“Dou graças a Deus e declaro aberta ao tráfico e posta ao serviço da Nação, a ponte Salazar.”
Um discurso perfeitamente anti-jacobino. Tem tudo o que os jacobinos execram.
O reflexo mais pernicioso dessa mentalidade está no ensino público que temos onde durante anos e anos se procurou desfazer essa ideia de Deus; combater a de Pátria porque é coisa que não apreciam e a de autoridade porque lhes interessa para desbastar e impor a ideologia deletéria.
Quais autoridades, as do Comité de Salvação Pública e os representantes em missão da Convenção? Ou será que a prática de inaugurar obras públicas para a populaça se iniciou no Ancien Régime?
As obras públicas realizadas com o dinheiro público arrecadado pelos impostos num regime autoritário e que assume o papel de fomentador da actividade económica são inauguradas em todo o lado onde o fenómeno ocorre.
As fitas que se cortavam tinham que ver com a ligação da autoridade ao povo e simbolizavam o respeito pelo povo.
O «ensino público», tal como outros bens e serviços públicos, anda ao sabor de quem manda. Por isso é que esses serviços dessem ser prestados por privados e satisfazerem as necessidades efectivas dos consumidores, e não as intenções secundárias dos governantes. A educação é coisa demasiadamente importante para ficar nas mãos do governo, já dizia alguém…
As autoridades de então mostravam os limites e a linha divisória do que era público e privado: Salazar pagava do seu bolso o gás que consumia na parte de cima da habitação que era propriedade do Estado.
Hoje em dia a promiscuidade é a mais completa e desbragada
A educação do regime autoritário de Salazar foi a que permitiu a estes democratas de pacotilha que nasceram entre 30 e 60, serem o que hoje são. Não foi uma educação ao sabor de quem manda porque se o fosse, haveria outra dimensão no nosso Estado.
Se Portugal tivesse agora como Presidente, o Almirante Américo Thomaz – carinhosamente apelidado de «cabeça de abóbora» -, o país estaria cem vezes melhor!
Agora abrem auto-estradas e pontes, não em nome de Deus, mas em nome dos ladrões das concessionárias.
Olhem a ponte Vasco da Gama, administrada por um ex-ministro do Cavaco…
Tudo em nome da Nação, a deles…..
Desculpe, mas o post nada tem a ver com as obras públicas, mas com a utilização do serviço público de informação para a sua divulgação consoante as conveniências de quem manda, ou, por outras palavras, com a utilização de um serviço pago por todos como mero instrumento de propaganda. Essa é, de facto e nos tempos modernos, uma prática herdada do jacobinismo, à qual, como não podia deixar de ser, o nosso país não resistiu, independentemente da tonalidade dos governos e regimes.
Foi exactamente a subida da gentinha que por aí anda aos poleiros que iniciou a desgraça de Portugal e do seu Povo. Nas escolas, hoje há mais saber e mais para aprender, mas tudo isso se reverte em puro dsperdício. Com efeito, o que se verifica é uma crescente pobreza no corpo docente e uma miséria de ignorância no discente.
A verdade é que os pulhas, como o Mário Soares que aparece lampeiro nas imagens aqui apresentadas, deram origem à hecatombe que, infelizmente, verificamos nos nossos dias.
Não! A ponte 25 de Abril é do Povo Português que a pagou e construiu e deve chamar-se Ponte Salazar!
Também poderia, de facto, chamar-se PONTE POVO como muitas outras coisas que Salazar levou a efeito para o POVO PORTUGUÊS. Salazar nunca foi a ilhas do Pacífico de propósto par cavalgar tartarugas nem a reuniões para “falar” no seu francês ranhoso, pior que o das docas, e dar gozo a todo o mundo intelectual. O que saiu da abrilada foram gajos desses e outros, como o engenheiro técnico (que nem isso é), especializados em esgotos, o socretino Sócrates, que, como obra grandiosa, pôs Portugal na banca rota… para o POVO PORTUGUÊS pagar.
Deixe lá Leme, pode ser que isto agora tome rumo, se aparecer outro Salazar.
Mas parece que a ditadura não está no programa da Troyka.
Digo eu que nao li o texto.
Salazar? Em vez de Salazar, até poderia chamar-se Lucas ou chico da Siva da Esquina. Tinha era que seguir o exemplo de Salazar e olhe, já agora com mais uns tostanitos no porta-moedas para não fazer figura de teso como fez o botas. Se calhar, foi exactamente por isso que o Homem chegou ao fim da vida mais teso que um barrota mas deixou trabalho feito à custa de um bom governo a que, se quiser, poderá chamar dita-mole.
Era bem mais mole e agradaável do que a merda em que o Povo Português está a viver há quase quarenta anos de desgraças sucessivas.
E ss ss arranjar um ele que não cometa os dois erros fundamentais que o Salazar que tivemos cometeu: o primeiro foi não ter limpo o sebo aos gandulos quando os teve dentro – é gentinha a quem não se pode dar abébias; o segundo foi não ter ensinado uns quantos para o virem a substituir com a vantagem de, a partir do momento em que estivessem mais aptos, podiam ir fazendo qualquer coisa para além dos programas de e, ao mesmo tempo, até podia ter algum descanço.
Foi uma pena…
Confesso que não consigo perceber a associação do vídeo com o texto. Então a inauguração da maior obra publica do pais no século XX (até 1966) não pode ser transmitida pela televisão?
Se utilizasse para exemplo as “Conversas em Família” do Marcelo Caetano era muito mais ajustado à conclusão que pretende retirar.
É evidente que os sucessivos governos pós 25 de Abril têm abusado da propaganda, mas não é só na RTP. Os outros canais também transmitem inaugurações de “pracetas”, auto estradas inúteis no sentido custo/benefício, …, muitas delas inacabadas. Nesta pelo menos, declarou-se a sua abertura ao trânsito.
