Saltar para o conteúdo

São os défices e as dívidas, estúpidos!!! (IV)

6 Setembro, 2011
by

Já por várias vezes me tenho questionado sobre a aparente falta de clarividência dos líderes políticos na abordagem da crise. Hoje apareceu finalmente um responsável, Wolfgang Schauble, ministro das Finanças da Alemanha, a pôr os pontos nos ii:

 

Os países do euro, em particular os intervencionados, não podem pensar em pôr travões ao processo de saneamento das finanças públicas, não obstante os efeitos negativos que este possa provocar no curto prazo. Porque o mal chama-se “endividamento excessivo”. E contra esse só há uma “única cura”: “austeridade”.

Independentemente do papel que os mercados possam ter desempenhado na catalisação da crise da dívida soberana na Zona Euro, é inquestionável que foram gastos públicos excessivos que levaram a níveis insustentáveis de dívida e de défice que agora ameaçam as nossas economias.

 

Clarinho como água, até no “plágio” ao Carlos Novais (a recessão é a cura, não é a doença) e na sequência da “recomendação” de Angela Merkel para a consagração constitucional dos limites da dívida. Resta agora aos governos europeus fazerem o que lhes compete: fixarem como objectivo a obtenção no prazo de poucos anos de excedentes orçamentais. Quando começarem a mostrar os primeiros resultados e firmeza inabalável na prossecução de tal objectivo, as taxas de juro baixarão. Nessa altura, já todos terão interiorizado que o “modelo social europeu” está morto e que falta apenas enterrá-lo. Poucos assistirão ao seu funeral.

72 comentários leave one →
  1. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 15:42

    Caro LR, discordo num ponto. O mercado de crédito europeu está a congelar a alta velocidade. O problema fundamental é o excesso de endividamento, mas agora os seus efeitos estão a passar para além dos problemas fundamentais. Dito de outra forma, é preciso parar este congelamento e, simultaneamente impedir o colapso financeiro do sistema financeiro… Europeu e internacional.
    .
    .
    Se a Alemanha não abre os olhos, ela vai ser engulida no processo. É isso que muitos não estão a ver, a começar no próprio Ministro das Finanças alemão.

    Gostar

  2. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 15:44

    Agora, como pode a Alemanha impedir o congelamento do sistema financeiro internacional se os países não cumprem no corte das despesas e saneamento financeiro? Os gajos na Alemanha estão a entrar em pânico.
    .
    .
    Isto pode vir a ser um vendaval…

    Gostar

  3. LR's avatar
    6 Setembro, 2011 16:05

    Caro Anti-comuna,

    É um facto que o mercado de crédito está gélido. Mas que alternativa existe à redução brutal (infelizmente terá de ser assim) da despesa pública? E como se conseguem animar os investidores (e falo do investimento directo) sem um choque fiscal que os atraia?

    Gostar

  4. R. H.'s avatar
    R. H. permalink
    6 Setembro, 2011 16:06

    A musica ja ha algum tempo parou de tocar. Mas continuamos a dançar, como se estivesse tocando. Creio que todos os governantes e bancos ja sabem isso. Das duas uma, estao a usar a maxima de propaganda “Repetir uma mentira até que se torne verdade”, ou seja tentar a recuperacao até que ela pela mao de deus apareça, ou entao estao a suavizar o estouro.

    Pode haver claro uma terceira jogada. As vezes é o que parece.

    Gostar

  5. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    6 Setembro, 2011 16:08

    Eu quero é soluções.
    Diagnósticos, análises e projecções como as do burro Medina Carreira, já estou farto.
    Só há uma solução: Trabalho, produção, impostos baixos, sair da União Europeia, inovar.
    Trabalho de divã e alcova já estamos todos fartos!

    Gostar

  6. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 16:30

    “Mas que alternativa existe à redução brutal (infelizmente terá de ser assim) da despesa pública? ”
    .
    .
    Não existe. Mas o problema é este. Se a Alemanha não arriscar segurar o mercado de crédito, é engulida com os demais. Está numa situação que não sabe o que fazer. Se se atravessa pelos outros, estes podem não fazer o que devem. (Agora temos a Itália a juntar-se à Grécia) e levar a Alemanha com eles. Se se não atravessa, vai na mesma para o buraco. Os alemães não sabem o que fazer.
    .
    .
    Mas isto vem provar uma outra coisa. As reformas a Basileia não servem. Ou seja, vai ser preciso nacionalizar a banca, desmembrar a banca e depois vender aos pedaçozinhos. Vão ter que fazer aquilo que eu há mais de 4 anos defendo: dividir o risco, como se fazem aos petroleiros. Os governos pensavam que iam safar-se de tocar no sagrado negócio da banca. Mas não. Vão ter que agora nacionalizar e dividir. E enquanto os governos não se mentalizarem que o problema está nestes dois cancros, dívida pública e mau sistema financeiro, não se irão resolver os problemas. Vão-se agravar.
    .
    .
    Em Portugal ainda há quem mesmo acredite que isto lá vai com fusões de bancos. Quando é ao contrário. E é preciso limitar as suas quotas de mercado e actividades. Coisa que os liberais mais puros não aceitam. Viram-se para o ouro. Pior a emenda que o soneto.

    Gostar

  7. Gonçalo's avatar
    6 Setembro, 2011 16:38

    A recessão não é consequência, mas sim o objectivo das medidas.
    http://notaslivres.blogspot.com/2011/09/reduzir-pelo-lado-da-despesa.html

    Gostar

  8. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    6 Setembro, 2011 16:48

    Há solução pois.
    .
    A solução passa pelo prazo. O tempo.
    .
    Com em tudo na vida as decisões devem ser equilibradas. Errou-se no passado, é certo, no descontrolo das contas; mas reduzir brutalmente as despesas é tão errado como foi o descontrolo passado.
    .
    Não há outra solução que não seja – o tempo. Dar tempo para regenerar as contas. Na minha opinião, o triplo do tempo.
    .
    Com este fundamentalismo germanico corremos o risco de nunca mais virmos a cumprir meta orçamental. A cada corte radical na despesa redundará sempre num novo corte para compensar os efeitos rcessivos do primeiro corte. Assim não vamos lá.
    .
    Estou convencido que, se Alemanha estivesse em recessão, como nós estamos, suspenderia a austeridade, naturalmente. A austeridade é excelente quando a dinamica da economia está em crescendo. Mas é preversa a austeridade que acrescenta mais austeridade.
    .
    RB

    Gostar

  9. santos's avatar
    santos permalink
    6 Setembro, 2011 16:55

    Segundo “ARROW” a “soarista” Democracia pluralista está profundamente inquinada de “irracionalidade” que cresce na razão directa do numero de “PARTIDOS POLITICOS” . Estes vivem das suas clientelas votantes e estas são na sua quase totalidade directa ou indirectamente subsidio dependentes , não obstante para outros a pressão fiscal real seja criminosa …
    Logo , os Estados são deficitarios e loucamente endividados . E já nem “Lapalisse” percebe como é que um inapto devedor consegue pagar o que deve e não pode !…
    Assim , e como corolário da “LEI DE WAGNER” , se conclui que só em Ditadura é possivel diminuir a DESPESA do ESTADO … E como estamos “ainda” nesta senil Democracia já de quatro decadas(!) , não é possivel acabar com todas as mordomias dos que lá já estiveram nem correr com todos os que ainda lá estão e que “alguem” tambem lá os puseram ….
    A empresa LUSOTUGA , SA não é mais nem menos do que uma empresa que já labora com materia prima que retira do stock de produtos defeituosos por leucemia social …
    Muitas LAGRIMAS vão correr até chegarem ao MAR DA TRANQUILIDADE …
    NOTA : Estamos pior do que em 1930 e nunca estaremos melhor do que em 1973 ,,,
    Adenda : O mui Digmo. Arlindo pode ir para a Albania ..
    Enquanto não resolverem o problema financeiro , o problema da economia real jamais será resolvido …
    “o modelo social europeu” é um T2 nesta problemática .

