Referendo grego – a clarificação?
Sejam quais forem as razões que levaram Papandreou a convocar o referendo, este pode representar um súbito desanuviamento da crise europeia ou um retrocesso de décadas no processo de integração. Independentemente do resultado, nada ficará como dantes.
O cenário cor-de-rosa seria a vitória do sim ao euro. Tanto mais relevante quanto dado pelo país que mais terá de penar para nele se manter, conferindo-lhe desde logo um claro reforço da sua posição como moeda de referência global. Os capitais chineses, por que os eurocratas vêm implorando nos últimos tempos, investiriam com confiança redobrada em activos europeus, confortados pela “garantia” de que há um povo decidido a sacrificar-se por uma moeda comum. Claro que procurariam reforçar essa “garantia” com “cartas de conforto” das autoridades europeias, para gáudio de Ângela Merkel, que ganharia um importante aliado externo e teria outra força para “impôr” curas de emagrecimento a todos os países, França incluída. Capitais chineses arrastariam outros, da Índia, do Brasil ou do Médio Oriente, quanto bastasse para “aclarar” as expectativas dos agentes económicos.
A rejeição do euro seria o cenário negro. Dificilmente deixaria de ser acompanhada por um default integral da dívida grega, o que levaria vários bancos europeus à falência. Mas bem pior do que isso seria o efeito-dominó consequente. Não pela imediata “imolação” portuguesa, mas pela Itália, onde as taxas de juro subiriam a pique, provocando a sua rápida insolvência. Que contagiaria de imediato a França, fazendo ruir todo o seu sistema bancário, o maior credor dos italianos: a dívida italiana que consta nos seus balanços representa qualquer coisa como 15 a 20% do PIB francês!… A Grécia provocaria a ruína de uns quantos, mas nem por isso ficaria melhor: com a torneira do crédito fechada, em permanente défice externo e a importar a maioria do que consome, em poucas semanas ver-se-ia confrontada com o espectro da fome.
Em momentos de crise, os eleitores costumam mostrar bom senso. Se os gregos o tiverem, concluirão que ficar no euro será muito doloroso, mas sair dele será uma catástrofe. Para eles e para todos.

Certo.
GostarGostar
Com ferros se mata, com ferros se morre.
Oxalá que a Grécia diga NãO!
GostarGostar
Por uma vez concordo com o Arlindo, mas por outras razões. Se os gregos – que considero um caso perdido – decidirem sair do Euro pelo seu próprio pé a situação ficará muito menos tensa. Bem sei que se avizinham os casos da Itália, França, Espanha entre outros, mas com estes as coisas serão menos rígidas e acabarão por compor-se com um maior ou menor golpe de rins. Com os gregos é que é impossível jogar, fazem sempre batota.
GostarGostar
Ou “há um povo decidido a sacrificar-se por uma moeda comum”, que não sabe quando virá a beneficiar dela pois as dívidas e juros acumulados e a contracção da economia só garantem isso mesmo, ou “em poucas semanas ver-se-ia confrontada com o espectro da fome”.
Ou seja, na Europa do século XXI há quem ache normal colocar todo um povo entre a escravatura ou a fome.
Claramente argentinos e islandeses estão bem melhor do que isto!
Perante este espectro Portugal devia começar a pensar imediatamente em reestruturar a dívida e sair do euro antes que sejamos obrigados a escolher entre a escravatura e a fome e só nos perguntem na véspera de se acabar todo o dinheiro.
GostarGostar
Talvez está no seu pensar , caro Arlindo ,que vai ocurrir de que apareçam 300 (en este caso ou episodio histórico ) 3.o00.000 de votantes para por pimenta no cú da Merkel?
En outras épocas talvez essa gente fosse capaç de isso e de muito mais. Hoje se acomadaram a reagir aos conselhos sempre acertadinhos e cheios de raçao financieira da Goldmann Sachs. Ja é droga dura a qual nao podem ainda que quixeram fuxir…
GostarGostar
“Com os gregos é que é impossível jogar, fazem sempre batota.”
Os governos portugueses também fazem sempre batota com os seus cidadãos e por isso vamos a caminho do destino dos gregos!
Vale mais sair já deste jogo insano, com um mínimo de controlo sobre a situação, do que esperar pela iminência da fome!
GostarGostar
Caro LR,
Este último parágrafo seu diz as coisas como elas são. Aliás, tudo se resume às suas palavras: “Se os gregos o tiverem [bom senso], concluirão que ficar no euro será muito doloroso, mas sair dele será uma catástrofe. Para eles e para todos.” Relativamente à primeira frase, convido a lerem “Um Euro por Dois e Quinhentos”, do meu Antologia de Ideias, onde falo sobre uma eventual saída do Euro pela Grécia, o paralelo Argentina, e as consequências de tal decisão. Relativamente à segunda frase, mais grave, convido a lerem o “Europa: Regresso ao Passado?”, no mesmo blog, onde falo dos privilégios que assistem a todos nós, de um em particular, que insistimos em esquecer. Ficam aqui os links. Comentem, apoiem, rebatam, protestem. Podem também subscrever. Bem hajam todos.
http://antologiadeideias.wordpress.com/2011/09/23/um-euro-por-dois-e-quinhentos/
http://antologiadeideias.wordpress.com/2011/10/29/europa-regresso-ao-passado/
GostarGostar
Só espero que dêem aos gregos o maior número de dados possível, afim de tomarem uma decisão consciente do que estão a escolher.