Serviço Púbuco de Televisão? É fazer noticiários de 30 minutos, apenas com relatos e sem comentários/comentadores, com uma selecção de casos e com a sua edição tão imparcial quanto possível, abstendo-se de cobrir aasuntos como “bebé de colo matou a mãe à facada” (esta frase tem direitos de autor – J.R. Santos); É transmitir programas de qualidade, ainda que alguns sejam apenas direccionados a minorias; É não cair na tentação de transmitir telelixo apenas porque o zé povinho gosta e isso promove audiências; É, entre outras coisas, não estar dependente de receitas de publicidade.
A RTP 1 não tem características de serviço publico, a RTP 2 está muito perto.
Sempre fui defensor da privatização da RTP 1, mas agora ainda mais, apesar do “timming” negocial não ser o mais apropriado. Gostava de ver como é que o Pais do Amaral vai conseguir degradar ainda mais a qualidade da programação da TVI!
José, podemos acusar o socialismo de possuir todos os tiques napoleónicos, mas não podemos ignorar essa característica do regime de Salazar. Aliás, à excepção do liberalismo, todos os regimes têm essa marca d’água. À excepção do liberalismo, todos os regimes têm as seguintes características de cariz nacionalista:
1) Padronização do ensino (o Estado Novo não era diferente);
2) Santificação dos símbolos nacionais, com a criminalização do seu ultrage (o Estado Novo não era diferente);
3) Controlo da comunicação social (o Estado Novo não era diferente);
4) Aversão ao capitalismo e à liberdade do funcionamento dos mercados e aos EUA (o Estado Novo não era diferente);
5) Monopólio da economia (o Estado Novo não era diferente);
6) Serviço militar obrigatório. Embora já comece a desvanecer, continua como uma característica napoleónica, no sentido de criar uma unidade nacional.
Pinto:
Não acuso o socialismo de ter tiques napoleónicos nem o Salazarismo de os ter ou deixar de ter.
Acuso apenas o jacobinismo de ser o oposto do salazarismo. E a tv da época de Salazar, como se vê pelo video, era um meio de propaganda do regime, como é óbvio. Mas não poderia ser de outro modo porque o regime era autoritário, combatia o comunismo em guerra civil fria e por vezes a quente.
Agora pergunto eu: o regime tinha ou não tinha razão em combater o comunismo? Pode discordar-se do método, mas o comunismo é doutrina que se recomende a algum país?
Digam claramente se é que é para sabermos. E se não for para que é que se está com paninhos quentes e jacobinos como é costume?
Eu acho engraçado os liberais que detestam o uso “jacobino” dos media para o Poder fazer propaganda mas adoram-nos quando esse Poder os usa para mobilizar o povo para as boas das guerras justas.
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A ver se alguma vez bufaram contra o jacobinismo da Fox News ou o desplante anti-liberal da propaganda do Bush.
Agora em relação ao ensino e ao resto tomemos o exemplo inglês:
Acaso o ensino na Inglaterra tem o desinteresse do Estado?
Acaso a BBC tem o desinteresse do Estado?
Acaso a censura na Inglaterra deixou passar o disco Shipbuilding de Robert Wyatt ( um comunista notório e um excelente músico, genial até) na BBC, na altura da guerra das Malvinas?
Acaso Deus é Figura ausente do discurso político inglês, nas alturas mais relevantes?
Acaso a autoridade é posta em causa na Inglaterra como aqui o é?
E isso faz da Inglaterra um regime jacobino ou pior ainda, fassista?
E também gostava de saber porque carga de água o discurso do Poder tem de ser republicano. Então os monarcas eram envergonhados?
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Se calhar eram. A propaganda é republicana mas bué de boa se usar kippah ou for do Eixo do Bem.
O problema dos liberais que temos é apenas um: são anti-democratas. Sempre o foram. Poderiam ter sido salazaristas, comunistas ou whatever. O que são, essencialmente é apenas isso: anti-democratas.
Eles são malucos. Não existe um único país do mundo, nem nunca existiu onde o Estado seja apenas uma figura decorativa que não governe e sirva para os lobbies pencudos fazerem passar as suas agendas.
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Neotontice é isto. Precisam do Estado, para desmembrarem Nações, por que é gente sem pátria.
E foram eles que estiveram sempre na base de todas as Revoluções.
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E é por isso que o internacionalismo tem duas faces da mesma moeda. Isto é fruto do racionalismo das luzes e todas as revoluções tiveram sempre esta estranha irmandade onde os liberais e lobbies não são tão distantes dos jacobinos.
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Por cá foram 2 em 1. E vieram de Inglaterra assim- jacobinismo e darwinismo e até com a o Leviathan do Hobbes. Depois passaram para França e agora andam em versão neotonta a escamotearem as origens.
E agora andam todos globais e burocratas. A última novidade é poderem agarrar-se à burocracia do Império da UE para exigirem o direito de secessão. Isto foi teorizado pelo Rothbard que era um pencudo com agenda anti-nacional.
«O problema dos liberais que temos é apenas um: são anti-democratas. Sempre o foram.»
Essa também está boa! Então você a justificar o salazarismo e os liberais (supondo que, no contexto, me inclui na frnada) é que são anti-democratas…
«Não existe um único país do mundo, nem nunca existiu onde o Estado seja apenas uma figura decorativa»
Ora bem! É por isso mesmo que o liberalismo é necessário e que, de resto, historicamente apareceu. Fosse o estado uma figura decorativa e não andaríamos por aqui a fazer nada.
«E ainda agora o hajapachorra lembrou muito bem como isso entrou com a extinção das Ordens Religiosas pelos Liberais.»
