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em que acreditamos, afinal?

28 Junho, 2011
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Espantam-se algumas pessoas com a afirmação de que os governos não servem para desenvolver países, mas para assegurarem as condições que permitam esse desenvolvimento. O estatismo está de tal modo presente na nossa mentalidade, que as pessoas não concebem um estado garante da liberdade individual, da propriedade, da segurança, da justiça, enfim, dos valores e das condições necessárias à existência de uma sociedade livre e civilizada, que não seja também um estado produtor que crie riqueza, emprego, empresas, isto é, que dirija a economia, mais ou menos em complemento com a iniciativa privada. Sucede que, aqui, a linha de fronteira é muito nítida e não podem existir tergiversações: ou se acredita que é ao estado que compete criar riqueza e desenvolvimento ou se acredita que só a iniciativa privada e aos indivíduos o podem fazer. Os resultados das convicções intervencionistas e socialistas estão bem à vista de todos: a falência do país e das empresas, o aumento do desemprego, o crescimento da burocracia pública e do clientelismo político. Já quanto à iniciativa privada, o que se poderá dizer é que, apesar de atrofiada por impostos extorsionários, por uma justiça que raramente chega a tempo e por um mercado onde predominam as regras da política em vez das do livre jogo da oferta e da procura, é ela que, apesar de tudo, ainda nos vai assegurando alguma qualidade de vida e que paga a pesada conta da despesa pública. Do estado e dos seus famosos planos de desenvolvimento económico, dos 150.000 novos postos de trabalho e da crise várias vezes declarada extinta pelos mais variados e esdrúxulos ministros, nada há a esperar a não ser pobreza.

25 comentários leave one →
  1. PLus's avatar
    PLus permalink
    28 Junho, 2011 14:52

    “Sucede que, aqui, a linha de fronteira é muito nítida e não podem existir tergiversações : ou se acredita que é ao estado que compete criar riqueza e desenvolvimento ou se acredita que só a iniciativa privada e aos indivíduos o podem fazer.”

    A nossa social democracia tem sido precisamente isso. Não?

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  2. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    28 Junho, 2011 14:53

    “A nossa social democracia tem sido precisamente isso.”
    “estado produtor que crie riqueza, emprego, empresas, isto é, que dirija a economia, mais ou menos em complemento com a iniciativa privada”

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  3. D's avatar
    28 Junho, 2011 14:56

    “O estatismo está de tal modo presente na nossa mentalidade, que as pessoas não concebem um estado garante da liberdade individual, da propriedade, da segurança, da justiça, enfim, dos valores e das condições necessárias à existência de uma sociedade livre e civilizada, que não seja também um estado produtor que crie riqueza, emprego, empresas, isto é, que dirija a economia, mais ou menos em complemento com a iniciativa privada”
    Tão lindo, revi-me completamente nesta descrição que acredita, entre outras coisas, que a liberdade individual existe pura e simplesmente se o estado não me exigir impostos. Agora se disser não ao aborto, à igualdade de género, ao casamento homossexual, já não falamos da liberdade individual, mas sim de “uma sociedade livre e civilizada”. Em conclusão, tudo o que interessa é a economia. Respeitando a obrigatoriedade de rezar todos os dias ao Papa/Ayatollah Friedman. Toda a minha existência fica completa se não tiver o Estado nem um segundo para me pedir um cêntimo, mas que trate de pôr a “escumalha” toda na prisão e deixá-los bem longe.
    Estes gritos liberais não passam de uma tentativa de impor a todos uma ideologia, tal como fez a Igreja, tal como tentou fazer o Comunismo, tal como todos os outros tecnocratas autoritários.

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  4. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    28 Junho, 2011 15:01

    e eu INDIVIDUO, sem organizações, que me acontece se me roubarem?
    pago a outro INDIVÍDUO para me vingar?
    e em morrendo eu, INDIVIDUO?
    haverá INDIVIDUOS naturalmente egoístas para me sepultarem?

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  5. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    28 Junho, 2011 15:02

    “e eu INDIVIDUO, sem organizações, que me acontece se me roubarem?”
    Leu mal o texto:
    “um estado garante da liberdade individual, da propriedade, da segurança, da justiça”

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  6. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    28 Junho, 2011 15:09

    “um estado garante da liberdade individual, da propriedade, da segurança, da justiça´»
    sim e quanto à questão de quem me sepultará???
    já nem acrescento que morri de doença, pois os outros individuos não são hospitais…

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  7. rui a.'s avatar
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    28 Junho, 2011 15:12

    “quem me sepultará?”
    A sua família, evidentemente.
    “já nem acrescento que morri de doença”
    É porque deve ter estado à espera da consilta do SNS.

