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Mais socialismo:

8 Outubro, 2011

«Governo está a ultimar programa de promoção de empreendedorismo e inovação – ministro da Economia ».

Nem o Estado percebe pevide de «empreendedorismo» nem de inovação, pelo como pode promover tal coisa? E um empreendedor que precise do Estado ou um inovador, são na verdade uns encostados. O que não é inovação nenhuma nem empreendedorismo, mas sim uma chaga nacional.

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«Ministro Economia anuncia reestruturação do capital de risco público»

Que ministro é este que entende que existe «capital de risco público»?  Se é público, é dinheiro dos contribuintes. Onde está o risco ao se dar esse capital a uns encostados quaisquer? Nenhum! Se correr mal, paciência, o contribuinte fica a penar mais, o gestor passa para  outra empresa pública, o encostado vai à sua vidinha e até logo.  Se correr bem, como ter a  percepção do momento ideal de retirada, ou de investir noutra iniciativa? Um burocrata que usa dinheiro público? Santa paciência! Deixem-se de fosquinhas e chamem as coisas pelos seu nomes verdadeiros: emprestimos, subsídios, subvenções, apoios, benefícios. Em suma, transferência do património dos contribuintes, socialismo.

32 comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    8 Outubro, 2011 19:21

    Capital de risco público? Com o nosso dinheiro?
    Mas este Ministro da Economia ensina nalguma Universidade de Havana ou Tegucigalpa?

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  2. Eleutério Viegas's avatar
    Eleutério Viegas permalink
    8 Outubro, 2011 19:46

    O que é preciso é reduzir os regulamentos, as exigências, as taxas e os malfadados impostos (por exemplo, o “péque”). E que não chateiem.

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  3. tina's avatar
    tina permalink
    8 Outubro, 2011 19:50

    É muito boa ideia ajudar as pessoas inovadoras a fazerem singrar as suas ideias. É um caminho muito difícil, a própria ideia de inovação encontra logo resistência. Espero que seja dirigido a privados e não aos institutos como é o actual apoio da UE.

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  4. Piscoiso's avatar
    8 Outubro, 2011 20:14

    O que é que os canadianos dirão a este?

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  5. Anonimo's avatar
    Anonimo permalink
    8 Outubro, 2011 20:14

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    Talvez fosse melhor o Governo usar a arma que tem, abrir a C G Depositos ao Tempo e cobrir o espaço da Banca Privada enquanto esta continuar a falhar com o Crédito que a Economia precisa. E avançar com uma subsidiária de ‘Capital de Risco’. Essa do ‘Risco Publico’ é mais do mesmo que estoirou estrondosamente com a Economia. A diferença está nas ‘marcas’, o produto é mesmo ‘encostados ao Estado’ a pretexto disto e daquilo. Não são solução.
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    E as Governanças deixarem de preguiçosamente fazer ‘orelhas moucas (benefcio da duvida para ignorância) para se resolver POLITICAMENTE Portugal como um Tecido Economico Lucrativo. Enquanto não acontecer, é sempre a aviar, AFUNDAR PORTUGAL e OS MAIS OPERACIONAIS EM EMPREENDEDORISMO A SEREM EMPURRADOS PARA O ESTRANGEIRO COM ANÉIS e CABEDAIS.
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  6. anti-vírus's avatar
    anti-vírus permalink
    8 Outubro, 2011 21:03

    O ministro da economia, anda a querer nadar mas não sabe, afoga-se nas patetices, diariamente.
    Ontem no parlamento sobre o plano super inclinado dos transportes, foi tão triste e tão constrangedor, que até metia pena aquele sujeito, que só arrotava de grosso, quando era comentador, hoje mais parece um Zé ninguém à procura de apoio e abrigo político.
    Vai para a assembleia com intenções suportadas por generalidades, foi um show à altura de tirar protagonismo ao MEO, mais própriamente à casa dos segredos.
    Devia-se candidatar àquele programa, não sei se tem tatuagens, mas ou sai de cena ou fica com marcas no seu todo, mais entranhadas que as próprias tatuagens.
    Se não sair por si, alguém vai ter que o empurar, é a frustração em pessoa.

