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o que esperar deste governo

27 Junho, 2011
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Desestatizar a sociedade portuguesa e equilibrar as contas públicas. São estes os resultados que se devem esperar do governo de Pedro Passos Coelho. Um governo não serve para criar emprego (já cá tivemos muito disso, ainda recentemente, com os resultados conhecidos), nem para “desenvolver” o país, mas para assegurar as leis necessárias a que ele se possa, por si, desenvolver, crescer e criar riqueza. É evidente que, no fim de contas, pôr o estado no seu devido lugar – aquilo que nos foi prometido por Passos Coelho – é um trabalho ciclópico para os quatro anos que se avizinham e não será fácil de executar. Mas é isto que ele terá que fazer e é nisto que não poderá falhar. Esperar mais, aguardar que seja o governo, por acção própria, a criar a prosperidade que nos tem faltado é querer mais do mesmo que nos conduziu ao abismo em que nos encontramos.

76 comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    27 Junho, 2011 17:44

    Registo a bonomia de muitos autores e comentadores em relação a este «novo» governo.
    É da mais elementar justiça conceder a este governo pelo menos 1 mês de estado de graça (que já está quase a findar…).
    De resto, e pelo que já conhecemos, este governo está longe de ser «liberal», segundo os cânones internacionais.
    É composto maioritariamente por sociais-democratas; democratas sociais ou democratas-cristãos; independente «dependentes»; outros que vieram da extrema-esquerda radical (PCP-ML ou PCP-R); altos quadros da administração pública, universitários, etc.
    Gente de raiz ou com provas dadas no liberalismo «tout court» não vejo nada nem ninguém.
    Mas até pode ser eu que esteja a ver mal…
    Mas o que vale é a prática.
    Será que vão baixar os impostos? Liberalizar a economia? Despedir os funcionários públicos excedentários? Privatizar todas as empresas públicas, incluindo a CGD? Acabar com as reformas douradas dos politicos, incluindo as que estão em vigor? Será que vão continuar a perseguir os pequenos e médios empresários com impostos, taxas, coimas, licenças, alvarás e o diabo a quatro, enquanto concedem tudo aos grandes monopolistas do mercado?

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  2. JFP's avatar
    JFP permalink
    27 Junho, 2011 17:59

    “Desestatizar a sociedade portuguesa e equilibrar as contas públicas”

    Aí está uma frase que em termos práticos quer dizer rigorosamente nada.

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  3. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    27 Junho, 2011 18:23

    Arlindo,
    .
    Registo com agrado o que escreveu. Foi incisivo e verdadeiro. Tão verdadeiro que pede ao presente governo para não continuar a massacrar os pequenos e médios empresários e trabalhadores. Usou o verbo continuar, o que com agrado verifico.
    .
    Agora, por que carga d’água o Arlindo não usou desses termos ni tempo do anterior governo quando admite que el espoliou e massacrou os que trabalham?

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  4. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    27 Junho, 2011 18:25

    este governo não vai dar engorda aos boys,vai como referiu o tio arlindo,rectificando da interrogativa para a afirmativa:
    «Será que vão baixar os impostos? Liberalizar a economia? Despedir os funcionários públicos excedentários? Privatizar todas as empresas públicas, incluindo a CGD? Acabar com as reformas douradas dos politicos, incluindo as que estão em vigor? Será que vão continuar a perseguir os pequenos e médios empresários com impostos, taxas, coimas, licenças, alvarás e o diabo a quatro, enquanto concedem tudo aos grandes monopolistas do mercado?»

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  5. Contumaz's avatar
    Contumaz permalink
    27 Junho, 2011 18:27

    Eu, francamente, para além do engordar dos bancos, não espero rigorosamente nada do governo do Galã de Massa Má.

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  6. Piscoiso's avatar
    27 Junho, 2011 18:30

    É um trabalho tão ciclópico
    que não vão permitir fazê-lo.
    Tão ciclópico como irreal.

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  7. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    27 Junho, 2011 18:44

    Francisco Colaço:~
    Sempre fui um apoiante de Sócrates e ainda sou.
    O problema de Sócrates é que a sociedade portuguesa não estava preparada para ele governar.
    Ele punha muito empenho, pressão e stress naquilo que se propunha fazer.
    Ora, o tuga, ronha, como é, não quer muitas pressas nem muitas mudanças.
    Com o Sócrates a corda estava sempe esticada e esta moleza tuga já não aguentava.
    Foi por isso que todos os lobis empresariais, profissionais, sindicais e comunicacionais começaram a fazer uma «guerra santa» contra Sócrates, inclusivé acusando-o das coisas mais fantabulásticas!
    Agora, vou esperar sentado para ver o que acontece e analisar a «argúcia» e a manha dos comentadores anti-socretinos…

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  8. castanheira's avatar
    castanheira permalink
    27 Junho, 2011 18:51

    Espero também que esse trabalho seja feito , e que o jakobinismo se extinga . Estou , no entanto , algo céptico no que respeita ao ministério da saúde , onde pontifica Macedo , que pelo que fez anteriormente nas finanças públicas não me parece que seja pessoa para respeitar as regras civilizacionais mais elementares . Todos sabemos que a ele se deve o facto de hoje em dia ninguém poder ir a uma repartição de finanças sem ser acompanhado de advogado , caso contrario arrisca-se a sair de lá roubado .

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  9. zazie's avatar
    zazie permalink
    27 Junho, 2011 18:59

    E quem é que disse que um governo não serve para desenvolver um país?
    .
    Foi o Hayek? é lei? alguém foi nomeado representante do país para o declarar?

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  10. zazie's avatar
    zazie permalink
    27 Junho, 2011 19:00

    E se muita gente achar que serve, que um governo também tem obrigação de ter políticas e modelos de desenvolvimento de um país. O que é que acontece? Fazem queixa ao sindicato? há referendo, ou é lei divina?

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  11. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    27 Junho, 2011 19:01

    do governo do Galã de Massa Má eu quero distância.

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  12. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    27 Junho, 2011 19:22

    “Galã de Massa Má ”
    .
    .
    Essa piada mais parece uma tirada racista que mera tanga dada ao gajo. Já reparei que a nossa esquerda é sempre amiguinha das minorias mas lá no seu íntimo…
    .
    .
    Ele há cada coisa em Portugal…

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  13. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    27 Junho, 2011 19:37

    «E quem é que disse que um governo não serve para desenvolver um país?» zazie
    .
    Intuem por osmose ideologica, zazie. Ainda se os liberais se dessem ao trabalho de ver como foi feita a industrializacao da alemanha… talvez ficassem a saber que aquele país tem a industria que tem fruto da intervenção vigorosa do estado alemão.
    .
    Rb

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  14. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    27 Junho, 2011 19:41

    O Pedro Arroja tem razão numa coisa… esta gente só vai perceber o ridiculo do que defendem quando o comboio esbarrar contra a parede. Nessa altura sim, vão ser tomadas medidas higienicas que podem vir a conduzir o país ao crescimento económico e EMPREGO.

    Rb

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  15. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    27 Junho, 2011 19:45

    “Ainda se os liberais se dessem ao trabalho de ver como foi feita a industrializacao da alemanha… talvez ficassem a saber que aquele país tem a industria que tem fruto da intervenção vigorosa do estado alemão.”
    .
    .
    Vc. consegue provar isto?
    .
    .
    Se o conseguir, podemos discutir a industrialização tuga depois.

