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O Barómetro da Marktest

21 Abril, 2011

Vale a pena ler os dados absolutos da sondagem da Marktest para o DE/TSF e compará-los com os dados do mês de Março. Destaco alguns dados que me parecem interessantes para a análise da sondagem:

  • O número de respostas contabilizadas é o mesmo (805).
  • A maior variação (em número absoluto)  é a do PSD (menos 65).
  • A segunda maior variação é a dos indecisos (mais 62).
  • A terceira maior variação é a do PS (mais 39).
  • A quarta maior variação é a dos inquiridos que não pretendem votar (menos 37).

Estes números revelam duas curiosidades: i) a descida do PSD é idêntica ao aumento dos indecisos; ii) a subida do PS é idêntica ao número de inquiridos que não pretendiam votar em Março e que admitem agora fazê-lo. Não pode, naturalmente, concluir-se, que todos os novos indecisos fossem, em Março, potenciais votantes no PSD e que o PS tenha recuperado exclusivamente à custa de potenciais abstencionistas que deixaram de o ser, mas a correlação entre os números merece ponderação, sobretudo tendo em conta as projecções das intenções de voto feitas a partir daqueles dados brutos. Com efeito, estes dados parecem apontar para o facto de não haver uma transferência maciça de intenção de voto do PSD para o PS, mas sobretudo do primeiro para a fileira de indecisos.

Tenho dúvidas de que a distribuição destes indecisos (velhos e, sobretudo, novos) venha a ser feita de modo proporcional pelos diferentes partidos. O número absoluto de indecisos em Abril (293) é praticamente igual à soma das intenções de voto no PS e PSD (150+146) quando, em Março, o número de indecisos era apenas ligeiramente superior às intenções de voto no PSD (231 e 211, respectivamente). Admito como muito mais provável que os novos indecisos (que há um mês, provavelmente, pensavam votar PSD), caso votem a 5 de Junho, votem em qualquer outro partido (incluindo o PSD) do que no PS.

Apesar disto, as projecções de resultados da sondagem assentam na distribuição proporcional dos indecisos pelos diversos partidos. Admito que não houvesse outra forma de o fazer, uma vez que os filtros que poderiam permitir outra distribuição (p. ex., uma questão dirigida especificamente as indecisos sobre os partidos em que seguramente não votarão) não existem ou ou não foram divulgados.

Quando o número de indecisos é de tal ordem (39% dos inquiridos que pensam votar) projectar resultados eleitorais que apontam para uma diferença inferior a 1% entre os dois partidos mais votados é pura especulação.

55 comentários leave one →
  1. Tonibler's avatar
    21 Abril, 2011 12:07

    A única razão pela qual estas vigarices, cheias de pseudo-ciência como percentagens de erro e graus de confiança, são publicadas, é por causa de haver quem as leia. Não contribua para isso, por favor.

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  2. amcslb's avatar
    amcslb permalink
    21 Abril, 2011 12:08

    mas não foi este mesmo barómetro que antes dava 25% de vantagem ao psd?

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  3. Tonibler's avatar
    21 Abril, 2011 12:11

    …o que só mostra a dimensão da vigarice…

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  4. pedro's avatar
    pedro permalink
    21 Abril, 2011 12:21

    Sondagem encomendada / comprada.
    Não vale um boi.

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  5. D's avatar
    21 Abril, 2011 12:58

    É pá, não é motivo para os laranjas entrarem em pânico. Esta é apenas uma sondagem, das muitas que se vão seguir, que vai “dizer” que o Passos não tem “tomates” para assumir o pesado cargo de 1º ministro. Isso todos sabem, até mesmo a Manela Leite, o Pacheco, o Capucho, o Mendes, o Eanes, etc. Só não sabe o CAA, o jmf, a helena, os loureiros e quejandos moradores nesta casa. Bem sei que esta sondagem foi um murro no estomago, mas é coisa que um comprimido resolve.
    Mas também digo que se o Passos não ganhar com mais de 20% de vantagem pode considerar-se uma vitória de pirro.
    A coisa está preta para aqueles, tipo jmf, que estão na bicha à espera de meter a mão no pote.

    PS: Esta coisa dos Capuchos dizerem as verdades não ajuda nada à demagogia de conquista de votos pelo Passos e companhia. Espera-se que o Mendes, a Manela, o Pacheco, etc, venham ajudar “O homem invulgar”. Será?

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  6. campos de minas's avatar
    21 Abril, 2011 13:13

    o c loureiro a armar-se em p magalhães…
    mais vale ir à nascente e não nos ficarmos pela fonte:
    http://margensdeerro.blogspot.com/

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  7. José Pinto Basto's avatar
    José Pinto Basto permalink
    21 Abril, 2011 13:26

    o melhor é “deitar” PS e chamar o FMI outra vez para o ano…

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  8. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 13:29

