Saltar para o conteúdo

Portugal, Grécia e Irlanda. Ou o que tem de ser tem muita força

10 Fevereiro, 2012
by

Eu não quero ser piegas, mas não acham uma pieguice o partido que assinou o acordo com a troika andar por aí a chorar que o melhor era adiar as suas metas? E não será uma coisa algo lamurienta o António José Seguro ter-se lembrado, oito meses passados sobre a assinatura desse acordo, que afinal há umas partes com que não está de acordo?

Eu não quero ser piegas, mas não acham um bocado lamechas toda a birra que por aí vai por causa da tolerância do ponto no Carnaval?

Eu não quero ser piegas, mas não acham mesmo uma pieguice estarmos a discutir a pieguice? Ou será que devia antes falar em lamúrias, como falava Jorge Sampaio, e nessa altura já não havia nada para discutir e nada para suscitar indignação?

Portugal parece ser assim. Ciclotímico. Uns dias jura que é capaz de arrasar montanhas, no outro acha um exagero dizer que se quer cumprir objectivos “custe o que custar”. Um dia enche a boca com a exigência, no outro pede compreensão para a preguiça. Um dia quer acabar com o “monstro” do Estado, no outro indigna-se com um alegado “Estado mínimo”. Um dia chama todos os nomes a Alberto João Jardim por causa dos desmandos na Madeira, no outro chama todos os nomes a Merkel por esta ter lembrado os mesmos desmandos da Madeira (ou até se indigna com umas banalidades proferidas pelo socialista alemão que preside ao Parlamento Europeu).

Mas não, Portugal não é assim. O que é assim, esquizofrénico, desequilibrado, desmemoriado, alimentado por indignações selectivas, é boa parte do debate público. Como é assim a gritaria das caixas de comentários da Internet. Ou aquele país virtual e cor-de-rosa criado no tempo em que todos os dias havia eventos “históricos”, esse país alegrete que festejava mais uma tolerância de ponto por alturas da primeira visita datroika a uma Lisboa esvaziada por um governo pródigo, esse país que ligava, e ainda liga, mais aos “casos” do que à substância.
Mas há mais: é que, se não se quer ser piegas, também não se quer ser grego. E talvez se prefira ser irlandês. Porque, como estes dois países demonstram, as políticas de austeridade não têm um destino único. Nem são irremediavelmente redentoras, nem dramaticamente fatais. Depende dos povos, dos seus dirigentes e das políticas que adoptaram e adoptam.
A austeridade, na Grécia, estava destinada ao fracasso. Primeiro que tudo, porque os dirigentes políticos não acreditavam nela. Isso mesmo diziam aos elementos da troika. Ministros houve que se desentenderam à frente dos representantes dos credores. A palavra de ordem sempre foi fingir que se cumpria para não se cumprir. E se os políticos, muito divididos, acreditavam pouco no programa de ajustamento, o povo desde a primeira hora que tratou de engendrar esquemas para lhe escapar. Até porque não eram apenas as contas gregas que estavam mal: a máquina fiscal funcionava e funciona pior do que a nossa há 20 ou 30 anos. Nos últimos dois séculos a Grécia esteve várias vezes sob tutela política e financeira do que então se designava por “potências” (e não nos estamos a referir à invasão alemã, que essa é outra história); no dealbar do século XXI apenas revive esse seu destino, um destino muito distante da tradição gloriosa da Antiguidade Clássica e muito próximo dos hábitos turbulentos dos povos levantinos.
Já na Irlanda tudo se passou de forma diferente. A crise não resultou de um desequilíbrio estrutural da economia, mas da necessidade de corrigir os desequilíbrios do sector financeiro, o que foi feito de forma determinada e rápida. A austeridade não foi desenhada por técnicos da troika, mas apresentada aos técnicos do FMI, do BCE e da CE como correspondendo a opções livremente assumidas pelos responsáveis políticos irlandeses. Os cortes foram brutais – mais brutais do que os que estamos a sentir em Portugal – e a contestação muito residual: os irlandeses perceberam que a euforia consumista dos anos pré-crise fora um exagero insustentável, cerraram os dentes e trataram de fazer o que melhor sabem: exportar.
O drama português é que, apesar de as elites políticas se terem comportado – pelo menos até agora – com uma determinação semelhante à dos irlandeses, de o povo ter mostrado a mesma compreensão, o país não tem, economicamente, a mesma capacidade de recuperação. Como esta semana notava o New York Times, enquanto o sector exportador na Irlanda produz o equivalente a 100 por cento do PIB, em Portugal ficamo-nos pelos 35 por cento (e na Grécia pelos 25 por cento). Isto significa que o motor que nos pode fazer sair da crise é muito mais fraco no nosso país.

