Mas como sempre para a esquerda só interessa quando os lucros servirão a eles próprios. Se forem empresas a dar lucro na Holanda ou na China e a beneficiarem os seus povos, isso já não interessa. Assim, como democracia e liberdade, para a esquerda nem todos os povos as merecem, como no caso do Iraque, mas no caso da Líbia já é aceitável.
Essa é a responsabilidade estatutária em relação aos seus donos (unicamente). Se admitirmos que existe uma responsabilidade social da empresa (o que é um conceito discutível) isso não se poderá limitar a ter lucro (ou sequer, e relacionado, a existir), uma vez que não podemos dizer que os efeitos dessa situação tem uma resultante social positiva (sim, a maior parte das empresas simplesmente por existir gera vantagens sociais, mas nem sempre).
Podemos discutir se faz sentido falar em responsabilidade social para empresas, mas não podemos dizer que isso é satisfeito simplesmente pela empresa ter lucro.
“The 400 of us pay a lower part of our income in taxes than our receptionists do, or our cleaning ladies, for that matter. If you’re in the luckiest 1 per cent of humanity, you owe it to the rest of humanity to think about the other 99 per cent. ”
by Warren Buffet
Isto é responsabilidade social…seja da empresa ou do empresário
PMDM
O que impede o senhor Warren Buffet de pagar mais? Que faça doações ao IRS (fisco dos USA) no valor que acha que é justo.
O que o senhor Buffet diz é conversa para enganar o povo. E se quer ajudar a sua secretária, recepcionista, senhora da limpeza, ap pagar menos impostos é facil: aumente o salario para elas fazerem parte dos famosos 1%.
a responsabilidade do gov. começa a notar-se. o número de vítimas nas estradas em 2011 igual aos anos 60.
enfim,portugal no seu melhor.
a seguir será divida soberana a zero. seremos uma nova coreia do norte no sul da europa
eu não sou cliente de certas empresas porque não gosto da FORMA como obtêm o lucro. Facto que lhes afecta o lucro. Se esquecermos a dialéctica da coisa, nalgum momento os números não vão ser o que gostaríamos que fossem (hegel dixit – mais ou menos).
“Não andarás a trocar a esquerda com a direita?”
.
Então diga lá, quem é que é contra a globalização? Primeiro, choram muito sobre a pobreza no mundo, que o mundo capitalista não quer saber dos pobrezinhos, como se pode viver num mundo assim? Mas depois quando o 3º mundo começa a emergir graças aos capitalistas se terem deslocado para lá, já não é bom porque ficam eles sem trabalho aqui e assim viram-se contra a globalização. A esquerda é uma interesseira, que finge preocupar-se e julga-se moralmente superior, mas o interesse próprio está acima de tudo.
Hummm, e eu que pensava que a responsabilidade social de uma empresa era fornecer bons produtos, a preço razoável, condições laborais supimpas, respeito pelo ambiente… enfim, afinal êh apenas ter lucro (confesso que pensava que o lucro era uma remuneração do accionista pelo capital e risco investido, pelos vistos estava enganado. Resta ainda saber se tambem estava errado quando pensava que o mais interessante para o accionista era ter boa rentabilidade, porque lucro êh qualquer coisa acima de zero.
.
Rb
As empresas não podem em geral ter responsabilidade social, a menos que os seus clientes a isso imponham.
A concorrência impede-as disso.
.
O Estado impõe leis e regulamentos às empresas, de forma que a sua actividade parece ter responsabilidade social, mas é imposta.
.
O sistema capitalista funciona assim, e é assim que deve continuar a funcionar.
Caro ricciardi,
“e eu que pensava que a responsabilidade social de uma empresa era fornecer bons produtos, a preço razoável …”.
Vai ter que falar com a LVMH (e outras) acerca de responsabilidades.
As principais responsabilidades de uma empresa são as que assume livremente e contratualmente perante terceiros.
Ha ainda responsabilidades que lhe são impostas pelo Estado.