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  16. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    27 Junho, 2011 19:47

    Até lá, temos que fazer o papel de tipos que fazem esforço biblico por cortar despesa. Uma perca de tempo, embora necessária par receber o que nos falta receber do FMI. Quando o comboio se estatelar na parede, quando se verificar que além do programa actual vai ser necessário cortar ainda muito mais, quando se verificar que a divida continua a crescer, que o desemprego dispara, que as receitas começam a dar sinais de inversão, quando se verificar que NADA correu como o previsto pelos teoricos, talvez aí se tomem as medidas do lado contrario. Talvez nessa altura comecessemos a pensar a criação de riqueza no país.
    Rb

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  17. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    27 Junho, 2011 19:48

    AC, coloquei um link no blogue do ccz acerca de como foi feita a industrializacao alemã. Vou ver se o encontro e depois publico para vc ver.

    Rb

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  18. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    27 Junho, 2011 19:49

    Meta, meta. Que estou mesmo desejoso de me rir um bocadinho. ehehehehheh

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  19. O SÁTIRO's avatar
    27 Junho, 2011 19:52

    Lembram-se do tempo em que a RTP (e RDP) eram autênticos lacaios da “máfia socialista com experiência na maçonaria”?
    verdadeiras empresas de marketing e propaganda do socratinismo socialista?

    pois agora, leiam isto:

    http://www0.rtp.pt/noticias/?t=Das-boas-intencoes-a-dura-realidade.rtp&article=455442&visual=3&layout=10&tm=9
    a oposição existe e está concentrada nos meios de comunicação que sustentaram sókas: RTP;RDP;TSF;DN;JN; RR..
    o novo governo tem que tomar medidas já em prol da verdade, ou terá campanhas de intoxicação no estilo mais paranóico e subversivo típico da esquerdalhada ressabiada do fim das mordomias…

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  20. Aeroflot volta estás's avatar
    27 Junho, 2011 19:54

    há o que se espera

    e o que se consegue

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  21. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    27 Junho, 2011 20:11

    Os juros da dívida portuguesa já superam os 14%!
    De quem é a culpa?
    Do Sócrates…

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  22. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    27 Junho, 2011 20:33

    Caro Ricciardi, recomendo-lhe a leitura da biografia deste home:
    .
    Karl August von Hardenberg
    .
    .
    Na wiki encontra uma boa resenha:
    .
    “Prussian chancellor
    .
    After the enforced retirement of Stein in 1810 and the unsatisfactory interlude of the feeble Altenstein ministry, Hardenberg was again summoned to Berlin, this time as chancellor (June 6, 1810). The campaign of Jena and its consequences had had a profound effect upon him; and in his mind the traditions of the old diplomacy had given place to the new sentiment of nationality characteristic of the coming age, which in him found expression in a passionate desire to restore the position of Prussia and crush her oppressors. During his retirement at Riga he had worked out an elaborate plan for reconstructing the monarchy on Liberal lines; and when he came into power, though the circumstances of the time did not admit of his pursuing an independent foreign policy, he steadily prepared for the struggle with France by carrying out Stein’s far-reaching schemes of social and political reorganization.
    [edit] Reforms
    .
    The military system was completely reformed, serfdom was abolished, municipal institutions were fostered, the civil service was thrown open to all classes, and great attention was devoted to the educational needs of every section of the community. When at last the time came to put these reforms to the test, after the Moscow campaign of 1812, it was Hardenberg who, supported by the influence of Queen Louise, persuaded Frederick William to take advantage of General Yorck’s loyal disloyalty and declare against France. He was rightly regarded by German patriots as the statesman who had done most to encourage the spirit of national independence; and immediately after he had signed the first peace of Paris he was raised to the rank of prince (June 3, 1814) in recognition of the part he had played in the War of Liberation.”
    .
    In http://en.wikipedia.org/wiki/Karl_August_von_Hardenberg
    .
    .
    Que tipo de Liberalismo era este?
    .
    “Hardenberg’s reforms implemented Smithian economic liberalism in Prussia at a more
    principled level than in the United Kingdom9. Appeals to the Zeitgeist, to its progress and
    specifically to the sum of the achievements of the French Revolution, is characteristic of the
    Altenstein memorandum, which abounds of references to the idea of equality. French models
    were in the foreground even though such liberal ideas as the demand of the freedom of trade
    and business could have been drawn on English models as well.
    .
    An essential part of the reform legislation occurred during Hardenberg’s tenure of office in
    the year1810 the agrarian laws, the introduction of the freedom of business, the emancipation
    of the Jews, the legislation of customs and taxes and, above all, the edict on the change of
    the constitution of the higher state agencies of 27 October 1810. In his office, Hardenberg
    employed a constantly changing group of press policy people, of whom many did not have the
    status of officials, among them Varnhagen, Friedrich von Coelln, and others. Hardenberg used
    critical journalists, some of whom were even under police surveillance, so that reports on the
    achievements of the reformers were combined with criticism of Prussia and even revelations
    about Prussia’s financial situation. Of course, these articles appeared outside the reach of
    Prussian censureship, at Stuttgart with the Cotta publishing houses among others10.
    In 1811, Hardenberg explicated the theoretical base for the financial and business reform in
    clear terms in a comprehensive address. According to Hardenberg, the „new system“ was to
    be the only one laying the foundation for wealth and should rest, among others, on the principles
    that every inhabitant of the state should be personally free, should be able to develop
    and use his powers freely without being constrained by someone else’s will, and that through
    education, through a genuine sense of religion and through purposeful implementation one
    national spirit, one interest and one purpose should be formed on which the Prussian wealth and security can be firmly established.
    .
    Hardenberg’s approach was radical even with respect to language. Hardenberg spoke of a
    „revolution in the good sense“ and requested „democratic principles in a monarchical government“
    with the remarkable addition that „this seems to me the appropriate form of government
    for the contemporary Zeitgeist “. Zeitgeist and opinion are the key terms in Hardenberg’s text.
    Hardenberg has been classed by contemporaries as well as by historians as a diplomatically
    adaptive opportunist, given specifically his attitudes during the period of Restoration. His
    self image confirms this verdict. The point of time of the massive defeat against Napoleon
    appeared to him to be favourable for acting „in accordancwe with totally new principles“
    and to bring forth a complete rebirth of the state. In the last resort, in his pointed and by no
    means anti-revolutionary rhetoric, Hardenberg’s goal appeared as the „radical cure of our
    constitution“. The utmost possible freedom and equality was Hardenberg’s main principle at
    that time. He was willing to draw far-reaching consequences, especially for the aristocracy:
    No privileges to the disadvantages of other citizens.”
    .
    In http://www.desk.c.u-tokyo.ac.jp/download/es_9_Reese-Schaefer.pdf
    .
    .
    Eu sei que é chato ter ideias pré-concebidas sobre as coisas e até a História, mas, enfim, nada como me rir de algumas coisas que eu leio, aqui e acolá.

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  23. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    27 Junho, 2011 20:34

    Caro Ricciardi, recomendo-lhe a leitura da biografia deste homem:
    .
    Karl August von Hardenberg
    .
    .
    Na wiki encontra uma boa resenha:
    .
    “Prussian chancellor
    .
    After the enforced retirement of Stein in 1810 and the unsatisfactory interlude of the feeble Altenstein ministry, Hardenberg was again summoned to Berlin, this time as chancellor (June 6, 1810). The campaign of Jena and its consequences had had a profound effect upon him; and in his mind the traditions of the old diplomacy had given place to the new sentiment of nationality characteristic of the coming age, which in him found expression in a passionate desire to restore the position of Prussia and crush her oppressors. During his retirement at Riga he had worked out an elaborate plan for reconstructing the monarchy on Liberal lines; and when he came into power, though the circumstances of the time did not admit of his pursuing an independent foreign policy, he steadily prepared for the struggle with France by carrying out Stein’s far-reaching schemes of social and political reorganization.
    [edit] Reforms
    .
    The military system was completely reformed, serfdom was abolished, municipal institutions were fostered, the civil service was thrown open to all classes, and great attention was devoted to the educational needs of every section of the community. When at last the time came to put these reforms to the test, after the Moscow campaign of 1812, it was Hardenberg who, supported by the influence of Queen Louise, persuaded Frederick William to take advantage of General Yorck’s loyal disloyalty and declare against France. He was rightly regarded by German patriots as the statesman who had done most to encourage the spirit of national independence; and immediately after he had signed the first peace of Paris he was raised to the rank of prince (June 3, 1814) in recognition of the part he had played in the War of Liberation.”
    .
    In http://en.wikipedia.org/wiki/Karl_August_von_Hardenberg
    .
    .

