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Cortar despesa em casa alheia

30 Agosto, 2011
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O governo foi subitamente acometido de um afã controlador e moralizador relativamente às empresas municipais. Atitude louvável, mas insuficiente, pois que padece de algum “défice extintor”. Atitude tipicamente cortesã de apontar para um alvo fácil e distante, os autarcas, esses gastadores incorrigíveis que, juntamente com os perdulários Alberto João e Carlos César, representam, pasme-se, 17% da despesa pública. Medida prenhe de efeitos propagandísticos e cuja divulgação tem garantidos milhares de “likes” nos Facebooks e afins. Coisa de resto fácil de explicar: a relação de proximidade (perversa neste caso) permite-nos conhecer bem os pontos fracos do poder local e do nosso autarca em quem porventura até votamos; a relação de distanciamento, permite a conveniente ignorância dos podres do poder central e dos governantes.

Claro que o governo actuaria com muitíssimo mais autoridade se tivesse dado o exemplo. Já teve tempo para tomar medidas drásticas de racionalização das “suas” empresas públicas. Só a RTP e uma ou outra empresa de transporte público constituem um buraco onde se “encaixariam” todas as empresas municipais deste país e ainda sobraria espaço. Mas de cima só nos têm vindo maus exemplos.

Obviamente que a RTP, empresa de difícil “diagnóstico”, também tem o seu grupo de trabalho. Há que lhe dar tempo para o cumprimento da sua nobre missão, se bem que o “contador” não páre…

14 comentários leave one →
  1. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    30 Agosto, 2011 10:57

    quantos paises da zona euro teem canais de televisao publicos?

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  2. Eduardo F.'s avatar
    30 Agosto, 2011 10:58

    Muito bem!

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  3. silva's avatar
    silva permalink
    30 Agosto, 2011 11:04

    DEVERAS CURIOSO… O que aconteceu com o despedimento colectivo de 112 trabalhadores do Casino Estoril
    “O irregular e promíscuo funcionamento dos poderes públicos é a causa primeira de todas as outras desordens que assolam o país.
    A DGERT tem por missão apoiar a concepção das políticas relativas ao emprego e formação profissional e às relações profissionais, incluindo as condições de trabalho e de segurança saúde e bem-estar no trabalho, cabendo-lhe ainda o acompanhamento e fomento da contratação colectiva e da prevenção de conflitos colectivos de trabalho e promover a acreditação das entidades formadoras.
    Tudo uma grande mentira, as provas são dadas com o despedimento colectivo de 112 pessoas do CASINO ESTORIL
    “Para Os Trabalhadores da empresa casino estoril no final se fará justiça, reconhecendo a insustentabilidade de um despedimento Colectivo oportunista promovido por uma empresa que, para além do incumprimento de diversas disposições legais, apresenta elevados lucros e que declara querer substituir os trabalhadores que despede por outros contratados em regime de outsoursing”.
    Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito, os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.
    CASINO ESTORIL
    Quem investiga esta triste noticia para o Concelho de Cascais. Porque é que o estado não quer saber que a empresa Estoril-Sol despediu ilegalmente 112 funcionários do Casino Estoril em substituição de precários o que significa mais desempregados e desempregadas e postos de trabalho perdidos no Concelho de Cascais. Já não basta haver milhares de desempregados e desempregadas no nosso concelho agora vão juntar-se a este drama mais 112 trabalhadores.
    A comissão de trabalhadores diz que a Estoril-Sol já fechou ao longo dos últimos 6 anos um total de 681 postos de trabalho. Muitas empresas em nome do lucro e camufladas pela crise vão despedindo indiscriminadamente não querendo saber das suas responsabilidades sociais.
    A Presidência da Republica não tem força nem estabilidade.
    CASINO ESTORIL
    Despedimento colectivo de 112 trabalhadores no Casino Estoril
    Nestas condições não constituirá um escândalo e uma imoralidade proceder-se à destruição da expectativa de vida de tanta gente ? Para mais quando a média de idades das mulheres e homens despedidos se situa nos 49,7 anos ?
    Infelizmente, a notícia de mais um despedimento colectivo tem-se vindo a tornar no nosso país numa situação de banalidade, à qual os órgãos de comunicação social atribuem cada vez menos relevância, deixando por isso escondidos os verdadeiros dramas humanos que sempre estão associados à perda do ganha-pão de um homem, de uma mulher ou de uma família.
    Mas, para além do quase silêncio da comunicação social, o que mais choca os cidadãos atingidos por este flagelo é a impassibilidade do Estado a quem compete, através dos organismos criados para o efeito, vigiar e fazer cumprir os imperativos Constitucionais e legais de protecção ao emprego.
    E o que mais choca ainda é a própria participação do Estado, quer por omissão do cumprimento de deveres quer, sobretudo, por cumplicidade activa no cometimento de actos que objectivamente favorecem o despedimento de trabalhadores.
    Referimo-nos, Senhores Deputados da República, à impassibilidade de organismos como a ACT-Autoridade para as Condições do Trabalho e DGERT (serviço específico do Ministério do Trabalho) que, solicitados a fiscalizar as condições substantivas do despedimento, nada fizeram mediante as provas que presenciaram.
    Não gosto de ver o caos em que puseram este país, por irresponsabilidade, por falta de respeito, pelo cidadão nos casos da justiça que a civilização criou como valores para a igualdade.
    Muitas das vezes, os nossos governantes não têm a capacidade de perceber para onde nos estão a conduzir ou não têm a coragem de assumir. Isso custa-me, porque há vítimas que estão a sofrer imenso.
    Por má gestão, por causa de carreiras meteóricas.
    Não posso deixar de condenar, todo o governante ou político, que pôs o seu trajecto individual e social acima do trajecto colectivo.
    Podem não se importar com as palavras, mas o certo é que não deixa de ser egoísmo, egocentrismo, quase tirania.
    Quem com responsabilidades está por detrás deste despedimento ilegal, que leva o estado a suportar o subsidio destes 112 trabalhadores.
    O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, escandalizando o país com o seu procedimento e, a inferior qualidade do seu trabalho.
    Aos Ministérios falta coesão, autoridade e uma linha de rumo, não podendo assim governar, mesmo que alguns mais bem-intencionados o pretendam fazer.
    A Administração pública, incluindo as autarquias, em vez de representar a unidade, a acção progressiva do estado e a vontade popular é um símbolo vivo da falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização e do despesismo que gera, até nos melhores espíritos o cepticismo, a indiferença e o pessimismo.

