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Começam a sair da toca….

16 Abril, 2011

Como bom populista que é, Marinho Pinto começa a mostrar a sua faceta anti-democrata e de ditador.

A Ordem dos Advogados tinha um historial de defensora das liberdades, mesmo em circunstâncias difíceis e adversas. Em muito pouco tempo este bastonário  tem vindo a destruir todo esse património, passando já a defender abertamente as mais abjectas posições políticas. É positivo que o faça abertamente, mas o eleitorado e a população em geral deve ser advertida sobre quem, como Marinho Pinho, constitui uma verdadeira ameaça à sua liberdade.

46 comentários leave one →
  1. Isabel's avatar
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    16 Abril, 2011 12:40

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  2. Tonibler's avatar
    16 Abril, 2011 12:46

    Temos que admitir que aqueles que não entregaram o país se recusem agora a participar no resto. Eu compreendo perfeitamente o Marinho. Eu não quis Maastricht, não quis Euro e fui obrigado a levar com eles por vossa causa. Se eu não quiser validar o resto do vosso roubo não o farei e, pelos vistos, o Marinho também não.

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  3. ricardo's avatar
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    16 Abril, 2011 12:47

    Neste caso o bastonário tem toda a razão.
    Respeito sempre, embora possa discordar, daqueles que pensam pela sua própria cabeça e defendem as suas ideias sem estar sujeitos às opiniões da seita ou do chefe.

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  4. Isabel's avatar
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    16 Abril, 2011 12:49

    O problema é que neste País já não há homens livres. Para se ter poder tem que se obedecer a ordens, sabemos lá de quem.

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  5. e-ko's avatar
    16 Abril, 2011 13:33

    e, então, qual é a solução que propõe? votar no Coelho do Paço?
    vou votar, lá isso vou, útil, mas ainda não sei exactamente o que útil será para os tugas, vou indo e vou vendo… mas, nesta altura do campeonato, não vejo muita utilidade para o Tugal, votar no gato por coelho das botas (a bota que terá de descalçar com o Nobre ami)…
    o desnorte já é grande e ainda o Coelho (Gato das Botas) não chegou ao Paço!… e, pelo andar da carroagem, vai mas é voltar para a toca!…

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  6. Militante's avatar
    Militante permalink
    16 Abril, 2011 13:34

    Neste ponto Marinho Pinto esteve bastante assertivo. Lamentável são os nosssos políticos actuais. Continuam a barrar nos partidos os competentes e as pessoas que estão disponíveis para trabalhar em prol de Portugal. Creio que dia 5 os Portugueses deviam ir às urnas, mas dizer objectivamente não a estes políticos e à forma maquilhada como esta gentalha, salvo raras excepções, fazem política de terceira classe.

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  7. guna's avatar
    16 Abril, 2011 13:35

    Após 30 anos de palhaçada “democrática”, sempre com os mesmos palhaços agarrados aos mesmos tachos, Marinho peca é pela demora.

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  8. Me's avatar
    16 Abril, 2011 13:49

    eu também acho que o homem tem razão. não se compreende como ainda há quem vote , fora os micróbios , sem ser nulo ou branco.

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  9. Kika's avatar
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    16 Abril, 2011 13:53

    Bater mesmo no fundo é colocar em causa quem diz as verdades, ou seja, abater o mensageiro ao invés da mensagem. E na impossibilidade de rebater as ditas verdades, há que optar pela crítica ad hominem.
    Que ética terá este tal Gabriel Silva? Quer se goste ou nao do bastonário, será que o homem proferiu mentiras? E ataca-se o homem por isso?!
    Ao que esta porra chegou! Chamar os bois pelos nomes é ser anti-democrata e ditador!

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  10. Dinada's avatar
    16 Abril, 2011 13:54

    Por favor, encarecidamente lhe peço que corrija o texto e substitua o Pinho do fim do texto.
    Coisa que me apoquenta.
    Obrigada, desde já!