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  7. Grunho's avatar
    Grunho permalink
    8 Outubro, 2011 21:12

    Transferência do património dos contribuintes que trabalham para a alta finança é o que a “troika” e o governo consideram a panaceia universal para os problemas da sociedade.

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  8. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    8 Outubro, 2011 21:21

    tal como se previa o Blasfémias demarca-se do governo em que votou por, ao fim de 100 dias e algumas horas, considerá-lo …socialista!

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  9. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    8 Outubro, 2011 21:30

    Este Governo aumenta o poder do Estado como não pode deixar de ser considerado Soci@lista?
    E no Governo estão dois partidos com S no nome…

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  10. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    8 Outubro, 2011 21:49

    partidos sem S no nome …
    ora ai temos um bom criterio de competencia!
    este luck nao existe.

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  11. JCA's avatar
    JCA permalink
    8 Outubro, 2011 21:51

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    Se Portugal quere ser gente no mundo, ser um ‘self made country’, só por aqui. Não há volta dar nem pela ‘esequerda’ nem pela ‘direita, nem pelo ‘centro’. Só por aqui:
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    (publicado em 2008).
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    Com 4 anos de atraso estas medidas fundamentais começam agora a ser reconhecidas e aplicadas internacionalmente. Por cá as ‘elites’ optam pela preguiça, quiçã ignorância dos ‘jarrões’
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    Mantém-se que não há outra alternativa séria que reacenda rapidamente o DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO e a criação de Riqueza e Emprego. Em vez de provocar a RECESSÃO SUSTENTADA e criação de Pobreza e Desemprego.
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    As 9 REFORMAS pacificamente revolucionárias’ MAIS 3 ADICIONAIS para instaurar o LIBERALISMO AVANÇADO com sustentação dos DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSÍVEIS DOS PORTUGUESES (universalidade da Educação, Saúde, Pensões, Idade de Reforma razoável e Solidariedade com os Desempregados) e RESOLVER PORTUGAL:
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    Isto é um Programa do CAPITALISMO, embora pareça Marxista na acanhada Democracia Portuguesa confusa e desorientada.
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    ”-APROVAÇÃO PELA AR e EVENTUAL INCLUSÃO POSTERIOR NA CONSTITUIÇÃO (embora não necessária):
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    1) RACIO máximo PIB/Carga Fiscal.
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    2) RACIO máximo PIB/Despesas do Estado (*)
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    (*) Provocadora da Reforma séria da estrutura de Governança, da Burocracia Publica e do Orçamento Geral do Estado. A ultrapassagem destes racios só viabilizada por 2/3 ou 3/ 4 de votos da AR.
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    -BANCA EM PORTUGAL e GARANTIA DOS DINHEIRO DOS DEPOSITANTES:
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    3) SEPARAÇÂO ABSOLUTA da Banca Comercial de quaisquer actividades especulativas nomeadamente Sociedades de Investimentos Financeiros ou Hedge Funds, para protecção absoluta das Poupanças e Dinheiro dos Depositantes para regresso da confiança nos Bancos.
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    4) TAXA PARA GARANTIAS BANCÁRIAS calculada sobre todos os negócios e receitas da Banca robustecendo financeiramente o Fundo de Garantias Bancárias para devolver a qualquer momento os Depósitos dos Cidadãos, Empresas e Entidades Publicas que confiaram no Banco que ficou inviabilizado, faliu ou fechou.
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    -IMPOSTOS E FISCALIDADE:
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    5) ABOLIÇÃO de todos os Impostos substituindo-os por um único: INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (**)
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    (**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.
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    6) AMNISTIA Fiscal para estancar o estado de falência do Tecido Económico Nacional e a insolvência dos Cidadãos, já praticado antes e depois do 25 de Abril.
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    -SEGURANÇA SOCIAL:
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    7) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo IUSS – Imposto Único de Segurança Social colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (***)
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    (***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.
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    8) Instauração da PENSAO NACIONAL UNICA, igual a 2 ou 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses (****)
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    9) Criação do Fundo Nacional de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, para quem queira depositar mensalmente um valor incerto a qualquer momento para assegurar um reforço publico do valor mensal da Pensão Nacional Única atingida a idade de reforma até ao falecimento (****)
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    (****) Na transição do velho para o novo Sistema, passariam para o Fundo de Reforço da Pensão Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores correspondentes à diferença entre o valor da Pensão Única e a Pensão em vigor no momento da Inscrição na Segurança Social
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    -MEDIDAS ADICIONAIS PARA REFORÇO DA SUSTENTAÇÂO DOS DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSIVEIS DOS PORTUGUESES na Civilização Europeia avançada no Mundo:
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    a) Idade de reforma cerca dos 55 anos para desempastelar POSTOS DE TRABALHO PARA OS JOVENS, NOVOS LICENCEADOSe DESEMPREGADOS: admissão obrigatória de jovens ou desempregados até ao limite do ordenado que o reformado auferia.
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    b) Libertar os Encarregados de EDUCAÇÃO -cheque-educação: cada um endossa o Cheque-Educação à Escola que LIVREMENTE escolhe para os filhos seja publica ou privada ou cooperativa.
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    c) SAÚDE, reactivação de todos os Postos de Saúde e Equipamentos abandonados, recrutamento médicos estrangeiros com novo contrato de trabalho diferente dos actuais, receituário obrigatório por principio activo, e se necessário eventual reactivação dos Laboratórios Farmacêuticos do Estado (exº antigos Laboratorios Militares), acabar com modelos de ‘capitalismo selvagem’ que ocasionalmente existam na carreira profissional publica da saúde ou compras hospitalares.”
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    Obvio a rejeição por parte dos encostados é total na formula manhosa, preguiçosa e mandriona ‘enquanto o pau vai e vem folgam-se as costas’. Mas desta vez ‘o pau não vem’ . Fazem-se desentendidos, auto-guilhotinam-se alegremente. Vamos debater forte e feio, Empregados, Empregadores, Funcionarios Publicos de 2ª de 2ª e de 3ª, Desempregados, Jovens sem primeiro emprego e Empresários que criam a riqueza deste País.
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  12. Francisco Gonçalves's avatar
    Francisco Gonçalves permalink
    8 Outubro, 2011 21:56

