Quantos subsídios de Natal é que isso custa?
3 Julho, 2011
O ministro das Finanças disse esta semana no Parlamento que “todas as propostas de medidas governamentais serão avaliadas de acordo com o impacto de curto, médio e longo prazo“.
.
Hoje ficamos a saber que Nuno Crato suspendeu o encerramento de 654 escolas do 1º ciclo do ensino básico com menos de 21 alunos. Alguém tem ideia de qual é o impacto a curto, médio e longo prazo desta medida? Quem souber pode dar a resposta em subsídios de Natal.
.
Em poucos dias já é a segunda vez (depois dos estaleiros de Viana) que o governo reabre um caso de corte da despesa que o governo anterior tinha fechado. Percebe-se porque é que o governo precisa de impostos extraordinários. Estas decisões vão custar dinheiro.

Qual é o custo da desertificação das aldeias do interior e do abandono do território?
GostarGostar
Caro Luis Ferreira,
.
Para o Estado, que é o que está em discussão? Nenhum. Dispersão da população só dá despesa.
GostarGostar
Quantos subsídios de Natal é que Sócrates custou?
GostarGostar
Fechem tudo.
Depois já não precisam de pagar nada.
Se alguém refilar manda-se a polícia.
É caro que a polícia vai querer ser paga.
Então lance-se um novo imposto.
GostarGostar
Concentração de alunos só tem dado armazéns de analfabetos e iniciação de criminosos.
GostarGostar
««Quantos subsídios de Natal é que Sócrates custou?»»
.
Temo que isso não seja desculpa para o estado continuar a gastar o que não tem.
.
Note-se que a regra da avaliação do impacto foi criada por este governo e é violada em menos de 2 ou 3 dias.
GostarGostar
««Concentração de alunos só tem dado armazéns de analfabetos e iniciação de criminosos.»»
.
O que está aqui em causa é um aumento de despesa 3 dias depois de o governo ter anunciado um aumento de impostos extraordinário e de ter prometido em campanha que a prioridade era a redução de despesa. Se as escolas são armazéns de analfabetos, o ministro da educação tem que resolver o problema dentro dos condicionalismos de um Estado falido e de um governo que se comprometeu a reduzir a despesa e a avaliar o impacto de todas as medidas.
GostarGostar
A notícia diz o seguinte:
“esta decisão resolve dois problemas aos municípios, a necessidade de assegurar a deslocação dos alunos para as novas escolas sem prejudicar o rendimento escolar e o previsto aumento dos gastos com os transportes.”
Falta saber o que ficaria mais caro: manter essas escolas abertas ou ter que transportar diariamente os alunos provenientes de aldeias dispersas para um qualquer centro escolar.
GostarGostar
Apurar contas antes de pagar pesadas facturas.
GostarGostar
Este governo é estatista como o anterior, embora com um estilo algo diferente. Não é liberal e, portanto, não se pode esperar muito dele. Tudo irá continuar na senda socializante, com planeamento centralizado e o Estado a controlar tudo, directa ou indirectamente. Impostos, leis, decretos, burocracia, é o que vamos ter com fartura.
GostarGostar
Ah, e também vamos ter muitas medidas absurdas.
GostarGostar
Está por provar que o fecho de escolas reduziu os custos.Aumentou,isso sim, a deserção.Só quem não está atento,e nos grandes meios não se nota tão bem,à quantidade de carrinhas que circulam diariamente no país,incluindo as da dita assistência social,vulgo rendimento mínimo,pode afirmar que se reduziram despesas!
GostarGostar
Ó João Miranda, diga lá o que é que o governo faz aos alunos das escolas que fecham? matam-nos? Ou têm que os levar para outro lado? E isso não custa dinheiro? carrinhas e autocarros de um lado para o outro, crianças com seis anos que têm que ser deslocadas 50 km, e às vezes mais, essa avaliação não tem que ser feita?
Nunca vi um governo ser tão criticado tres dias depois de estar completo. Ainda os hei-de ver a criticar a cor das cuecas do ministro das finanças. Haja Deus!