Peço desculpa, mas há por aqui uma confusão terminológica: o «liberalismo» oitocentista portugês é, de facto, filho das luzes e da Revolução jacobina, é racionalista cartesiano e antecede o socialismo moderno. Nada tem a ver com o chamado liberalismo clássico de tradição anglo-saxónica.
«o discurso do Poder tem de ser republicano. Então os monarcas eram envergonhados?»
O post não versava o discurso do poder, mas a utilização de meios de propaganda camuflados de meios idóneos de informação, pagos com o dinheiro de todos. Esta é, na verdade, uma «inovação» própria do jacobinismo político, em que o estado absorve a totalidade da nação e da sociedade, e em que os seus governantes se sentem no direito de utilizar os recursos públicos para fins políticos particulares. Quanto ao pudor dos reis, não me lembro de ouvir dizer que o Luís XVI e o Luís XV tivessem inaugurado fontanários ou escolas, ao invés dos republicanos do Terror. Isto, já para não falarmos do XIV. Por outras palavras, a utilização da comunicação e da informação como veículos de propaganda é, de facto, uma inovação jacobina, baseada em ideias que, no século XX, por exemplo, produziriam algumas monstruosidades, como a de que as elites governantes têm obrigação de esclarecer o povo. No fim de contas, é isso que continua em causa na preservação do nosso «serviço público de informação», consubstanciado nas televisões e rádios do estado.
Quanto aos «interesses» ingleses, uma coisa é tê-los, outra é ser dona dos meios que os satisfazem. Quanto ao ensino superior inglês, ele foi quase todo privatizado, como sabe.
“uma inovação jacobina, baseada em ideias que, no século XX, por exemplo, produziriam algumas monstruosidades, como a de que as elites governantes têm obrigação de esclarecer o povo”
Sendo verdade, sustenta o que digo: o sentido de “esclarecer” é que é o problema jacobino…
«o sentido de “esclarecer” é que é o problema jacobino…»
Permita-me um acrecento: «o sentido do governo esclarecer (das elites dirigentes, ou da vanguarda da revolução ou de proletariado, se preferir) o povo é que é o problema jacobino». Assim, estamos de acordo.
Mas então, se o problema era o nosso liberalismo ser jacobino (engraçado que o espanhol também foi e assim ) e o bom é o anglo-saxónico- o PA tem razão- v.s querem inventar um país prot onde caiba a ideologia liberal.
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ehehehhe
Só uma pergunta- esse tal de “liberalismo oitocentista português” que nada tem a ver com o puro- o original- o da Bayer (como diz o José) foi inventado por quem?
Mas vamos lá a ver se nos entendemos numa coisa- um país- uma Nação- não se reduz ao Estado. V.s- por efeito do Hobbes e da influência dele no liberalismo anglo-saxónico- é que tendem a fazer coincidir Estado com Nação (de forma a depois anularem a Pátria- em prol do Internacionalismo- a tal utopia que não existe mas que deve vir a existir para deixar de haver governos que governem e fiquem apenas decorativos.
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Portanto, se há quem se agarre ao Poder da Lei- à napoleónica- à efeito da Revolução Francesa- e isto é que é jacobinismo- não é a treta da Convenção- sem Napoleão não se internacionalizava a maleita- são v.s- os liberais.
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E é por isso que depois querem fazer mudanças estruturais e históricas em Nações, sem que nunca ninguém lhes tenha passado representação.
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Daí que a treta do Estado até seja boa para lobbies. Por que, sem ser lobbie o que é então o tal de liberalismo que, como o Rui A acabou de afirmar, não existe nem nunca existiu em nenhum país do mundo?
Quanto à televisão acho exagero, ainda que também não encontre a menor utilidade seja ela em canais públicos, seja privados.
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A bem dizer, acho que mais valia era acabarem com todas porque aquilo é uma coisa doentia de novelas e concursos estupidificantes.
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Agora é um tanto desbocado comparar-se a existência de um canal do Estado (e até os liberais dos ingleses o têm) com o “facismo”- a famigerada propaganda totalitária.
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Na Itália o Berlusconi comprou as privadas e o efeito de controle é o mesmo.
«esse tal de “liberalismo oitocentista português” que nada tem a ver com o puro- o original- o da Bayer (como diz o José) foi inventado por quem?»
Entre outros, pelos Enciclopedistas e por Napoleão. E não há liberalismos «puros», mas somente duas tradições ditas liberais, uma francesa e outra anglo-saxónica, esta ultimamente actualizada pela Escola Austríaca e alguns autores norte-americanos. A nossa influência política é, pelo menos desde o advento do constitucionalismo até aos dias de hoje, francesa. Tão simples quanto isto, minha Senhora.
A francesa nasceu de geração espontânea, foi?
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ehehehe
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Há questões dentro do liberalismo que eu acho pertinentes- em particular sempre que se opões a tendências totalitárias e doutrinárias.
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E, para isso, o liberalismo da Bayer diz que as coisas devem ter geração orgânica- devem ser espontâneas e produto da tradição- nunca impostas ou inventadas ad hoc.
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Ora, Portugal é um país com 8 séculos de história. A que propósito mais descabelado se ia agora descobrir que a sua salvação estaria em se inventar como país anglo-saxónico, por cartilha teórica?
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Então a História não é nada? O nosso liberalismo foi mau por ter sido mal-importado e agora era bom porque a importação tem chancela blasfema?
O erro do Rui A é ter encasquetado que a Revolução Francesa e os enciclopedistas franceses nasceram também de geração espontânea e que nunca o Locke esteve na base disso tudo.
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O Locke, antes ainda, o Hobbes; o Bentham, as consequências do Darwinismo e, ainda mais, e antes de todos- o Newton.
