“A táctica (2)” *
12 Maio, 2011
«Tudo indica que Portas quer retornar ao poder seja qual for o parceiro partidário. O seu programa, quando chegar, redundará num combinado de elementos de assistencialismo social e de solene rigor financeiro habilmente entrelaçados com os habituais temas da segurança e da ruralidade romântica para que o CDS simule sobressair dos dois grande partidos que verdadeiramente disputam o poder entre si.»
93 comentários
leave one →

Milagre! Foi preciso surgir uma sondagem com o PSD a subir para vermos um artigo do CAA por aqui.
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Mas olhe que a tendência de queda é inulidível… SE não andarem da perna, a derrota vai ser pesada.
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seja bem retornado, dr. Carlos!
o dr. portas não cai no erro de passos: no cds, só ele faz de porta-voz!!! ele pode ser muita coisa mas não é idiota!
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tinha de ser. O programa do jacobino só tem 3 alíneas:
1- trauma com o Sócrates
2- Trauma com o catolicismo
3- FCP
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Paulo Portas e a relação com a credibilidade:
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http://arrastao.org/2254214.html
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Erra: trauma com o Paulo Portas.
O Sócrates nem é empecilho. O problema é a religião e o trauma do Partido da passarinha.
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Só por causa deste morcão nunca votaria PSD.
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Um líder que se quer PM a convidar uma abécula traumatizada destas. Jacobino até à medula e logo nº 1 pelo Distrito mais católico de Portugal. Quando é morcão independentista pelo Pinto da Costa.
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E chegou-se à frente apenas por joguinhos de politquice interna de conselhias e lá pelo morcão do Menezes que podia ser braço direito do Pinto da Costa.
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É melhor não comprar essa guerra, pois pode o PSD das “lutas” sair bem torpedeado. PPC devia desfazer-se imediatamente de toda a tralha cavaquista, desde os Mendes aos Marcelos e restante trupe. Imediatamente após as eleições, claro.
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Concelhias.
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Eu sei lá como se chegou ou quem lhe abriu a porta. Há-de ter sido da mesma maneira que deu em comentador televisivo e expert em coisa nenhuma.
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Cá para mim vai ser ao contrário…
Não é por nada. Mas o PSD é uma cena esquizofrénica. Como disse a HM. Das poucas coisas certas que deve ter dito na vida.
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Um dia destes ainda hão-de convidar o outro. A vedeta dos comentários trancados.
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Como para esse são todos bons rapazes e o problema é a partitura, basta darem-lhe música que ele vai para qualquer lado.
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Caro Anti-comuna,
“Mas olhe que a tendência de queda é inulidível… SE não andarem da perna, a derrota vai ser pesada.”
Está enganado. O PSD ganhará as eleições. A dúvida´que subsiste é se será ou não uma vitória de Pirro. Mas eu tenho a convicção que, à última da hora, muito abstencionista se mobilizará para votar contra Sócrates. Uma descida de 10 a 15% na abstenção (hipótese perfeitamente plausível) pode mudar muita coisa.
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Deixem lá o Portas em paz, porque é o unico que tem o lugar garantido no proximo governo. Basta olharmos para ele e ver o seu ar todo contentinho. Todos os dias compra um malmequer.
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Caro LR, eu sinceramente duvido. A avaliar pelos indecisos e as confusões geradas pela má campanha do PSD, penso que o PSD deverá perder. Há muita gente que tem vergonha de dizer que vão votar no Sócrates mas nota-se que o farão.
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Oxalá esteja certo, mas duvido.
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Um sobrinho meu resume assim o problema do PPC: parece que tem medo de assumir o que verdadeiramente acredita e parece que anda a fazer um frete a alguém, como se falasse com as ideias alheias.
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Esta insegurança do PPC e o medo de dizer o que pensa e até levantar a voz, é sinal de fraqueza bem percepitivel.
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A mim faz-me lembrar quando o Sócrates ganhou em 2005, em que as pessoas votaram nele mas não festejaram. Hoje, é o que me parece, as pessoas vão votar nele mas têm medo de votar nele. E o PSD, por timidez, ao não assumir riscos, vai acabar por perder as eleições.
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Oxalá esteja enganado mas é mesmo isso que eu acredito que vai acontecer.
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Já agora, sobre a Europa, surgiu um relatório do FMI interessante. Até o FMI já admite que a Europa é a zona do mundo desenvolvido em que melhor situação está. Vale a penar ler:
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Click to access ereo0511.pdf
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Anti,
seguindo a sua linha de raciocínio, será que vc tem medo de dizer que vai votar no passos?
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Caro Anti-comuna,
Um eleitor racional (admito que os haja), até pode concordar com a sua análise relativamente a PPC. Mas vendo as coisas por outra óptica, dos candidatos presentes, qual o único que não tem “cadastro” e nos merece o benefício da dúvida?
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“seguindo a sua linha de raciocínio, será que vc tem medo de dizer que vai votar no passos?
”
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Não, não. Eu vou votar no Passos. Até votaria num cepo com quatro olhos, só para correr com este governo. Mas voto não muito convencido. Voto por necessidade de correr com o pior salafrário que aconteceu em Portugal, desde o 25 de Abril. Mas tenho poucas ilusões neste líder do PSD.
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Repito. Eu até votaria num cepo com quatro olhos, só para correr com este vigarista que ainda é PM de Portugal, que nos envergonha e nos levou à bancarrota. Não tenho vergonha de o dizer. Porque tenho muito mais vergonha em ver um gajo destes à frente de Portugal.
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“Mas vendo as coisas por outra óptica, dos candidatos presentes, qual o único que não tem “cadastro” e nos merece o benefício da dúvida?”
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Claro, claro. Eu até votava no Marco António só para correr com o Sócrates. E não há dúvidas nenhumas. Se queremos correr com este pilantra Sócrates, só votando no PSD. Deixemo-nos de ilusões. E o meu primeiro objectivo é mesmo correr com o Sócrates, custe o que custar. Depois lá haverá tempo para combater o PSD, se for caso disso.
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Em termos racionais é mesmo assim. Ele pode ser mau, pode parecer um péssimo amador, mas nunca, nunca, será tão mau como o Sócrates. Porque pior do que ele não há. E racionalmente se queremos correr com o Sócrates, só há um voto possível: no PSD. Nem que engulamos sapos mas é mesmo isto e convém ser claro.
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Quando eu acuso Lisboa de parasitar o Norte de Portugal, muitos escandalizam-se. Muitos não admitem sequer que estamos perante um sistema económico capturado por lobbies diversos, desde grandes grupos económicos aos sundicatos comunas da função pública. Muitos até pensam que eu invento um inimigo do nada para combater o que se passa no Norte. No entanto, aos poucos, até os gajos que vivem em grandes grupos económicos e que nunca fozeram outra coisa que trabalhar nestes grandes grupos económicos o dizem:
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“Nogueira Leite diz que Estado foi “capturado por grandes grupos”
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O economista António Nogueira Leite disse hoje que o Estado português foi “capturado por grandes grupos”, proporcionando “bons negócios em que toda a gente quer estar”. As declarações foram feitas na conferência “Portugal 2011, o estado da nação”.
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O social-democrata deu um nome a esta captura: “Economia de rendas”. “Isto é a coisa mais perversa que pode existir, porque faz com que as grandes empresas e as maiores cabeças do país estejam a criar obras que não interessam a ninguém.”
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O resultado foi, segundo o economista, o atrofiamento do sector de bens transaccionáveis, que não foi alvo de “benesses” semelhantes por parte do Estado. Ou seja, bens exportáveis que contribuem para diminuir a dependência do exterior.
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“Nos últimos 15 anos”, lembrou Nogueira Leite, “Portugal canalizou 70% do crédito para o imobiliário, Obras Públicas e actividades semelhantes. Isso, agora, acabou”, disse. “Temos de substituir este modelo por um modelo de produção e poupança””
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In http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=484267
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E onde estão esses grandes grupos que parasitam Portugal? EM LISBOA!
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Aos poucos, aquilo que defendo, vai sendo admitido por estes cromos. Até aqueles que defendiam a reestruturação da dívida vão abrindo os olhos e meditando na enorme asneira que seria pregarmos um calote aos nossos investidores.
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Mas isto é simples. Primeiro ridicularizam, depois combatem ferozmente e, por fim, vão aceitando as minhas teses. Há-de-chegar o dia que os nortenho só têm uma solução: admitir a Independência do Norte. Pois é a única solução de criar no Norte uma das mais ricas e mais competitivas regiões da Europa.
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(2ª tentativa)
AC: “Em termos racionais é mesmo assim. Ele pode ser mau, pode parecer um péssimo amador, mas nunca, nunca, será tão mau como o Sócrates. Porque pior do que ele não há.”
Eis uma profissão de fé na humanidade… gostava de a partilhar.
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Como Lisboa rouba o resto do país:
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http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/13427620/1
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O Jorge Coelhone continua a saber-se mexer neste lodo e a chafurdar na corrupção.
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Anti-comuna,
Você escreve bem e mostra estar bem informado, concorde-se ou não consigo. Mas não borre a pintura com essa treta de que no norte é que é bom, que devia ser independente e por aí fora.
Não nego que o centralismo lisboeta tenha sido prejudicial ao país, mas não se esqueça dos fundos europeus que serviram para comprar ferraris e vivendas de luxo no vale do Ave enquanto as empresas eram atiradas para a falência e os trabalhadores para o desemprego. O norte não está isento de culpas neste regabofe, que como deve saber foi generalizado a todo o país.
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“Eis uma profissão de fé na humanidade… gostava de a partilhar.”
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Não é uma profissão de fé. É racionalmente tomar a melhor decisão.
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Para correr com o Sócrates, o PSD tem que ganhar as eleições, senão o Portas faz um acordo com o PS.
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Entre o PS, que demonstra todos os dias ser um partido corrupto até à medula e um PSD que pode ou não ser corrupto, eu não tenho dúvidas. Escolho o PSD. Porque, eu sei o que é o PS a roubar o país, a arruinar o país e a parasitar o país. Portanto, se eu votasse no PS ou no Portas, eu tenho a certeza que vou ser arruinado. Ao passo que votando no PSD eu sei que tenho a possibilidade de não ser roubado.
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Entre a certeza de um negócio ruinoso e um que corro um risco de o ter ou não, só se fosse muito burro em escolher a certeza da ruína. Não tem nada a ver com profissões de fé, mas simples escolha racional, fria e calculada.
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Caro anti-comuna, não podia estar mais de acordo consigo.
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Quer acerca do voto no cepo com 4 olhos, quer acerca do Norte…
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PPortas vai fazer tudo para voltar a ir às compras.
Desta vez sem as ondas que fizeram os submarinos.
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“Não nego que o centralismo lisboeta tenha sido prejudicial ao país, mas não se esqueça dos fundos europeus que serviram para comprar ferraris e vivendas de luxo no vale do Ave enquanto as empresas eram atiradas para a falência e os trabalhadores para o desemprego.”
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Olhe, isso é apenas propaganda que não se baseia em factos. Eu conheço algumas pessoas com ferraris (alguns meus amigos têm-no) e só conheci uma que isso aconteceu. E não tenho a certeza que desviou a massa para o ferrari, mas mesmo má gestão ou azar, que é o que ele diz.
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Também muitos dos proprietários dos ferraris na região é em Felgueiras. Pois analise a taxa de desemprego em Felgueiras e a pujança económica daquelas empresas.
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Sabe uma coisa? É bom denegrir os empresários do Norte porque isso interessa aos invejosos do sul. Mas a a verdade, foi no Norte que se enfrentou a entrada no euro, a abertura dos mercados europeus à concorrência asiática, que se enfrentou cláusulas de apoio à industria brasileira em detrimento da nossa industria, ao passo que no sul os bentleys foram comprados encostando-se ao Estado.
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Essa inevja contra os ferraris do Norte contrapõe-se a este simples facto: o sector do calçado, por exemplo, sofreu uma hemorrogia de empresas estrangeiras (desde a ECCO até à Rhode) ao passo que as portugueses modernizaram-se e tentaram aumentar as suas vantagens competitivas em todos os aspectos, desde a produção e modernização tecnológica até ao marketing e distribuição.
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É claro que a ignorância sobre os proprietários dos ferraris também conta. Mas, como um amigo meu me disse aqui há uns tempos, se todos os empresários tivessem ferraris era sinal que não deviam nada a ninguém e as suas empresas estavam enxutas e a trabalharem bem.
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Mas enfim, convido-o a visitar Felgueiras e a conhecer os proprietários dos ferrais, que pode ser quer aprenda alguma coisa. Mas olhe que esta gente não vive a parasitar o resto dos portugueses, como em Lisboa. E os lisboetas que não se revêm nas suas élites, só têm um caminho. Lutem contra elas. Mas não lutam. Basta ver os parasitas que continuam a manter as csaisnhas camarárias enquanto os pobres estão lixados para pagarem até o raio do IMI.
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____se formos a contas é no Norte que se verifica un número
MÁ-IOR de falências fraudelentas de fábricas o que demonstra
p caldo de cututa Pinto da Costa e suas *frutas* e *cafés com leite* . . .
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Bairrismos à parte, porque sendo eu do sul gosto muito do Norte, e do Porto em particular. Mas a Mota-Engil é uma empresa do Norte, carago! A maior sanguessuga do orçamento geral do estado e das empresas publicas de Portugal é do Porto. Dizer-se que Lisboa é que é responsavel por este roubo ao nosso dinheiro é um bocadinho exagerado. O grupo Lena é de Leiria, p.ex. .
Digamos que a cleptocracia está bem distribuida pelo territorio nacional.
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Esta mania de acusarem as nossas empresas a Norte de erros que muitas vezes até nem foram eles que cometeram (não foram eles que promoveram a entrada no euro a 200,482 , não foram eles que desistiram do processo phase out para entramos na OMC, o acordo Euromediterranico, etc) mas os políticos parasitas do sul, quando muitas daquelas empresas no Norte estão a tomar as decisões certas para enfrentarem um mundo em mudança.
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Por exemplo, hoje em dia temos a Fly London como uma das marcas mais respeitadas de Portugal. Mas para se chagar houve um longo caminho, que passou não apenas por uma especialização em maior valor acrescentado, mas fortes investimentos em inovações tecnológicas, que permite a estes empresários terem organizações que combatem a produção do exterior.
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Tome-se como exemplo esta noticia:
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“Promovido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto – INESC Porto – incluiu oito parceiros nacionais e visou o desenvolvimento de novos conceitos de produto.
