Auditoria à dívida
24 Junho, 2011
Se alguém quer fazer uma auditoria à dívida, basta-lhe olhar para os números da execução orçamental de 2010. O défice real foi de 11% do PIB, o que implica que a despesa do Estado ultrapassou em mais de 20% a receita. O Estado teve que se endividar em cerca de 20 mil milhões de euros para fianciar a sua actividade normal. 99% da despesa foi feita em actividades que 90% da população considera absolutamente essenciais, tão essenciais que qualquer corte é visto como um ataque ao sacrossanto Estado Social. Portanto, posso desde já adiantar a conclusão da auditoria à dívida: o dinheiro da dívida foi gasto onde os portugueses sempre o quiseram gastar. Ou, nas imortais palavras de José Sócrates, “o défice aumentou porque o quisemos aumentar”.
11 comentários
leave one →

“absolutamente essenciais, tão essenciais que qualquer corte é visto como um ataque ao sacrossanto Estado Social”.
Por exemplo:
http://lishbuna.blogspot.com/2011/06/e-que-tal-o-supremo-comandante-das.html
GostarGostar
neste, como em outros aspectos, JM está com os Socratistas: não é preciso Auditoria porque existem os relatórios, os números são o que são e não há como duvidar dos técnicos e políticos.
no limite JM nem considera razoável a existência as empresas de auditoria; para quê se os Balanços e as Contas de Resultados mais os respectivos Anexos têm lá a informação toda?
é por estas e por outras que eu admiro os boys de Chicago.
GostarGostar
Portela Menos 1,
.
Estamos a falar de auditorias diferentes. A do Carvalho da Silva não visa descobrir aldrabices nas contas.
GostarGostar
Segundo os peticionários, esta auditoria “incentiva igualmente a responsabilidade, a prestação de contas e a transparência da administração do Estado” em http://economia.publico.pt/Noticia/carvalho-da-silva-encabeca-peticao-para-uma-auditoria-a-divida-portuguesa_1499971.
A auditoria é essencial. Não admito nem aceito que pague, não os investimentos essenciais, mas a corrupção e a incúria financeira que vivem sobre estes. Quero uma estrada, mas não aceito que pague por ela centenas de vezes o seu preço real. Não é uma questão de visão económica, é de justiça do que se trata!
GostarGostar
“A do Carvalho da Silva não visa descobrir aldrabices nas contas”.
Como se pode fazer uma afirmação destas? Qualquer auditoria deve identificar essa- digamos- hipótese. Já agora, outra chamada de atenção. O JM fala sempre-e apenas- nas contas do Estado. No entanto, não é apenas graças a elas (nem sobretudo) que chegámos onde chegámos. O endividamento privado também lá está. Ora, uma das dúvidas que o cidadão pagante gostaria de ver esclarecida, é se não se vai continuar a ajudar os grandes responsáveis pelo estado em que estamos.
GostarGostar
Sobre esta matéria consulte-se o seguinte post e veja-se a incomodidade que uma auditoria pode provocar:
http://pauloedsonc.blogspot.com/2011/06/caprichos-de-malta-ignorante-e-pateta.html
GostarGostar
Já vamos em 12 mil milhões de Euros de nova dívida este ano. E só 5 primeiros meses.
80 milhões de Euros de nova dívida cada dia. Desde ontem cada Português passou a dever mais 8 euros.
Esta semana mais 56 euros…
Uma família de 4 esta semana passou a dever mais 224 euros. Puff!
.
É o que acontece quando os Políticos têm demasiado poder sobre o dinheiro das pessoas. Quando têm poder para endividar , taxar sem limites sobre os outros.
GostarGostar
É impressionante como as auditorias assustam todos os que dizem acreditar que as exigências da “troika” são exequíveis.
GostarGostar
É preciso auditar a dívida.
Ou agora, os novos «sponsors» desta nova maioria, já não querem?
De que é que têm medo?
Que se descubra que o dinheiro que vai ser paga pelos humildes contribuintes foi directamente para os novos «Champalimauds», «Mellos», «Espiritos Santos», Motas-Enguias, Sociedade de Advogados, Consultores Com Direito a Rendas Vitalícias, Familiares da Clique que governa Portugal desde a década de 60?
De quem é que têm medo?
GostarGostar
Sempre reconheci erros e excessos nos sindicatos e nas reivindicações dos sindicalistas. Infelizmente, tiveram sempre de exigir muito para que fosse dado alguma coisa. Por outro lado, as populações têm tendência para exigir muitas vezes acima do que é possível. Também aqui há alguma razão: se as populações estiverem à espera de justiça na distribuição das obras tendo em consideração as necessidades e não exigirem ruidosamente, poderão nunca ter água canalizada, enquanto os ruidosos terão auto-estrada à porta. É assim a vida! Para corrigir situações destas, lá deveria estar o poder político. Mas não está. Está apenas a sua mediocridade. Se pensarmos, por exemplo, no que JM referiu ontem quanto às reivindicações de Carvalho da Silva temos de recordar o seguite: No tempo em que Cavaco Silva era primeiro-ministro e “bom aluno” na União Europeia, a economia portuguesa crescia (dizia-se) de tal maneira que chegou a 70% (se não estou em erro) da média europeia. Ora, se os governos se ufanam de tal feito, devem traduzir isso em salários, o que não me parece ter acontecido. Carvalho da Silva apresentava dados que mostravam que da riqueza portuguesa a percentagem dos salários era das mais baixas da Europa. Por isso, considero que a cagança, associada à total irresponsabilidade, à demagogia e à desonestidade intelectual de grande parte dos políticos é a grande responsável pela situação. Aliás, nem sou assim um tão grande admirador de excessos, sejam sindicais ou não.
Mas ainda gostaria de recordar outros dados: como estaria a economia portuguesa se não houvesse 25% de economia subterrânia, se não prescrevessem milhões de euros nas multas de trânsito (e outras), se os devedores fosse realmente obrigados a pagar as suas dívidas dentro de prazos razoáveis (conheço pessoalmente casos que já vão em 8 anos de tribunal – certamente obrigando os credores a subir os preços para compensar as dívidas), se não houvesse gratuitidades em barda em transportes (lembro-me de um funcionário de tribunal viajar à borla de comboio e em primeira classe), ou de filhos de ferroviários que viajam toda a vida gratuitamente (basta que não casem), ou de maiores de 65 anos, bem na vida… ou descontos na energia para funcionários e ex-funcionários da distribuidora de energia… devido ao adiantado da hora, vou parar por aqui. Até porque gostaria que JM lesse este comentário. E termino com uma pergunta: o culpado será mesmo Carvalho da Silva?
GostarGostar
A DGERT tem por missão apoiar a concepção das políticas relativas ao emprego e formação profissional e às relações profissionais, incluindo as condições de trabalho e de segurança saúde e bem-estar no trabalho, cabendo-lhe ainda o acompanhamento e fomento da contratação colectiva e da prevenção de conflitos colectivos de trabalho e promover a acreditação das entidades formadoras.
Tudo uma grande mentira, as provas são dadas com o despedimento colectivo de 112 pessoas do CASINO ESTORIL
“Para Os Trabalhadores da empresa casino estoril no final se fará justiça, reconhecendo a insustentabilidade de um despedimento Colectivo oportunista promovido por uma empresa que, para além do incumprimento de diversas disposições legais, apresenta elevados lucros e que declara querer substituir os trabalhadores que despede por outros contratados em regime de outsoursing”.
GostarGostar