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Indignem-se. Mas longe destes “indignados” e outros “ocupas”

15 Outubro, 2011
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Tenho pena que os organizadores das manifestações de amanhã, 15 de Outubro, não tenham convocado também uma concentração para o Funchal. Convocaram para Angra do Heroísmo, mas não para a ilha de Jardim. Uma lástima. Tinha real curiosidade de ver quem apareceria. Talvez aparecessem os 1,7 por cento que votaram domingo no Bloco de Esquerda (menos do que os que votaram no Partido da Terra ou naquele que defende os animais), por certo com cartazes a dizerem que representam 99 por cento do povo. Ou talvez não. Talvez aparecesse o próprio Alberto João Jardim, garantidamente mais eloquente do que os “indignados” a defender “o povo” (desde que da Madeira) contra os banqueiros e contra Wall Street, contra a troika e contra a austeridade de Passos Coelho.

Adiante. Afinal as manifestações globais de amanhã estão para lá desta reflexão irónica sobre o contraste entre a “democracia participativa”, ou a “democracia verdadeira”, que os seus organizadores dizem defender, e o exercício de democracia real, com direito de voto universal, que teve por palco a Madeira há uma semana. A contradição é óbvia, mas não deverá perturbar qualquer actual ou futuro “acampado”: ainda há poucos meses aqui ao lado, em Espanha, os ocupantes da Praça do Sol, em Madrid, nem sequer se dignaram mover para irem votar nas eleições locais. Para eles o seu voto não contava, o que contava era, ocupando a rua, fazer “saber aos políticos … que agora somos nós, o povo, que decidirá o nosso futuro”, como hoje se escreve no manifesto “global” para as manifestações de amanhã.

Há algo de assustador nesta ideia de que juntando umas centenas de pessoas numa “assembleia popular” em frente à Assembleia da República se está a realizar um debate mais democrático e mais genuíno do que os realizados na casa da democracia, tudo numa espécie de reedição serôdia (e por gente de barriga cheia) dos sovietes de Petrogado nos idos de 1917. Mas é ainda mais assustador constatar a atracção que este tipo de movimentos exerce sobre certas elites bem-pensantes. Ao ponto de o Presidente Obama ter vindo dizer que sente compreensão pela “frustração” dos que integram o movimento “Ocupar Wall Street”. Compreensão? Frustração? Mas será que estamos todos a falar da mesma gente e dos mesmos sentimentos? Vale a pena ver melhor o que está em causa.

 

Aqui há uns meses, a 12 de Março, centenas de milhar de pessoas de todas as idades, de todas as classes sociais e das mais diversas proveniências encheram as ruas de Lisboa e do Porto nas manifestações da “geração à rasca”. Foi um genuíno grito de revolta sem um foco político claro. O sucesso da mobilização era, ao mesmo tempo, fruto da sua efemeridade.

Desde então que os activistas de sempre tentam refazer essa mobilização. Primeiro associaram-na ao 15 de Maio espanhol (o 15M em que se iniciou a ocupação da Praça do Sol) e agora querem prolongá-la no 15 de Outubro, 15O na gíria. Com uma enorme diferença: a ingenuidade política e o descomprometimento ideológico de Março foram agora substituídos por uma agenda radical, se bem que vaga e evasiva. Desonestamente vaga e evasiva.

António Caño, o correspondente do El Pais nos Estados Unidos, passou esta semana umas horas com os “ocupas”. O seu veredicto foi fatal: é um movimento “elitista, oportunista e essencialmente exibicionista, não é reformista e muito menos revolucionário”, escreveu no seu blogue. Mais: para lá das apregoadas boas intenções, “orienta-se por velhas ideias ultrapassadas e não tem um objectivo viável”. Esta curta mas dura sentença foi proferida por um jornalista que assume que escreve “sem piedade” sobre o Tea Party mas que, sobre estes movimentos, o faz “com toda a delicadeza” de que se sente capaz.