GostarGostar
««Está por provar que o fecho de escolas reduziu os custos»»
.
De acordo com as orientações do ministro das finanças, o ónus da prova cabe a quuem optou por suspender uma decisão já tomada.
GostarGostar
Já agora: o João Miranda sabe melhor do que eu, que anunciar um aumento de impostos é a coisa mais facil do mundo, basta dizer onde é que se vai aumentar. Agora reduzir despesa fia mais fino, não é? Fechar institutos e fundações, extinguir serviços do estado que são redundantes, dispensar as pessoas que trabalham nesses locais, etc. isso pode-se fazer ou sequer anunciar de um dia para o outro? Não pode, não é possivel, isso só se pode fazer depois de se estudarem e ponderarem uma serie de factores. Mas pode ter a certeza de que isso está a ser feito, vamos esperar até ao fim de verão e ver o que acontece. Nessa altura poderemos todos tecer as criticas que nos aprouver. Mas criticar o governo por não ter tomado medidas uma semana depois de tomar posse?
GostarGostar
««Ó João Miranda, diga lá o que é que o governo faz aos alunos das escolas que fecham? »»
.
Faz aquilo que o governo anterior já tinha previsto fazer e que já foi feito em encerramentos anteriores. Não é a primeira vez que se encerram escolas.
GostarGostar
“carrinhas e autocarros de um lado para o outro, crianças com seis anos que têm que ser deslocadas 50 km, e às vezes mais, essa avaliação não tem que ser feita?”
.
.
Porquê que tem de ser o Estado a ter as escolas e as tais carrinhas?
.
.
“Nunca vi um governo ser tão criticado tres dias depois de estar completo”
.
.
Habitue-se caro Silveira. Este não terá direito a estado de graça, pois as primeiras medidas que tomou foram apenas no sentido do aumento da despesa e dos impostos. O contrário do que nos prometeram.
.
.
E o problema fundamental é este. Eles não acreditam na iniciativa privada, na livre concorrência e na abertura dos mercados para sairmos da crise e impulsionar o crescimento económico. Está lá no programa do governo. Mais impostos e promessas vagas de corte na despesa.
.
.
Dejavu! Tal e qual o desgoverno do Pinocrates!
GostarGostar
Neste aspecto, não tem razão, João Miranda.
O fecho de muitas escolas com mais de dez alunos acaba por ficar mais caro, porque os custos de transporte e alimentação dos alunos superam largamente os oitocentos e poucos euros que um professor contratado ganha por mês. Para além disso, numa altura em que será quase inevitável o regresso de muitas famílias às suas origens no interior, onde possam, pelo menos, subsistir com com os produtos que cultivam, é um erro grande fechar escolas.
GostarGostar
A. C. da Silveira,´
.
O que se está aqui a criticar é a suspensão de medidas já tomadas. Suspensão que tem custos. Nao estou a pedir ao governo que corte em institutos etc na primeira semana. Estou a pedir que não anuncie mais despesa 3 dias depois de ter anunciado mais impostos.
GostarGostar
Anto-comuna,
Com o respeito que o caro me merece, deixe-me dizer-lhe que tem andado distraido e pouco atento. Passos Coelho anda há meses a dizer que tomará as medidas que forem necessarias, para além do que está no memorando da troika, para reduzir o defice. Só não ouviu quem não quiz. Este e outros aumentos que se seguirão, estão cobertos por essas afirmações.
Aquilo a que a troika nos obriga é insuficiente para sair do buraco onde estamos. Temos que por as contas publicas em ordem e quanto mais depressa melhor, para podermos ir aos mercados financiar a retoma, diminuir o desemprego, e recomeçar o crescimento economico. Isso exige grandes sacrificios , e enquanto andarmos a perder tempo com faits-divers tipo “ainda agora chegou já está a faltar às promessas eleitorais”, não vamos a lado nenhum. Até porque Passos Coelho avisou que isto poderia acontecer.
