A prova do algodão
Ana Benavente está furiosa com a reforma curricular. Num artigo no Público (sem link, mas com citação aqui) protetou contra o “cheiro a ranço”, a “politiquice dominando sempre a Política”, “as disciplinas separadas umas das outras, ritualizadas e isoladas”, “o deslumbramento por escolas americanas, produtoras de exclusão e violência”, “a nostalgia do passado”, os alunos “formatados” e “soldadinhos de chumbo”, etc., etc., etc.
Ana Benavente está igualmente furiosa com um despacho de Nuno Crato que põe fim à vigência do documento Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais. Nesse despacho o ministro escreve que ao erigir a categoria de “competências como orientadora de todo o ensino, [o documento revogado] menorizou o papel do conhecimento e da transmissão e conhecimentos, que é essencial a todo o ensino”. Para desmontar o eduquês, Nuno Crato acrescenta que “é decisivo que, no futuro, não se desvie a atenção dos elementos essenciais, isto é, os conteúdos, e que estes se centrem nos aspectos fundamentais”. O que enfurece a antiga secretária de Estado de Guterres, para quem “há quem queira uma escola centrada nos programas, nós queremos uma escola centrada nas aprendizagens. Foi esse o objectivo do documento das competências essenciais”, o tal que acaba de ser revogado.
Fiquei tranquilo. As reacções de Ana Benavente, uma das principais responsáveis pelo estado a que o eduquês conduzir a Educação, são como a prova do algodão: Nuno Crato está no bom caminho.

QUE eliminem mais cargos dirigentes, que cortem nas pensões “douradas”, que cortem todos os subsídios de alojamento, de deslocação e de representação a todos os políticos e administradores públicos (só aí poupavam uns bons milhõezitos), que fechem institutos públicos e fundações, que privatizem a RTP e a TAP… http://psicanalises.blogspot.com/
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“”“é decisivo que, no futuro, não se desvie a atenção dos elementos essenciais, isto é, os conteúdos, e que estes se centrem nos aspectos fundamentais”. “”
assino por baixo.
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Perguntem ( mas com bons modos…) à “piquena” como é que ela arranjou o Doutoramento que exibe por aí .
Não é exactamente do mesmo estilo do “diploma” da criatura do “trottoir” parisiense, mas…
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«Nuno crato está no bom caminho».
Qual caminho?
O caminho que nos levará direitinhos ao Corno de África?
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Infelizmente há 2 ou mais gerações de completos ignorantes, à conta das “competências” desta bimbalhona e do governo do beiçolas.
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Oh Arlindo diz o que devemos fazer para nos salvarmos , estamos ansiosos pela tua orientação .
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uma boa notícia. podiam também voltar a abrir o ensino recorrente normal para os que querem escolarizar-se fora de horas ( e não desenvolver “competências” e/ou ginasticar a auto estima ) o possam fazer.
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é sempre a mesma treta, por isso nada de novo…é por isso que o ensino esta uma merda, vem um Governo, inventa…a seguir vem outro Governo, apaga o que o outro inventou e começa novamente…é uma palhaçada! Eu quero é ver a politica deste Governo em relação aos manuais, queo ver se a negociata Estado-Editoras para sugarem $$$ às familias se mantem!!?? esta é a grande reforma educativa…
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Muito bom.
Se Benavente está contra só pode ser positivo.
Agora se vão voltar a ensinar História e Geografia, talvez os livros possam voltar a servir por 10 e 20 anos
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Quando eu ouço a palavra “competência”, apetece-me sacar da pistola.
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E também as palavras “conteúdos”, “saberes”, “aprendizagens”, “valências” e “balizado”.
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Eu quando estive na Fonte Luminosa lutando contra o COPCON e contra os otelistas do PCP(R), UDP e FEC-ML, eu não avistei o Nuno Crato…
Onde é que ele estaria?
Nas UCP’s do Alentejo, nos SUV’s, em viagem de estudo a Cuba, à China do Mao-Tse-Tung ou à Albânia do Enver Hosxha.
Gostava de saber, só por curiosidade, e mais tarde dizer aos meus netos, que vão «beneficiar» imenso com essas tretas cretino-cratinianas…
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se jmf apoia nuno crato é caso para estarmos contra o actual ministro.
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Arlindo o que é que estavas a fazer na Fonte Luminosa? a vender amendoins? Para se retemperar dessa jornada de luta, o Mario Soares, o Manuel Alegre, e outros dirigentes socialistas cujo nome não menciono porque alguns já morreram, foram todos jantar ao Gambrinus. Foi tudo regado a Barca Velha. Bons tempos esses em que uma garrafa de Barca Velha de 1966 custava “apenas” 850$00 (4,25 euros). O Marocas não dispensava o dito nectar, dizia que os vinhos mais baratos lhe faziam azia.