Sobretudo o pagamento de impostos. Estes deveriam ser os mais reduzidos em função do que se espera como serviços colectivos prestados pelo Estado.
Outras obrigações são ainda impostas pelo Estado através de legislação que regula o funcionamento e a actividade das empresas em diferentes areas e sectores. Algumas são compreensiveis no ambito da missão do Estado de protecção dos cidadãos nos estritos limites do Estado de Direito. Mais do isto, e sobretudo todas as interferencias na liberdade contratual das empresas com terceiros (por exemplo, na contratação laboral), é abusivo e tem consequencias negativas para certas categorias de cidadaos e para a sociedade no seu conjunto.
No fim de contas, com a excepção das responsabilidades que decorrem da liberdade contratual e das exigencias do Estado de Direito, uma empresa não deveria ter quaisqueres outras responsabilidades “sociais”.
.
“Ter lucro” é uma responsabilide da gestão perante os seus accionistas. Não é “social” no sentido que é normalmente atribuido à palavra.
Dito isto, é verdade que a contribuição involuntaria da empresa para o bem estar das pessoas nela envolvidas, incluindo naturalmente os seus trabalhadores e familias, e até para o conjunto da sociedade, é tanto maior quanto mais bem sucedida for na sua actividade, isto é, quanto mais rentavel for.
AB : ““Ter lucro”…quanto mais melhor!”
.
Depende.
.
Numa realidade economica em que predomina a liberdade de mercado, a livre concorrencia, ter lucros elevados é um sinal de eficiencia da empresa. Directamente, ganham as pessoas nela envolvidas, ganham os consumidores. Indirectamente, por via da concorrencia, ganham outras empresas, outros trabalhadores, outros consumidores. Os lucros elevados constituem meios financeiros que vão ser investidos e gastos na economia, contribuindo assim para a criação de mais riqueza, mais emprego, mais bem estar.
.
Numa realidade economica menos livre, entravada por interferencias discriminatorias do Estado, os lucros elevados de certas empresas podem ser precisamente o resultado de privilégios indevidos. Neste caso, muito embora as pessoas envolvidas nestas empresas tirem vantagens evidentes, o efeito sobre o conjunto da economia é negativo. No fim de contas, os lucros elevados destas empresas não decorrem de uma maior eficiencia da empresa mas sim de uma transferencia em seu beneficio de riqueza proveniente de outros sectores, de outras empresas, de outros cidadãos. Na pratica tudo isto se passa através de subsidios do Estado, beneficios e sobrecargas fiscais, regulações de mercados e preços, a favor de alguns poucos em prejuizo de muitos outros. Por exemplo, em Portugal nas ultimas décadas, a excessiva intervenção do Estado na economia favoreceu certas categorias de cidadãos e certas empresas pertencentes ao designado sector de bens não transaccionaveis e prejudicou outras categorias de cidadãos e empresas em sectores ditos de bens transaccionaveis. Ou seja, neste tipo de situações, os ganhos elevados de algumas empresas e de alguns cidadãos são imorais e são prejudiciais ao conjunto da economia e dos cidadãos (inclusivamente na qualidade de contribuintes).
PMP : “As empresas não podem em geral ter responsabilidade social, a menos que os seus clientes a isso imponham.”
.
Exactamente.
Os accionistas também podem decidir que assim seja.
Mas vai custar dinheiro a uns e a outros.
E até pode por em risco a propria viabilidade da empresa.
Mas isso é com eles.
O Alex das bodegas é um oportunista.
Se ele não andasse todo esse tempo a pregar moral e patriotismo, e principalmente a chamar mentiroso ao ex-PM, até se compreendia essa deslocalização.
O que não se compreende é que o dito cujo fez parte da Comissão de Honra do Cavaco, entregando um seu administrador para «gerir» a campanha, e agora cava um manguito nas ventas dos portugueses cabozes!