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A França não inventou nada. herdou de Inglaterra e lá aplicou ao estilo imperial. Pela simples razão que franceses e alemães sempre tiveram “espaço geográfico” para expandir os intuitos- sempre foram naturalmente imperiais.
«Hobbes e da influência dele no liberalismo anglo-saxónico»
Lamento, mas o Hobbes não é influência do liberalismo anglo-saxónico. O facto de ter sido um contratualista não o transforma em liberal.
«e que nunca o Locke esteve na base disso tudo»
Na base «disso tudo», certamente que não esteve. Se se refere à epistemologia lockeana, pode ter alguma razão. Quanto à natureza da vida em sociedade (a cooperação, que fundamenta, de facto, o liberalismo anglo-saxónico, e não o conflito generalizado, que justifica o estatismo francês), aos direitos fundamentais dos indivíduos em contraposição aos dos cidadãos, à necessidade do estado e do governo, e às funções desempenhadas por estes, aí não tem razão nenhuma.
Nós apanhámos com os efeitos napoleónicos mas seria errado dizer-se que o liberalismo veio por aí- veio com o Marquês que se iniciou na maçonaria inglesa. Veio com os prot.
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E em Espanha foi o mesmo. Por isso é tão penoso ver-se com os ideais liberais esbarraram e coincidiram com tanta utopia que tinha sempre por intuito varrer toda a tradição.
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E é por isso que o liberalismo é jacobino. Não foi nenhum desvio; não foi nenhum erro, terem sido jacobinos e anti-católicos- estava na sua natureza.
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Nós não tivemos um “liberalismo errado” por não ser o tal da Bayer- tivemos o que seria sempre o efeito de teorias protestantes num país que nunca o foi.
Bom, não vamos agora discutir Hobbes mas é óbvio que o Rui está enganado. O Hobbes está na base do liberalismo, ainda que em versão de absolutismo monárquico.
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O que pode é dizer que teve esse formato absolutista em virtude da época e da treta dos efeitos do Cromwell e da guerra.
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Mas toda a moral utilitária e a separação religiosa foi feita por ele. Depois adaptaram-no em diversos formatos.
Basta ler o Jonathan Swift para se ver como ele o desmontou, de forma tão visionária, que ainda hoje é actual para todas as variantes.
E é por isso certamente que se abespinham tanto com a Igreja Católica a que chamam ICAR…
Nestas discussões nao entro muito porque sou diletante e este é um terreno que o Rui A. domina bem teoricamente.
Só que isso não basta.
Ando a ler um livro, um pequeno tijolito paperback que se vende na FNAC sobre o liberalismo . Do mesmo autor de outros do género sobre matérias de ciência política.
Não o tenho aqui à mão mas é interessante para se perceber um pouco mais do assunto
Mas a questão da tv e este post foi feito para isso, esbarra na contradição que eu apontei.
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Para quem defende as guerras justas que só podem existir com uma gigantesca máquina de propaganda mediática- e v.s defenderam o intervencionismo do Bush – só pode ser caricatura vir-se agora com a comparação maluca do Américo Thomaz a inaugurar a Ponte sobre o Tejo.
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O disparate é a v. contradição- são muito anti-estado para umas coisas- sempre com o papão do “facismo” e do “nazismo” mas demasiado estatistas em entrando as armas.
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Aí não se lembram de combater o perigo da instrumentalização e doutrinação das pessoas. Porque sabem distinguir quando as guerras são boas e nem precisam de ir a voto, para tal.
Zazie, Zazie, tenha lá paciência e releia esta frase que escreveu: «O Hobbes está na base do liberalismo, ainda que em versão de absolutismo monárquico.» Se está a referir~se ao despotismo esclarecido, é verdade que esteve. Mas, tenha lá paciência novamente, foi contra isso que surgiu o constitucionalismo oitocentista (inspirado, de facto, na Inglaterra, nos EUA e na Constituição Francesa de 1791 – Lafayeteana, como sabe -, por Locke) se rebelou.
Sim, de acordo nesse detalhe mas é um detalhe para as duas questões que se tratou:
.1- O nosso liberalismo oitocentista não foi um desvio “revisionista” do da Bayer – e em importando o da Bayer, vamos ficar ricos.
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2- O uso dos media é feito por todos- incluindo pelos bons dos filhos do liberalismo anglo-saxónico.
E outra, para concluir a minha ideia mais geral:
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Se o liberalismo acaba por ser algo anti-natural; anti-orgânico; anti-tradição de um país- sedimentada pela experiência- então, qualquer cartilha imposta por lobbie pode ser tão errada quanto outra.
Pois é, Jos.é, sobretudo nesta fase em que ela anda muito Arrojeana, a dar-lhe nos “cat” e no “pro”. Embora ela o negue, como mandava o Zaratustra do Nietzsche!
Cumprimentos aos dois e agora, se não se importam, vou almoçar, que aqui são boas horas disso.
“Dou graças a Deus e declaro aberta ao tráfico e posta ao serviço da Nação, a ponte Salazar.”
Um discurso perfeitamente anti-jacobino. Tem tudo o que os jacobinos execram.
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Está enganado. Não há prática mais jacobina que a inauguração de obras públicas pelas «autoridades» da República.
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Autoridades que respeitavam Deus, Pátria e Autoridade. Tudo o que os jacobinos execram.
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O reflexo mais pernicioso dessa mentalidade está no ensino público que temos onde durante anos e anos se procurou desfazer essa ideia de Deus; combater a de Pátria porque é coisa que não apreciam e a de autoridade porque lhes interessa para desbastar e impor a ideologia deletéria.
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Quais autoridades, as do Comité de Salvação Pública e os representantes em missão da Convenção? Ou será que a prática de inaugurar obras públicas para a populaça se iniciou no Ancien Régime?