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  24. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    27 Junho, 2011 20:40

    tio Arlindo,
    Os juros da dívida portuguesa desde o chumbo do pedrito ao executivo anterior já subiram cerca de CINQUENTA por cento: sinal que os liberais mercados T~em muita «fides» no pedrito…

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  25. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    27 Junho, 2011 20:40

    tio Arlindo,
    Os juros da dívida portuguesa desde o chumbo do pedrito ao executivo anterior já subiram cerca de CINQUENTA por cento: sinal que os liberais mercados T~em muita «fides» no pedrito…

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  26. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    27 Junho, 2011 20:44

    A industrialização da Alemanha foi quase toda feita antes de ela ser… Alemanha.
    .
    .
    O papel da industria têxtil foi bastante importante na industrialização da Alemanha, mas a o que realmente deu um forte impulso à industrlização rapida, foi tanto a formação de um mercado nacional (só mesmo conseguido no tempo do Bismarck e a formação da Alemanha moderna) como uma liberdade de comércio que fez com que os caminhos de ferro, as minas, o carvão, etc. tivessem tido um papel maior que na industrialização inglesa. (Aliás, a industrialização belga é um bocado semelhante assim como a americana.)
    .
    .
    Mas o liberalismo económico que permitiu uma rápida industrialização da antiga Prrússia mais tarde integrada na Alemanha.
    .
    .
    Quando surge a moda dos trusts, a Alemanha fá-lo mais por razões de natureza política e financeira que económica.
    .
    .
    Mesmo na Alemanha nazi, ao contrário do que se possa esperar, o pape do Estado foi menos importante que os mitos:
    .

    Click to access jehartikel.pdf

    .

    Click to access cdp905.pdf

    .
    “The Great Depression spurred State ownership in Western capitalist countries. Germany was no
    exception; the last governments of the Weimar Republic took over firms in diverse sectors. Later,
    the Nazi regime transferred public ownership and public services to the private sector. In doing
    so, they went against the mainstream trends in the Western capitalist countries, none of which
    systematically reprivatized firms during the 1930s. Privatization in Nazi Germany was also
    unique in transferring to private hands the delivery of public services previously provided by
    government. The firms and the services transferred to private ownership belonged to diverse
    sectors. Privatization was part of an intentional policy with multiple objectives and was not
    ideologically driven. As in many recent privatizations, particularly within the European Union,
    strong financial restrictions were a central motivation. In addition, privatization was used as a
    political tool to enhance support for the government and for the Nazi Party.”
    .
    In http://www.ub.edu/graap/nazi.pdf
    .
    .
    Como vê, entre os mitos e a realidade…
    .
    .
    Não houve nenhum país do mundo que fizesse uma industrialização completa com o Estado por trás. NENHUM! Quem o disser que o prove, pois de outra forma, não passa da mera ideologia em contraponto à realidade histórica.

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  27. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    27 Junho, 2011 20:48

    desestatizar,
    vulgo gratia, com o Ministério da Educação e Ensino Superior, o tal que que Nuno Crato queria implodir, com 4 (sim, quatro) Secretários de Estado onde antes havia 3.
    (sim,três).

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  28. trill's avatar
    trill permalink
    27 Junho, 2011 21:43

    se as coisas correrem mal na educação a culpa será do CDS. Se as coisas correrem mal entre o ministro e o secretário de estado da administração educativa, por exemplo, que parece vir das desacreditadas Cc da Educação, a culpa nunca será do PSD. http://psicanalises.blogspot.com/

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  29. JCA's avatar
    JCA permalink
    27 Junho, 2011 22:16

    .
    Sem comentários, resumidamente,
    .
    “You have probably never heard of UniCredit, but it is a major European bank, with significant operations in eastern and southern Europe. UniCredit is based in Italy. I’ve been keeping my eye on UniCredit for years, for reasons I’ll explain below. UniCredit is the ultimate “canary in the coal mine” of the world’s global currency system.
    .
    Most people don’t know that UniCredit is the direct descendent of Oesterreichische Credit-Anstalt, the largest bank in Eastern Europe before World War II. Translated the name means: Imperial Royal Privileged Austrian Credit-Institute for Commerce and Industry. It was a Rothschild bank. The family founded it 1855, and it became one of the most important banks in Europe.
    .
    Credit-Anstalt held assets and took deposits from all over Europe. In 1931, the bank failed as a direct result of the U.S.’s Smoot-Hawley tariff. The act crippled Germany’s economy and led French investors to redeem all the capital they’d lent to the bank. The failure of Credit-Anstalt caused Austria to abandon the gold standard, which set off a series of economic dominoes. Germany left gold… then Great Britain… and finally, in 1933, so did America.
    .
    The failure of Credit-Anstalt is what really kicked off the Great Depression. I have long been convinced the failure of its successor bank – now called UniCredit – would presage the next global monetary collapse.
    The sudden weakness in UniCredit’s shares (down 21% in the last several weeks) indicates to me that big trouble is brewing in Europe. I don’t believe efforts to stop the crisis in Greece will work. The austerity measures undertaken in Ireland, Spain, Italy, and Greece have severely weakened these economies, causing loan losses to banks like UniCredit.
    .
    And if there’s a run on UniCredit (and I believe there will be), the losses will be too large for Italy to manage without a huge international bailout. UniCredit has borrowed $300 billion from other European banks. And Italy’s government already owes creditors more than 120% of GDP. There aren’t any easy solutions to this problem.”
    .

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  30. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    27 Junho, 2011 22:28

    Eu espera 25 «secretários de estado», mas apareceram 35 deles!
    E a Grécia aqui tão perto…

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  31. Zacarias's avatar
    Zacarias permalink
    27 Junho, 2011 22:35

    Não é que fiz confusão com as palavras. Em vez de desestatizar percebi desratizar. O que não era mau. Para além de desestatização uma boa e urgente desratização não é menos importante.

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  32. jorge1972's avatar
    27 Junho, 2011 22:54

    ” o que esperar deste Governo”
    apenas e apenas só, Romantismo na hora da Tragédia …

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  33. A. R's avatar
    A. R permalink
    27 Junho, 2011 23:18

    1ª passo: desinfestar a Justiça da tralha socialista que apoiou a elite de incapazes que nos desgovernou e arruinou durante quase 16 anos (e em ritmo acelerados os últimos 6) usando a tesoura para esquartejar processos

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  34. A. R's avatar
    A. R permalink
    27 Junho, 2011 23:19

    Temos menos secretários de Estado que motoristas particulares do Zangado.

