Abril: Caso da 1ª semana
Nestes dois meses que nos separam das eleições resolvi acompanhar os diversos casos que em cada semana mais atraem a atenção dos jornalistas.
Na primeira semana de Abril tivemos o problema da ordem de trabalhos do Conselho de Estado. Já ninguém se lembra mas a 7 de Abril este era um problema mais urgente que a dívida. A título de curiosidade ainda acrescento este pequeno texto que fiz para o PÚBLICO sobre As actas desaparecidas do Conselho de EstadoAgora que tanto se fala de Conselho de Estado convém recordar que no final dos anos 90 se descobriu que não só tinham desaparecido as actas do Conselho de Estado anteriores ao 25 de Abril como se acabou por concluir que entre o 25 de Abril de 1974 e a entrada em vigor da Constituição de 1976 nem sequer se redigiram essas actas. Por outras palavras perdemos o rasto ao que disseram sobre os grandes problemas da pátria aqueles que em cada momento foram considerados o escol do país. É aliás singular coincidência que um dos protagonistas da recente polémica em torno do que se discutiu no Conselho de Estado, Almeida Santos, tenha há 37 anos vivido situação semelhante a propósito daquele célebre Conselho de Estado de Julho de 1974 que, contrariando o que fora anunciado aos portugueses no dia 25 de Abril pela Junta de Salvação Nacional, decidiu que era constitucional avançar imediatamente, logo sem esperar pelas eleições, nas negociações com vista às independências dos territórios ultramarinos, o que obviamente transformou o PAIGC, a FRELIMO e o MPLA nos únicos interlocutores de Lisboa nesses processos. A acta desse Conselho de Estado não existe. Contudo entre aqueles que estiveram presentes há quem, como o general Diogo Neto, tenha feito questão de frisar que exigiu uma adenda à acta explicando porque votava contra. E houve também quem se demitisse, como foi o caso do então primeiro-ministro, Palma Carlos, que para memória futura explicou aos ministros do seu Governo e aos portugueses que se demitia porque “Não quero morrer como traidor à Pátria.” Talvez por causa da memória a acta não foi escrita. Ou não aparece. Ou simplesmente desapareceu. Como se vê o Conselho de Estado nem sempre consegue contar a sua própria História.

Será que o jmf tem alguma justificação para isto, como teve para o simples telefonema de sexta que deu em reunião entre o Sócrates e o Passos. Mas, como para o jmf um telefonema é o mesmo que uma reunião, já estou a ver que um sms não é mais do que uma brincadeira sem significado?
“Deputados do PSD receberam SMS “para não prejudicar negociação” do PEC IV”
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“As actas desaparecidas do Conselho de Estado” – mas isto é um título fabulosos para esses talentos do novos realizadores tugueses – sobretudo aqueles que entraram por cunha na ESTC – fazerem um filme com poucos recursos! http://psicanalises.blogspot.com/
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O presidente rasgou-as para não perceberem que o Bufo mentiroso era o Bagão
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D,
Essa do SMS é uma infâmia do Pacheco contra o PSD, pelo feito de este o ter retirado de cabeça de lista por Santarém. Pode confirmar em:
http://lpm.blogs.sapo.pt/795788.html?mode=reply#reply
Tony,
Devia informar-se, antes de escrever dsiparates. As actas a que o post se refere são outras. E quanto ao mentiroso, fique certo de uma coisa: mais uma vez, foi o do costume (seguido pelos criados de quarto…) e não o Bagão. Tome nota para o futuro, ok?
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Os mercenários da politica……………
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para o D
caso não saiba acta não foi publicada e a historia do defice no tempo dele onde apresentou 3 versões e agora escolha que depois trabalho-as só me dão razão e não vejo por que tem de tomar ares de dama ofendida não é nada consigo.
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