    Gostar

  10. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 16:57

    “Não há outra solução que não seja – o tempo. Dar tempo para regenerar as contas. Na minha opinião, o triplo do tempo.”
    .
    .
    Mas não há tempo. Os mercados têm a sua própria natureza que escapa ao nosso controlo. Se Vc. acha que sim, os meus parabéns. Pode sempre ter a sorte de ganhar um nobel. 😉

    Gostar

  11. corrector automático's avatar
    corrector automático permalink
    6 Setembro, 2011 16:58

    É perversa e não preversa.
    É engolida e não engulida.

    Nota: Este corrector não segue o mais recente acordo ortográfico. Em caso de dúvida é favor consultar um dicionário.

    Gostar

  12. LR's avatar
    6 Setembro, 2011 17:03

    “Ou seja, vai ser preciso nacionalizar a banca, desmembrar a banca e depois vender aos pedaçozinhos. Vão ter que fazer aquilo que eu há mais de 4 anos defendo: dividir o risco, como se fazem aos petroleiros. Os governos pensavam que iam safar-se de tocar no sagrado negócio da banca. Mas não. Vão ter que agora nacionalizar e dividir.”
    Não sei se a solução terá de passar pela nacionalização da banca, mas tb acho que essa história de se terem criado “bancos universais”, em que se junta na mesma instituição banca de retalho e de investimentos, gestão de activos, trading, leasings, factorings e por aí fora, dá uma promiscuidade tremenda. E em termos de gestão de risco…
    Infelizmente, o exemplo vem de fora. Vimos em 2008 a administração americana a forçar as fusões (Bear Stern, Merryl Linch, etc), juntando geralmente o roto com o esfarrapado.

    Gostar

  13. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 17:12

    “It is becoming increasingly evident that austerity – at least the extreme variety currently applied in peripheral Europe – is not the way forward. It may please the rating agencies short term, but it is ripping Europe apart, both economically and politically. Furthermore, it doesn’t work. Readers of Rogoff and Reinhart’s masterpiece This Time Is Different shouldn’t be at all surprised. As they point out, once the credit cycle comes to an end and de-leveraging and austerity sets in, the ensuing loss of tax revenue is always underestimated and will lead to default more often than not.”

    “Austerity cannot fix this problem. The entire OECD area will suffocate in its own debt long before we can reap the benefits of such soberness. Neither can zero percent interest rates. End of story. The sooner our political leaders realise this, the better. Out-of-the-box thinking is thus required, something which most of our political leaders seem incapable of delivering.”
    Aqui: The Absolute Return Letter, September 2011

    Gostar

  14. Monti's avatar
    Monti permalink
    6 Setembro, 2011 17:14

    “uma “única cura”: “austeridade””
    O que a gente inventa.
    “Austeridade”, para não dizer ou admitir “Empobrecimento”.
    Empobrecimento. E na Europa, uma nova “Idade Média”.
    Vale, que a Leste, no Far East, os ricos não param de crescer.
    Em breve com uma nova classe média, mas lá.

    Gostar

  15. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 17:14

    “Infelizmente, o exemplo vem de fora. Vimos em 2008 a administração americana a forçar as fusões (Bear Stern, Merryl Linch, etc), juntando geralmente o roto com o esfarrapado.”
    .
    Pois é. E agora na Grécia.
    .
    .
    Eu penso que os governos, todos, do mundo ocidental, ainda não perceberam que o problema está na má gestão (sem contar que é impossível quantificar o risco de um modo preciso e à prova de falhas, ou cisnes negros) do sistema financeiro. É preciso dividir e gerar mais concorrência no sector.
    .
    .
    Se não vai ser preciso nacionalizar… Aí eu tenho as minhas dúvidas. Grande parte dos bancos é quase inevitável, pois não conseguem atrair investidores para os seus aumentos de capital. E em Portugal, a CGD terá mesmo que ser totalmente privatizada e não apenas vender os seguros.

    Gostar

  16. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 17:15

    LR,
    Há outro lado da questão: você acha que o sistema político aguenta este caminho?
    Até o seu “amigo” PA já anda para aí a falar dos militares…
    Olhe para a história e veja lá porque é que certas coisas aconteceram.

    Gostar

  17. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 17:17

    Outra vez aqui: The Absolute Return Letter, September 2011

    “Reform the banking industry. Create a system of utility (i.e. bankruptcy ‘proof’) banks, allowing ordinary people access to basic banking services without having to worry about whether the bank will be around tomorrow or not. If necessary, establish the banks with government funds and subsequently distribute the ownership to depositors of those banks. Only the utility banks should be explicitly or implicitly underwritten by tax payers’ money and their business should be strictly regulated. The banking industry as it stands today has effectively high-jacked our society, and the sooner we can free ourselves from such dependency, the better.”

    Gostar

  18. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 17:21

    Para os que acham que a austeridade não é a cura, que analisem o que fez o Salazar e como ele evitou o colapso de Portugal, durante a depressão internacional.
    .
    .
    A austeridade é a cura. Pode ter efeitos recessivos de curto prazo mas tem grandes estímulos ao crescimento asscoiados, no longo prazo. A economia portuguesa parou de cair no segundo trimestre. Algum dos einsteins consegue explicar isso cá ao anti-comuna? Muito obrigado pelas vossas doutas opiniões.
    .
    .
    Repito. O Salazar tirou Portugal da crise com… Austeridade. lololololo Apertando o cinto, conseguiu melhores resultados que outros, estimulando artificialmente a procura. O problema é que, infelizmente, 90% dos que botam faladura, ainda não descobriram porquê que o mundo saiu da crise após 1947. Alguns estão convencidos que foi as políticas nacional-socialistas mas não o foram. E o Salazar, com a sua austeridade (desmentindo toda mitologia associada ao Keynesismo) obteve melhores resultados do que os que apostaram no expansionismo. Vá-se lá entender esta gente, mais baseada na fé que nos números.