    O que é mau para Lisboa, é bom para o Norte?
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    Pode parecer peta esta ideia mas é cada vez mais uma realidade. os interesses de Lisboa e do resto do país são opostos. Não me querendo perder com os problemas do resto do país, interessa-me sim tentar compreender a realidade dos dias de hoje e melhorar a vida dos meus. Numa perspectiva egoísta, primeiro interessa-me defender os meus interesses, depois os da minha família, depois a minha comunidade, depois país e por aí fora. Será anti-liberal?
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    Já ontem para aqui perorei que o sistema económico, político e social que predomina em Lisboa fere os interesses do país. O rent seeking é aquilo que as élites de Lisboa procuram. Foi assim no pasado continua a ser nos dias de hoje. Esta actividade rent seeking sobrevive à custa da parasitagem de uns sectores sobre outros. De uma região sobre outras. Poderá dizer-se que Lisboa e as suas élites defendem os seus interesses desta forma. Ok. Mas se o defendem que o assumam. Mas os que perdem com esta parasitagem não podem continuar a sofrer os maleficios desta mentalidade corrupta e parasita em nome de um interesse nacional que não existe. A menos que Portugal seja Lisboa e o resto paisagem.
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    O sistema económico actual tuga é corrupto na sua essência, parasita na prática e ilusório na ideologia. E é promovido por Lisboa e suas élites em nome de um interesse nacional inexistente ou de uma luta contra a pobreza que é apenas uma chavão. Na verdade, quanto mais Lisboa enriquece, mais o Norte se torna pobre. São os números do INE que o dizem e não vale a pena tentarem enganar a malta do Norte, por muito provinciana que o seja ou pareça.
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    Ora, o sistema económico actual favorece Lisboa e arredores á custa do empobrecimento do resto do pais e, em termos médios, à custa do tal Portugal como um todo. Basta ler alguns links que eu ontem deixei sobre esta problemática. Quanto mais rent seeking, menor crescimento económico, mais pobreza, mais desigualdades sociais e menos justiça social. A tal que dizem procrar combater com este tipo de sistema corrupto.
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    Ontem disse-o e volto a dizer. O €uro é uma moeda boa para quem trabalha e má para quem parasita. O euro é uma boa moeda para alemães, por exemplo, mas má para gregos. O euro é uma moeda boa para o Norte de Portugal e má para Lisboa.
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    Estava a ver este texto e volto a relembrar que o que é mau para Lisboa é bom para o Norte:
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    “As exportações da ITV portuguesa, no total dos dois primeiros meses de 2011, cresceram 12,5% face ao período homólogo de 2010, segundo os dados adiantados pelo INE.
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    As exportações de produtos têxteis cresceram 30,9% e as de produtos acabados (vestuário e têxteis-lar) 7,4%.
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    Em termos relativos, exportámos mais 74 milhões € no total, mais 27 milhões € de artigos de vestuário e acessórios em malha, mais 11,8 milhões € de fibras sintéticas ou artificiais.
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    Os únicos produtos que registaram um crescimento negativo foram: vestuário e acessórios de tecido (-1,3%), tapetes e outros revestimentos (-10,3%) e matérias-primas em lã (-2,1%). ”
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    In http://www.atp.pt/noticias/detalhes.php?id=575
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    Na verdade, mesmo com o tal euro que obriga a apertar o cinto, as exportações de têxteis, um sector quase exclusivamente implantado no Norte, estão a subir. E quem diz os têxteis, diz o calçado, outro sector tradicionalmente implantando no Norte.
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    O que quer isto dizer? Quer dizer que o euro favorece o aumento da produtividade, a actividade exportadora competitiva e impede viver acima das suas possibilidades. Neste caso, Lisboa.
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    Os niveis de consumo de Lisboa são artificialmente elevados pela rapinagem perpetrada ao resto do país. A Brisa é um exemplo paradigmático desta parasitagem. Por todo o país se implantam vias verdes, que eficientes nem precisam de muita mão-de-obra para gerar rendimentos de baixo risco aos parasitas instalados na sede de Lisboa. E seus accionistas de Lisboa e arredores. Na capital a Brisa não cobra um chavo para drena o país (boa expressão esta do José Silva) e mete-os em Lisboa. Ora, uma secretária de direcção em Lisboa, empregada na sede da Brisa em Lisboa pode-se dar ao luxo de ter um nível de vida acima de um desgraçado nortenho que paga as portagens para pagar estas distorções do mercado.
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    O euro implica que esta gente que vive á custa do país tenha que mudar de vida. E esta gente não o quer. Preferem continuar a chular o resto do país. Por isso, lá está, continuarão alegremente a votar na esquerda tuga. Por outro lado, o euro como estimula aumentos de produtividade, acaba p0r beneficiar o Norte, que assim vê espaço para subir os seus salários. Porquê? Porque o seu consumo não difere muito dos seus níveis de produtividade, logo o esforço para se manter no euro é menor. Por paradoxal que seja.
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    O que é importante atentar é ao seguinte. O Norte está a sair da crise ao passo que o resto do país se afunda. O Norte cada vez exporta mais e ganha músculo para se sustentar, ao passo que Lisboa está na iminência de sofrer uma catástrofe económica de proporções bíblicas. Umas espécie de 1755 em termos económicos. Basta pensar no seguinte. Que acontecerá se o FMI cortar os salários do funcionalismo público? Será Lisboa e arredores que mais sofrerão com estes cortes salariais. E o que acontecerá se o FMI despedir 20% do funcionalismo público e na dimensão dos ministérios estatais? Será Lisboa que sofrerá com uma subida exponencial do desemprego. Que acontecerá se os contratos estatais com alguns grupos económicos forem rasgados, tanto na área da saúde, como das obras públicas ou até mesmo nas energias renováveis? Será Lisboa a sofrer com mais desemprego.
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    Ora, a austeridade exigida a Lisboa só beneficia o Norte. Além de impedir uma maior parasitagem sobre o Norte, até em termos financeiros no futuro, o fim desta corrupção libertaria recursos para as actividades produtivas, inovadoras e relançaria o Norte como o verdadeiro motor económico português. Daí que os nortenhos têm uma oportunidade de ouro de se desembaraçar de Lisboa e tornarem-se uma região das mais ricas da Europa. É preciso é coragem. É preciso é não ter medo. É preciso acabar com as ilusões do interesse nacional (que é Lisboa, pois o resto é paisagem) e ilusões do combate à pobreza via parasitagem aos que realmente trabalham a sério.
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    O melhor favor que os nortenhos fariam aos de Lisboa que também não gostam deste sistema económico podre e corrupto era exigirem a Independência do Norte. Porque é a única forma de acabar com a parasitagem promovida pelas élites de Lisboa. os do sul deviam até promover a Independência do Norte, até para para salvar Lisboa do colapso.
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    Dito de outra forma. A Independência do Norte é uma situação win-win. Tanto para os nortenhos como para os do sul que sabem que Lisboa não pode sobreviver muito mais tempo a chular o resto do país e os demais europeus. Alguém te coragem de assumir esta ruptura? Os do sul que se consideram de direita deviam meditar profundamente nesta minha proposta. E lutar também pela Independência do Norte.

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  9. Antonio Maria's avatar
    Antonio Maria permalink
    21 Abril, 2011 13:42

    E ainda há outra curiosidade, cito a Marktest noutro estudo publicado também ontem:
    “No entanto, o dado mais surpreendente é revelado quando os inquiridos apontam para os partidos que gostariam de ver a governar Portugal – “Se houver um Governo de coligação por que partidos deverá ser constituído?”. O PSD alcança 58% de respostas positivas, seguido pelo CDS que acolhe 39%. O partido de Paulo Portas fica mesmo à frente do Partido Socialista de José Sócrates que só obteve o aval de 37% dos inquiridos pela Marktest. Bem longe de qualquer solução governativa estão o Bloco de Esquerda de Francisco Louçã (13%) e o PCP de Jerónimo de Sousa (13%), os dois únicos partidos com assento parlamentar que recusaram reunir com a ‘troika’ do FMI, BCE e Comissão que se encontra em Portugal. ”
    Como é que isto joga?

