E é nisto que estamos
«A proposta de redução das pensões em caso de desemprego, defendida pelo grupo ‘Mais Sociedade’, obriga “quem passa fome a aceitar qualquer emprego”, afirma a UGT. A proposta “é um disparate porque o subsídio de desemprego é um direito e não é propriamente algo que beneficie quem não contribuiu”, disse o secretário-geral da UGT, João Proença, à Lusa. As declarações de João Proença surgem no dia em que o Jornal de Negócios apresenta algumas propostas para o programa eleitoral do PSD, elaboradas pelo movimento da sociedade civil ‘Mais Sociedade’, composto por várias personalidades, entre as quais, o presidente não executivo da Vodafone, António Carrapatoso. Segundo considerou, a medida obriga “quem passa fome a aceitar qualquer emprego”.» –
Este parágrafo é um retrato fiel de Portugal em 2011. No dia em que se soube que “Executivo quer convencer o sector financeiro a canalizar a maior parte dos fundos dos Planos Poupança Reforma para investimentos em títulos soberanos” esperar-se-ia que isso fosse discutido, causasse apreensão, denúncias… mas NADA. O que interessa é manter a ficção de pé: alguém que há anos é pago pelo Estado para alegadamente defender os trabalhadores mostra-se indignado por causa de uma proposta que visa dar sustentabilidade a um sistema de protecção social. Note-se que não discute a proposta, que não apresenta argumentos contra – e certamente que eles existem – limita-se a invocar o direito a recusar trabalho por parte de quem “passa fome” e recebe subsídio de desemprego. Enfim, quando dentro de alguns anos o subsídio de desemprego não chegar para garantir aos desempregados que não passam fome, em que os pensionistas andarão às voltas com os investimentos feitos pelos bancos em títulos da dívida pública, já ninguém se lembrará deste dia. E as milícias da indignação já nem se lembram do que disseram até porque já estarão indignadas com outras coisas.

Já se percebeu que qualquer ideia de mudança será sempre rejeitada pelos sectores mais conservadores, sempre representados pelo PS. O programa do PS é manter tudo na mesma.
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«A proposta de redução das pensões em caso de desemprego, defendida pelo grupo ‘Mais Sociedade’, obriga “quem passa fome a aceitar qualquer emprego”
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E?
É mais uma prova que os Soci@listas são Aristocratas e criaram com a sua pata na Educação e Media um povo de Aristocratas. Surreal.
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para que servem os 34,75% do salário dos trabalhadores que são desviados pelo estado?
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O Subsídio de Desemprego não é nenhuma prestação social ou Dádiva do Divino.
Resulta dum contrato de «seguro» que o trabalhador outorga com o Sistema Nacional de Previdência.
Se a Caixa de Previdência (todo o sistema de Segurança Social) não quiser pagar na quantia devida e em proporção o subsídio ou mesma a pensão, então será melhor ABOLIR a Segurança Social, e assim cada trabalhador saberá o que fazer com os seus descontos e bem assim as respectivas empresas.
Seria a mesma coisa que eu ter um seguro em dia, e na necessidade de recorrer a ele, a Companhia me mandasse dar uma volta ao bilhar grande.
Qualquer sociedade civilizada cumpre os seus CONTRATOS.
Numa sociedade liberal e democrática é isso que acontece.
Numa Sociedade Selvajem e Sem Lei ou Regras – defendida por uns tristes que se reunem sob a epígrafe «MaisSociedade» – ficamos à mercê da lei do faroeste. A lei dos bichos. O que chega primeiro é que se serve. Os outros vão chupar no dedo…
Queira Deus que aqueles tristes da «MaisSociedade» nunca cheguem nem à porta de qualquer ministério.
Queira Deus!
(Já agora esses tristes da «MaisSociedade» que ponham no programa o CANCELAMENTO de todas as reformas de favor. Há lá um Diogo fiscalista e coisa e tal que recebe uma boa pipa de massa relativa a uma reforma. E segundo os entendidos o tipo só trabalhou numa determinada «instituição» meia dúzia de anos…)
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Com gente assim nos lugares de decisão do país, e não se prespectivando mudanças a sério, é fugir o quanto antes do pantanal antes que ele nos engula.
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“para que servem os 34,75% do salário dos trabalhadores que são desviados pelo estado?”
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Para reformas e subsídio de desemprego.
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E as milícias da indignação do Blasfémias estão bem representadas por helenafmatos!