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  11. Me's avatar
    16 Abril, 2011 13:54

    por exemplo , agora : o psd faz/diz assim , vai o ps faz/diz assado , depois é o ps que diz assim e o psd diz assado , os outros partidos ficam a ver e “dizem” tb. mas´o que é que nos interessam partidos que vivem a ver o que diz/ faz o outro ? alô , marte ? a gente está aqui…

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  12. Gonçalves's avatar
    Gonçalves permalink
    16 Abril, 2011 14:00

    Acho que o Marinho está somente a fazer mais um dos muitos fretes que vem fazendo ao Sócrates canalizando para a abstenção votos que iriam para outras forças políticas, que não o PS. O PS tem um eleitorado (clientela) fiel para além de outros mais ingénuos que andam bombardeados pela propaganda anti-Passos, anti-FMI, crise internacional, cabalas, campanhas negras, urdiduras, enfim a vergonha que sabemos. Com esta conversa do Marinho, o PS não perde votos para a abstenção, mas perdem as outras forças políticas. Que bem que calhava nestas eleições mais uma falcatrua da do tipo cartão de cidadão como aconteceu nas presidenciais.

    Sobre o Marinho, estou bastante elucidado pela leitura do que se escreve sobre ele em portadaloja.blogspot.com

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  13. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    16 Abril, 2011 14:11