Noutros tempos justificavam-se certos maus resultados das selecções nacionais de futebol contra equipas algo toscas com a diferença de alturas dos jogadores. Era o argumento piegas: nós não comeríamos nem bifes nem iogurtes suficientes. Agora justificamos a nossa inépcia face à vitalidade exportadora da Irlanda dizendo que não falamos inglês e que as empresas americanas não querem investir cá. O primeiro argumento volta a ser lamechas. O segundo é míope.
Um dos segredos da Irlanda é que nunca hesitou em criar condições atractivas para o investimento estrangeiro. A Irlanda é o país onde as empresas só pagam 12% de IRC, uma diferença que os irlandeses defenderam com unhas e dentes contra a vontade datroika, dos eurocratas e até da senhora Merkel. Já Portugal é o país onde se pede mais uma sobretaxa sobre a sobretaxa do IRC em nome da “equidade” e da “justa repartição dos sacrifícios”.
Mais: a Irlanda, apesar de possuir uma mão-de-obra mais qualificada, aprovou esta semana uma norma que permite deduzir até um terço o IRS dos quadros superiores que escolham aquele país para trabalhar, pois acha que falta talento na direcção das suas empresas. Portugal é, em contrapartida, um dos países com uma taxa marginal de IRS mais elevada, um país onde há mais de dez anos que não se cala a lamúria sobre o que ganha Fernando Pinto, o administrador brasileiro que já salvou várias vezes a TAP.
Os irlandeses preferiram baixar 15%, de uma assentada, os salários dos seus funcionários públicos, para não terem de tocar na taxa reduzida dos impostos que pagam as suas empresas, e um ano depois do início da cura de austeridade já estão de novo a ver a luz ao fundo do túnel graças a uma economia rebocada pelas suas empresas exportadoras. Por cá não falta quem choramingue sobre o prazo exigido para pôr as contas na ordem e peça mais um anito para chegar às metas da consolidação orçamental.

Felizmente que o que tem de ser tem muita força, e que temos uma maioria que comunga dos objectivos do memorando de entendimento, um PS comprometido (mesmo quando range os dentes) e, sobretudo, um povo que, até na aflição, sabe que a folia dos últimos anos tinha de acabar. Tudo isso junto ajuda, sem lamentos excessivos, a suportar estes tempos de austeridade. Falta o resto – e o resto será o que, no fim do dia, nos fará mais irlandeses ou mais gregos: saber como vamos crescer.
O modelo grego, e em boa parte o português, é o de uma economia patrocinada, protegida, e de empregos subsidiados. O modelo irlandês é o de manter os impostos mais baixos, o que os obriga a ter um Estado mais poupado e mais eficiente. O nosso objectivo devia ser o mesmo – isto é, cumprir e ultrapassar os objectivos de consolidação orçamental e de poupança pública para, depois, poder baixar os impostos e, assim, ajudar ao relançamento da economia. Foi precisamente isso que Carlos Moedas escreveu no seu artigo de 27 de Janeiro no Wall Street Journal e eu não posso estar mais de acordo. Gostava é que o Governo não fizesse esse discurso só para estrangeiro ver, começasse também a dizer aos portugueses que é por aí, e não através de novos subsídios, que espera estimular a economia. Isso é que era mesmo não ser piegas. Ou lamechas. Isso é que seria acabar com o tempo das dependências que só geram lamúrias e queixumes.

Público, 10 Fevereiro 2012

51 comentários leave one →
  1. Ana's avatar
    Ana permalink
    10 Fevereiro, 2012 22:05

    É mesmo para responder?

    Gostar

  2. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    10 Fevereiro, 2012 22:08

    Está bem. Concordo com algumas coisas.
    Mas porque é que não comentou a reforma hipermilionária de Rangel, aos 58 anos, que o Correio da Manhã noticiou, depois de ter manifestado tanta indignação por uma médica ter dito que tinha uma reforma de 1200 euros? Continuo a estar intrigado!

    Gostar

  3. trill's avatar
    trill permalink
    10 Fevereiro, 2012 22:19

    O futuro de Portugal

    http://psicanalises.blogspot.com/

    Gostar

  4. trill's avatar
    trill permalink
    10 Fevereiro, 2012 22:21

    “Mas porque é que não comentou a reforma hipermilionária de Rangel, aos 58 anos, que o Correio da Manhã noticiou, depois de ter manifestado tanta indignação por uma médica ter dito que tinha uma reforma de 1200 euros?”

    Tudo isto nos leva ao tal futuro de Portugal…

    Gostar

  5. Etedom's avatar
    Etedom permalink
    10 Fevereiro, 2012 22:30

    Tanta lamechice! Ter tudo pago para o Carnaval e depois mandar tudo às ortigas.
    O resto é lamechices baratas. Não ter emprego. Não ter dinheiro para o essencial de sobrevivência. Não receber os subsídios Natal e férias, Electricidade mais cara 14%, água mais cara, gás mais caros, bens essenciais passaram a ter 23% de IVA. Restauração, transportes, cortes no IRS, etc., etc., etc., tudo lamechices!

    Gostar

  6. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    10 Fevereiro, 2012 22:31

    para o JMF…E OUTROS…
    BEM ME PARECIA QUE DEBAIXO DESSA CAPA DE ALTIVEZ E RIGIDEZ SE ESCONDIA UM TIPO QUE GOZA OS PRAZERES MUNDANOS DA VIDA…NO FUNDO ÉS UM PÂNDEGO OU UM PORCO IMUNDO ..FUI CARPE SEX…
    O rei dos animais, o rugidor leão,
    Com o porco engraçou, não sei por que razão.
    Quis empregá-lo bem para tirar-lhe a sorna
    (A quem torpe nasceu nenhum enfeite adorna):
    Deu-lhe alta dignidade, e rendas competentes,
    Poder de despachar os brutos pretendentes,
    De reprimir os maus, fazer aos bons justiça,
    E assim cuidou vencer-lhe a natural preguiça;
    Mas em vão, porque o porco é bom só para assar,
    E a sua ocupação dormir, comer, fossar.
    Notando-lhe a ignorância, o desmazelo, a incúria,
    Soltavam contra ele injúria sobre injúria
    Os outros animais, dizendo-lhe com ira:
    «Ora o que o berço dá, somente a cova o tira!»
    E ele, apenas grunhindo a vilipêndios tais,
    Ficava muito enxuto. Atenção nisto, ó pais!
    Dos filhos para o génio olhai com madureza;
    Não há poder algum que mude a natureza:
    Um porco há-de ser porco, inda que o rei dos bichos
    O faça cortesão pelos seus vãos caprichos.