GostarGostar
Peço desculpa, Anti-comuna, não anto-comuna.
Caro João Miranda, a suspensão foi feita exactamente para avaliar os custos/beneficios do fecho das escolas, entre outras, pelas razões que expus atrás. Provavelmente vamos ter algumas surpresas, concluindo que fechar determinadas escolas não representa poupança nenhuma.
GostarGostar
“Aquilo a que a troika nos obriga é insuficiente para sair do buraco onde estamos. Temos que por as contas publicas em ordem e quanto mais depressa melhor, para podermos ir aos mercados financiar a retoma, diminuir o desemprego, e recomeçar o crescimento economico.”
.
.
Pois. Isso é tudo muito bonito. Mas falta-lhes a estratégia. Não sabem o que fazer. Senão imitar o desgoverno do Pinócrates. Ou seja, eles anunciam um aumento de impostos porque a despesa está descontrolada. Mas isto faz sentido? Não, não faz. Deviam atacar a despesa e não os contribuintes.
.
.
Vc. pode não gostar de ler, mas eu vou-lhe repetir: o governo já disse publicamente que a estratégia orçamental só estará defininida em Agosto. Se só em Agosto, este aumento de impostos é uma completa estupidez, porque não está inserida em qualquer estratégia orçamental. Está a ver a coisa?
.
.
Depois, veja-se bem a carola desta gente. Anunciam medidas simbólicas de combate à despesa (que se calhar nem 1 milhão de euros popupam) mas ao mesmo tempo anunciam aumentos da despesa. Se calhar bem acima do milhão de euros do lado da poupança. Isto faz sentido? A im, não. A si espero que não.
.
.
Vc. fala em crescimento económico, mas vejamos o caso da RTP e da abertura do mercado do audiovisual. Vou-lhe contar uma pequena história:
.
Aqui há dias li um pequena entrevista de um jovem empreendedor nacional, saído dos bancos da Univ. do Minho, que desenvolveu tecnologias novas para o sector da televisão. Foi-lhe questionado onde estaria o seu mercado. Ele respondeu que nos USA. E porque não em Portugal?, perguntaram-lhe. Resposta pronta dele: não há em Portugal um mercado desenvolvido no sector da televisão.
.
.
Agora analisemos o caso como deve ser. Porquê que não há um mercado de televisão inovador, capaz de aborver novas tecnologias que lhes aumentem a produtividade os eventuais ganhos financeiros decorrentes dessas novas tecnologias? Porque o mercado está protegido e até os eventuais ganhos de escala nunca se conseguirão, se existem mercados protegidos. A nossas cadeias de televisão, para sobreviver, não apostam nas novas tecnologias inovadoras, mas antes apoiam-se em lobbies para manterem as suas rendas financeiras.
.
.
O efeito spill over do sector não gera efeitos sobre o resto do tecido produtivo porque não é da sua natureza apoiarem-se em aumentos de produtividade, inovações e especializações. Mas no lobbying político.
.
.
Ora, esta jovem start up portuguesa acabará por emigrar para onde está o mercado dela. Os USA. Em Portugal as televisões, além de protegidas, não têm nas suas práticas de gestão preocupações deste tipo de natureza: voltadas para o mercado. A competição é apenas pela via da grelha da programação e respectivas quotas de audiência, tudo o resto é quase menosprezado. E isso acontece porque ganhar dinheiro depende apenas do lobbying e da quota de audiências.
.
.
Vejamos o casop das novelas tugas. Até já conquistaram prémios internacionais e tudo. Mas estão a conseguir gerar competências em termos de mercado? Duvido. Tal e qual, como aqueles maravilhosos filmes feitos em parceria entre a SIC e o Ministério da Cultura, como a preocupação era apenas sacar dinheiro aos contribuintes, logo que se acabaram os dinheiros públicos, acabaram-se os filmes. Nunca houve preocupação em gerir para o mercado de bilheteira mas apenas sacar dinheiros públicos disponíveis.
.
.