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  10. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 13:59

    O INE publicou aqui há dias as necessidades de financiamento da economia portuguesa. E mostram coisas interessantes.
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    http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_destaques&DESTAQUESpagenumber=3&DESTAQUEStipo=ea&selTab=tab0&DESTAQUESmodo=1
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    Em termos globais, no final do ano passado, a economia portuguesa necessitava o equivalente a 8,5% da riqueza gerada em Portugal. Mas quem realmente está com a corda ao pescoço? O Estado e as sociedades não financeiras. A banca estava com algum excesso e as familias são quem realmente mais contribuem para a poupança nacional.
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    Ora, os serviços do Estado estão bastante concentrados onde? Lisboa? As empresas mais endividadas do país têm a sua sede onde? Em Lisboa. Por exemplo, a EDP, por si só com uma dívida na casa dos 3% do PIB, está sedeada onde? Lisboa. Onde estão os empregos mais bem remunerados? Lisboa. E há mais exemplos de empresas endividadas nesta situação. Por exemplo, a Brisa. A Portugal Telecom. A Galp, etc.
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    Onde é que existe uma elevada concentração dos ditos serviços de maior valor remuneratório em Portugal? Em Lisboa. É lá que estão as sedes das grandes empresas, é lá que estão grande parte do funcionalismo público parasita, é lá que está a generalidade da imprensa, as empresas que prestam serviços a outras grandes empresas, as sedes das grandes sociedade de advogados, etc. Ou seja, é em Lisboa que concentra o grosso dos interesses económicos, políticos e sociais deste sistema parasitário e corrupto. E é em Lisboa que estão as maiores concentrações de interesses que lutam contra a mudança do sistema político e social de Lisboa.
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    Portanto, se nas necessidades de financiamento da economia, Lisboa drena o país dos recursos necessários à actividade económica de bens transaccionáveis, também drena o país dos recursos para concentrar as actividades parasitárias. O Norte enquanto fechar os olhos a esta realidade, está a deixar-se enganar por Lisboa e seus interesses. Aliás, basta ver onde querem concentrar ainda mais investimentos pesados, que endividarão ainda mais o país. O TGV é para ligar Lisboa a Madrid. A Terceira Travessia para ligar Lisboa ao novo aeroporto de Lisboa.
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    Não cortar radicalmente com este status quo é deixar esta gente continuar a viver à custa do Norte. Para quando a revolta do Norte?

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  11. Qlido's avatar
    Qlido permalink
    21 Abril, 2011 14:01

    anti-comuna, não entendo bem esse discurso do norte. Maiores exportadores nacionais, galp, autoeuropa, são do norte ? soporcel/portucel, tem fabricas no centro (cacia e figueira da foz) e sul (setubal, só essa 280 mil toneladas papel/ano). Bosch, sim é norte, em Braga. Mabor também está no norte. Somincor está no sul, Peugeot em mangualde (centro), etc.
    Se for para os não transacionáveis, turismo por exemplo, lisboa e algarve são a maior fatia.
    Sectores tradicionais, vê coisas como os vinh0s e azeites do alentejo bastante dinãmicos , ou mesmo fruta da zona oeste, etc.
    Não entendo bem esse discurso do norte. A haver alguma coisa, era o país tornar-se independente de Lisboa, o país no seu todo.

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  12. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 14:09

    QLido, os maiores exportadores de bens transaccionáveis estão no Norte, com excepção de algumas empresas do sul. Tire a Portucel, a Autoeuropa e poucos mais sobra em Lisboa. Ah! Tá bem. O Turismo. lolololololol
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    Mas se Vc. tivesse lido aqueles estudos que eu indiquei ontem, percebia porquê que não existe tanta diversificação nas exportações portuguesas. Lei o estudo? Quer o link de novo?
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    Click to access waldemar.pdf

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    Leia lá o documento e depois ponha todas as questões que quiser. Mas leia primeiro senão nunca saberá o que raio estou para aqui a falar.
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    PM E nem vou discutir a montanha de recursos públicos canalizados para a Autoeuropa, para a Portucel e para a Galp, para promover as exportações. Esse dinheiro distribuido pelas PMEs tugas talvez…

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  13. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 14:27

    O Luciano Amaral que me perdoe por estar a ciá-lo com base num paper preliminar. Mas ele quase que chega á conclusão que em Portugal os grupos de interesse estabelecidos capturaram o Estado e promovem as suas actividades parasitárias penalizando o chamado interesse geral.
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    Pode ler aqui:
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    Click to access amaral1.pdf

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    Dito de outra forma. Lisboa e os seus grupos de interesses que controlam a actividade política e económica portuguesa, em nome da ideologia, do falso crescimento económico e até ao combate ao desemprego, acabam por parasitar o país em detrimento dos interesses das élites de Lisboa.
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    Aliás, é interessante que, ainda hoje, são as PMEs as que mais sofrem com o endividamento do país e, são curiosamente, as menos alavancadas do país. Isto quer dizer o quê? Como os recursos são escassos, como até o acesso aos capitais externos estão dificeis, são empresas grandes da área do rent seeking que conseguem financiar-se, ao passo que o resto do país tem dificuldades de tesouraria e quase sem crédito.
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    As noticias que nos dão conta que os fornecedores das nossas PMEs exigem pagamentos antecipados e a pronto, mostram bem o quanto são prejudicadas por este sistema promovido por Lisboa. Não consta que a Portugal Telecom esteja sem pasta para investir, nem tão pouco a EDP. Ou estarão?
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    Na realidade, esta distorção do mercado leva a que actividades de baixa produtividade sejam premiadas em contraponto ás de maior produtividade e capacidade inovadora. Dito de outra forma, os recursos que deviam estar ao serviço do sector produtivo da área dos bens transaccionáveis está ao serviço do Estado, e dos oligopólios coligados ao Estado. Demasiadas vezes garantindo taxas de rentabilidade desajustadas face ao risco incorrido. Ou seja, é contribuir para empobrecer o resto do país e enrquecer Lisboa, suas élites e demais parafernália parasita e até corrupta.

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  14. TLD's avatar
    TLD permalink
    21 Abril, 2011 15:09

    O sr. Anti-comuna só diz baboseiras.

    Olhando para as estatísticas das exportações a Região de Lisboa e Vale do Tejo foi a viu crescer mais as suas exportações em peso do PIB. Você mete aí dados do calçado que são trocos.

    O Norte tem vindo a perder peso. Ou seja, a sua tese cai totalmente por Lisboa.

    Mais, é Lisboa com os seus impostos que anda a financiar o resto do país.

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  15. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    21 Abril, 2011 15:21

    Lisboa a financiar o resto do país?
    Este gajo não deve estar bom da cabeça?
    O que é que Lisboa produz?
    Petinga ou ginginha?

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  16. TLD's avatar
    TLD permalink
    21 Abril, 2011 15:25

    Meu amigo, vá ao site da DG Impostos e consulte as estatísticas fiscais. Está lá a colecta por distritos. Acho que esses dados são suficientes para tirar as suas ilações.