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A ideia de fabricar sapatos amigos do ambiente e confortáveis foi evidenciada graças a novos conceitos de fabricação e a produtos utilizados.
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Na apresentação deste projecto e dos seus resultados finais ficou vincado que há novos conceitos de produto a vingar no interior das empresas fabricantes, de modo a colocar no mercado sapatos mais amigos do ambiente e confortáveis, com sistemas e processos de gestão e fabrico mais versáteis e eficientes, que podem levar a novos modelos de negócio e a uma gestão da cadeia de fornecimento (PICShoe), entre outros, de modo a potenciar o desenvolvimento e fabrico de calçado na Europa.
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O projecto foi apoiado pelo FEDER, pela Agência de Inovação e pelo 6° quadro de I&D da Comissão Europeia e os seus resultados foram agora apresentados.
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A Kyaia, o Centro Tecnológico de Calçado e o INESC Porto mostraram a sua satisfação pelo êxito deste projecto e pelo que representa de estudo e investigação em novos conceitos.
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O bio sapato respeita o meio ambiente e é uma concepção avançada que utiliza produtos biodegradáveis; o sapato activo destina-se a cumprir as expectativas estéticas do consumidor tendo como mais valias protecção e segurança e a higiene e conforto.
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O terceiro eixo do novo calçado foi desenvolvido como um modelo que reduz ao máximo o número de costuras. É o seamless, cuja fabricação reduzirá o tempo de produção, exigindo no seu fabrico equipamentos tecnologicamente avançados.
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A Kyaia e o Centro Tecnológico de Calçado foram os mentores de um modelo de sapato em que a redução do número de costuras se faz com recurso a software avançado que permite a produção de mais de 15% de pares diários com os mesmos operadores em menos 45% do tempo. O recurso a laser de gravação para simular costuras e incluir motivos decorativos e de soldadura por laser são algumas das inovações com que os sapatos do futuro começarão a ser fabricados.
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Expresso do Ave, 31 de Julho de 2008”
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Istyo é apenas uma amostra do que foi feito nos últimos anos para, hoje, haver um sector fortemente competitivo em Portugal. Em Felgueiras, terra dos ferraris.
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Ao passo que esta gente compete no exterior contra tudo e todos, ainda compete no interior por financiamentos, processos burocráticos maus, resistência das pessoas em ver neste sector um com futuro, que afasta potenciais quadros médios e superiores, etc. E esta gente, em vez de anadarem sempre a pedir subsidios, investe fortemente. Tão fortemente, que o sector do calçado português é o segundo ou terceiro do mundo que mais investe. Que mais VAB canaliza para o investimento.
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É fácil denegrir o empresário do Norte. Mas esta gente compete com os melhores do mundo, as marcas francesas, por exemplo, das mais fortes em todo o mundo; com as marcas italianas, com uma imagem quase imbatível; combatem os preços baixos da Ásia, da Turquia, da iberoamérica. Combatem e lutam bastante. E os do sul? Quantos empresários de Lisboa se podekm gabar de criarem um sector tão competitivo como o do calçado? Quantos sectores há em Lisboa que se podem gabar de sobreviverem sem o encosto do Estado?
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Claro que muitas empresas no Norte morrem. Pudera! Lutam em mercados bastante concorrenciais ao passo que no sul vivem a parasitar o país. É claro, numa perspectiva shumpeteriana, existem muitas falências e até desemprego alto, mas isso porque as reestruturações são elevadas e houve deslocalizações rumo a outras paragens, de multinacionais.
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Eu desafio alguém do sul a mostrar um sector no sul tão competitivo como o calçado. Desafrio qualquer a mostrar um sector onde no Sul estejam ao mesmo nível dos do Norte. Até nas novas tecnologias o Norte é bem mais competitivo que o Sul parasita!
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“Mas a Mota-Engil é uma empresa do Norte, carago! A maior sanguessuga do orçamento geral do estado e das empresas publicas de Portugal é do Porto. ”
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Mas é claro que existem grupos do Norte que parasitam. Porque, na óptica deles, ou juntavam-se à parasitagem ou morriam. Em termos práticos foi por isso que o Mota meteu o Jorge Coelhone, quem não fez o mesmo, faliu ou está quase falido. Basta ver as falências do sector da construção aos que não se juntaram aos parasitas. Veja-se como a Mota-Engil se safou: juntou-se aos parasitas do BES para se safar. Senão, acontecia o mesmo que à OPCA: falia.
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Mas o sistema foi criado em Lisboa, pela mentalidade de Lisboa, pelas élites de Lisboa. Porque a generalidade do empresariado a Norte pede é mais concorrência, um Estado menos parasita e um sistema bancário menos rentista.
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Veja-se as declarações deste empresário e compare-se com o que dizem os Balsemões e os Espirito Santos de Lisboa:
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“Fundada em 12 de Fevereiro de 1988, comemorou recentemente 24 anos, a Jocolor tem sabido ultrapassar com mérito as dificuldades e os obstáculos que se colocam às empresas do sector tradicional. João Carlos Cunha, o gerente, admite que manter a unidade competitiva é um enorme desafio, que obriga a empresa a estar em constante evolução. Só assim, oferecendo qualidade e inovação, a par de uma grande dedicação de quem lidera, consegue-se sobreviver na selva em que se tornou o sector.
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«O mercado é cada vez mais competitivo, tanto mais neste sector, mas ainda bem que assim é, porque a maior vantagem que uma empresa pode ter é a concorrência. Não nos é permitido acomodar, pois quando isso suceder a morte é uma questão de tempo», declara o administrador da Jocolor, que tem em Portugal e Espanha o seu principal mercado, embora afirme que o mercado não tem fronteiras na era da globalização.
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Esta não é a primeira vez que a Estamparia Jocolor é distinguida com o PME Líder. A atribuição sucede-se, ano após ano, mas a empresa não faz disso alarde, nem de outros prémios que tenha recebido. «Procuramos ser os mais discretos possíveis. É uma forma de estar que temos mantido ao longo deste quase um quarto de século», afirma o gerente, adiantando que essa a discrição e a humildade são dois factores que têm dado realce à empresa. ”
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In http://www.cidadehoje.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1466&Itemid=159
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Quem é que em Lisboa tem coragem de dizer isto?
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“O mercado é cada vez mais competitivo, tanto mais neste sector, mas ainda bem que assim é, porque a maior vantagem que uma empresa pode ter é a concorrência. Não nos é permitido acomodar, pois quando isso suceder a morte é uma questão de tempo”
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É a diferença entre o empresário do Norte de sucesso face ao parasita do Sul. É verdade que custa ao sul admitir isto, mas é verdade. Não é apenas o Paulo Azevedo, de um grande grupo económico do Norte que o pensa, é também a generalidade do empresário do Norte. O empresário do Norte acredita que a concorrência o ajuda, ao passo que no Sul é o Estado. Enfim, mentalidades.
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Meus Caros,
Andámos todos a discutir o programa do PSD porque, bem vistas as coisas, é o único partido que tem um verdadeiro projecto para o país. Podemos concordar ou não com as medidas nele previstas, mas sabemos o que o PSD tem planeado para as nossas vidas. Sim, porque é das nossas vidas que estamos a falar.
Enquanto isso, o PS apresentou mais um rol de coisa nenhuma, ao qual chama programa, e no qual só com um esforço hercúleo podemos encontrar uma espécie de medida concreta. Sócrates continua a falar muito e a dizer coisa nenhuma para não se comprometer e para não ser criticado pela oposição. Ou seja, pôs o país no lodo e agora não sabe bem o que fazer. Se chegar ao Governo logo se verá. Pergunto: é isto que os portugueses querem para Portugal?
Quanto ao PP também nada diz. Tenta distanciar-se do PSD e do PS e colar-se aos pensionistas e aos agricultores (deve querer pô-los a andar de submarino), numa demagogia barata que lhe tem rendido frutos. Medidas concretas é que nem vê-las.
Os restantes partidos nem entram nas contas pois, para eles, não é preciso nenhum plano de austeridade. São apologistas da política do «não pagámos», típica de partidos sem o mínimo de responsabilidade e sem aspirações a governar. São contra tudo. No fundo, é esta postura que lhes rende votos. Só querem garantir lugares na AR.
No dia 5 de Junho de 2011, a palavra é dos portugueses. Ou votam no PSD – um partido que tem um programa para o país e que o deu a conhecer (não obstante podermos não concordar com esta ou com aquela medida) -, ou votam no PS – partido de que nos trouxe novamente ao célebre pântano socialista (Guterres, pelo menos, teve a decência de assumir os erros e de se ir embora a tempo) e que, além de continuar a sacudir a água do capote (como se as decisões políticas, no últimos 6 anos, não tivessem sido da sua responsabilidade), não apresenta uma medida concreta para resolver os problemas que criou.
Por outras palavras, no dia 5 de Junho os portugueses têm de escolher entre premiar quem em 6 anos só soube fazer subir a dívida, congelar as pensões, baixar os salários, aumentar os impostos e desbaratar os dinheiros públicos em benefício das empresas do costume (PS), ou dar uma oportunidade a um partido (PSD) que tem um novo projecto para Portugal.
Quanto aos restantes partidos, como não fazem a menor ideia do que é a governação e do sentido de responsabilidade necessário num momento crítico como este, não parecem ser uma opção válida.
Refiro-me, particularmente, ao BE e à CDU, que não sabem fazer outra coisa a não ser criticar tudo e todos, talvez para que ninguém se aperceba de que não fazem a menor ideia do que é elaborar um plano para governar um país (talvez por isso mesmo não tenham ido conversar com a troika). Aliás, na óptica destes partidos, o melhor seria não pagar a dívida, sair dos mercados, e viver na miséria durante 10 ou 20 anos. São os pseudo-representantes dos trabalhadores, que vivem à custa deles (e da miséria deles) há décadas. É natural que não queiram ver emergir quem quer melhorar a vida dos portugueses (PSD).
Espero, sinceramente, que no dia 5 de Junho de 2011, os portugueses penalizem fortemente o Eng. Sócrates, pelo seu desempenho desastroso nos últimos 6 anos de Governo, e atribuam a vitória ao PSD, para finalmente encontrarmos um novo rumo para Portugal. É agora ou nunca!
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So what?
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ao contrário do Anti, eu só conheço o paulocas (filho do José Penedos) que tem ferráris e outras bombas que tais)- por que as zonas por onde me movimento são pobres: coimbra/aveiro litoral.
conheço alguma da realidade social de alguns fachos, maxime de s. j. da madeira e ovar, que são grandes exportadores.
nunca vi até hoje os exportadores a pedirem a baixa da tsu na parte paga pelas empresas!
isto para dizer que fazer baixar tanto a tsu em detrimento de dez milhões de consumidores é crime!
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Outros exemplos do que se faz no Norte:
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“O Citeve-Centro Tecnológico da Indústria Têxtil e do Vestuário de Portugal vai reforçar a aposta na formação dos quadros das empresas. O objectivo é dotar os quadros técnicos de conhecimentos e competências indispensáveis para uma cada vez maior competitividade do sector têxtil, indo ao encontro das necessidades das empresas da região do Vale do Ave.”
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In http://www.cidadehoje.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1447&Itemid=26
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“«Temos pessoas muito bem qualificadas, dentro das áreas específicas de cada actividade, muitos deles versáteis, que fazem várias coisas e fazem-nas bem. Aliás a nossa política assenta na qualidade; ou fazemos bem ou não fazemos. Esse é, talvez, o segredo da nossa longevidade. Procuramos fazer as coisas bem e com qualidade e tudo isso resulta de cada um dos nossos colaboradores», refere o responsável pela Soprem-Norte, salientando que a ausência de mão-de-obra qualificada é uma das dificuldades das PME.
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Segundo Luís Martins não existe no mercado trabalhadores com qualificações técnicas intermédias pugnando que seja o Estado a promover essa formação. «Isso acontece porque algumas funções estão socialmente desvalorizadas. Pensa-se que o trabalho de fato e gravata é mais importante que o manual, mas não é, e a tendência será para valorizar quem tem competência técnica especializada, do que quem tem um curso superior, onde há muita concorrência», refere, acrescentando que a empresa supera essa lacuna com a sua própria formação. «Quando entra um novo colaborador fazemos com que percorra todas as áreas da empresa, que aprenda um pouco de tudo. Isso serve ainda para encontrar a sua maior vocação» na linha de produção.”
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In http://www.cidadehoje.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1473&Itemid=26
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Isto mostra o tipo de mentalidade daquela gente. Aposta fortemente, tanto em equipamentos como nas pessoas. Até a falta de quadros médios, que é um problema sério que estrangula o sector produtivo português (quantas escolas profissionais formam serralheiros, electricistas, tipógrafos, etc?) e o que promove o sul? Computadores, informática, etc. Profissões que agora estão com excesso de oferta de mão-de-obra, ao passo que electricistas, serralheiros, etc existe uma carestia, que entrava a formação de sectores mais competitivos.
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São as mentalidades de Lisboa que fizeram que as escolas profissionais do tempo do Salazar tivessem sido fechadas porque no sul queriam todos serem doutores como os donos das empresas no Sul. Foi de tal forma uma estupidez que, infelizmente, ainda hoje perdura. E no Norte são as empresas a procurarem as escolas para proverem profissões técnicas, mas no sul, em Lisboa, os burrocratas continuam a pensar no sistema educativo à moda da URSS estalinista.
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Mas apesar destes constrangimentos todos criados em Lisboa, o Norte vai resistindo, com muito sofrimento, muito esforço e muita vontade, sem bastante alaridos, mesmo quando nas escolas da região surgem escolas com fome. Mas é gente que acredita no seu trabalho e que acredita em si, sem pedinchas mas sempre crente que mercados livres, abertos e concorrenciais são uma oportunidade. E não apenas uma dificuldade. É esta mentalidade no Norte que me faz acreditar que o Norte sem os parasitas do sul, poderia ser uma das zonas da Europa mais ricas. É preciso é que as gentes do Norte larguem o lastro e metam na cabeça que Interesse Nacional, em Lisboa, significa parasitar o país, pedir subsidios e encostos ao Estado. Portanto, é abandonar os parasitas e seguir sózinho, que nós conseguiremos vencer beste mundo cada vez mais competitivo mas ao mesmo tempo cheio de oportunidades para quem trabalha a sério e não se limita a parasitar os outros.
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Não nos iludamos. Lisboa está a destruir Portugal e quase que destruiu o Norte. Portanto, os de Lisboa que não se revêm nas suas élites e nos seus parasitas que lutem contra elas, como eu o faço.
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acho mesmo que a tsu deve subir para níveis dos países europeus desenvolvidos!