    Essa coisa do risco tem muito que se lhe diga, era uma vez um ditado popular que dizia que “quem não arrisca não petisca…”, mas hoje são os operacionais de secretaria, outrora mangas de alpaca, que ganham em média, mais 500 euros/mês que o resto do pessoal…
    A ideia do Ministro pode ser excelente, deste que os decisores sejam responsabilizados pelo sucesso dos projectos que financiam, ou seja, que parte do vencimento desses gestores seja função do êxito dos ditos projectos… alias deveria ser assim na CGD, em vez do Banco do Estado emprestar dinheiro para casinhas, mobiliário, férias ou a um qualquer JOE, devia apostar na indústria… claro que precisava de gestores bancários e não de empregados de balcão, com funções similares ao caixas dum qualquer Hipermercado… digo eu, para dar troco ao pessoal…

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  13. Jose's avatar
    Jose permalink
    8 Outubro, 2011 21:57

    “Onde está o risco ao se dar esse capital a uns encostados quaisquer? ”

    A ideia parece disparatada, mas talvez não tanto. O problema das decisões burocráticas é que são tomadas por gente que não tem incentivos para decidir bem.
    Isso é relativamente facil de resolver: Se os decisores deste capital de risco, tiverem a sua remuneração altamente indexada ao resultado dos projectos, tenderão a tomar melhores decisões.

    Por exemplo: O projecto tem sucesso? Recebem uma percentagem do lucro
    O projecto falha? Recebem o salário mínimo
    Não decidem? Não recebem nada.

