Os mortos que são mortos em*
Vittorio Arrigoni e Juliano Mer-Khamis fazem parte de uma categoria especial de assassinados: são mortos em e não mortos por. Morto na Cisjordânia, no caso de Juliano Mer-Khamis, e em Gaza, no caso de Vittorio Arrigoni. Note-se que ninguém duvida que foram assassinados: a tiro, diante de um filho, no caso de Juliano Mer-Khamis, por estrangulamento, e após umas horas de maus tratos, no que respeita a Vittorio Arrigoni.
Nas notícias sobre estas mortes somos profusamente informados que estes dois homens dedicaram parte das suas vidas contestando a actuação de Israel e defendendo a causa palestiniana: o israelo-palestiniano Juliano Mer-Khamis mantendo um teatro em Gaza e o italiano Vittorio Arrigoni trabalhando para uma associação pró-palestiniana.
E é aqui que chegamos à má-fé subjacente a muitas das notícias sobre as mortes neste lugar do mundo: caso sejam palestinianos os assassinos essa pertença desaparece, sendo substituída por expressões apátridas como “radicais”. Vittorio Arrigoni e Juliano Mer-Khamis foram mortos por pessoas que se reivindicam defensores da causa palestiniana. Ou seja, pessoas que, noutro contexto, seriam designadas como palestinianas, mas que em casos incómodos como estes passam a radicais islâmicos ou salafistas.
*PUBLICO

é natural que assim seja, a extrema esquerda escolheu um aliado que é tudo menos o que a extrema esquerda gosta de apregoar, como tal têm que iludir-se e apagar a realidade, para não entrarem em depressão. São os idiotas inúteis do costume, sempre do lado errado da barricada.
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Defensores da causa palestiniana assassinados de forma bárbara e não passaram a heróis e bandeiras dos amigos politicamente correctos portugueses da causa palestiniana. A Helena procure nos blogues habituais a ver quem falou da morte bárbara destes dois cidadãos, insuspeitos, diria eu, de estarem ao serviço dos sionistas, como gostam de dizer. Foi uma branca que se lhes deu.
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É a realidade que vem morder em nós, camaradas. Noventa por cento da malta da informação trabalha na propaganda da situação presente. Os outros dez por cento, sei lá eu… Sempre foi assim, sempre assim há-de ser.
Mas nos caso presente a propganda não vale um tostão furado. A quem importa que estes dois “artistas” se façam imolar? Nós tempos que tocar o burro para a frente sem curar daqueles que se querem destruir a si-mesmos.
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Eu o Eduardo Pitta falámos.
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falta um “e”.
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Esta Srª Drª Helena necessita de ajuda espiritual.
Não dá para comentar uma narrativa tão estapafúrdia.
Mas, se chegámos até aqui, é por que há razões para isso…
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Os Palestinianos são apenas um instrumento para a Esquerda. A Esquerda entregou e entregará e os Palestinianos aos bichos sempre que for conveniente e não estiverem a ser úteis a destruírem o Ocidente burguês.
O autor do massacre de Sabra e Chatila foi colocado como Ministro dos Palestinianos no Líbano pelos Sírios. Nem um jornalista piou.
E para manifestação actual do “jornalismo” basta lembrar os recentes conflitos entre o Hamas e a Fatah. As Ambulâncias e os Feridos nunca apareceram.
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