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  17. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 15:32

    “O Norte tem vindo a perder peso. Ou seja, a sua tese cai totalmente por Lisboa.
    Mais, é Lisboa com os seus impostos que anda a financiar o resto do país.”
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    O amigo já leu os documentos que eu deixei aí link?
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    “Meu amigo, vá ao site da DG Impostos e consulte as estatísticas fiscais. Está lá a colecta por distritos. Acho que esses dados são suficientes para tirar as suas ilações.”
    ..
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    Sim, sim. A BRIsa paga impostos em Lisboa e não cobra um cêntimo na capital?
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    Custa-lhe a admitir que as actividades rent seeking são as que estão a chular o país para entregar em lisboa estes recursos? Quer um exemplo, apenas e mero anedótico? Quanto é que a EDP paga pelos parques eólicos espalhados pelo país fora? E quanto não cobra ao resto do país essa energia produzizada fora de Lisboa. E depois, qual a parte que cai nos bolsos de Lisboa? lolololololol
    .
    .
    O amigo não está a contradizer-me. Está a confirmar a minha tese. ahahahahah

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  18. TLD's avatar
    TLD permalink
    21 Abril, 2011 15:40

    Então explique-me lá isto. Em 2004 o peso das exportações do Norte no total do país era de 41,2%. Actualmente é de 35,6%.
    O peso da região de Lisboa e Vale do Tejo nas exportações nacionais era, em 2004, de 34,2%. Actualmente é de 34,5%.
    Afinal de contas quem é que está a puxar pelo país. É que o Norte perdeu peso no total das exportações nacional. Cerca de 5,6 p.p.

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  19. TLD's avatar
    TLD permalink
    21 Abril, 2011 15:42

    A Brisa não cobra na capital.
    Ok. É verdade, no concelho de Lisboa não existem portagens nenhumas.

    Mas que eu saiba pago para ir a Torres Vedras, a Vila Franca de Xira, a Cascais, a Setúbal, etc…
    E além da Brisa também se paga para a Lusoponte (Vasco da Gama e 25 de Abril) e para a Ascendi (A16).

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  20. TLD's avatar
    TLD permalink
    21 Abril, 2011 15:44

    Já agora, a EDP vai passar a pagar derrama nos municípios das barragens e não em Lisboa.

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  21. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 15:47

    Caro TLD, eu não preciso de perder tempo a explicar-lhe. Sugiro que leia os papers académicos. Se Vc. não os lê é claro que esvreve bacoradas, crente que me está a desmentir quando eu estou a dizer-lhe que os seus dados confirmam as minhas teses. Capisce?
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    Não seja preguiçoso e leia. Se não conseguir ler em inglês, use um tradutor online. ;))

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  22. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 15:50

    Olhe aqui a resposta:
    .
    .
    “We find that a high level of rent-seeking activities has a large impact on the diversification of nations: in countries where rent-seeking is a widespread practice, the number of products being exported will be smaller and its value more concentrated in certain goods. Our analysis embraces a large sample of more than 130 countries between 1995 and 2007, using a highly disaggregated export database comprising 5000 products adopting both diversification indices or the number of new products as measures of diversification.”
    .
    .
    Quer mais? Vá ao raio do paper e leia-o, caramba. Quem quer saber, procura. Não pergunta as respostas quando lhe foi dito que estavam nesses papers a maioria das repostas pretendidas.

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  23. TLD's avatar
    TLD permalink
    21 Abril, 2011 15:54

    Mas qual é o problema de discutir umas estatísticas. Eu não vejo mal nenhum. Fico é chateado quando a região de onde sou é vilipendiada constantemente pelos regionalistas do Norte. Eu não tenho nada contra o Norte. Agora não admito é que digam que Lisboa vive à conta do resto do país. Isso é totalmente falso. E por mim estou tranquilo. Sei que nós em Lisboa trabalhamos arduamente e produzimos muitos produtos que são exportados. Aliás, é interessante verificar que temos aqui vários clusters que estão agora a dar os primeiros passos. E esperamos utilizar todo o know-how, incorporando-o nos produtos que a região exporta.

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  24. PMP's avatar
    PMP permalink
    21 Abril, 2011 15:56

    Caro TLD,
    A balança comercial de Lisboa e Vale do Tejo é fortemente negativa. No Norte é fortemente positiva.
    .
    O emprego e o fornecimento de serviços no sector publico alargado e nas empresas quase-monopolistas é fortemente concentrado em Lisboa, os salários e os preços dos serviços são mais elevados, por isso o PIB gerado na RLVT é alto, mas esses salários e esses serviços são pagos pelo resto do país.
    .
    Foi a não compreensão destes factos que levou o país à bancarrota.

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  25. TLD's avatar
    TLD permalink
    21 Abril, 2011 15:58

    Diga-me lá uma coisa. E o rent seeking da Soares da Costa e da Mota-Engil beneficia quem? Ou do rent-seeking da Sonae? Estão todos na mama. Ou quem é que sustenta a Efacec. É a EDP e o governo. E a JP Sá Couto? É o governo. E poderia continuar com esta lista. Até o Amorim tá metido no rent-seeking.

    E depois a culpa é de Lisboa. E o pessoal e empresas do Norte não beneficiam nada do rent-seeking.

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  26. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    21 Abril, 2011 15:59

    Lisboa cobra mais impostos porque lá tem a maior parte das sedes das grandes empresas, dos bancos, dos serviços do Estado e tem toda a máquina administrativa e burocrática do Estado que só produz «papel».
    Se cercassem Lisboa, em 48 horas eles começavam a morrer à fome!

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  27. TLD's avatar
    TLD permalink
    21 Abril, 2011 16:02

    A balança de Lisboa é negativa porque para aí 90% dos importadores estão na região de Lisboa. Mas que eu saiba o Norte e o Centro também consomem LCD’s, Carros, PC’s, etc… Isso é uma falácia. Quanto aos preços elevados dos bens transaccionaveis, acho bem que baixem mas não é isso que dá a upper hand a Lisboa. Lisboa sempre foi uma região com empresas maiores, com mais tecnologia, trabalhadores mais qualificados, mais investimento em R&D, etc… Está tudo nos relatórios da CCDR-LVT. Mas o pessoal do Norte resume isso aos monopólios e a um suposto roubo de Lisboa ao resto do país. Enfim, vozes de burro não chegam ao céu.

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  28. TLD's avatar
    TLD permalink
    21 Abril, 2011 16:05

    Lisboa é uma região altamente produtiva. É evidente que na cidade não há indústria mas se consideramos a região metropolitana que vai praticamente de Santarém até Setúbal (Ou Sines). Mas não, Lisboa tem uma balança desequilibrada porque importa muito sendo que do que importa para aí 50% é para resto do país, ou seja, o défice não é só de Lisboa mas de todo o país.