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no pasa nada:
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http://arrastao.org/2424874.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=facebook
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Estou com a Tina. A palavra “competências” fazia parte da novilíngua da Escola Socialista. Quem não a soubesse pronunciar ou era escorraçado ou apelidado de inimigo do povo.
Outras palavras que faziam parte da novilingua eduquesa socialista:
– Aprendizagens significativas;
– Ensino pela descoberta;
– Adaptações curriculares;
– Estratégias diversificadas e motivadoras;
– Dupla retenção;
– Relação com a comunidade;
– Escola inclusiva;
– Educação para os afectos;
– Educação para a solidariedade;
Papelada que fazia parte da burocracia eduquesa socialista:
Pauta de avaliação, registos de avaliação, fichas de auto-avaliação, ficha com os conteúdos programados e leccionados por disciplina, ficha com o número de aulas previstas e dadas, relatórios de avaliação extraordinária (compilação de informações, contactos, diligências e pareceres), fichas do quadro de comportamentos meritórios, fichas das menções honrosas, planos de recuperação, relatório justificativo da atribuição de mais de 50% de níveis negativos, planos de acompanhamento, ficha com o levantamento de alunos com planos de recuperação ou acompanhamento para conhecimento da DREL, ficha com proposta de alunos para salas de estudo & outros apoios, acta da reunião de avaliação, relatório dos clubes e outras actividades extra-curriculares, relatórios das salas de estudo, relatórios dos apoios pedagógicos personalizados, relatório com o balanço das medidas aplicadas nos planos de recuperação e acompanhamento, ficha com as propostas de alteração e/ou mudança de turma, ficha com o balanço da avaliação dos alunos, relatórios psicológicos, relatórios individuais dos alunos com necessidades educativas especiais, envelopes com os formulários para o processo de renovação de matrícula, relatório das actividades desenvolvidas em Estudo Acompanhado, relatório das actividades desenvolvidas em Área de Projecto, relatório das actividades do projecto de Educação Sexual, relatório das actividades desenvolvidas em Formação Cívica, relatório das actividades desenvolvidas na direcção de turma (tarefas, comunicações, procedimentos, ocorrências, estatísticas de faltas & afins), balanço do projecto curricular de turma (gigantesca pilha de papeis onde se incluem planificações de tudo e mais alguma coisa, medidas, diagnósticos, remédios, relatórios e adaptações), ficha “Como se atreveu a chumbar o aluno?”.
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Olha a escola centrada nas aprendizagens.
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Um sistema de ensino que faz isto a uma criança a um jovem é de uma desumanidade total.
Obrigar um individuo a passar horas, dias, anos a andar atrelado aos outros só porque ninguém teve a coragem de “reter” logo no 1º ano ou 2º ano e se vai passando a batata quente é TORTURA.
Diga-se em abono dos professores ( se é que é possível face a gravidade da situação) que neste país chumbar um aluno na escolaridade obrigatória não é tarefa fácil. Mas pronto desde que não façamos figura de piças moles no PISA é o que interessa.
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Espero que as coisas melhorem para já nem digo ter orgulho no meu país mas ao menos deixar de ter nojo.
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É. Daqui por algum tempo vem o plumitivo dizer que o messias Crato, não conseguiu o milagre porque os socialistas o crucificaram.
Depois chegam os socialistas ao poder, dizendo que o anterior deixou a educação num caos.
E assim sucessivamente.
O que m’espanta é que haja quem ganhe a vida a descrever estas tretas em replay.
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É o próprio Nuno Crato que não se deve esquecer: “é decisivo que, no futuro, não se desvie a atenção dos elementos essenciais (…)”. Há uma “implusão” para fazer no ministério com a máquina administrativa mais inútil do estado português!
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Incrível, Levy! Esta gente, sem controlo, ultrapassa os limites do absurdo.
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Agora percebe-se porque é que os professores deixaram praticamente de passar redacções, que é essencial para se aprender a escrever. Perdem tanto tempo com burocracia, que não sobra nada para o essencial. TIPICO das políticas socialaistas, concentram-se no controlo e burocracia, que é o mais fácil e dá poder, e descuram a produção e os resultados, que requer trabalho e conhecimento.
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Muito bem Levy e Zebedeu
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Pelo texto da personagem se Lê a cultura que a Esquerda tem e a qualidade de debate.
Não há argumentos há os slogans típicos que levaram ao desastre da educação.