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Produção automóvel cresce 30,4% puxada pelas exportações
A produção de automóveis em Portugal cresceu 30,4 por cento de janeiro a abril, informou hoje a Associação Automóvel de Portugal, acrescentando que quase toda se destinou à exportação uma vez que as vendas estão a cair em território nacional.
Assim, de janeiro a abril produziram-se em Portugal 66.662 automóveis, dos quais 49.132 ligeiros de passageiros, 15.947 comerciais ligeiros e 1.583 pesados. No global, esses números representam um acréscimo de 30,4 por cento face ao mesmo período do ano passado.
Analisando apenas o mês de abril, a ACAP indicou que se produziram 14.280 veículos no mês passado (mais 9 por cento que em abril de 2010), dos quais 10.886 ligeiros de passageiros.
in Diário Digital
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bla bla bla whiskas saquetas…só balelas
http://ricardocampus.com/2011/05/12/pharmatoon-vi/
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Não vai ser com CAA’s nem com idas a Fátima que se safam.Quanto ao primeiro,fazia cá uma falta…
Ou já se arrependeu de ter hipotecado a sua “independência” a um bando de imbecis,gerontes alarves e perigosos trampolineiros?
Graças a CAA e outros como ele é que vamos levar novamente com os Só-cretinos…o País agradece!
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Toda a gente já constatou que a disputa eleitoral vai processar-se entre Sócrates, o líder da esquerda neo-liberal e Portas, o líder natural da Direita.
O resto é peanuts….
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http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/215853
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E quanto é que gastou o Parlamento do Alberto João Tarrão da Mamadeira?
Só a Madeira tem 4 vezes mais a dívida dos Açores e têm a mesma população.
E qual é a dívida das Câmaras e das Empresas Municipais da responsabilidade do PSD?
Quantos Câmaras geridas pelo PSD estão técnicamente falidas?
E a culpa é do Sócrates?
Tenham vergonham!
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O Norte não precisa de Lisboa para nada. O que o Norte precisa é que Lisboa não o parasite.
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Ainda ontem eu meti aqui uma noticia que mostrava que o Norte exportava mais alta tecnologia que o Sul. Cerca de três vezes mais. É certo que a Quimonda teve uma influência enorme nestes resultados, mas que estoirou, porque se baseava em subsidios e em vontades políticas e não em vantagens competitivas endógenas.
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Mas o Norte está a criar um sector de alta tecnologia bastante forte e que pode revolucionar o próprio Norte de Portugal. Empresas como a We Do, a Altitude ou até mesmo a Alert estão aos poucos a criarem vantagens competitivas que irão mudar o Norte. Mas no Norte surgem coisas fantásticas a nível do que melhor se faz no mundo. É preciso que se saiba que o Norte compete com os melhores do mundo, não com o pior do terceiro mundo. Por exemplo, há quem fabrique máquinas industriais no Norte, para o sector do calçado, que são das mais competitivas do mundo. Como o corte a lazer, antes direccionado ao sector automóvel, mas que a colaboração entre as empresas do calçado, institutos de investigação e universidades e estas empresas, estão a gerar novas valências, até há pouco tempo impensáveis em Portugal.
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Até na área dos equipamentos para a industria petrolífera, em especial no downstream estão a surgir coisas fantásticas:
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“Um dos maiores fabricantes de bombas de combustível a nível mundial, a portuguesa Petrotec – Inovação e Tecnologia está presente na exposição “Ordem de Compra” com a bomba Progress P5000 II, a qual despertou a curiosidade de Sua Excelência o Presidente da República, ao deparar-se com o imponente equipamento no topo das escadarias do Palácio Quintela.
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A exposição, promovida pela Experimenta Design, foi inaugurada por Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva e pela Primeira Dama Maria Cavaco Silva que aquando da passagem pela bomba P5000 II, admirados, perguntaram à presidente do evento, Guta Moura Guedes, “Nós fazemos isto?”. A mesma questão foi colocada pela maioria dos visitantes que passaram pelo número 70 da Rua Alecrim, no dia de abertura da exposição, sexta-feira, 25 de Março.”
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In http://www.petrotec.pt/index.php?id=38&tbl=noticias
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Até o Cavaco ficou surpreendido com o nível apresentado por uma empresa do Norte, sedeada no coração do Vale do Ave. E tudo com tecnologia própria e competindo com o que de melhor se faz no mundo. E ao lado desta empresa, a Petrotec, surgem empresas em novas áreas, algumas empresas são spin offs da Universidade do Minho, que estão aos poucos a criarem competências para competir ao mais alto nível. Competir com os melhores do mundo. Como empresas de produção de conteúdos multimédia, no ramo da publicidade, que fazem trabalhos para multinacionais, como a LG, por exemplo. E competem com o que de melhor se faz em Londres, Los Angeles e até noutras latitudes.
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Aos poucos o Norte vai criando as bases para surgirem clusters industriais do que melhor há no mundo. E esta proximidade fisica e até comportamental entre sectores diversos irão acabar por gerar vantagens competitivas que só mesmo no Norte é possível. Não é por acaso, mais uma vez o exemplo da Fly London, consegue criar tecnologias em parceria com empresas de alta tecnologia, para vender mais nas suas lojas, recorrendo a métodos pouco habituais para satisfazer o cliente no acto da compra.
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E é no Norte que se está a casar a alta tecnologia com os sectores tradicionais. E é no Norte que se estão a criar as bases para um futuro muito mais sustentável a nível económico e financeiro. Procurando fazer o melhor, necessitando de entidades públicas que não se limitam a proteger as empresas da concorrência, mas antes a providenciais bens públicos que quase só o Estado é capaz de fazer.
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É evidente que este processo shumpeteriano é longo, é duro, cheio de percalços mas é o único caminho para sobrevivermos económicamente. Em que os vencedores poderão abocanhar importantes fatias do mercado mais rentável. Mas isto leva tempo, é doloroso e cheio de problemas. Estas gentes estão a competir com os melhores do mundo, sem muletas do Estado, sem protecções do Estado. As próprias mentalidades estão a mudar no Norte, em que não basta abraçar a concorrência mas a aprender a bater essa concorrência. Como diz esse empresário de Famalicão: é bom haver concorrência senão morremos.
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E os esforços desta gente começa aos poucos a dar frutos. Mas temos em Portugal uma Lisboa parasita, rentista e bastante conservadora, que em vez de promover políticas económicas e orçamentais benéficas, atrofia ainda mais os que já sofrem a forte concorrência do exterior. É por isso que já era bom que o Estado não estorvasse, pois só aí, era menos um problema que enfrenta o Norte.
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O calçado está a vingar e a começar a mostrar resultados de um esforço gigantesco em adquirir competências para tentar ser o melhor do mundo. Eles combatem os melhores do mundo, não os piores. Mas o têxtil também está a transformar-se, apostando em coisas cada vez mais importantes, como tecnologias, métodos de gestão, canais de distribuição, I&D, que tentam criar produtos e serviços que estejam ao mais alto nível mundial. Mas leva tempo e os resultados ainda não são tão evidentes como no calçado. Mas eles vão surgir. Por isso, digo-o amiúde, o Norte vai criar uma Zara (ou Inditex, se o quisermos) muito em breve. Provavelmente ela já está criada mas ainda não com a visibilidade da Inditex.
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No sector dos vinhos é o Norte que está a conquistar cada vez mais quotas de mercado. 40% do vinho exportado em Portugal é criado no Norte. As exportações de Vinho Verde, por exemplo, estão aos melhores niveis de sempre, tanto em quantidade como preço médio vendido.
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Outro sector é do Móvel, em que se está a fazer uma outra revolução, com novas marcas, desenhos, imagem, uma gestão mais moderna, com um esforço enorme em subir ma cadeia de valor. Este sector, embora bastante atrasado face aos dois anteriores, poderá mesmo ser uma revelação em breve, face ao esforço verdadeiramente louco, que está a fazer para tentar queimar etapas. Estão a cometer muitos riscos mas aparentemente estão a fazê-lo de uma forma que lhes permite já terem alguns resultados. Os que se aventuram em feiras parisienses saiem de lá satisfeitos, porque além de encomendas firmes, ganham auto-confiança. Que é coisa que se nota a falta no Norte. Tanto dizem mal do Norte, da suas gentes, empresários, produtos e serviços, que os próprios empresários do sector pensam que não serão capazes de subir na cadeia de valor. Mas quando vão a feias competir com os melhor do mundo, vêm com encomendas e uma auto-estima e confiança, que lhes faz acreditar que poderão competir ao mais alto nível.
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E como a opinião publicada em Porutgal é quase no sul e como é quase racista contra os do Norte, muita gente no Norte acaba por nem acreditar nas suas capacidades, nas suas competências e até atitutes perante a vida. Esta longa crise que dura há cerca de 20 anos, deixou muitas mazelas no Norte, em amplos segmentos da população. Mas os vencedores já têm mais consciência que serão capazes de lutar de igual por igual contra os melhores do mundo. Porque estão a vender desafios, que os do sul tanto criticam. O calçado é apenas um exemplo, de um sector mal amado pelos parasitas de Lisboa, sempre dispostos a dizerem mal dos seus empresários mas que são incapazes de apresentarem melhor. Que sector em Lisboa vive a lutar contra os melhores do mundo e os bate?
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É por isso que o Norte precisa de largar Lisboa, porque além de parasitas são xenófobos contra o Norte. Até chegam a ser paternalistas com os do Norte como antes o faziam com os pretos em África: ah! eu até gosto do Norte, do Porto e tal. Mas nós não queremos que gostem do Norte ou do Porto, queremos que nos respeitem e nos deixem de parasitar. Em vez de palmadinhas nas costas, queremos menos chulice e menos paternalismos. Queremos que criem empresas tão boas ou melhores que as do Norte em vez de se armarem em teóricos da boa gestão. Porque, se existe muita boa gestão em Portugal, ela está no Norte, não em Lisboa, porque em Lisboa são raros os casos de empresas que sobrevivem, sem chular o resto do país.
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Por vezes as pessoas do sul tratam os do Norte como fazem aos pretos: eu até gosto de ti e tal, mas depois chovem os estereotipos e o ódio. Eu não tenho dúvidas nenhumas que o ódio ao Pinto da Costa e ao FC Porto em parte se deve a ele criar uma instituição que compete contra os melhores do mundo. E eu embora não simpatizando com a figura, compreendo bem o ódio a que ele é sujeito, ao ódio de uma imprensa que chefa aos olhos aos mesmos métodos usados em Lisboa, desde os tempos do Fernando Martins e João Rocha (as putas eram entregues aos árbitros que vinham dirigir as competições europeias, cheando a haver uma verdadeira máfia de leste concomitada com Lisboa, para obter beneficios nas arbritagens) até ao Orelhas, que se dá luxo de mandar na PSP, no MP, nos jornais e até nos orgãos directivos. Este ódio é o mesmo que deseja a morte do Pinto da Costa em directo sem uma intervenção da ERC.
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É claro que este ódio ao Norte, começa na bola e estende-se ao Belmiro de Azevedo, que é criticado por ser o merceceiro, mas que foi a Harvard aprender Gestão, para criar um dos mais fortes grupos empresariais portugueses. E estes são dois exemplos de um sul nojento que insulta o Norte, mas que por manifesta atitude comportamental diferente e superior, raramente responde nos mesmos termos. Porque no Norte existe ainda um nacionalismo, do verdadeiro orgulho em Portugal, que até nem é correspondido e merecido. Interesse Nacional em Lisboa representa: corrupção, parasitismo e encosto ao Estado.
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Mas está na altura do Norte se levantar contra estes inteligentes do sul e dizer-lhes averdade do que pensamos, nas suas caras: nós não precisamos de Lisboa para nada e só precisamos que nos deixem em paz, sem parasitismos e paternalismos bacocos. Porque o Sul, senão parasitar o resto do país, vive na miséria. É a pura das verdades.
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Eu, como fã do Anti-Comuna em todas as postas em que ele não entre em órbita com “Lisboa”, pergunto: O que é que os pobres lisboetas têm a ver com:
Mr. Pinto de Sousa: Vilar de Maçada (Trás os Montes)
Teixeira dos Santos: Porto
Santos Silva: Porto
Cavaco Silva: Boliqueime
Armando Vara: Vinhais
Dias Loureiro: Aguiar da Beira
Guterres: Fundão
Ricardo Salgado: Cascais
Pina Moura: Louriga
António Salazar: Santa Comba
??
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Caro Miguel, as élites de Lisboa usam este tipo de pessoas para criarem um sistema político e económico que os beneficiam. Pior. Exportam esta ideologia parasita para o resto do país. Foi assim que o Alentejo viveu muitos anos a parasitar o país, depois surgiu um AJJ e agora temos o Bokasse César nos Açores.
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Estas élites precisam e promovem esta ideologia, em nome do socialismo, do Estado Social e até do Interesse Nacional.
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Quer um exemplo? Veja a última posta da Helena Matos. As élites de Lisboa, com medo da concorrência, usam mil e um argumentos para impedir as reformas económicas e políticas. Ora é o Interesse Nacional e a presença do Estado nas empresas, na tentativa de formar grupos nacionais através da CGD; ora é a defesa do Estado Social e impedir uma verdadeira reforma da Segurança Social, etc.
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E há tenta gente em Lisboa que não se apercebe que as suas élites são isto mesmo: parasitas, estatistas e corruptas. O que é triste, porque são os calimeros que até apoiam as suas élites, que se fartam de gamar à fartazana.
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Miguel, dou-lhe um conselho. Não se revê nas suas élites, venha para o Norte. Pode crer que será bem-vindo. Aliás, eu até acredito mesmo que o Norte acabrá por ser o refúgio dos do Sul que não se revêm nesta pocilga criada em Lisboa. Quando conseguirmos a Independência, pode ter a certeza que será bem-vindo. Se for para trabalhar e contribuir para a rqieuza do Norte, não lhe faltará lugar entre nós. Se for para parasitar, já nos basta alguns que se aproveitam do sistema criado em Lisboa para o replicarem no Norte. E exemplos não faltam!
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anti-comuna,
Eu sei, a discussao eh inocua, assim e aqui no Blasfemias, mas cuidadeX ao ter todos os ‘sulistas’ e radicalmente todos ‘os de Lisboa’ como anti-Norte e anti-Porto. Cuidadex, porque nao serah assim que manterah compreensoes, e muito menos apoios se quiser, para a saga Norte
trabalhador/honestidade vs Lisboa-parasita/vigarice. Ha sanguessugas no ‘Sul’ e Ilhas, tal como ha sanguessugas no Norte. Ha gente trabalhadora no Sul tal como ha no Norte e nas Ilhas.