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  29. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 16:05

    “Mas qual é o problema de discutir umas estatísticas. Eu não vejo mal nenhum.”
    .
    .
    Pelo contrário, as estatísticas que o amigo mete confirmam as minhas teses. Só Vc. é que ainda não o percebeu. Que quer que lhe diga?
    .
    .
    Quer que eu lhe explique que as actividades rent seeking são promovidas pelas élites de Lisboa, que por sua vez distorcem o mercado, que por sua vez drenam o país dos recursos que deviam promover o crescimento económico em prol das élites de Lisboa, parasitas?
    .
    .
    Quer que lhe repita? ahaahhahha

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  30. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 16:07

    “E o rent seeking da Soares da Costa e da Mota-Engil beneficia quem? ”
    .
    .
    Responda-me lá Vc. Veja lá quem são os accionistas principais, os seus gestores e financiadores. Em suma, analise com acuidade os seus stakeholders. eheheheheheh

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  31. TLD's avatar
    TLD permalink
    21 Abril, 2011 16:07

    Quer que eu lhe explique que as actividades rent seeking são promovidas pelas élites de Lisboa, que por sua vez distorcem o mercado, que por sua vez drenam o país dos recursos que deviam promover o crescimento económico em prol das élites de Lisboa, parasitas?

    Elites como Américo Amorim, Eng. Mota ou Belmiro de Azevedo?

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  32. PMP's avatar
    PMP permalink
    21 Abril, 2011 16:17

    O Norte também tem culpa na concentração da riqueza na capital, porque muitos nortenhos se curvam perante o desvio de emprego, investimento e até pasme-se fundos europeus do Norte para a capital.
    .
    Por exemplo nortenhos como Américo Amorim, Belmiro de Azevedo e António Mota.

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  33. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 16:19

    “Lisboa sempre foi uma região com empresas maiores, com mais tecnologia, trabalhadores mais qualificados, mais investimento em R&D, etc… Está tudo nos relatórios da CCDR-LVT. Mas o pessoal do Norte resume isso aos monopólios e a um suposto roubo de Lisboa ao resto do país. Enfim, vozes de burro não chegam ao céu.”
    .
    .
    Isso confirma as minhas teses. No outro dia ri-me com a segunda empresa portuguesa que mais gastava em I&D. Era o BCP. lololololololol
    .
    .
    Então se Lisboa condiciona os próprios financiamentos às actividades de I&D, ao próprio investimento produtivo, é claro que o grossos dos dinheiros públicos, de todo o país, vão ser canalizados para a região do Lisboa.
    .
    .
    Vcs. falam tanto da Autoeuropa, mas quanto dinheiro lá não foi enterrado que era de todo o país. Sem esses dinheiros, a Autoeuropa estava em Portugal? E porquê que os beneficios fiscais que o Estado dá à Autoeuropa (e outras grandes empresas, como a Galp, a Portucel, Siemens, etc.) são “segredo de estado”?
    .
    .
    Eu explico-lhe outra vez. Lisboa parasita o resto do país e canaliza esses recursos para si. Desde as famosas obras públicas a actividades académicas, I&D e até investimentos empresariais. Como chupa o resto do país e como este parasitismo impede o desenvolvimento do resto do país, é natural que o peso das exportações etc. suba em Lisboa. Até que a crise obriga a cortar nesse parasitismo. E aí começa a surgir o espaço para as outras regiões se safarem.
    .
    .
    O PIB per cápita em Lisboa é superior à média europeia? E o seu consumo? Já pensou nisto?

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  34. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 16:20

    Só gostraid e corrigir isto:
    .
    O PIB per cápita em Lisboa é superior à média europeia? E o seu consumo? Já pensou nisto?
    .
    .
    Para isto:
    .
    .
    A Produtividade em Lisboa em Lisboa é superior à média europeia? E o seu consumo? Já pensou nisto?
    .
    .
    Assim é que está correcto.

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  35. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 16:25

    Já agora outra coisa, caro TLD, infelizmente parte das élites do Norte são enganadas, não t~em consciência do roubo que é feito aos nortenhos e, pior ainda, muitas vezes colaboram afincadamente com a parasitagem de Lisboa. Poderá pensar-se que, como o sistema é predatório e parasita, eles tentam ficar com a sua parte do bolo.
    .
    .
    Isto quer dizer que são salutares estas práticas? Não. Quer dizer que o sistema é corrupto e promove o parasitismo, com Lisboa a comprar apoios no resto do país. Roma que era Roma, para chular as suas colónias promovia á cidadania romana parte das élites dos territórios conquistados. Há muita gente do Norte que vai para Lisboa e se “perde”. Pensam que colaborar naquele sistema corrupto lhes faz subir na vida, lhes dá promoção social, etc. Embora, estou em crer, é mais por ignorância e ideologia que por manifesta consciência do sistema político e económico que emana de Lisboa. Em suma, por ignorância.

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  36. Qlido's avatar
    Qlido permalink
    21 Abril, 2011 16:41

    Se quiser fale de um país que produz, dum outro que é parasita, e de outro que é miserável.
    Quem produz, Aveiro, Braga, Setubal, etc. Quem parasita, Lisboa, Porto, Madeira, etc. Miseravel, quase todos os outros.
    Falar em norte como você faz, não faz sentido.

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  37. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 17:07

    “e quiser fale de um país que produz, dum outro que é parasita, e de outro que é miserável.”
    .
    .
    Não percebi bem o que quer dizer. Mas está a querer dizer que não existem diferenças em Portugal?
    .
    .
    Olhe, eu vou-lhe dar um pequeno exemplo. O Grande Porto, o Vale do Ave, do Sousa, etc. andam todos com taxas de desemprego na casa dos 10, 15 e até 20%. Alguém viu um programa especial de apoio a estas zonas e concelhos do país?
    .
    .
    Pois quando foi a grande crise de Setúbal, com o colapso da industria dominada pelo Estado, houve tanto dinheiro que até conseguiram lá fazer a Autoeuropa.
    .
    .
    Isto quer dizer o quê? Quer dizer que os do sul estã-se cagando para o resto do país e só se lembram da solidariedade nacional quando são eles a sofrer. Ora, por aqui fiquei esclarecido sobre como funciona a práxis sulista, corrupta e parasita.
    .
    .
    Alguns chegam ao cúmulo de dizer que os do Norte que não desperdiçassem os dinheiros em ferraris. E é assim a mentalidade corrupta de Lisboa. Tèm inveja dos que vencem na vida e sempre que podem roubam o resto do país. Não podem ver uma pessoa de camisa lavada que lhe atiram logo lama.
    .
    .
    A questão é esta. Não existe solidariedade de Lisboa com o resto do país. Ponto final, parágrafo. E é preciso lembrar isto à malta do Norte. Quando o Norte vive dificuldades, os de Lisboa estão mais preocupados com o seu umbiguinho que ajudar o Norte. Que nos sirva de Lição para toda a vida!