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  14. Euro2cent's avatar
    Euro2cent permalink
    8 Outubro, 2011 22:05

    > malfadados impostos (por exemplo, o “péque”)
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    Pois, por exemplo deixar de cobrar PECs (pagmaentos especiais por conta, para quem não sabe da avantesma) aos desgraçados que andam contar os tostões a ver se barco não afunda … era uma ideia.
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    Mas parece que o que está a dar são os “empresários por conta de outrém”.
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    É o social-passismo.

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  15. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    9 Outubro, 2011 00:08

    O primeiro americano a pôr a boca no trombone:
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    http://paul.kedrosky.com/archives/2011/10/michael-lewis-the-first-world-third-world.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+InfectiousGreed+%28Paul+Kedrosky%27s+Infectious+Greed%29
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    .
    É um processo semelhante ao da Argentina, com a diferença que os sucessivos defaults serão efectuas via forte subida dos preços e perda sucessiva de poder de compra. Mas é bastante semlhante ao que aconteceu na Argentina, da década de 30 em diante.
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    O declinio americano é elevado e inexorável. É um sistema que está a colapsar, mas que alguns, teimosamente, confundem o declinio americano (e até certo ponto inglês) com o ocidental. Leia-se, projectam na Europa um declinio que é sobretudo na capital do império, agora em declinio e sob um eventual colapso.
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    Alguns ainda são optimistas, pensando que a reindustrialização da américa acontecerá à medida que o poder de compra dos chineses sobe (assim como os custos de produção na China, que sobem na casa dos 20% a 30% ao ano) e o gap com o nível de vida americano diminiu. Mas estes optimistas estão a analisar muito mal o problema americano. Por um lado, os empregos perdidos na China serão ganhos, não nos USA mas na Europa (produtos gama alta) e na India e demais países de salários baixos, como Paquistão, Laos, etc. Por outro lado, a mão-de-obra americana é de muito baixa qualidade, tirando alguns sectores e nos quadros superiores. E esta mão-de-obra de baixa qualidade está a sofrer a concorrência de dois tipos de mão-de-obra externa. O de gama alta, que é sobretudo europeia e asiática, a começar pelo Japão, Koreia do Sul e até a Formosa. Produtos de de gama alta devem ser produzidos sobretudo neste tipo de países, a começar pela Europa. (E estamos a falar aqui de sectores como o automóvel, quimica fina, moda, joalharia, cosméticos, equipamentos industriais, etc.) E produtos de gama baixa, que serão produzidos em África, como Marrocos, por exemplo, países asiáticos como o Bangladesh ou Indonésia e, sobretudo, India, ou até no mundo iberoamericano, como México, Cuba ou até mesmo na Argentina.
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    O declinio americano deverá ser inexorável e deverá ter atingido o ponto de não retorno. E só agora começam alguns americanos a compreenderem o que está a acontecer nos USA. Que agora começam a surgir os bairros da lata, a alta criminalidade económica associada a pobreza (como o tráfico de droga, crimes contra a propriedade, etc.) e uma cada vez maior divisão racial, social, religiosa e sobretudo política.
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    Poucos entendem o que está a acontecer nos USA. E pensam que, tal como tem acontecido quase sempre, os USA conseguem ultrapassar as crises mais rapidamente que o resto do mundo. No entanto estão redondamente enganados, têm uma má percepção da verdadeira realidade americana e não fazem ideia do quanto mudou os USA. Os USA de hoje nada tem a ver com os USA de há 50 anos atrás. E esta crise actual mostra uma realidade inexorável: a economia americana é incapaz de recuperar para niveis superiores ao pré-crise. Isto é a primeira vez que acontece e vai ter um profundo impacto, não apenas nos próprios USA (potencial guerra civil, secessões e até fim do regime democrático) como no resto do mundo. A queda do império americano vai-se dar com muita dor.
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    Um exemplo da prova que os USA estão em profundo declinio:
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    http://www.businessinsider.com/check-out-the-dramatic-divergence-in-employment-in-canada-and-the-us-2011-10
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    http://www.businessinsider.com/chart-of-the-day-job-losses-in-post-world-war-ii-recessions-2011-10