    A corrupção não existe, agora chama-se: Ciência Politica Utilitária
    Directamente ligada a esta desordem instalada, a desordem financeira e económica agrava a desordem Política, num ciclo vicioso de males nacionais. Ambas as situações somadas conduziram fatalmente à corrupção generalizada que se instalou…”
    A sociedade está podre, mas a esperança de que o povo acorde de vez sem medo de olhar para o empresário ou politico e dizer-lhes a vida neste planeta a todos pertence.
    A maior pobreza existe no meio dos empresários e políticos que massacram um povo em prol de uns míseros euros que não são eternos pois todos morremos e os euros para além da morte não fazem falta.

    POR MAIS QUE OS TUBARÕES TENTEM ABAFAR O CASO DO DESPEDIMENTO COLECTIVO DO CASINO ESTORIL EU IREI SEMPRE LEMBRAR A TODOS QUE SOU ALÉRGICO A INJUSTIÇAS E CORRUPÇÃO.

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  4. António Sobral Cid's avatar
    30 Agosto, 2011 11:05

    Vou definitivamente emigrar. A minha família (e eu próprio) já fizémos o suficiente por este país. Estou a pensar na Hungria ou na República Checa (tenho amigos nas duas). Pego nas minhas ‘tamanquinhas’ , aprendo uma das línguas num instantinho (tenho jeito para isso) e vou. «Bosselências» desarincem-se aki com o rectângulo, as Berlengas e restantes ‘arquipélagos’. 🙂

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  5. trill's avatar
    trill permalink
    30 Agosto, 2011 12:22

    Pela pena de morte!
    http://psicanalises.blogspot.com/

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  6. zita's avatar
    30 Agosto, 2011 12:25

    A Carris apresentou 30 novos autocarros articulados, equipados com o serviço Carris Net Bus, fruto de uma parceria estabelecida entre a empresa de transportes lisboeta e TMN, que envolveu um investimento de 11 milhões de euros por parte da Carris. FONTE
    Outro exemplo é o da Carris. A empresa, que em 2009 teve cerca de 41 milhões de euros de prejuízo, viu, por decisão governamental, os ordenados dos seus gestores igualmente aumentados em Março de 2009. O presidente ganhava 4.204 euros e passou a auferir de um ordenado mensal 6.923 euros (mais 65 por cento). Já os vogais passaram de 3.656 para 6.028 (mais 65 %). FONTE
    A Refer apresentou ontem os resultados com os prejuízos de 146,5 milhões de euros em 2010. Só a dívida acumulada conjunta da CP e da Refer atinge os dez mil milhões de euros.