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  35. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    27 Junho, 2011 23:59

    Na «justiça» são todos do PSD ou comunistas.
    Sócrates carregou uma cruz durante 6 anos!…

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  36. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    28 Junho, 2011 00:06

    “Um governo não serve para criar emprego… nem para “desenvolver” o país, mas para assegurar as leis necessárias a que ele se possa, por si, desenvolver, crescer e criar riqueza.”
    Nesse caso, basta copiar as leis dos países mais desenvolvidos, por exemplo as dos alemães. Menos tempo de trabalho, mais férias, ordenados quatro vezes superiores, mais umas coisinhas e fica o problema resolvido. Desafio-o a colocar um post com todos os apoios directos e indirectos que foram e são dados às empresas nacionais e estrangeiras para se instalarem em Portugal. Além disso, beneficiam de mão-de-obra ao preço da uva mijona. É certo que pagam a energia e outros bens e serviço a preços um poquinho mais altos. Seria também interessante contabilizar o total de apoios directos e indirectos às empresas instaladas em Portugal desde que entrámos na União Europeia. Eu iria jurar que ninguém acreditaria nesses valores. Não acredite no Friedman. Nem com uma “ajudazita”, como foi no Chile.

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  37. zita's avatar
    28 Junho, 2011 00:07

    Falamos falamos mas acabam por cair no erro dos políticos, tanta polémica e contra-argumentação que no fundo apenas visa a sua auto-promoção. Há espaço e tempo para tudo até para filósofos e teorias mas há momentos em que a pratica se devia sobrepor inevitavelmente sobre todos os desenvolvimentos teóricos orgásmicos.
    Retomando o concreto tema…
    1º passo – para se poder falar em mudanças no Governo, os critérios de selecção dos executantes e lideres deveriam ser os primeiros passos a ser mudados. NÃO FORAM. voltamos a escolher ministros e secretários não pelo seu currículo exemplar mas por auto recriação de um ministro. Com que critérios? duvidosos com certeza… Na Finlândia, país onde se combate a corrupção a ferro e fogo, os políticos são escolhidos por mérito profissional e provado numa carreira de longa data( que não tem que ser na politica) .
    2º passo – deveria “desratizar-se” sim o governo de todo o peso despesista de cargos inúteis, reformas inventadas etc, que se acumulam desde o 25 de Abril, metidos por cada governo que passa, e por lá ficam a “arrastar” e inflacionar as despesas do estado de forma insustentável. LIMPEZA … Ninguem falou disso? Vão continuar os tachos.
    3º passo- Acabar com impunidade da má gestão dos governantes. Niguem falou disso?
    4º passo – impedir que ser politico seja uma forma de enriquecer ilicitamente e impunemente e facilmente . Falaram? Não…
    5º passo – Limitar o poder de colocação dos cargos milionários como se fosse distribuição de charutos pelos amigos e família. Criar concursos fidedignos e transparentes.
    6º – exigir, e com provas, gente competente no governo.
    Muitos haveria para exigir, mas só os 2 primeiros já ajudava e muito o país.

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  38. PMP's avatar
    PMP permalink
    28 Junho, 2011 00:22

    Caro AC ,
    A Alemanha alia um sector privado interno forte com uma politica industrial forte desde meados do sec. XIX, através de financiamento barato pelos bancos estaduais e por protecionismo nas compras do estado.
    Um bom exemplo :
    Economy
    In 1873, Germany and much of Europe and America entered the Long Depression beginning with the crash of the Vienna Stock Exchange in 1873, the Gründerkrise. A downturn hit the German economy for the first time since industrial development began to surge in the 1850s. To aid faltering industries, the Chancellor abandoned free trade and established protectionist tariffs (taxes on imports), which alienated the National Liberals who demanded free trade. The Kulturkampf and its effects also stirred up public opinion against the party that supported it, and Bismarck used this opportunity to distance himself from the National Liberals. This marked a rapid decline in the support of the National Liberals, and by 1879 their close ties with Bismarck had all but ended. Bismarck instead returned to conservative factions — including the Centre Party — for support. He helped foster support from the conservatives by enacting several tariffs protecting German agriculture and industry from foreign competitors in 1879.[32]

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  39. trill's avatar
    trill permalink
    28 Junho, 2011 00:36

    “e secretários não pelo seu currículo exemplar mas por auto recriação de um ministro. ”
    Não são os ministros que escolhem os seus sec’s, mas são os líderes da coligação que escolhem os sec, eventulmente perguntando ao ministro “não te importas de ficar com este e aquele tipo no teu ministério como sec?”. Claro que todos os ministros respondem que sim, q não se importam…

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  40. trill's avatar
    28 Junho, 2011 00:42

    Só houve um caso em que 2 tinham combinado se um fosse ministro o outro seria sec, e assim foi. Passados uns tempos já nem se falavam e um teve de desandar…

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  41. Gol(pada)'s avatar
    Gol(pada) permalink
    28 Junho, 2011 02:23

    Ravirei , Sol. 27.06.2011 21:20
    Uma explicação para o sr. Seguro, ou in-seguro!
    Em primeiro lugar, seria interessante que o sr. Seguro explicasse o que é isso de “ética republicana”! Ética é ética, e isto é coisa absoluta,… não é propriedade de republicanos! Eu até lhe explico o que é ética, senhor Seguro: – ética é a expressão, manifestada na conduta, dos valores morais! E valores morais são valores absolutos, que se têm ou, lamentavelmente em muitos casos, não se têm! Estamos a falar de valores absolutos,… e não de “valores republicanos”, senhor Seguro! E não nos venha dizer que a ética é coisa criada pelo que costuma chamar de “estado de direito”, que mais se nos afigura como uma impostura que visa enganar! Moral é património individual dos melhores, dos mais evoluídos, e manifesta-se pela ética na conduta que é espontânea em quem tem valores morais! E não há …
    .
    (Comentário retirado do Público)

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  42. JCA's avatar
    JCA permalink
    28 Junho, 2011 03:27

    ‘Time Bomb’

    UBS AG estimated in a June 7 report that local government debt could be 30 percent of gross domestic product and may generate around 2 to 3 trillion yuan of non-performing loans. Credit Suisse AG economist Tao Dong said it was the biggest “time bomb” for China’s economy.
    China’s first audit of local government debt found liabilities of 10.7 trillion yuan ($1.7 trillion) at the end of last year and warned of repayment risks, including a reliance on land sales
    The audit showed 80 percent of local government debt was bank loans and 70 percent will mature in the next five years.

    Qu Hongbin, a Hong Kong-based economist for HSBC Holdings Plc, said the biggest problem was transparency and the mismatch between maturities and projected revenue generation
    “Without real action going towards a restructuring of these debts, banks would face a real risk of defaulting in the coming years,” he wrote in report today.

    Governments from 12 provinces, 307 cities and 1,131 townships have pledged to use revenues from land sales to repay a combined outstanding debt of 2.55 trillion yuan. More than 35 billion yuan of money borrowed by local governments went into the stock and property markets or prohibited projects, the report showed. Five of China’s commercial banks have issued 58 billion yuan of loans that violated loan rules, it said.
    “If the central government can allow local governments to issue long-term debt, then the liquidity problem won’t look very serious,” he said. “I don’t think this will necessarily run into a banking crisis in China given the balance sheet condition of the central government is very good at this stage.”

    The audit gave a number lower than the central bank, which said June 2 that more than 10,000 financing vehicles had been set up. The banking regulator has estimated local government financing vehicle debt at over 7.7 trillion yuan.

