O apocalipse já esteve mais distante
14 Junho, 2011
Roubini defende que, mais tarde ou mais cedo, Portugal e a Grécia serão obrigados a deixar o euro. Convém lê-lo com atenção. Afinal é o “senhor apocalipse”:
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Roubini defende que, mais tarde ou mais cedo, Portugal e a Grécia serão obrigados a deixar o euro. Convém lê-lo com atenção. Afinal é o “senhor apocalipse”:
Mais tarde ou mais cedo (e a insistirmos nesta via), o euro será obrigado a deixar-se a si próprio.
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O nosso Doutor Carlos Moedas formado em Arvard resolve isso em dois tempos…..
Tenho a certeza que a credibilidade desta gente nova vai fazer baixar os juros.
Esta coisa de não poderem reduzir os ministerios é que não estavamos a espera.
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Uma coisa acredito. Portugal deve fazer tudo para cumprir o acordo com o triunviurato para evitar que lhe sejam impostas condições (ainda) mais desfavoráveis pelos credores. O futuro da Grécia são os gregos que “fazem”. Do nosso devem tratar os portugueses, fazendo tudo para não incorrer nos erros deles. À partida, o resultado eleitoral permite a que quem está de fora consiga antever que os portugueses têm uma hipótese de resolver os seus problemas no âmbito do sistema. O eleitorado português deu um mandato para que os partidos de centro-direita comecem a tirar o país da bancarrota. No entanto, a Grécia corre o risco de implosão. É um país que tem extremos políticos muito fortes, ao contrário de Portugal, o que pode pôr em risco o regime grego. É um cenário de fugir…
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Portugal tudo deve fazer para evitar que a pretexto dos seus problemas venha aí uma vaga de intervencionismo e integracionismo europeu, a “cavalo” do falhanço dos estados da periferia, o que poderá pôr em perigo o equilíbrio na UE. Já nem se trata só da nossa soberania que ainda resta, mas também porque estas tendências de fuga para a frente, como por exemplo, a criação de um Ministério das Finanças Europeu e de um governo económico, podem pôr em crise o relacionamento entre as maiores potências da UE.
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Outra questão também acredito que se vai colocar, mais à frente. A UE é hoje significativamente diferente da CEE. As perspectivas que os portugueses tinham quando o país quis a integração europeu não se cumpriram. Os ganhos em permanecer no Euro no futuro podem não compensar as perdas. Não é agora, em que a emergência financeira abafa tudo. Daqui a uns anos, depois da correcção no nível de vida dos portugueses (esta crise vai permitir fazer o que em condições normais seria impossível, e que é a baixa dos salários), como será a nossa evolução? Voltará a haver convergência com a Europa rica, ou não? Porque é bom não esquecer o paradigma que a classe política “vendeu” ao eleitorado português, ou seja, que os portugueses poderiam almejar ter um nível de vida europeu. Se tal não for possível (e os portugueses da “Europa” só querem isso) alguém duvida que se vai começar a questionar tudo na nossa participação na UE? Esperem pela “pancada”…
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E’ uma evidencia incontornável. Enquanto não houver uma união orçamental, fiscal e social na UE o euro será sempre uma moeda desfazada da realidade de grande parte dos paises que integram a união.
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Gostaria de deixar uma pergunta aos especialistas da matéria:
– se Portugal tivesse uma moeda própria, e mesmo sem qualquer intervenção na sua cotação por parte do estado, deixando portanto a sua flutuacao ao mercado, como estaria a cotacao dessa moeda em realacao ao euro?
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Rb
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No, no, no.
A UE, o BCE, a Alemanha, ainda se vão muito a tempo de remediar tal desastre descabido e à maneira dos USA susterem da bancarrota qualquer estado de menores recursos, como Potrtugal, a Grécia e a Irlanda, como a Espanha e a Itália e assim a Bélgica.