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  38. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    21 Abril, 2011 17:15

    O Norte, se não tivesse como agora umas baratas tontas à frente das autarquias (p. ex: Rui Rio, Filipe Menezes e o Marco António do Metro do Porto, só para citar os mais mediáticos) há muito que teria descolado de Lisboa e do seu centralismo.
    Qualquer dia o Porto vai ser a Massamá do Douro, sob as ordens de Lisboa e do FMI.
    Espero sinceramente que o Sr. Prof. Dr. CAA mude radicalmente este guião histórico e quase fatalista.

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  39. Trader's avatar
    Trader permalink
    21 Abril, 2011 18:29

    Não percebi bem o que quer dizer. Mas está a querer dizer que não existem diferenças em Portugal?
    Não anti-comuna, eu digo que há diferenças significativas, mas você faz uma estranha distinção entre norte e Lisboa, e eu estou a querer dizer-lhe essa distinção não é assim. Sobre fundos, as fábricas da Infineon ( desta foi tudo perdido, ao menos a VW ainda cá está), da IKEA, etc, todas no norte também receberam muito dinheiro do Estado, da Pescanova (mais centro), etc.
    Eu até concordo que a corte de burocratas de Lisboa é que nos arruína, por isso não divida o país em norte e o resto, divida o país em Lisboa e o resto. Repare que só o Turismo de Portugal é capaz de esturrar quase tanto dinheiro num ano como uma região de turismo como o Algarve produz nesse mesmo ano. O país trabalha para os socialistas centralistas derreterem tudo.

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  40. Carlos Lopes's avatar
    Carlos Lopes permalink
    21 Abril, 2011 18:32

    Estou com o anti-comuna pelo menos numa coisa: a malta de Lisboa beneficia de muitas auto-estradas de borla, diferente do que impõe no norte do país. Ainda agora inauguraram o troço de auto-estrada mais caro do País (CRIL, em Benfica) por onde vão passar de borla, ao que dizem, cem mil viaturas por dia. Se pagassem portagens, um euro que fosse, eram cem mil euros dia, três milhões de euros por mês. Mas não, p’ra aquele gente é quase tudo de graça. Para a malta do norte andam a cobrar portagens nas antigas SCUT, dando cabo da vida da gente, mesmo naquelas que fizeram para dar dinheiro aos empreiteiros, e que quase não tem utilidade. As portagens deveriam ser fixadas em função do custo da obra e da vantagem que a correspondente auto-estrada oferece aos utilizadores. Mas isso não interessa aos instalados em Lisboa, sobretudo aos oriundos do norte, tenho que o reconhecer.

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  41. Carapau's avatar
    Carapau permalink
    21 Abril, 2011 18:44

    Atão mas vocês ficam assim com os nervos à flor da pele, cheinhos de brotoeja, só por causa de uma sondagem? Acalmem-se malta!

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  42. Qlido's avatar
    Qlido permalink
    21 Abril, 2011 18:45

    Em Lisboa a margem sul rev0ltou-se por causa de um aumento de 50 escutos duma portagem duma ponte e praticamente derrubaram assim um governo . No norte paparam o fim das scut’s de forma que nunca esperaraia, com total indiferença e bovinidade. Já vai longe o tempo em que a norte do Tejo o xuxualismo era corrido à caçetada de mocas de rio Maior. Esse norte romântico, trabalhador e produtor de que fala o anti-comuna já não existe há muito, morreu mesmo antes do resto do país que ainda anda aqui cadavérico.

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  43. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    21 Abril, 2011 20:08

    “Eu até concordo que a corte de burocratas de Lisboa é que nos arruína, por isso não divida o país em norte e o resto, divida o país em Lisboa e o resto.”
    .
    .
    Não me cabe a mim defender algarvios. Eles também são umas grandes vítimas. Mas eles que façam pela vida, como eu quero que os do Norte façam pela sua.
    .
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    Eu tenho uma ideia do que vai acontecer e tenho uma ideia de que Norte estou a falar e a defender. Estou a falar daquele Norte que até é visto como parolo, porque não fala o português à moda de Lisboa (nem “amanda” postas de pescada por tudo e por nada), que é católico e até chega a falar um bocado à galego, como a malta de “Bijeu”.
    .
    .
    Estou a falar daquele Norte que, antes de D. Afonso Henriques tentou conquistar Lisboa e fazer o primeiro “Portugal”.
    .
    .
    Estou a falar daquele Portugal profundo, que não se revê neste sistema político corrupto, estatizante e parasita.
    .
    .
    Apenas isto.
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    .
    ” Esse norte romântico, trabalhador e produtor de que fala o anti-comuna já não existe há muito, morreu mesmo antes do resto do país que ainda anda aqui cadavérico.”
    .
    .
    Vamos ver quem tem razão. O tempo costuma ser o melhor mestre de todos. A seu tempo veremos.

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  44. Pedro Oliveira's avatar
    Pedro Oliveira permalink
    21 Abril, 2011 23:32

    O anti-comuna quer é mais rent seeking no Norte. Parece que a Sonae não chega… Sonaecom? Rent seeking. Sonae Distribuição? Rent seeking. Sonae Sierra? Rent seeking. Só se safa a Sonae Industria que é deficitária… O Norte não gosta do Sul? Queixem-se ao Afonso Henriques.
    Para mim todos estas ânsias de independência não passam de dor de cotovelo.

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  45. Pedro Oliveira's avatar
    Pedro Oliveira permalink
    21 Abril, 2011 23:34

    “Para mim todos estas ânsias de independência não passam de dor de cotovelo.”

    Todas, claro… Sorry.

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  46. Pedro Oliveira's avatar
    Pedro Oliveira permalink
    21 Abril, 2011 23:36

    O problema não é Lisboa, é a porcaria do socialismo e do populismo….

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  47. PMP's avatar
    PMP permalink
    21 Abril, 2011 23:43

    Sim, o Norte tem alguma dôr de cotovelo de não ter as sedes da EDP, GALP, PT, Vodafone, EP, BRISA, e mais 200 institutos, direções gerais, agências, unidades de missão, aqui sediadas.
    .
    A capital despreza o Norte e o resto do país, muito por culpa das fracas elites que temos, que não entendem que a centralização dos rendimentos empobrece o país.
    .
    E assim os centralistas provincianos, conseguiram levar Portugal à bancarrota, ajoelhando o país e destruindo o pouco orgulho que nos restava.

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  48. Pedro Oliveira's avatar
    Pedro Oliveira permalink
    22 Abril, 2011 00:16

    E donde são essas ‘elites’? De Lisboa não são, só uma muito escassa minoria… São todos os provincianos que vieram à conquista da Capital. Políticos empreendedores, poder-se-ia dizer. Tacanhos como o Sócrates… Até porque praticamente não há ninguém de Lisboa nos círculos do poder. Já dizia o Eça no século XIX: “Existem salões em Lisboa que recebem toda a gente. excepto políticos, porque as senhoras têm nojo”.
    Já era tempo de varrer essa escória, o problema é que as alternativas são muito provavelmente piores….