    “It seems the government doesn’t have a concrete idea what is a local government financing vehicle and what isn’t,” Credit Suisse’s Chan said. “The biggest problem is it’s very difficult to define in China what is private and what is public.”
    ,
    -China: We’ll spend billions to prop up the stricken euro ?
    http://www.dailymail.co.uk/news/article-2008484/China-Well-spend-billions-prop-stricken-euro.html#ixzz1QX0FUppk
    .~
    -MARK ‘SET FOR COMEBACK’ AS GERMAN EURO CRISIS DEEPENS ?
    http://www.express.co.uk/posts/view/255228/Mark-set-for-comeback-as-German-euro-crisis-deepens

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  43. anti-comuna's avatar
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    28 Junho, 2011 07:15

    Caro PMP, por causa dessas medidas anti-liberais, o nível de vida dos alemães caiu e a emigração foi tanta, que se pensa que 1% da população de alguns Estados alemães emigraram.
    .
    .
    E foram medidas económicas tão más, que a Alemanha, que tinha colmatado uma grande parte do gap em relação á Inglaterra, no seu nível de vida, até 1870, que depois foram mais de 20 anos de afastamento. Até, pasme-se, a altura média dos alemães caiu.
    .
    .
    Os erros foram tantos, que passados maisd e 40 anos, ainda tiveram que formar trusts, por causa das más políticas económicas do Bismarck.
    .
    .
    Portanto, deixemo-nos de tretas. Quando não se sabe, não se fala do assunto.

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  44. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 07:36

    Não era Vc. caro PMP, que dizia que o QE americano iria salvar a economia americana? Que iria puxar pelo crescimento? Pelo emprego? Que a queda no dólar estava a salvar a economia americana?
    .
    .
    Olhe, viu-se. Afinal ampurrar os problemas com a barriga não resolveram problema nenhum. Apenas os agravou, com os pobres a serem sacrificados em nome de políticas “miraculosas”.
    .
    .
    Sabe uma coisa, amigo? O populismo e a ideologia cegam muita gente e a Vc. também. Vc. devia ler mais e estudar melhor os problemas em vez de seguir cartilhas ideológicas, que parecem fazer sentido, aparentemente, mas que na realidade não resolvem problemas nenhuns, mas só os agravam.
    .
    .
    Enfim. Deus me livre de populistas e demagogos.

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  45. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    28 Junho, 2011 08:43

    Abstract: This study aims at a quick reflection of the industrialization process of the regions nowadays called Germany. By the way the Prussian State in a few years has become from a late industry into one of the major industries of all Europe. Analyzing the previous industrial Germany and the elements that propitiate the development of this industry.
    «CONSIDERAÇÕES FINAIS
    O processo de industrialização alemão foi um processo rápido e que foi impulsionado por objetivos específicos do Estado Alemão. Não sendo caracterizada pelo liberalismo econômico e sim pelo protecionismo estatal, permitiu a condução do processo no sentido de suprir interesses da nação alemã (representada no Reich). Somada a isso, ao entrar direto da chamada “segunda revolução industrial”, permite competir em condições iguais com seus principais concorrentes que também só estavam chegando naquele momento à indústria dp aço, da eletricidade e da química.

    A política interna, com a existência de social-democratas, socialistas e comunistas, obrigavam a Alemanha é dar passos importantes na condição de igualdades sociais e o papel centralizador do Estado na condução da política econômica nos aproximam de que a Alemanha fora o embrião do Welfare State (Estado de bem estar social) e do estado intervencionista teorizado posteriormente por Keynes em seu livro “Teoria Geral do Emprego, do Juro e do Dinheiro.”

    Com as derrotas nas duas Grandes Guerras, o Estado Alemão e sua indústria ficou bastante enfraquecido, no entanto a êxito da política industrial foi tamanho que permitiu o reerguimento da potência posteriormente. Hoje a Alemanha é a grande potência industrial da Europa, com vantagem sobre Ingleses, Franceses e Italianos, sendo o Vale do Ruhr[10] o principal pólo industrial Europeu até os dias atuais.»

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  46. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    28 Junho, 2011 08:49

    É evidente que a Alemanha é o que é por uma forte intervenção estatal. Não no sentido socializante.
    Olhe AC, ainda hoje, se vc quiser ver para além do as coisas aparentam verificará que por exemplo o colosso do gas – a NORTHSTREAM -que sendo uma empresa privada tem um negócio sustentado pelo ESTADO. A Northsrream fornece o gas para a EUROPA toda e tem capitais de quem? da Gasprom russa, da BASF e da E,ON. E porque é que acha que aquelas privadas estão lá?
    .Rb

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  47. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    28 Junho, 2011 08:54

    Você faz ideia do proteccionismo que o estado Francês e Alemão e Ameircano fazem à sua industria?
    Ainda há uma semana deram o exemplo do veto de SARKOZY à compra de uma importante fabrica de iogurtes. Um veto do estado que vê ameaças externas à sua industria nacional. Veja o exemplo Americano tambem. A protecao à industria metalurgica e de hardware (com a honrada excepção da china que pode exportar estes materiais descriminando outros paises produtores). Afinal de contas aonde está o liberalismo no berço do liberalismo?

    Rb

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  48. anti-comuna's avatar
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    28 Junho, 2011 10:08

    Caro Ricciardi, d~e-me o tal link que eu analiso o estudo.
    .
    .
    Não tente inventar. É verdade que a Alemanha intervém na economia, mas o que permitiu o seu arranque industrial foi o Liberalismo económico.
    .
    .
    Aliás, as políticas anti-liberais que o Bismarck fez apenas criou uma depressão económica. Ou seja, agravou a recessão económica e fez o nível de vida dos alemães regredir.
    .
    .
    Vc. pode encontrar um caso de sucesso de uma empresa promovida pelo Estado que isso não significa nada. O que importa são agregados económicos. É como eu ter um portefólio de 100 acções, perder dinheiro em 98 e gabar-me do sucesso de duas.
    .
    .
    Vá ver o Dax 30 e analise a história das empresas lá constantaes. Depois digam-me mais qualquer coisinha.
    .
    .
    Infelizmente Vc. e outros como Vc. vêm mal a intervenção do Estado. Ou seja, pretendem que o Estado esteja presente onde não deve e ausente onde devia e faz a diferença. Por exemplo, o quadro regulatório, o quadro institucional, até a formação são importantes aspectos promovidos pelo Estado. Agora, limitações à liberdade económica são sempre prejudiciais. Esse é o problema.
    .
    .
    Mas é tipico entre alguns portugueses. Que é quererem a riqueza muito rápida. Resultados muitos rápidos. Mesmo que não sustentáveis no tempo. Quando a paciência é uma virtude e ses resultados mais sustentáveis.
    .
    .
    Mas enfim. Os mitos são isso mesmo. Mitos.

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  49. PMP's avatar
    PMP permalink
    28 Junho, 2011 10:12

    AC,
    De onde é que tirou a ideia que as politicas de Bismarck prejudicaram a Alemanha ?
    .
    Você está a inventar , para justificar a sua ideologia neoliberal. O Nazismo foi então o expoente do controle do sector privado pelo Estado. E a seguir à 2ª Guerra a economia social de mercado teve uma componente muito forte de interação entre o governo, empresas, trabalhadores e bancos.
    .
    Sobre o QE, o que eu disse é que poderia ajudar à queda do dolar e à baixa dos juros nos EUA, e assim ajudar a recuperação económica, mas que o mecanismo é mais subjectivo que outra coisa.
    .
    Os EUA estão a acrescer em 2011 cerca de 2,5%, o que não é mau de todo.

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  50. anti-comuna's avatar
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    28 Junho, 2011 10:25

    “De onde é que tirou a ideia que as politicas de Bismarck prejudicaram a Alemanha ?”
    .
    .
    Vc. não conhece um bocadinho da história económic alemão, pois não?
    .
    .
    Pois informe-se, que vai aprender umas coisinhas.