Ora, se o governo quer criar clusters industriais e de serviços, os mercados têm mesmo que ser competitivos e ferozes. Só assim se geram competências, não apenas a nível de marketing, mas até para aproveitar todos os recursos disponíveis para melhorar a produtividade, efeitos-escala, etc. Aproveitar as potencialidades de pequenas start ups, como esta com origem num formando da Univ. do Minho. Só assim, as vantagens competitivas do cluster se desenvolve, que depois é potenciada pelas exportações, não apenas dos bens televisivos (como filmes, novelas, documentários, etc) mas de toda a cadeia de valor que estes produtos geram nas suas actividades. Desde especiaizações no sonoplastia, na imagem, software, máquinas (desde as de realização até às próprias de filmar), etc.
.
.
O problema é que não se geram clusters sem uma forte competição nos mercados, com mercados abertos para diminuir fricções de entrada e saída dos mercados, e com um quadro institucional que, tanto garanta a livre competição como uma aproximação dos actores envolvidos no clusters, que em cooperação, tomam decisões colectivas que melhorem as suas competências e vantagens competivivas. Porque, a chave para um cluster industrial (ou outro qualquer) de sucesso é precisamente uma elevada competição, de molde a que as empresas absorvam rápidamente meios que lhes abram oportunidades de aumentar as suas vantagens comperativas. Se as empresas estão protegidas, nunca terão a preocupação principal de adoptar tudo o que lhes permita tornar mais fortes a nível de especialização, economias-de-escala, etc. É condição essencial, haver livres mercados, abertos e ferozmente competitivos.
.
.
Portanto, a questão da RTP não é apenas fiunanceira. É sobretudo de política económica e até industrial. É toda uma atitude que é necessária haver para apostar no nosso crescimento económico. E a RTP não sendo privatizada e o quadro institucional não permitir a livre competição, a entrada e saída de novos operadores (mais eficientes, mais bem geridos e com mais produtividade), fica demonstrado que este governo não percebe o nosso problema colectivo. E que está refém de interesses económicos ocultos, de redes de corrupção política obscuros e que é mais do mesmo.
.
.
O caso da RTP é o símbolo de um mau governo. É o símbolo da decadência portuguesa. É o símbolo do partidarismo em Portugal. Onde os clubismos são apenas e só o que move esta gente. Esta gente, o que antes criticava no desgoverno do Pinócrates, agora já o defendem, desde que o governo mundou. É mau. E mostra que nada mudou em Portugal, apenas os boys.
GostarGostar
Anti- comuna,
Uma semana de governo já lhe deu para perceber isso tudo. Uma semana de governo e já todos vimos que o Coelho é igual ao Socrates. Somos tão inteligentes. Ou somos só chicoespertos?
GostarGostar
Caro João Miranda:
Citando-o na sua citação: ”todas as propostas de medidas governamentais serão avaliadas de acordo com o impacto de curto, médio e longo prazo“. Parece-me então que possso entender que também o preocupam impactos a longo prazo. Para não me dispersar na concepção de “impacto” em si mesma (será “impacto”=lucro ou prejuízo ?) apenas sugiro que faça um pequeno estudo entre alguns alunos (já possível) que na geração dos 80/90 (20-30 anos) tiveram um ensino primário nas condições distintas que discutimos: uns em escolas primárias de pequenas aldeias/vilas/cidades e outros em centros de 20 alunos/turma e 1-3 turmas/ano escolar. Conhecendo eu alguma amostra e geralmente questionando aos próprios e conhecendo os seus percursos depois (isto, de facto, com algum interesse próprio para o ensino futuro dos meus filhos, não só como alfabetização mas também como crescimento em si) preocupa-me que ainda não nos tenhamos apercebido do impacto a LONGO PRAZO e ainda não termos observado Portugal cair ao mar de tão pesado estar na costa. E são os alunos de Escolas Primárias em aldeias e vilas do litoral (e sim, dou alguma margem de erro a apenas serem os do litoral), por exemplo, que menos se preocupam em “abdicar da sua plenitude citadina de ter tudo o que é entretenimento à mão” para poder exercer o que quer seja no interior. Nos países que tanto proclamamos serem evoluidos, o êxodo rural está tendencialmente a inverter-se em êxodo urbano, porque será ? Gostam de desperdiçar dinheiro ao estado com toda a certeza.
