Pouco ambicioso
10 Maio, 2011
O programa de governo do PSD propõe-se baixar a despesa pública até 40% do PIB. Intenção louvável, mas objectivo muito pouco ambicioso. Tudo o resto constante, isto daria, grosso modo, para equilibrar o orçamento. Mas o País precisa de um excedente. Para poder baixar os impostos e começar a reduzir a dívida. Ou seja, no mínimo mais 10 p.p. de corte na despesa.
16 comentários
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O Manuel Godinho, a Mota-Engil, a Martifer e a Opway têm o sangue gelado a pensar em cortes de despesa.
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O Júdice e o Almeida Santos têm uma depressão.
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O Arlindo da Costa está desde hoje de manhã agarrado ao seu ursinho de peluche. A sua mulher ainda lhe fez o prato favorito para ver se ele sai da depressão (feijoada com muita paprica), mas o rapaz, coitado, anda deprimido! Vamos lá ver se lhe damos um tachinho a defender o Pedro Passos Coelho, que tenho a certeza de que lhe despertará o sentido da utilidade que tanto anela.
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E eu estou a rir disto tudo! O Pedro Passos Coelho diminuir a despesa? O homem até é bem intencionado, mas depois vem o Júdice, o Balsemão, o Salgado, o…
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Pois é Francisco.
O Espírito Santo já disse que não quer concorrência tal como Balsemão já o disse várias vezes.
Como os mais avisados sabem empresas estabelecidas nunca são amigas da liberdade e do liberalismo. São amigas dos Governos – não interessa a côr- é quem estiver que as possa defender dos concorrentes por via da legislação e contratos preferenciais e de muita e mais regulação para impedir nova concorrência nascer.
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Lucklucky,
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Pessoas sensatas serão sempre apelidadas neoliberais. É crime neste país querer um estado forte na regulação e ausente na intervenção.
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«um estado forte na regulação»
Caro Francisco Colaço, dê exemplos pátrios.
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Campos de Minas,
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Se me disser o que entende por exemplos pátreos, talvez eu o consiga elucidar.
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Muitos falam em reduzir o défice, mas a dívida mesmo com o FMI vai continuar a aumentar.
Ninguém fala em reduzir a dívida.
E enquanto não começarmos a reduzir a dívida, todo e qualquer crescimento económico que ocorra , será comido pelos juros que temos que pagar.
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Pois pois. 40% é muito pouco ambicioso. Para bem era baixarmos a despesa nuns 200%. Isso é que era ambição!
Meu caro, a redução nem em 40% vai acontecer, só por milagre.
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“Muitos falam em reduzir o défice, mas a dívida mesmo com o FMI vai continuar a aumentar.
Ninguém fala em reduzir a dívida.”
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-Ora bem. Por isso é que digo que o FEEF/FMI não vai resolver nada. É só um paliativo para mais dívida com menos juros. E os juros continuam a ser insustentáveis.
Quando acaberem os 80 mil milhões. Acabou a festa dos défices.
A não ser que nessa altura a inflação esteja destruir tudo.
Nesse caso a Europa já não seria mais que América Latina 2…
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Ricardo,
“Ninguém fala em reduzir a dívida.”
Leu a posta?
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Porque estou pessimista:
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para não alongar, abordagem apenas dalguns pontos sobre o Memorando FMI/EU/BCE, vulgo troika.
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-O único problema dentro da especificidade de Portugal é PREÇO COMPETITIVO do ‘made in Portugal’ que substitua importações e vá aumentando as exportações:
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é uma miragem ou vontade de nada mudar se não for reformado radicalmente a estrutura de impostos colectando todos apenas num sobre o Consumo. Afinal o que sucede com o preço final do ‘Made in Portugal’ que de facto inclui todos IVAS, IRC’s, IRS, TSU etc. Ou seja o liberalismo avançado para reacencer Emprego e Criação de Riqueza imediatamente.
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e eliminação da TSU paga por Empregados e Empregadores substituindo-a por Imposto Social Nacional uma vez que de facto a Segurança Social é universal, para todos os Portugueses. Efeito colateral valor significativo mensal que fica na Tesouraria dos Empregadores e na Carteira dos Empregados. E a única forma da sustentar e assegurar pensões e reformas aos mais jovens, isto, os Direitos Civilizacionais irreversíveis e intocaveis
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-Redução de 4% na TSU do PSD não resolve Portugal em termos macro. É muito acanhado. Salvo ao nicho micro das maiores Empresas que são uns míseros 10% do Emprego Nacional que pouparão significativamente na TSU mensal. Só com a ‘tool’ eliminação completa da TSU para Empregados e Empregadores subsituindo-a pelo Imposto Social Nacional sobre o Consumo se alcançam resultados imediatos que resolvam Portugal. O resto é acanhado, as habituais meias tintas para empobrecer cada vez mais.
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-Eliminação de Autarquias e Freguesias, nenhuma Governação centralista como actual consegue implementar esta medida. Só com a ‘tool’ regionalização se consegue. Entre eles condicionados pelo orçamento regional anual. Como todos renegam a Regionalização …..
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-Redução salarial pela ‘porta do cavalo’ usando a inflação e os aumentos fiscais geram apenas mais Desemprego e mais Encerramentos de Empresa. Menos criação de riqueza. Mais crise bancária.
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-Quanto à redução das gorduras (comissões, fundações, burocracia etc) sequer é um problema politico ou ideologico. É apenas a mais elementar sensatez de gestão e admnistração. Indiscutivel.
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caro Colaço,
ai o seu português!
queria ver exemplos de regulação meritória por parte do estado, por cá, em portugal.
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O PSD vai cortar na despesa, sim senhor.
Vai cortar na despesa dos seus protegidos e nas empresas dos amigos.
Podemos chamar com propriedade a isso uma «diminuição de custos de contexto» para as suas empresas e para os seus negócios.
À custa do Estado Social, óbviamente.
Ou pensam que o Passinhos e o PSD descobriram a roda?
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Redução?
Ok! Mas à custa de quê? Como?
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Carlos Simões,
À custa do Estado Social obviamente, como diz acima com toda a propriedade o Arlindo. Não há economia – a nossa ou qualquer outra – que o sustente. Por isso ele vai inevitavelmente entrar em regressão em todos os países.
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(cont 13.13H), resumindo em termos MACRO:
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Para mula velha, albardas novas.
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Mas a mula espantam-se da esquerda para a direita, depois para o centro donde pinoteia para as extremas porque teimosa como uma mula quere ser sempre a mesma mula …. O que é que se lhe há-de fazer. Se lhe dá gozo e e deixá-la escoicenhar.
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Mas as mula espantam-se da esquerda para a direita, depois para o centro donde pinoteiam para as extremas porque teimosas como mulas quere ser sempre as mesmas mulas …. O que é que se lhe há-de fazer. Se lhes dá gozo é deixá-las escoicenhar. à tuga, que se vão fornicar para evitar palavrões.
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