    Bocage, in ‘Fábulas’

    Gostar

  7. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    10 Fevereiro, 2012 22:34

    ah fala também da Islândia…começa por i também…

    Gostar

  8. trill's avatar
    trill permalink
    10 Fevereiro, 2012 22:49

    ” Não ter dinheiro para o essencial de sobrevivência. Não receber os subsídios Natal e férias, Electricidade mais cara 14%, água mais cara, gás mais caros, bens essenciais passaram a ter 23% de IVA. Restauração, transportes, cortes no IRS, etc., etc., etc., tudo lamechices!”

    enquanto os boys e girls com salários 7 e 8 vezes superiores ao salário mínimo (para não irmos aos administradores de topo e ficarmo-nos pelos boys e girls dos IP’s e dos gabinetes ministeriais, continuam a receber subsídios de alimentação (outros recebem de alojamento…) duas vezes superiores ao salário mínimo! Portanto lamechices – para não irmos ao facto destes fabulosos administradores tugas – pagos ao peso do ouro – terem destruído até a joia da coroa (a CGD)!!!

    Gostar

  9. Alexandre Gonçalves's avatar
    Alexandre Gonçalves permalink
    10 Fevereiro, 2012 23:02

    Novamente de acordo com o que escreve!

    Gostar

  10. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    10 Fevereiro, 2012 23:05

    jmf é um homem feliz com este Portugal. parabéns.
    já eu, que há muito não concordava com o tio Soares, neste momento sou mais GREGO que tuga.

    Gostar

  11. Me's avatar
    10 Fevereiro, 2012 23:09

    sei lá. ver o Passos lamuriar-se que os políticos ganham mal , quando é evidente para toda a gente troikada pela 3ª vez que deveriam era devolver todo o dinheiro que ganharam , pouco ou muito , chateia um bocado. estes tipos não têm noção do que andaram a fazer , não é ? aqui , na grécia e etc . e não pensam deixar-nos em paz e acabar com a diarreia legislativa , pois não ? querem é ganhar mais. pqp.

    Gostar

  12. simil's avatar
    simil permalink
    10 Fevereiro, 2012 23:19

    Eu não quero ser piegas, que nem a Maria me perdoa, já, mas como é que eu faço uma vida decente com dez mil euros, mais ajudas, se não dão nem para as despesas, não fosse as nossas poupanças?
    E não sou só eu, como é que o Banco de Portugal tira para as suas courelas, seuis privilégios, se, coitado, a cada aperto do governo sobre os contribuintes, o Carlos Costa precisa de demonstrar que está muito acima de toda a gente ?

    Gostar

  13. João Lisboa's avatar
    10 Fevereiro, 2012 23:21

    Quais pieguices? A pátria está viva e alerta!
    http://lishbuna.blogspot.com/2012/02/o-pico-de-histeria-potencialmente.html

    Gostar

  14. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    10 Fevereiro, 2012 23:46

    Pieguice é ver o cavaco para aí a dizer que já não ganha para o tabaco!
    Pieguice é ver o Passos Coelho a dizxer que os políticos ganham mal, como aquela cabeça desse pr’a mais!
    Pieguice é ver o Alexandre da Pinga Doce, zarpar daqui porque o fisco nacional anda-lhe a morder as canelas!
    Pieguice foi toda aquela intentona das escutas, onde um alegado assessor foi colocado nas catacumbas de Belém!
    Pieguice é ver o Professor Doutor JMF1957 com esta lengalenga!

    Gostar

  15. Zebedeu Flautista's avatar
    Zebedeu Flautista permalink
    11 Fevereiro, 2012 00:21

    PQP este país que anda com pieguices há uma semana em vez de por mas é a comunada a fazer piugas até todos ascenderem à pequena burguesia.

    Gostar

  16. Zebedeu Flautista's avatar
    Zebedeu Flautista permalink
    11 Fevereiro, 2012 00:24

    Começava-se logo com os chulos dos professores com horário reduzido que andam sempre a cuspir na lavagem feita a custa do suor dos trabalhadores que ganham o salário mínimo ou pouco mais. Tipo esse badalhoco do IFIGENIO OBSTRUZO que pensa que um país atrasado pode pagar salários de + 2000 euros a todos.

    Gostar

  17. Rinka's avatar
    Rinka permalink
    11 Fevereiro, 2012 00:39

    E continua o mito irlandês.
    Sonhar, não paga imposto, mas já a mentira sobre a Irlanda devia pagar.
    http://jugular.blogs.sapo.pt/2931949.html
    E nesse blog, mais uns quantos.

    A sério, não inventem cenários cor de rosa que não existem

    Gostar

  18. Joaquim Amado Lopes's avatar
    Joaquim Amado Lopes permalink
    11 Fevereiro, 2012 00:45

    Muito bem, jmf.
    Esperemos que, tal como “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, a realidade acabe por entrar nas cabeças duras daqueles que ainda acham que as greves e as manifestações “contra a austeridade” fazem sentido.