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As obras públicas realizadas com o dinheiro público arrecadado pelos impostos num regime autoritário e que assume o papel de fomentador da actividade económica são inauguradas em todo o lado onde o fenómeno ocorre.
As fitas que se cortavam tinham que ver com a ligação da autoridade ao povo e simbolizavam o respeito pelo povo.
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O «ensino público», tal como outros bens e serviços públicos, anda ao sabor de quem manda. Por isso é que esses serviços dessem ser prestados por privados e satisfazerem as necessidades efectivas dos consumidores, e não as intenções secundárias dos governantes. A educação é coisa demasiadamente importante para ficar nas mãos do governo, já dizia alguém…
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As autoridades de então mostravam os limites e a linha divisória do que era público e privado: Salazar pagava do seu bolso o gás que consumia na parte de cima da habitação que era propriedade do Estado.
Hoje em dia a promiscuidade é a mais completa e desbragada
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A educação do regime autoritário de Salazar foi a que permitiu a estes democratas de pacotilha que nasceram entre 30 e 60, serem o que hoje são. Não foi uma educação ao sabor de quem manda porque se o fosse, haveria outra dimensão no nosso Estado.
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Eu acho piada ao início da frase de Tomás:
“Dou graças a Deus…”
Ele que se chamava Américo de Deus!
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Se Portugal tivesse agora como Presidente, o Almirante Américo Thomaz – carinhosamente apelidado de «cabeça de abóbora» -, o país estaria cem vezes melhor!
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Agora abrem auto-estradas e pontes, não em nome de Deus, mas em nome dos ladrões das concessionárias.
Olhem a ponte Vasco da Gama, administrada por um ex-ministro do Cavaco…
Tudo em nome da Nação, a deles…..
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Desculpe, mas o post nada tem a ver com as obras públicas, mas com a utilização do serviço público de informação para a sua divulgação consoante as conveniências de quem manda, ou, por outras palavras, com a utilização de um serviço pago por todos como mero instrumento de propaganda. Essa é, de facto e nos tempos modernos, uma prática herdada do jacobinismo, à qual, como não podia deixar de ser, o nosso país não resistiu, independentemente da tonalidade dos governos e regimes.
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Afinal em que ficamos?
Eles eram ou não jacobinos?
Onde é que anda a Zazzie?
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Foi exactamente a subida da gentinha que por aí anda aos poleiros que iniciou a desgraça de Portugal e do seu Povo. Nas escolas, hoje há mais saber e mais para aprender, mas tudo isso se reverte em puro dsperdício. Com efeito, o que se verifica é uma crescente pobreza no corpo docente e uma miséria de ignorância no discente.
A verdade é que os pulhas, como o Mário Soares que aparece lampeiro nas imagens aqui apresentadas, deram origem à hecatombe que, infelizmente, verificamos nos nossos dias.
Não! A ponte 25 de Abril é do Povo Português que a pagou e construiu e deve chamar-se Ponte Salazar!
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Pois eu acho que se devia chamar
PONTE POVO
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Também poderia, de facto, chamar-se PONTE POVO como muitas outras coisas que Salazar levou a efeito para o POVO PORTUGUÊS. Salazar nunca foi a ilhas do Pacífico de propósto par cavalgar tartarugas nem a reuniões para “falar” no seu francês ranhoso, pior que o das docas, e dar gozo a todo o mundo intelectual. O que saiu da abrilada foram gajos desses e outros, como o engenheiro técnico (que nem isso é), especializados em esgotos, o socretino Sócrates, que, como obra grandiosa, pôs Portugal na banca rota… para o POVO PORTUGUÊS pagar.
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Deixe lá Leme, pode ser que isto agora tome rumo, se aparecer outro Salazar.
Mas parece que a ditadura não está no programa da Troyka.
Digo eu que nao li o texto.
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Salazar? Em vez de Salazar, até poderia chamar-se Lucas ou chico da Siva da Esquina. Tinha era que seguir o exemplo de Salazar e olhe, já agora com mais uns tostanitos no porta-moedas para não fazer figura de teso como fez o botas. Se calhar, foi exactamente por isso que o Homem chegou ao fim da vida mais teso que um barrota mas deixou trabalho feito à custa de um bom governo a que, se quiser, poderá chamar dita-mole.
Era bem mais mole e agradaável do que a merda em que o Povo Português está a viver há quase quarenta anos de desgraças sucessivas.
E ss ss arranjar um ele que não cometa os dois erros fundamentais que o Salazar que tivemos cometeu: o primeiro foi não ter limpo o sebo aos gandulos quando os teve dentro – é gentinha a quem não se pode dar abébias; o segundo foi não ter ensinado uns quantos para o virem a substituir com a vantagem de, a partir do momento em que estivessem mais aptos, podiam ir fazendo qualquer coisa para além dos programas de e, ao mesmo tempo, até podia ter algum descanço.
Foi uma pena…
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Confesso que não consigo perceber a associação do vídeo com o texto. Então a inauguração da maior obra publica do pais no século XX (até 1966) não pode ser transmitida pela televisão?
Se utilizasse para exemplo as “Conversas em Família” do Marcelo Caetano era muito mais ajustado à conclusão que pretende retirar.
É evidente que os sucessivos governos pós 25 de Abril têm abusado da propaganda, mas não é só na RTP. Os outros canais também transmitem inaugurações de “pracetas”, auto estradas inúteis no sentido custo/benefício, …, muitas delas inacabadas. Nesta pelo menos, declarou-se a sua abertura ao trânsito.