Norte: o anti-comuna pode elucidar-nos quais as ‘fronteiras’ preferidas ? De Coimbra ou de Aveiro ‘para cima’ ? Porque…
Ha muitos ‘sulistas’ e ‘lisboetas’ que gostam do Norte. E do Porto. Eu sou um deles.
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anti-comuna,
Nao misture desesperos e ambicoes corporativistas actuais com a fabulosa Historia do Norte e do Porto. O Norte e o Porto nao merecem facilitismos e aventureirismos !; Todos os habitantes no Norte querem uma especie de ‘independencia’ ?, tendo so (alguns) cidadaos do Porto como porta-voz ?;
etc; etc.
a lista colocada por Miguel Lx, 15h24, pode ser aumentada, com nomes e empresas, ao longo de decadas. ‘Vamos a isso ‘?
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adenda:
o meu ‘vamos a isso’ nao eh para hoje; sinto-me indisponivel para tratar ‘assuntos’ da vil e acanalhada ‘patria’.
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Caro MJRB, já o disse e repito. Não precisamos que gostem de nós. Precisamos que nos respeitem e não nos parasitem. Se há gente no sul trabalhadora e honesta, que o há, que se mexam a lutar contra os seus líderes. Mas, por muita boa gente que exista em Lisboa, basta ver o que defendem as élites de Lisboa, para eu ficar esclarecido sobre como gosta esta gente de chular.
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Olhe, começa no Balsemão, que é contra a liberalização do mercado da televisão. Lá está, a concorrência só é boa para ele desde que não seja às suas empresas e aos seus lucros.
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Olhe, o Ricardo Salgado, um dos donos de Portugal, que domina Lisboa (e chega a condicionar fortemnete a imprensa, quando esta se torna incómoda, seja na questão do mensalão no Brasil, seja nos Sobreiros em Portugal) é contra a privatização da CGD e percebe-se porquê. Uma CGD a competir de igual por igual contra o resto da banca, irá tirar rentabilidades ao Grupo BES. Além disso, a CGD também faz acordos com o BES para controlar empresas, promover negócios e intervenções em empresas, tanto cotadas como até semi-públicas.
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Depois temos os sindicatos dos jornalistas que não querem concorrência livre no sector da imprensa.
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Depois temos os sindicatos da função pública, a maioria controlados pelo PCP, que são contra qualquer reforma do Estado.
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Há gente boa em Lisboa? Pode haver mas quem os representa e domina mostra como em Lisboa se processam estas coisas. Mas o melhor sinal que em Lisboa são parasitas, está nos resultados eleitorais. Basta analisar os resultados dos vários partidos em Lisboa para se perceber que quanto mais parasita a ideologia, mais apoios eleitorais tem. SE em Lisboa existissem menos parasitas, estes partidos não tinham tanta força como têm.
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Mas repito. Se eu quisesse ser um campeão da popularidade, lambia as botas às élites de Lisboa e às suas gentes. Mas como eu não quero que gostem de mim, mas quero defender o Norte de Portugal, quanto mais ódio eu gerar, melhor. Será sinal que estou a atacar onde mais doi. E isso, meu caro MJRB, pouco me importa. Não ando a defender ideias para ganhar popularidade fácil, mas a tentar mudar Portugal e, em último caso, defender o Norte, que hoje defendo abertamente a Independência.
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E repare nesta coisa simples. O que é mais dificil não é convencer os lisboetas das minhas ideias. Pelo contrário, pouco me importa que eles apoiem ou não. O que mesmo importa é convencer os nortenhos que temos que abandonar Lisboa. Porque, nós não queremos transformar o Norte numa Madeira, parasita e cada vez mais estatista. Não. O que eu pretendo é deixar Lisboa entregue a si mesmo e um divórcio definitivo. E os lisboetas é que parecem à rasca, porque ficam muito preocupados sempre que alguém diga que é preciso a Independência do Norte. Ora, se há medo em Lisboa do fim de Portugal… Eu compreendo perfeitamente. A mama pode-se acabar…
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Ora, aqui está uma coisa boa, que importa destacar:
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“A Fly London, uma das mais reconhecidas marcas portuguesas de calçado, está a concentrar a sua aposta nos mercados estrangeiros, nos quais espera crescer entre 10 a 15% na facturação este ano. Entre Janeiro e Março, houve um “aumento de 37%” nas vendas para o exterior – mas, cauteloso, Fortunato Frederico, presidente do grupo Kyaia (que detém a Fly London), não acredita que essa tendência se mantenha ao longo de 2011. “Nota-se que, mesmo nos mercados do exterior, a situação está a degradar-se”, comenta”
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In http://economico.sapo.pt/noticias/fly-london-prepara-nova-loja-em-barcelona_116040.html
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Ora, como se vê, esta gente está aos poucos a criar grandes competidoras internacionais. Custou para chegar aqui mas lentamente…
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E esta empresa está quase no coração do Vale do Ave. lololololololol
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Os dois maiores partidos consideram que têm o direito de ser Governo apenas porque em determinada altura foram o partido mais votado da respectiva ala política. Dessa forma, menosprezam qualquer outro partido dessa ala como “ladrões de votos”, e não como parceiros legítimos na procura de uma solução política que possa ter algum consenso.
Quando o PSD (e o PS) apelam ao voto útil , estão apenas a dizer isto a todos os eleitores que não se revêm nos seus programas: “não queremos saber o programa político que vos interessa, apenas queremos os vossos votos para legitimarmos com eles o NOSSO programa “. Este comportamento revela um profundo desprezo pelos eleitores.
Compreendo perfeitamente (e não critico de forma nenhuma) que qualquer eleitor decida votar de forma estratégica. Mas não posso admitir que um partido político encare umas eleições como um arrebanhar de votos (“que devem ser úteis”… dizem eles) e não como uma auscultação da opinião do povo sobre o seu futuro programa político. Este é que é o verdadeiro voto útil.
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Caro MJRB,
Se bem entendi, o Anti-comuna fala das culturas preponderantes em Lisboa (parasitária e encostada ao Estado, algo que não é de agora) e no Norte (mais propensa à investigação, à assumpção de riscos e aberta ao exterior). Mas se falamos de parasitas encostados ao Estado, obviamente que eles tb existem a Norte (sendo que a sua principal ambição é rumarem a Lisboa, quais Calistos Elóis, para um posto de influência e de tráfico da mesma na administração pública) assim como tb existe empreendedorismo não dependente do estado em Lisboa (raro) e no Sul em geral (algum).
Esta é infelizmente a realidade do País que temos e o retrato que o Anti-comuna faz é bastante assertivo. E tanto mais de admirar quanto é feito por alguém que (julgo) não reside em Portugal.
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Sobre este post de CAAmorim:
PPortas tomou como ‘suas’, algumas causas que sao de todos. Do Estado, de todos os partidos, da sociedade e dos cidadaos: seguranca, agricultura, patriotismo, saude, reformados, etc. Foi mais esperto, oportuno e sagaz (porque sabe que da votos…) do que outros lideres partidarios do ‘arco do poder’. Tao-so isso.
Se (novamente) governante, face ah resolucao dos graves problemas que ‘combate’ (nas feiras, na comunicacao social ou aplaudido post um karaoke!…), faria na Gomes Teixeira cara de espanto (seguido de laxismo) para um PM, tal como fez quando Santana o anunciou ministro tambem ‘do Mar’…
PPortas ‘sabe-a toda’; ha muito localizou a ‘fonte’ para obter apoios… E essa ‘fonte’ jorra muita cidadania salazarenta e(!) politica-sociologicamente indigente !!
Popularismo esplendoroso…seguido do lavar da face apos beijocas de peixeiras e da populaca…
(Reconheco: eh um habil tribuno e tem ocasionalmente dado imenso e forte nas ventas de Socrates-PM. Socrates, seu putativo PM ‘em nome dos superiores interesses da patria’ ?).
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“E tanto mais de admirar quanto é feito por alguém que (julgo) não reside em Portugal.”
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Caro LR, talvez por eu viver fora do país, me dê um distanciamento maior sobre estas questões. Porque, continuo a defender os portugueses, mas nos últimos anos, com esta onda emigratória nova, deu para perceber a clivagem existente entre aqueles que emigram do Norte (a maioria) e os do sul. Os do Norte dizem mesmo que precisam de sobreviver e lutar pela vida. Os do sul, com uma mentalidade diferente, vêm adquirir experiência mas queixam-se logo que não é o que eles pensavam que seria viver fora, no estrangeiro. Até ficam admirados por não haver os apoios que eles imaginam que existe nos países de acolhimento. Pensam que chegam ao estr4angeiro e conseguem logo casas subsidiadas, créditos à habitação subsidiados, etc. Mas não. Chegam e têm de competir a sério.
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Felizmente, a maioria deles adaptam-se bem, mas os do sul são os que mais rápidamente retornam a Portugal. Alguns fazem o mestrado e logo que podem, tentam um emprego no Estado em Portugal, seja a dar aulas ou noutra coisa qualquer. Eu, ainda há meses, tive alguém que me disse. Compreende, mas eu em Portugal prefiro dar aulas fora do local de residência que tentar dar aulas aqui ou trabalhar no privado. Acabo por ganhar mais em Portugal. ;))
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Mas como estou fora e como tento compreender os problemas em Portugal, o que conclui, aos poucos, foi que o Norte de Portugal é bem diferente do Sul. E demarco uma linha sociológica algures na Serra dos Candeeiros. Porque, pessoas de Santarém já são bem diferentes e gostam muito de mostrarem um estilo de vida, mesmo que não possuam capacidade para tal. (Metem-se logo a comprar bons carros, casas grandes, esquecendo-se que depois os impostos doem que se farta e os aumentos salariais nem sempre são aqueles que eles sonhem.) A malta mais a Norte, a partir das Caldas da Rainha, por exemplo, já têm uma mentalidade diferente, tentam primeiro integrarem-se bem nas empresas, compram carros usados e velhos, e até alugam quartos antes de se meterem em casas grandes e caras.
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E estando fora dá para começar a perceber a dicotomia existente em Portugal até no ramo empresarial. Aí nota-se bem a diferença, entre os que tentam salvar as suas empresas, lutando taco-a-taco por encomendas, preços, etc. Mas sempre na ideia que não vai ser o Estado a os safar. Ao passo que sul, queixam-se sempre que não têm subsidios do Estado, que o Estado não lhes ajuda na promoção externa, que os seus sectores merecem uma atenção especial do Estado, etc.
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São diferenças de mentalidades impressionantes, que normalmente não reparamos nelas, mas que é muito mais fácil encontrar estas diferenças quando estamos fora e passamos a estar atentos a pequenos pormenores que se revelam grandes “pormaiores”. ;))
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E aos que vivem fora e me lêm e que têm que trabalhar com várias nacionalidades, podem comprovar isto mesmo ao compararem as diferenças de cultura e mentalidades entre as várias nacionalidades. E esses que o fazem, vão descobrir que entre os portugueses também existem essas diferenças. As diferenças entre a malta do Norte e do sul é quase como comparar um luxemburguês de um alemão, por exemplo. Por isso é que eu digo: o Norte não é igual ao sul. Assim como um alemão não é igual a um luxemburguês; ou um holandês de um belga, etc.
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Por exemplo. Muitos sabem que em Espanha existem diferenças enormes de ragião para região. Ou de nação para nação. Um catalão tem uma mentalidade diferente de um anadaluz. Ou um castelhano de Madrid de um galego.
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Pois a mim parece-me que os de Lisboa são mais parecidos com os andaluzes (e a até a língua não é tão diferente como se pensa) e os do Norte são bastante parecidos com os galegos. Em especial no Minho.
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E repare-se que estas diferenças estendem-se tanto na forma como encara-se o trabalho e os investimentos como na própria alimentação. Tanto nas férias como na forma como se relacionam com os estrangeiros.
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Portanto, é mentira que me digam que não existem diferenças culturais, sociológicas e ideológicas em Portugal. Há. Ate na arquitectura. (E para compreenderem bem onde quero chegar, desafio os que viajam de carro para o centro da Europa a analisarem a arquitectura no país basco, tanto do lado espanhol como francês e vão reparar que, países diferentes, cultura e povo igual.
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E até na arquictecura o Norte é bem diferente do sul e não parece.
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Caro anti-comuna,
Gosto e respeito os habitantes (e a Historia) do Norte, tal como respeito e gosto dos habitantes (e da Historia) de Lisboa, do ‘Sul’. Espero que me ‘aceite’ assim, sempre que vou ‘ao Porto’.
Nao defendo, rejeito, tenho combatido ‘elites’ parasitas, ‘donos’ , estejam no Sul, no Norte, ou nas Ilhas. Tambem, garanto, nao lhes ‘lambo as botas’.
Discordo: os resultados eleitorais em Lisboa ( ou quis Vc. referir a Area Metropolitana de Lisboa ?) nao sao a ‘imagem’ fiel, correcta, do que Vc. entende como resultado da ideologia parasitada…de ‘parasitas’.
Facto: deve, tambem Vc., tentar ‘mudar Portugal’ e, como escreve, em ‘ultimo caso, defender o Norte’. Um direito. Mas… nao tome todos os ‘sulistas’ e ‘lisboetas’ como ‘inimigos’…
Se Vc. e outros defensores da ‘independencia do Norte’ conseguirem colocar via aprovacao na Assembleia da Republica e ratificacao de Belem, se convencerem alguns habitantes (de Aveiro ‘para cima’ ?, o anti-comuna deve ter ja um territorio-limite administrativo, politico, ou nao ?) a imporem aos demais seus concidadaos um referendo, veremos os resultados…
Nao creio, porque nao tenho constatado minimas conversas sequer, dum ‘medo dos lisboetas’ face ah eminencia duma Independencia do Norte. O caro anti-comuna continua a confundir ‘lisboetas’ com o Sul, e o Sul com ‘lisboetas’. Como responderiam todos os ‘sulistas’ a um referendo Norte vs Lisboa/Sul ?
Pelo modo, com os argumentos (e no tempo) que o anti-comuna e outros defensores da Independencia a colocam, parecem por vezes elefantes numa loja de faianças. CuidadeX…
De qualquer modo, quaisquer que sejam as lutas, eu nao deixarei de gostar do Norte e do Porto. Nem dos meus amigos. E, por favor, nao proibam as tripas, as alheiras, nem embarguem a ‘exportacao’ do Vinho do Porto para Lisboa e para o Sul !