É uma decisão que também se irá reflectir em nós.
Vamos ficar sem o iogurte grego ao pequeno almoço?
GostarGostar
Eu vou confessar-vos uma coisa. Vou ser cínico e depois explico o porquê.
.
.
Era bom que os gregos escolhessem a saída do euro. Poderia ser depois uma grande catástrofe para eles, mas mostrava aos demais, que andam a brincar com o fogo. Servia de exemplo a todos os outros.
.
.
Eu penso que se houver referendo, o sim, ganha. E talvez seja o desanuviar dos mercados, que a Europa tanto procura e até necessita. Mas, na minha moedas opinião, era melhor vencer o não.
.
.
Se vencesse o Não, os europeus poderiam ter margem de manobra para limitar os danos. Isto é: metade das perdas da dívida era imputada aos bancos e restantes investidores e o resto era assumido como perdas dos vários Estados e diluídos os custos por cada um dos 16 países. Dessa forma, nem os gregos chateavam mais nem haveria tanta pressão sobre os eventuais custos de uma implosão grega, que é mais danoso, que desconhecermos mesmo onde estão os gatos escondidos.
.
.
É claro que é cínico. Eu sei, eu sei que é um bocado chato estar a desejar o mal aos gregos, mas antes eles que os portugueses. E se isso evitasse o sofrimento dos portugueses, antes eles que nós. Em todo o caso, o Sim deve ganhar e até o governo é capaz de levar ao Parlamento o acordo, mesmo antes das eleições. Desta vez a oposição grega foi entalada também.
.
.
Em Portugal, os comunas do costume, nem se atrevem a falarem em referendo, pois isso seria o desastre para os portugueses e até eles já viram que isto não vai lá com cantigas de rua.
GostarGostar
Olá LR!
Duas perguntas:
a) o que é que, em Democracia, se pode fazer quando a população grega, bem ou mal, não pretende nem austeridade nem reforma?
b) que alternativa existe à alternativa fácil (sair do euro) quando se rejeita a difícil (alterar o modo de vida, aumentando a produtividade)?
Quanto aos efeitos económicos associados à saída do euro, atenção, a evidência histórica não aponta no sentido que o meu caro amigo descreve…há de facto um afundança inicial, mas depois há luz ao fundo do túnel (mantendo o tal modo de vida). Veja a Argentina. Hoje está a crescer 10% ao ano.
Um abraço,
ra
GostarGostar
Caro Autor
A sua descrição parece-me bastante rigorosa quanto ao cenário de saída de um país do euro. Mas para comparar era preciso um cenário alternativo: o que vai ser da Grécia ou de Portugal se permanecerem no euro? É que o estado actual destes países parece ser o de uma lagosta a cozer num caldeirão, a quem dizem que sair do caldeirão é muito perigoso e que o melhor é ficarem onde estão apesar da dor.
Não esqueça que em poucos meses dois governos de Portugal apresentaram medidas que semanas antes nem eram pensadas porque esses governos garantiam que a situação do país não era assim tão grave. Sócrates e Passos Coelho, PS e PSD+CDS, ambos usam o poder para garantir que é imprescindível o que semanas antes era mais do que desnecessário. E pior ainda, dividem os custo de forma desigual.
Governados por estes partidos e com este governo, há qualquer hipótese de união nacional ou de confiança no rumo político do país, que nos permita evitar uma espiral recessiva? E sendo assim pode garantir que não venhamos a cair de aqui a alguns anos num cenário ainda muito pior do que o da Argentina de 2001?
Justifica-se adiar o inevitável até termos que decidir, como diz o LR, à beira de ficarmos à fome? Não é preferível uma amputação dolorosa do que deixar alastrar uma gangrena fatal?
GostarGostar
Eu vou confessar-vos uma coisa. Vou ser cínico e depois explico o porquê. (AC)
Hum. Uma confissao assim tao aberta, clara e sinxela que nem o Santo Agostinho da uma má impressao para nós, os seus leitores assim tomados pela surpresa. Ate um fica com a impressao desagradavel de que o AC muitas veces save ser cínico e em muitos até o é (bastante cínico nem vou dizer demais) mas nao sinte como agora a necessidade interior de explicar o porquê…
.
GostarGostar
¿porqué? ¿porqué?