    Gostar

  19. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    6 Setembro, 2011 17:22

    «Mas não há tempo»
    .
    Não há para si que está formatado numa escola de pensamento neo-bulshit.
    .
    Mas será o tempo que vai prevalecer na solução dos problemas da europa… e da america. O tempo. Aposto consigo uma garrafa de bagaço.
    .
    Nacionalizações? ó homem, estado não tem dinheiro para comprar um café, quanto mais nacionalizar o que quer que seja. Tenha lá juizo.
    .
    Rb

    Gostar

  20. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    6 Setembro, 2011 17:23

    AC, não prenuncie o nome de Salazar em vão. Não está a ser honesto. Salazar tinha mecanismo que hoje não temos.
    .
    Rb

    Gostar

  21. LR's avatar
    6 Setembro, 2011 17:24

    João Hoo,
    .
    “Há outro lado da questão: você acha que o sistema político aguenta este caminho?”
    .
    Não sei se aguenta. Do que estou certo é que, seja em democracia ou em ditadura, a austeridade é inevitável. E julgo que ela será sempre menos insuportável em democracia.

    Gostar

  22. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    6 Setembro, 2011 17:31

    Façam como o Hitler—elaborou um plano para minar a economia inglesa fabricando 140 milhões de libras num campo de concentração porém não as chegou a usar…injectem dinheiro seja ele falso ou não…ele não é todo virtual já?

    Amor Electro – A Máquina …o que querem que nós sejamos mais dia menos dia…..mas mesmos as máquinas com o tempo anexam algum tipo de sentimentos…

    Gostar

  23. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
  24. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 17:32

    “Não há para si que está formatado numa escola de pensamento neo-bulshit.”
    .
    .
    Talvez. Mas se me explicar como consegue controlar o timing dos mercados, não hesite. EU PAGO-LHE PARA ME ENSINAR. Não estou a brincar. Pago-lhe bem para me ensinar.
    .
    .
    Fico á espera da sua resposta. Não estou a brincar. Estou mesmo a falar a sério. Eu pago-lhe para me ensinar como irá controlar o timing dos mercados.

    Gostar

  25. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    6 Setembro, 2011 17:34

    Enfim enquanto se continuar a viver de mais valias que não geram postos de trabalho mas apenas lucros especulativos que depois são postos em off shores não haverá politica económica que resista …o comunismo caiu o capitalismo é só uma questão de tempo…os seus alicerces são mais fortes daí a resistência…o que virá a seguir não sei talvez o caos e o salve-se quem puder..mas sei que ambos os regimes faliram…
    http://zebedeudor.blogspot.com/2011/09/aparentes-fazedores-do-tempo-na.html

    Gostar

  26. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 17:34

    LR,
    Não tenho qualquer dúvida sobre a necessidade de austeridade. Mas o que estamos a ver – e note bem que o Estado corta nos dois lados: na despesa (esperemos) e no rendimento disponível dos privados, via aumento de impostos – é que vamos entrar numa espiral negativa de onde não vejo como nos vamos safar. Não estou com isto a dizer que se deva continuar a gastar massa e nem sei bem se há alguma solução “airosa” (acho que não) mas este caminho tem os seus perigos. A opção democracia / ditadura normalmente não vem por referendo…

    A-C,
    Não vejo lá muito bem como é que a receita do Salazar pode ser repetida nos dias de h0je, com circulação livre de mercadorias e capitais. A não ser que se avie a receita toda, incluindo o apertar os tomates a quem não estiver de acordo. Se calhar tem mesmo que ser por aí, mas isso não é uma ideia completamente original – começo a achar que você anda 2 passos atrás do PA…

    Gostar

  27. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 17:41

    “Não vejo lá muito bem como é que a receita do Salazar pode ser repetida nos dias de h0je, com circulação livre de mercadorias e capitais.”
    .
    .
    Não está a ver? Olhe bem para o que está a acontecer em Portugal, mesmo que contra a vontade dos políticos. Veja quanto caiu a economia portuguesa no segundo trimestre. Nada. Teve o mesmo comportamento económico que a… A França e a Alemanha.
    .
    .
    Aliás, até posso utilizar isto, se quiser:
    .
    ” Mas o que estamos a ver – e note bem que o Estado corta nos dois lados: na despesa (esperemos) e no rendimento disponível dos privados, via aumento de impostos ”
    .
    .
    Vc. está a responder por mim às suas próprias dúvidas. Está de acordo?

    Gostar

  28. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 17:48

    “Está de acordo?”
    Não. Ver estas coisas com base nos indicadores trimestrais faz-me lembrar o Socretino: há sempre um número que serve para aquilo que nós queremos.
    Mas, pelo que vejo, o jogo nem sequer se joga no tabuleiro nacional mas europeu. Independentemente do que por aqui fizermos (e uma coisa é verdade: a malta baixa a bola, come e cala) isto vai estourar lá fora. E depois vai ser um apanhar de vidros partidos.

    Gostar

  29. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    6 Setembro, 2011 17:49

    Continuam por aqui os loucos Keynesianos que nem sequer fazem as perguntas certas.
    .
    O Ricciardi não percebe sequer que o PIB passado é montado numa bolha de imobiliário e preços inflacionados.
    O que vai encontrar para a substituir?
    Não percebe que essa parte do PIB era falso?
    .
    Anti-comuna, ricciardi com países a nem conseguirem 5% de défice – ou seja com estados a pedirem emprestado mais de 10% do que gastam – vocês já estão a berrar austeridade.
    Querem ainda mais dívida.
    .
    Acham que é o dinheiro que traz crescimento. Não é.
    Vocês estão obcecados pelo dinheiro não pela qualidade.
    .
    A Europa cresceu quanto na primeira década do Séc.XXI com endividamento record?
    O endividamento foi um escape fácil para os problemas do Ocidente.
    Uma escola caduca que além de viver no séc.XIX ainda sofreu a indignidade da Esquerda e Direita Politicamente Correctas a corroerem por dentro. Falta de empresas e iniciativa, uma população e envelhecer, uma cultura diletante , Pais a educarem os filhos para empregos e não para fazer e criar coisas/serviços para os outros.
    Ou seja o Estado Social que destruiu o País Social.
    .
    Tirem da cabeça que vai haver crescimento. Não vai.
    Não vai haver crescimento a não ser que se descubra alguma nova tecnologia ou energia barata, ou que os Asiáticos venham aí comprar tudo.
    .
    A recessão deveria ter ocorrido em 2008. Agora depois das mais uma vez falhadas experiências Keynesianas, a bolha especulativa é maior logo a recessão terá de ser mais dura.
    Até as coisas retornarem ao seu valor aproximado.
    .
    Aprenderam alguma coisa entre 2008 e 2011? pelo que se lê aqui não aprenderam nada.

    Gostar

  30. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 17:49

    E se não estourar já com a Grécia, espere até ser preciso dizer aos ‘Francius’ que é preciso apertar o cinto….
    Pois, pois…

    Gostar

  31. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 17:53

    Os resultados da austeridade do Salazar versus o despesismo externo. Retirei isto do paper FROM AN AGRARIAN SOCIETY TO A KNOWLEDGE ECONOMY: PORTUGAL, 1950-2010, de Álvaro Santos Pereira and Pedro Lains.