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  16. Epá's avatar
    Epá permalink
    9 Outubro, 2011 00:31

    Quando, em Portugal e nas várias?
    http://www.elimparcial.es/dinamarca-instaura-el-impuesto-de-la-grasa-92387.html

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  17. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    9 Outubro, 2011 00:38

    JCA que chorrilho de coisas contraditórias. Para começar nada de números…
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    (universalidade da Educação, Saúde, Pensões, Idade de Reforma razoável e Solidariedade com os Desempregados)

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  18. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    9 Outubro, 2011 00:38

    O declinio americano.
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    É paradoxal que o Estado nos USA cresceu muito nos últimos 30 anos. O peso das despesas estatais no PIB atingiu valores nunca antes visto. A dívida estatal americana, oficial, terá tingido os 100% do PIB no final fiscal do ano passado. (Diferente do ano civil.) E o défice orçamental federal é superior aos 10%. E cerca de 1 em cada 6 americanos dependem das senhas de refeição do governo federal americano para comerem.
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    No entanto, quanto maior o peso do Estado na economia, menor a eficiência económica e as chamadas políticas de redistribuição. Tal como nos países da américa latina, até há bem pouco tempo, estas despesas estatais não tentam servir como uma verdadeira rede social, ao serviço dos mais desfavorecidos, mas ao serviço de um tipo de capitalismo cleptocrata. (Um bocado semelhante ao caso português mas em escala muito maior e de uma profundidade ainda mais chocante, onde só mesmo os bilionários podem mesmo atingir o poder político e corrupção associada a uma élite parasita. O caso da Nancy Pelosi e do Al Gore mais os subsidios arrecadados para o combate ao aquecimento global, mas que na prática é dar dinheiro aos oligarcas, são mesmo gritantes.) E este elevado peso do Estado, em vez de ajudar a criar uma elevada coesão social (como na Europa), divide ainda mais a sociedade. Entre os que têm e os que não têm.
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    Apesar do Estado americano dar senhas de refeição aos pobres, atente-se a este video interessante. Reparem nos pormenores. E reparem que, a dada altura, ficamos a saber o tipo de refeição de uma senhora americana: pão frito com algum tipo de gordura. Isto é os USA de hoje, por todo o tipo de subúrbios. E os subúrbios, que antes eram referência em termos de qualidade de vida (mais segurança, melhores escolas, mais sossego e melhores serviços proporcionados à população) passaram hoje a ser um lugar perigoso e caro para viver. Este video mostra uma “cidade das tendas” nas inúmeras que proliferam agora pelos subúrbios americanos:
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    A implosão da sociedade americana está próxima. Para mim, mas é apenas aminha previsão pessoal, os USA poderão ter uma guerra civil e uma secessão ou várias. E vai ser um perigo para o mundo apanhar com estes cacos e os resolver.

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  19. JCA's avatar
    JCA permalink
    9 Outubro, 2011 03:08

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    Luck 00.38H são numeros simples:

    um Imposto Unico Nacional calcula-se pela amostragem dum pacote de anos, relação total impostos cobrados e total da faturação nacional que recolhe das declarações de IVA (numeros que não tenho acesso fidedigno).
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    o Imposto Unico de Segurança Social é um pouco mais controverso porque ou encaixa a atual paleta de Pensões e Reformas que já estão a ser pagas ou reforma-a definindo tetos minimos e maximos Pensões ou uma Pensão nacional Unico e em qualquer destes casos aplica com regime transitório ou não. Definidos estes aspetos basta uma calculadora para se implementar um sistema de Pensões de sustentabilidade eterna.
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  20. JCA's avatar
    JCA permalink
    9 Outubro, 2011 03:12

