Aviso ao investidor
Está pensar investir no mercado de arrendamento? Detectou uma falha na oferta de casas para arrendar? Descobriu como ganhar dinheiro recuperando casas degradadas? Acha que há uma oprtunidade de mercado? Então, por favor, não meta o seu rico dinheirinho no sector do arrendamento sem avaliar o risco político de tal investimento. E para isso nada melhor do que começar por ler este texto do Daniel Oliveira. Estão lá todos os riscos a que deve estar atento:
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Preços tabelados – A qualquer momento pode ver o preço das suas rendas tabeladas, sendo forçado a disponibilizar o seu produto a preços abaixo daqueles que seriam de esperar dada a escassez de habitação para arrendar.
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Impostos – As suas propriedades poderão vir a ser sujeitas a novos impostos. O maior risco está nos investimentos em prédios devolutos para recuperação a pprazo. Não se meta nisso. O risco de aumento de IMI é elevado e ninguém lhe garante que conseguirá contornar todos os obstáculos burocráticos à reconstrução antes do aumento.
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Velhos e pobres – Evite arrendar casas a velhos, pobres, deficientes e jovens. Estas classes de pessoas adquirem facilmente direitos especiais que o farão perder dinheiro.
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Incumprimento de pagamentos – Mesmo que o contrato de arrendamento estabeleça um prazo de pagamento da renda (digamos, a renda deve ser paga até ao dia 10 de cada mês), esse prazo é puramente indicativo. Só poderá despejar o seu inquilino se ele falhar 5 vezes por ano. Tenha ainda em conta que há quem considere que 13 vezes por ano como o limite ideal.
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Concorrência desleal – A qualquer momento o Estado pode usar o dinheiro dos impostos que lhe cobra para lhe fazer concorrência. O Estado pode ainda inundar o mercado imobiliário com os seus próprios prédios. Portanto, aquela falta de casas para arrendar que detectou pode desaparecer em poucos anos.
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Razoabilidade – O maior risco de todos é o da razoabilidade. A todo o momento o seu investimento será avaliado sob o ponto de vista da razoabilidade e do equilíbrio. Os seus interesses serão sempre equilibrados politicamente com os de gente que não conhece e que nada vai contribuir para o investimento. Será um equilíbrio entre o seu dinheiro e a falta de dinheiro dos seus inquilinos. Você vai perder e eles vão ganhar porque isso é que é razoável.

Não acertam/mos uma.
Agora, passadas duas décadas em que tudo seria possível:
a) Liberalizar totalmente o mercado arrendamento;
b) Concertar com os senhorios dos centros históricos de Lisboa e Porto, se necessário ‘impor’,
uma política de reabilitação e habitação (e comércio) a condizer.
Agora, sem população jovem e sem economia, é que se vão recuperar?
Como, para quem?
Agora é tarde.
As ruínas vencerão.
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Parabéns João Miranda, este seu post está fantástico, é precisamente isto sem tirar nem pôr.
grouchomarx
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No referido post fiz sensívelmente as mesmas críticas ao senhor Daniel Oliveira e mais uma pergunta.
Calou-se.
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Quando alguém avança com um investimento com vista a um contrato de arrendamento, este devia ser assinado a 3. Sendo o 3º outorgante o estado que se comprometia, ao longo daquele período, a manter as condições fiscais que actuam sobre o sector…
Claro que isto é impossível…
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Aviso ao investidor:
mesmo que tenha comichão anal não ponha o cú a render em portugal, João Miranda!
ainda não percebi porque não emigrou ainda…olhe que o respectivo não tarda é confiscado.
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Um polícia suicidou-se hoje com a arma de serviço nos balneários da Esquadra de Trânsito de Coimbra, informou a Direcção-Nacional da PSP, sem avançar com mais detalhes.
este recusou entrar na desgraça do um de janeiro, e assim,já não participará da revolução.
