política ou melhor um pica-pau, dito independente sem
qualquer esperiência em lides políticas, para dirigir o Parlamento!?!
Tinha esperança que desta vez é que era… e acontecem estes tiros nos pés, ainda há outra, qual a
necessidade para falar no adversário dizer que o engenheiro José Sócrates nem sequer o nomeou
a ele, o doutor Passos Coelho!?! Eles é que estão desesperados, por este andar nem precisam de
fazer campanha…é como diz o autor do post não se está a brincar em casa nas jotas ou concelhias !!
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A integridade que o Hamas e o Heezballah não são terroristas.
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«O que deve definir a política do partido é o seu programa»
o que nos vale é que vai haver poupanças na elaboração dos programas a serem sujeitos a voto em 5Jun…
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… PS, PSD e CDS concorrem todos com o programa do FMI/BCE/FEEF.
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“O papel, como sabe, aceita tudo: até os 150.000 novos postos de trabalho do Sócrates.”
Claro. E por isso mais vale meter todos os partidos e todos os políticos no mesmo saco e não apresentar programa nenhum. E continuar a dizer que o país precisa de gente diferente… 😉
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Mas Sócrates, vai vender o programa mais barato, e com desconto à cabeça.
A rede de «comercialização» do PSD no que se refere ao Programa FMI/BCE/FEEF é muito fraquinha…
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“PS, PSD e CDS concorrem todos com o programa do FMI/BCE/FEEF”
E qual é a alternativa?
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Isabel Posted 10 Abril, 2011 at 22:4
Isabel confirma que, pelos menos o CDS, vai a votos com o programa do FMI!
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E o BE e o PCP?
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Favas com Chouriço…Nobre!
Uma boa alegoria ao transcendatalismo proposto por Passos Coelho.
Uma boa chouriçada na AR. Se é nacional, é boa!
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PPC trás o Fernando Nobre.
Socrates trás o “”Estou-me cagando para o segredo de justiça”
.
Diferenças…
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Isabel quer um programa. Tome nota de alguns tópicos:
* Aumento, ao nível da inflação, de pensões abaixo de 2 salários mínimos
* Reposição do abono de família e outras prestações sociais aos níveis de antes dos cortes orçamentais
* Apoio fiscal e redução da Taxa Social Única a empresas que criem Emprego real
* Pagamento de IRC pelo sector bancário/financeiro/segurador, ao nível de qualquer empresa normal
* Ajuda financeira ao investimento por parte do BCE, a juros de 1%, através da CGD
* Renegociação da Dívida Pública, alargando prazos e baixando juros
* Acesso a crédito bancário para empresas com (1) programas de exportação e (2) de criação de emprego
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Eu diria mesmo mais: as síndromes são uma confusão sobretudo quando se é ignorante…
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«Eu diria mesmo mais: as síndromes são uma confusão sobretudo quando se é ignorante…»
À falta de tempo e de pachorra para ilustrar melhor a sua sapiência, leia lá este texto:
«Outra dúvida diz respeito ao gênero, ora masculino, ora feminino. Feminino em sua língua de origem, tornou-se masculino em espanhol, feminino em italiano e de gênero incerto em francês. Em português observa-se igualmente certa vacilação quanto ao gênero da palavra síndrome (ou síndroma).
Rui Barbosa, na Réplica, usou o síndroma.[9] Francisco de Castro, médico e professor eminente, profundo conhecedor da língua vernácula, também escrevia o síndroma.[10] Já Aloysio de Castro, em seu clássico Tratado de Semiótica Nervosa optou por a sindroma.[11]
Nota-se maior indecisão, quanto ao gênero, por parte dos lexicógrafos. Cândido de Figueiredo consigna os dois gêneros para síndrome, feminino para síndroma e masculino para síndromo.[12] O dicionário de Aulete-Garcia coloca síndrome no gênero feminino, síndromo no masculino e admite os dois gêneros para síndroma, advertindo que o uso do masculino no caso de síndroma se deu por influência de sintoma.[13] Silveira Bueno registra unicamente as formas síndroma e síndrome, ambas no gênero feminino. Assinala no verbete síndroma que “alguns lhe deram o gênero masculino, levados pela regra de que os nomes gregos terminados em ma são masculinos, como problema, dilema, cinema, etc. Mas esta palavra não termina em grego em ma sim em me”.[14] »
Cumprimentos,
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Miguel Portas – Tudo em silêncio
POR QUE RAZÃO ISTO NÃO PASSOU CÁ NO CANAL RTP1, RTP2, SIC, TVI, SIC NOTICIA
JORNAL NOTICIAS, DN, TSF, PÚBLICO, CORREIO DA MANHÃ, EXPRESSO, DIÁRIO
ECONÓMICO…
.