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    A continuar a seguir com atenção:
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    =Revealed, the decade-old book that lit the fire under Occupy Wall Street
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    The French Revolution can be traced back to Rousseau, international communism to Karl Marx’s patient dissection of the vices of capitalism, and the rise of the 1960s New Left was partly kindled by writers like Herbert Marcuse
    The one book that both predicted and helped shape the current wave of radicalism is Empire, a dense and controversial study of globalization by the Italian political philosopher and activist Antonio Negri and the American literary theorist Michael Hardt. Hardt and Negri went on to write two sequels, Multitude (2005) and Commonwealth (2009).
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    http://www.theglobeandmail.com/news/world/revealed-the-decade-old-book-that-lit-the-fire-under-occupy-wall-street/article2194926/
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    -Senator Orrin Hatch says Occupy Wall Street rallies will turn to ‘riots’
    http://www.sltrib.com/sltrib/politics/52686232-90/hatch-occupy-obama-leaders.html.csp#.To997pe3FMU.emailÊ
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    Constitution Watchdog Oath Keepers and The Wayseers Join ‘Occupy’ Protests
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  21. JCA's avatar
    JCA permalink
    9 Outubro, 2011 03:29

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    Wall Street protesters clash with police at U.S. National Air and Space Museum & Smithonian Museum in Washingtom
    http://www.theglobeandmail.com/news/world/wall-street-protesters-clash-with-police-at-us-national-air-and-space-museum/article2195817/
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  22. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    9 Outubro, 2011 10:16

    As crises vêm e vão, mas o capitalismo continua. Disso estão convencidos tanto os teóricos liberais como os de esquerda. Como será superada uma grande crise económica? Através da desvalorização do capital excedentário em todas as suas formas (meios de produção, força de trabalho, mercadorias, capital monetário). Então supostamente poderá recomeçar-se sempre de novo. Os professores de economia chamam a isso “ajustamento”, a esquerda académica chama-lhe “limpeza”. Desde o Outono de 2009 diz-se em geral que a nova crise económica mundial já teria passado. Mas a grande desvalorização ou limpeza não ocorreu. Em vez disso “escapou-se” de qualquer maneira. De acordo com os pontos de vista da ciência económica oficial, tal como dos seus colegas de esquerda, isso prova que o verdadeiro choque de desvalorização ainda está para vir.

    Talvez os pragmáticos tenham sido mais sensatos que os teóricos, porque pressentiram que após o ajustamento global restaria apenas terra queimada do ponto de vista económico. É claro que as suas operações de resgate apenas empurraram com a barriga o problema fundamental, deixando-o crescer em dimensões cada vez maiores. Há mais de 20 anos que a economia mundial vive principalmente do doping financeiro. Durante muito tempo foram as bolhas financeiras, o poder de compra criado sem base real; depois, desde a passagem do século, os bancos centrais e os orçamentos públicos. A mobilização de força de trabalho na China, na Índia e na Europa foi baseada unicamente em circuitos de deficit de sentido único. Os processos de produção assim fomentados são em última análise “inválidos”. Terão de terminar com a desvalorização de todos os seus componentes. Assim, embora os teóricos acabem por ter razão, daí não decorre nenhuma nova perspectiva para a valorização global do capital.

    Pode-se falar de uma paralisia tanto da teoria económica como da política económica e monetária. É o que testemunham também as controvérsias violentas entre a corporação dos economistas e entre os governos. Os neoliberais de linha dura, como o ex-economista-chefe do BCE, Jürgen Stark, que acaba de se demitir, querem pôr fim a isto pelo terror, porque acreditam mais na sua ideologia do que na realidade. Os pragmáticos, no entanto, querem expandir o doping fiscal excessivamente, apesar de assim acumularem cada vez mais combustível para o inevitável choque de desvalorização. Actualmente por todo o lado estão a acabar os programas públicos de estímulo económico e de imediato as taxas de crescimento declinam com notável rapidez – como a um corredor dopado falta o fôlego quando lhe começa a faltar a substância. A próxima recessão global está à porta. Nos EUA, o presidente Obama já quer preparar um novo mega-pacote de estímulo económico, sem saber onde irá buscar o dinheiro.