GostarGostar
tb espero que votem NÃO para irem chatear o Socrates … o outro … já estamos fartos das manobras dos gregos do governo , dos gregos das manifs , dos gregos que nunca fizeram nada a não ser viver de boa vida do turismo … tal como cá há aí uma classe de Chul.s empresários que acham que podemos viver de resorts e golfe a 6 % de IVA … foi o que se viu na grecia
mas , como os gregos são espertos vão votar SIM , e esperar SENTADOS que a Europa lhes pague a boa vida antes e para o futuro … não esperem surpresas … ATÉ OS COMUNAS DO KKE vão votar SIM
existe um ditado : desconfia dos presentes dados pelos gregos
GostarGostar
Caro Anti-comuna,
.
“Em Portugal, os comunas do costume, nem se atrevem a falarem em referendo, pois isso seria o desastre para os portugueses e até eles já viram que isto não vai lá com cantigas de rua.”
.
Onde e quando é que você viu essa gente a apelar ao voto? Isso significa delegar as decisões nas massas, algo totalmente incompatível com o “centralismo democrático” que os rege. Os tipos são bons é em “cantigas da rua” e folclore associado.
GostarGostar
o anti-comuna tem carradas de razão …
aliás a estrategia do PS-Socrates era a mesma do PASOK … a gente gasta e compra os votos nas eleições com obras sem pagar e a diferir pagamentos a 50 anos , e Rendimentos Mininos para os pobrezinhos … e pagam os alemães e a Merkel a facturas
iac iac iac iac … pateta é a Merkel
devia era mandá~los pro c.
GostarGostar
Caro LR, uma coisa é certa. Desde que o gajo decidiu pedir o referendo, os gajos que pedem a saída da Grécia do Euro estão um bocadinho com medo. Uma coisa é a retórica deles e tal. Mas quando as palavras passam a ter pesados efeitos, eles começam a temer. Foi o que aconteceu na Grécia, que a oposição e os oponentes à participação da Grécia no euro chamaram maluco ao primeiro-ministro. Esta gente agora deixou de dizer disparates e agora as palavras terão efeitos eleitorais e no futuro imediato deles.
.
.
Em Portugal vai ser o mesmo. Os que querem Portugal fora do euro, sabem mesmo o que estão a pedir? Uma opinião:
.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=516761
.
.
Há outra coisa. Que ainda não vi aflorar. Mas se a Grécia escolher o Não, não apenas sairá do euro como é bem provável que tenha que sair da UE. os tratados não são claros nestas matérias e os juristas também devem estar em palpos de aranha com esta questão. Mas não estou a ver como a Grécia irá manter-se na UE se abdicar do euro.
.
.
Talvez esta jogada do Papandreou seja arriscada, mas a bem dizer, talvez seja a única alternativa de tirar a voz e o poder da rua e legitimar democraticamente os sacrificios.
GostarGostar
“aliás a estrategia do PS-Socrates era a mesma do PASOK … a gente gasta e compra os votos nas eleições com obras sem pagar e a diferir pagamentos a 50 anos ” – honni
.
Exactamente. E também se poria a fazer jogos chantagistas e de amúo como eles. Teria continuar a envergonhar os portugueses ao ponto de nos vermos gregos!…
GostarGostar
Agora se percebe perfeitamente a origem da frase “estou a ver-me grego para …”. É que realmente não podiam ter feito maior confusão e portado pior do que fizeram. Incrível, que povo tão imaturo, troca tintas e aldrabão.
GostarGostar
O que é que um grego diz ao outro? Estou a ver-me grego para pagar esta dívida.
GostarGostar
Referendo? que horror!
GostarGostar
os gajos da Reuters têm um gráfico castiço. Mostra que após o pânico, a malta começa a ficar aliviada com o referendo e uma eventual queda do governo:

.
.
.
Será mesmo o prelúdio do fim desta crise dentro do euro? Vamos ver.
GostarGostar
“Agora se percebe perfeitamente a origem da frase “estou a ver-me grego para …”. É que realmente não podiam ter feito maior confusão e portado pior do que fizeram. Incrível, que povo tão imaturo, troca tintas e aldrabão”.
Estas palavras sairam de boca da Tina?. Nao, nao, nao . Foram da Merkel uma manhán de um qualquer dia que se sentia completamente la-Tina. Que errados andam os teutones enquanto a esses imaturos e trocatintas e bafentos PIGS…
GostarGostar
Que porqué , AC, vc meu caro, nao fiz nenhuma referencia desta noticia? Porque caro AC ,porqué?
Vindo, dos Blasfemos ja sería muito mais claro e explicativo o silencio em torno dela…
http://www.laprensagrafica.com/economia/internacional/227871-wall-street-en-baja-tras-colapso-de-mf-global.html
Para explicarme tive que ir ler esta outra.
http://www.publico.es/dinero/404868/obama-apremia-a-europa-a-acabar-con-la-crisis-griega
GostarGostar
“Que porqué , AC, vc meu caro, nao fiz nenhuma referencia desta noticia? Porque caro AC ,porqué?”
.
.
Tenho alguma obrigação em comentar aquilo que Vc. entende como útil?
GostarGostar
“Os que querem Portugal fora do euro, sabem mesmo o que estão a pedir?”