O objectivo é sacar cada vez mais dinheiro ao contribuinte para lhe vender “igualdade” na forma de mediocridade e subréticiamente passar ideologia Soci2lista mantendo o poder das corporações e sindicatos da educação ligados à CGTP, PCP, PS.
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Os anos de educação que uma criança/adolescente passa na Escola deveriam estar a diminuir se a Educação estivesse a acompanhar os aumentos de eficiência da Economia Livre. Mas como a Educação é uma experiência Soviética temos o contrário.
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Está no bom caminho! Vai fazer trabalho como deve ser! E, como alguém dizia ontem, não chegou ao ministério e vá de fazer uma “nova” grande reforma, com tudo a voltar atrás, com a confusão do costume quando muda o ministro. Vem com ideias que conhece bem da sua própria prática no ensino! Coisa que Ana Benavente não pode dizer! O trabalho de gabinete não dá bom resultado. Quanto a esta medida sobre o Currículo do Ensino Básico… haja Deus!!!! Há quanto tempo eu o achava absolutamente estapafúrdio!! Criei alguns atritos com colegas por me “marimbar” para tal. Não levantava muita poeira e fui fazendo como achava melhor. Não me dei mal! Cada turma é um caso, às vezes cada escola é um caso e, naturalmente, cada aluno é um caso! Não se pode querer afinar tudo, ensino, aprendizagem, disciplina, matéria a dar tudo pelo mesmo diapasão!!!!
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devia vir um ministro que proibisse que tipos que escrevem com tantas calinadas como o jmf fossem reconduzidos de novo para a escola e passassem 3 anos a fazer redações. já disse mais de mil vezes, este tipo se tivesse vergonha na cara, nem no borda d’agua escrevia
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Eles têm ódio patológico às palavras saber, ensinar, aprender, mérito, competência, trabalho e esforço.
No fundo trata-se de tudo aquilo que eles não são.
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Eu até fui professor (apenas um período, Escola Alfredo da Silva) e não havia
burocracia. No final (do período) uma única reunião
para as classificações dos alunos serem examinadas.
NÂO havia qualquer pressão exterior ao corpo docente
(nem do Diretor que não assistia!) para modificar as notas aos alunos.
ERA PRAXE que no 1º período não se desse uma classificação
baixíssima (abaixo de 5 ou assim) para que o aluno pudesse eventualmente
recuperar.
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O Sr. Ministro Nuno Crato (crato é, de acordo com o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, uma espécie de fava preta algarvia) num achaque de pálido iluminismo decretou que o documento «Currículo Nacional do Ensino Básico — Competências Essenciais» deixa de constituir documento orientador do Ensino
Básico em Portugal. Despacho n.º 17169/2011
Pelos vistos está previsto que «Os serviços competentes do Ministério de Educação e Ciência, através da Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário, irão
elaborar documentos clarificadores das prioridades nos conteúdos fundamentais
dos programas; esses documentos constituirão metas curriculares
a serem apresentadas à comunidade educativa, e serão objecto
de discussão pública prévia à sua aprovação.» – como se pode ler no referido despacho (é sempre a despachar)…
Falta saber quando e como será até lá?
O ministro fala em falta de fundamentação científica. No entanto, as razões cientificamente fundamentadas para a supressão das orientações curriculares consignadas no documento “Currículo Nacional do Ensino Básico — Competências Essenciais» são unicamente a sua própria “palavra”. Até porque ele é que sabe. Parece-me, mais uma vez que os ares daquele ministério concedem aos titulares do principal cargo ministerial um tão elevado grau de sapiência que me continua a causar espanto… Para este senhor (Nuno Crato), os professores vão finalmente despejar (desculpem o mau hábito da minha pena de fugir com a letra para a verdade) matérias. Por outro lado, os alunos, muito caladinhos e sossegadinhos, ouvi-los-ão durante horas a fio e perceberam tudo fazendo uso das grandes descobertas pedagógicas do Sr. Crato «a importância da aquisição de informação, do desenvolvimento de automatismos e da memorização… através de objectivos claros, precisos e mensuráveis possíveis de aferir.»
Fantástico! Onde é que andou este senhor durante este tempo todo? Afinal o ovo de Colombo existe e ele não nos tinha revelado!
Mais um ciclo, mais uma voltinha, mais uma reorganização curricular… até quando o carrossel vai continuar a girar com cavalinhos destes tão sábios e empertigados?
Caro Ministro, fico-lhe muito “crato” que, antes de tomar semelhantes decisões as submeta a escrutínio tal como fazemos nos nossos conselhos de departamento ou conselhos pedagógicos ou conselhos gerais…
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