E mais, para os próprios pais, se entendessem que para a própria vivência familiar viverem longe d’A Cidade não é o fim-do-mundo-social, mas uma abertura para novos horizontes, e que o filho não vai ter de ser acompanhado por um psicólogo só porque na turma de 100 é o único que não tem sapatilhas com rodinhas, e porque até vai contactar com miúdos que acordam de manhã para alimentarem animais de galinheiro, talvez, mas só talvez, a LONGO PRAZO, também os novos “graúdos” saibam que mais importante que cobrar ao estado o que quer que seja, é começar uma nova ideologia de “boa vida” de “qualidade de vida” de “dignidade de vida”, e aí, a evolução política será inevitável. Não, o futuro político não está num galinheiro, mas perceberem desde cedo que existe Vida além da Televisão com 1000 canais, e dos Jogos de Consolas Que Cada Vez Mais São Quase Quase Quase Como A Realidade, talvez mude a rumo de alguma coisa quando estes seres forem os nossos governantes e cidadãos.
Cumprimentos,
Francisca Crisóstomo da Silva
GostarGostar
“Uma semana de governo já lhe deu para perceber isso tudo. ”
.
.
Já. O caso da RTP mostra-o. Leia o que escrevi anteriormente e medite. Medite mesmo a sério na coisa. E não apenas no que lhe parece serem criticas sem substância.
.
.
Repito aqui novamente:
.
“Portanto, a questão da RTP não é apenas fiunanceira. É sobretudo de política económica e até industrial. É toda uma atitude que é necessária haver para apostar no nosso crescimento económico. E a RTP não sendo privatizada e o quadro institucional não permitir a livre competição, a entrada e saída de novos operadores (mais eficientes, mais bem geridos e com mais produtividade), fica demonstrado que este governo não percebe o nosso problema colectivo. E que está refém de interesses económicos ocultos, de redes de corrupção política obscuros e que é mais do mesmo.”
.
.
Leia bem o que escrevi acima e medite no que o nosso governo pensa em relação à própria RTP e o sector em termos mais alargados.
GostarGostar
Não percebo a razão da censura ao meu comentário.
Não haverá outra oportunidade.
GostarGostar
Um dos problemas em Portugal é a ignorância da generalidade dos opinion makers e das didas nossas élites. São na maioria ignorantes mesmo portando doutoramentos académicos. O caso mais visivel é a generalidade das opiniões sobre a eventual privatização dos correios em Portugal. A generlaidade dos que opinam são tão ignorantes que até doi. Devem viver num mundo à parte e quando viajam para fora não aprendem, não reparam no que lá se faz e nas abordagens novas sobre a problemática que envolve o chamado serviço público da portabilidade das mensagens. Ditas cartas.
.
.
Em Inglaterra os correios há muito que têm um modelo de negócio interessante. Há cerca de 20 anos que as estações dos correios são diferentes de Portugal. Nas estações de correios ingleses quase que nem se poderia chamar de estações de correio. São lojas que também vendem serviços de correio ou envio de mensagens clássicas, como as cartas ou até as facturas. Onde se compra o selo também se pode comprar batas fritas, livros ou até lotarias. São uma espécie de quiosques.
.
.
Noutros países a abordagem é diferente. Há um país nórdico uma abordagem bem diferente. A abordagem assenta numa competência que as cadeias de supermercados dominam bem: logistica. Porque, no fundo, os correios são logistica. É o transporte de mensagens ou de mercadorias. Ora, as redes de supermercados são nas sociedades modernas e desenvolvidas verdadeiros experts na logistica. E como o são, os correios são um serviço público prestado pelas lojas e supermercados.
.
.