    Crescimento do Rendimento Disponível per cápita em Portugal versus Europa:

    1929-1938 Portugal 1,28% Europa 1,16%
    1938-1950 Portugal 1,56% Europa 1,00%
    1950-1973 Portugal 5,47% Europa 3,55%

    Portugal, com a sua austeridade, conseguiu bater os países europeus, apostados em estimular artificialmente as suas economias. E o ponto alto deste forte aumento do rendimento disponível aconteceu com as liberalizações económicas (e depois entrada na EFTA), quando conjugou aumentos do crescimento do emprego e da produtividade. No período 1950-1973.
    .
    .
    A austeridade do Botas foi mais eficaz que as medidas contra-cíclicas dos demais países europeus.

    Gostar

  32. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    6 Setembro, 2011 17:53

    Então estoirar com a Grécia é os Gregos viverem como viviam no ano 2000?
    É isso que é estoirar?

    Gostar

  33. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    6 Setembro, 2011 17:54

    O ilustre cow-boy CAA que está no Forte Apache, arrisca-se a levar umas valentes setas dos indíos no seu rabo bem nutrido e suculento.
    Digo eu, que não aprecio esses presuntos…

    Gostar

  34. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 17:55

    “Não. Ver estas coisas com base nos indicadores trimestrais faz-me lembrar o Socretino: há sempre um número que serve para aquilo que nós queremos.”
    .
    .
    Veremos nos próximos trimestres. Mas os efeitos pretendidos com as políticas usadas pelo Botas estão a ser feitas com as tais medidas que o meu amigo diz que eram impossível de se conseguir. Está de acordo? Ou quer mesmo que eu escreva um longo testamento a explicar o mecanismo porque tal acontece?

    Gostar

  35. Hawk's avatar
    Hawk permalink
    6 Setembro, 2011 17:59

    Não entendo muito desta poda, mas eu diria, após uma releitura do AS, que o caminho é um neo fisiocratismo. Criem pequenas unidades de produção nos vossos quintais: batatas, feijão, couves, um pequeno galinheiro e um cabrito para mais logo; cultivem ervas aromáticas nos balcões dos vossos apartamentos; reciclem o lixo como deve ser; se não têm quintais, ocupem os terrenos baldios. A troca por troca vai começar a ser mais interessante. Ninguém morrerá de fome e a vida será mais saudável e despoluída sem plasmas, BMW, férias no Algarve e outros luxos superfluos.
    Em tempo AS= Adam Smith.

    Gostar

  36. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    6 Setembro, 2011 18:10

    Se os Portugueses não quiserem produzir para comprar plasmas não deverão ter plasmas…

    Gostar

  37. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 18:12

    A-C,
    Você compara o que não é comparável. Séries temporais que incluem a 2ª guerra valem o quê, exactamente?
    Os resultados são bons a partir dos anos cinquenta mas veja o tempo que o homem demorou para lá chegar. E, repito a realidade era outra e não é replicável. pelo menos para já.
    Note bem que eu não estou a defender que isto vai lá com gasto público ou mais do mesmo. Não vai e, em tese, até estou próximo da sua perspectiva. O problema é que a realidade é fod*** e uma coisa é o que achamos que deve ser, outra coisa é o que pode ser e, ainda outra coisa, é o que vai ser.
    Você começou por tocar no ponto fulcral: o olho do furacão é o endividamento excessivo (e não é só o do Estado, ao contrário do que o LR pensa) e podemos assistir ao colapso da banca. Depois vai ser pouco relevante se era eu ou você quem tinha razão: vamos andar todas a apanhar os cacos.

    Gostar

  38. A. C. da Silveira's avatar
    A. C. da Silveira permalink
    6 Setembro, 2011 18:12

    Realmente o que nos falta é o tempo. Diziam os antigos que o tempo tudo cura, tudo resolve. Conheci um grande agricultor, muito conhecido ali da região da Alcacer, que tinha dois pregos espetados na parede por detrás da secretaria, num pequeno escritorio onde tratava dos problemas da lavoura. Num dos pregos espetava os papeis dos assuntos a resolver com o tempo. No outro prego espetava os papeis, muitos já amarelecidos, dos assuntos resolvidos com o tempo. Era um bom sistema. Mas ele tinha uma vantagem muito grande: não devia dinheiro a nenhum banco, e por isso podia-se dar ao luxo de não se chatear com certas coisas.O que não é o nosso caso, como sabemos.
    Parece que esse senhor ministro das finanças alemão está a por os pontos nos “i”s. Era bom que os cavaquistas que andam a clamar contra a austeridade, sabe-se lá com que intenções, (eu não sei, mas desconfio), ouvissem o homem com atenção: só há graveto com sacrificios. Já basta de fazermos figura de ricos com o dinheiro deles.
    A CDU da Mme Merkell, anda a perder eleições ao ritmo de varias por mês. Os que se andam a queixar da austeridade excesiva, rezem para que ela não perca as proximas legislativas. Porque se o SPD ganhar, vão ver o que é “amar a Deus”. Há quanto tempo não há nos media portugueses noticias do SPD alemão?

    Gostar

  39. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 18:22

    “Você compara o que não é comparável. Séries temporais que incluem a 2ª guerra valem o quê, exactamente?”
    .
    .
    Então a reconstrução não estimula mais que ter uma economia fechada e sem esses estímulos? Pelo contrário, o argumento funciona contra si. Mesmo sem os estímulos, quer no armamento (ver o caso alemão) quer na reconstrução (ver todos os países envolvidos no Plano Marshal), Portugal com austeridade fez mais do que os que acreditam na “teoria das janelas partidas”. Ou seja, planos nacional-socialistas, sejam eles fascistas sejam ele keynesianos, tiveram menos eficácia que a austeridade do Botas. E olhe que eu nem sou salazarista, mas é tão evidente estes factos, que só mesmo por religião e mitologia se pode negar estas evidências.
    .
    .
    Os factos são estes. O Botas com as suas políticas de austeridade conseguiu mais do que usando os estímulos públicos. E anote que os USA só saem da crise quando o “balance sheet” à Koo dos privados permite voltar ao consumo. Certo?

    Gostar

  40. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 18:31

    Se a dívida pública tira os países da crise, porquê que o Reino Unido só saiu da crise após a reconstrução? Vejam este gráfico:
    .

    .
    Picado daqui: http://www.ukpublicspending.co.uk/uk_national_debt_chart.html
    .
    .
    E temos caso mais recente japonês. Dívida Pública sobre o PIB? 200%. Evitou a crise? Não.
    .
    .
    Com caso semelhante, temos o caso americano:
    .

    .
    Imagem picada daqui: http://community.tradeking.com/forum/categories/general/topics/6609-rand-paul-on-balancing-the-budget/forum_posts?page=3#forum_post_79778
    .
    .
    Claro que por isto se pode discutir se o peso da dívida pública sobre o PIB leva à falência, como muitos dizem. O peso da dívida americana e inglesa não impediu a saída da crise. Mas também não a combateu. Não a combateu e tonrou menos eficaz a saída da crise. Como demonstra a comparação entre Portugal e o resto da Europa.