    Vou voltar ao tem ado default e até da eventual saída do aéreo, que agora anda tudo com as calças na mão, sem saber o que fazer.
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    Vamos pela primeira parte. Deve Portugal dar um calote aos seus credores? E impôr uma renegociação da dívida?
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    Há aqui, nesta ideia, dois tipos de visão. Um, é aquela revanche contra os nossos credores, esses bastardos investidores e especuladores que também foram responsáveis pelas nossas dívidas. É a posição moralista. É verdade que os credores têm que aprender a ser responsáveis e partilhar os custos de uma eventual irresponsabilidade dos devedores. Mas não foi verdade que os devedores tudo fizeram para existir um ambiente regulatório, fiscal e macroeconómico que obrigasse os investidores a comprarem dívida a baixo preço? Não é verdade que os sistemas fiscais dos países incentiva o endividamento e penaliza a poupança? Quase na prática obrigando os aforradores a comprarem dívida a baixo preço? Basta ver os sistema fiscais da generalidade dos países, em que penalizam cada vez mais o investimento (imposto de capitais, dupla tributação fiscal, asfixia fiscal sobre os fundos de pensões) e penalizam a poupança. Não é verdade que o pagamento de juros no crédito à habitação tem um beneficio fiscal? Não é verdade que os juros de depósitos a prazo pagam IRS? E não é verdade que tivemos taxas de juro muito baixas para incentivar o tal crescimento económico, tentando penalizar a poupança, de molde a que esta incentivasse o consumo, tanto público como privado? E em termos regulatórios, não se desregulamentou as actividades financeiras de mole a que a banca comercial subisse a sua rentabilidade através de uma maior alavancagem financeira?
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    Que moralismo têm agora os que pedem a penalização dos investidores (investidores estes que vão dos fundos de pensões de trabalhadores a até fundos soberanos, veja-se lá bem a coisa) quando são também eles mesmo os que criticam a banca quando não concede crédito barato? Veja-se a hipocrisia do BE e do Daniel Oliveira, que corporiza esta forma de ver este problema. O DO pede uma reestruturação da dívida portuguesa, em conjunto com a irlandesa e espanhola, para penalizar os que nossos credores, sobretudo alemães (na verdade não é bem assim, mas isso fica para mais tarde), esses facínoras que querem que paguemos as dívidas, depois de andarem a nos vender Mercedes e BMWs. O que o DO e outros como os da sua cor política se esquecem é de serem corentes. Afinal não acusa o DE e o BE de terem sido os bancos portugueses a provocar o colapso do Estado tuga, quando decidiu a nossa banca deixar de emprestar ao Estado português? Então a banca portuguesa é culpada por incentivar o endividamento estatal e, simultaneamente, culpada por não conceder crédito ao tal Estado falido? Então em que ficamos? Deve a banca portuguesa assumir os prejuízos de ser irresponsável em emprestar ao Estado português, levando um haircut e, ao mesmo tempo, deve ser penalizada por não querer incentivar ainda mais comportamentos irreponsáveis do Estado? Afinal em que ficamos? E quem diz a nossa banca, diz os demais investidores que acreditaram em Portugal e no seu Estado, que ainda por cima viveram sob um ambiente macroeconómico que os incentivava a emprestar a Portugal, pois as taxas de juro foram levadas para baixo, para precisamente quase obrigar a financiar o consumo. Tanto o público como o privado.
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    É evidente que este moralismo, ainda é reforçado, pela ideia dos DOs deste país e quejandos, que a banca está a chular o Estado, pois empresta a taxas de juro altas e financia-se a 1% ou pouco mais no BCE. Só que não é assim tão simples. É verdade que a banca faz este negócio, mas não é da china, pois num sistema monetário onde não se pode monetarizar a dívida pública (e bem, realce-se), a banca portuguesa está a incorrer em riscos. Que é o risco da insolvência do Estado. Os tais haircuts. Ou seja, aquilo que parecia um bom negócio à banca portuguesa, afinal foi um mau negócio e, senão ruinoso (e veremos no futuro senão foi um grande erro da banca), pelo menos está a criar graves problemas ao sistema financeiro, que agora tem activos tóxicos do Estado português e gera dúvidas aos demais investidores sobre a própria capacidade da nossa banca em sobreviver. Ou sobrevivendo, tendo que fazer aumentos de capital para fazer face aos prejuízos pela compra dos tais títulos da dívida pública, que pareciam um bom negócio, emprestar a 6 e cobrar a 1%. Estes DOs e companhia esquecem-se que, como em tudo na vida, há riscos. E o risco de terem usado este mecanismo foi de tal forma elevado, que afinal foi um mau negócio. Cujos prejuízos podem levar ao colapso da nossa própria banca ou a assumir determinadas perdas, que lhes que lhes impede na prática de concedr crédito aos demais agentes económicos.