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O QUE É DEVERAS PREOCUPANTE É NESTE PAÍS PESSOAS COM TÍTULOS DE DOUTOR, ENGENHEIRO ,ADVOGADO, ETC , ESCONDEREM-SE ATRÁS DESSES TÍTULOS, PARA INFERNIZAREM QUEM TRABALHA POR CONTA DE OUTREM, TENHO VISTO AQUI E NOUTROS SITES, O CASO PARECE – ME ILEGAL DO DESPEDIMENTO COLECTIVO DE 112 PESSOAS DO CASINO ESTORIL, COM FAVORES DE ESTADO, ISTO MOSTRA QUE NUNCA ESTE PAÍS SE ENDIREITA COM ESCUMALHA DESTA QUE SE ESCONDE ATRÁS DE TÍTULOS, PARA FAZER MAL A QUEM QUER QUE SEJA.
O MAIS GRAVE É A FALTA DE INVESTIGAÇÃO E DE JUSTIÇA, QUE NESTE CASOS DEVIA PUNIR QUEM SE APROVEITA DE CERTOS CARGOS A SEU BELO PRAZER PREJUDICANDO O ELO MAIS FRACO.
ISTO TEM O NOME DE COBARDIA, FALTA DE CIDADANIA E UM ACTO CRIMINOSO CONTRA A HUMANIDADE.
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Bom post. O João é daquelas pessoas que se preocupa e por isso se dá ao trabalho de elaborar tão bem os seus posts.
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Esta nova lei ainda é pior que o NRAU de Sócrates. A história da negociação entre o inquilino e o proprietário é uma grande treta. O inquilino que está a pagar 50 euros, não passará dos 100-150 euros porque sabe que o proprietário não tem dinheiro para pagar a indemnização respectiva (6000 para 100 euros, 12000 euros para 200 euros, etc). Assim, teriam de recorrer ao processo de avaliação do NRAU, que é tão complicado e difícil, razão pela qual o NRAU não teve nenhum sucesso. Aliás, ainda está pior porque agora exigem ceritifcados de inspecção de elevadores o que está para além do controlo do proprietário.
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O blogue “Erros de números” é agora “À volta dos números” (www.avoltadosnumeros.blogspot.com).
Mário Macedo
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Depois, a Ministra Assunção ainda se vem gabar das raízes cristãs do Partido a que pertence e por isso teve muito cuidado em não criar problemas sociais. Que sente muito que o Estado não pode ajudar financeiramente porque não tem dinheiro e por isso têm de ser mais uma vez os proprietários a responsabilizarem-se pelo inquilinos mais necessitados. Ela nem quer saber dos muitos casos em que os proprietários são mais pobres do que os inquilinos. Ou seja, é uma cristã muito selectiva. Aposto que também vai à igreja todos os domingos.
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A gente ouve e lê estas coisas da ministra e percebe que é gente que nem sequer assimilou bem o que é uma economia de mercado…
Quanto a cristianismo e virtudes cristãs, nada têm a ver com subdesenvolvimento, paternalismo e ignorância. Cristã é o resto da Europa e não há este semi-confisco dos imóveis.
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Declaração de interesses: por regra, não gosto das posições defendidas pelo Daniel Oliveira, que considero arrogante e que, muitas vezes, defende ideias “vesgas”, para não lhe chamar outra coisa.
Dito isto, não me parece que, desta vez, o homem esteja assim tão errado, a ponto de justificar a proposta “tremendista” do post, que aqui escreveu o João Miranda. Tirando aquela ideia das rendas a preços controlados, que não tem cabimento e que seria contraproducente, o resto parece-me razoável, mesmo quando ele fala dos inquilinos com mais de 65 anos, que deverão ter, penso eu, tratamento especial e cuidadoso.
Devo dizer que não conheço a lei, para além do que vi e ouvi na comunicação social, mas que alguma coisa deve ser feita, deve. E que esta lei pode ser um bom princípio, também me parece que pode.