Serviço Púbuco de Televisão? É fazer noticiários de 30 minutos, apenas com relatos e sem comentários/comentadores, com uma selecção de casos e com a sua edição tão imparcial quanto possível, abstendo-se de cobrir aasuntos como “bebé de colo matou a mãe à facada” (esta frase tem direitos de autor – J.R. Santos); É transmitir programas de qualidade, ainda que alguns sejam apenas direccionados a minorias; É não cair na tentação de transmitir telelixo apenas porque o zé povinho gosta e isso promove audiências; É, entre outras coisas, não estar dependente de receitas de publicidade.
A RTP 1 não tem características de serviço publico, a RTP 2 está muito perto.
Sempre fui defensor da privatização da RTP 1, mas agora ainda mais, apesar do “timming” negocial não ser o mais apropriado. Gostava de ver como é que o Pais do Amaral vai conseguir degradar ainda mais a qualidade da programação da TVI!
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Que venha um Salazar e que ponha no Tarrafal quem nos quer tirar o subsídio de Natal!
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José, podemos acusar o socialismo de possuir todos os tiques napoleónicos, mas não podemos ignorar essa característica do regime de Salazar. Aliás, à excepção do liberalismo, todos os regimes têm essa marca d’água. À excepção do liberalismo, todos os regimes têm as seguintes características de cariz nacionalista:
1) Padronização do ensino (o Estado Novo não era diferente);
2) Santificação dos símbolos nacionais, com a criminalização do seu ultrage (o Estado Novo não era diferente);
3) Controlo da comunicação social (o Estado Novo não era diferente);
4) Aversão ao capitalismo e à liberdade do funcionamento dos mercados e aos EUA (o Estado Novo não era diferente);
5) Monopólio da economia (o Estado Novo não era diferente);
6) Serviço militar obrigatório. Embora já comece a desvanecer, continua como uma característica napoleónica, no sentido de criar uma unidade nacional.
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Pinto:
Não acuso o socialismo de ter tiques napoleónicos nem o Salazarismo de os ter ou deixar de ter.
Acuso apenas o jacobinismo de ser o oposto do salazarismo. E a tv da época de Salazar, como se vê pelo video, era um meio de propaganda do regime, como é óbvio. Mas não poderia ser de outro modo porque o regime era autoritário, combatia o comunismo em guerra civil fria e por vezes a quente.
Agora pergunto eu: o regime tinha ou não tinha razão em combater o comunismo? Pode discordar-se do método, mas o comunismo é doutrina que se recomende a algum país?
Digam claramente se é que é para sabermos. E se não for para que é que se está com paninhos quentes e jacobinos como é costume?
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Eu acho engraçado os liberais que detestam o uso “jacobino” dos media para o Poder fazer propaganda mas adoram-nos quando esse Poder os usa para mobilizar o povo para as boas das guerras justas.
.
A ver se alguma vez bufaram contra o jacobinismo da Fox News ou o desplante anti-liberal da propaganda do Bush.
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Agora em relação ao ensino e ao resto tomemos o exemplo inglês:
Acaso o ensino na Inglaterra tem o desinteresse do Estado?
Acaso a BBC tem o desinteresse do Estado?
Acaso a censura na Inglaterra deixou passar o disco Shipbuilding de Robert Wyatt ( um comunista notório e um excelente músico, genial até) na BBC, na altura da guerra das Malvinas?
Acaso Deus é Figura ausente do discurso político inglês, nas alturas mais relevantes?
Acaso a autoridade é posta em causa na Inglaterra como aqui o é?
E isso faz da Inglaterra um regime jacobino ou pior ainda, fassista?
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E também gostava de saber porque carga de água o discurso do Poder tem de ser republicano. Então os monarcas eram envergonhados?
.
Se calhar eram. A propaganda é republicana mas bué de boa se usar kippah ou for do Eixo do Bem.
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O problema dos liberais que temos é apenas um: são anti-democratas. Sempre o foram. Poderiam ter sido salazaristas, comunistas ou whatever. O que são, essencialmente é apenas isso: anti-democratas.
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“por que”
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Pois são. E ainda agora o hajapachorra lembrou muito bem como isso entrou com a extinção das Ordens Religiosas pelos Liberais.
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Os judeus são anti-democratas de raiz por uma razão simples: consideram-se o povo escolhido por Deus.
É tão simples quanto isso.
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Eles são malucos. Não existe um único país do mundo, nem nunca existiu onde o Estado seja apenas uma figura decorativa que não governe e sirva para os lobbies pencudos fazerem passar as suas agendas.
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Neotontice é isto. Precisam do Estado, para desmembrarem Nações, por que é gente sem pátria.
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E foram eles que estiveram sempre na base de todas as Revoluções.
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E é por isso que o internacionalismo tem duas faces da mesma moeda. Isto é fruto do racionalismo das luzes e todas as revoluções tiveram sempre esta estranha irmandade onde os liberais e lobbies não são tão distantes dos jacobinos.
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Por cá foram 2 em 1. E vieram de Inglaterra assim- jacobinismo e darwinismo e até com a o Leviathan do Hobbes. Depois passaram para França e agora andam em versão neotonta a escamotearem as origens.
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E agora andam todos globais e burocratas. A última novidade é poderem agarrar-se à burocracia do Império da UE para exigirem o direito de secessão. Isto foi teorizado pelo Rothbard que era um pencudo com agenda anti-nacional.
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«O problema dos liberais que temos é apenas um: são anti-democratas. Sempre o foram.»
Essa também está boa! Então você a justificar o salazarismo e os liberais (supondo que, no contexto, me inclui na frnada) é que são anti-democratas…
«Não existe um único país do mundo, nem nunca existiu onde o Estado seja apenas uma figura decorativa»
Ora bem! É por isso mesmo que o liberalismo é necessário e que, de resto, historicamente apareceu. Fosse o estado uma figura decorativa e não andaríamos por aqui a fazer nada.