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    Mas este moralismo é si mesmo ainda mais curioso. Ao pedir-se uma reestruturação da dívida do Estado português, na prática é levar a banca portuguesa à falência. Ou levá-la a assumir de tal forma um prejuízo tão grande, que ela para sobreviver tem mesmo que congelar as suas normais actividades de crédito à economia, provocando um colapso na tesouraria de milhares e milhares de PMEs, gerando mais desemprego, falências e… Menos crescimento económico. E, mesmo que depois nacionalizem a banca portuguesa, na prática é ainda agravar ainda mais a situação insustentável do Estado português. mas alguém no seu perfeito juízo advoga o colapso da banca portuguesa em nome de um moralismo político e económico? Mesmo que sob esse moralismo se provoque um colapso do tecido produtivo, arrastado pelo colapso do sistema financeiro português?
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    É que os DOs deste país estão mesmo convencidos que os credores do Estado português são os alemães, os suecos, os finlandeses, etc. Não, meus amigos. A grande maioria dos credores do Estado português são os próprios bancos portugueses. O restantes credores são de tal forma diversos, que um default do Estado português poucos prejuízos traria ao sistema financeiro europeu. E muito menos problemas traria aos bancos alemães, suecos e finlandeses, pois se têm em balanço dívida portuguesa, são trocos face às suas gigantescas carteiras de investimento. As principais vítimas seriam os bancos portugueses, os próprios detentores de certificados de aforro portugueses e, em último caso, os demais agentes económicos, que poderiam colapsar com o eventual colapso do Estado português.
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    Talvez por o DO saber que a nossa dívida são trocos para o sistema financeiro europeu, ele pensa que o melhor é gerar um efeito contágio ao restante sistema europeu e tentar juntar irlandeses e gregos aos nossos problemas para ganhar peso negocial. Mas será isto uma boa ideia? Claro que não. Os problemas de cada país são diferentes e com posições diferentes na globalidade dos sistema europeu. Mas mesmo juntos, duvido que a banca internacional colapsasse devido ao default conjunto deste très países. Mas quem colapsaria pela certa era banca de cada país. Ou seja, na prática a banca irlandesa já colapsou e estoirou com a Irlanda. Mas quem iria estoirar a seguir seriam gregos e irlandeses, que iriam somar mais problemas aos já existentes. Uma estupidez de todo o tamanho.
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    O sistema financeiro europeu não está com muita saúde, é verdade. Mas só treme se um efeito-contágio levar para mais países esta crise soberana. Um Espanha criaria enormes problemas. Ou uma Bélgica. Mas estes países, mal ou bem, não estão na mesma situação que a portuguesa ou até grega. E mesmo o caso espanhol, que mais poderia se assemelhar ao irlandês, tem trunfos que os irlandeses não tinham. Uma banca com actividades internacionais, que permite acomodar parte do colapso imobiliário espanhol. O Santander e o BBVA são bancos que têm actividades internacionais de tal monta que se dão ao luxo de se expandir internacionalmente mesmo com problémas domésticos graves. Ou seja, os seus riscos são mais baixos que os sistémicos da própria banca espanhola como um todo.
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    Esta posição moralista do BE, muito expressa pelo DO, revelam apenas uma forma peculiar de ver estes problemas: moralismo. Ou seja, até nem se importam de levar as familias e as empresas á ruína desde que possam estoirar com esses famigerados especuladores, agiotas e a banca portuguesa. Ou seja. É um moralismo suicida. É aquela estupidez de quem gosta de fazer o mal mesmo que se mal não beneficie ninguém. Há gente assim.