Se o “mais sociedade” diz mata, helanafmatos diz esfola, como se os desempregados tivessem culpa de terem sido despedidos, de as empresas estarem falidas e se os descontos que fizeram enquanto assalariados fossem um pormenor nisto tudo.
Mas tenhamos fé; João Duque vai salvar o país e o ministério da finanças vai passar a chamar-se Mais Sociedad Privada.
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…One of the best moves in our opinion took place in Slovakia where employees will from now on be paid a “super-gross” wage (superhrubá mzda in Slovak). This means that each employee will receive on his bank account not only his “regular wage” but also the social and health contributions that used to be paid by his employers. Hence the wage received will express the total labor cost. This is in stark contrast with rules prevailing almost everywhere in Europe. More importantly, it constitutes the best way to prepare the ground for true reforms; making taxpayers aware of the costs and benefits of the prevailing systems…
http://www.irefeurope.org/en/content/irefs-yearbook-taxation-europe
via Insurgente
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diz Leite Campos:
“O dinheiro não é do Estado, é nosso. Quem paga somos nós. Nós, contribuintes, temos direito a ter a certeza que o nosso dinheiro é bem entregue. Eu estou disposto a pagar 95 por cento do que ganho para subvencionar os outros, mas quero ter a certeza que é bem empregue”
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diz DO no Arrastão:
“Quem consegue acumular reformas por pouco trabalho é inteligente. Os pobres enganam o Estado, os outros têm direitos. Os pobres roubam o contribuinte, os outros têm carreiras.
Fico-me por isso pelos factos: a reforma que o senhor Leite Campos recebe do Banco de Portugal resulta de apenas seis anos de trabalho naquela instituição.”
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digo eu:
se não fossem hipócritas as “helenas” desta vida também se indignavam com este retrato do país.
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“se os desempregados tivessem culpa de terem sido despedidos, de as empresas estarem falidas e se os descontos que fizeram enquanto assalariados fossem um pormenor nisto tudo.”
Porque é que não podem ter culpa de ter sido despedidos e as empresas estarem falidas? Uma empresa é a qualidade de quem lá está inclusive trabalhadores. E os descontos são para reforma e eventual desemprego não é elástico. Por isso é que digo que se deve facilitar o trabalho de 4 dias por semana. Muitos de nós há muito que poderíamos trabalhar 4 dias por semana , mas o Estado cada vez maior e inútil só aumenta as despesas impedindo isso de acontecer.
E assim temos milhares de funcionários públicos a inventarem regras e leis para justificarem empregos com uma vida de aumentos salariais enquanto o estado tem défices. Como se um empresa aumentasse ordenados ao longo de décadas de prejuízos. E temos ainda mais milhares de desempregados. Toda esta gente deveria estar em empresas, enquanto os actuais empregados destas empresas deveriam trabalhar 4 dias por semana com menos ordenado mas pagando muito menos impostos.
Obviamente milhares fora do funcionalismo e do desemprego é o fim da Esquerda.
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O maior problema do país, ao nível das empresas, é o seu tipo de gestão.
é um facto que a qualidade dos nossos gestores é das mais baixas da Europa e, pelo contrário, os trabalhadores portugueses no estrangeiro reflectem a qualidade desses dirigentes; somos também dos países que mais horas trabalha e a qualidade/competitividade duma empresa não se mede pelo número de hora trabalhadas mas pela relação entre trabalho executado e qualidade do produto/serviço apresentado.
conclusão – tendo em conta o comentário de Luck – os trabalhadores não são os culpados da ineficiência e da falência de empresas.
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4 dias por semana. Nos restantes o mercado vai de férias
ahahahahaha
Este Luck é cá um ponto. Quer ser o Lafargue dos neotontos.
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Estas cenas de poupar nos fósforos e utopias de optimização social à custa de tirarem as migalhas aos pobres são cá uma coisa.
É o que eu digo. Os cretinos dos xuxas nem precisam de campanha- há quem passe o ouro para o bandido com tiros no pé.
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A HM deve ter o sonho de andar a tirar côdeas da boca dos pobrezinhos para enfiar numa porca-mealheiro e prometer-lhes o paraíso na terra com isso.
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Cada um é para o que nasce. E quem nasce para neotonto faz upgrade do maoismo com isto.
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O João Proença que nunca trabalhou e que vive há largos anos à custa do trabalho alheio, perdeu uma bela oportunidade de estar calado. Quem se preocupa realmente com estes “pormenores” sabe que subsidio de desemprego e reformas, só se podem pagar quando os estados geram riqueza para isso. Ora como todos sabemos, grande parte destas “conquistas de Abril” têm sido pagas com dinheiro emprestado, com o resultado que está à vista: ante-camara da bancarrota.