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Éxistem sérias possibilidades do CDS atingir os 20%.
Se Sócrates não fôr PM (o diabo seja surdo ou mudo) é muito provável que Cavaco indigite Paulo Portas como Primeiro-Ministro.
Por uma questão de equilibrio e de renovação do paradigma.
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Caro LR,
Repito, o anti-comuna tem de ter (se quiser) mais cuidado como coloca, na opiniao publica e especialmente aos ‘lisboetas’, a delicada questao da ‘Independencia’ do Norte’.
De acordo, e eu tenho presenciado desde ha decadas: alguns (influentes ?) portuenses e nao so, tiveram como ambicao ‘rumar a Lisboa’. Porque gostam mais de Lisboa do que do Porto ? Porque nao acreditam na vida portuense e sentem-se cerceados ?
Ha bons e maus cidadaos, excelentes e pessimos gestores, indigentes e optimos politicos em todas as latitudes tugas.
Sinceramente, nao acredito que alguma vez haja um ‘Norte Independente’. Por muitas, diversificadas e complexissimas questoes ! — depois, surgiriam os magnos problemas ! Irresoluveis durante anos e anos, para ‘o Sul’, claro, mas mais e dos quais ‘o Norte’ nao se livraria… Excepto se se ‘entregasse’ por estrategia ou por desespero por exemplo ah fronteira espanhola…
Caros LR,
e anti-comuna
Francisco Sa Carneiro defenderia hoje a ‘Independencia do Norte’ ?
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Nao eh so o anti-comuna que tem uma percepcao da relidade tuga-e-independentista a partir do estrangeiro.
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Portugal = Colónia de Lisboa
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Apetece-me formular esta pergunta:
Imaginemos o ‘Norte Independente’: os seus politicos, administradores, empresarios, etc, etc, nao teriam (tem) os mesmos ‘vicios’ dos ‘de Lisboa’ ? Nao surgiria, no Porto, um outro centralismo por exemplo face a Tras-Os-Montes ou ah Beira Alta?
A cunha, o favorsinho, a corrupcao seriam erradicados e se reincidentes sempre severamente puniveis ?
Que economia regional suportaria a ‘independencia’ ?
Como seriam (a partir da novel ‘capital’) as imediatas relacoes institucionais, politicas, comerciais, culturais, juridicas, com Lisboa ?
Etc, etc…
(Estamos, eu sei, a tratar aqui esta ‘materia’ de animo leve. E hoje nao estou disposto a faze-lo doutro e melhor modo).
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“De qualquer modo, quaisquer que sejam as lutas, eu nao deixarei de gostar do Norte e do Porto. Nem dos meus amigos. E, por favor, nao proibam as tripas, as alheiras, nem embarguem a ‘exportacao’ do Vinho do Porto para Lisboa e para o Sul !”
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Porquê que haveria de ser proibido as tripas, as alheiras, o Vinho do Porto, etc? Repare que isso não passa na mentalidade do Norte. Eu não entendo qual o seu problema, percebe? Ainda se Vc. pensasse que iriamos proibir a entrada de produtos do sul, como a ginginha, por exemplo, ainda se percebia o seu receio. Mas porquê que o Norte iria proibir as exportações de produtos do Norte?
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Está a ver como o meu amigo não está sintonizado com o que se passa a Norte? Porque o meu amigo tem uma ideia do Norte que não corresponde à realidade nem sequer os seus amigos a Norte lhe devem surpreender tanto, que lhe dê a ideia que iriam proibir sequer os do Sul de vir ao Norte.
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É esse seu desconhecimento do que é o Norte o maior símbolo que Vcs. no sul só conhecem o vosso umbigo e o resto não passa de paisagem.
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Note, amigo. Isto não é uma luta contra ninguém em especial, mas por uma defesa do Norte. É diferente. Vc. pode continuar a viver a sua vidinha descansado, que no Norte não queremos obrigar ninguém a nada. A ideia é outra. É defender o Norte dos maus vicios do sul. É defender o Norte da má mentalidade do sul.
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Sabe, eu nestas coisas, como já deve ter percebido, não ligo muito ao mundo da bola, senão como fenómeno quase puramente desportivo e até cultural. Até em termos económicos não sou dos que acham que o futebol é por si só um criador de riqueza. Mas olhe que eu ao ver aquela malta a destruir cadeiras na Pedreira, deu para perceber um bocado de como a malta do sul não gosta, não aceita e não admite perder em ambiente aberto e concorrencial. O que por si só demonstra o tipo de mentalidade a sul, que depois dizem que é atribuido aos mentacaptos do sul.
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E olhe, quem me chamou à atenção desse pormenor, que eu não vi, porque estava em viagem, foi um sportinguista. (Sim, também os há no Norte.) E essa pessoa, o meu sogro, diz assim: repare nisto, porque Vc. não liga ao mundo da bola, mas sempre que há benfiquistas vindas do sul e perdem no Norte dão problemas. Tal e qual os gajos do Superdragões. Porque odeiam o Norte e odeiam perder limpo contra quem seja do Norte.
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E isto é apenas um símbolo da mentalidade a sul. Odeiam o Norte quando perdem contra ele. Se nós perdermos, somos uns gajos porreiros, simpáticos e tal. Mas se nós nos suplantamos aos do sul, já somos odiados, depreciados, etc. Aliás, é no mundo da bola, da política e até do mundo empresarial. Como é conhecido nas Torres Novas o Belmiro de Azevedo? O Merceeiro. Porquê? Porque não admitem que um novo-rico, filho de mero carpinteiro, tenha chegado onde chegou, fruto do seu trabalho, esforço, etc. Nem sequer admitem que o homem até foi a Harvard tentar aprender com a escola mais em voga então.
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Isto que se passou com a OPA da Sonae sobre a PTC devia ter sido o maior sinal de alarme que era hora de separar as águas. Isto é, um grupo empresarial do Norte perdeu na secretaria porque os do sul dominam o sistema político e impedem o funcionamento do mercado. E impedem a competição de igual por igual.
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E esta derrota da Sonae contra o BES e as élites de Lisboa, que fizeram batota e tudo (chegaram a comprar deputados à AR para ficcionarem investidores pequenos que seriam prejudicados pela Sonae, tal a vergonhosa actuação das élites a sul) foi a grande derrota do Norte contra o parasitismo do sul. Afinal até a PTC está a cair nas mãos dos estrangeiros, a Vivo foi vendida aos espanhois e hoje é a CGD que se alia ao BES para tentar segurar a PTC em mãos nacionais. E os empresários do Norte deviam ter aprendido a grande lição nessa altura. Com estes parasitas a mandarem em Portugal, o Norte será sempre desrespeitado, será sempre humilhado e será sempre relegado para segundo plano.
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Pois se o Norte quiser mesmo ser rico e viver como nos melhores países da Europa, só tem um caminho: livrar-se lisboa. Porque não sejamos ingénuos. Enquanto esta gente em Lisboa dominar o sistema político, o Norte nunca conseguirá criar domensão internacional para competir em larga escala, porque haverá sempre em Lisboa as élites a manobrarem na secretaria e impedir que o Norte crie grupos verdadeiramente nacionais e com dimensão capaz de competir à escala internacional.
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Os do sul podem dizer o que quiserem, e de tal forma têm uma imagem estereotipada do Norte, e com uma pretensa superioridade que não se verifica quando concorre em igualdade de circunstâncias, que no fundo o Norte será sempre prejudicado pelo sul. Seja no dominio de sectores estratégicos da economia portuguesa, seja até em termos de redistribuição de verbas, cobradas a todo o território nacional.
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Mas o meu amigo MJRB, já uma vez aqui o afirmei, pretende empresários de luxo, critica os que há, quando devia era pôr os olhinhos ao que se passa em Lisboa. Tanto no mundo da bola como até em termos culturais (até criaram o museu Berardo, mesmo que em negociatas esquisitas e pouco dignas de um país do primeiro mundo só por causa da inveja que têm da Casa de Serralves) ou económicos, o sul é invejoso, tudo fará para atrapalhar o Norte e o parasitar e odiará sempre os do Norte, sempre que eles mostrarem em regras abertas serem melhores que os do sul.
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E o melhor símbolo deste sul e destas élites (sim porque é o próprio MP que nos diz que o sr. Orelhas promove o hooliganismo sabe-se lá com que motivos escuros) foi o acto de destruir cadeiras num estádio de um clube do Norte, pequeno, até o clube do Norte mais benfiquista que há por estas bandas, só porque ganhoiu em campo, com regras iguais para os dois. E isso mostra o quanto ódio existe ao Norte que subirá mais quando o Sul perder qualidade de vida e poder de compra e o Norte começar a subir o seu nível de vida, à medida que sai da crise e as suas empresas conquistam o mundo.
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MJRB,
Para isso, é necessário recorrer à história. E a história do Porto é da defesa da autonomia – não é por isso de admirar que o único pensamento realmente liberal em Portugal reside no Porto. Por outro lado, a estrutura urbana, no Norte do país, é policêntrica – ao nível que queira analisar: região, área metropolitana do Porto, ou mesmo dentro do pólo Gaia-Porto-Matosinhos. Por isso, a questão do centralismo sempre foi uma falsa questão.
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Quanto à corrupção, ela não deixaria de existir. A grande diferença é que no Norte se acredita que o Estado só atrapalha, e por isso se quer pequeno. Pelo que o espaço para corrupção se reduz fortemente.
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Não vejo como a economia regional não suportasse a independência. A região Norte tem as infraestruturas (portos, aeroporto, refinaria, agricultura, indústria, pólo de serviços, bancos, universidade) necessárias. Não vejo que valência faltaria.
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Quanto às relações com Lx, sinceramente, não sei.
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Anti-Comuna,
Que tal fazer campanha pelo PDA, que vai às eleições coligado com o movimento pró-partido do Norte (que, diga-se de passagem, o mais longe que vai é defender maior autonomia regional, isto é, a regionalização)?
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Caro MJRB, quanto às suas questões, isso é um problema que cabe aos do Norte formular e resolver. Não serão os do sul a ensinar os do Norte a criarmos uma sociedade competitiva. Primeiro, porque nem em Portugal são capazes de o fazer, tal o estado ao que o país chegou. Segundo, não cabe aos do sul intrometerem-se nessas questões, mas aos do Norte.
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Eu digo-lhe de outra forma. Eu não vou a Espanha ensinar os gajos a governarem o país deles, assim como espero que eles, os espanhois cá venham ensinar os tugas a governarem-se. Da mesma forma, não será uma pessoa do sul que não apoia a Independência que me dará lições de governar o Norte, pois se nem o Sul o sabem fazer. O sul e o país.
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Não me leve a mal, mas se eu defendo o Norte é precisamente para que os do sul não queiram governar o Norte como já fazem ao país. Além de que é de mau gosto ver uma questão dessas vindas de uma pessoa do sul que quer continuar a manter o status quo, que prejudica o Norte. ;))
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compreendo bem o anti-comuna e também sou favorável à Independência do Norte, embora o anti-comuna se tenha esquecido de relevar o principal factor responsável por essas diferenças de mentalidade que existem entre “Norte” e “Sul”. o principal factor responsável é, obviamente, as origens étnicas das populações “sulistas” e “nortenhas”, grosso modo falando.
os Nortenhos são essencialmente Galaicos, com espírito de iniciativa empresarial, empreendorismo, etc, enquanto os Sulistas são essencialmente Iberos, Lusitanos e também um bocadinho Mouros, que os faz terem menor propensão para a iniciativa e mais dependência estatal ou parasitismo, daí o PCP ou o BE serem bastante influentes no Sul (especialmente Peninsula de Setúbal, Ribatejo e Alentejo), muito mais do que no Norte – e basta ver mapas eleitorais.
o anti-comuna defende o correcto, embora pelos motivos errados. Deve-se defender a independência do Norte, não só por motivos económicos (embora também sejam importantes) mas sobretudo por motivos etno-históricos e de identidade. Portugal é o Norte. o país até ao Algarve foi um acidente e um circunstancialismo histórico-político.
mas um bem haja ao anti-comuna por compreender coisas que muitos não vêem por estarem demasiado influenciados.
e anti-comunismo sempre 😉
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Caro Centrista, eu compreendo que existe partidos que tentem a regionalização em Portugal. Mas eu oponho-me à regionalização (no fundo, um decalque do que se passa na Madeira para espalhado pelo país e até isso será impossível em termos financeiros, porque se todos parasitam, quem irá manter o parasita se o hospedeiro desaparece?) e sou mesmo a favor da Independência do Norte. Independência. Não regionalização.
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Mas acho bem que surjam esses partidos e que lutem bastante. Pelo menos poderão lançar as bases para uma Independência do Norte.
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Já agora, gostei da sua resposta à questão do Estado ser menor, que é coisa que no sul não apreciam. ;))
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caro anti-comuna 18h18,
Essa, minha, da ‘proibicao’ das tripas e do Vinho do Porto, nao passa de ironia, ‘carago’ !
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Vc. estah enganado a meu respeito, e ‘as relacoes, afectos, que tenho com o Norte e com Gentes do Norte. Em qualquer ‘ramo’ de actividade.
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Quanto ah Coleccao Berardo no CCBelem, ja eu aqui no Blasfemias opinei: uma boa –diferente de extraordinaria– coleccao que Berardo, esperto (face ao Estado representado por Socrates, por Isabel Pires de Lima e por Jose Antonio Pinto Ribeiro-o-seu-advogado e ministro) colocou com regalias pessoais & nao so.
Por mim, viva Serralves ! Viva a Casa da Música ! — e nao so !…
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Nao ‘pretendo empresarios de luxo’ em detrimento de outros. E nao misturo empresarios serios com gabirus–sabe-se lá como?!–milionarios repentinamente respeitadissimos… Anti-comuna, surpreendeu-me com essa sua afirmacao, porque a nao mereco.
Sobre o Vieira: cada um ‘come’ o que quer. Nunca me ‘convenceu’ nem convencerah. Em nada.
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“Nao ‘pretendo empresarios de luxo’ em detrimento de outros. E nao misturo empresarios serios com gabirus–sabe-se lá como?!–milionarios repentinamente respeitadissimos… Anti-comuna, surpreendeu-me com essa sua afirmacao, porque a nao mereco.”
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Bom, aqui há uns tempos o meu amigo queixou-se da classe empresarial portuguesa, porque era iletrada, com menos formação que os seus empregados e tal. Eu na altura respondi-lhe que os nossos empresários são uns herois. E mais herois o são quando lutam em Portugal contra um sistema onde ganhar dinheiro é quase crime; onde ser empreendedor sem estudos é mal visto (o que revela desconhecimento de como funciona mesmo a mentalidade do empreendedor e, se quer provas, sem ser académicas, o dois homens mais ricos do mundo não têm qualquer curso superior) e para mais sabendo-se que os anos de escolaridade geram entraves mentais ao próprio empreendedorismo.