De facto, uma coisa é sentir que a actual crise não está a fustigar todos por igual. Ou que as elites políticas não têm estado à altura dos acontecimentos. Ou ainda – frase de que ninguém divergirá – “as pessoas não são descartáveis”. Outra coisa é uma retórica confusa – o que significa, por exemplo, opor-se à “privatização” do bem-estar? – que surge de mistura com uma agenda política que, na substância, é antidemocrática. Ao considerar, por exemplo, que o parlamento, onde as sessões são públicas e o escrutínio político permanente, não passa de uma “sala fachada”, este movimento sinaliza que prefere a multidão à representatividade, que prefere a gritaria do megafone ao debate plural e aberto a todos.

Há uma década este tipo de manifestantes e os mesmos bem-pensantes juntavam-se para protestar contra a globalização nas cimeiras do G8. Agora, que se tornou evidente que a globalização transferiu poder e riqueza dos países mais ricos para os países emergentes, os mesmos saem à rua para protestar contra as inelutáveis consequências, para os países ricos, do triunfo dos novos membros do G20. Então e agora são suficientemente anticapitalistas para que isso se torne evidente a cada passo, mas também continuam suficientemente dissimulados para não assumirem que, ao vestirem tshirts com o rosto de Che Guevara, estão no fundo a defender a pobreza e a opressão cubanas. É uma frontalidade que não têm apesar de, como li numa reportagem sobre os ocupantes de Wall Street, a sua literatura fazer parecer o próprio Karl Marx um gestor de hedge funds…

 

Quando olham para estas manifestações, muitos baby boomers – os da geração que nasceu a seguir à II Guerra – sentem uma enorme nostalgia. Nostalgia do tempo das margaridas no campus de Berkeley. Ou da lama de Woodstock. Ou do “debaixo da calçada, a praia”, do Maio de 1968. A sua imagem mítica do que é um rebelde casa com a dos indignados de hoje: cabelos compridos e desgrenhados, roupas descuidadas, higiene mínima, refeições colectivas de batatas descascadas em grupo. Daí a condescendência: projectam em qualquer destes estremeções a frustração das metas que eles próprios falharam. O seu aplauso é quase um reflexo pavloviano.

Na verdade a geração dos baby boomers devia sentir mais remorsos do que nostalgia. Primeiro, porque a nostalgia não faz sentido. As revoltas da década de 60 eram as de uma juventude entediada com o consumismo e a monotonia do capitalismo; as aflições dos jovens de hoje derivam da impossibilidade de prolongar no futuro um consumismo que, odiado há quatro décadas, hoje já não se dispensa. Depois, porque o remorso se justificaria: essa geração ainda beneficiou do contrato intergeracional  que sustentou as economias de bem-estar durante grande parte do século XX, mas essa geração quebrou esse contrato ao não prever, não prevenir e não remediar as mudanças de dinâmica demográfica que tornaram inviável esse velho contrato intergeracional.

O nosso problema não é, ao contrário do que dizem os manifestantes, falta de democracia: é os mecanismos democráticos favorecerem as maiorias, e as maiorias só agora terem começado a perceber que o contrato social do pós-guerra é insustentável. Porém, mesmo sendo insustentável, ainda beneficia essas maiorias. Basta pensar que os reformados ou quase-reformados de hoje dificilmente aceitarão diminuir os seus benefícios pois eles são palpáveis, ao mesmo tempo que os jovens de hoje ainda estão demasiado longe das suas reformas para perceberem que já não as terão. É por isso que é tão difícil formar maiorias democráticas favoráveis às mudanças necessárias.

É bom sonhar, mas a política faz-se com os pés na terra. Pelo que todos os que dizem querer manifestar-se contra tudo o que o capitalismo causou de mal ao mundo livre devem começar por lembrar-se que, sem capitalismo, não haveria mundo livre. E que sempre que se quis acabar com o capitalismo também se acabou com a liberdade.

Em suma: Indignem-se. Mas longe dos “indignados” profissionais e dos “ocupas” de ocasião.