    Gostar

  19. tric's avatar
    tric permalink
    11 Fevereiro, 2012 01:21

    Grécia…Portugal não é a Grécia…A Alemanha associa financiamento a Portugal, à resolução da questão Grega…Sr. Ministro das Finanças de Portugal quando é que Portugal sai do Euro, tambem está à espera que a questão Grega seja resolvida !!??? o Estado Grego está a desmoronar…tal como a ecónomia portuguesa…
    .

    Gostar

  20. menvp's avatar
    11 Fevereiro, 2012 01:47

    Os povos em dificuldades… não se podem andar por aí a queixar… porque… «não são filhos de nenhum cabo especialista»!
    De facto, há séculos e séculos que o NEGÓCIO DA DÍVIDA é a mesma coisa:
    – sempre que um agiota quer ‘deitar a luva’ aos bens de alguém… o agiota acena com empréstimos… que sabe que não vão conseguir pagar… até porque, frequentemente, o agiota ‘trata’ de complicar a vida ao devedor!
    RESULTADO FINAL: quem foi atrás do aceno de empréstimos (feito pelo agiota) fica espoliado dos seus… e o agiota fica com os seus bens!
    Hoje em dia, mega-agiotas não se limitam a acenar a famílias… eles acenam a países inteiros!
    [uma obs: a Goldman Sachs chegou ao ponto de camuflar a dívida grega… para que depois… mega-agiotas pudessem deitar a luva a activos gregos (e não só: consequências do chamado ‘efeito dominó’!) a preço de ‘saldos'(empresas estratégicas para a soberania nunca deveriam ser vendidas)]
    É ALTURA DE ANALISAR:
    1- em Portugal, quem é que andou a silenciar ‘Medinas Carreiras’?
    2- em Portugal, quem é que nos ANDOU A EMPURRAR para o Negócio da Dívida?

    Gostar

  21. tric's avatar
    tric permalink
    11 Fevereiro, 2012 01:51

    Gostar

  22. Me's avatar
    11 Fevereiro, 2012 02:00

    greves contra a austeridade, de facto , não fazem sentido, pq não nos resta outro caminho . mas a culpa é de quem governou e contraiu dívidas (0s tais que se dizem mal pagos ).fazer buuuu a quem mandou fazer ccb , expos ,sctus , estádios , rotundas e demais potlachs à mota engil e similares , que agora andamos a pagar e ainda dizem para pagarmos e não bufarmos , é que era boa ideia. não é deixarmos de ser piegas perante a adversidade , é deixarmos de ser submissos e acobardados perante o poder mal exercido , caramba. e continuo a dizer , um dos sinais mais claros da decadência da europa é ainda não haver um , unzinho , político assassinado. tivesse esta cena ocorrido no sec. XIX e já tinham esticado o pernil uns quantos. e não me digam que esta paz podre é civilização , que não sou assim tão tolinha para confundir cobardia com cultura.

    Gostar

  23. tric's avatar
    tric permalink
    11 Fevereiro, 2012 02:06

    ZE US CO ME (x10)
    CO ME
    .
    ZEUS EROS
    YOU CHILD MUST
    YOU CHILD MUST
    I CALL YOU CO ME
    YOU CHILD MUST
    YOU CHILD MUST
    ZEUS YOU MY GOD
    YOU CHILD MUST
    YOU CHILD MUST
    YOU CHILD MUST
    .
    ZEUS YOU MY GOD
    YOU ARE IN US
    YOU CHILD MUST (x4)
    .
    ONE LIVES GOD (x2)
    I CALL ALSO THE MOTHER, GOD (x2)
    THE ONE FROM ZEUS
    ALONE HER, FROM ZEUS
    .
    CHILD ZEUS CHILD MUST
    CHILD ZEUS CHILD MUST
    CHILD MUST CHILD
    .
    WE PRAY AT LORD ZEUS (x4)
    .
    ZEUS ALONG WITH MOTHER COME
    WE PRAY AT LORD ZEUS (x4)
    .
    ZE US
    ZE US
    .
    WE PRAY WE PRAY AT YOU
    PRAY PRAY WE PRAY
    .
    WE PRAY WE PRAY AT YOU
    PRAY PRAY WE PRAY
    .
    WE PRAY WE PRAY AT YOU
    PRAY PRAY WE PRAY
    .
    WE PRAY WE PRAY AT YOU
    PRAY PRAY WE PRAY
    .

    Gostar

  24. Nuno's avatar
    Nuno permalink
    11 Fevereiro, 2012 03:59

    .
    O que é giro é ninguém se ter lembrado do Jorginho Sampaio que desde puto foi sempre considerado um menino cheio de lamurias e pieguice…
    .