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Nós temos o que temos. Os empresários que temos e a mão-de-obra que temos. E eles já fazem muito num país como Portugal, onde a carga fiscal é das maiores do mundo (isto é, o que se paga em termos fiscais face aos beneficios), onde não existe uma cultura de louvor ao criador de riqueza e um Estado que criou um sistema rentista que impede muitas empresas de sobreviverem.
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E nesse sentido, tanha lá paciência. Vc. merece que o critique por não compreender o quanto os nossos empresários são herois e merecem ser louvados e não desprestegiados. Apenas isso. ;))
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Já agora quero corrigir isto. Na verdade, um dos dois homens mais ricos do mundo é formado em engenharia, embora já antes de se formar já era um homem de negócios nato. Estou a falar do Carlos Slim, mexicano.
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Mas o outro, que até criou uma empresa numa garagem, é o Bill Gates, que não conclui curso superior nenhum, mas criou um mastodonte empresarial.
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Fica aqui a rectificação e as minhas desculpas.
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Caros anti-comuna
e
centrista,
Acreditem: nada tenho nem quero, ensinar civica, cultural e politicamente a minima coisa ao Norte, ao Sul, as Ilhas, a quem quer que seja !
E quanto ah ‘independencia’ que defendem, estao no seu direito. Por enquanto, estamos so a trocar opinioes (ligeiras) sobre a ‘materia’.
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anti-comuna 18h54,
Nao confundo os optimos ou razoaveis e serios empresarios com os empresarios ‘iletrados, com menos formacao do que os empregados’ e, vigaros.
Vc. terah feito uma apreciacao desatenta do que eu entao escrevi ou, por minha culpa nessa opiniao, nao separei o merito da trafulhice.
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Caro MJRB,
Se me perguntar o resultado de um hipotético referendo que hoje se realizasse no Norte com vista à sua independência, eu estou convicto que ela seria recusada. Como seria igualmente rejeitada de novo a regionalização.
Significa isto que as pessoas são masoquistas e gostam de ser “parasitadas” utilizando a terminologia do Anti-comuna? Eu diria, correndo o risco de parecer algo elitista, que as pessoas do Norte são incapazes de conceptualizar os seus interesses numa perspectiva política. Isto não quer dizer que não sintam, de uma forma quase sempre inconsciente, que estão a ser explorados / parasitadas pela “corte” lisboeta. Mas são incapazes de formular uma solução política e cristalizam as suas frustrações, quiçá a sua revolta latente através do futebol, muitas vezes de forma hooliganesca. Vários factores contribuem para isto:
1. A incapacidade de gerar líderes políticos regionais que saibam formular exigências numa perspectiva política e que não queiram ser líderes nacionais. A maioria deles são Calistos Elóis e a sua maior ambição é demandar Lisboa e integrar a “corte”. Rui Rio era a pessoa com melhor perfil para o efeito, mas ele é intrínsecamente um centralista, muito embora já esteja mais aberto à regionalização. Mas falem-lhe em independência e ele considera isso um sacrilégio de lesa-pátria.
2. Uma comunicação social centralizada em Lisboa e que amplifica o paradigma reinante, de certa forma bloqueando formulações fora do mesmo.
3. Alguma perversidade do poder local que a “corte” sabe muito bem explorar a seu favor, utilizando intensamente os “megafones mediáticos” aos quais tem acesso quase em exclusivo. De cada vez que se fala em regionalização, lá vem o habitual catastrofismo com os “autarcas corruptos” que dominariam as regiões. As populações, porque conhecem os ditos autarcas e até votam neles, porque retiram daí benefícios, de forma directa (e muitas vezes corrupta) ou indirecta, são racionalmente sensíveis àquele argumento. No fundo, receiam que se os ditos autarcas ascenderem a um patamar superior, já lhes saem de certa forma do seu “controlo” e os eventuais benefícios de que hoje usufruem seriam a favor de outrém. Obviamente que estão a leste de todo o “caciquismo central” sedeado na corte, de muito maiores dimensões do que o local e que beneficia precisamente os mesmos que fazem a diabolização dos autarcas.
4. Finalmente, temos aquilo que eu considero o cancro maior do nosso regime e para o qual ele não consegue arranjar cura: a nomeação dos candidatos a cargos públicos. Seja a nível central (vg., candidatos a deputados), seja a nível local, eles são escolhidos por uma oligarquia (nacional, distrital ou concelhia), a qual é escolhida por escassas centenas de pessoas em eleições internas nos partidos em que o caciquismo é total. Temos aqui uma legitimidade completamente invertida: o deputado ou o autarca é votado por milhares de eleitores, mas não responde perante eles, mas sim perante a oligarquia que o nomeou candidato, eleita esta em circuito fechado, muitas vezes por pouco mais de 100 pessoas. Os autarcas e políticos corruptos que temos (que não são todos, há que reconhecê-lo), resultam destas escolhas, muito ao jeito do centralismo democrático soviético.
Ou seja, no nosso regime não é político quem quer, mas quem pode. Ou seja, quem está disposto a negociar com as corporações e grupos de interesses dos partidos, aos quais fica irremediavelmente hipotecado. Houvesse uma escolha de candidatos através de primárias – que teriam de ser abertas a todos os cidadãos eleitores, ao nível local ou nacional – e teríamos decerto muito maior “oferta”, não só de candidatos, mas de propostas políticas alternativas. Só assim seria possível aparecer alguém com propostas arrojadas com as que faz por aqui o Anti-comuna. Teriam receptividade? Obviamente que no início seriam consideradas algo de bizarro, como o é qualquer coisa que seja inovadora. Mas uma boa fundamentação, levaria muita gente a interiorizá-las e a reflectir nelas. No fundo, é todo o longo caminho que uma nova ideia tem de percorrer. Lembro-me que o Reagan, antes de ser presidente, chegou a ser “cilindrado” em primárias anteriores (pelo menos nas de 1976, não sei se em outras). Quem sabe se o Ron Paul não fará um percurso idêntico?
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Caro LR 19h26,
Subscrevo praticamente todas as suas fundamentadas conclusoes.
Quanto a Ron Paul: Naahhh, para ja, nao eh muito apreciada a ‘maneira’ como chegou e se mantem no ‘plinto’ politico… Mas tudo eh possivel depois do segundo(!) mandato de Barak Obama. Ate a eleicao de Sarah Palin eh possivel… Parafraseando: ‘estes americanos sao loucos !’
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Contradição:
agitar o papão da îndesejada ‘Independencia do Norte’ pelos do Norte é a melhor arma para nunca haver a Regionalização em beneficio exclusivo da solidificação do Centralismo Lisboeta que aparentemente parece que se ataca ….
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Caro Anti-comuna,
“Mas eu oponho-me à regionalização (no fundo, um decalque do que se passa na Madeira para espalhado pelo país e até isso será impossível em termos financeiros, porque se todos parasitam, quem irá manter o parasita se o hospedeiro desaparece?) e sou mesmo a favor da Independência do Norte. Independência. Não regionalização.”
Parece-me que o meu Amigo está a ir na conversa da corte quando esta diaboliza o Jardim e os autarcas para defender o centralismo. Devo dizer que não considero que o modelo de autonomia regional vigente nos Açores e na Madeira esteja errado e até acho que ele poderia ser aplicado a todo o País. O quadro de incentivos vigente é que está totalmente errado, mas que poderia ser facilmente corrigido, levando a uma maior RESPONSABILIZAÇÃO.
E não há que inventar muito, basta uma simples alteração em termos da repartição das receitas fiscais: o IRS, IRC e IVA deveriam constituir receita integral das regiões / concelhos, os quais teriam total autonomia para fixar as taxas, criando-se assim uma total concorrência fiscal entre regiões. O poder central, que só deveria ter a seu cargo as funções de soberania, poderia “sobreviver” perfeitamente com o ISP, o IABA e o IT. Mas, mais importante, seria fundamental que os impostos fossem pagos directamente nos cofres das regiões / concelhos, para que todos ficassem conscientes que a piscina olímpica, o fórum cultural, o estádio ou o pavilhão multi-usos lhes saíam do bolso. Hoje, quando as pessoas pagam o IMT ou o IMI nas repartições de finanças, diabolizam o governo e não as respectivas câmaras, a quem essa receita se destina. Finalmente, haveria que estipular regras muito rígidas relativamente ao equilíbrio orçamental e às dívidas. Quem pisasse o risco, deveria aguentar com a falência. Como se deve lembrar, nos anos 70 o estado de Nova Iorque esteve à beira da bancarrota e o presidente Ford foi intransigente na recusa do apoio federal. Tiveram que se “desunhar” sozinhos e fizeram-no.
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Por acaso o Ford até tinha projecto de rega para o Alentejo e quem recusou foi o Salazar.
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Também se meteram em ajudas com os espanhóis e cobraram-nas
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E necessário não confundir um empresário que
precisou de décadas de esforço continuado para
fazer fortuna, de um outro que só por meio de
compartecipações/conluios/corrupção com o Estado consegue milhões
num abrir e fechar de olhos ____tipo SUCATEIRO SOCIALISTA LADRÃO
M. Godinho. . .
ESTES NADA PRODUZEM DE RIQUEZA
SÃO PARASITAS de nula importãncia sociológica/económica,
(excepto empregar uma dúzia de pessoas).
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Caro Anti-comuna
A sua descrição sobre as pessoas de Santarém (“pessoas de Santarém já são bem diferentes e gostam muito de mostrarem um estilo de vida, mesmo que não possuam capacidade para tal. (Metem-se logo a comprar bons carros, casas grandes, esquecendo-se que depois os impostos doem que se farta e os aumentos salariais nem sempre são aqueles que eles sonhem.)”) cativou-me enquanto deambulava pelo blog, visto que sou natural desse distrito. Deixe-me dizer-lhe que não podia estar mais certo quando diz isso, se a “élite” de lisboa é reles a de santarém e uma imitação fraquinha da de lisboa (eu não me revejo nessa “élite” nem um bocadinho e nunca podia sequer pensar em conviver com tão ilustres personagens pois eu não sou da cidade de Santarém mas sim de uma “província rural” modesta que é obviamente inferior à cosmopolita capital de distrito).)
Deixe-me dizer-lhe, que concordo quando diz que existe um parasitismo e uma mentalidade “chula” que caracteriza grande parte dos portugueses. Concordo que o habitat natural e residência dessa espécie é Lisboa. Agora quanto à independência do Norte parece-me um desejo um pouco saloio não? O que seria desejável e benéfico para TODO o país seria correr com todos esses indivíduos que afundam o nosso e acabar com essa mentalidade caracteristicamente portuguesa, não isolar o norte do resto. Imagine que em vez de ter apenas um Norte, teria um centro e um sul igualmente produtivo….
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Caro LR, eu estou diametralmente contra a regionalização porque a Madeira e os Açores são, à escala macromunicipal verdadeiros antros de corrupção, clientelismo e parasitismo. Não se fala muitos nos Açores porque o tipo parece um bocado menos apalhaçado, mas em termos locais, as suas pol+íticas são estatistas e completamnete ileberais. Tal como na Madeira. No Norte temos alguns municipios que enformam do mesmo problema. No Grande Porto, o municipio de Matosinhos, onde foi criado um conjunto de servidores públicos que são do partido socialista ou familiares dessa gente com cartão partidário. Fora do Grande Porto, temos o caso de Braga, onde aquilo mais parece uma agência de empregos do PS que um municipio com regras democráticas.
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Na Madeira e nos Açores, a coisa é semelhante mas à escala macromunicipal, onde tudo é controlado pelo PSD/M e seus grupos de interesse à sua volta, com as suas empresas e empresários que se misturam com o PSD M.
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Se fizessemos isso em Portugal, teriamos uma completa osmose do que se passa em Lisboa, na Madeira e nos Açores. Mesmo em municipios onde não impera o PS, há logo uma mistura perigosa entre interesses partidários e alguns empresários, como no caso de Gaia. Embora não chegue ao mesmo nível de um Matosinhos ou Braga, está lá perto.
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Ora, porquê que eu defendo a Independência e não a Regionalização? Porque o sistema político de Lisboa criou um caldo de cultura político, ideológico e até legislativo, que incentiva o crescimento do Estado, nos seus vários niveis intermédios, e seu cruzamento com agentes económicos de vária indole, mas em especial empreiteiros e prestadores de serviços e vendedores de bens às autarquias.
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Dito isto, qual é a solução para o Norte? Pedir a Independência e replicar o que é feito em Lisboa e até nas ilhas? Não. É outra coisa, que o Povo compreende e até por isso votou no Não à regionalização. (Que eu lutei contra ela.) O que o Povo do Norte compreendeu intuitivamente foi que a regionalização é criar à escala do país o parasitismo de Lisboa, da Madeira e dos Açores. E mais um crescimento do Estado, em niveis intermédios mas longe das próprias populações. E a resposta é esta: limitar o poder dos politicos, o tamanho do Estado e cercear as funções desse mesmo Estado.
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Dito isto, teriamos um governo central, onde detinha as funções primordiais do Estado, tal como a Defesa Interna e Externa. Na defesa interna, as várias policias teriam diversas competências, mas onde o Estado Central dominaria o combate à dita criminalidade, enquanto que várias policias seriam da competências dos orgãos intermédios.
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Depois teriamos os chamados orgãos intermédios, mas não configurados como se estivessem juntos para cumprir todas as funções. Não, seriam orgãos supramunicipais, com diversas competências, de acordo com necessidades especificas. Por exemplo, gestão dos solos, dos recursos hidricos, etc. seriam da responsabilidade destes orgãos supramunicipais, que incluiria a dita PSP, tec.
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Depois teriamos os municipios e juntas de freguesia. Mas como mais poderes e, sobretudo, mais verbas e meios financeiros ao seu alcance.
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Tanto na Educação como na Saúde, o Estado não era fornecedor de serviços mas mero financiador, sobretudo aos mais necessitados. Isto é, não cabia ao Estado Central fornecer os serviços ou tão pouco os financiar, mas antes aos municipios ou aos orgãos supramunicipais. Repare-se que um objectivo de um pensamento liberal, não é o Estado providenciar os serviços através da prestação deles, mas antes permitir a todos o seu acesso. Logo, tanto na cobrança de impostos como depois no financiamento destas actividades, seriam os municipios a suprir estes serviços ao cidadão.