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…A MINHA ÚLTIMA INDIGNAÇÃO DE 2011
…
FROM:
Joaquim Nogueira
TO:
info@anacom.pt
Message flagged
Saturday, December 31, 2011 10:29 AM
Exmºs.Senhores:
à especial atenção de:
Maria Corte-Real
Chefe da Divisão de Apoio aos Consumidores e Atendimento ao Público
Os meus cumprimentos e grato pelas informações prestadas, as quais, felizmente, eram e são do meu conhecimento.
Porém,
o que eu coloco eu causa é o facto de ser obrigado a pagar (a ter um custo acrescido) um valor ainda elevado (para os reformados como eu) com a aquisição de um descodificador e antena para obter apenas a manutenção daquilo que já possuo, ou seja, os 4 canais !!!
Com a vossa campanha, e porque uma Entidade decidiu mudar o sistema de transmissão do sinal, aquilo que eu tinha, vou continuar a ter DESDE QUE DISPENDA DE UM VALOR COM A AQUISIÇÃO DO DESCODIFICADOR…!!!
Ou seja:
desde sempre que vi os 4 canais e agora, não tendo qualquer coisa mais, “oferecem-me” na mesma os 4 canais DESDE que eu pague o valor do aparelho que descodifica o sinal !!!
Como não fui eu nem nenhum Português utente dos 4 canais que pediu o TDT não me sinto obrigado a ter uma despesa para manter o mesmo serviço.
Imaginem:
…alguém agora dizer que os micro-ondas, por exemplo, necessitam de uma placa nova porque a que existe vai deixar de receber as micro-waves e que para voltar a ter o micro ondas a funcionar V.Exª. tem de comprar uma placa nova…
…quando, por exemplo, uma marca automóvel verifica que um lote de veículos saiu para as vendas com um defeito nos travões, a marca não manda os condutores gastarem dinheiro em novos travões: recolhem os carros e a marca muda os travões a todos os defeituosos!!! Isto, sim, é correcto!
…agora, tenho um aparelho de TV a ver os 4 canais, e uma Entidade diz-me: para continuar a ver os mesmos 4 canais tem de comprar este aparelho assim assim… isto é, no mínimo, inaceitável!!!
Mais:
…considero-me, felizmente, letrado e sabedor das “coisas” que me rodeiam… e estou com dificuldades em aceitar este facto novo… agora imaginem os milhares de utentes dos 4 canais, os velhinhos, os do interior, os acamados, os solitários, etc
…o que é que se tem visto?… as empresas de sinal pago (exemplo: tv-cabo) a oferecerem na mesma os 4 canais por xis custo mensal !!! Isto é errado… isto indigna-me…
…
…como não estou disposto a gastar dinheiro, vou ficar sem televisão… o que considero um acto contra a minha vontade mas provocado por acção e vontade de terceiros…
…
…um bom Ano para V.Exªs.
quimnogueira
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O que é interessante é ver como políticos, como a Ministra, e comentadores, como DO, podem ser tão burros ao ponto de admitirem que:
– o Estado não vai contribuir em nada
– não haverá problemas sociais
– que os senhorios continuam prejudicados
mas que mesmo assim as coisas vão mudar!.. Há uma falta total de conhecimento sobre o assunto tanto por parte dos politicos que fazem a lei como dos leigos que a comentam. Que atraso de vida que Portugal é!
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bons conselhos. só um doido continuará a comprar casas , sobretudo apartamentos , neste país ( e se calhar noutros ). já não há propriedade privada a sério , há só propriedade a meias com o estado , que quando precisa de mais um bocadinho da propriedade sem custos vomita uma lei e prontos !
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a tina a ficar desapontada…
não tarda está a epitetar o passos de mentiroso e vigarista.
ainda há minutos na tsf estava a ouvir o passos a justificar-se perante a recusa do PEC-IV.
faz tudo o que criticou desse PEC!
mas eu sou o burro!!!!