Ele que faça como o Engº Américo Amorim, que faz e trata dos seus negócios, e não se mete na política!
… Bom, está bem, mas se forem empresas públicas e portuguesas a sua função social pode ser, por exemplo, dar prejuízo?!
.
Foi para isso que muitas foram criadas, exatamente para dar prejuízo ou, dito de outra forma, acomodar despesas que não convinha incluir nos Orçamentos: Geral do Estado, das Regiões e das Autarquias.
.
Mas é claro que as empresas públicas nunca foram realmente empresas, porque tinham uma função social.
.
Eram, são e serão, aquilo que todos sabemos: enfardadeiras de impostos que, à sombra da nobre da função social, que normalmente não tem preço, se consideram dispensadas de dar lucro. Como a CP, onde as receitas geradas não chegam sequer para suportar os custos com o pessoal!
AB : “… mas se forem empresas públicas e portuguesas a sua função social pode ser, por exemplo, dar prejuízo?!”
.
Com efeito. A razão de ser de uma empresa publica não é necessariamente a de dar lucro. Desde que se considere que se justifica que uma empresa seja necessaria para fornecer certos serviços e bens a certos cidadãos a um preço que é inferior aos custos de produção mais a margem de lucro que é indispensavel para que uma empresa privada aceite fazer o mesmo.
.
Mas claro que a empresa publica com prejuizo não é o unico meio pelo qual o Estado pode intervir socialmente neste sentido. Por exemplo, pode subsidiar os cidadãos/consumidores destes serviços fornecidos por empresas privadas. Ou pode subsidiar as empresas privadas de modo a que estas prestem os respectivos serviços ao preço pretendido. Nestes 2 casos as empresas privadas não tem nenhuma responsabilidade “social” e procuram igualmente maximizar os respectivos lucros. De resto, a experiencia tem demonstrado que este sistema de subsidios directos a cidadãos e a empresas é no final menos dispendioso e mais eficiente do os sorvedouros de dinheiro e geradores de incompetencia que são em geral as empresas publicas. No fim de contas, as empresas publicas que dão prejuizos não são verdadeiramente necessarias e são a pior opção para a realização da missão “social” que se pretende.
.
Mas ha ainda quem defenda a existencia de empresas publicas que não deem prejuizo. Na medida em que se considera que se trata de serviços necessarios para a colectividade mas que podem ser fornecidos a preços de mercado e que as empresas privadas não estariam dispostas a fornecer. Acontece que esta justificação é hoje perfeitamente desajustada. Na verdade não existe nenhuma area em que não existam empresas privadas capazes e dispostas a prestar os tais serviços desde que sejam rentaveis. Se a prestação dos serviços é rentavel, isto é, se existe uma procura solvavel suficiente, não existe nenhuma razão para que seja uma empresa publica a presta-los.
.
No fim de contas, seja qual for a missão “social” que se atribua ao Estado (e que de resto até pode ser discutida e contestada à partida), as empresas publicas, com ou sem prejuizos, são a pior das soluções.
Em principio não são necessárias empresas públicas para nada.
.
Poderão ser necessárias entidades públicas detentoras de infraestruturas como as ferrovias (os carris), os portos (o terreno ), controle aéreo , mas sem a estrutura de uma empresas que concorre no mercado.
.
Tudo o que é exploração de infraestruturas públicas pode ser concessionado ao melhor preço (menor subsidio ou pagamento de rendas), com um caderno de encargos rigido e público, com prazos de concessão curtos (5 a 10 anos) de forma a que a sociedade não fique presa de contractos mal feitos, demasiado tempo.
Mas como sempre para a esquerda só interessa quando os lucros servirão a eles próprios. Se forem empresas a dar lucro na Holanda ou na China e a beneficiarem os seus povos, isso já não interessa. Assim, como democracia e liberdade, para a esquerda nem todos os povos as merecem, como no caso do Iraque, mas no caso da Líbia já é aceitável.
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A esquerda é simplesmente patética.