O actual governo já se encarregou, no que diz respeito ao subsidio de desemprego, de lhe fazer uns cortes. Mas Socrates limitou-se a umas medidas avulsas, e não fez nada para tornar qualquer arremedo de estado social sustentavel. E como sabemos estava-se a preparar para cortar nas reformas de miseria de 200 e 300 euros. Mas a isso, o João Proença disse nada: olhou para o lado e assobiou.
Ainda hoje fui visitado por um jovem com 30 anos que esteve o tempo que lhe foi possivel no desemprego, que lhe pagava 900 euros por mes. Só quando o obrigaram, porque lhe acabaram com a mama, é que aceitou um emprego a ganhar 650 euros, depois de ter recusado varios. E´por estas e por outras, que a proposta agora apresentada merece ser discutida.
Mas agora que são os outros a mandar, é que vai ser choro e ranger de dentes. Se não mudamos de vida, no futuro muito proximo nem para subsidios de desemprego, nem para reformas vai haver dinheiro. Esta nova realidade é que a UGT devia explicar aos portugueses.
Proença não sabe o que é ter fome, nem sabe o que é ter que trabalhar para ganhar a vida. Por isso é que se permite dizer imbecilidades como estas.
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Ó zazie, como estou de novo desocupado, aproveito para concordar contigo. Mas só desta vez que não te quero mal habituada.
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Approveito para deixar expressa a minha grande esperança no grupo “Mais (Alta) Sociedade”. Aposto que já estão próximos de propor a extinção das multireformas, das reformas vitalícias com seis anitos de trabalho, das vergonhosas reformas de políticos que, reformados aos 40 e poucos anos, receberam nos 5 primeiros de reforma mais do que descontaram nos anos que trabalharam, do aumento dos escalões do IRS para aqueles que colocam as empresas à beira da ruína, mas recebem “ordenados” e “indemnizações” pornográficas, etc. É só esperar mais um pouco!
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Um dia todos passarão fome e terão o prazer de recusar trabalho! Quero saber quem lhes pagará os subsídios? O Pedro Soraes, o Figo, o Alberto Costa, o Bandeira do BPN que acumula prejuízos, a fundação Mário Soares, o Lelo, o Freepór, as hastas publicas de fatos Armani Rodeo Drive, o Resort Pine Clifs, e os restantes Lelos?
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Aparentemente a generalidade dos comentadores deste post estão satisfeitos com o actual estado de coisas. Infelizmente, e para mal do futuro de Portugal como país independente e soberano, não estão sós. Há pelo menos 35% dos potenciais votantes a 5 de junho que pensam como eles: bom proveito lhes faça a nova vitoria socretina. Sem no entanto querer desdenhar da inteligencia de ninguem, parece-me que ainda não perceberam bem aonde é que estamos metidos.
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A proposta eh tecnicamente um disparate e socialmente pathetica! Eh o q da qd se pede a banqueiros e gestores sem qq contacto com a realidade para pensarem a seguranca social. Assim vai ser dificil PPC….
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joao duque na SIC, com uma definição de desempregado: “não quiseram estar na vida activa”
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ficamos à espera de uma definição de dirigentes (por exemplo do Banco de Portugal) que trabalharam 5-7 anos e recebem reformas milionárias.
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Esses justificam que foi para dar esperança aos que teimam em fazer “más opções de vida”
ehehehe
Há com cada um. Se fossem drogados ou ladrões sempre tinham actividade.
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Quem é esse caralho de Duque, ó menos 1? eu não vejo tv mas esses gajos precisavam que só nos saem é duques.
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> Qualquer sociedade civilizada cumpre os seus CONTRATOS
Por uma vez estou de acordo com este camarada. Os descontos são para um seguro, que o cumpre ao Estado, como cumpriria a uma seguradora privada, pagar segundo o contratado. (Se quiserem mudar as condições, não o façam retroactivamente, e dêm liberdade de escolha.)
Curiosamente, estes “movimentos” não apontam as dezenas ou centenas de milhões esbulhados em “autoridades”, fundações, institutos, etc., que usurpam funções (e rendas) do Estado, e pagam principescamente a nulidades que práticamente nada fazem.
Sem falar dos respectivos reformados milionários, feitos quase instantaneamente, sem sequer juntar água (excepto a que meteram no escasso exercício de funções).
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João Duque, presidente (?) do ISEG … e o seu amigo José quer acabar com o ISCTE!!!