Os que querem manter-nos no euro com uma distribuição profundamente assimétrica dos esforços têm consciência de que para muita gente a saída do euro já não parece assim tão ameaçadora? Sobretudo quando um governo corta sucessivamente salários e não mostra a menor intenção de parar? Pode sempre piorar? Até certo ponto pode. Mas empobrecerem uns para outros ficarem confortavelmente com o euro e todas as benesses é capaz de ser uma aposta muito arriscada.
GostarGostar
“Os que querem manter-nos no euro com uma distribuição profundamente assimétrica dos esforços têm consciência de que para muita gente a saída do euro já não parece assim tão ameaçadora? ”
.
.
Distribuição assimétrica? Até agora quase só foram os privados a pagar a manutenção do euro. Está na altura do funcionalismo público pagar a sua parte.
.
.
Se saíssemos, os funcionários públicos mamavam à custa dos mais mais pobres. Como é costume, não é?
GostarGostar
Caro Anti-comuna,
.
“Será mesmo o prelúdio do fim desta crise dentro do euro? Vamos ver.”
.
Eu tenho essa esperança. E o susto irá ser tão grande que a Ângela irá forçar o equilíbrio orçamental (quiçá excedentes) em todo o lado. A Europa começará então a “desalavancar”.
GostarGostar
” E o susto irá ser tão grande que a Ângela irá forçar o equilíbrio orçamental (quiçá excedentes) em todo o lado. A Europa começará então a “desalavancar”.”
.
.
Isso era o ideal. Mas não tenho esperanças nenhumas. A sério. Mas em Portugal deviam pensar já nisso. E quanto mais rápido, melhor. Esta crise dentro do euro pode passar, mas ainda há muita pedra a partir por esse mundo fora, em especial nos USA e no RU.
GostarGostar
Sushi
É o que acontece se a lagosta sair da panela.
Parece ser uma simples questão de paladar, portantos 😉
GostarGostar
Olhem, a CE já veio desfazer dúvidas:
.
.
“A Comissão Europeia advertiu hoje que o Tratado da União Europeia (UE) não prevê que um país possa sair do euro sem abandonar a UE, disse hoje uma porta-voz do executivo comunitário.
.
“O Tratado não prevê a saída da Zona Euro sem sair da UE. Esta é a situação actual”, apontou.”
.
in http://www.oje.pt/noticias/economia/nao-e-possivel-sair-do-euro-sem-sair-da-ue-diz-comissao-europeia
.
.
Desconfio que até a própria UE vai mudar com esta crise. Desconfio que alguns vão sair. E quem quiser entrar no Euro, terá que medir bem o passo, pois se falhar, pode sair depois. Fazer parte do euro será apenas para uma elite. Se Portugal conseguir manter-se…
.
.
Para pertencer à melhor moeda do mundo vai ser preciso mais que querer. Vai ser necessário poder. O euro será mesmo um clube de elite mundial.
GostarGostar
“Se saíssemos, os funcionários públicos mamavam à custa dos mais mais pobres. Como é costume, não é?”
Pois. Aqueles patifes dos funcionários que ganham mil euros por mês têm que pagar dois subsídios, para não mamarem à custa dos pobres como o Dr. Jorge Coelho ou o Eng. Ferreira do Amaral, que poderiam ter que pagar mais IRS das poucas dezenas de milhar de euros que ganham por mês no privado.
GostarGostar
“O euro será mesmo um clube de elite mundial.”
Um pobre até pode entrar num clube de elite mas ser-lhe-á sempre lembrado que é pobre e está lá por favor. E se o preço do bilhete para estar no clube de elite é uma enorme desigualdade e pobreza num país, então teremos mesmo que pensar melhor tudo.
GostarGostar
Se bem entendo a jogada do Eixo (D-F) é a seguinte. Quem quiser beneficiar no futuro do Euro vai ter que mostrar merecer. As regras serão mesmo para serem levadas a sério. Em troca de uma moeda sustentada numa espécie de FMI europeu, o fundo de estabilização, cada país vai ter que fazer continhas à vida. Não apenas os mercados servirão para penalizar os “desvios” como as próprias regras irão obrigar a cada membro do euro a levar por diante reformas económicas e estruturais, que permitam às suas economias viverem sob a responsabilidade de pertencer a um clube de elite mundial. Pode beneficiar de taxas de juro mais baixos, estabilidade monetária e inflacionistas, etc. Mas quem está lá dentro não pode falhar ou será corrido da própria UE.
.
.
Talvez, quem sabe?, a Alemanha exija superávites orçamentais, pelo menos, os corrigidos do ciclo. Quem sabe, caro LR?
.
.
Mas o que eu estou a ver é algo deveras curioso. Vão transformar o euro numa moeda de elites. Uma espécie de super-franco suiço. Para possibilitar a senhoriagem? Vamos ver. Pelo menos, são as bases da futura moeda de referência do mundo.
GostarGostar
“E se o preço do bilhete para estar no clube de elite é uma enorme desigualdade e pobreza num país, então teremos mesmo que pensar melhor tudo.”
.
.