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  51. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 10:33

    “Between 1850 and 1873, real per capita NNP rose at an average annual rate of 1.84 percent. During the euphoric speculation boom in 1871-73, the average yearly rate was 5.78 percent. The financial crash came in May 1873, and numerous bankruptcies followed. This event ushered in the period often referred
    to as the great depression in Germany (1 873-96), during which average annual growth rates of real per capita NNP dropped to 1.24 percent. Things started to pick up again after 1896, and particularly after the turn of the century.”
    .
    .
    Health and Welfare during Industrialization, de Richard H. Steckel Roderick Floud, Eds.
    .
    .
    Acho que Vc. PMP, vive num mundo surrealista, criado por si, onde a ilusão e a ideologia contam mais que a realidade, nua e crua.
    .
    .
    E note bem, caro amigo. O Bismarck começou a implantar as bases nacionaiis de um Estado Social, no entanto, os seus resultados económicos foram um desastre. É claro que, na altura, havia aspectos das suas políticdas que tiveram um profundo impacto na Alemanha (e na Europa, claro), em especial a própria fundação da Alemanha moderna. Mas em termos económicos, Busmarck foi um completo desastre. (Embora, infelizmente, não foi caso único entre os Estados do mundo.)
    .
    .
    Acho é que o PMP anda mais preocupado com a sua ideologia do que com a realidade dos factos.

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  52. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    28 Junho, 2011 10:35

    PMP a continuar a inventar sobre a economia alemã do pós segunda guerra? precisa que eu vá buscar outra vez o que lhe disse há meses atrás?


    Este Governo continua mais uma vez com as receitas desastrosas de Manuela Ferreira Leite e Sócrates: aumento de impostos.
    Como tal não é de esperar nada de bom.

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  53. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 10:35

    “Sobre o QE, o que eu disse é que poderia ajudar à queda do dolar e à baixa dos juros nos EUA, e assim ajudar a recuperação económica, mas que o mecanismo é mais subjectivo que outra coisa.”
    .
    .
    Não, meu amigo. Vc. defendeu o QE e, pasme-se, chamou-me parvo por não compreender as maravilhas teóricas do seu tal modelo de moeda e tal. Agora que os resultados o desiludoram, está a tentar dar a volta ao texto.
    .
    .
    Olhe, eu quando os factos não confirmam as minhas ideias, mudo-as ou deixo de acreditar nelas e prefiro nem ter opinião. Não me agarro às minhas próprias ilusões e opiniões.

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  54. anti-comuna's avatar
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    28 Junho, 2011 10:38

    “PMP a continuar a inventar sobre a economia alemã do pós segunda guerra? precisa que eu vá buscar outra vez o que lhe disse há meses atrás?”
    .
    .
    Acho que ele inventa largo sobre a Alemanha. Mas há muitos por aí que também inventam largo e pensam conhecer a História Económica da Alemanha, no entanto…
    .
    .
    Vivem dos gambuzinos mentais. No entanto, a Alemanha sempre fez milagres económicos mas com o liberalismo económico. Quer antes da sua formação propriamente dita, como a Prússia como até depois da II Guerra Mundial.
    .
    .
    É claro que o Liberalismo económico alemão é diferente do anglo-saxónico, mas isso é outra coisa. Enfim…

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  55. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 10:48

    Muitos nem sabem que a Alemanha, hoje talvez a mais conservadora em termos financeiros, foi durante grande parte do Século XX e último quartel do Século XIX (devido precisamente ao desvario do poder do Estado), a mais mal gerida em em termos orçamentais, despesa pública, má getsão pública, etc.
    .
    .
    Mas enfim… Conhecem pouco mas têm muitos mitos na carola.
    .
    .

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  56. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 11:28

    O caso do Bismarck é acima de tudo uma completa berração. É verdade que ele lançou as bases para o chamado moderno Wefare State, mas na prática, ele apenas copiou e aprofundou o que já tinha começado a ser feito na Prússia, umas décadas antes.
    .
    .
    Muitos julgam que ele assumiu essas políticas de livre vontade. Nada disso. As suas políticas foram de tal forma más, que a emigração anual para os USA chegou a atingir 1% da população. Só para ser ter uma ideia de como a população viveu tão mal durante as suas políticas proteccionistas, estatistas e pró-fascistas. (Mais tarde os economistas italianos vão desenvolver as ideias fascistas e nacional-socialistas, copiadas em grande parte pelos americanos e pelo… Keynes!!!) Durante o período bismarckiano, devido a políticas anti-liberais e proteccionistas, a inflação alimentar e sobretudo energética (em especial o carvão) levou a que o nível de vida da população, em especial os mais pobres, sofressem de má alimentação, elevadas taxas de mortalidade infantil, esperança média de vida em queda, emigração em massa, etc.
    .
    .
    O Bismarck, para tentar evitar a fuga das populações e o descontentamento popular, começou a implementar á escala nacional, as chamadas políticas do Estado Social, para evitar as greves, a emigração e o desocntentamento popular. (Que poderia levar ao colapso o seu projecto de uma Prrússia Imperial ou… Moderna Alemanha!) Fê-lo, não porque acreditasse no socialismo ou no liberalismo. Fê-lo, porque desesperado com as consequências das suas más políticas económicas, pensou que dando algumas protecção social aos trabalhadores, conseguiria ganhar a popularidade política.
    .
    .
    Mas há muitos gambuzinos na carola das pessoas. Inventam largo, desconhecem a realidade e até têm uma imagem da Alemanha que não é a real. São os mitos.
    .
    .
    No entanto, essas políticas anti-liberais foram um desastre para a Alemanha:
    .
    “Ritschl: That may be, but during the 20th century, Germany was responsible for what were the biggest national bankruptcies in recent history. It is only thanks to the United States, which sacrificed vast amounts of money after both World War I and World War II, that Germany is financially stable today and holds the status of Europe’s headmaster. That fact, unfortunately, often seems to be forgotten.
    .
    SPIEGEL ONLINE: What happened back then exactly?
    .
    Ritschl: From 1924 to 1929, the Weimar Republic lived on credit and even borrowed the money it needed for its World War I reparations payments from America. This credit pyramid collapsed during the economic crisis of 1931. The money was gone, the damage to the United States enormous, the effect on the global economy devastating.
    .
    SPIEGEL ONLINE: The situation after World War II was similar.
    .
    Ritschl: But right afterwards, America immediately took steps to ensure there wouldn’t be a repeat of high reparations demands made on Germany. With only a few exceptions, all such demands were put on the backburner until Germany’s future reunification. For Germany, that was a life-saving gesture, and it was the actual financial basis of the Wirtschaftswunder, or economic miracle (that began in the 1950s). But it also meant that the victims of the German occupation in Europe also had to forgo reparations, including the Greeks.”
    .
    In http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,769703,00.html
    .
    .
    A história económica da Alemanha é um poderoso exemplo das asneiras de um Estado demasiaod presnete nas vidas das pessoas. Foi de tal forma desastroso que levou ao poder o nazismo, ele próprio uma tragédia para a Europa e para o mundo.