    Gostar

  25. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    11 Fevereiro, 2012 09:39

    «Manchester City alerta adeptos para os carteiristas no Porto» parece que o Passos e o Gaspar vão ver o jogo

    Gostar

  26. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
  27. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
  28. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    11 Fevereiro, 2012 09:44

    UM DIA TODOS TORNAREMOS PARA LÁ…BOM FIM DE SEMANA…

    Going Home – Leonard Cohen..um dia todos nós iremos …

    Gostar

  29. José Pinto Basto's avatar
    José Pinto Basto permalink
    11 Fevereiro, 2012 09:45

    Muito bem JMF1957, com letra maiúscula, a Irlanda exporta produz o equivalente a 100% do seu PIB, em Portugal ficamos pelos 35% e a Grécia nos 25%.
    O motor para fazer sair o País da crise é muito mais fraco.
    A Irlanda é o país onde as empresas só pagam 12% de IRC.
    .
    Quando os troicanos disseram que Portugal precisa de equilibrar as suas contas, através de cortes de dois terços na despesa e um aumento de um terço na receita, pouca gente ligou a isso…pois é, o Estado tem uma despesa de 300 e uma receita de 75, mas isso não interessa nada, o que interessa é a gente continuar em festa e principalmente agora, que é Carnaval e ninguém leva a mal.
    .
    O que interessa é haver umas pontezinhas e uns feriadunchos para intreter a malta que anda tão deprimida e lamechas, o que interessa é a gente esquecer as dívidas porque elas não pagam tristezas.
    O que interessa é a gente fazer de conta ca “troika” não percebe nada do assunto…eles que trabalhem, enquanto nós descansamos, para isso lhes pagamos…

    Gostar

  30. Trinta e três's avatar
    11 Fevereiro, 2012 09:51

    JMF:
    Vamos lá levar esse raciocínio até às últimas consequências. Não será uma vergonhosa pieguice, um dos partidos que maiores responsabilidades tem na situação atual (PSD- de que fez parte um famoso senhor que foi o percursor das PPP e que depois foi dirigir a empresa que beneficiou, para além do grupo de amigos do BPN), vir dar lições de poupança e trabalho aos portugueses que nunca beneficiaram com as tramoias?

    Gostar

  31. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    11 Fevereiro, 2012 10:21

    O QUE INTERESSA NOS DIAS QUE CORREM É SÓ ISTO…O EMBRULHO..NADA DE CONTEÚDO..O ESPECTÁCULO FÁTUO..NADA MAIS..
    A sociedade que repousa sobre a indústria moderna não é fortuitamente ou superficialmente espectacular, ela é fundamentalmente espectaculista. No espectáculo da imagem da economia reinante, o fim não é nada, o desenvolvimento é tudo. O espectáculo não quer chegar a outra coisa senão a si mesmo.
    Na forma do indispensável adorno dos objectos hoje produzidos, na forma da exposição geral da racionalidade do sistema, e na forma de sector económico avançado que modela directamente uma multidão crescente de imagens-objectos, o espectáculo é a principal produção da sociedade actual.

    Guy Debord, in ‘A Sociedade do Espectáculo’

    Gostar

  32. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    11 Fevereiro, 2012 10:24

    Gostar

  33. JCA's avatar
    JCA permalink
    11 Fevereiro, 2012 11:36

    .
    “…… para, depois, poder baixar os impostos e, assim, ajudar ao relançamento da economia”.
    .
    Os registos coletivos de experiência no passado desacreditam esta afirmação que cai na classificação de mais outra treta ou mais uma tanga que nunca será realizada em Portugal. Não se vislumbra qualquer intenção ou vontade de resolver Portugal como um Tecido Economico Lucrativo, tal como a Irlanda ousou fazer.
    .
    O conjunto de ‘tools’ usado pela Irlanda já tomaram conta de todo o espaço que essas ‘tools’ provocam. Quando se defende que seria a solução para Portugal já vamos atrasados, pouco resultariam. Já têm dono.
    .
    Portugal desperdiçou o Tempo e a oportunidade de efeitos de riqueza que as ‘tools’ irlandesas poderiam dar.
    .
    Se sonha e ambiciona resultados parecidos com os que os Irlandeses estão a lucrar, Portugal tem de inventar e ousar ‘tools’ mais avançadas e radicais se quere fugir do atual empobrecimento massivo completamente fora de controle.
    .

    Gostar

  34. JCA's avatar
    JCA permalink
    11 Fevereiro, 2012 11:53

    .
    Também discordo deste limitadissimo slogan politico mais complexo de inferioridade provinciano
    .
    “criar condições atractivas para o investimento estrangeiro”,
    .
    só compreensivel por parte de eventuais embasbacados inteletuais para quem o normal lidar aleatóriamente com todos e quaisquer Portugueses está abaixo da categoria deles e do nivel a que se atribuem.
    .
    Não é “investimento estrangeiro” , é
    .
    “criar condições gerais atractivas para aleatóriamente aliciar todos e quaisquer investimentos portugueses ou estrangeiros”
    .
    Certo ?
    .