    Gostar

  41. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 18:39

    O que é que permitiu aos americanos e ingleses sairem da crise?
    .
    .
    A resposta está aqui neste gráfico:
    .
    .

    .
    Imagem picada daqui: http://blogs.reuters.com/rolfe-winkler/2009/09/30/krugman-and-the-pied-pipers-of-debt/
    .
    .
    Foi a desalavancagem dos agentes económicos privados que permitiu à população consumir. E voltar a crescer. Foram os aumentos da produtividade durante a crise e a elevada poupança dos particulares, que voltaram a ter uma situação liquida positiva. Que depois, com melhor poder de compra e rendimentos oriundos da poupança, levaram ao crescimento económico. Os gastos públicos de nada serviram. Seja a destruir, “janelas partidas”, seja a reconstruir (janelas trocadas).
    .
    .
    O erro deste governo é esquecer-se que a desalavancagem do sector privado implica, por um lado, deixar de aumentar a contribuição dos seus rendimentos para o buraco orçamental, como aumentar a poupança. E se possível baixar o seu endividamento. O tal “balance sheet” do Koo, que se inspirou no Fisher, para elaborar a sua teoria. (Em parte o Krugman defende isto mas só olha para um dos lados do problema, não é verdade?)

    Gostar

  42. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 18:41

    Posso ter lido mal mas acho que não vi ninguém por aqui a defender mais dívida pública…

    Gostar

  43. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    6 Setembro, 2011 18:41

    Caro Ac,
    .
    Eu respondo, se v.exa conseguir demonstrar que, na senda desta austeridade advem crecimento superior ao juros que pagamos na divida, que é quase equivalente ao PiB. E como é que espera que, sem crédito aos privados, pode estimar crescimento.
    .
    Parece-me que está a fazer futurismo; parece-me que v.exa. apenas tem fé que a coisa, milagrosamente, se componha.
    .
    A coisa só se compõem se, e só se, nos for dados tempo para ajustar a despesa de forma a nunca colocar o crescimento em causa.
    .
    A falência de uma empresa processa-se de forma rápida, mas substituir as falências por novo empreededorismo demora muitos anos.
    .
    Voltando à vaca fria. Uma das tecnicas que Salazar utilizou foi o protecionismo alfandegário, que promoveu e muito as nossas empresas. Está de acordo?
    .
    Uma outra foi a não-dependencia energetica face ao exterior, investindo em barragens etc. Está de acordo?
    .
    A despesa per-si não é um mal. O mal é a despesa de fraca qualidade. E essa sim, deve ser cortada, com o equilibrio necessário para não provocar tumultos na sociedade.
    .
    É evidente que o tempo é a chave. O tempo pode e deve ser negociado. O FMI chegará, em pouco tempo, à conclusão que deverá ser dado mais tempo. Só com mais tempo podemos convencer os mercados de que, além de cortes que exigem, estamos tambem a crescer. Os mercados não querem apenas saber do corte nas despesas. Querem antes saber se estamos a crescer de forma sustentada.
    .
    A alemanha está a fazer o seu papel. Mas chegará à conclusão em breve que, a intensidade da austeridade imposta, é anti-economica.
    .
    Rb

    Gostar

  44. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 18:51

    Ricciardi, quando conseguir me explicar como controla o timing dos mercados, voltamos a discutir. Até lá, não vale a pena perder tempo consigo. Xorry!

    Gostar

  45. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 18:59

    “Mas, pelo que vejo, o jogo nem sequer se joga no tabuleiro nacional mas europeu. Independentemente do que por aqui fizermos (e uma coisa é verdade: a malta baixa a bola, come e cala) isto vai estourar lá fora. E depois vai ser um apanhar de vidros partidos.”
    .
    .
    Independentemente do que aconteça lá fora, nós temos que cortar na despesa pública. Custe o que custar. E baixar o endividamento público. E privado, claro. É a única coisa que podemos controlar. Se é a única coisa, é por aí que temos de trabalhar. E rezar para que lá fora não se parta tudo.
    .
    .
    Mas se nada fizermos, mesmo que lá fora os problemas se resolvam, nós nunca saímos do buraco em que estamos metidos.
    .
    .
    O ponto é este. O Estado pode atingir os resultados desejados com as actuais políticas, tal como o Botas. Pode é não ser suficiente para depois permitir o crescimento económico. Daí que cobranças de impostos, ajudam no curto prazo mas prejudicam no longo prazo. Aparentemente, por falta de tempo, por causa dos mercados e tal, o governo prefere sacrificar um bocado o futuro para não colapsarmos. Do género: não há políticas perfeitas e amsi vale segurar o futuro, mesmo que mais fraco, que ir pelo cano abaixo e nem futuro haver. Quer jogar pelo seguro. (E o mercado já começa a reconhecer esse facto, e embora não nos pareça.)
    .
    .
    Se me perguntar. Eu apoiaria a subida dos impostos para corrigir as elevadas importações? Eu não o faria. Prefiro que se corte na despesa pública. E em alternativa apoiava campanhas de promoção do consumo nacional, que tem os mesmos efeitos que as políticas de aumentos de impostos, para baixar as importações.

    Gostar

  46. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    6 Setembro, 2011 19:14

    Vê AC, o tempo que não quer perder a ler o que disse é o tempo que lhe faz falta para entender o que ainda não entendeu e que, no seu devido tempo, entenderá, julgo.
    .
    Mas espero que explique os contornos da sua fé. Os meus são simples. Não é possivel pagar o endividamento do país nos moldes acordados com o FMI, não pelo conteudo, mas sim porque o tempo é insuficiente. Muito menos será possivel que os privados criem riqueza suficiente para se desalavancarem por efeito do primeiro.
    .
    Em Outubro é provavel que se avançe mais na federalização da europa. E isto é a única coisa que nos fará ganhar o tempo suficiente para poder pagar as nossas contas
    .
    O problema de base, os decides externos comuns a todos paises ocidentais, esses, só serão resolvidos se as regras do comercio internacional mudarem – fair-trade – .
    .
    Rb

    Gostar

  47. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    6 Setembro, 2011 19:16

    Não concordo com o cortar ‘custe o que custar’. Olhe, corte lá os tomates a ver se resolve o defice.
    .
    Rb

    Gostar

  48. PMP's avatar
    PMP permalink
    6 Setembro, 2011 19:41

    Caro LR,
    Você insiste na tese sem sentido de que é possivel ter uma moeda única sem divida única.
    Não é possivel, nem nunca foi e o resultado só demorou 10 anos a aparecer.
    Só economistas que não percebem como funciona a sistema bancário e os mercados financeiro, que incluem fundos de pensões, seguradoras, fundos de investimento com garantia de capital, etc. podem insisir na asneira.
    Basta verificar que os EUA, o Japão, o R.U e muitos outros paises têm uma grande divida em moeda propria e os juros são muito baixos.
    A razão dos juros nesses países serem baixos é que um sistema monetário é fechado, ou seja em cada momento todos os particulares e empresas têm de decidir aplicar o seu dinheiro em algum lado nessa moeda, não podem fugir a menos que troquem de moeda, obrigando á sua desvalorização. Mas assim atinge-se o equilibrio por via do cãmbio e não por via dos juros, o que vai ajudar os exportadores e prejudicar os importadores.
    Tudo isto acontecia normalmente até economistas ignorantes e incompetentes convencerem politicos para a criação deste EURO fantasista.