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LEI DAS RENDAS: DESPEJOS EM 3 MESES Será que a nova lei também se aplica a estes inquilinos?
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“ainda não percebi porque não emigrou ainda…”
Nota-se uma evolução da esquerda do Muro de Berlim. Mas mais provável é ser pirraça pois sem o dinheiro dos outros a Esquerda não é nada.
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O Soci@lismo de Direita deste Governo continua em força. Fujam de tudo onde o Estado ponha a pata. Fujam de tudo o que poderá ser considerado “social”. Não invistam nunca nessa área se não tiverem patrões políticos do CDS ao PCP que lhes possam proteger o investimento. É importante que paguem aos dois lados mas principalmente à esquerda que é que domina o discurso.
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“a tina a ficar desapontada…”
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pois estou. Não sou como o faccioso do CafédosHomens, que se deixa enr… por aqueles que são da sua cor.
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Este arremedo de lei com que a troika interna (Passos/Cavaco/Portas) diz pretender regular o mercado da habitação não é para levar a sério, se é que alguma coisa vinda dessa gentinha pode ser levada a sério! Visa ùnicamente tapar os olhos à verdadeira troika que manda neste país(FMI/CE/BE) que ditou no “acordo” que era preciso mexer nessa área e os seus servis seguidores nem querem olhar para trás, antes que lhes chegue algum ralhete! É a esta cambada que está este país entregue. Em “boas mãos” como diria o outro!!!
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Tristezas não pagam dívidas soberanas, nem outras!
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o texto de Daniel Oliveira da 10-0 ao liberal JMiranda.
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Bom Ano para todos especialmente para a boazona e boazinha da Cristas 🙂
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Aviso ao investidor
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Semetes lá a guita, llixas-te!
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AVISO aos OTARIOS:
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2214751
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> o texto de Daniel Oliveira da 10-0 ao liberal JMiranda.
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Até vinte ou trinta ou quarenta … em asneira.
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Tristes bestas. Não lhes basta a evidência de uma Lisboa e um Porto despovoados – Lisboa foi de mais de 800 mil a menos de 500 mil habitantes em quarenta anos.
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E trinta anos de “estado social” estão a pôr os portugueses fora do pais aos 100 mil por ano. Sem falar que os que sobram não se reproduzem. Nem emigrantes conseguem para tapar o buraco.
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Suícidio, disse ela.
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aahahhaahha
Grande post.
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‘E isso mesmo. A escardalhada esta como o Pachoco- se o destino juntou inquilino, senhorio e predio na mis’eria, natural ser’a irem todos ‘a ruina.
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Quanto ‘a lei da-me ideia ‘e que ninguem vai cumprir nada com acordos e vai haver tiroteio, na certa. Mas a Assuncao Cristas meteu um grande golo. Ao contrario do que a beta da tinamonga disse, ela mostrou que nao ‘e preciso ser-se ateu e comunista para se ter preocupacoes sociais.
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E fez muito bem em recordar a matriz crista, incluisve para o partido que anda mais maconico que outra coisa.
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O que ‘ grave ‘e outra coisa da qual ninguem fala. A penalizacao por impostos de quem ‘e proprietario. e ser-se proprietaro nao implica arrendar casa.
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Ora eles vao tramar muita gente de forma a obrigar a arendar. E ja andam a apnhar casas aos velhos que sao proprietarios, incluinda-as como penhora para pagamento do lar.
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E ficam com elas, para depois fazerem habitacao social para ciganos e imigras que vivem do RSI.
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Alias, at’e vao incluir o patrimonio imobiliario no IRS e nos escaloes para a seguranca social. Se a pessoa nem ‘e rica mas ‘e proprietaria, a ideia ‘e obriga-la a vender a casa ao Estado.