    Gostar

  35. JCA's avatar
    JCA permalink
    11 Fevereiro, 2012 12:07

    .
    (cont 11.36H),

    “Se Portugal sonha e ambiciona resultados parecidos com os que os Irlandeses estão a lucrar, Portugal tem de inventar e ousar ‘tools’ mais avançadas e radicais se quere fugir do atual empobrecimento massivo completamente fora de controle.”
    .
    E é por aqui com ‘tools’ à frente das irlandesas e antes que outros se antecipem como nalguns pontos já está a contecer pela parte doutros sem medo ou calaceirice dalguns mandriões politicos para ousar e inovar:
    .
    (publicado em 2008):
    .
    “O Futuro é romper com o Passado que HOJE se apresenta errado.
    .
    Resolver Portugal passando a criar Riqueza e Emprego reacendendo o País como um TECIDO ECONOMICO LUCRATIVO em vez de viver com dinheiro emprestado, à custa dos outros até eles quererem.
    .
    Insistir em resolver Portugal apenas pelas FINANÇAS (empréstimos externos e juros) é continuar a empobrecer tudo e todos. MAIS DO MESMO. Foi a aposta falhada da teoria dos PEC’s , uma espécie de Colação paroquial nos funerais.
    .
    Se não rompermos com o Passado nunca garantiremos ao FMI, à EU, aos Mercados Externos, às Agencias de Rating, a quem pedimos dinheiro emprestado e a quem cada vez mais estamos mais empenhados por Dividas, que somos de confiança para recebermos a contrapartida de reestruturação da Divida Externa e juros mais baratos que nos protegerão da miséria e do subdesenvolvimento.
    .
    E para tal a cassete contra os surdos e sonhadores,
    .
    9 REFORMAS ‘POMBALINAS pacificamente revolucionárias’ MAIS 3 ADICIONAIS para instaurar o LIBERALISMO AVANÇADO com sustentação dos DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSIVEIS DOS PORTUGUESES (universalidade da Educação, Saúde, Pensões, Idade de Reforma razoável e Solidariedade com os Desempregados).
    .
    Isto é um Programa do CAPITALISMO, embora pareça Marxista na acanhada Democracia Portuguesa confusa e desorientada.
    .
    .
    Portugal e a vida dos Portugueses melhorarão imediatamente com um pacote simples ‘all-in-one’ que reacende logo o País que se está a apagar. Sem necessidade de Austeridades que apenas canibalizam definitivamente a Economia, o Tecido Económico, o Emprego, o Poder de Compra dos Lucros do Trabalho e do Capital e a Criação de Riqueza por Portugal:
    .
    .
    -APROVAÇÃO PELA AR e EVENTUAL INCLUSÂO POSTERIOR NA CONSTITUIÇÃO (embora não necessária):
    .
    1) RACIO máximo PIB/Carga Fiscal.
    .
    2) RACIO máximo PIB/Despesas do Estado (*)
    .
    (*) Provocadora da Reforma séria da estrutura de Governança, da Burocracia Publica e do Orçamento Geral do Estado. A ultrapassagem destes racios só viabilizada por 2/3 ou 3/ 4 de votos da AR.
    .
    -BANCA EM PORTUGAL e GARANTIA DOS DINHEIRO DOS DEPOSITANTES:
    .
    3) SEPARAÇÂO ABSOLUTA da Banca Comercial de quaisquer actividades especulativas, Sociedades de Investimentos Financeiros ou Hedge Funds, para protecção absoluta das Poupanças e Dinheiro dos Depositantes para regresso da confiança nos Bancos.
    .
    4) CONTRIBUIÇÃO DE GARANTIA BANCÁRIA calculada sobre todos os negócios e receitas da Banca habilitando financeiramente o Fundo de Garantias Bancárias para devolver a qualquer momento os Depósitos dos Cidadãos, Empresas e Entidades Publicas que confiaram no Banco que ficou inviabilizado, faliu ou fechou.
    .
    .
    -IMPOSTOS E FISCALIDADE:
    .
    5) ABOLIÇÃO de todos os Impostos substituindo-os pelo INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (**)
    .
    (**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.
    .
    6) AMNISTIA Fiscal para estancar o estado de falência do Tecido Económico Nacional e a insolvência dos Cidadãos, já praticado antes e depois do 25 de Abril.
    .
    .
    -SEGURANÇA SOCIAL:
    .
    7) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo ISU – Imposto Social Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (***)
    .
    (***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.
    .
    8) Instauração da PENSAO NACIONAL UNICA, igual a 2 ou 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses.
    .
    9) Criação do Fundo Nacional de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, para quem queira depositar mensalmente um valor incerto a qualquer momento para assegurar um reforço publico do valor mensal da Pensão Nacional Única atingida a idade de reforma até ao falecimento (****)
    .
    (****) Na transição do velho para o novo Sistema, passariam para o Fundo de Reforço da Pensão Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores correspondentes à diferença entre o valor da Pensão Única e a Pensão em vigor no momento da Inscrição na Segurança Social
    .
    .
    -MEDIDAS ADICIONAIS PARA REFORÇO DA SUSTENTAÇÂO DOS DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSIVEIS DOS PORTUGUESES na Civilização Europeia avançada no Mundo:
    .
    a) Idade de reforma cerca dos 55 anos para desempastelar POSTOS DE TRABALHO PARA OS JOVENS e DESEMPREGADOS: admissão obrigatória de jovens ou desempregados até ao limite do ordenado que o reformado auferia.
    .
    b) Libertar os Encarregados de EDUCAÇÃO: cheque-educação cada um endossa o Cheque-Educação à Escola que LIVREMENTE escolhe, publica ou privada ou cooperativa que escolhe para os seus filhos.
    .
    c) SAÚDE, reactivação de todos os Postos de Saúde e Equipamentos abandonados, recrutamento médicos estrangeiros com novo contrato de trabalho diferente dos actuais, receituário obrigatório por principio activo, eventual reactivação dos Laboratórios Farmacêuticos do Estado (exº antigos Laboratorios Militares), acabar com modelos de ‘capitalismo selvagem’ que ocasionalmente existam na carreira profissional publica da saúde ou compras hospitalares.”
    .
    Tão simples quanto isto mas proibido pelo Situacionismo e pelo Reacionarismo à Reforma e à Inovação acelerada de Portugal