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Esse João Duque é um triste saloio!
Nem sequer sabe como funciona o sistema da segurança social ou mesmo a indústria dos seguros.
Só me sai Duques e Moedas, já para não falar dos Catrogas, que já têm idade para terem juízo!
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Bons, mas mesmo muita bons, são o Socrates e a quadrilha que o tem acompanhado no governo. se gostam tanto deles, no dia 5 de junho tem a tarefa facilitada. Mas não se iludam: a maminha acabou.
Eu até nem me importava que o Socrates ganhasse só para o ver por os boys no olho da rua.
Querem a CGD do estado? otimo, o Berardo, o amigo Joaquim e o do Vara, aquele dos robalos, tambem querem, porque têm lá ido buscar euros às centenas de milhões. Sabem quantos aumentos de capital o Socrates já teve que fazer desde que é 1º ministro na CGD, não contando com o BPN? se calhar 12 mil milhões não chegam. E sabem de quem é o dinheirinho que ele lá meteu? Nosso, dos nossos impostos. E tudo para financiar os negocios dos amigos. Votem neles outras vez, e venham praqui dizer mal dos que apresentam propostas para mudar esta choldra.
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Votar Sócrates é o mesmo que votar Passos, é o mesmo que votar FMI.
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“Para Os Trabalhadores da empresa casino estoril no final se fará justiça, reconhecendo a insustentabilidade de um despedimento Colectivo oportunista promovido por uma empresa que, para além do incumprimento de diversas disposições legais, apresenta elevados lucros e que declara querer substituir os trabalhadores que despede por outros contratados em regime de outsoursing”.
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http://plocking.wordpress.com/2011/04/27/atados/
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Isto de quem passa fome ser obrigado a trabalhar é de um neoliberalismo revoltante. Como é possível os alemães (e os finlandeses, e os franceses, e os suecos,…) recusarem continuar a pagar isto? Não sabem ser solidários, é o que é.
Quem não passará fome nunca é o Sr.Proença porque ainda no outro dia o vi a comer um peixinho num restaurante à beira mar.
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“Quem não trabalha e come, come sempre o pão de alguém…”
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“Quem não trabalha e come, come sempre o pão de alguém…”
já diria la palisse…
pois, os nossos filhos menores e os nossos pais reformados comem o teu pão,trabalhador!
hà que defender o interesse trabalhista!
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Estou de acordo com Arlindo da Costa e acho que Lucky é alguém com sorte na vida que jamais se viu numa situação de desemprego com um nível de despesa mínima que o obrigue a ter um emprego tão bom como o anterior. Em alternativa pensemos na situação das pessoas que, vendo-se fora do emprego, tentam criar emprego próprio. Entre estudo de oportunidades, análise de mercado, plano de negócio, processo de candidatura a fundos, burocracias e etc, já lá vai mais de um ano. Se essa pessoa tiver direito apenas a 4 ou 5 meses de subsídio, mais vale matar-se. Por alguma coisa se chama ao sistema “SEGURANÇA Social”. Porque é suposto dar segurança e não só reformas.
Agora pergunto: como se pode ter coragem de cortar a segurança a alguém que ordeiramente faz os seus descontos sem colocar a hipótese de por ordem na pouca vergonha que é o subsídio de reinserção social, ou seja, o ordenado dos calaceiros? Sei que muitos o recebem com legitimidade mas, ainda assim, são uma pequena parte. Conheço casos escandalosos de preguiça subsidiada pelo estado.
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Um governo que corta nos legítimos direitos de quem contribui com o seu trabalho mas não pensa em pôr ordem na pouca-vergonha que é o rendimento de inserção social é um promotor da preguiça. Sei que muitos necessitam desse apoio para sair de situações complicadas mas a grande maioria está a roubar-nos esse dinheiro. Sei do que estou a falar. Esses sim, são os que comem o pão alheio!
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São as boas propostas do PSD! As pessoas queixam-se de cortes nos apoios sociais dados por este governo, então votem PSD e verão o estado social a extinguir-se aos poucos
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Eu gostaria que fossem os grandes senhores a pagar a crise,não só porque o têm mas porque andaram com o governo ao colo,mas vir um dirigente máximo sindical dizer que é obrigar quem tem fome a aceitar qualquer trabalho é de bradar aos céus,isso será o mesmo que dizer que há trabalho digno e´há qualquer trabalho que o não é.eu quando tive fome aceitei qualquer trabalho,inclusive,servir,não sei se sabem o que é?
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