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  14. campos de minas's avatar
    16 Abril, 2011 14:19

    jorge miranda, ( e vital moreira) que foi o «vater» da constituição, botou a boca no trombone na sua entrevista à flor pedroso:
    a extrema culpa de cavaco!
    mas sobre isso não se posta!!!

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  15. tric's avatar
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    16 Abril, 2011 14:20

    A Jacobinada Coimbrã

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  16. Isabel's avatar
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    16 Abril, 2011 14:22

    Anti-comuna
    Tem muita razão mas não se esqueça que quem armadilhou a economia foi

    o maldito do Bloco Central
    há 36 anos a desgovernar Portugal

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  17. Isabel's avatar
  18. Isabel's avatar
    Isabel permalink
    16 Abril, 2011 14:26

    Peço desculpa pelo comentário anterior. Foi um lapso do enter”. Não tem nada a ver com o asunto que aqui falamos. Pode-se apagar?

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  19. e-ko's avatar
    16 Abril, 2011 14:38

    a entrevista do Jorge Miranda pela Maria Flor Pedrosa:

    http://tv1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=1010&e_id=&c_id=1&dif=radio

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  20. anti-comuna's avatar
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    16 Abril, 2011 14:51

    Depois temos a outra visão do problema. Que quase nada tem a ver com o moralismo, mas mera análise económica. Grande parte destes analistas pensa que, como a dívida portuguesa é muito grande e como o mercado de crédito quase desapareceu para Portugal, o melhor seria pregar um calote aos nossos credores. E renegociar as dívidas do Estado. Eles estão mesmo convencidos que nunca seremos capazes de pagar ou acreditam mesmo que é melhor nem pagar. Como se isso não tivesse custos. E até que seja liquido que seja possível renegociar essas dívidas. Quase ninguém fala, mas estão esperançados numa espécie de Plano Brady mas à escala europeia. ( Ver http://www.darbyoverseas.com/darby/jsp/brady_plan.jsp )
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    Mas as condições económicas destes três países, Portugal Grecia e Irlanda são bastante diferentes dos países que se submeteram ao plano Brady e, até, as condições macroeconómicas mundiais também são muito diferentes ás de então.
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    As economias destes três países são desenvolvidas e muito diferentes das que se submeteram ao Plano Brady, já que a economia de mercado é dominante nas très economias. Ao contrário dos países que se submeteram ao Plano Brady, que eram economia bastante fechadas, com graves problemas no funcionamento dos mecanismos de mercado e em estágio de desenvolvimento económico bastante baixas. Mas se se pode dizer que aquele Plano Brady teve o mérito de reformar as economias que se submeteram, na realidade os resultados conseguidos por cada país não foram um sucesso. Alguns tiveram mais ou menos sucesso, mas na verdade, não existe a certeza de quais os factores que levaram a que alguns países tivessem um sucesso assinalável, como o Chile e outros países foram um falhanço completo, como a Argentina, ou um quase falhanço, neste caso do Brasil.
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    Mas os países que se submeteram ao Plano Brady, mais ou menos, conseguiram acesso a financiamentos externos. Mas parte desse sucesso e isso não é replicável agora, que deve ter sido a chave do sucesso, mais ou menos global, de permitir o aceso a esses países a capitais externos foi a… Desinflação. O Plano Brady foi um plano ás prestações. E só começou a funcionar efectivamente essa renegociação da dívida quando o processo de desinflação mundial permitiu que os países credores tivessem uma forte queda nas suas taxas de juro. Que por sua vez tornou possível ganhar dinheiro mesmo aceitando perdoar parte da dívida, em troca de benefícios fiscais, prazos grandes para assumir prejuízos nos seus balanços e, claro, a própria injecção dos dinheiros públicos no plano.
    .
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    O Plano Brady foi um sucesso global, se olharmos para o problema de então, como a mera incapacidade desses países acederem aos mercados. Mas foram quase todos um falhanço, pois tirando um ou outro país, o caso do Chile é até excepcional, a dívida externa desses países continuou a pesar fortemente sobre as populações e há até países que continuam a pagar fortemente pelo acesso aos mercados. A Argentina, quase sempre, está no top 10 dos países mais arriscados do mundo. E o Brasil só conseguiu fugir ao peso esmagador da dívida, quando foi capaz de combater a hiperinflação e descobrir muito petróleo, que lhe abriu as portas ao financiamento externo. E, mesmo assim, basta ver as taxas de juro praticadas no Brasil para se perceber, que mesmo tendo condições macroeconómicas boas, paga um prémio de risco bastante elevado. E O México continua com problemas graves embora as suas reformas económicas tenham permitido, hoje, manter algum alento que conseguirá descolar economicamente de um modo sustentável.
    .
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    Mas hoje um Plano Brady tem condições diferentes. Ao contrário da década de 90, em que se assistiu a uma queda na inflação mundial e a taxas de juro cada vez mais baixas, hoje vivemos sob fortes pressões inflacionistas mundiais e sob uma forte subida das taxas de juro. Em todo o mundo. Logo, mesmo que se perdoe a dívida a países como Portugal, as taxas de juro exigidas serão cada vez maiores. Ou seja, na prática é aumentar a dívida a Portugal, mesmo que nominalmente ela seja perdoada. A menos que se imponha aos credores de Portugal, além do perdão da dívida, taxas de juro abaixo do mercado. Mas os credores externos aceitariam essas condições? Quando as taxas de juro por todo o mundo estão a a subir? Não. Assumiriam a perdas mas não voltariam a emprestar a Portugal. Logo, de que vale renegociar as dívidas se o mercado continuará a não financiar a nossa economia?
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    Não sejamos ingénuos. Se pregarmos um calote a um credor, ele só nos volta a emprestar se pagarmos mais pelo empréstimo. Em termos práticos, acabamos por pagar na mesma as tais dívidas que em termos nominais nos recusamos a pagar. Ou pensam que os Estados seriam apenas os nossos financiadores no futuro? Mas isso seria precisamente cair na situação que não é aceitável para ninguém. Que é tornarmos na prática colónias dos países mais fortes e que nos emprestam dinheiro. Porque, senão o queremos, nós temos que ir ao mercado da dívida no futuro. E se o vamos, os nossos credores apenas emprestarão mais dinheiro se incorporarem o risco de um novo default. Ou seja, em termos práticos, se pagarmos aquilo que nos recusamos anteriormente.
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    É triste que se ande a sonhar alto em Portugal. Crentes que vamos ter perdões de dívida. Ou não percebem como funciona o próprio mecanismo de formação de preços da dívida ou acreditam que vamos ter Estados-membros da UE a financiar Portugal por 20 ou 30 anos, a taxas de juro mais baixas que as praticadas pelo mercado.
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    Eu até me pergunto a mim mesmo. Acredita esta gente que vamos voltar a ter taxas de juro como antes do credit crucnh? Como por vezes me parece, face ao que se queixavam dos juros na casa dos 7%? Acho que andam a sonhar alto. Ou sonham alto ou só pescam teoria económica mas pouco como os mercados e as economias efectivamente funcionam.
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    A solução portuguesa é esta e não tem que inventar muito: saldos orçamentais positivos; reformas económicas pró crescimento económico e baixar bastante o peso do Estado na economia. Tudo o resto é apenas mais do mesmo. Estoirar com a economia portuguesa.
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    Há um velhinho ditado que faz todo o sentido: nunca deixes de pagar o prometido sob pena de nunca mais seres servido. Tanto se aplica aplica a pequenas transacções comerciais como países.

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  21. tina's avatar
    tina permalink
    16 Abril, 2011 14:58

    Esta é uma táctica muito transparente dos pró-socialistas para tentar diluir a culpa do PS sobre o presente estado-de-sítio.