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  57. Lionheart's avatar
    Lionheart permalink
    28 Junho, 2011 11:35

    Não percebo porque é que há tanto “fundamentalismo” na defesa do liberalismo. Outros países são muito mais pragmáticos nesta matéria. Quando não precisam do Estado, são fortemente liberais. Quando precisam, metem a ideologia na gaveta. Os EUA precisaram de uma forte intervenção do governo federal para salvar a importante indústrial automóvel. Hoje esta está a recuperar a quota de mercado. Um país como os EUA podia ficar sem indústria automóvel nacional? Os americanos entenderam que não.
    .
    Já o Reino Unido tem tido quase sempre uma posição de não interferir e hoje os ingleses lamentam-se que o país desindustrializou demasiado e assim a sua indústria não tem dimensão para que as exportações possam alavancar o crescimento económico. Assim a recuperação económica vai ser muito mais lenta e penosa. Ainda por cima, o país da Revolução Industrial, o país que inventou o comboio, vai deixar de o fabricar (a fábrica do Bombardier em Derby vai fechar porque foi a Siemens a empresa seleccionada pelo governo para fornecer os comboios para a linha Norte-Sul). Há sempre um preço a pagar pelo “laissez-faire” e anos depois é que se “amarga”, de tal forma que até comentadores afectos aos “tories” na imprensa de centro-direita, se questionam se o Estado britânico pode continuar a actuar como nos tempos de Thatcher. Porque os tempos são outros, mesmo com a direita no poder.
    .
    Um país como Portugal, frágil em capital e recursos humanos, não pode pensar que é uma grande potência. O Estado tem de ter um papel importante no apoio à actividade económica. Isso não implica haver promiscuidade entre decisores políticos e económicos. Não implica estarmos sempre com a podridão socialista, em que um partido se imiscui na economia para se financiar. Isso foi corrupção, não foi administração política.
    .
    Relativamente aos novos secretários de Estado, nota-se que se pretende dar algum peso na área económica a actividades como o Turimo, o Mar e as Florestas. São “nichos” em que o país tem de apostar, porque tem esses recursos e pode ganhar dinheiro explorando-os. E depois há outra coisa que se nota. Os membros do CDS no governo são poucos mas estão onde há poder e assim o partido terá agora mais influência do que teve em 2002. Não vale a pena ver nisto um problema, como se Paulo Portas fosse um “papão” à espera de “engolir” o Passos Coelho. Há quem, à direita e à esquerda, tenha uma fixação doentia por Portas. Mas este apenas defende os interesses e a doutrina do seu partido, como os outros fazem também.

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  58. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 11:43

    “Não percebo porque é que há tanto “fundamentalismo” na defesa do liberalismo. ”
    .
    .
    Talvez porque as políticas intervencionistas falham bastante. Já pensou nisso?
    .
    .
    E Vc. confunde Estado forte com intervencionista. Poderá dizer que os países adaptam-se às circunstãncias e nunca são totalmente liberais ou intervecionistas. Mas isso é natural. Se os países são governaods por políticos e ao sabor das opiniões públicas, logo os políticos caem sempre para o lado populista.
    .
    .
    A Inglaterra desindustrializou-se? O quê? Graças às políticas de tatcher? lolololololol Até parece que o Wilson salvou a industria inglesa, não?
    .
    .
    O problema é sempre o mesmo. Se manipulamos o mercado numa dada direcção, como se pode criar as bases de uma industria sólida? Se se tem políticas que beneficiam o sector financeiro, o rent seeking, a City como depois irão ter pedalada para terem uma industria forte? eheheheheheheh
    .
    .
    No entanto, curiosamente, a Alemanha sempre fez milagres económicos com o Liberalismo económico. Engralado, não é?

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  59. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 11:47

    Já agora, que elogia os ganhos de quota de mercado das produtoras americanas, espera mais 10 anos e vai ver.
    .
    .
    Agora, usarem de política proteccionistas encobertas sobre programas governamentais ou perseguição aos produtores estrangeiros (como fizeram á Toyota), é natural que ganhem quota de mercado no curto prazo. Vamos é ver se daqui a 10 anos ainda existem fabricantes de americanos.
    .
    .
    Olhe, na Europa vai ser uma razia, com a nova legislação de protecção ambiental, que os americanos nem sequer vão conseguir vender carros novos. Vamos ver a partir de 2014. eheheheheh

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  60. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    28 Junho, 2011 11:53

    Tatcher, mais que mudar a economia, queria mudar as almas!

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  61. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    28 Junho, 2011 12:47

    “A Inglaterra desindustrializou-se? O quê? Graças às políticas de tatcher? lolololololol Até parece que o Wilson salvou a industria inglesa, não?”

    Pois a Inglaterra destruiu a sua industria nos anos 60,70. É só olhar para o desastre que foi a British Leyland.
    As nacionalizações de empresas competitivas que faziam pequena produção para um conglomerado enorme que a única coisa que conseguiu fazer foi tornar os sindicatos nos patrões das empresas.
    O resultado foi a falência após injecções enormes de riqueza tiradas da população via impostos.

    O sonhos faustosos dos estatistas são sempre grandes.

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  62. PMP's avatar
    PMP permalink
    28 Junho, 2011 13:00

    LL e AC,
    .
    É ridicula a vossa insistência em que a Alemanha é um exemplo de liberalismo económico clássico.
    .
    A Alemanha desde meados do sec. XIX defendeu as suas empresas com politicas industriais, tal como financiamentos a juros baixos das empress industriais, compras do estado direcionadas para as empresas nacionais, sistema de ensino adaptado às necessidades das empresas, criação do estado social, participação dos trabalhadores na gestão, negociação salarial a nivel nacional com base nos aumentos da produtividade, etc.

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  63. JCA's avatar
    JCA permalink
    28 Junho, 2011 13:19

    .
    O passado é passado.
    O que vale hoje é que a Xina correu com a Alemanha de 2ª maior exportador mundial,
    .
    “La expansión del gigante asiático
    Berlín y Pekín inauguran una nueva era de relaciones
    Wen firmará acuerdos en el sector del automóvil y químico
    .
    De China, que en 2009 superó a Alemania como principal país exportador del mundo, procede el mayor porcentaje de las importaciones alemanas: el 10%. China compra el 5,6% de las exportaciones alemanas, lo que la convierte en el quinto cliente exterior de Alemania.
    .
    Las relaciones se resienten también por factores económicos. Entre ellos, la violación de las patentes europeas por parte de las empresas chinas y el espionaje industrial a gran escala.”
    .
    E vale tudo menos tirar olhos … pois

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  64. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 13:20

    “É ridicula a vossa insistência em que a Alemanha é um exemplo de liberalismo económico clássico.”
    .
    .
    Liberalismo económico clássico? O que é isso? Liberalismo anglo-saxónico? ehehheheheheh
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    A sério, PMP, o liberalismo alemão é bastante diferente do anglo-saxónico e não o parece.
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    Bora la a estudar o liberalismo prussiano e até o libaralismo nacionalista alemão. ;))
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    PM Quase todas as potencias à época tinham políticas industriais. Mas eram mais políticas económicas motivadas pela guerra que por questões económicas. Vc. confunde tudo, amigo. lolololol0ol
    .
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    Meu amigo, só depois da Segunda Guerra mundial é que os países começaram a ver as políticas económicas e industriais como forma de elevar o nível de vida. As chamadas políticas industriais em tempos de paz.
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    Sobre subir salários de acordo com a produtividade, na Alemanha, mais uma vez não sabe as asneiras que diz. Nunca houve uma política nacional salarial durante a industrialização da Alemanha. Vc. inventa cada coisa… lolololololol

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  65. JCA's avatar
    JCA permalink
    28 Junho, 2011 13:45

    .
    O que esperar deste Governo ?
    .
    Bom o Socratismo foi o compromisso entre NOVO e VELHO no que se convencionou chamar Esquerda.
    .
    O Passismo eventualmente pode vir a ser o compromisso entre o NOVO e o VELHO que se convencionou chamar Direita.
    .
    Tal significaria que o Passismo e o Socratismo não seriam mais que pranchas de pura perca de tempo e esbanjamento da pouca riqueza que há para se chegar ao NOVO que é inevitavel.
    .
    Mais experiências ? Mas apostemos neste Governo. Até prova em contrário. O País está muito mal. Pode ser reacendido quase instantaneamente. Assim haja NOVO. Não em idades ou histórias dos outros. Mas em visão para morder o Futuro. E é tão raro aparecer a gente para isso como provam pelo menos os ultimos 20 anos.
    .
    Mas não hesitemos em apostar neste Governo até prova em contrário. E bem gostaria que este Governo fosse excepcional e imediatamente bem sucedido para não acabar por ser visto como ‘socretismo ao quadrado’. Para tanto sejamos construtivos enquanto se aposta.
    .

