Quando a estagnação era uma palavra a evitar
É bom ter memória e por isso é fundamental ler este texto de Henrique Raposo sobre os jornalistas e a campanha de 2009. E este do José na Porta da Loja sobre a actual campanha E recordar que em Novembro de 2008 a LUSA não escrevia a palavra estagnação nos títulos: «Estagnação’ é palavra proibida. (…) No documento, a que o CM teve acesso, o CR “estranha que, no dia da divulgação das novas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), os jornalistas da economia tenham sido proibidos de utilizar a palavra ‘estagnação’ [no título e no lead], para qualificar a evolução de 0,1% prevista para o PIB português em 2009”.» Esses eram os tempos dos bota-abaixistas e dos tremendistas. Poder-se-ia pensar que agora que se confirmam em pior o que “a velha” e os tremendistas diziam que as notícias se teriam tornado mais exigentes. Nada disso. Apenas mudaram as palavras com que iludem a realidade.

A grande maioria dos jornalistas não passam de papagaios que escrevem e dizem aquilo que lhes mandam.
Repare-se por exemplo como a TVI noticiou ontem o aumento do defice de 2010: passou o PSD, passou o BE, uns segundos cada, e depois veio o ministro Silva Pereira tentar explicar o inexplicavel, e a jornalista de serviço a dizer que o governo já esclareceu o assunto, e nem um comentario. ” O governo já esclareceu!” se o governo esclareceu, está esclarecido, não há mais duvidas. De resto o que se ouve mais nos telejornais é: O governo garante que…, ou o governo esclarece que…, ou” a resposta do governo não se fez esperar”… ( a qualquer comentario que o PSD tenha feito). Isto é que é informação.
No que diz respeito à TVI que apesar de tudo ainda se esforçava por ter uma informação mais ou menos isenta, já se nota lá o dedo do Alberto Carvalho que foi contratado pelo Sr Conde da Anadia para isto mesmo.
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nunca nos ultimos 30 anos a imprensa foi tão cercada, coagida e pressionada pelo poder político como nos ultimos 6 anos de governação sócrates. É só relembrar os processos judiciais postos pelo sócrates a jornalistas, a pressão das direcções de agências noticiosas e jornais aos seus jornalistas para concluirmos que no que respeita à liberdade de imprensa, Portugal trilhou nos ultimos 6 anos um caminho perigoso e muito parecido com a da Venezuela do grande irmão Chavez.
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Não repararam que foi o Vieira da Silva e o Silva Pereira e não o Teixeira dos Santos a proferirem declarações sobre o que está a ser descoberto pelos gajos da troika?
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Aqui se põe um problema grave. Quem lidera as missões técnicas que vai negociar com a troika? Pode parecer bizantina a questão mas não o é. O facto de Teixeira dos Santos já não ser ministro, mesmo que formalmente ainda o seja, pode trazer graves problemas a Portugal. Importava clarificar esta perigosa situação antes que paguemos ainda mais do que deveriamos. O PS não deve nem pode hipotecar ainda mais o futuro de Portugal por causa do populismo eleitoral. Ou vão arruinar os portugueses até ao último dia das eleições?
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O mais estranho é que isto está a passar ao lado da generalidade dos portugueses. O que vai implicar mais um pregão no seu caixão colectivo. Pffff! Coitadinhos daqueles que nada têm a ver com este sistema corrupto mas vão-no pagar até ao último tostão…
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“Ora, Ferreira Leite tinha razão, os factos deram-lhe razão, e, mesmo assim, a ex-Presidente do PSD continua a ser “gozada” pela elite. O que isto nos diz sobre a nossa cultura política? ” – Henrique Raposo
este texto é interessante, mas esqueceu-se, que eu estou convencido, que foi deliberadamente, de pormenor bastante interessante…
os que andaram a gozar com a “velha”, agora são eles que dominam o PSD…Pedro Passos Coelho, Pedro Marques Lopes, Rabi Viegas, Ângelo Correia, Marco António, Luís Filipe Menezes, Carlos Abreu Amorim…o que nos diz isto sobre a nossa cultura? enfim…o país está nas mãos destes gajos e dos socretinos…enfim, haja haja esperança…e milagres pelo meio…
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“No que diz respeito à TVI que apesar de tudo ainda se esforçava por ter uma informação mais ou menos isenta, já se nota lá o dedo do Alberto Carvalho que foi contratado pelo Sr Conde da Anadia para isto mesmo.”
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Ou seja, o amigo Silveira acaba por admitir que as élites de Lisboa têm como fito enganar os restantes portugueses, sobre o descalabro a que chegou o Estado português.
