Visão simplista.
Numa visão simplista e não científica, a votação no PS em eleições legislativas sofreria uma redução progressiva, entre 2005 e 2011, correspondente ao agravamento da situação económica, social e política do país, em paralelo com o intervalo de tempo decorrido.
Assim, partindo da grande votação de 2005 (20 Fev. 2005- 45,05 %), o PS passou para uma votação mais reduzida em 2009 (27 Set. 2009- 36,55 %), correspondendo a uma redução de 8,5 % em 55 meses.
Seguindo um modelo simplista, verificar-se-ia uma redução adicional da percentagem de votação no PS, correspondente ao número de meses desde as eleições de 2009, no total de 20 meses.
A redução adicional prevista por este método é de 3,1 %, podendo estimar-se a votação de 5 Junho de 2011 em (36,55%-3,1%=) 33,45 %.
Veremos que desvio é que se verifica entre o resultado obtido e esta estimativa (cerca de 33,5 % dos votos para o PS nas próximas eleições). Estranho seria que, face ao quase colapso financeiro do país, o eleitorado não reduzisse a percentagem da votação no partido do governo, não obstante toda a propaganda em curso.
José Pedro Lopes Nunes

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