Público, 14 Outubro 2011

 

26 comentários leave one →
  1. Trinta e três's avatar
    15 Outubro, 2011 08:37

    O que é assustador é percebermos que, ao longo de quatro anos após uma acto eleitoral, nada mais resta do que esperar e aguentar. Isso é que é assustador.

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  2. makos's avatar
    makos permalink
    15 Outubro, 2011 09:17

    Excelente analise!

    Muito bem

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  3. Gonçalo's avatar
    15 Outubro, 2011 09:40

    Uma proposta (porque não?)

    “Como o Estado está insolvente e já não consegue pagar pelos serviços que produz e benefícios que distribui, nesta fase de ajuste, opta por reduzir em 2/14 os rendimentos dos funcionários públicos. Desta forma, evita criar mais desemprego e, em forma de compensação parcial, decide conceder uma tolerância de meia hora, na entrada ou saída, o que configurará uma redução de 1/2 hora (ou 1/14) no horário diário dos mesmos”.

    O Estado devia, como se propõe acima, explicar a medida tomada. Que evita mais desemprego e ajusta a falta de disponibilidades financeiras para pagar ordenados e pensões.

    Mas deveria compensar parcialmente os funcionários, de alguma maneira – menos 1/2 hora de trabalho – sem custos para si. Ao fazer isso, atenuaria o impacto, neste momento extremamente negativo, desta decisão drástica…

    Ficariam inalterados os horários especiais (estudantes trabalhadores, jornada contínua, aleitamento, etc).
    A corrigir, já!

    http://notaslivres.blogspot.com/2011/10/orcamento-2012-corrigir-ja.html

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  4. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    15 Outubro, 2011 10:13

    Curioso quando na Alemanha dos nos 30 uns poucos se m,manifestavam contra o nazismo muitos diziam o mesmo..são meia dúzia de palermas….
    http://zebedeudor.blogspot.com/2011/10/premonitorioassustadorrealo-futuro.html

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  5. Piscoiso's avatar
    15 Outubro, 2011 10:48

    Indignem-se. Mas longe destes “indignados” e outros “ocupas”
    Este agora indigna-se contra os indignados.
    Mais palha.

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  6. Carlos's avatar
    Carlos permalink
    15 Outubro, 2011 11:42

    ó Piscoiso, tu adoras palha….vens aqui comer todos os dias……zurra baixinho, anda….

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  7. Portela Menos1's avatar
    Portela Menos1 permalink
    15 Outubro, 2011 11:52

    O nucleo duro dos liberais do blasfemias anda excitadissimo com o idiota de Massamá, pelo menos há 48horas!

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  8. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Outubro, 2011 12:07

    Um dia se vai saber melhor quem ganha com estes movimentos. Nem sempre as coisas são o que parecem:
    .
    “Who’s behind the Wall Street protests?
    .
    NEW YORK (Reuters) – Anti-Wall Street protesters say the rich are getting richer while average Americans suffer, but the group that started it all may have benefited indirectly from the largesse of one of the world’s richest men.
    .
    There has been much speculation over who is financing the disparate protest, which has spread to cities across America and lasted nearly four weeks. One name that keeps coming up is investor George Soros, who in September debuted in the top 10 list of wealthiest Americans. Conservative critics contend the movement is a Trojan horse for a secret Soros agenda.
    .
    Soros and the protesters deny any connection. But Reuters did find indirect financial links between Soros and Adbusters, an anti-capitalist group in Canada which started the protests with an inventive marketing campaign aimed at sparking an Arab Spring type uprising against Wall Street. Moreover, Soros and the protesters share some ideological ground.
    .
    “I can understand their sentiment,” Soros told reporters last week at the United Nations about the Occupy Wall Street demonstrations, which are expected to spur solidarity marches globally on Saturday.”
    .
    in http://news.yahoo.com/whos-behind-wall-st-protests-110834998.html;_ylt=Ahr3zVYX7mmZVzx0lquXKGJvzwcF;_ylu=X3oDMTNvdmRrZTAxBG1pdANKdW1ib3Ryb24gVVNTRgRwa2cDYTYxNGNhMTEtMzMwMi0zYTMxLWFkM2EtZDEwYjc3MWI2NzViBHBvcwMxBHNlYwNqdW1ib3Ryb24EdmVyAzM2ODFkNWUwLWY1OGMtMT
    .
    .
    E agora atentem a este curioso video:
    .
    http://rt.com/news/occupy-corey-ogilvie-interview-857/
    .
    .
    E as semelhanças entre os USA e a Alemanha pré-Hitler são demasiado semelhantes para não nos preocuparmos.