«E ainda agora o hajapachorra lembrou muito bem como isso entrou com a extinção das Ordens Religiosas pelos Liberais.»
Peço desculpa, mas há por aqui uma confusão terminológica: o «liberalismo» oitocentista portugês é, de facto, filho das luzes e da Revolução jacobina, é racionalista cartesiano e antecede o socialismo moderno. Nada tem a ver com o chamado liberalismo clássico de tradição anglo-saxónica.
«o discurso do Poder tem de ser republicano. Então os monarcas eram envergonhados?»
O post não versava o discurso do poder, mas a utilização de meios de propaganda camuflados de meios idóneos de informação, pagos com o dinheiro de todos. Esta é, na verdade, uma «inovação» própria do jacobinismo político, em que o estado absorve a totalidade da nação e da sociedade, e em que os seus governantes se sentem no direito de utilizar os recursos públicos para fins políticos particulares. Quanto ao pudor dos reis, não me lembro de ouvir dizer que o Luís XVI e o Luís XV tivessem inaugurado fontanários ou escolas, ao invés dos republicanos do Terror. Isto, já para não falarmos do XIV. Por outras palavras, a utilização da comunicação e da informação como veículos de propaganda é, de facto, uma inovação jacobina, baseada em ideias que, no século XX, por exemplo, produziriam algumas monstruosidades, como a de que as elites governantes têm obrigação de esclarecer o povo. No fim de contas, é isso que continua em causa na preservação do nosso «serviço público de informação», consubstanciado nas televisões e rádios do estado.
Quanto aos «interesses» ingleses, uma coisa é tê-los, outra é ser dona dos meios que os satisfazem. Quanto ao ensino superior inglês, ele foi quase todo privatizado, como sabe.
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“uma inovação jacobina, baseada em ideias que, no século XX, por exemplo, produziriam algumas monstruosidades, como a de que as elites governantes têm obrigação de esclarecer o povo”
Sendo verdade, sustenta o que digo: o sentido de “esclarecer” é que é o problema jacobino…
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«o sentido de “esclarecer” é que é o problema jacobino…»
Permita-me um acrecento: «o sentido do governo esclarecer (das elites dirigentes, ou da vanguarda da revolução ou de proletariado, se preferir) o povo é que é o problema jacobino». Assim, estamos de acordo.
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Mas então, se o problema era o nosso liberalismo ser jacobino (engraçado que o espanhol também foi e assim ) e o bom é o anglo-saxónico- o PA tem razão- v.s querem inventar um país prot onde caiba a ideologia liberal.
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ehehehhe
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Só uma pergunta- esse tal de “liberalismo oitocentista português” que nada tem a ver com o puro- o original- o da Bayer (como diz o José) foi inventado por quem?
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Mas vamos lá a ver se nos entendemos numa coisa- um país- uma Nação- não se reduz ao Estado. V.s- por efeito do Hobbes e da influência dele no liberalismo anglo-saxónico- é que tendem a fazer coincidir Estado com Nação (de forma a depois anularem a Pátria- em prol do Internacionalismo- a tal utopia que não existe mas que deve vir a existir para deixar de haver governos que governem e fiquem apenas decorativos.
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Portanto, se há quem se agarre ao Poder da Lei- à napoleónica- à efeito da Revolução Francesa- e isto é que é jacobinismo- não é a treta da Convenção- sem Napoleão não se internacionalizava a maleita- são v.s- os liberais.
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E é por isso que depois querem fazer mudanças estruturais e históricas em Nações, sem que nunca ninguém lhes tenha passado representação.
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Daí que a treta do Estado até seja boa para lobbies. Por que, sem ser lobbie o que é então o tal de liberalismo que, como o Rui A acabou de afirmar, não existe nem nunca existiu em nenhum país do mundo?
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Quanto à televisão acho exagero, ainda que também não encontre a menor utilidade seja ela em canais públicos, seja privados.
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A bem dizer, acho que mais valia era acabarem com todas porque aquilo é uma coisa doentia de novelas e concursos estupidificantes.
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Agora é um tanto desbocado comparar-se a existência de um canal do Estado (e até os liberais dos ingleses o têm) com o “facismo”- a famigerada propaganda totalitária.
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Na Itália o Berlusconi comprou as privadas e o efeito de controle é o mesmo.
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«esse tal de “liberalismo oitocentista português” que nada tem a ver com o puro- o original- o da Bayer (como diz o José) foi inventado por quem?»
Entre outros, pelos Enciclopedistas e por Napoleão. E não há liberalismos «puros», mas somente duas tradições ditas liberais, uma francesa e outra anglo-saxónica, esta ultimamente actualizada pela Escola Austríaca e alguns autores norte-americanos. A nossa influência política é, pelo menos desde o advento do constitucionalismo até aos dias de hoje, francesa. Tão simples quanto isto, minha Senhora.
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A francesa nasceu de geração espontânea, foi?
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ehehehe
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Há questões dentro do liberalismo que eu acho pertinentes- em particular sempre que se opões a tendências totalitárias e doutrinárias.
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E, para isso, o liberalismo da Bayer diz que as coisas devem ter geração orgânica- devem ser espontâneas e produto da tradição- nunca impostas ou inventadas ad hoc.
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Ora, Portugal é um país com 8 séculos de história. A que propósito mais descabelado se ia agora descobrir que a sua salvação estaria em se inventar como país anglo-saxónico, por cartilha teórica?
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Então a História não é nada? O nosso liberalismo foi mau por ter sido mal-importado e agora era bom porque a importação tem chancela blasfema?
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O erro do Rui A é ter encasquetado que a Revolução Francesa e os enciclopedistas franceses nasceram também de geração espontânea e que nunca o Locke esteve na base disso tudo.