É. Acabram-se as demagogias e usar dinheiro alheio para alimentar parasitas. Acho muito bem. É que o Estado em Portugal, quanto mais crescia, mais pobreza se entranhava na sociedade. Em nome de um Estado de “todos nós”, excepto dos cidadãos livres e precisamente dos tais pobres, que se dizem defender. Pois.
.
.
A escolha é simples. Quem quer, entra e se mantém. Quem não quer, vai à vidinha. A própria UE transformou-se num clube de primeira e segunda. Quem está no euro, pode e manda. Os outros seguem o que os do euro decidirem. Não foi isso que fizeram ao bife?
GostarGostar
O novo BCE actua de imediato contra o Neotontisto e baixo os juros !
GostarGostar
“O novo BCE actua de imediato contra o Neotontisto e baixo os juros !”
.
.
Sim? Quer explicar como?
.
.
Os gregos também já começam a perceber qual o seu futuro: sair da UE.
.
.
http://www.athensnews.gr/portal/8/49957
GostarGostar
“Em nome de um Estado de “todos nós”, excepto dos cidadãos livres e precisamente dos tais pobres, que se dizem defender.”
Quanto aos pobres, em 2012 já vamos ver o seu número diminuir, fruto destas políticas brilhantes. Quanto aos cidadãos de elite que vão beneficiar com o euro em Portugal, também veremos quantos são.
Querer manter um país num clube de elite em que meia dúzia aproveitam e todos os outros vivem mal é capaz de não ser nada fácil mesmo. Na realidade o tipo de políticas que por cá se querem implementar t~em sido implementadas noutros países sob ditaduras. Mas não foi no PSD que alguém falou em suspender a democracia? Não foi a actual ministra da justiça que ainda há dias, quando os juízes lhe diziam que muitas medidas do governo eram ilegais, respondeu dizendo que as medidas já estavam decididas?
Estou para ver se as “elites” em Portugal conseguem levar o país a algum lado contra os funcionários públicos todos e contra a maioria da população que trabalha.
GostarGostar
“Na realidade o tipo de políticas que por cá se querem implementar t~em sido implementadas noutros países sob ditaduras. ”
.
.
Exacto. Como na Suiça, Alemanha e tal.
.
.
Os parasitas é que devem ficar tristes. Acabou-se a demagogia. Cada tostão gasto pelo Estado terá que ter uma boa razão para a sua existência. Vai exigir muito dos políticos mas vai criar uma sociedade mais livre e verdadeiramente democrática. Até os sindicatos da função pública em Portugal vão perder a mama.
GostarGostar
Como os chineses vão tentando criar uma aliança com a Europa:
.
.
“Apoio chinês à Zona Euro pode chegar aos cem mil milhões de euros
.
Um responsável do banco central chinês disse que o apoio de Pequim à zona euro pode atingir os 100 mil milhões de euros.
.
Um dos membros do Comité de Política Monetária do banco central chinês disse, em entrevista ao Le Figaro, que esta ajuda depende de algumas condições, entre elas o facto de o fundo de resgate europeu “ser eficaz e útil para ajudar a estabilizar a situação europeia”.”
.
in http://economico.sapo.pt/noticias/apoio-chines-a-zona-euro-pode-chegar-aos-cem-mil-milhoes-de-euros_130469.html
.
.
Este valor representa cerca de 10% do que o fundo poderá aplicar na resolução dos problemas da zona euro. É muita massa e uma format, tanto de reciclar os dólares como conseguir o apoio europeu contra a “guerra americana”. Os chineses precisam mais dos europeus que nós deles. Os americanos é que se têm de pôr a pau. Porque, se o dólar perder para o euro o estatuto que tem… Os gajos que leiam um artigo de um chinoca no orgão oficial do PC chinês. Está lá o que os chineses pensam e por isso irão sempre apoiar o euro, até pelo menos a total convertabilidade da sua moeda.
.
.
Estamos a viver momentos históricos, não apenas na Europa como no mundo. Está agora a nascer um novo quadro internacional, por detrás da espuma das noticias.
GostarGostar
O rumor que corre nalguns sectores da Grécia são um bocado pertubantes. Consta que a ideia de um referendo na Grécia foi ideia dos americanos e que foi combinado entre o ministro dos negócios estrangeiros grego e a Hillary Clinton. E que o Eixo decidiu endurecer as posições contra a Grécia por causa desta traição.
.
.
Se isto for verdade, a Grécia já era.
GostarGostar
Oh, que pena. A Sky News está a dizer que afinal o referendo é capaz de não ir para a frente. Não há direito, estava a ser tão divertido! Podiam ter prolongado a palhaçada mais um bocadinho.
GostarGostar
“Consta que a ideia de um referendo na Grécia foi ideia dos americanos e que foi combinado entre o ministro dos negócios estrangeiros grego e a Hillary Clinton.”
“É a quinta maior falência na história dos Estados Unidos. O grupo financeiro norte-americano CITGroup não resistiu à crise financeira e vai fechar portas. ” -02/11/2011
GostarGostar
A Sky News não tem mais nada com que se entreter como por exemplo contratar paineleiros para comentar coisas como isto?