    Também se pode formular o insolúvel dilema capitalista de outra maneira. Enquanto se for sucessivamente apoiando o decrépito sistema financeiro com novas medidas, a crise permanece por assim dizer no limbo. Mas, logo que a criação de moeda sem substância se transforma em procura real, desencadeia-se a desvalorização do dinheiro, que ainda vem sendo controlada, desde que a crise económica de 2009 foi ultrapassada. No entanto, a inflação, dificilmente mantida sob controlo nos países emergentes, está também à porta da União Europeia; na Grã-Bretanha já atingiu a marca de 4,5 por cento. O BCE e os governos de Sarkozy e de Merkel, tal como a administração britânica, decidiram-se aparentemente pela inflação, como mal supostamente menor. Isso levará a uma prova de fogo política e económica. Na realidade, estamos perante uma questão sistémica, mas isso ninguém quer admitir.

    Original ÖKONOMISCHES DOPINGem http://www.exit-online.org. Publicado em Neues Deutschland 19.09.2011

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  23. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
  24. André Miguel's avatar
    9 Outubro, 2011 12:58

    Num país socialista como o nosso só se é liberal até chegar ao poder.

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  25. JCA's avatar
    JCA permalink
    9 Outubro, 2011 13:02

    .
    sobre 21.51H esclareço luck 00.38, é mais por aqui:
    .
    dizer em poucas palavras o que deve ser pensado antes de começarem a pensar ….
    .

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  26. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    9 Outubro, 2011 13:43

    O Miranda só gosta de que4m lhe passe a mão pela Juba…ou de quem o ajude a escrever papers com 15pessoas…

    PORTUGAL DA TANGA AO FIO DENTAL…..

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  27. silva's avatar
    silva permalink
    9 Outubro, 2011 18:00

    Gostava que alguém me explicasse, que o cidadão ao deslocar – se ao tribunal de cascais para saber do caso do despedimento colectivo do Ca sino Estoril, assunto que já se arrasta à mais de um ano e meio, um dos funcionários do tribunal, respondendo à pergunta do cidadão.
    O informou que o caso está entregue ao juiz, mas que o melhor era o cidadão arranjar emprego.
    Isto ultrapassa a mais séria verdade da justiça em Portugal, será que o Ca sino Estoril que muita gente sabe desde a operação furacão à construção do Ca sino Lisboa, agora também manda no tribunal de cascais.
    É um absurdo um funcionário do tribunal, falar como falou para o cidadão, porque já não chega a injustiça dos organismos do estado que deram total cobertura a esta farsa do despedimento colectivo, ainda assim o tribunal sugere que o cidadão procure emprego.
    Afirmo que este assunto posso eu próprio garantir que até morrer, isto vai ser falado desde blogs, nos cafés, bem em tudo o que é luga

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  28. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    9 Outubro, 2011 21:12

    JCA a minha crítica foi ao garantismo.
    .
    Dizer que Educação, Saúde, Reforma, Desemprego bla bla é fantasia.
    Essas coisas só existem se houver riqueza suficiente para as pagar.
    E a única maneira de nos aproximarmos de isso acontecer é os próprios saberem de antemão que são os principais responsáveis pela sua saúde, educação reforma.
    Se, preços nestas coisas não há sustentabilidade.

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  29. lucklucky's avatar
    lucklucky permalink
    9 Outubro, 2011 23:34

    No ultimo parágrafo deve ler-se: Sem preços nestas coisas não há sustentabilidade.

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  30. jose.gcmonteiro's avatar
    jose.gcmonteiro permalink
    10 Outubro, 2011 10:00

    Trabalho e hosnestidade.
    Acabar com os comentadores políticos profissionais nas Rádios E TVs.
    Os políticos deviam ter aulas de formação e avaliação para além dos votos.

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