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  22. tina's avatar
    tina permalink
    16 Abril, 2011 15:05

    “a extrema culpa de cavaco!”

    ahahaha, Sócrates quase duplicou a dívida durante a sua curta governação – de 90 para 150 mil milhões de euros – e agora a culpa é de Cavaco.

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  23. e-ko's avatar
    16 Abril, 2011 15:10

    pois, considero como útil, também, o voto em branco… vejam a entrevista da Flor Pedroso/Jorge Miranda… do branco à abstenção a diferença não é muito significativa, a não ser que seja massiva!…
    entre sair da toca e voltar para a toca é que a diferença é abissal!…

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  24. Kruzes Kanhoto's avatar
    16 Abril, 2011 15:12

    Este senhor devia era estar a exigir a prisão da maioria dos que exerceram cargos de poder desde o 25 do A.

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  25. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    16 Abril, 2011 15:30

    Campos de Minas, e-ko,
    .
    O Jorge Miranda e o Vital Moreira (o Avô Cantigas e o Sancho Pança) deveriam ser condenados ao degredo no Gulag das Berlengas pelo resto das suas vidas naturais pela sua incapacidade demonstrada na constituição que temos. Se eles condenam o Cavaco, só posso inferir que o acusado afinal se portou maravilhosamente.
    .
    Se dissolvêssemos os dois citados energúmenos em ácido, será que o Ministério do Ambiente deixaria despejar os resíduos no Largo do Rato, a pior lixeira do país (e nada sanitária, pelas emissões fedibundas que dali emanam diariamente)?

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  26. da-se's avatar
    16 Abril, 2011 15:39

    Não percebo como é que ainda ninguém viu que o gajo está doente e precisa de ser internado com urgência.
    Tenho vergonha de ter pertencido (safei-me a tempo…) à Ordem de que ele é actualmente bastonário.

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  27. Kika's avatar
    Kika permalink
    16 Abril, 2011 16:05

    tina
    Tudo isso é verdade, mas avivemos a memória, entre 1985 e 1995, Cavaco destruiu os sectores primário e secundário do tecido produtivo nacional: frota pesqueira, produção de leite, de tomate, arranque de vinhedos, etc. Seriam produções ainda meio artesanais mas supriam uma percentagem das necessidades nacionais. Os milhares de milhões recebidos no primado do Senhor Silva visavam, entre muitas coisas, a formação de muitos sectores e a modernizaçao da exploração de recursos. As verbas esfumaram– se. Que credibilidade pode ter o Cavaco quando, com cara de pau, diz que temos de olhar mais para o mar? Ele foi o “cavador” inicial da tumba onde nos encontramos. A partir daí o caminho em direção ao abismo continuou. Foi com ele que nos habituámos a fazer de ricos.
    Esta corja devia ser toda reciclada.
    Portugal precisa de fazer um clister monumental.

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  28. tina's avatar
    tina permalink
    16 Abril, 2011 16:34

    “Seriam produções ainda meio artesanais mas supriam uma percentagem das necessidades nacionais. ”
    .
    exactamente, do Portugal do antigamente, pré-CEE. Para quê gastar recursos em áreas não competitivas para produzir produtos caros que ninguém compraria? O alinhamento com o resto da Europa terá exigido isso. Mas se Cavaco fez mal, por que razão o PS não fez nada para resolver isso nos 15 anos que governou a seguir?

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  29. Coirato's avatar
    16 Abril, 2011 16:37

    Não creio que seja anti-democrático apelar à greve.
    Muito pelo contrário.
    Mesmo que a greve seja a um acto eleitoral.
    É um apelo à abstenção
    numa determinada eleição.

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  30. M's avatar
    16 Abril, 2011 17:02

    Para a Kika e outros portugueses, Cavaco Silva é reponsável pela deshonestidade dos portugueses que quando tinham os investimentos da CE para renovar e requalificar a pesca, a agricultura e a industria resolveram gastar esses dinheiros em futilidades e luxos. Gostaria que a Kika me explicasse porque é que empresários e agricultores estrangeiros a trabalhar em Portugal conseguem produzir bens e serviços de grande qualidade que exportam a bom preço, bens estes que não se encontram em Portugal nem seriam acessíveis à maioria dos portugueses se fossem comercializados cá.