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E muito me espanta como é que é possível ver os factos e não os incluir num panorama geral mais abrangente que explica este comportamento das élites em Lisboa. Até chama à atenção para o appel do Conde de Aanadia e tudo, no entanto, não consegue ver o modus operandi deste sistema corrupto que beneficia as élites de Lisboa, na parasitagem ao resto do país.
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Já agora, interessante este postal do José. Não para bater na “corte de Lisboa” mas mostrar mesmo como funciona a cabeça do Anacleto Louçã e seu BE:
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http://portadaloja.blogspot.com/2011/04/o-comunista-louca.html
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Só um cheirinho, porque penso que vale a pena:
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“Marx e Engels ensinavam ( por exemplo na “Origem da Família da propriedade privada e do estado”) e Louçã aprendeu muito bem, mas esconde melhor, que o Estado é um produto da sociedade ou um estado determinado do seu desenvolvimento; é o testemunho de que esta sociedade se envolve numa contradição insolúvel com ela própria, tendo-se cindido em contradições inconciliáveis que não pode resolver. Mas a fim de que os antagonistas, as classes com interesses económicos opostos, não se destruam, a si e à sociedade numa luta estéril, impõe-se a necessidade de um poder que, colocado na aparência acima da sociedade, é chamado a atenuar o conflito, mantendo-se dentro dos limites da “ordem”; e este poder, nascido da sociedade mas que se situa acima dela e se lhe torna cada vez mais estranho, é o Estado” ( citações de uma lição copiografada para o 1º ano de Direito Constitucional- regido por Vital Moreira- na faculdade de Direito de Coimbra, em 1975-76).
Em resumo e fundamentalmente “ o Estado é o produto e a manifestação do facto de as contradições de classes serem inconciliáveis. O Estado aparece precisamente e na medida em que, objectivamente, as contradições de classe são inconciliáveis.”
E a interpretação correctiva de Marx, efectuada pelos intelectuais “burgueses” ou “pequeno-burgueses”, aponta noutro sentido: o papel do Estado seria o de conciliar as classes. O que o comunismo refuta.
E o comunista Louçã, sobre isto o que pensa ou diz? Nada de nada, não vá alguém perceber que parou no séc. XIX na leitura de Marx e Engels, cujos frutos degeneraram naquilo que os países de Leste abandonaram no final dos anos noventa: tretas que amaldiçoaram milhões de pessoas.”
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Eu não li o livro do Louçã, porque nem vale a pena ler. É mais do mesmo. Ou seja, lixo comunista pré revolução de 1917. (Pode parecer estranha esta data como marco delimitador do pensamento político ocidental mas não o devia, pois é com a implantação do comunismo na Rússia que se dá o corte entre o chamado socialismo democrático e o ditadorial, em especial com a demarcação dos socialistas suecos que deixaram de se rever no socialismo marxista e passaram a advogar a dita social-democracia com origem no Liberalismo alemão.) E perder tempo a ler os livros propagandistas do Louçã é reler parte daquilo que foi escrito ao longo de todo o século XX. As suas teses académicas, sim. Devem ser lidas até porque têm bastante valor para os amantes dos problemas económicos, mas de resto, daquela cabeça, do Louçã, só sai porcaria comunista. Uma pena como por causa da ideologia ele destroi o seu valor académico. Aliás, esse é o problema da generalidade dos economistas. Devoram livros e arrostam ideologia, desperdiçando talentos e vocações.
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O anti-comuna quando vive no país real e não no Reino de sua Majestade PC até que consegue dizer umas verdades. LOl
Quanto ao post em si: A Helena coloca o dedo na ferida: é uma vergonha a nossa comunicação social.
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Incompetência por incompetência, tanto vale estar lá o Teixeira dos Santos como o Vieira da Silva ou o Silva Pereira.
Todos num molhinho e jogados ao Tejo, junto ao Bugio, é que essa corja socretina merece. Vamos lá ver…
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Esta gente são como os comunistas.
Querem que o Estado é que faça tudo. Que produça. Que venda. Que exporte.
Se a economia está estagnada é por que os privados e também muito do sector público (que deve ser extinto já!) estão a malandrar.
Tão só.
Ou estão à espera que o governo crie quintas, herdades,, fábricas,etc?
Não vale a pena vir para aqui dizer o que o país pode fazer por vós; mas sim o que vós podeis fazer pelo vosso País!!!!!!!
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Um verdadeiro imbecil, este Arlindo, não acham?
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Trabalhar faz calos, né?
Vai trabalhar, vagabundo!
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“…o papel do Estado seria o de conciliar as classes…” Essa é a teoria do Fascismo.
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A Lusa é paga pelos nossos impostos. E qualquer partido a vai manter. Mesmo aqueles a quem a Lusa prejudica mais.
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Nada como fugir ao sofrimento…!
http://ricardocampus.com/2011/04/25/eca-e-portugal-a-fuga-do-sofrimento/
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