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  66. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    28 Junho, 2011 14:10

    Ahahahaha

    Ac, vc e’ demais. Era bom saber porque e’ que as industrias alemãs foram obrigadas a pesadas indeminizacoes no tempo pos-guerra e alguns foram ate’ implodidas. Porque e’ que acha?
    .
    Veja bem, naquele tempo nazi, a industria alemã era constituída por milhoes de trabalhadores escravos que os estado providenciava. Pois claro, o pessoal andava ocupado a conquistar território e a mão de obra era escassa, e portanto os prisioneiros eram forcados ao trabalho. Enriqueceram deste modo a nata da nata da industria alemã. Os EUA ate’ exigiram o encerramento da Mercedes e de outras industrias do género.
    .
    Você sabe bem que o factor Estado na Alemanha foi decisivo para o rearranque da economia. Mas não quer dar o braco a torcer, ao que vejo. Não o estado colectivista, mas o estado como propiciador de negocio.
    .
    As tendências liberalistas na alemanha e’ coisa recente. E surge mais por medo que aja abusos na classe política do que por questões ideológicas, lembre-se que eles tem e tiveram sérios problemas de défice e endividamento no passado e actualmente também mas
    também porque a Alemanha insere-se neste novo mundo glibalizado aonde se exige respostas liberais aos procedimentos, principalmente no que ao comércio internacional diz respeito, uma vez que aquela industria que se emancipou pela forca do estado alemão de hitler gerou e continua a gera muitas exportações.
    .
    A alemãnha e’ beneficiaria liquida da globalização, ao contrário de Portugal, que e’ contribuinte líquido.
    .
    E sabe porque? Porque o tecido económico de Portugal não tem estrutura para competir a’ escala alemã, tam pouco chinesa. Foi e e’ constituído por pequenissimas unidades ou empresas, comparando com aqueles paises, e as que tem de maior concorrem no preço. Isto e’, as industrias que na verdade geram postos de trabalho em massa operam em mercados cuja concorrência da China, por um lado, e a produtividade alemã, por outro lado, não permitem sucesso a Portugal.
    .
    E’ claro que isto pode mudar, com o tempo. Se o pais tiver uma estratégia que induza que os privados investir em nichos de mercado aonde se valoriza mais outros aspectos que não somente o preço, mas na verdade, aquilo que da emprego em massa, a continuar estas políticas de comércio internacional, não vai voltar a ser negocio. E isto causa um problema enorme. O desemprego em crescendo não pode dar bons resultados. Não tarda muito e será o próprio povo que exige proteccionismo. O perigo disto e’ que provavelmente, quando isso acontecer, vai ser de forma pouco equilibrada, e talvez ressurjam os nacionalismos balofos.

    Rb

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  67. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 14:16

    Meu caro Ricciardi, se o Estado portugu~es decidir ter um défice de 10% do PIB e desatar a comprar coisas aos privados, durante 3 ou 4 anos, é claro que a procura interna dispara e gera uma procura alta de curto prazo. Mas é sustentável?
    .
    .
    Vc. vive num mundo de ilusões. Agora até se lhe deu para defender o Estado nazi. ;))

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  68. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 14:17

    Desculpe, queria dizer, 100% do PIB. ;))

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  69. Silva's avatar
    Silva permalink
    28 Junho, 2011 15:37

    O que é feito da documentação ( alegadamente entregue na PGR) de transferências e movimentações de offshore que teriam sido feitas por familiares do ex-primeiro-ministro no valor de 383 milhões de euros?

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  70. tric's avatar
    28 Junho, 2011 16:04

    “Quando regressou a Portugal?
    Tomé Feteira–Em 1964 resolvi vender as minhas empresas. E depois pensei no melhor local para colocar o dinheiro. O dinheiro não tem pá­tria, vai para onde há melhores garantias. Qual era o país que me oferecia melhores garantias? Portugal, que tinha o orçamento equilibrado e a moeda mais forte do mundo. É por isso que hoje não me deixam falar. Portugal tinha a inflação a zero e 980 toneladas de ouro. O Financial Ti­mes escreveu: – Portugal, a continuar a sua ex­pansão económica, atingirá o terceiro milagre económico do mundo em 1980. O que ultrapassaria muitas vezes os outros dois milagres económicos: o japonês e o ale­mão. ”
    http://www.youtube.com/watch?v=YduFx-GGtLE

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  71. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 21:24

    “Qual era o país que me oferecia melhores garantias? Portugal, que tinha o orçamento equilibrado e a moeda mais forte do mundo. É por isso que hoje não me deixam falar. Portugal tinha a inflação a zero e 980 toneladas de ouro.”
    .
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    Já não há salazaristas como antigamente. Hoje em dia os salazaristaqs não passam de marizainhas, meros coninhas imitadores. Hoje querem uma moeda fraca e a saída de Portugal do euro.
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    Bem, eles no fundo não são salazaristas, são meros socialistas mas mais á direita. lololololololol
    .
    .
    É por isso que me rio com alguns que se armam em salazarisras mas depois…

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  72. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    28 Junho, 2011 21:43

    Por falar em ouro. Ponham os olhinhos no quanto tem para cair:
    .
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    Ouro em euros.
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    Nem com o espectro do fim da moeda única, o ouro conseguiu novos máximos com bastante força. Cuidado para quem anda a especular no ouro, que ele já perdeu o lugar para o euro. É o fim do dollar como moeda de reserva do mundo.
    .
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    Rei morto, rei posto. Viva o rei! Viva o rei!
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    PM Mas os nossos salazarentos coninhas querem uma moeda fraca, desvalorizações competitivas e controlo de capitais. lolololololololol

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  73. Rebelo's avatar
    Rebelo permalink
    29 Junho, 2011 00:45

    AC.

    Acredita que o se o Euro colapsar, e se o Dolár deixar de ser referência, o ouro não vai explodir para o dobro ou para o triplo?

    PS: Não sou muito informado nestas matérias. Apenas gostava de compreender como funcionam estas oscilações.

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  74. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    19 Agosto, 2011 18:25

    O Financial Ti­mes escreveu nos anos 60, e citado por Tomé Feteira:
    .
    «Portugal, a continuar a sua ex­pansão económica, atingirá o terceiro milagre económico do mundo em 1980. O que ultrapassaria muitas vezes os outros dois milagres económicos: o japonês e o ale­mão.»

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  75. Elisa Cunha's avatar
    6 Setembro, 2011 16:11

    Mas todos esperamos realmente que o novo governo ataque na raiz o problema endêmico do nosso país. Cúmplice das mazelas da saúde, da segurança, da educação. A terrível praga da corrupção. Criou-se no pais a cultura das “taxas de sucesso”. A cultura da propina institucionalizada. E nesse balaio de corrupção, em que as quadrilhas diferem na pele, mas não na forma de assaltar os cofres públicos, encontram-se executivos e funcionários de todos os governos: federal, estadual ou municipal.
    Achei uma rede comentando sobre o assunto muito boa, da uma conferida !
    http://www.redefap.org.br/index.php/rede/groups/viewgroup/14-o-que-esperamos-do-governo

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  76. Wallyson's avatar
    16 Setembro, 2011 15:10

    esperamos muita coisa, mais acho que nem tudo vai ser atendido ( como sempre né ) mais é assim mesmo o governo vive de promessas, e nao cumpri nenhuma este é o Brasil, mas vamos mudar isso a população cansou desses absurdos !
    Estamos debatendo este mesmo assunto nesta rede, da uma olhadinha http://www.redefap.com.br
    Abs !

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