    Gostar

  36. JCA's avatar
    JCA permalink
    11 Fevereiro, 2012 12:35

    .
    Também discordo dos slogans atuais do tipo ‘Os Portugueses sempre souberam resistir e vencer as crises’. Esconde a parte importante da verdade:
    .
    os Portugueses sempre venceram e alcançaram os seus picos de sucesso histórico quando coletivamente ‘deram o salto da carpa’,
    .
    ousaram como as carpas saltar para fora da àgua do costume tranquilamente parada, mandriona, sempre mais da mesma.
    .
    E reformaram o Habitual Decrépito a cair de podre revolucionando-se com o Novo para as fronteiras do Desconhecido do Velho. Ainda reside geneticamente a coragem, a energia e a vontade férrea para isso. Porém ainda a serem contrariados pelo Velho e como tudo sugere por uma ainda pseudo roupagam Nova do Envelhecido.
    .
    Isto está além de lutas Politicas de alecrim e manjerona e de fanatismos Partidários. Obviamente que Partidos e Politicos são companheiros para coletivamente os Portugueses darem ‘o salto da carpa’ antes de darem o salto daqui para fora.
    .

    Gostar

  37. Piscoiso's avatar
    11 Fevereiro, 2012 13:42

    É só conversa para encher a página do jornal e meter algum ao bolso.
    E comida retrasada para consumo de blogue.

    Gostar

  38. Piscoiso's avatar
    11 Fevereiro, 2012 14:29

    Como bem escreveu Pacheco Pereira um dia destes, os blogues, que dantes davam notícias em primeira mão, ou se debruçavam sobre o que os jornais omitiam, passaram a postar o que já foi publicado nos jornais.
    É claro que ele se referia aos blogues políticos… de uma “certa” política.

    Gostar

  39. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    11 Fevereiro, 2012 14:53

    pior só o carnavalesco ar lindo

    Gostar

  40. JCA's avatar
    JCA permalink
    11 Fevereiro, 2012 15:19

    .
    .
    E sobre o romance das imagens e os microfones direccionais sobre os Senhores Ministros Alemão e Português (obviamente só se fossem amadores não saberiam que estavam lá … )
    .
    donde nasceu uma cascata de ‘analises&conclusões definitivas’ repentistas mesmo ao nivel de ‘altas inteligências’ ao estilo ‘eu já ganhei tu perdeste, não eu é que ganhei e tu julgas que ganhaste mas perdeste etc e por aí fora, eu é que levo a taça’
    .
    recomendo o que não fiz pois o ruído (som) é uma coisa e a ‘radiografia e o microscopio’ da imagem é outra completamente diferente:
    .
    .
    ponham as imagens a passar uma duas três vinte cinquenta vezes sem ruído (sem som, sem palavreados) tantas quanto precisem e analisem o ‘body talk’ desses dois Ministros; a seguir emitam conclusão e opinião,
    .
    .
    nesse ‘body talk’ (até há bem mais difíceis de decifrar) está lá tudo direitinho,
    .
    .
    é só ser capaz (conseguir) lê-lo, várias desilusões haverá do que por aí se anda a concluir, a maioria repentista, que não ponho em causa ser de ‘boa fé’,
    .
    mas que tem o outro lado da moeda resultando em puro ‘bota baixo’ por parte de àreas da Situação e Oposição.
    .
    Esta opinião não encerra vontade de conflituar ou ‘de ganhei e tu perdeste’ relativamente a mais ‘elétricos’ ou voluntariosos se ‘atiram de cabeça e em bicos de pés logo à primeira’. Isto vale apenas uma opinião, como as de quem forem, uma analise pessoal, mas sobretudo CONSTRUTIVA e COOPERANTE.
    .

    Gostar

  41. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    11 Fevereiro, 2012 15:50

    TUDO AQUI SOBRE NÓS E OS OUTROS.. O RESTO QUE SE VENHA DIZER SOA A DEJÁ VU…

    Pensar o meu país. De repente toda a gente se pôs a um canto a meditar o país. Nunca o tínhamos pensado, pensáramos apenas os que o governavam sem pensar. E de súbito foi isto. Mas para se chegar ao país tem de se atravessar o espesso nevoeiro da mediocralhada que o infestou. Será que a democracia exige a mediocridade? Mas os povos civilizados dizem que não. Nós é que temos um estilo de ser medíocres. Não é questão de se ser ignorante, incompetente e tudo o mais que se pode acrescentar ao estado em bruto. Não é questão de se ser estúpido. Temos saber, temos inteligência. A questão é só a do equilíbrio e harmonia, a questão é a do bom senso. Há um modo profundo de se ser que fica vivo por baixo de todas as cataplasmas de verniz que se lhe aplicarem. Há um modo de se ser grosseiro, sem ao menos se ter o rasgo de assumir a grosseria. E o resultado é o ridículo, a fífia, a «fuga do pé para o chinelo». O Espanhol é um «bárbaro», mas assume a barbaridade. Nós somos uns campónios com a obsessão de parecermos civilizados. O Francês é um ser artificioso, mas que vive dentro do artifício. O Alemão é uma broca ou um parafuso, mas que tem o feitio de uma broca ou de um parafuso. O Italiano é um histérico, mas que se investe da sua condição no parlapatar barato, na gritaria. O Inglês é um sujeito grave de coco, mas que assume a gravidade e o ridículo que vier nela. Nós somos sobretudo ridículos porque o não queremos parecer. A politiqueirada portuguesa é uma gentalha execranda, parlapatona, intriguista, charlatã, exibicionista, fanfarrona, de um empertigamento patarreco — e tocante de candura. Deus. É pois isto a democracia?