.
http://www.marketoracle.co.uk/Article31032.html
GostarGostar
Ou isto…
.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/horta-osorio-lloyds-lloyds-bank-stress-banca-osorio/1294793-1729.html
.
Ao Ministro das finanças Grego bastou-lhe um dia no hospital. Este já dizem que vai precisar de 6 meses.
GostarGostar
Podiam passar ao menos isto em rodapé:
.
UK CPI inflation looks destined to hit 5% within a few short months especially as energy companies continue to milk customers with outrageous unjustifiable price hikes of as much as 20%, all conducted in an environment of record low interest rates, now held at 0.5% for more than 2 years, all as a consequence of the Bank of England’s primary focus in ensuring that the still bankrupt banking sector continues to generate artificial profits that are only partially being used to write down bad debts, with the balance paid out as bonuses on what amount to fictitious tax payer funded profits.
GostarGostar
“Exacto. Como na Suiça, Alemanha e tal.”
E quando é que na Suíça ou Alemanha os ordenados da função pública foram cortados em 20% ou 25% sem acordo ou qualquer contrapartida ou perspectiva de melhoria? E quando é que o horário de trabalho foi aumentado sem qualquer negociação ou contrapartida?
“Os parasitas é que devem ficar tristes.”
Porquê? As PPPs continuam. Os gastos intermédios também. As verbas para consultorias externas aumentam. A Zona Franca da Madeira continua.
“Acabou-se a demagogia.”
De modo nenhum. Acontece apenas que agora é cultivada pelo PSD e CDS e ainda não atingiu a qualidade da de Sócrates.
“Cada tostão gasto pelo Estado terá que ter uma boa razão para a sua existência.”
Isso era bom. Mas era preciso que o governo soubesse minimamente gerir o aparelho de estado e distinguir quais os tostões bem gastos e quais os mal gastos. Em vez disso faz aquilo que qualquer um é capaz de fazer e dá maus resultados: cortar a tudo e todos. Até Alberto da Ponte, da Central de Cervejas, explica porque é que isso é má gestão!
“Vai exigir muito dos políticos mas vai criar uma sociedade mais livre e verdadeiramente democrática.”
Quanto aos políticos, não se lhes deve exigir mais do que aquilo do que eles são capazes de dar, e estes do PSD e CDS já me parece estarem a tentar fazer muito mais do que são capazes. Quanto à liberdade e democracia, Manuela Ferreira Leite, Paula Teixeira da Cruz, Marcelo Rebelo de Sousa e outros já foram dando a entender que se suspendem: são um luxo em tempos de crise. Veja-se o alarido porque a Grécia quer fazer um referendo!
“Até os sindicatos da função pública em Portugal vão perder a mama.”
Era bom, era. Os sindicatos sem benesses do governo e financiados exclusivamente pelos seus associados, empenhados na defesa dos funcionários. Parece-me que esse seria um dos últimos itens em que o governo cortaria a despesa. Que o digam Alberto João Jardim e Mário Nogueira.
GostarGostar
Caro CA, obrigado pelo seu comentário.
.
Tem razão que, nos meus posts do Antologia de Ideias (links acima), apresento argumentos para não sair, em vez de argumentos para ficar no Euro. Mas, até semânticamente, uns equivalem-se aos outros. Aliás, estes são os principais argumentos para ficar, os para não sair. Numa coisa, todos concordamos: a coisa como está não funciona. Não existe união económica possível, assente meramente numa união monetária (de moeda), sem que haja uma união política integral, e, pior, completamente divorciada de qualquer união fiscal. As boas notícias são que tudo isto tem concerto. Mas não há concerto possível sem que haja um entendimento de TODOS os países da União, em como tal união é fundamental para TODOS, sem excepção. No Norte tem de haver compreensão e flexibilidade, no Sul tem de haver HUMILDADE e disciplina. Os argumentos a favor disto são os tais privilégios, que teimamos em assumir como dados adquiridos, especialmente UM, que invoco no meu post “Europa: Regresso ao Passado?” (link acima).
.
Quanto à “distribuição profundamente assimétrica”, aí, estamos, com o devido respeito pela sua posição, em profundo desacordo. A distribuição profundamente assimétrica de austeridade (quando falamos do 13º e 14º), é o espelho de uma distribuição profundamente assimétrica de benefícios, com que a história nos brindou nos últimos 30 anos. Seja como for, a realidade é uma, e resume-se ao extracto do post “Orçamentos e Equidades” onde abordo este tema : “Portanto, se estamos a falar em cortes de despesa, se é isto que temos vindo impacientemente a exigir a este governo, então não há simplesmente forma de contornar estas duas rúbricas. É dos salários dos funcionários públicos e reformas que estamos a falar. A única forma que o Estado tem replicar o mesmo efeito no sector privado é, já adivinharam, através de mais um aumento de imposto “extraordinário” – precisamente aquilo que tanto criticámos ao longo dos últimos meses. É o sector público, e não o privado, que precisa de emagrecer.”
.