    Gostar

  49. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 19:41

    “É a única coisa que podemos controlar. Se é a única coisa, é por aí que temos de trabalhar. E rezar para que lá fora não se parta tudo.”
    .
    Uma questão de fé, portanto. 😉
    ————————————–
    Volto ao mesmo: concordo consigo que temos que apertar na despesa pública e desalavancar muito, no público e no privado. Mas não sei bem de onde virá o crescimento económico e acho que não vai ser sustentável tanto aperto por muito tempo: politicamente, quero dizer. E como na democracia manda a maioria, que normalmente não lê o Economist…
    Parece claro que o o Governo está a dar o tudo por tudo para mostrar que por estes lados se vai mesmo cumprir e descolar dos gregos. Só assim compreendo as subidas dos impostos dia sim dia não. Mas cá para mim a coisa vai-se esfrangalhar lá fora.

    Gostar

  50. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    6 Setembro, 2011 19:51

    Claro que não é sustentavel o aperto que está consagrado para os Pigs, caro Hoo. Não é. Se o Tempo não for dado viveremos mais de uma decada de recessão profunda. A própria Alemanha que tem as suas exportações fortemente sustentadas nas Europa terá consequencias fortes.
    .
    Rb

    Gostar

  51. Leme's avatar
    Leme permalink
    6 Setembro, 2011 20:06

    Quando é que esta malta vai estudar as sebentas de Salazar para aprender qualquer coisa e depois escrever, também, qualquer coisa de jeito?

    Gostar

  52. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    6 Setembro, 2011 20:27

    “Posso ter lido mal mas acho que não vi ninguém por aqui a defender mais dívida pública…”
    .
    Você ou já não sabe o que diz?
    Défice = Mais Dívida Pública.

    Gostar

  53. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    6 Setembro, 2011 20:31

    “Claro que não é sustentavel o aperto que está consagrado para os Pigs, caro Hoo. Não é. Se o Tempo não for dado viveremos mais de uma decada de recessão profunda. ”
    .
    Patético. Tiveram uma década de expansão “profunda” baseada em quase nada que ainda continua – caso não tenham notado todos os países PIIGS, FRA, BEL, UK, USA, JP continuam com défices altos e querem não ter uma década de recessão profunda…
    A continuarem assim vão ter muito mais que uma década de recessão profunda.
    Então o que inventam para cobrir essa produção não realizada?
    .
    Não é sustentável viver como no ano 2000 ? Extraordinário.
    A continuarem assim vão ter é de retornar ao ano 1990…

    Gostar

  54. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 21:09

    “Mas não sei bem de onde virá o crescimento económico e acho que não vai ser sustentável tanto aperto por muito tempo: politicamente, quero dizer.”
    .
    .
    Primeiro, exportações. Depois, menos importações. Depois mais investimento produtivo. Depois consumo. O ciclo saudável do crescimento económico.
    .
    .
    Dirá. Mas exportar para onde? Olhe, eu digo-lhe:
    .
    Marrocos, Brasil, China, India, Mexico, Turquia, sem falar nos próprios países desenvolvidos.
    .
    .
    Exportar o quê? Produtos e serviços competitivos. Que as populações queiram. E que as nossas empresas sejam capazes de prover.
    .
    .
    É dífiicl? É. Vai ser duro? Vai. Mas é o único caminho.
    .
    .
    Só uma observação a isto aqui:
    .
    ““É a única coisa que podemos controlar. Se é a única coisa, é por aí que temos de trabalhar. E rezar para que lá fora não se parta tudo.”
    .
    Uma questão de fé, portanto. ;-)”
    .
    .
    Não. É uma questão de seriedade. Eu também já passei algumas dificuldades na vida e aprendi a lição. Não esperar facilidades e preparar-me para o pior. Porque, se o que depende de mim, eu fizer, eu sei que se vier tormenta, eu estou preparado para ela. Se vier a bonança, pode ser que me safe bem.
    .
    .
    Há quem lhe chame fé. Eu chamo-lhe humildade, trabalho e esforço para me safar. Olhe, tem dado resultado. Não sei se é fé, se é sorte, mas tenho-me safado. 😉

    Gostar

  55. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 21:11

    Logo se puder eu meto aqui alguns dados sobre a subida das exportações portuguesas para alguns desses mercados. Pode ser que ajude alguns a ver a saída da crise. Mas só se safa quem trabuca, não quem espera milagres, claro. Se tiver tempo, meti alguns dados interessantes.

    Gostar

  56. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    6 Setembro, 2011 21:32

    «Eu também já passei algumas dificuldades na vida e aprendi a lição.»
    .
    Pois bem. É um excelente tutor , a vida. Agora imagine que, de repente, o banco que financia a sua casa no prazo de mercado normal, resolve faze-lo pagar o montante em divida num espaço de tempo incomportavel para o seu rendimento. Humm o que faria?
    .
    1ºProvavelmente iria procurar convencer o banco a rever o prazo.
    2ºProvavelmente iria procurar outros bancos que o fizessem.
    3ºProvavelmente iria diminuir as suas despesas
    4ºProvavelmente iria tentar arranjar um melhor trabalho.
    .
    Ora bem, v.exa procuraria todas as soluções ao mesmo tempo. E assim é que seria correcto. Mas se o caro amigo chegasse à conclusão que não conseguia arranjar trabalho melhor remunerado, se v.exa. chegasse à conclusão que cortando as despesas todas, mesmo assim, não conseguiria pagar a renda da casa, talvez se concentrasse naquilo que está na base do seu problema. E então só teria duas soluções:
    a) vender os seus activos
    b) renogociar os seus passivos
    .
    É bom de ver, se os seus activos não chegassem para pagar o seu crédito, só lhe sobrava uma hipotese. Convencer os seus credores que era boa pessoa e que até estava a cortar despesas e tudo, mas que precisava de se alimentar para continuar a trabalhar, quem sabe arranjar novo trabalho. Voçê no fundo precisava de crescer, mas precisa que lhe deem tempo.
    .
    Na prática, os seus credores não querem o seu mal. O FMI tambem não quererá, julgo. Não será preciso esperar muito mais tempo para serem eles próprios a propor um reescolanomanto da divida.
    .
    Rb