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  9. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Outubro, 2011 12:21

    O que terão em comum o Louçã e o Soros?
    .
    “Em Lisboa, a manifestação parte do Marquês de Pombal em direcção à Assembleia da República, onde se realizará uma assembleia popular às 19h. Nenhum partido estará oficialmente presente, mas o protesto contará com a presença de dirigentes do Bloco de Esquerda, como Ana Drago e José Manuel Pureza, disse ao PÚBLICO fonte daquele partido. Os cantores José Mário Branco e Jorge Palma, bem como os escritores José Luís Peixoto e Hélia Correia participarão no desfile desta tarde na capital.”
    .
    in http://www.publico.pt/Mundo/cidades-portuguesas-preparamse-para-o-dia-dos-indignados-1516645
    .
    .
    Bom, ter o BE por detrás destes protestos em Portugal é um bom sinal. Sinal que vai desiludir os próprios indignados.

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  10. J.J.Pereira's avatar
    J.J.Pereira permalink
    15 Outubro, 2011 13:25

    Para queimar etapas : nos prolegómanos dos Estados Desunidos da América?
    É que em todos os “sobressaltos” anteriores , Guerra da Secessão incluída, a América era WASP…

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  11. Observador's avatar
    Observador permalink
    15 Outubro, 2011 15:38

    Três notas breves:

    1 – Embora não concorde com tudo (acho que JMF se olvidou de algumas coisas, como p.ex o facto de os contribuintes não terem obrigação NENHUMA de financiar erros de empresas privadas como…..bancos), dou os meus parabéns pela análise.

    2 – O Piscoiso?!
    Passo.

    3 – O Portela é, tão só, um rematado hipócrita.
    Esta escumalha asquerosa, sempre a rasgar as vestes e a choramingar pelos desvalidos, oprimidos e mais desfavorecidos e, repetidamente, utilizam o termo “Massamá” (referindo-se ao actual PM) com uma conotação ostensivamente negativa (embora subliminar, pois não passam de uns hipócritas e nojentos cobardolas).
    Conhecço e conheci muitos destes…..semre muito preocupados com os “pobrezinhos” e, claro está, com os “oprimidos” e, depois, são do mais elitista e SNOB que se possa imaginar.
    Que HIPOCRISIA!!!! Que ASCO!

    Peço desculpa pelo “palavreado” mas esta parolada tira qualquer um do sério.

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  12. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    15 Outubro, 2011 15:39

    Tal como eu previa, o movimento em Portugal foi um aborto. Estes gajos do BE ainda não perceberam o que lhes aconteceu. Mas eu digo, muito simplesmente. Ninguém se quer colar à peste negra. ehehhe
    .
    .
    “Dia dos indignados minuto a minuto: poucos participantes em Portugal
    .
    Lisboa: há pessoas concentradas no lado poente do Marquês de Pombal nas faixas laterais e no parque, mas o trânsito está a fluir sem obstáculos.”
    .
    in http://www.publico.pt/Mundo/dia-dos-indignados-minuto-a-minuto-manifestacoes-em-portugal-arrancam-as-15h-1516656
    .
    .
    Meus amigos, acabaram-se as raves com muita ganza e lirismo utópico. Só os alienados do BE ainda não o entenderam. lololol

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  13. J.J.Pereira's avatar
    J.J.Pereira permalink
    15 Outubro, 2011 16:17

    Errata : “prolegómenos”
    Mea culpa.