(artigo completo em http://antologiadeideias.wordpress.com/2011/10/20/orcamentos-e-equidades/”
.
Bem hajam todos,
O Autor
GostarGostar
“Os juros da dívida pública italiana continuam a bater máximos da era do euro nos mercados secundários nos principais prazos, enquanto os de Portugal subiam e batiam um novo recorde a dois anos.”
GostarGostar
GostarGostar
It’s not a political thing. It’s a peace thing, something an American, less so an American economic theorist, will ever understand.
GostarGostar
E agora, conhecendo os gregos, percebe-se que só vão empatar mais, nunca cumprirão nenhum défice, vão recorrer a uma 3ª e 4ª ajudas externas e a UE nunca conseguirá correr com eles.
GostarGostar
Engraçado, eles tanto meteram medo aos políticos europeus, que iamos todos ao fundo, e são as instituições americanas que caem como tordos?
.
.
A chantagem sobre os líderes europeus tinha uma razão: parece que são os americanos os mais enlalados com a dívida europeia. Estavam á espera que o BCE imprimisse euros para eles ganharem uma fortuna com o sofrimento dos europeus.
.
.
Correu-lhes mal. É a vida!
GostarGostar
Agora imagine-se se com a Grécia é assim, como não seria com a Turquia!… Foi um grande aviso e a UE deveria desistir imediatamente da ideia da Turquia. Simplesmente, não se pode contar com estes povos.
GostarGostar
“A Sky News não tem mais nada com que se entreter como por exemplo contratar paineleiros para comentar coisas como isto?”
.
.
Caro Zebedeu, no outro dia, salvo erro no Guardian, li qualquer coisa que uma associação de pensionistas ingleses queixava-se que a inflação para os reformados (que exclui muitos produtos que deflacionavam o indice geral, como computadores, telemóveis, etc.) andaria já na casa dos 11% ao ano. Se não me falha a memória. Se esses números forem verdadeiros, em vez de eles estarem a perder 4% ao ano, estarão a perder qualquer coisa como 7% ao ano.
.
.
Isto leva-me a pensar. Como pode um primeiro-ministro dizer “graças a deus não estamos no euro” quando a inflação inglesa está num completo caos? E isto mostra a alguns uma coisa. Em Inglaterra são os pobres e os reformados as principais víitimas da inflação. E quem defende a inflação, deveria ter coragem de explicar aos seus concidadãos, quem é que ganha com esta inflação e quem a perde. Porque, para lerparem 7% ao ano, os pobres reformados ingleses bem terão que penar.
.
.
A inflação europeia está nos 3% ao e as perspectivas é de cair para 1,8% para o ano que vem. Apesar da constante subida dos preços do pitroil, o euro tem protegido os pobres europeus de uma forte queda no seu nível de vida. É o velhinho problema, que o próprio keynes reconhecia: é mais fácil roubar os pobres com a inflação que lhes baixar o salário. E os governos o que mais gostam é de roubar o pobre através da inflação, através da ilusão monetária, em vez de cortarem nas despesas do Estado, quase sempre nas mãos dos parasitas.
.
.
A crise na Europa pode ser chata mas face ao que nos perspectiva o futuro, talvez ainda iremos agradecer termos o euro em vez do dólar ou da libra. Porque a impressão continua e não há meio de eles cortarem na despesa pública. Tal como na saúde, só damos a uma boa moeda quando a perdemos.
GostarGostar
sobre a Grecia essa terra de tantos trabalhadores laboriosos
Durante anos, os governos alimentaram uma cultura de regalias e privilégios muito acima do possível.
Quando o primeiro-ministro Georges Papandreou anunciou a dimensão da dívida soberana e as primeiras medidas de austeridade, a Grécia era um oásis. Durante anos, os diferentes governos foram alimentando uma cultura de regalias e privilégios muito acima das posses do país e da realidade dos outros Estados da zona euro. Até às reformas impostas pelo governo grego e pela ‘troika’, multiplicavam-se benefícios difíceis de explicar.
No sector público, a contratação de pessoal e o pagamento de subsídios servia para garantir votos. Os políticos habituaram-se a usar o emprego como moeda de troca. Razão de sobra para, nos últimos anos, o número de funcionários públicos ter disparado. Admitidos sob protecção política, muitos não compareciam sequer ao trabalho. Sempre que não era possível proceder a aumentos, os governantes recorriam à atribuição de subsídios.
Desta forma, a Grécia tornou-se terreno fértil de regalias insólitas. Nos transportes ferroviários, vários colaboradores recebiam um subsídio para lavarem as mãos. Em 2010, a empresa somava três milhões de prejuízo por dia. Na companhia de electricidade, o pessoal da manutenção auferia mais por ter carta de condução. Cerca de sete mil funcionários públicos recebiam um prémio por carregarem envelopes. Falar uma língua estrangeira, saber usar o computador ou simplesmente chegar a horas ao trabalho também podia ser motivo de regalia.