Em qualquer país onde existe um pequeno aglomerado populacional, há quase sempre algum tipo de lojas. Desde padarias, talhos, mercearias, etc. E embora o modelo de negócio tenha vindo a juntar estas lojas especialidades numa nova, o supermercado, na verdade a questão é sempre a gestão logistica. Como fazer chegar a este tipo de pequenos aglomerados populacionais, os bens essenciais, que todos consomem. Pão, carne, peixe, batatas, arroz, etc.
.
.
Ora, nesse tal país nórdico, os serviços do correio são prestados por supermercados. Onde se compra o pão, o leite, a carne, a fruta, também se pode enviar cartas. Ou levantar documentos, ou encomendas, etc. No fundo, as redes de supermercado, como transportam mercadorias de um lado para o outro, dominam boas redes de distribuição e são experts em Logistica. Onde transportam a cervja ou o leite, também transportam cartas.
.
.
Há em países até a coisa espantosa. Usar os correios para prestar serviços financeiros e bancários. Porque não o contrário? Os bancos prestar serviços de correio? Ora, quando existem mercados abertos e livres, com boa regulação, nada impede que os modelos de negócio se adapatem às necessidades dos consumidores e respectivas capacidades e competências capazes de suprir essas mesmas necessidades.
.
.
O caso da RTP ou até mesmo dos correios, mostram como em Portugal a generalidade das opiniões assentam apenas em visões do passado. Em ideias, modelos de negócio e até capacidades tecnológicas do passado. E isto é mesmo preocupante, porque denota uma incapacidade mental de adaptação à mudança. É confrangedor até, a falta de criatividade destas ditas élites. Que alguns até se julgam mesmo fazer parte das élites. O que é ainda mais paradoxal.
.
.
Num mundo em mudança, seria de esperar alguma capcidade de pensar para além do passado. Seria de esperar que fossem pessoas bem informadas e até capazes de conhecer o que se vai fazendo por esse mundo fora. Mas naõ. Em Portugal, a mentalidade, além de estatista, é alimentada por uma ignorância atroz. Uma defesa do passado, de ideias ultrapassadas e visões do mundo paradas no tempo.
.
.
Há em Portugal uma juventude muito mais aberta à mudança, dinâmica e sem teais na carola. E depois uma geração falhada, parada no tempo, saudosistas e ignorante. Mesmo quando se julgam as élites do pensamento intelectual. Ora, tão auto-convencimento e arrogância intelectual desta gente explica-se pelo seguinte. Esta gente em termos colectivos tem complexos de inferioridade que contrabalançam com uma arrogância inacreditável. A sua falta de humildade chego ao ponto de nem sequer tentar compreender o que se vai fazendo por esse mundo fora. O que de novo surge, tanto em termos de tecbnologias, ideias, métodos de gestão, modelos de negócio, etc. É mesmo gente auto-convencida mas muito rasca. Mas opinam como se conhecessem o mundo. Mas conhecer o mundo não é apenas viajar para os demais países, visitando os museus ou apanhar sol na moleirinha. É tentar perceber como vivem outros povos, suas mentalidades, suas abordegens, o que estão a fazer de novo, o que estão a mudar os actuais paradigams económicos, etc.
.
.
Em Portugal as nossas élites são um nojo. E até na abordagem destas questões se nota. Vivem parados no tempo, vivem de ilusões e vivem convencidos que até são melhores que os restantes portugueses. Confirmando os inquéritos d eopinião aos automobilistas tugas. Se perguntado a um tuga se é bom condutor, a generalidade considera-se excelente condutor. Mas se perguntado o que pensa sobre a condução dos seus conterráneos, as respostas… Nos opinion makers sucede o mesmo. Eles são excelentes, os demais tugas são burros, estúpidos e até imaturos. Pffff!
GostarGostar
O anti-comuna pergunta:
“Porquê que tem de ser o Estado a ter as escolas e as tais carrinhas?”
Eu explico:
Porque o estado impõe escolaridade obrigatória para todos, logo tem de a garantir para todos.