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Em termos genéricos, a ideia era de ter um Estado mais pequeno, mas onde caberia ao Estado Central as funções primordiais de um Estado moderno: Justiça, Defesa Interna e Externa, Representação Diplomática e pouco mais. Era um Estado Central minimo, com poderes dos politicos bem delimitados e sem capacidade para se sobreporem a outros poderes públicos, com competências bem definidas. E era fundamental limitar o poder do cidadão eleito, de molde a que a intromissão na vida do cidadão fosse o mais baixo possível.
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Claro que neste Estado Central, caberia o papel de Regulador. Teria as competências de garantir a livre concorrência e os mercados abertos e competitivos, de molde a que a sociedade civil gerasse os produtos e serviços tão necessários às populações.
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Se nós pensarmos primeiro no que queremos do Estado e só depois desenharmos a sua configuração organizacional, poderemos construir um Estado Liberal, com elevada protecção social aos mais fracos, com poderes bem delimitados entre os vários orgãos do Estado e com um peso minimo. E o facto do Norte ser Independente poderia permitir criar mesmo um verdadeiro Estado Liberal, onde se casava promoção social, crescimento económico e criação de riqueza e promoção ma meritocracia com o incentivo aos mais fracos e desfavorecidos a integrarem-se numa sociedade livre e concorrencial.
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O pensamento regional em Portugal nasce da promoção do Estado, de aumentos e até sobreposição de poderes do Estado e criação de sistemas anti-liberais e mesmo fascistas, que o caso da Madeira e dos Açores são, em si mesmo, o pior exemplo. Portanto, se existe uma necessidade evidente de cercear o poder dos políticos e do seu objectivo de intrometer-se em todo o que é vida do cidadão, nós temos que criar um sistema onde o poder dos políticos e do Estado sejam muito divididos, de molde a não dar oportunidade ao surgimento de estados fascistas, que é hoje o que se estão a tornar os Estados ocidentais.
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Em termos simplistas é isto que eu penso. Há mais ideias que eu tenho, mas em termos simples, no fundo é fazer uma reforma do próprio pensamento que deu origem ao Estado moderno e sua divisão dos poderes.
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O pior que pode acontecer a Passos Coelho é Paulo Portas comprar meia dúzia de submarinos para apanhar garrafas de plástico no Atlântico…até, vistas bem as coisas, nem era assim tão mau.
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P.Passos Coelho:
Quando começaremos a *matar* o País do Faz de Conta ?
Catroga DISSE O QUE DISSE! Essa dele estar sob pressão
nem as criancinhas de 5 anos engolem.
VAMOS DAQUI POR DIANTE SER RESPONSÁVEIS PELO QUE AFIRMAMOS?
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José Pinto Basto
Posted 12 Maio, 2011 at 21:27 | Permalink
O pior que pode acontecer a Passos Coelho é Paulo Portas comprar meia dúzia de submarinos para apanhar garrafas de plástico no Atlântico…até, vistas bem as coisas, nem era assim tão mau.
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MENTIRA! FOI PARA PESCAR ROBALOS!!! (irra)
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Ao desenharmos um Estado Liberal, há o primeiro pressuposto de todos: garantir o exercicio da liberdade por parte do cidadão ao máximo possível. Se o Estado é inimigo do cidadão, logo o Estado teria que ter uma presença invisivel e só activa na garantia dos direitos e deveres do cidadão. Tudo o resto, os diversos niveis do Estado teriam quer estar delimitados. Teria que haver uma divisão horizontal bem forte, de molde a que um político eleito a nivel nacional decidisse onde seria feita a ETAR de um municipio ou conjunto de municipios. Não faz sentido ser um burrocrata do Estado Central tomar esse tipo de decisões. Ou um politico local decidir onde deve o Estado Central construir um arsenal, uma base militar ou até mesmo um silo de misseis.
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Mas além de uma forte divisão de poderes horizontais do Estado, também deveria haver uma forte divisão de poderes verticais. Isto é, por exemplo, nunca o Ministério da Justiça deveria fazer parte de um orgão colegial governamental, tal como é hoje costume no mundo ocidental. Não. O Ministério da Justiça deveria estar na dependência directa do PR, por exemplo. Por exemplo, o Ministério das Finanças nunca poderia cobrar impostos mas antes uma policia especial especializada na cobrança e fiscalização fiscal. A haver ministério das finanças, ele teria que fazer orçamentos com base no que essa policia fiscal seria capaz de cobrar na média dos anos anteriores. Para não haver desorçamentações nem suborçamentações. Além de que seria proibido ao Estado acumular dívida pública, excepto em anos de crise económica. Dito de outra forma. O governo central nunca poderia gerar défices orçamentais e só os poderia gerar em caso de crise económica, com limitações em termos temporais.
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Também o Estado central poderia criar policias especiais, tal como a fiscal, a económica (no fundo, o que já quase faz a ASAE) e até a ecológica e do Trabalho. Mas a policia de transito, pequena criminalidade local, etc. seria supramunicipal ou local. Não faz sentido haver policias municipais, locais, GNR e até PJ, com confusões de competências e até sobreposição de funções. Na prática, as policias municipais são apenas mais tachos e má gestão dos recursos públicos, que tentam sobrepôr-se á PSP. Tudo isto deveria ser reconfigurado.
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Agora vem a questão da solidariedade nacional. O caso americano ensina-nos que os locais e municipios (condados, etc) com mais dinheiro são os que são mais beneficiados na promoção das escolas, por exemplo. Isto gera problemas graves de assimetrias de acesso às oportunidades, grandes zonas degradadas, etc. Logo aqui, teria que haver um mecanismo de apoio das zonas e locais mais ricos para as mais pobres. No entanto, este papel caberia aos municipios e aos orgãos supramunicipais decidirem como financiar as zonas deprimidas e nunca ao Estado Central. Repare-se que ao Estado Central caberia no fundo o exercicio da soberania e pouco mais. Logo, seriam os niveis inferiores a tomarem este tipo de decisões, usando mecanismos tipo ANMP para criar as redes de solidariedade regionais, locais e até um pouco nacionais.
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A grande questão que se deveria partir é. Para que queremos o Estado? E só a partir desta premissa, delimitar as suas funções, é que de poderia desenhar uma organização política verdadeiramente liberal. E aqui, o Estado central nunca poderia ser dono e senhor do poder de decidir o tipo de escola, que tipo de educação, etc.
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É claro que, esta construção teria que aproveitar o que já existe. E aí, por exemplo, o Estado deveria já transformar hospitais e universidades em Fundações, que depois teriam que competir com misericórdias e até empresas a prestação dos serviços, dando liberdade de escolha ao cidadão na escolha das escolas. É evidente que teria que haver verdadeiros orgãos fiscalizadores que garantissem, tanto os direitos do cidadão como garantia de concorrência. E, ainda, através da policia fiscal ou outra, garantir que não havia tentativas de aproveitamento do cidadão e das prestadores de serviços dos dinheiros públicos.
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No fundo, o que um Estado Liberal deve fazer é cercear o poder do cidadão eleito e do Estado, dividindo-o em termos horizontais e verticais, de molde a que o Estado não cresça e que um eleito qualquer decida tomar decisões que façam crescer o tamanho do Estado. É que, como em qualquer organização, seja ela ou privada, a sua sobrevivência passa a ser o seu objectivo principal e não garantir executar determinadas funções e extinguir-se quando tal cessa. Em termos simplistas, a melhor forma de perpetuar a pobreza é criar um ministério da pobreza. eehhehehehh
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Portanto, antes de pensarmos na divisão do país, é preciso definir bem o que queremos do Estado, que funções a desempenhar, delimitação dos seus poderes e funções e só depois criar os poderes administrativos e políticos para atingir os objectivos a atingir. Senão, quanto mais poderes criarmos, mais Estado, mais burrocracia, leis, mais políticos, mais despesa estatal, etc.
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Vamos a outra questão. Poderia o Norte ser capaz de sobreviver sem Lisboa. A resposta óbvia é sempre sim. E não importa o tamanho porque se até o Luxemburgo é bem sucedido e é mais pequeno que o Grande Porto, logo o tamanho não importa ou até tão pouco os recursos naturais.
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Mas os recursos naturais mais importantes de um país não são os diamantes, o crude, o gás natural, o carvão, o sobre, etc. Não. O recurso mais importante de um país são as suas populações e a capacidade destas em gerar instituições e organizações capazes de prover as suas necessidades, incluindo aqui gerar riqueza, emprego, etc. Não faltam para aí países com elevados recursos naturais mal geridos. Até existe ainda a dita maldição do país com recursos naturais que geram pobreza, assimterias de rendimentos, etc. E também não faltam países sem recursos naturais, que não a sua população, que são ricos. O Japão é mesmo caso paradigmático desta situação, assim como Hong Kong, Singapura, etc.
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Agora, o Norte tem bons recursos humanos? Tem. Os seus trabalhadores emigram e são bastante apreciados no exterior. E os seus empresários? São bons. São. Os empresários do Norte são bastante empreendedores, amantes do risco, capazes de erguer impérios do nada, com o exemplo mais conhecido, o Belmiro de Azevedo.
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Mas no Norte também existe algo que é fundamental para gerar clusters económicos vencedores: harmonia social entre ricos e pobres. Isto é, no Norte existe uma espécie de sentimento comum entre o detentor do capital e o funcionário da empresa (um importante stake holder), mesmo quando o detentor do capital não é capaz de distribuir valor pelos funcionários. Dito de outra forma, pese embora existam empresários oportunistas e que se aproveitam da fraqueza do trabalhador para ganhar dinheiro e pagar mal, em termos gerais tal não acontece, e por isso existe uma harmonia social acima da média europeia. Isto é deveras importante, não apenas para gerar novas empresas como até perpetuar ao máximo as existentes, já que sem bons recursos humanos e motivação, as empresas não conseguem gerar as vantagens competitivas que as perpetuem no tempo.
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Esta harmonia social também é importante para compreender o porquê que o Norte é uma região de empreendedores. É que os exemplos de sucesso dos que eram pobres e enriqueceram são um poderoso exemplo que pode e é imitado pelos grupos sociais em que se movimenta e movimentavam estes empreendedores. Em termos simplistas, aquele tipo que hoje tem um ferrari mas andou na escola com um pobre ou até mesmo trabalhou com outro pobre (agora mais classe média, mas termos ideológicos é importante reforçar em termos de pobre e rico), dá um exemplo poderoso a todos os mais novos, que com esforço, muito trabalho e sorte, é possível a ascensão social. Não apenas através da escola e da educação mas também do assumir riscos e empreender.
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Ora, se há zona da Europa em que os príncipios shumpeterianos que permitem criações para surgir o empreendedorismo é no Norte de Portugal. Talvez até acima do Norte da Itália. E no Norte de Portugal há uma capacidade impressionante de gerar empreendedores, de todo o tipo, capazes de amar o risco e até são bem aceites pelas populações, que passam a admirar e até a imitar. Isto é deveras importante para criar uma sociedade rica: gosto pelo risco e aprovação social dos que enriquecem. Ao contrário do sul de Portugal, onde o gosto e ambição é trabalhar para o Estado. Mas no Norte, aqueles empresários com são donos de ferraris, por exemplo, são não apenas admirados como até servem de poderoso exemplo a todos que sonham conseguir erguer também um pequeno império que seja. E, é por isso, o ferrari, não apenas é uma futilidade mas um simbolo de sucesso que serve de poderosa motivação a novos empreendedores, que ainda por cima sabem que a ascensão social pode ser feita, não apenas na escola mas através da assumpção de risco empresariais.
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Ora, apesar destes recursos humanos, há recursos naturais que não são discipiendos, sobretudo num futuro próximo, que serão mesmo decisivos em termos de vantagens comparativas. Estou a falar da água e da energia.
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O Norte de Portugal detém a maior parte das importantes bacias hidrográficas de Portugal, tem excedentes de água e, no futuro, esta água será uma poderosa vantagem comparativa face aos seus competidores directos. A começar por Espanha, por exemplo.
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Mas além da água, o Norte de Portugal tem uma capacidade de gerar energia eléctrica através das suas bacias hidrográficas que ultrapassa o seu consumo. Além de ser uma energia renovável, é das mais baratas, mais seguras e previsiveis.
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Ora, só aqui, nestes dois importantes recursos, água e energia, o Norte tem uma vatnagem competitiva enorme. Se o Norte fosse Independente e criasse um mercado aberto de energia eléctrica e fortemente concorrencial, a sua indústria beneficiava de custos energéticos abaixo dos seus principais concorrentes. Se somarmos a água, que também é um importante factor para haver uma industria competitiva, há outra vantagem competitiva evidente.
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Claro que poderemos falar aqui da sua costa e dos seus principais portos. Embora não haja um porto de águas profundas, é possível haver cabotagem de média e baixa profundidade, ligando o Norte aos principais portos de águas profundas, não apenas ao de Sines como ao de Marrocos, Espanhois e até poderia vir a criar um porto de águas profundas se tal fosse necessário.
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As plataformas logisticas poderiam bem integrar-se nas ibéricas e até francesas, mas cabendo ao sector privado gerar os projectos para melhorar a competitividade das suas plataformas logisticas. Em todo o caso, o acesso aos mercados centrais europeus são relativamente bons, como o Norte está nas principais rotas de comércio extra-comunitário.
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Em termos empresariais há iniciativa, capacidade de gestão e do assumir dos riscos. Existem grupos económicos, a generalidade deles já inseridos em mercados abertos, fortemente concorrenciais e fortemente internacionalizados. Temos o sector do calçado, dos texteis, dos moldes, dos equipamentos industriais, etc. Mas a capacidade empresarial só não é mais forte porque existem poderosos constrangimentos vindos de Lisboa, que estão a deprimir o Norte.
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A batota que Lisboa fez à Sonae, derrotando na secretaria a OPA à PTC é a prova evidente que o Norte terá sempre dificuldades em gerar verdadeiros grupos de dimensão internacional em determinados sectores, porque Lisboa não deixa.
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Mas se a batota da OPA à PTC foi um caso gritante de um parasitismo lisboeta que não olha a meios para roubar o Norte e o impedir de ganhar mais dimensão, já no sector bancário foi evidente que Lisboa se foi aproveitando do poder político para dominar o sector financeiro português, até há poucos anos, com forte pendor do Norte. Dos actuais grupos financeiros portugueses, só um é privado de Lisboa, os outros dois foram criados no Norte, a partir do nada. Estamos a falar do BCP e do BPI. E o BES foi a reconstrução de um outro que foi nacionalizado no PREC. Mas foram capitais e gestão do Norte que levantaram estes dois principais bancos portugueses: o BPI e o BCP. E até o BES tem no seu capital alguns accionistas do Norte, mas minoriários e sem expressão na gestão deste banco.