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O Locke, antes ainda, o Hobbes; o Bentham, as consequências do Darwinismo e, ainda mais, e antes de todos- o Newton.
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A França não inventou nada. herdou de Inglaterra e lá aplicou ao estilo imperial. Pela simples razão que franceses e alemães sempre tiveram “espaço geográfico” para expandir os intuitos- sempre foram naturalmente imperiais.
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«Hobbes e da influência dele no liberalismo anglo-saxónico»
Lamento, mas o Hobbes não é influência do liberalismo anglo-saxónico. O facto de ter sido um contratualista não o transforma em liberal.
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«e que nunca o Locke esteve na base disso tudo»
Na base «disso tudo», certamente que não esteve. Se se refere à epistemologia lockeana, pode ter alguma razão. Quanto à natureza da vida em sociedade (a cooperação, que fundamenta, de facto, o liberalismo anglo-saxónico, e não o conflito generalizado, que justifica o estatismo francês), aos direitos fundamentais dos indivíduos em contraposição aos dos cidadãos, à necessidade do estado e do governo, e às funções desempenhadas por estes, aí não tem razão nenhuma.
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Nós apanhámos com os efeitos napoleónicos mas seria errado dizer-se que o liberalismo veio por aí- veio com o Marquês que se iniciou na maçonaria inglesa. Veio com os prot.
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E em Espanha foi o mesmo. Por isso é tão penoso ver-se com os ideais liberais esbarraram e coincidiram com tanta utopia que tinha sempre por intuito varrer toda a tradição.
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E é por isso que o liberalismo é jacobino. Não foi nenhum desvio; não foi nenhum erro, terem sido jacobinos e anti-católicos- estava na sua natureza.
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Nós não tivemos um “liberalismo errado” por não ser o tal da Bayer- tivemos o que seria sempre o efeito de teorias protestantes num país que nunca o foi.
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Bom, não vamos agora discutir Hobbes mas é óbvio que o Rui está enganado. O Hobbes está na base do liberalismo, ainda que em versão de absolutismo monárquico.
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O que pode é dizer que teve esse formato absolutista em virtude da época e da treta dos efeitos do Cromwell e da guerra.
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Mas toda a moral utilitária e a separação religiosa foi feita por ele. Depois adaptaram-no em diversos formatos.
Basta ler o Jonathan Swift para se ver como ele o desmontou, de forma tão visionária, que ainda hoje é actual para todas as variantes.
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E é por isso certamente que se abespinham tanto com a Igreja Católica a que chamam ICAR…
Nestas discussões nao entro muito porque sou diletante e este é um terreno que o Rui A. domina bem teoricamente.
Só que isso não basta.
Ando a ler um livro, um pequeno tijolito paperback que se vende na FNAC sobre o liberalismo . Do mesmo autor de outros do género sobre matérias de ciência política.
Não o tenho aqui à mão mas é interessante para se perceber um pouco mais do assunto
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Mas a questão da tv e este post foi feito para isso, esbarra na contradição que eu apontei.
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Para quem defende as guerras justas que só podem existir com uma gigantesca máquina de propaganda mediática- e v.s defenderam o intervencionismo do Bush – só pode ser caricatura vir-se agora com a comparação maluca do Américo Thomaz a inaugurar a Ponte sobre o Tejo.
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O disparate é a v. contradição- são muito anti-estado para umas coisas- sempre com o papão do “facismo” e do “nazismo” mas demasiado estatistas em entrando as armas.
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Aí não se lembram de combater o perigo da instrumentalização e doutrinação das pessoas. Porque sabem distinguir quando as guerras são boas e nem precisam de ir a voto, para tal.
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Zazie, Zazie, tenha lá paciência e releia esta frase que escreveu: «O Hobbes está na base do liberalismo, ainda que em versão de absolutismo monárquico.» Se está a referir~se ao despotismo esclarecido, é verdade que esteve. Mas, tenha lá paciência novamente, foi contra isso que surgiu o constitucionalismo oitocentista (inspirado, de facto, na Inglaterra, nos EUA e na Constituição Francesa de 1791 – Lafayeteana, como sabe -, por Locke) se rebelou.
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Por outras palavras, não se pode chamar a uma mesma coisa coisas tão ficerentes como «despotismo» e «liberalismo». De acordo?
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Sim, de acordo nesse detalhe mas é um detalhe para as duas questões que se tratou:
.1- O nosso liberalismo oitocentista não foi um desvio “revisionista” do da Bayer – e em importando o da Bayer, vamos ficar ricos.
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2- O uso dos media é feito por todos- incluindo pelos bons dos filhos do liberalismo anglo-saxónico.
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E outra, para concluir a minha ideia mais geral:
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Se o liberalismo acaba por ser algo anti-natural; anti-orgânico; anti-tradição de um país- sedimentada pela experiência- então, qualquer cartilha imposta por lobbie pode ser tão errada quanto outra.
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Rui a:
Não se meta com a Zazie…ahahahah!
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Pois é, Jos.é, sobretudo nesta fase em que ela anda muito Arrojeana, a dar-lhe nos “cat” e no “pro”. Embora ela o negue, como mandava o Zaratustra do Nietzsche!
Cumprimentos aos dois e agora, se não se importam, vou almoçar, que aqui são boas horas disso.
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ehehehe
Foi um meme que pegou.
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Qual será a relação entre o liberalismo – incluindo as “elites bem” que defendem o comunismo e os socialismos – e a “pedância” (como atitude pedante)?
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O livro é Qu´est ce que le libéralisme? de Catherine Audard. Folio-essais. 2009
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A relação entre o liberalismo e a “pedância”, a meu ver, assenta nos cascos. A diletância, na albarda. Por cima.
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