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Oh Tina
Não andarás a trocar a esquerda com a direita?
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Essa é a responsabilidade estatutária em relação aos seus donos (unicamente). Se admitirmos que existe uma responsabilidade social da empresa (o que é um conceito discutível) isso não se poderá limitar a ter lucro (ou sequer, e relacionado, a existir), uma vez que não podemos dizer que os efeitos dessa situação tem uma resultante social positiva (sim, a maior parte das empresas simplesmente por existir gera vantagens sociais, mas nem sempre).
Podemos discutir se faz sentido falar em responsabilidade social para empresas, mas não podemos dizer que isso é satisfeito simplesmente pela empresa ter lucro.
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“The 400 of us pay a lower part of our income in taxes than our receptionists do, or our cleaning ladies, for that matter. If you’re in the luckiest 1 per cent of humanity, you owe it to the rest of humanity to think about the other 99 per cent. ”
by Warren Buffet
Isto é responsabilidade social…seja da empresa ou do empresário
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PMDM
O que impede o senhor Warren Buffet de pagar mais? Que faça doações ao IRS (fisco dos USA) no valor que acha que é justo.
O que o senhor Buffet diz é conversa para enganar o povo. E se quer ajudar a sua secretária, recepcionista, senhora da limpeza, ap pagar menos impostos é facil: aumente o salario para elas fazerem parte dos famosos 1%.
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a responsabilidade do gov. começa a notar-se. o número de vítimas nas estradas em 2011 igual aos anos 60.
enfim,portugal no seu melhor.
a seguir será divida soberana a zero. seremos uma nova coreia do norte no sul da europa
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eu não sou cliente de certas empresas porque não gosto da FORMA como obtêm o lucro. Facto que lhes afecta o lucro. Se esquecermos a dialéctica da coisa, nalgum momento os números não vão ser o que gostaríamos que fossem (hegel dixit – mais ou menos).
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“Não andarás a trocar a esquerda com a direita?”
.
Então diga lá, quem é que é contra a globalização? Primeiro, choram muito sobre a pobreza no mundo, que o mundo capitalista não quer saber dos pobrezinhos, como se pode viver num mundo assim? Mas depois quando o 3º mundo começa a emergir graças aos capitalistas se terem deslocado para lá, já não é bom porque ficam eles sem trabalho aqui e assim viram-se contra a globalização. A esquerda é uma interesseira, que finge preocupar-se e julga-se moralmente superior, mas o interesse próprio está acima de tudo.
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Hummm, e eu que pensava que a responsabilidade social de uma empresa era fornecer bons produtos, a preço razoável, condições laborais supimpas, respeito pelo ambiente… enfim, afinal êh apenas ter lucro (confesso que pensava que o lucro era uma remuneração do accionista pelo capital e risco investido, pelos vistos estava enganado. Resta ainda saber se tambem estava errado quando pensava que o mais interessante para o accionista era ter boa rentabilidade, porque lucro êh qualquer coisa acima de zero.
.
Rb
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Well, a responsabilidade social está conotada com o socialismo.
No seguimento da posta, só as empresas socialistas têm lucro!
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As empresas não podem em geral ter responsabilidade social, a menos que os seus clientes a isso imponham.
A concorrência impede-as disso.
.
O Estado impõe leis e regulamentos às empresas, de forma que a sua actividade parece ter responsabilidade social, mas é imposta.
.
O sistema capitalista funciona assim, e é assim que deve continuar a funcionar.
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As pessoas tem responsabilidades, as empresas não.
Não há empresas sem pessoas, querem responsabilidades…
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Caro ricciardi,
“e eu que pensava que a responsabilidade social de uma empresa era fornecer bons produtos, a preço razoável …”.
Vai ter que falar com a LVMH (e outras) acerca de responsabilidades.
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Evidentemente.
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O rui a. está moderadíssimo, se não teria escrito: “Ter lucro”…quanto mais melhor!