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Ora, o BCP é hoje dominado pelas élites parasitas de Lisboa, que até promovem especuladores a herois populares e dos sindicatos, como é o caso do brulesco Joe Berardo. O BPI, infelizmente, acabará por cair nas mãos dos espanhois, porque capitais do Norte sempre foram mal-vindos no sector financeiro. Não é por acaso que o Belmiro de Azevedo nunca conseguiu ter um grupo financeiro de realce, apesar das suas tentativas, em especial no antigo BPA. Mas o caso mais paradigmático de como os capitais do Norte sempre encontraram resistência em Lisboa, é o caso do Américo Amorim, um dos principais impulsionadores do BCP, que numa dada época, era o maior accionista do banco e não mandava, acabando por vender a sua participação, embora com elevadas mais-valias. No entanto, Américo Amorim sentiu enormes dificuldades em manter-se como accionista de um banco, onde não mandava mas era mesmo o seu maior acccionista, o que se pode considerar bizarro, já que nunca o BCP conseguiu ter uma estabilidade accionista.
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E nos últimos anos, o poder político financiou importantes investimentos industriais mas quase sempre ao seu redor. Como casos mais emblemáticos, temos o caso da Portucel Industrial e a Galp. De resto, o Norte sempre foi preterido nos apoios à industria. Pior. O Norte empresarial foi o mais sacrificado no acesso ao crédito, aos financiamentos ao investimento e até a linhas de crédito para a internacionalização. Ainda hoje é uma vergonha as linhas de apoio ao investimento em Cabo Verde, que se dirigem a obras públicas, projectos energéticos, financeiros, etc. Estando de fora as PMEs e o tecido industrial do Norte. É assim que o Sul vai parasitando o Norte par5a beneficiar capitais especulativos, bolhas da construção e imobiliárias, e empresas do regime, tal como a EDP. E as linhas de crédito portuguesas a Cabo Verde são apenas um mero exemplo de como se rouba o Norte se dá a ganhar balúrdios às élites do sul.
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O Norte, terras da industria e do empreendorismo por excelência, das PMEs que produzem bens transaccionáveis, são sempre preteridas nos apoios do Estado para beneficiar a corte de Lisboa. E é por isso que nunca a exportação foi prioridade destes governos socialistas, mais apostados em gerar beneficios para as empresas do regime, numa espécie de corporativismo salazarista moderno. E é por isso que o Norte ainda mais dificuldades tem e teve em sobreviver, já que os capitais eram escassos, caros e de dificil acesso, ao passo que as élites parasitas do sul fartam-se de aproveitarem-se do Estado para roubarem o país. Seja nas SCCUTs, seja nas eólicas ou até nos grandes projectos industriais e de internacionalização.
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Concluindo, o Norte tem todas as condições económicas para ser uma das zonas da Europa mais ricas. Tem populações jovens, amantes do risco, que gostam da competição e empreendedoras. Tem harmonia social e até dois importantes recursos: água e energia eléctrica em abundância. Ou seja, o Norte tem todas as condições para vingar sozinho desde que se divorcie da corrupção de Lisboa e do parasitismos das élites do sul. Basta sonhar e trabalhar para o0 conseguir, porque enquanto Lisboa estiver atrelada a nós, nunca sairemos da cepa torta. Pelo contrário, seremos sempre parasitados, roubados e até odiados.
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Sempre a mesma conversa fiada dos laranjinhas. Não há eleição que não digam que o CDS vai para o poder com qualquer um. Disseram o mesmo em 2009 mas depois quem aprovou os orçamentos e os PECs do Sócrates quem foi? Caríssimos laranjinhas, não se preocupem com o CDS. Preocupem-se com com o PS, em ganhar votos ao centro e em dar menos gafes. Senão o outro ganha outra vez.
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Argumento para votar no PDA/MPN em vez do PSD
Nogueira Leite (PSD) afirma que o Estado foi capturado por grandes grupos ligados ao sector dos bens e serviços não transaccionáveis sedeados em Lisboa. Tem toda a razão. Porem, como se explica que Nogueira Leite faça parte da administração de um desses mesmos grupos ? Qual a credibilidade deste apoiante de Passos Coelho ao criticar um comportamento que ele próprio beneficia ? Que confiança se pode ter no PSD ? É de facto intrigante.
Também intrigante a ausência do MPN neste tipo de questões, deixando-se arrastar para a populismo anti-centralista.
A crise actual é uma crise da economia dos bens e serviços não transacionáveis e «crony capitalism» lisboeta. O Norte está a salvar-se e vai continuar a salvar-se, se (e um grande se) a elite lisboeta não conseguir engendrar em tempo útil novos esquemas para exercerem a sua actividade secular: explorar colónias ou o resto de Portugal.
Vejamos 2 exemplos:
Reorganização da administração não central – A Troika quer fusão de autarquias e freguesias; «António Costa quer uma “autarquia metropolitana” para gerir a região»; Lisboa prepara-se para ser a 1º região piloto e os míopes Rio e Menezes desdenham a fusão de autarquias. Para quê o MPN insistir na defesa da Regionalização quando se prepara a uma região piloto em Lisboa por via da fusão de autarquias ? Não andaremos a desprezar pássaros na mão para sonhar com um bando a voar ? Não estaremos novamente a perder oportunidades e a ser ultrapassados pelas estratégias lisboetas? Há que ler as entrelinhas, perceber o que se está a passar e «placar» já com contraproposta que nos beneficie e sem possibilidade de rejeição. Seria exactamente propor uma região piloto à volta do Porto via fusão de autarquias (ou apenas a respectiva gestão), fusão de empresas municipais ou subida de certas competências para empresas metropolitanas (com é o caso da Lipor), tal como Lisboa vai avançar após 5 de Junho.
Investimentos ferroviários – O regime lisboeta quer um TGV Lisboa-Madrid inútil: «o sítio das exportações portuguesas esta a norte e quer-se avançar com uma linha de mercadorias que está a sul». O PSD já está a adaptar o discurso, aceitando-o a custo comportável. O MPN ainda está na fase de reclamar um TGV Porto-Vigo, como no tempo da abundância de crédito barato. Ora, em vez de TGV Porto-Vigo, o que o MPN deveria propor eram investimentos ferroviários «low-cost/high-value» (usando a expressão de outro «culto» urbano da nossa praça) como contrapartida à aceitação do TGV Lisboa-Madrid de baixo custo. Fazer «upgardes» nos traçados actuais, minimizando investimentos em novos troços e criando serviços de passgeiros Porto-Aeroporto-Nine-Barcelos-Viana-Vigo ou Braga-Barcelos-Viana-Vigo ou Viana-Barcelos-Braga-Guimarães-Vizela-Felgueiras-Amarante-Régua ou criar intermodalidade da linha de Leixões junto ao hospital de S.João no Porto ou Leixões-Barca d’Alva-Espanha (tursimo e mercadorias) ou Porto-Lisboa (mercadorias) pela linha do Oeste reformulada. Insistir na mega empreitada TGV Porto-Vigo revela desconhecimento das nossas verdadeiras necessidades e é um frete à economia dos bens e serviços não transaccionáveis e ao «crony capitalism» lisboeta.
O problema das elites do Norte é que andam sempre atrás dos acontecimentos. É preciso criatividade para se atingir propostas credíveis e geradoras de confiança e voto.
PS: Ainda não sei se voto no PSD para assegurar o fim de Sócrates ou arrisco no PDA. É que apesar de confiar nos militantes «patsies» do MPN, há muitos militantes interesseiros por lá (os que queriam criaram uma ONG para angriar capital para actividades financeiras e que depois oportunamente se converteram em políticos).
http://norteamos.blogspot.com/2011/05/argumento-para-votar-no-pdampn-em-vez.html
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Argumento para votar no PDA/MPN em vez do PSD
Nogueira Leite (PSD) afirma que o Estado foi capturado por grandes grupos ligados ao sector dos bens e serviços não transaccionáveis sedeados em Lisboa. Tem toda a razão. Porem, como se explica que Nogueira Leite faça parte da administração de um desses mesmos grupos ? Qual a credibilidade deste apoiante de Passos Coelho ao criticar um comportamento que ele próprio beneficia ? Que confiança se pode ter no PSD ? É de facto intrigante.
Também intrigante a ausência do MPN neste tipo de questões, deixando-se arrastar para a populismo anti-centralista.
A crise actual é uma crise da economia dos bens e serviços não transacionáveis e «crony capitalism» lisboeta. O Norte está a salvar-se e vai continuar a salvar-se, se (e um grande se) a elite lisboeta não conseguir engendrar em tempo útil novos esquemas para exercerem a sua actividade secular: explorar colónias ou o resto de Portugal.
Vejamos 2 exemplos:
Reorganização da administração não central – A Troika quer fusão de autarquias e freguesias; «António Costa quer uma “autarquia metropolitana” para gerir a região»; Lisboa prepara-se para ser a 1º região piloto e os míopes Rio e Menezes desdenham a fusão de autarquias. Para quê o MPN insistir na defesa da Regionalização quando se prepara a uma região piloto em Lisboa por via da fusão de autarquias ? Não andaremos a desprezar pássaros na mão para sonhar com um bando a voar ? Não estaremos novamente a perder oportunidades e a ser ultrapassados pelas estratégias lisboetas? Há que ler as entrelinhas, perceber o que se está a passar e «placar» já com contraproposta que nos beneficie e sem possibilidade de rejeição. Seria exactamente propor uma região piloto à volta do Porto via fusão de autarquias (ou apenas a respectiva gestão), fusão de empresas municipais ou subida de certas competências para empresas metropolitanas (com é o caso da Lipor), tal como Lisboa vai avançar após 5 de Junho.
Investimentos ferroviários – O regime lisboeta quer um TGV Lisboa-Madrid inútil: «o sítio das exportações portuguesas esta a norte e quer-se avançar com uma linha de mercadorias que está a sul». O PSD já está a adaptar o discurso, aceitando-o a custo comportável. O MPN ainda está na fase de reclamar um TGV Porto-Vigo, como no tempo da abundância de crédito barato. Ora, em vez de TGV Porto-Vigo, o que o MPN deveria propor eram investimentos ferroviários «low-cost/high-value» (usando a expressão de outro «culto» urbano da nossa praça) como contrapartida à aceitação do TGV Lisboa-Madrid de baixo custo. Fazer «upgardes» nos traçados actuais, minimizando investimentos em novos troços e criando serviços de passgeiros Porto-Aeroporto-Nine-Barcelos-Viana-Vigo ou Braga-Barcelos-Viana-Vigo ou Viana-Barcelos-Braga-Guimarães-Vizela-Felgueiras-Amarante-Régua ou criar intermodalidade da linha de Leixões junto ao hospital de S.João no Porto ou Leixões-Barca d’Alva-Espanha (tursimo e mercadorias) ou Porto-Lisboa (mercadorias) pela linha do Oeste reformulada. Insistir na mega empreitada TGV Porto-Vigo revela desconhecimento das nossas verdadeiras necessidades e é um frete à economia dos bens e serviços não transaccionáveis e ao «crony capitalism» lisboeta.
O problema das elites do Norte é que andam sempre atrás dos acontecimentos. É preciso criatividade para se atingir propostas credíveis e geradoras de confiança e voto.
PS: Ainda não sei se voto no PSD para assegurar o fim de Sócrates ou arrisco no PDA. É que apesar de confiar nos militantes «patsies» do MPN, há muitos militantes interesseiros por lá (os que queriam criaram uma ONG para angriar capital para actividades financeiras e que depois oportunamente se converteram em políticos).
http://norteamos.blogspot.com/2011/05/argumento-para-votar-no-pdampn-em-vez.html
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Caro José, olhe que não é apenas este Nogueira de Leite que sobrevive nestes sectores parasitas. Olhe de onde vem o Catroga. ;))
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Qualquer dia o PSD e o PS passam a usar nas camisolas os grupos empresariais de Lisboa que sobrevivem dos sectores rent seeking. Como na bola. Só para que haja mais transparência. ;))
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A grande porra é que há pouquíssimos anti-comunas e agora a moda é ser socialista.
Quando tiverem tomates já votarão no CDS.
Topas?
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“Mas no Norte também existe algo que é fundamental para gerar clusters económicos vencedores: harmonia social entre ricos e pobres. Isto é, no Norte existe uma espécie de sentimento comum entre o detentor do capital e o funcionário da empresa (um importante stake holder), mesmo quando o detentor do capital não é capaz de distribuir valor pelos funcionários.”
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Esta afirmação lembra-me o tão badalado “bairrismo” do Porto que ainda hoje existe. O bairrismo não é a “defesa provinciana do seu bairro”, como hoje pensam em Lisboa. É antes o sentimento de solidariedade entre pessoas que sentem ter um destino comum, que se preocupam uns com os outros por habitarem na mesma rua, no mesmo bairro, apesar de serem de estratos sociais diferentes. Essa solidariedade, que se tem perdido por causa dos infames bairros sociais e da política de rendas, ainda existe no Porto. O anti-comuna descreveu sublimemente o que é o bairrismo (que, obviamente, não é exclusivo ao Porto, mas ao norte em geral).
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MJRB, não o considero um “sulista” defensor do status quo de parasitismo lisboeta nem de preconceito anti-norte.
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Estou espantado com o CAA. Não o sabia tão desportista ferrenho, nomeadamente do hóquei em patins…e logo no pavilhão do Juventude de Viana. É o que dá ser cabeça de lista….até tem que ir dar uma espreitadela ao pavilhão….Ena, Ena!
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«Tudo indica que Portas quer retornar ao poder seja qual for o parceiro partidário.”
Depois de ver o debate na TV, eu diria que PP Coelho que ir para o poder e pede casamente a Portas, mas em directo. A história é mais ou menos esta:
PP Coelho assume-se como futuro PM;
PP Coelho pede um a maioria;
PP Coelho é o melhor para Portugal;
PP Coelho tem o melhor programa mas em constante mudança;
PP Coelho tem os melhores resultados nas sondagens;
PP Coelho não aceita coligações;
Mas como mais vale prevenir, não vá o PS , tirar a famosa maioria, deixa pedir P Portas em “casamento” mas em directo que fica melhor, isto é esta noiva bate-me mas eu continuo a gostar dela…
A democracia tem cada coisa…
VIVA PORTUGAL
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