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  49. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    22 Abril, 2011 01:26

    “O anti-comuna quer é mais rent seeking no Norte. Parece que a Sonae não chega… Sonaecom? Rent seeking. Sonae Distribuição? Rent seeking. Sonae Sierra? Rent seeking. Só se safa a Sonae Industria que é deficitária…”
    .
    .
    Desculpe que lhe diga, mas até é a SNC que pede mais concorrência e Vc. acusa-os de querer rent seeking?
    .
    .
    Sonae distribuição e sierra é rent seeking? Mas Vc. sabe mesmo o que é rent seeking? ehehehheh
    .
    .
    Depois para dizer mal da sonae, em vez de a acusar de ser rent seeking, diz que a industria é deficitária. Sim, é deficitária e a caminho da falência mas não é rent seeking. Ou é? ahhahhhah
    .
    .
    “Para mim todos estas ânsias de independência não passam de dor de cotovelo.”
    .
    .
    Claro que é dor de cotovelo. É queixar-me da drenagem do país que Lisboa faz. (A a expressão chular deveria ser mais apropriada, mas enfim…)
    .
    .
    “E donde são essas ‘elites’? De Lisboa não são, só uma muito escassa minoria… São todos os provincianos que vieram à conquista da Capital.”
    .
    .
    Que élites está Vc. a falar? Dos políticos? Acha que é apenas dessa gente? Olhe, estou a falar dos Mellos, dos Burtoff, dos Ricciardi, dos Espirito Santo, dos Caamara Pereira, dos Horta e Costa, etc. Bolas, Vc. deve conhecer ainda pior Lisboa que eu. ahahhhahh

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  50. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    22 Abril, 2011 01:53

    Só para informar que élites são os dirigentes, não apenas políticos mas os líderes de organizações, instituições, grupos sociais, etc. Aquilo que vulgarmente se designa como os que mandam. Não apenas em sentido restrito mas lato, pois podem ter importante influência social sem no entanto deterem cargos efectivos.
    .
    .
    São aqueles que se encostam ao poder, que usam o tal socialismo para deturpar o mercado, o cercear, manipular e até criar barreiras políticas e organizativas à entrada de competidores.
    .
    .
    Podem-no fazer deliberadamente ou inconscientemente; podem fazer mero lobbying ou até mesmo corrupção dolosa, com o fito de obter vantagens administrativas e legais sobre concorrentes ou grupos sociais mais fracos ou mal organizados. Em terminologia marxista, são os reaccionários. Podem ser dirigentes de associações patronais, sindicais e até ordens profissionais. (Basta ver as mais recentes declarações xenófobas do bastonário da ordem dos médicos.) Podem ser accionistas de grandes empresas, gestores ou até mesmo padrecos. A lista é longa. Muito longa.
    .
    .
    É um sistema de tal forma parasita, corrupto e prejudicial ao interesse geral, que hoje em dia é cada vez mais apontado como causa da decadência do mundo ocidental. Daí a profusão cada vez maior do estudo das actividades rent seeking e seu forte poder nas ditas democracias liberais. Quanto mais poder têm, mais o Estado cresce. Estão ambas ligadas. Embora sejam actividades bastante antigas, como as organizações profissionais medievais, no século XX sob a designação de corporações. Em Portugal, nos tempos do Botas, o seu sistema de implantação política foi conhecido por Corporativismo.
    .
    .
    Sob regimes autoritários, no século XX, eram conhecidos até como fascistas. Sob regimes democráticos, socialistas ou comunistas, mesmo que capitalistas.
    .
    .
    Em Portugal até é mesmo comum as élites promoverem o socialismo. O primeiro partido socialista português (com essa designação) foi apoiado e promovido pelo nosso último rei de Portugal, D. Manuel II, com o objectivo de ajudar o mundo operário mas que não pusesse em causa o regime monárquico. (Como fazia o partido republicano e jacobino.) São as idiossincrasias de Portugal.. lololololololol

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  51. antonio silva's avatar
    22 Abril, 2011 03:22

    esta dsicussão norte/ lisboa até mete nojo… ganhem lá juízo de uma vez por todas…
    acham que isto é discussão d egente adulta? “o meu é maior que o teu” “o meu é mais grosso que o teu”
    rídiculos, ridiculos simplesmente

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  52. antonio silva's avatar
    22 Abril, 2011 03:34

    é certo que a subsidiodependencia é nociva. é certo que o EStado não pode nem deve subsidiar á cabeça ou gartuitamente seja o que for, para além das suas funções de apoio social e salidariedadde justa. mas é preciso que os senhores da direita não s eesqueçam que quem promoveu a maior politica, contribuindo para instituir um vicio heroinómano em portugal e nos portugueses foi sua excelencia o professor cavaco silva e seus correligionario que fizeram da subsidio dependencia da CEE um modo de vida e assim levaram á destruição do tecido produtivo portugues, ao desinvestimneto em unidades e meios de produção, e agora é ver-se os do PSD e até o sem vergonha do proprio cavaco silva a dizer que é preciso produzir mais, trabalhar mais… então não se lembraram disso quando a CEE dava milhoes para abater barcos, vinhas, oliveiras, vacas e cabras, metalurgias, etc, etc, sim, nãoi s eloembraram disso porque grande parte desses subsidios foram parar a certos locais como o BPN e o BPP, e depois, como s esabe desapareceram misteriosamente (alias como os dias loureiros e outros que tais)…..eu gostava de ver estes criticos do socialismo na hora de estender mão ao EStado, na hora em que estiverem em dificuldades, ou então na hora em que souberem que existe uma verba tal para tal coisa oriunda da UE… nessa hora estes criticos do EStado e do socialismo são os primeiros a candidatar-se nem que para isso tenham de empenhar a mae e as tias, são os prieiros a estender a mao e areclamar pelo poucpo que recebem, porque ainda queriam mais, e sobretudo quando gastam amassa em porshes e ferraris, viagens e ferias de luxo em vez de recapitalizarem e invetsirem nas empresas, no fim de contas lá vao pedior subsidios aon estado, aos socialistas pois entãio, para salvar a empresa e os postos de trabalho. convinha que a direita portuguesa que ainda por cima se advoga tão catolica e religiosa tivesse um bocadinho mais de vergonha na cara… só lhes ficava bem e honravam o catecismo, não lhes parece….. é que ser cristão e católico não é só “papar óstias” ao domingo de manhã, mas é sê-lo e querer sê-lo a cada minuto da vida, em cada pensamento e em cada acção.
    boa noite

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  53. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    22 Abril, 2011 10:28

    “eu gostava de ver estes criticos do socialismo na hora de estender mão ao EStado, na hora em que estiverem em dificuldades, ou então na hora em que souberem que existe uma verba tal para tal coisa oriunda da UE…”
    .
    .
    Sabe a minha história de vida? Sabe? Sabe as minhas origens? As da minha familia? Se não sabe, não se deite a adivinhar.
    .
    .
    Já o disse aqui muitas vezes. Por norma, no Norte, não somos subsidiodependentes nem pedinchas. mesmo neste sistema criado, em que quem não mama é considerado burro.
    .
    .
    De resto, em vez de se armar em mais reguila do que os demais, informe-se antes de mandar postas de pescada.