Num país onde 7% do PIB é usado em despesas de armamento, os militares e as suas famílias gozavam direitos especiais. Até casarem ou completarem 28 anos, as filhas tinham direito a um subsídio. Os filhos de sexo masculino estavam arredados do privilégio. Uma fotógrafa ‘freelancer’, que beneficiou da medida até ao limite de idade, contou ao Diário Económico que usou o montante para comprar um carro.
A Grécia contava 600 profissões de desgaste rápido. Cabeleireiro, músico de instrumento de sopro ou apresentador de televisão eram algumas das ocupações consideradas de risco e, por isso, com direito a reforma antecipada. Mas há grupos profissionais com ainda mais privilégios. Elizabeth Polymerou, advogada, conta que os seus pares estavam isentos do pagamento de IVA. Outro dos grandes desafios do Governo grego é acabar com as “profissões fechadas”. Farmacêuticos, advogados, notários, camionistas e taxistas são algumas das classes protegidas por leis especiais, que apadrinham os interesses da minoria instalada. Ao colocar entraves à entrada de novos profissionais, mantêm esses sectores livres de concorrência.
Em meados de Julho, contra a intenção de acabar com este regime, os taxistas fizeram greve durante uma semana, tendo chegado a bloquear os acessos ao porto e ao aeroporto. Nas ruas de Atenas, não se encontrava um único táxi. Quando, através do hotel, tentámos reservar um serviço para o aeroporto, foi-nos pedido 60 euros. Habitualmente, são cerca de 20. Nikolaos Diamantopoulos, desempregado, conta que, apesar das reclamações dos clientes, muitos taxistas usam o carro como se fosse um autocarro: “A meio da corrida, apanham mais pessoas e cobram como se continuássemos sozinhos”. Não há reforma económica sem reforma de mentalidades.
Novo pacote de austeridade
Para garantir o pagamento de mais uma tranche de 12 mil milhões de euros a Grécia teve de rever o seu pacote de austeridade: A ‘troika’ exigiu novos cortes de despesa e aumento de impostos, até 2016, equivalentes a 28 mil milhões de euros.
– Privatização de portos, telecomunicações e património detido pelo Estado e pelas empresas públicas, avaliadas em 50 mil milhões de euros.
– Corte das despesas militares em mil milhões de euros nos próximos cinco anos.
– Corte de mais de dois mil milhões na Saúde até 2015.
– Redução dos preços regulados dos medicamentos.
– Aumento de impostos para o combustível de aquecimento e para os trabalhadores independentes.
– Redução do número de funcionários públicos.
– Novo imposto solidário para os rendimentos superiores a 12 mil euros anuais, com uma taxa que varia entre 1 e 5% para os altos cargos da Administração Pública central e local.
– Pagamento de imposto sobre o património a partir de 200 mil euros e não 400 mil como até aqui.
– Redução do rendimento a partir do qual se paga impostos de 12 mil para oito mil euros. Excepções para os jovens até aos trinta anos, deficientes e pensionistas com mais de 65 anos.
GostarGostar
admiram-se agora porque os gregos andam a engonhar ?
assim tb eu
GostarGostar
honni,
.
Com tanta corrupção, percebe-se agora por que razão o povo está tão violento. Os políticos e funcionários públicos aproveitaram-se este tempo todo e agora é a raia miúda também está a pagar. O protesto do povo é mais dirigido contra o governo e as políticas de corrupção. Também não se importam de sair do euro porque serão os funcionários públicos e os políticos a sofrerem mais já que imediatamente não haverá dinheiro para os seus salários.
GostarGostar
GostarGostar
Em Portugal a corrupção chegou a limites inimagináveis!
Até nas minas!
GostarGostar
tá a falar da “Martiminas” dos irmãoes Martins ? os nossos compagnons de route de Oliveira de Frades ?
GostarGostar
Minas canadianas e australianas, né?
GostarGostar
> alimentaram uma cultura de regalias e privilégios muito acima do possível.
.
Tipo uma pensão vitalicia de muitos milhares de euros por sentar o rabo no C.A. da CGD ou BdP por uns dias?
.
Já deixaram de as pagar?
GostarGostar
Acabei de publicar um novo post acerca do referendo que nunca aconteceu: Papandreou: Génio ou Louco?. Quentinho a sair da prensa, aqui fica. Queiram comentar, rebater, partilhar ou subscrever.
http://antologiadeideias.wordpress.com/2011/11/04/papandreou-genio-ou-louco/
Bem hajam todos,
O Autor
GostarGostar
E que tal retomar o velho Escudo?
GostarGostar
.
Festering anger, Nazi war crimes and the £60bn the Greeks believe the Germans owe them
http://www.dailymail.co.uk/news/article-2056400/Greece-debt-crisis-Greeks-believe-Germans-owe-60bn.html#ixzz1ciEFyiQY
.
All Fixed In Greece? Not So Fast
http://www.zerohedge.com/news/all-fixed-greece-not-so-fast
.
GostarGostar
as tais minas canadianas e australianas que são o sustento da economia australiana e canadiana e que suportam o desenvolvimento energetico da china mais o petroleo de angola e do sudão ?
GostarGostar