E isso ainda ao preço da produção mais e mais moeda europeia, à maneira das rotativas norteamericanas e a desvalorização temporária do Euro, que a prazo incrementará a aura económica da França e Alemanha, com a revitalização da mesma moeda de troca europeia.
Pois essa é a saída, ainda que por descobrir esteja por enquanto o compatível europeu Bernanke que aí venha.
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The awful truth: os alemães não querem pagar a união orçamental, fiscal e social. Os alemães querem mercados para exportar os seus produtos e países “satélite” para “engrandecer” a “Europa” que eles politicamente querem representar. Estamos a querer projectar uma Europa que não existe, nem vai existir, porque aquilo que nos convém, não convém a outros. Depois não venha a esquerda dizer que a “Europa” está “louca”, quando o que andaram a ver não era a realidade.
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Não tenho dúvidas que Portugal sairá do Euro.
Hoje em dia a Europa é uma palhaçada. Uma casa de putas!
Não tem líderes, nem de categoria média. Tudo medíocre. Alguns nem falar sabem nem sabem articular um pensamento.
Como é que se pode levar a sério uma «União» Europeia quando vemos as diabruras dum Berlusconni; as palhaçadas e as pirraças dum Sarkozy acossado; as hesitações duma Merkel; as fanfarronadas dum Cameron; uma Bélgica que não tem governo; uma Espanha completamente fragmentada e em cacos; uma Grécia falida pela direita da Nova Democracia; uma Irlanda ao fundo por causa das tolices neo-liberais dos seus responsáveis politicos; uma Holanda politicamente em ebulição por causa da emigração, etc, etc.
Quem é que acredita no «projecto» europeu?
Só os tolos!
Felizmente não é o caso do Arlindo!
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Não sei qual a surpresa. Aliás será bem pior, e não será só os PIGS Europa.
Não se cura uma bebedeira com Vodka. Mas foi e é isso que os Países Keynesianos fazem.
Mais dinheiro seja em Dívida ou Impressão.
Todos continuam com défices descomunais devido a um Estado inflexível nas mãos de funcionários públicos e do povo e empresas dependentes…uma lista não completa para aperitivo:
UK, EUA, Japão, Portugal, Bélgica, Espanha, Grécia, Italia, França…
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http://www.marketwatch.com/story/fitch-ups-chiles-rating-cites-strong-framework-2011-02-01
LOS ANGELES (MarketWatch) – Fitch Ratings late Tuesday raised its foreign currency Issuer Default Rating on Chile to A+ to A, citing the country’s “years of prudent macroeconomic management” as among the reasons for pushing the rating further up the investment-grade scale.
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“Os alemães querem mercados para exportar os seus produtos”
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Os Alemães não têm problemas em exportar os seus produtos para fora da Europa…
Os Alemães já investem quase tanto na Ásia como na Europa.
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Portugal é e será importante para a Europa.
A capacidade intelectual e qualidade de trabalho são superiores aos europeus, apesar das estruturas ainda serem fracas.
Tivemos décadas e décadas de analfabetismo e obscurantismo.
J. Gil
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“Não há mal que sempre dure nem fartura que não se acabe ”
Do que se aprende com todo este e nosso quotidiano, já há muito deveria ter sido assimilado: quando tudo está a correr na maravilha é porque alguma coisa mais tarde ou mais cedo irá correr mal.
Neste caso ( lamentavelmente) muito mal, proporcionalmente ao optimismo exagerado. Deve haver entre os comentadores, especialistas de muitas áreas vocacionadas para a análise da sociedade. Ninguém, honestamente percebeu do alto dos seus conhecimentos o que se estava a passar?
No ” The Irish Times” edição de segunda feira 30 de maio de 2011, pagina 11 começa assim:” Belfast a cidade que construiu o Titanic”
Eu sei, Belfast é Belfast e é Dublin que está debaixo de fogo cerrado, mas e daí?