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As principais responsabilidades de uma empresa são as que assume livremente e contratualmente perante terceiros.
Ha ainda responsabilidades que lhe são impostas pelo Estado.
Sobretudo o pagamento de impostos. Estes deveriam ser os mais reduzidos em função do que se espera como serviços colectivos prestados pelo Estado.
Outras obrigações são ainda impostas pelo Estado através de legislação que regula o funcionamento e a actividade das empresas em diferentes areas e sectores. Algumas são compreensiveis no ambito da missão do Estado de protecção dos cidadãos nos estritos limites do Estado de Direito. Mais do isto, e sobretudo todas as interferencias na liberdade contratual das empresas com terceiros (por exemplo, na contratação laboral), é abusivo e tem consequencias negativas para certas categorias de cidadaos e para a sociedade no seu conjunto.
No fim de contas, com a excepção das responsabilidades que decorrem da liberdade contratual e das exigencias do Estado de Direito, uma empresa não deveria ter quaisqueres outras responsabilidades “sociais”.
.
“Ter lucro” é uma responsabilide da gestão perante os seus accionistas. Não é “social” no sentido que é normalmente atribuido à palavra.
Dito isto, é verdade que a contribuição involuntaria da empresa para o bem estar das pessoas nela envolvidas, incluindo naturalmente os seus trabalhadores e familias, e até para o conjunto da sociedade, é tanto maior quanto mais bem sucedida for na sua actividade, isto é, quanto mais rentavel for.
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AB : ““Ter lucro”…quanto mais melhor!”
.
Depende.
.
Numa realidade economica em que predomina a liberdade de mercado, a livre concorrencia, ter lucros elevados é um sinal de eficiencia da empresa. Directamente, ganham as pessoas nela envolvidas, ganham os consumidores. Indirectamente, por via da concorrencia, ganham outras empresas, outros trabalhadores, outros consumidores. Os lucros elevados constituem meios financeiros que vão ser investidos e gastos na economia, contribuindo assim para a criação de mais riqueza, mais emprego, mais bem estar.
.
Numa realidade economica menos livre, entravada por interferencias discriminatorias do Estado, os lucros elevados de certas empresas podem ser precisamente o resultado de privilégios indevidos. Neste caso, muito embora as pessoas envolvidas nestas empresas tirem vantagens evidentes, o efeito sobre o conjunto da economia é negativo. No fim de contas, os lucros elevados destas empresas não decorrem de uma maior eficiencia da empresa mas sim de uma transferencia em seu beneficio de riqueza proveniente de outros sectores, de outras empresas, de outros cidadãos. Na pratica tudo isto se passa através de subsidios do Estado, beneficios e sobrecargas fiscais, regulações de mercados e preços, a favor de alguns poucos em prejuizo de muitos outros. Por exemplo, em Portugal nas ultimas décadas, a excessiva intervenção do Estado na economia favoreceu certas categorias de cidadãos e certas empresas pertencentes ao designado sector de bens não transaccionaveis e prejudicou outras categorias de cidadãos e empresas em sectores ditos de bens transaccionaveis. Ou seja, neste tipo de situações, os ganhos elevados de algumas empresas e de alguns cidadãos são imorais e são prejudiciais ao conjunto da economia e dos cidadãos (inclusivamente na qualidade de contribuintes).
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PMP : “As empresas não podem em geral ter responsabilidade social, a menos que os seus clientes a isso imponham.”
.
Exactamente.
Os accionistas também podem decidir que assim seja.
Mas vai custar dinheiro a uns e a outros.
E até pode por em risco a propria viabilidade da empresa.
Mas isso é com eles.
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O Alex das bodegas é um oportunista.
Se ele não andasse todo esse tempo a pregar moral e patriotismo, e principalmente a chamar mentiroso ao ex-PM, até se compreendia essa deslocalização.
O que não se compreende é que o dito cujo fez parte da Comissão de Honra do Cavaco, entregando um seu administrador para «gerir» a campanha, e agora cava um manguito nas ventas dos portugueses cabozes!