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  54. antonio silva's avatar
    22 Abril, 2011 21:32

    eu tambem sou do norte, bem do norte. e tambem nasci numa familia de operários fabris sem terrenos nem predios….. sei o que custa a vida…..e tambem sei que aqueles que mais criticam o estado e que andam por aí a dizer que o estado deve ausentar-se dos meracdos, etc, etc, são sempre os primeiros a estender a mão, estão sempre a reclamar por subsidios, e quandos e vêem aflitos é para o estado que se viram a pedir ajuda e mesiricórdia. ainda há pouco tivemos um exemplo disso. enquanto os senhores do BPN, todas da direita liberal que reclama por haver muito estado, que reclama por um estado ausente e não intervencionista. mas enquanto propagandeavam as suas ideias neoliberais trataram de fazer desaparecer 4 mil milhoes de euros (que nãos evaporaram a não ser para contas offshore no nome dos grandes accionista e administradores dos quais alguns tambem desapareceram misteriosamente) e depois “acode ao rei” “acode ao rei”, ou seja, venha o estado, salvar o banco, salvar o empresario,,, é sempre amesma história…. o meu amigo deve recordar-se dos milhoes que foram canalizados para centenas de grandes empresas durante os anos 80 e 90 (entre 85 e 97 principalmente) para formação de trabalhadores e renovação dos meios de produção visando uma maior competitividade, ou não???? para onde foi canalizado a maior parte desse dinheiro? para casas, castelos, vivendas de luxo em portugal e no estrangeiro, para ferraris e porshes e lamborguinis…. eu lembro-me muito bem de ir para a faculdade de autrocarro e comboio, levantar-me ás 6,30 para chegar ao porto, ás aulas ás 8,30 ou 9,00 horas e quando lá chegava via o parque da faculdade pejado de mercedes descapotáveis, bmw, ferraris, audis, etc, etc, de alunos , não de professores, de alunos cujos pais ou familia possuia uma empresaseca com 30 ou 40 tranbalahdores. até havia casos de irmãos cada um com seu mercedes que habitavam a 30 km da faculdade, a 30 minutos de comboi por exemplo mas tinham apartamentos no bom sucesso ou campo alegre e iam para a faculade de mercedes…. alguyns deles até recebiam bolsa de estudo coitadinhos porque os rendimentos dos papas eram inferiores ao salrio minimo. mas andavam de mercedes……

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  55. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    23 Abril, 2011 13:40

    “o meu amigo deve recordar-se dos milhoes que foram canalizados para centenas de grandes empresas durante os anos 80 e 90 (entre 85 e 97 principalmente) para formação de trabalhadores e renovação dos meios de produção visando uma maior competitividade, ou não????”
    .
    .
    Sim lembro-me perfeitamente. Lembro-me mas Vc. equivoca-se na coisa. No PEDIP 1, os dinheiro foram canalizados para a produção. Depois com o Guterres para a produção. No segundo caso foi para subsidiar a produção de um modo artificial, à moda socialista como é costume. Hoje segue-se o mesmo modelo.
    .
    .
    ” para casas, castelos, vivendas de luxo em portugal e no estrangeiro, para ferraris e porshes e lamborguinis….”
    .
    .
    Dê três casos que provem o que aqui diz. É que de mitos estamso nós fartos. Aponte-me três casos desses, de desvio de verbas para enriquecimento pessoal dos empresários que receberam ajudas encapotadas à produção.
    .
    .
    Quanto a ir de autocarro para a faculdade versus de carro próprio, diga-me que isso eram os filhos dos empresários que roubavam o país. lolololololol Diga-me que eu vou-me rir bastante.
    .
    .
    Aliás, o fenómeno que o amigo aponta começa bem antes da adesão a Portugal à CEE e demasiadas vezes eram os mais pobres que mais faziam questão de ir de carro para a faculdade para não ficarem atrás dos que, com dinheiro no bolso, se faziam deslocar de brutos carros.
    .
    .
    Mas faço-lhe aqui o desafio: aponte três casos de empresários que tinham ferraris ou castelos no estrangeiro e receberam subsidios à produção. ehehhheh
    .
    .
    É tão lindo criar mitos para denegrir a classe empresarial do Norte…
    .
    .
    Olhe, posso-lhe dizer isto. Conheci bastantes empresários que tinham ferraris, na altura em que o stand da Boavista no Porto era o mais vendia em todo o mundo. Só um deles se poderia dizer que acabou por não pagar salários e até as suas dívidas. Todos os outros, além de terem poucas dívidas nunca pagaram mal aos trabalhadores. Veja lá esta coisa.
    .
    .
    Essa discussão é velha. Tão velha que sempre me pareceu mais inveja que outra coisa. E era tanta a inveja que, um dia, alguém me disse assim: olha, oxalá todos estes empresários tivessem ferraris. Eu perguntei porquê. Resposta pronta desse meu amigo: porque menos empresas tinham ido à falência e mais salários altos havia.
    .
    .
    E essa tese desse meu amigo era verdade. Os caloteiros eram conhecidos por duas características interessantes. Gostavam de deslocar-se em carros velhos e comprar/investir na imobiliária no eixo Esposende-Vila do Conde. Quem tinham (e ainda tem) ferraris continuam com as empresas a laborar, algumas até premidas pelo COEC, veja-se lá bem a coisa.
    .
    .
    Mas que os do sul têm uma inveja do caraças aos do norte, por terem carros que deveriam ser um exclusivo do eirox Linha-Lapa é verdade. Como uma vez um gajo com pedigree do sul me disse uma vez, em Londres: Vcs. no norte como lhes falta ascendência julgam que com ferraris a compram. Fiquei a perceber logo o porquê que havia sanha contra os ferraris do Norte.
    .
    .
    E confesso desde já uma coisa. Não sou amante de carros, mas se pudesse ter um ferrari ou um lamborghini… Mas como so do sul não gostam que os “labregos novo-ricos” do Norte tenham bombaças que só deles as merecem…. ahahahahahhh

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