    Está à vista de todos, a causa dos buracos que as empresas públicas APRESENTAM… contudo os gestores públicos e os políticos teimam em olhar para o lado e fingir que não sabem.
    – Luxos para gestores
    – Excesso de pessoal devido ás cunhas
    – Salários milionários
    – Aumentos de 65% em época de crise.
    – Prémios de produtividade aos que dão prejuízos de milhões (produzem prejuízo)
    – Gestores mesmo com resultados negativos não são despedidos.
    – Carros de luxo.
    – Caso da CP, motoristas ganham 50mil euros /mês
    http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/08/carros-de-luxo-para-as-aguas-de.html
    http://apodrecetuga.blogspot.com/2011/08/70-milhoes-para-o-lixo.html
    Não sabem nem querem saber, gerir Portugal.
    esta é a realidade que ninguém quer ver:
    Continuamos a votar nos vossos partidos, nos vossos lideres, nos nossos manipuladores de estimação…
    Ou acordamos para VER que o regime funciona assim… não há nenhum partido, nem nenhum politico, nem nenhum manipulador profissional que consiga lutar contra este regime. Todos são absorvidos grata e deliciosamente por ele.
    Só lhes traz benefícios… Fama, dinheiro e poder…. Porque não deixar-se ir na onda??? Afinal é o sonho dourado de todo o ser humano….
    E nós damos-lhe esse privilégio, votando neles e pactuando neste regime.
    Permitimos que realizem todos os sonhos a um preço muito elevado… O sacrifício do povo e da nação.

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  7. LR's avatar
    30 Agosto, 2011 12:47

    Portela Menos 1,
    .
    “quantos paises da zona euro teem canais de televisao publicos?”
    .
    Não sei, mas imagino que quase todos. E admito que a maioria ainda possa pagá-los. Nós já não podemos. Mas ainda que pudessemos, o Estado não tem de controlar órgãos de comunicação social.

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  8. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    30 Agosto, 2011 13:43

    LR Posted 30 Agosto, 2011 at 12:47 “o Estado não tem de controlar órgãos de comunicação social.”
    .
    incluindo o putataivo Estado Independente da Madeira, certo?

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  9. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    30 Agosto, 2011 13:43

    “putativo”

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  10. A. C. da Silveira's avatar
    A. C. da Silveira permalink
    30 Agosto, 2011 13:54

    Fitch, no Jornal de Negocios: Portugal deve ser capaz de evitar a reestruturação da divida. Este reconhecimento do que se está a fazer, vindo de quem vem, é que é verdadeiramente importante. Mas por cá a rapaziada continua preocupada com as 500 nomeações do governo, (65 só do Relvas) . A TVI24 já deu esta noticia 138 vezes desde a ultima 5ª feira para cá. Pobrezinhos de espirito!

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  11. C. Medina Ribeiro's avatar
    30 Agosto, 2011 13:54

    As paragens da Carris e as faixas BUS estão permanentemente atafulhadas de veículos que nelas estacionam ou circulam indevidamente. O exemplo mais anedótico é o de uma Escola de Condução (?!) que estaciona os seus carros na paragem da Carris do lado nascente na Praça da Figueira. (Costumam ser dois, mas hoje de manhã, por acaso, só lá estava um.). Se nem a autarquia (pela EMEL e PM) nem o Estado (pela PSP) dão condições de fluidez à Carris, como é que querem que a situação melhore? Outra paragem, junto a Entrecampos, tem um vidrão da CML bem no meio …
    Outro exemplo (de hoje): uma multidão de turistas, vinda do Hotel Roma, debatia-se com as várias máquinas de venda de bilhetes do Metro existentes no átrio sul da estação Roma: só uma estava 100% operacional, embora todas ostentassem a indicação do PMB, o “PortaMoedas Multibanco” que já nem sequer existe!

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  12. LR's avatar
    30 Agosto, 2011 15:23

    Portela Menos 1,
    .
    “incluindo o putativo Estado Independente da Madeira, certo?”
    Certo! Pelo menos enquanto eu pagar para a “independência”.

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  13. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    30 Agosto, 2011 17:56

    A grande despesa está na Administração Central e nos Ministérios.
    A dívida das empresas dos transportes de Lisboa e Porto ascendem a quase 100 «regiões autónomas» dos Açores e da Madeira consolidadas e muito mais que todas as autarquias do país.
    Isso é propaganda do Relvas&Cª, Lda. para desviar as atenções do BPN e das sumptuosas e obscenas depesas do Poder Central.
    Os grandes buracos, o laxismo, a chulança, o despesismo e a corrupção estão 99% em LISBOA.

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