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O que sobressai do post do João Miranda e da maioria dos comentários é que continuamos a pretender um capitalismo sem riscos. O mercado do arrendamento português está viciado desde os tempos do Salazar. Isso provocou perversões que não podem ser ultrapassadas de um momento para o outro. Pretender a liberalização do setor de um dia para o outro é um disparate de quem não sabe do que fala. Isto porque, nem este, nem nenhum outro governo, faz a mais pequena ideia das situações sociais graves a que é preciso ajudar com medidas especiais. Agora, do que não tenham a mais pequena dúvida é que é possível ganhar dinheiro com o arrendamento e que vale a pena investir no restauro. Aliás, é isso que se faz em quase toda a Europa, exceto nos países que basearam o seu crescimento no betão. Se querem falar em liberalizações puras e duras, falem primeiro na absurda legislação portuguesa sobre a propriedade dos solos.
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Grande inveja dos proprietários que para aí vai. Preferem ter as cidades onde vivem a ruir, do que ter o Estado a ajudar os proprietários e a contribuir para o alojamento dos velhotes. Não admira assim que a Ministra Cristas faça leis inúteis porque sabe que vai encontrar muita aprovação, são muitos os invejosos. E não admira assim que no país dos invejosos, se façam leis inúteis umas a seguir às outras e que os invejosos vivam rodeados de decadência, que é onde eles se sentem em casa.
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O CDS tem sorte. Pode servir-se do PSD estar no governo para dar graxa ao povo. Agora, quando se provar que esta lei não funcionou, o PSD é que leva as culpas.
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Pois ‘e grande inveja dos proprietarios, ‘o burrinha. Foi precisamente isso que eu escrevi. Mas tu tens o vicio de me repetir para depois te insultares a ti propria.
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Alias, nem ‘e inveja- ‘e preconceito e oportunismo para lhes sacarem propriedade e depois socializarem para os coitadinhos da globalizacao e com padrinhos nas ongs das minorias.
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E nao se trata de graxa nem do CDS. Trata-se da Assuncao cristas que ‘e crista e consequente.
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Pode ‘e ser ingenua e nao perceber que isto so funcionava com gente altamente civilzada. Mas fez muito bem em acentuar que no meio ‘e que est’a a virtude.
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Revolucionarismos e radicalismso sao tara de comunas e neotontos.
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Mas a tinamonga deve ‘e ter gostado do que o Pachoco disse na Quadratura do Circulo.
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Esse ‘e que foi uma anedota.
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ahhaha, a Zarilú toda irritada por ter caído pelas patranhas de Paulo Portas, a dar graxa ao povo, a pensar já em sacar votos ao PSD nas próximas eleições. Há gente muito burrinha.
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Por ter quantos, ‘o maluca.
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Nao tomes os remedios, nao….
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Aliás, como o exemplo da Zarilú demonstra muito bem, quanto mais cristãs e católicas se dizem as pessoas, mais falsas e interesseiras são. É como a esquerda, os extremos tocam-se.
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A esquerda está agora a criar a casa nova: sai de graça ao inquilino e é paga pelo homem novo
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Eu sou de esquerda e sou o único.
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Como de costume, a montanha pariu um rato.
É evidente, para qualquer pessoa sã de espírito, que nenhum senhorio, espoliado do seu património durante dezenas de anos, vai aceitar a suprema humilhação de dar uns milhares de Euros para ver o seu prédio finalmente livre do inquilino que o explora a troco de rendas de dez, vinte ou trinta Euros. Mesmo quem tenha dinheiro para tanto (e não serão assim tantos senhorios), não aceita – e muito bem – uma chantagem absolutamente imoral. E como esta pseudo-reforma é mais um atraso de vida, não só se adiará o problema por mais uns cinco ou dez anos, como se agravará todas as questões envolventes, desde logo, a ruína de boa parte dos prédios de Lisboa e Porto, a construção selvagem nos arredores e a compra de casa por jovens com a consequente imobilidade laboral que tal situação gera.