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  14. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    15 Outubro, 2011 17:04

    Ó Sr. JMF1957, caga nisso!

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  15. hajapachorra's avatar
    hajapachorra permalink
    15 Outubro, 2011 17:15

    Eu vi há bocado no café uns atrasados a prepararem-se para ir para a Batalha; além de javardos iam com aqueles penteados e tatuagens à futebolista ou à actor porno. É esse lixo da burguesia que faz os indignados, esses e o patarata do Teixeira Lopes. Até mete dó ler a prosinha que o Púbico hoje lhe publicou. É assim um sociólogo: um tatuado mental.

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  16. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    15 Outubro, 2011 17:23

    Quase todos aqueles indignados são filhos- família, apetrechados com blacberryz, ipods e óculos dolce&gabana…
    Muitos deles, são filhos dos papás e das mamãs do PSD, do PS e do CDS.
    Pelo menos na minha rua é assim.

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  17. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    15 Outubro, 2011 17:58

    Do Público, animal de estimação dos não-indignados:
    17h26 Lisboa: a praça da Assembleia está cheia e o fim da manifestação ainda não se vislumbra na Rua de S. Bento. (Miguel Gaspar)

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  18. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    15 Outubro, 2011 18:01

    Desfiles e Manifestações? Para quê?
    Isto só vai à batatada e com dentes partidos!

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  19. esmeralda's avatar
    esmeralda permalink
    15 Outubro, 2011 18:29

    Por acaso, hoje depois de ouvir os comentários de Luís Filipe Menezes na SIC e de ler a crónica “Mudar de Vida” de Henrique Monteiro no Expresso, estou menos indignada! Finalmente começam a ouvir-se vozes a chamar os responsáveis por tudo isto! Haja Deus. Não há soluções justas para o défice, neste momento, mas talvez as haja para os responsáveis do mesmo!

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  20. oscar maximo's avatar
    oscar maximo permalink
    15 Outubro, 2011 19:04

    Este Sr, parece que queria mais crescimento demográfico (porque do outro não haverá), ou seja, continuar a empurrar o problema para a frente.

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  21. Carapau's avatar
    Carapau permalink
    15 Outubro, 2011 21:16

    Este tipo de gente é fantástica.
    Quando no poder está alguém que não é da cor deles é vê-los, quais profetas bíblicos rasgando as vestes e arrancando os cabelos, a dizerem que não há liberdade de expressão e que a democracia está em causa.
    Agora que são os amigalhaços que lá estão, é vê-los, autênticos cães de fila, a defenderem exactamente o contrário daquilo que diziam defender.
    Que nojo, jmf vá bardamerda!

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  22. Catalan's avatar
    Catalan permalink
    16 Outubro, 2011 15:43

    Vê-se bem que Portugal é um país de mui brandos costumes… Não há, infelizmente, tradição de associativismo e mobilização verdadeira. Não há opinião pública, há isso sim opinião mediática. E quando nos média não passa a informação transparente, o zé povinho fica a pensar que o problema da crise é do gasto publico.
    Quando diz … “O sucesso da mobilização era, ao mesmo tempo, fruto da sua efemeridade.” presumo que não tenha estado atenta às constantes assembleias por vários bairros de Barcelona e toda Espanha.
    Quando diz … “Pelo que todos os que dizem querer manifestar-se contra tudo o que o capitalismo causou de mal ao mundo livre ” está enganada. Há milhares de pessoas a manifestar-se contra o Neoliberalismo que é bem diferente!
    Ontem houve uma adesão de 250.000 pessoas na manifestação em Barcelona. Acha mesmo que se tratava de hipies e ocupas? Posso assegurar-lhe que não.

    http://www.acampadadebarcelona.org/index.php

    Banca ética:

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  23. jose.gcmonteiro's avatar
    17 Outubro, 2011 10:57

    JMF peça a reforma e acabe com as asneiras.

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