GostarGostar
“Porque o estado impõe escolaridade obrigatória para todos, logo tem de a garantir para todos.”
.
.
E porquê que é obrigatória a escolaridade?
GostarGostar
“Alguém tem ideia de qual é o impacto a curto, médio e longo prazo desta medida?”
Se é verdade que as escolas (centros escolares) intervencionadas aumentaram disparatadamente o consumo de energia, só nisso poupam dinheiro.
GostarGostar
Estava a ler o comentario do anti-comuna a falar dos correios em Inglaterra, e fiquei cheio de vontade de rir. Sabe o nosso ilustre comentador quem é que prestava os serviços dos correios há 40, 50 anos nas vilas e aldeias portuguesas? pois é verdade, eram as tabernas/mercearias, que até dispunham muitas delas, de cabines telefonicas e tudo. O Portugal rural salazarista, descobriu 50 anos antes a solução para a prestação de serviços dos CTT, associados a outros negocios. Os CTT’s dão lucro ou prejuizo? Não faço a minima ideia. Mas quando a direcção financeira de uma instituição que me enviou esta semana uma carta a pedir o pagamento de 1 (UM) centimo(!!!) descobrir que os serviços dessa instituição gastam mais de um euro para pedir o pagamento de um centimo, de certeza que os CTT vão perder um cliente. Situações destas são às centenas de milhar.
O estado que se fique pela gestão da saude, da justiça e da segurança publica, da educação e da segurança social, que já tem o suficiente com que se coçar. E ficamos todos a ganhar!
GostarGostar
POIS! O interior, as zonas abandonadas põem-se de parte, não é? E criam-se escolas com turmas enormes e onde os pais se queixam de tudo, principalmente da hora sobrelotada das refeições. Têm de dar umas voltas por sítios onde estão os problemas. Por sítios onde, pura e simplesmente, não há SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE: as pessoas nascem e morrem pelo caminho até ao hospital mais próximo. Os Centros de Saúde, bem equipados, bem localizados, com material que nunca teve uso, porque nunca teve médicos para isso, estão, pura e simplesmente, sem utilidade. Disse-me alguém que quem os equipou assim devia estar preso. Alguém ganhou com a venda de tal equipamento que ninguém utiliza!
GostarGostar
“Sabe o nosso ilustre comentador quem é que prestava os serviços dos correios há 40, 50 anos nas vilas e aldeias portuguesas? pois é verdade, eram as tabernas/mercearias, que até dispunham muitas delas, de cabines telefonicas e tudo.”
.
.
Eram situações pontuais. E até menos do que se pensa, embora depois as ditas Casas do Povo vieram tentar colmatar essas falhas.
.
.
Mas não se ria muito. Porque os correios são um serviço público que pode ser oferecido de multiplas maneiras. Não por carolice, como era naqueles tempos, mas efectivamente como um negócio, gerador de empregos e riqueza.
GostarGostar
Deste debate concluo que não se pode afirmar que haja despesa, mas uma possível não poupança. Está a ser ponderada, o que deve ser sempre feito. Alinhar bacocamente nos armazéns, sem avaliação de custos é que seria errado. Afirmar, à partida, que os armazéns são mais baratos, é o preconceito lurdistico do costume. À cabeça há o transporte e as refeições, mas seguem-se os gastos de electricidade que são muito maiores em gigantescos corredores e nas salas de alunos que numa salita sem ar condicionado. Claro que dou por perdido o dinheiro gasto nos armazéns, mas ponderaria o que se vai gastar em acelerar as obras.
Tanta gritaria só por “parar para pensar”? Tudo pela santa que bateu nos professores cooperativistas.
GostarGostar
O Nuno Crato como bom maoista que é vai fritar em lume brando os «revisionistas» do PCP que estão nos sindicatos dos professores!
Vai ser lindo!