    Gostar

  57. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 21:43

    Vou informar alguns nossos leitores da evolução das exportações portuguesas para alguns mercados. Todos fora da Zona €uro. Demonstrando dois pontos. Um é que o valor do €uro não impede Portugal de exportar. Segundo, há bastantes mercados importantes por explorar, pelos portugueses, que podem atenuar um eventual abrandamento económico da Europa. Claro que estes dados são do INE, via ICEP, e alguns cobrem os primeiros seis meses de 2011, outros, apenas 5 meses e até outros, o primeiro trimestre. Mas dá para ter uma vaga ideia que, ladaínhas do coitadinho não pegam. Portugal pode ultrapassar a sua crise, o que não basta é esperar que a banana caia no dorso do macaco. Porque, quem quer a bolota… Trepa!
    .
    .
    Aumento das exportações portuguesas para o exterior da Europa, em 2011:
    .
    Brasil: 38,8%
    .
    México: 22,8%
    .
    China: 41,1%
    .
    India: 183,5% (sim, 183,5%, não é gralha minha)
    .
    Japão: 87,7%
    .
    Marrocos: 33,2%
    .
    Moçambique: 28,6%
    .
    Angola: 10,45%
    .
    USA: 10,2%
    .
    .
    No segundo trimestre de 2011, as exportações portuguesas para fora da UE subiram 21,6%. O saldo comercial português com os países fora da UE foi negativo em 1588 milhões de euros. Mas se excluirmos combustíveis e lubrificantes (em especial por causa do efeito Galp), o saldo comercial é positivo em 177 milhões de euros.
    .
    .
    As exportações portuguesas para a UE subiram, no mesmo período, 16%.
    .
    .
    Se vier uma crise na Europa, é possível (e até provável) que Portugal possa colmatar eventuais quedas nas exportações para a Europa para o resto do mundo. Para mercados importantes, e populosos, como o Brasil, México, China, India, Marrocos, etc.
    .
    .
    O nosso tecido produtivo, apesar das envolvente interna, que é um terror, está a conseguir diversificar os seus mercados, em especial para fora da Europa. Está a começar a penetrar em importantes mercados, com elevado crescimento. Como o chinês, o indiano, o marroquino e até o Moçambicano. O que denota que as empresas portuguesas, apesar de todos os constrangimentos internos, apesar do elevado número de falências, podem vencer nos mercados internos. Apesar do Euro. Apesar do colapso do crédito interno. Apesar das políticas que não ajudam o nosso tecido produtivo.
    .
    .
    Sugiro a alguns que se queixem menos e analisem melhor os dados disponíveis. E em vez de estarem sempre na lamúria, muitas vezes até descrentes nas capacidades dos portugueses, que analisem estes dados. E pensem. E se tivessemos um Estado que ajudasse o tecido produtivo em vez de o prejudicar? Quanto não cresceriam as nossas empresas?

    Gostar

  58. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 21:45

    Lucky,
    Você dispara rápido demais… Onde é que eu falei em mais défice?

    Gostar

  59. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 21:46

    Só gostaria de corrigir isto aqui:
    .
    “O que denota que as empresas portuguesas, apesar de todos os constrangimentos internos, apesar do elevado número de falências, podem vencer nos mercados internos. Apesar do Euro. ”
    .
    Para isto aqui, que é o mais correcto:
    .
    O que denota que as empresas portuguesas, apesar de todos os constrangimentos internos, apesar do elevado número de falências, podem vencer nos MERCADOS EXTERNOS. Apesar do Euro.
    .
    .
    Mil desculpas.

    Gostar

  60. Joao Hoo's avatar
    Joao Hoo permalink
    6 Setembro, 2011 21:51

    A-C,
    Trabalhar nunca fez mal a ninguém. Eu trabalho e também me vou safando.
    Mas nâo me parece que isto se resolva só com suor… Tamb1ém vai haver sangue e lágrimas.

    Gostar

  61. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    6 Setembro, 2011 21:58

    O problema dos economistas é que atingem o orgasmo por intermedio de coisas que não são deles. É como fazer amor com pila alheia. As exportações portuguesas estão dependentes em 90% por 15 empresas. Entre elas 5 estrangeiras que não aportam receitas de especie alguma (fruto dos acordos com os governos), mas que, enfim, tem um lado positivo – o emprego e os subcontratos com nacionais.
    .
    Rb

    Gostar

  62. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 22:07

    “Mas nâo me parece que isto se resolva só com suor… Tamb1ém vai haver sangue e lágrimas.”
    .
    .
    Claro. Mas os erros cometidos pagam-se quase sempre caros. Não tenhamos dúvidas nenhumas. Ninguém mandou aos portugueses (quer dizer, aos políticos) gastarem mais do que se pode. O problema foi sempre este, nas sociedades democráticas. Os políticos gostam de comprar votos com os dinheiros alheios. Ou do crédito (via dívida pública) ou dos impostos dos contribuintes. Os erros foram cometidos e quanto mais rápido forem corrigidos, melhor e menos custos.
    .
    .
    Vai ser duro? Vai. Vai doer? Vai ser bastante complicado? Vai. Não enganemos as pessoas. Corrigir erros políticos do passado custam bastante. E não é fácil. Mas não há outra saída senão apostar na austeridade e ajudar as nossas empresas vencerem. Vendendo cada vez mais produtos e serviços de alto valor acrescentado, quer no mercado interno, mas e sobretudo no mercado externo. A saída é estreita mas é possível. E será tanto mais possível e menos dolorosa, quanto mais rápido, todos nós, incutirmos na cabeça que é preciso mudar as nossas mentalidades miserabilistas, sempre á espera da ajuda alheia ou do Estado. Quanto menos dependermos dos outros e mais de nós mesmo, mais livres somos. E melhor viveremos.
    .
    .
    Eu já estou a ficar um bocado farto das desculpas dos mesmos, que passam a vida a lamuriar-se. Que não podemos competir dentro do Euro, que precisamos de sair do euro, que não temos que cortar na despesa pública, que não seremos capazes de criar riqueza, que isto, aquilo e aqueloutro. Este discursos do coitadinho não pega. Meus amigos. É como nas nossas vidas pessoais. Se tivermos dívidas e custos elevados, só há uma forma de endireitar as coisas. Cortar nos custos, tentar baixar as dívidas e se possível aumentar os nossos rendimentos. É díficl, duro mas é a única solução. E que disser o contrário está a mentir. Está a mentir ou está completamente alienado da realidade. Por vezes acontece, não é?

    Gostar

  63. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    6 Setembro, 2011 22:23

    No outro dia a CCRN publicou um conjunto de estatísticas. Um gráfico chamou-me logo à atenção. O emprego na industria começou a subir na área entre o Douro-e-o-Minho:
    .