    Vergílio Ferreira, in ‘Conta-Corrente 2′

    Gostar

  42. Apostas Desportivas's avatar
    11 Fevereiro, 2012 15:52

    Concordo!

    A verdade é que em Portugal ainda se tolera que um jogador de futebol, cantor ou actor ganhe balúrdios, mas quando se trata de alguém que trbalhou e que lutou para subir na vida, é logo ladrão, corrupto…

    Se querem que alguma coisa mude para melhor, trabalhem!

    Gostar

  43. Piscoiso's avatar
    11 Fevereiro, 2012 15:55

    Não tenho grandes dúvidas em que os repórteres da TVI combinaram com Gaspar a cacha.
    É claro que toda a a Europa topou a esperteza saloia do Gaspar, pressionando um deficiente numa cadeira de rodas (Schaeubea).

    Gostar

  44. Piscoiso's avatar
    11 Fevereiro, 2012 15:57

    (Schäuble)

    Gostar

  45. PMP's avatar
    PMP permalink
    11 Fevereiro, 2012 16:16

    Acho engraçado que quer a direita como a esquerda concordam em manter os impostos sobre as empresas elevados.
    .
    Depois queixam-se que a economia não cresce e o desemprego aumenta e assim o deficit piora.
    .
    Insistir durante 30 anos na mesma receita e esperar resultados diferentes é irracional.

    Gostar

  46. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    11 Fevereiro, 2012 17:14

    se fosse o teixeira dos santos,homem do norte caramba, tinha aproveitado que o homem anda de cadeira de rodas para o obrigar a faze-lhe um blow job

    Gostar

  47. J. Madeira's avatar
    J. Madeira permalink
    11 Fevereiro, 2012 17:28

    O jmf1957 no paragrafo final leva a àgua ao seu moinho ou seja, o elogio do nóvel pequeno
    grande estadista Moedas, como se este tivesse descoberto a roda ou a alavanca para elevar
    a nossa economia! Nada mais errado, eles estão a destruir e não sabem construir!
    Faz uma série de citações sobre o tigre Celta, tratando uns por lamechas e outros por ceguetas,
    Sabe quantas e qual a origem das multinacionais instaladas na Irlanda? Qual a importância
    do grande clã irlandês nos EUA e o papel dos Kennedy no desenvolvimento do país? Qual a
    vantagem da localização geográfica em relação a Portugal face à Europa?
    Não é preciso ser politólogo ou economista para saber da descoformidade do “monstro” estatal
    que alimentamos e, as debilidades da nossa economia e, as malfadadas reformas que estão
    para ser feitas há mais de 25 anos, todos vimos o que aconteceu quando Sócrates as começou
    a fazer…aliás, jmf está bem por dentro do assunto, colaborou na inventona de Belém!
    Nada estamos a resolver com o confisco dos subsídios aos funcionários públicos e reformados!
    Resumindo, voltamos ao princípio, qual a razão do seu elogio ao coordenador do programa
    acordado com a troika???

    Gostar

  48. Tio do Algarve's avatar
    12 Fevereiro, 2012 00:48

    Viva,
    Excelente análise. Definitivamente somos piegas… E mansos. E infelizmente temos governantes que parece acreditarem que o que sempre têm feito é o caminho certo para sairmos desta situação… Não me refiro apenas ao governo, mas também aos líderes partidários, dirigentes sindicais, etc. Infelizmente cada vez somos menos a suportar este estado de coisas e por isso temos de pagar mais. E nem sequer temos o descaramento dos gregos. Até quando?
    Bolas, já chega!

    Gostar

  49. PMP's avatar
    PMP permalink
    12 Fevereiro, 2012 11:27

    Para reflectir sobre o atraso de 30 anos na irrigação do Alentejo :

    “The Dutch rank third worldwide in value of agricultural exports”

    A highly mechanised agricultural sector employs 4% of the labour force but provides large surpluses for the food-processing industry and for exports. The Dutch rank third worldwide in value of agricultural exports, behind the United States and France, with exports earning $55 billion annually. A significant portion of Dutch agricultural exports are derived from fresh-cut plants, flowers, and bulbs, with the Netherlands exporting two-thirds of the world’s total. The Netherlands also exports a quarter of all world tomatoes, and trade of one-third of the world’s exports of chilis, tomatoes and cucumbers goes through the country. The Netherlands also exports one-fifteenth of the world’s apples.[59]

    Gostar

  50. FR's avatar
    12 Fevereiro, 2012 20:17

    Futuro de Portugal?
    Leiam o Antero!
    E já agora o horóscopo de Portugal desenhado pelo Fernando Pessoa.
    E já agora repiquem os últimos 500 anos de história deste país.
    E já agora (se não tiverem muita paciência para 500) analisem os últimos 200.
    Está lá tudo escrito.
    Mas se acharem que é muito trabalhoso pensar… esperem para ver!

    Gostar

  51. José Gil Correia Mon's avatar
    José Gil Correia Mon permalink
    13 Fevereiro, 2012 16:29

    Só faltava a Jmf ser um compulsivo salta- pocinhas! Emigre:

    Gostar

Deixe uma resposta para Piscoiso Cancelar resposta