A VERDADE É QUE NÃO PASSOU…
.
A VERDADE É QUE NINGUÉM OUVIU…
.
A VERDADE É QUE NINGUÉM ESCREVEU NADA…
http://www.youtube.com/watch_popup?v=m2B7RWJY–A
.
(recebido por mail)
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Averdade é que o retrato psicológio/psicopático do *referido cujo* tem vindo a lume
rigoroso e pormenorizado: mitómano (defender Portugal contra todos os seus oponentes),
narcisista (o único PM que tratou devidamente *a crise*), colérico (telefones celulares
atirados como projécteis), obstinado (o TGV), redutor (ou ele, ou o caos), exibicionista (estou bem assim com o tele-ponto?), trauliteiro, pérfido, enrededor/trapalhão, ignorante (as centrais de maré?), demagogo (sempre a procurar o efeito), irresponsável (a culpa nunca é dele, mas dos outros: mania da perseguição).
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Portela Menos 1
Vejo que está a falar do programa do CDS. Só há aí dois problemas. Um é que numa situação de devedores sem dinheiro o poder negocial para baixar o juro da dívida é nulo; e o outro é que são os bancos que financiam a nossa economia e se forem obrigados a pagar mais impostos dizem ” não há dinheiro, não há palhaços”. É isso que quer?
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Venha daí mais um tachinho
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Só textos como este que servem à perfeição a estratégia socretina de perpetuação no poder.
Parabéns, camarada Rui A.!
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São textos, claro.
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Isabel,
…Não ha palhaços”
Os Islandeses disseram isso mesmo no referendo de ontem!
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Rui A. no seu melhor, parabéns!
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Caro Rui,
Penso que esta iniciativa deve ser vista por dois prismas. O primeiro no sentido da heterogeneidade, é importante neste momento conseguir agregar o maior número de identidades, capazes de se insinuarem no povo como vozes de uma mudança. O modelo politico das movimentações partidárias está esgotado, as pessoas querem ouvir, ver, tocar naqueles que representam algo em que elas querem acreditar. Fernando Nobre, independentemente das suas escolhas partidárias, é uma dessas figuras, uma montra de cidadania.
Em segundo é preciso jogar com as cartas necessárias para que a derrota surja sobre o nome do socialismo, este pelos vistos não se coíbe de usar as estratégias mais baixas e sujas para garantir uma vitória nas eleições. É tempo da direita usar ferramentas diferentes da postura de estadista e seriedade e partir ao ataque.
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lucklucky: ainda está com medo de ir queimar uns carros?
Palhaçada completa. E mais palhaços são os desgraçados que lá vão espetar o voto pelo PSD. Liberal a treta. Privatizar a CGD a treta. Destrancar os despedimentos, a treta.
Bando de salafrários…..
R.
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Ai camaradas!
Quem um pai faz muita falta, uma mãe ainda faz mais falta, mas o tino, o tino, esse é indispensável.
Por isso comecem a pensar e a doutrinar o Portugal post-democrático. Assim evitarão coisas ainda mais desagradáveis que isto vai arrebimbar o malho, olá se vai!
E quem avisa amigo é.
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Bem, bem, bem!
Se é que esta oligarquia política tem alguma cousa a ver com democracia. É por aqui que Vossências têm que começar. Eu? Ora, ora, estou nos setenta… (se senta!)
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e os tugas ainda se queixam dos políticos… com cidadãos assim,prefiro mil vezes os políticos!
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JOTA
é uma fábrica de tachos.
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“lucklucky: ainda está com medo de ir queimar uns carros?”
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Lá está você a querer destruir riqueza pensando que isso o vai beneficiar. Por acaso fabrica carros?
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“Fernando Nobre, independentemente das suas escolhas partidárias, é uma dessas figuras, uma montra de cidadania.”
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Cidadania do Hamas e do Heezballah. Viva o Tribalismo.
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se bem percebi a jogada de ppc, ele pretende que fernando nobre ponha ordem na assembleia da república…
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Portela Menos 1
Isto não é “cheguei, vi e venci” ou não me apetece pagar não pago. O governo que está a salvar a Islândia não gostou nada da vitória do não que foi fraca.
http://www.publico.pt/Mundo/islandeses-rejeitam-pagar-divida-ao-reino-unido-e-holanda_1489151
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