De bom a nova lei só tem a liberalização dos prazos dos futuros contratos de arrendamento. Pode ser que daqui a vinte ou trinta anos, o problema se resolva.
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O sistema de negociação parece-me bom para as actualizações. O Senhorio quer aumentar, o inquilino tem incentivo em fazer uma proposta razoável, se faz baixa demais arrisca-se a que o senhorio pague 60 vezes esse valor para ter a casa de volta imediatamente. Se o valor é baixo, pressupondo que a seguir a aluga por mais, qualquer banco lhe empresta o dinheiro. Há muitos senhorios há muitas décadas à espera, acredito que agora tenham uma boa oportunidade. Veremos como operacionalizam a coisa. Já estou a ver o inquilino demorar 1 ano a responder ao senhorio, ao mínimo desentendimento irem todos para tribunal e 5 anos depois um juiz qualquer manda repetir tudo. Facilmente se chega aos 65 anos do inquilino no nosso ordenamento jurídico…
Se a coisa funcionar rapidamente, óptimo. A parte de operacionalizar a actualização das rendas parece-me fulcral. Depois reduzir os impostos ao mesmo tempo que se começa a exigir a sério aos senhorios que tenham as casas em condições. A CM Lisboa deve estar mortinha para o poder fazer.
Outros pontos:
– claro que não se vai mandar para a rua maiores de 65 anos que viveram a vida toda na mesma casa, infelizmente a coisa para esses tem que ser gradual, mas espero que só para esses. Quem tiver uma alternativa concreta que não se aproxime de meter estas pessoas num comboio a caminho de uma camara de gás, que avance.
– o senhorio que depois destas regras (e outras) achar que paga mais de impostos e despesas gerais do que o que consegue alugando a casa ou usufruindo dela, que a venda e invista noutra área.
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“O sistema de negociação parece-me bom para as actualizações. ”
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Basta substituir por alguns valores práticos para perceber que não vai funcionar. O senhorio quer 300 euros, o inquilino diz 100. Se o senhorio não aceitar terá de lhe dar uma indeminização de (300+100)/2 x 60 = 12000. Onde irá o senhorio arrnajar tanto dinheiro depois de nunca ter recebido nenhum das rendas? E como se pode chamar liberilzação de rendas quando o senhorio se virá obrigado a sugeriro rendas muito inferiores aos valores de mercado?
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“Quem tiver uma alternativa concreta que não se aproxime de meter estas pessoas num comboio a caminho de uma camara de gás, que avance.”
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Muito fácil, responsabilizar os filhos pelos velhotes ou então o Estado que ajude financeiramente a pagar uma renda justa. Porque é que ninguém pensa nos senhorios que investiram todo o seu dinheiro a comprar imóveis, pensando que teriam a velhice garantida e muitos deles agora estão agora mais pobres do que os inquilinos a quem alugam a casa? Porque é que esses também não merecem piedade?
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Diz muito bem, Tina. O problema das rendas antigas está muito longe de ser solucionado com a lei anunciada. Isto, porque todos falam mas ninguém encara o problema com o objetivo de o resolver. Isso obrigava a que se tivesse uma ideia precisa daqueles que necessitam de apoio para pagar as rendas. Ora, como os serviços em Portugal funcionam de modo a ser o cidadão a ter o trabalho, devem estar à espera que sejam os senhorios ou a associação dos inquilinos a fazer o trabalho.
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Trinta e três, a única parte desta lei que pode funcionar é esperar que se faça a avaliação dos imóveis porque parece justa uma renda anual de 1/15 do valor patrimonial, não tendo em conta as condições de habitabilidade (certificados de elevadores, etc), como afinal parece que foi o que a Ministra disse. Mas claro só funcionará com aqueles inquilinos que não têm mais de 65 anos, nem carências económicas, etc, o que será talvez 20%.
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