GostarGostar
Sim, é verdade, as crianças das salitas sem ar condicionado saem baratinhas, pois não têm mais nada, para além da salita sem ar condicionado…
E sim, não se deve misturar as crianças que alimentam animais com as crianças que manipulam consolas, não vão ficar traumatizadas…
Tão bonito, o nosso Portugal rural…
GostarGostar
João Miranda,
1) Não é líquido que encerrar estas escolas seja uma medida de contenção orçamental. Logo, suspender a decisão não é, necessariamente, aumentar custos. Pelo menos eu não conheço um único estudo que tenha suportado estas decisões de encerramento, muito menos um estudo estritamente financeiro.
2) É ainda menos líquido que o abandono do território não tenha custos para o Estado. Não sei se tem a noção (eu não tinha até ter feito os mapas da evolução da população de dez em dez anos entre 1890 e 2001) de que hoje, em cerca de um terço do país, há menos gente da que havia em 1890. Ao contrário do que diz, isto implica custos. O mais óbvio, os cem milhões de euros gastos anualmente com o combate aos fogos (não sei o que isso é em rtps ou subsídios de natal mas é irrelevante). Mas há mais, muitos mais, incluindo as horas perdidas no trânsito e o investimento para as resolver (sim, a hiperconcentração tem custos) nas zonas de maior concentração. Há evidentemente custos de oportunidade, com o desperdício do capital territorial cuja exploração económica se torna progressivamente mais inviável (por exemplo, o fenómeno dos roubos no mundo rural está a atingir uma dimensão inimiginável. Para ter uma ideia, as celuloses hoje, quando fazem florestações, são obrigadas a contratar pessoas para ficar junto às máquinas, e estamos a falar de retroescavadoras e outras máquinas de grande porte, já não por causa dos roubos de combustível mas porque existe o risco real de roubo das máquinas e, por maioria de razão, das peças).
henrique pereira dos santos
GostarGostar
NÃO RECOMENDÁVEL A ESPIRITOS MUITO SENSIVEIS
A verdade nua e crua …
ALDRABÃO (aumento de impostos) …disse que não aumentava …
Aldrabão, demagogico ou simplesmente ignorante in blog INSURGENTE
Aumento de Impostos in blog BLASFEMIAS
DEMAGOGO(tributação na bolsa) … “não sabe o que diz” …
IGNORANTE( http://sites.google.com/site/acudamedeus/ -vd.anexos )
… “não sabe o que diz” … “não sabe o que faz” …
O valor que os contribuintes vão pagar nos proximos 3 anos pelos prejuizos da RTP é igual ao valor do ora imposto extraordinário . PPC seria inteligente(que não é …) se pedisse dinheiro emprestado aos portugueses(atraves do mesmo subsidio de Natal) para reembolsar logo que privatizasse a RTP que foi adiada com o crime de trafico de influencia e que a Troika obriga a privatizar já !!! Imposto extraordinário(Subsidio deNatal) que a Troika não exigiu !!!
Foi um atentado à Boa Fé daqueles que estupidamente nele votaram …
Ora um PEC 5 pior do que o PEC 4 …(que ELE reprovou para conquistar o Poder !!! )
Apoiando Socrates , o PSD aprovou o OGE2010 , o OGE2011, o PEC 1 , o PEC 2 e o PEC 3 e agora para justificarem o imposto extraordinário vêem dizer que não sabiam qual era o estado das contas
publicas !…
Note-se que o PSD aguentou Socrates até Cavaco ser reeleito . É esta a “porca” da POLITICA…
Casos Cavaco(PSD) , NOBRE ; CAA(Viana do Castelo) , BAIRRÃO , RTP , IMPOSTO EXTRAORDINARIO ,etc.
Tais casos merecem as citações de Brito Camacho e Albino Forjaz de Sampaio p.p.p. !!!
SOCRATES ,
(porque já temos agora uma pessima tua cópia rotulada de PPC em vez de P.P.P.)
volta que já estás perdoado …
castigat ridendo mores
O ZÉ POVINHO
(oculos habent et non videbunt)
NOSTRADAMUS
APOCALIPSE 2012 ???
GostarGostar