Ele que faça como o Engº Américo Amorim, que faz e trata dos seus negócios, e não se mete na política!
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… Bom, está bem, mas se forem empresas públicas e portuguesas a sua função social pode ser, por exemplo, dar prejuízo?!
.
Foi para isso que muitas foram criadas, exatamente para dar prejuízo ou, dito de outra forma, acomodar despesas que não convinha incluir nos Orçamentos: Geral do Estado, das Regiões e das Autarquias.
.
Mas é claro que as empresas públicas nunca foram realmente empresas, porque tinham uma função social.
.
Eram, são e serão, aquilo que todos sabemos: enfardadeiras de impostos que, à sombra da nobre da função social, que normalmente não tem preço, se consideram dispensadas de dar lucro. Como a CP, onde as receitas geradas não chegam sequer para suportar os custos com o pessoal!
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AB : “… mas se forem empresas públicas e portuguesas a sua função social pode ser, por exemplo, dar prejuízo?!”
.
Com efeito. A razão de ser de uma empresa publica não é necessariamente a de dar lucro. Desde que se considere que se justifica que uma empresa seja necessaria para fornecer certos serviços e bens a certos cidadãos a um preço que é inferior aos custos de produção mais a margem de lucro que é indispensavel para que uma empresa privada aceite fazer o mesmo.
.
Mas claro que a empresa publica com prejuizo não é o unico meio pelo qual o Estado pode intervir socialmente neste sentido. Por exemplo, pode subsidiar os cidadãos/consumidores destes serviços fornecidos por empresas privadas. Ou pode subsidiar as empresas privadas de modo a que estas prestem os respectivos serviços ao preço pretendido. Nestes 2 casos as empresas privadas não tem nenhuma responsabilidade “social” e procuram igualmente maximizar os respectivos lucros. De resto, a experiencia tem demonstrado que este sistema de subsidios directos a cidadãos e a empresas é no final menos dispendioso e mais eficiente do os sorvedouros de dinheiro e geradores de incompetencia que são em geral as empresas publicas. No fim de contas, as empresas publicas que dão prejuizos não são verdadeiramente necessarias e são a pior opção para a realização da missão “social” que se pretende.
.
Mas ha ainda quem defenda a existencia de empresas publicas que não deem prejuizo. Na medida em que se considera que se trata de serviços necessarios para a colectividade mas que podem ser fornecidos a preços de mercado e que as empresas privadas não estariam dispostas a fornecer. Acontece que esta justificação é hoje perfeitamente desajustada. Na verdade não existe nenhuma area em que não existam empresas privadas capazes e dispostas a prestar os tais serviços desde que sejam rentaveis. Se a prestação dos serviços é rentavel, isto é, se existe uma procura solvavel suficiente, não existe nenhuma razão para que seja uma empresa publica a presta-los.
.
No fim de contas, seja qual for a missão “social” que se atribua ao Estado (e que de resto até pode ser discutida e contestada à partida), as empresas publicas, com ou sem prejuizos, são a pior das soluções.
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Em principio não são necessárias empresas públicas para nada.
.
Poderão ser necessárias entidades públicas detentoras de infraestruturas como as ferrovias (os carris), os portos (o terreno ), controle aéreo , mas sem a estrutura de uma empresas que concorre no mercado.
.
Tudo o que é exploração de infraestruturas públicas pode ser concessionado ao melhor preço (menor subsidio ou pagamento de rendas), com um caderno de encargos rigido e público, com prazos de concessão curtos (5 a 10 anos) de forma a que a sociedade não fique presa de contractos mal feitos, demasiado tempo.
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e responsabilidade estatal não deve ter nenhuma :)) parece que o que atiram à cara da JM é ela ( pareccer )recusar-se a dar mais bolotas à porca.
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Ter lucro, pagar impostos, pagar aos fornecedores, pagar os salarios … e nao necessariamente por esta ordem.
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