O que importa nem sequer é a cidade em si mas o orgulho nacional em torno do maior, mais seguro e mais moderno navio da história: ” Titanic ” o infundável.
Com uma força de trabalho de cerca de 15000 homens, os estaleiros ” Hartland ” e ” Wolff” em Belfast não criaram apenas o Titanic, moldaram as fortunas da cidade e da sua população.
O que se segue, com mais ou menos detalhe já toda a gente conhece, tal como certamente sabem, que existiu entretanto um longo sentimento de luto e vergonha por ele ter sido construído lá.
Os orgulhos exagerados alternam muitas vezes na tragédia, com sentimentos de vergonha ou pelo menos já houve tempo em que era assim
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“Os Alemães já investem quase tanto na Ásia como na Europa.”
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não sei que Ásia ou Europa. Para a China exportam cerca de 5%, o mesmo que para POR-GRE-IRL.
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bem , afinal quando é que o obama nos vem ajudar ? nas outras guerras mundiais foi a américa que nos safou da alemanha e dos “impérios centrais” , não percebo pq não faz nada desta vez , caramba! ou talvez devamos pedir ajuda à china.
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“Os Alemães já investem quase tanto na Ásia como na Europa.”
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As exportações para a China implicam igualmente exportação de tecnologia e depois a China dispensa as importações e passa ela própria a exportar “cópias” dos produtos ocidentais. A Alemanha exportou comboios de alta velocidade à China, os chineses apreenderam a tecnologia e agora eles próprios fabricam as locomotivas, concorrendo com os europeus em todo o mundo. A história de sucesso da Alemanha na Ásia tem os dias contados. Não é por acaso que a tendência de deslocalização da indústria americana para a China está a reverter. A isso se deve o aumento das reivindicações sociais e custos com o trabalho na Ásia, bem como os custos estratégicos da transferência de saber-fazer para lá, pois em seguida fatalmente vem a perda de quota de mercado interno e externo. A China não faz o mesmo jogo dos ocidentais.
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Parece recordar-me que alguém dizia estar só a puxar a carroça e que Portugal era quem puxava pela europa,não sei se era assim mas se não era por lá andava!nunca acreditei e infelizmente tive razão.
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O Roubini não sabe como funciona um sistema monetário assim como a malta que criou este EURO não sabe.
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Não é possivel ter uma moeda única sem ter uma grande parte da divida publica unica. Portugal nunca deveria ter entrado no euro porque tem uma tendência crónica para deficts comerciais, que levam à fuga de capitais.
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O feito de fuga de capitais dos paises fracos para os fortes é realimentado e provoca um ciclo vicioso.
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No caso de ter moeda própria , veja-se a Islãndia em 2011 e Portugal em 1984, a desvalorisação da moeda cria rápidamente um aumento das exportações e diminuição das importações, o que restabele o crescimento económico rápidamente.
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E agora Portugal ?
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A moeda e a economia só funcionam em sintonia. Isto que o bom senso dita, até dispensaria a conclusão do guru Rubini, mas os economíopes caseiros andam de joelhos. Com a nossa economia de precários (patrões e trabalhadores), ou o que dela resta nesta faixa atlântica a norte do Magrebe, o euro é uma aberração que, mais tarde ou mais cedo, arrebentará com mais ou menos estrondo.
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Resta-nos seguir o conselho de Cavaco…
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Este é o principio que tudo rege…
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CLARO…
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Leia Prof. Pedro Arroja no Portugal Contemporaneo! Já o diz há quase 1 ano…
típico do intelectualoide Tuga se alguem disser lá fora (principalmente um guru…) já passa a ser um cenário verosímel…
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Numa coisa estamos certos,
como ao fim tem razão Passos na ideia de reduzir os ministérios.
Com efeito, que falta faz a Portugal o Ministério das Finanças, para exemplo, se à saciedade provado é que só lá vamos sob a égide honrada, honesta, de alguma troika concertada do FMI, do BCE e da CE?
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