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  31. Isabel's avatar
    Isabel permalink
    16 Abril, 2011 17:29

    Não nos darmos ao trabalho de ir votar é uma prova de que ainda não estamos à altura duma democracia. Na verdade, como se tem visto, talvez não a mereçamos

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  32. Isabel's avatar
    Isabel permalink
    16 Abril, 2011 17:46

    Se Cavaco tivesse feito bem não vinha agora falar no mar, como se não tivesse tido nada com isso.
    Mais uma prova de que a política do PS e PSD é uma e só uma. Alternam apenas os “executores” da nossa soberania.

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  33. Blog do cinza coelho's avatar
    16 Abril, 2011 18:53

    Em democracia a abstenção não é solução para nada, quando alguém se abstém apenas está a colocar a decisão nas mãos (voto) de outros.
    senão veja-mos, se nas eleições legislativas se 99% dos eleitores se abstiverem os 5% restantes com o seu voto elegerão os mesmos 230 deputados.

    http://brigadascinzacoelho.blogspot.com/2011/04/homens-da-luta-fernando.html

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  34. tina's avatar
    tina permalink
    16 Abril, 2011 19:14

    “Se Cavaco tivesse feito bem não vinha agora falar no mar, como se não tivesse tido nada com isso.”
    .
    porque possivelmente não fez nada do que é acusado. Podem ser histórias inventadas pela esquerda, na ânsia que sempre têm de deitar as culpas sobre alguém. Desviar a atenção do facto de que Sócrates é um verdadeiro criminoso, que endividou o país ao ponto de já não conseguirmos pagar a dívida e não contente com isso ainda queria construir o TGV..

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  35. Isabel's avatar
    Isabel permalink
    16 Abril, 2011 19:34

    tina

    Para mim cada um é mais do mesmo. A alternância não significa mais do que mudar a forma para disfarçar o mesmo conteúdo anti-patriótico que nos levou a sermos um protectorado. Nós, Portugal, com 868 anos de História como nação.

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  36. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    16 Abril, 2011 19:39

    Marinho Pinto tem toda a razão.
    O Estado está cheio de condes, viscondes e barões que sugaram tudo e todos.
    E quem sugou o Estado e os contribuintes não foi o Governo nem o Sócrates.
    Foram as Corporações que estão implantadas dentro do Estado e que o destruiram: Sistema Judicial (que tem custado mais do que a 5ª Frota dos EUA); os Professores; os Gestores Públicos; Empresas Públicas; os Profissionais do SNS, etc.
    Todos eles foram mamando e sacando à la gardere.
    Sócrates lutou contra eles, para desmantelar esses grupos, mas teve contra ele uma parte da sociedade, os sindicatos e os partidos da oposição.
    Agora que o FMI está à porta deviam comer merda!

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  37. da-se's avatar
    16 Abril, 2011 19:58

    A corja socretina não tem emenda.
    Sempre que alguém põe a nu a criminosa actuação do desgoverno do falso engenheiro, imediatamente um elemento da dita corja vem à liça com ataques a Cavaco. Até parece que foi este quem governou Portugal nos últimos 15 anos.
    Cambada de imbecis e vendidos! Quando ganharão vergonha na cara?

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  38. ZL's avatar
    16 Abril, 2011 21:21

    Marinho Pinto é perigoso.
    Se há alguém que tem andado com Sócrates ao colo nos últimos anos é Marinho Pinto. Defendeu-o no Freeport, na questão das escutas do processo Face Oculta, atirou-se como gato a bofe a todos aqueles que ousavam atacar Sócrates.
    De repente, Marinho Pinto descarta-se e arma-se em virgem: no dia do voto, vou de branco!
    Este tipo tem um projecto político pessoal, é um demagogo da pior espécie e não olha a meios para atingir o seu fim: ser candidato supra partidário a presidente da república quando a república estiver suficientemente podre para lhe cair nas mãos.
    Então, Marinho Pinto fará da república aquilo que já fez da ordem dos advogados: uma coutada para si e seus amiguinhos.
    Escrevam o que eu digo!