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  8. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    28 Junho, 2011 15:14

    como se não tenho familia nem amigos que sejam INDIVIDUOS, mas tão somente SUJEITOS?

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  9. JPHB's avatar
    JPHB permalink
    28 Junho, 2011 15:25

    Claro que contra o Estado perdulário, corrupto, burocrático e ataviado queremos a iniciativa privada dinâmica, concorrencial, perfeitamente eficiente. O problema é que essa iniciativa privada não existe. Ou melhor, existe nos sonhos dos liberais, nos livros de economia, nos papers dos “think tanks” liberiais e nos noticiários da FOX NEWS.
    Na vida real, ponham à frente da iniciativa privada um ambiente concorrencial, dinâmico e perfeitamente eficiente ou um monopólio do Estado vendido a preço de saldo que vão ver o que ela escolhe…

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  10. piscoiso's avatar
    28 Junho, 2011 15:44

    É o Ruiquistão.

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  11. Me's avatar
    28 Junho, 2011 15:55

    ora , basta ligar estas 2 noticias para ver o que o estado nos garante : frota milionária de bmw , audi e xpto para empresas públicas na falência , gnr e psp não têm dinheiro para a manutenção das viaturas…

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  12. Dédé's avatar
    28 Junho, 2011 16:22

    O problema é que alguns dos gurus destes cromos do liberalismo tuga estão agora no Governo. Vão apertar a tarraxa ao pessoal, entregar o que ainda resta aos amigos e camones, e deixar isto ainda muito pior.

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  13. tric's avatar
    28 Junho, 2011 16:23

    A Banca Nacional já esta a pedir juros de 12% às empresas nacionais…o que vem por aí…

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  14. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    28 Junho, 2011 16:26

    Ó Rui.a, vamos ver:
    Uma coisa é ter menos estado na economia. Estamos de acordo. Não caberá ao estado gerar riqueza senão por intermedio dos privados que a terão de produzir e devolver parte em impostos.
    Outra coisa é ter menos estado social. Ora é exactamente por que os privados devolvem, alguma da riqueza gerada, em impostos que pode existir uma sociedade/nação, enquanto local com uma identidade comum, lingua, cultura etc etc.
    .
    Portanto, cabe ao estado assegurar que essa sociedade prospere a dois niveis:
    -Economico
    – Social
    No economico deve facilitar o empreenderismo removendo barreiras, sejam elas ao nivel de impostos sejam administrativas. Deve criar infraestruturas no país que promovam os negócios. Boas estradas, pontes, agua potavel etc etc.
    No Social tem de garantir a TODOS serviços vários que de certa forma facilitam tambem a vertente economica, isto é, tem que assegurar a Saude do povo, a Educação, a cultura, a Justiça, a Ordem e a Defesa….
    .
    V.exa. e todos os liberais não radicais, consideram que a Saude deve ser assegurada pelo ESTADO, mas ministrada pelos privados. Isto é, os estado está lá, sim senhora, mas somente para arranjar dinheiro para pagar o serviço que os privados fazem. No fundo são umas PPP’s numa versão diferente. Pessoalmente não vejo mal nisso, embora não considere prioritario para o pais, mas considero que só é possivel aplicar esse modelo em meia duzia de cidades de Portugal. Ou seja, naquelas cidades aonde existe possibilidade de haver concorrencia devido ao numero de potenciais utentes ou clientes. Fora desses centros populacionais não vejo ser possivel convencer um privado a perder dinheiro investimento numa vila com umas centenas de pessoas. Isto quer dizer que, no modelo liberal, as vilas e aldeias e algumas cidades do interior deviam fechar. Remover as gentes de lá. Como se fossem empresas.
    .
    É este tipo de irrealismo que os liberais padecem. Defendem modelos que não tem em linha de conta as assimetrias, as necessidades das pessoas, tam pouco a coesao territorial.
    .
    Juravam os liberais, a pés juntos, que depois das privatizações da EDP, a electricidade ia descer de preço. Cosntactasse o contrario. Foi mentira. Privatizaram um monopolio e foi o que se viu. Os preços são incomportaveis.
    .
    Juram a pés juntos que, pá, a saude se for privatizada é que vai ser. MENTIRA. Os EUA, pais mais parecido com as teorias liberais neste capitulo, gasto o DOBRO da UE. MAs a qualidade é muito melhor, dizem. MENTIRA, todas as estatisticas de saude americanas estão em linha com os paises que gastando metade alcançam os mesmos objectivos. Ahh e tal mas é a liberdade de escolha que está em causa. MENTIRA. Na america as pessoas podem escolher e tal. Poder até podem, mas pagam o DOBRO.
    .
    Vendo estes exemplos, eu penso, qual é a garantia que os liberais nos dão, com que exemplos nos podem confortar para garantir que depois de privatizar a saude esta não ficará pior e mais CARA? Só mesmo com muito sentido religioso, muita fé, muita crença no sistema, comos os marxistas a tinham.
    .
    Rb