    .
    .
    Ou seja, a famigerada e mal amada industria tuga tradicional (não apenas, claro) já está a tirar o Norte da crise. É isso o importante. Enquanto outros sectores de actividade estão agora a entrar depressão, o Norte começa a dar os passos certos para sair da crise. Isso é o mais importante. É claro que Lisboa vai sofrer bastante. Chular e parasitar o resto do país tem os dias contados, mesmo que ainda o Estado sugue que se farta. Mas não vai ser por muito mais tempo. Porque se tornará impossível.
    .
    .
    Custou imenso ao Norte viver uma crise, não de apenas 10 anos, mas de 20 anos. Leram bem. A crise do Norte começou em 1991, não em 2001. Mas lá a gente se aguentou como pode. Emigrando, mudando de profissão ou até mesmo exercendo actividades fora da alçada do fisco. Foi uma crise intensa, com fome (a maior parte das vezes escondida e envergonhada) e muitas lágrimas. Mas já se vê a luz ao fundo do túnel. Em Lisboa que se habituem, porque o martirio também poderá ser longo. Quanto mais resistirem às mudanças, mais vai doer e mais intensa e prolongada a crise. Aprendam com o Norte.

    Gostar

  64. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    6 Setembro, 2011 22:47

    “Você dispara rápido demais… Onde é que eu falei em mais défice?”
    .
    Mais em maior défice? em lado nenhum você falou. Eu também não. Eu falei em existência de défice.
    .
    Você falou em ter défice aqui: Quando falou contra a “austeridade”, quando falou contra o que está acontecer à Grécia. Os Gregos que ainda hoje têm um défice enorme e pelos vistos devem continuar a terem esse défice enorme pago pelos outros contribuintes europeus. Não sabem viver com o que produzem. Pelos vistos não podem voltar a viver com o que ganhavam no ano 2000.
    É evidente se alguém ou uma sociedade é incapaz de passar a ganhar menos do que ganha – ou seja recessão- as coisas explodirão sempre. Quanto mais tarde pior, pois a dívida aumenta e queda será maior a cada ano que passa. E se não pagarem afectam outros que por sua vez os irá afectar.

    Gostar

  65. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    7 Setembro, 2011 01:02

    “Você falou em ter défice aqui: Quando falou contra a “austeridade”, quando falou contra o que está acontecer à Grécia. Os Gregos que ainda hoje têm um défice enorme e pelos vistos devem continuar a terem esse défice enorme pago pelos outros contribuintes europeus. Não sabem viver com o que produzem. Pelos vistos não podem voltar a viver com o que ganhavam no ano 2000.”
    .
    .
    Ao contrário do que se pensa (e é propagandeado por esse mundo fora), a recessão grega tem menos a ver com a austeridade estatal e mais com o colapso de um consumo exagerado para a produção que tinham. Sugiro que se estude com cuidado este interessante artigo, de um grego:
    .
    “Why is Greece in a Recession?”
    .
    In http://www.greekdefaultwatch.com/2011/09/why-is-greece-in-recession.html
    .
    .
    O Estado grego ainda não fez quase nenhuns estragos na sua economia pela via da austeridade. O colapso económico grego também pouco tem a ver com o euro. Afinal, a procura externa liquida tem sido positiva durante esta sua recessão. Não. Vejam bem os gráficos e leiam bem o que lá vem. O colapso económic grego deve-se ao colapso de uma procura interna movida por… Crédito. Que, ao sofrer uma crise, levou ao charco o consumo e o investimento.
    .
    .
    Infelizmente o Estado grego ainda não sofreu a austeridade que devia. Porque se já tivessem feito mais do que fizeram, talvez o investimento e o consumo não tivessem caído tanto. Ou seja, talvez as medidas a sério de austeridade tivessem contribuido para estabilizar o colapso da procura interna, mesmo que directamente fosse negativa a sua contribuição.

    Gostar

  66. LR's avatar
    7 Setembro, 2011 02:11

    Caro PMP,
    .
    “Você insiste na tese sem sentido de que é possivel ter uma moeda única sem divida única. Não é possivel, nem nunca foi e o resultado só demorou 10 anos a aparecer.”
    .
    E você a dar-lhe com essa da dívida única. Ainda não percebeu que o problema é a dívida em si mesma, aqui e nos outros países e que ela tem de ser contida e não aumentada? Se puder, leia a entrevista que eu citei do Schauble no FT. O tipo é clarinho q.b., não sei se é economista, mas não me parece ter nada de ignorante nem de incompetente.

    Gostar

  67. PMP's avatar
    PMP permalink
    7 Setembro, 2011 11:10

    Caro LR,
    A Alemanha e a França têm uma divida superior á Espanha e não é por isso que estão em apuros.
    A questão é o deficit corrente, não é a divida publica, basta verificar o que se passa no Japão, EUA, UK, que têm deficits elevados e juros baixos.
    Não é possivel ter uma moeda federal sem divida federal, nunca foi em parte nenhuma do mundo, tanto faz se a divida é baixa como no caso da espanha, mesmo assim sem apoio do BCE tinha ido ao charco.
    Vamos lá raciocinar e tentar entender como funciona a economia com crédito e deixar as ideologias de lado.
    Pensar que o liberalismo pode ser contra os mecanismos normais da economia é um contra-senso.

    Gostar

  68. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    7 Setembro, 2011 12:02

    “A questão é o deficit corrente, não é a divida publica, basta verificar o que se passa no Japão, EUA, UK, que têm deficits elevados e juros baixos.”
    .
    .
    E os USA e o RU têm algum superávite? Ou a França?
    .
    Ou não será mais a credibilidade das políticas económicas?
    .
    .
    “Não é possivel ter uma moeda federal sem divida federal, nunca foi em parte nenhuma do mundo, tanto faz se a divida é baixa como no caso da espanha, mesmo assim sem apoio do BCE tinha ido ao charco.”
    .
    .
    E não é o apoio do Banco da Inglaterra, da Reserva Federal e do Banco do Japão que permitem manter a crença que não haverá defaults nas respectivas moedas? Ao contrário do euro, em que é proibido o QE? Então não é a semelhança entre o euro e o padrão-ouro que eleva a percepção do risco de default?
    .
    .
    Dá-me a impressão que a sua ideologia também lhe está a toldar a análise dos factos, não?

    Gostar

  69. LR's avatar
    7 Setembro, 2011 12:42

    Caro PMP,

    Já em tempos lhe dei o exemplo do tipo que até consegue viver de dívidas se a família tiver um negócio que permita sustentá-lo. A Alemanha, o Japão e a Bélgica conseguem acomodar dívida pública elevada porque têm uma posição líquida de investimento internacional claramente positiva fruto dos excedentes das respectivas BTCs. A Espanha tem dificuldades, mesmo com uma dívida menor, porque tb tem défice com o exterior. E vamos ver quanto tempo se sustentam os USA, o UK e a França. E olhe que políticas como o Quantitative Easing (eufemismo para “rotativa em alta cadência”), não têm nada a ver com os mecanismos normais da economia.

    Gostar

  70. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    7 Setembro, 2011 16:40

    A política económica dos USA, UK não é sustentável.

    Gostar

  71. ANTI-COMUNA II's avatar
    ANTI-COMUNA II permalink
    7 Setembro, 2011 18:08

    As NORMAS comunitárias não permitem aumentos de impostos para baixar as importações !!!

    Gostar

Trackbacks

  1. Precisam de ser resgatados, mas não lhe querem chamar resgate « BLASFÉMIAS

Indigne-se aqui.