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  39. Kika's avatar
    Kika permalink
    16 Abril, 2011 21:21

    da-se
    Parece ter graves problemas a nível da hermenêutica. Cavaco, Sócrates, Sócrates e Cavaco são as faces da mesma moeda oxidada. Mudem estes figurantes todos! Ando farta das mesmas caras no alterne obsceno da governação e a fazerem sempre o mesmo esterco.

    tina
    “Para quê gastar recursos em áreas não competitivas para produzir produtos caros que ninguém compraria?”

    Claro, querida, até o cultivo de beterraba “ardeu”, porque não seria um produto competitivo, mas neste momento os maiores produtores são a França e a Alemanha. Por que será? Já agora se o Silva recebeu ordens para o país deixar de produzir certos produtos, pergunto- lhe, a si: que raio foi ele aconselhado a produzir?
    Apostar na modernização de uma frota pesqueira, com os quilómetros de costa marítima que temos, era desinvestir? Preferiu apostar na legislação das reformas vitalícias para os deputados da AR, com 12 anos (inicialmente eram 8!) de arduo serviço prestado a res publica, acumulação de pensões/reformas, ressarcimento aos deputados, mesmo que”despedidos” por eleições democráticas, pelo “abandono temporário” das suas funções na vida civil, etc, etc. Basta consultar os D.R.
    Os que vieram a seguir continuaram a carregar nas cores e a viver no regabofe.

    Será que não há neste país outros homens e mulheres válidos?!
    Pasmo como ainda pode haver pessoas crédulas que andem a terçar armas em defesa destes fulanos!
    Masoquistas.

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  40. licas's avatar
    licas permalink
    16 Abril, 2011 21:34

    da-se
    Eu também dei pelo *fenómeno*: é preciso, mesmo sem qualquer base,
    inventar um bode expiatório. . .

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  41. Me's avatar
    16 Abril, 2011 21:36

    nem mais Kika. é impossível a alguém cordato legitimar essas pessoazinhas dos partidos para que governem. a eficácia da sua governação está à vista de todos e o respeito que têm pelo seu país ficou também à vista : parecem comadres a falar mal umas das outras em lugar de se meterem ao trabalho e darem um rumo à casa.

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  42. certo's avatar
    certo permalink
    16 Abril, 2011 21:51

    Eh, não cessou de defender sempre a pandilha sókras, como se viu contraa Manuela que dizia à sexta feira as verdades e em desesperoi vem com essa que não acrescenta nada, é claro. Sabido como um terço dos milhões de votantes se dividem a evitar que o adversário do PS ou do PSD ganhe, de modo que sempre votarão no homem do seu prtido, no seu líder e padrinho da seita.
    pois este é o nosso mal, que por mais que alternemos entre o PS e o PSD, sempre, à sua maneira, continuaremos a ser esbulhados pelas duas famiglias de mafiosos que nos tomaram a vida e não nos largam a carteira.

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  43. Dinada's avatar
    16 Abril, 2011 21:57

    Pinto Pinto Pinto Pinto Pinto Pinto Pinto Pinto Pinto Pinto…
    Não Pinho, apre!!!

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  44. tina's avatar
    tina permalink
    16 Abril, 2011 22:43

    “Claro, querida, até o cultivo de beterraba “ardeu”, porque não seria um produto competitivo, mas neste momento os maiores produtores são a França e a Alemanha. ”
    .
    E provavelmente, será muito mais barato importar do que produzir aqui. Ninguém está interessado em comprar produtos mais caros só por serem nacionais. Todos os meios de produção em Portugal são caros, gasóleo, electricidade, etc e os impostos em cima disso tudo! Por exemplo, é tão mais barato passar férias em Espanha que os agentes turísticos têm andado a pedir para baixar o IVA na área do turismo. Assim, em primeiro lugar é preciso acabar com os obstáculos ao crescimento da economia. E o Governo PS fez exactamente ao contrário: aumentou impostos sem parar. É natural que assim nada se desenvolva e não venham agora culpar o Cavaco. Pode crer, se fosse mais barato criar beterraba aqui do que importar, já haveria aí muito agricultores dedicados inteiramente à beterraba.

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  45. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    17 Abril, 2011 00:04

    …………….

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  46. da-se's avatar
    17 Abril, 2011 09:17

    Kika,
    “problemas a nível de hermenêutica”, eu?
    Olhe, não devem ser tão graves como os que V. mostra ter a nível da passarinha…

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