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  15. Trinta e tês's avatar
    28 Junho, 2011 16:27

    Rui a.:
    Penso que tem consciência de ter contado uma história bonita que não passa disso mesmo. A nossa tão adorada “iniciativa privada” nunca teve muita iniciativa e, isso, nada tem que ver com impostos. Os grandes grupos económicos sempre viveram à sombra protectora do estado. Por outro lado, a sociedade que descreve não existe. Países como os Estados Unidos, habitualmente apresentados como a “meca” do liberalismo, são fortemente intervencionistas e proteccionistas. Ora, num contexto destes, ter um estado que não intervenha, é tocar lira enquanto o incêndio avança. O que podemos e devemos discutir é quando, como e em que sectores deve ele intervir. Isso sim, é outro debate que poucas vezes foi feita entre nós.

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  16. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    28 Junho, 2011 16:27

    E o caso mais evidente é o intervencionismop estatal nos EUA.
    O intervencionismo federal, na economia e na sociedade americanas, é de tal ordem que podemos afirmar que os EUA estão a caminho da falência.
    Sistema de saúde à beira da implosão, infra-estruturas públicas da década de 50,etc.
    Os únicos sectores que ainda dão lucro são a indústria de armamento; as seitas religiosas e o comércio da droga.
    Até ver…

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  17. Pine Tree's avatar
    Pine Tree permalink
    28 Junho, 2011 16:36

    Yah pessoal. Estou aqui para pôr ordem no debate. Peace and love…!
    Este debate não serve para nada… O Povo nas suas crenças e fézadas é quem mais ordena. E se o Povo acredita no Estado como criador de riqueza não o contrariem.
    E nós, povo miúdo que vemos tudo a esboroar-se? Estamos como o marujo que vê o navio a chegar-se aos escolhos enquanto capitão e tripulação saúdam o mar livre que eles vêm. O que a gente faz é arranjar um escaler, ou um colete, e saltar do navio a tempo. E deixá-los falá-los que eles calarar-se-ão. É claro que é pior se for o Titanic nos mares gelados.
    Debates sobre o Friedmann ou o Bigodes, é perda de tempo. São margaritas ante porcos. Vê-se pelo nível dos ataques ao libelo do Senhor Albuquerque que foi um nervo sensível que foi atingido. E não vale a pena debater com pessoas nervosas.
    Haja saúde e coza o forno.

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  18. PMP's avatar
    PMP permalink
    28 Junho, 2011 16:40

    O Sr. Rui A. não entende que no mundo real os estados de vários países ajudam as empresas desses países, como os EUA, a China, o Japão, a Coreia, o Brasil, a Alemanha, de uma forma directa ou indirecta ou camuflada.
    .
    Não existe mercado totalmente livre , nem nunca existiu.
    Por isso o estado português precisa de ajudar as empresas portuguesas, como por exemplo baixar os impostos sobre o trabalho, como por exemplo baixar os custos do capital, como por exemplo baixar os custos da pesquisa, desenvolvimento e inovação, como por exemplo baixar os custos da promoção e marketing internacional, como por exemplo preveligiar as compras a empresas que criam emprego em portugal, como por exemplo encomendar pequenas séries de produtos para serem usados como demonstração, como por exemplo alugar terrenos e instalações a preços baixos, como por exemplo pagar estágios a recem-licenciados, como por exemplo pagar formação profissional dentro das empresas para evitar despedimentos, como por exemplo investir em regadios, como por exemplo dar creditos fiscais a empresas exportadoras, etc. , etc.
    .
    Todos os países fazem mais ou menos isto e outras acções de politica industrial. Os que não fazem ficam para traz, eventualmente com boas empresas, mas num numero e dimensão insuficiente para gerarem emprego e salários elevados.

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  19. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    28 Junho, 2011 16:45

    jornal Expresso:
    Nova secretária da Igualdade foi contra o casamento gay (vídeo)
    Teresa Morais esteve contra a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e à lei de identidade de género, mas é a nova secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade.
    Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/nova-secretaria-da-igualdade-foi-contra-o-casamento-gay-video=f658107#ixzz1QaMSjNq
    .
    Governo de PPC apostado em fazer frente às coisas que nos fizeram rir no governo de Sócrates e de Santana Lopes.

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  20. Pine Tree's avatar
    Pine Tree permalink
    28 Junho, 2011 17:12

    A aliança entre o grande capital e a política, nos USA, foi por mim testemunhada no Verão de 2004. Como sabem a Teresa Heinz esteve quase a ser primeira-dama, por ser casada com o candidato democrata. Em vários restaurantes insisti para que me dessem mostarda “booch” mas qual o quê… as mesas só continham mostarda Heinz.
    *
    Agora, para os camardas mais inteligentes. Exemplos adrede apresentados nada provam. As doutrinas são logicamente coerentes ou não são. Economia não é Física ou Astronomia em que as previsões são observáveis. Portanto, há espaço para cada um ter a sua fézada que não vem mal ao mundo. O Senhor Albuquerque só diz que há duas escolhas, mas muitos camaradas em vez de o refutar dizendo que há 3 escolhas, ou uma só escolha, esses camaradas preferem atacar a escolha que se supõe que ele prefere. E para o efeito apresentam “factos” que eles-mesmos não conseguem sustentar porque são afirmações sobre realidades muito complexas.
    De facto, as doutrinas económicas triunfam segundo a sua popularidade, é o Povo quem mais ordena, camaradas, não há por onde fugir.

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  21. parrana's avatar
    parrana permalink
    28 Junho, 2011 17:19

    Meu caro Tric:
    Permita-me actualizar para 12,5%.
    O que virá aí é:
    A banca falida e os bancários seus dirigentes vão tentaqr chupar os ossos do cadáver.
    coitados! se fossem Banqueiros, sabiam que não vai dar. Mas, para isso, é necessária
    uma longa e árdua aprendizagem. de gerações! Eis o que não tiveram. Entretanto,
    criaram a imagem do “banqueiro socialista” E, não perceberam que era o fim.
    Já o venerando Lenine (que nunca pagou nada e incitou para não pagar)dizia: ” O dinheiro
    é a corda com que os vou enforcar”. Como vê, actualíssimo: Os Gregos mandam na Europa.
    Com gente que ” nunca teve nada na vida e nunca foi nada” (1) que se poderia esperar?
    (1) frase de António Champalimaud

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  22. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    28 Junho, 2011 19:44

    Já agora, gostava de perguntar ao Rui.a, se merecer de sua excelencia uma resposta, porque é que considera que a segurança do país deve ser missão levada a cabo exclusivamente pelo ESTADO e, nessa medida, porque é que a SAUDE não o deve ser. A ideia é perceber o crittério de escolha das coisas Imprivatizaveis daquelas passiveis de privatizam, na mente liberal. Confesso que gostava de entender porque é que a segurança não pode ser PRIVATIZADA e que argumentos aduzem para castrar os privados desse potencial negócio. A mesma coisa se aplica à Justiça. Porque não privatizar TUDO? não percebo estas descriminações sectoriais.
    .
    Rb

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  23. rui a.'s avatar
    rui a. permalink
    28 Junho, 2011 20:49

    ” a segurança do país deve ser missão levada a cabo exclusivamente pelo ESTADO”
    Em que parte do meu texto leu essa afirmação?

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  24. tiago's avatar
    tiago permalink
    28 Junho, 2011 21:27

    Daqui a uns anos, quando o sistema socialista se auto destruir, muita gente vai olhar para trás e pensar como era possível o estado estar metido nas comunicações, em companhias aéreas, em bancos, em cultura, nos museus, nas escolas, nos hospitais, até nos bidés das nossas casas (por lei não se pode ter uma casa sem bidé), qual Brazil (o filme) qual quê. Da mesma forma que nós olhamos para trás e pensamos como é possível termos vivido numa das mais longas ditaduras do mundo que nos atrasou ano e anos. Até lá as cabecinhas dos portugueses vão continuar estatizadas, porque para eles o estado é a resposta para tudo, só não vêm que é o problema de muita coisa, inclusive das suas vistas curtas.
    Ricciardi, o direito à vida consagra um direito que não actua sobre terceiros, se não sobre a própria pessoa. O direito à saúde, no fundo é exigir através da força que outras pessoas paguem os seus serviços de saúde. Se chegasse a sua casa e lhe apontasse uma arma para me tratar de uma constipação provavelmente não ia achar piada. Desde que seja o estado a fazer esse trabalho, você já não acha mal.

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  25. afédoshomens's avatar
    afédoshomens permalink
    29 Junho, 2011 10:26

    mas então a família tem de substituir o INDIVIDUO? nessa crença o INDIVIDUO NÃO É TUDO???

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