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Os Kwanzas de má consciência*

11 Fevereiro, 2012
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A relação entre a soberania política e o capital  sempre foi complicada. Mais para o lado da soberania do que para o do capital. Este, com efeito, não olha a soberanias, nem a nacionalidades. A sua política é, habitualmente, muito objectiva: tal como o rio desagua no mar, também o dinheiro procura mais dinheiro, ou seja, maior rentabilidade, com a máxima tranquilidade (segurança) possível.

Ora, teme-se que o capital corrompa ou diminua a soberania, sendo certo, porém, que o risco inverso não se coloca… pelo menos, de uma forma tão directa e frequente. É claro que uma má governação ou um poder político arbitrário, poderão colocar em risco certos investimentos. No entanto, nessas situações, o capital costuma ter uma reacção defensiva, fugindo desses mares revoltos. Em parte, é o que explica a denominada crise das dívidas soberanas.
A Europa tem sido, também, confrontada – como sabemos por experiência própria, particularmente intensa e dolorosa – com um problema de atractividade de capitais. Escondendo debaixo do tapete a má consciência que, agora e pelos vistos, atormenta o Presidente do Parlamento Europeu, a própria União já tentou seduzir dinheiros, aparentemente, problemáticos. Não há muito tempo e na sequência de uma das últimas 14 recentes cimeiras (“históricas”) de Chefes de Estado, houve a tentativa de envolver terceiros, nomeadamente a China e o Brasil, no fundo europeu de resgate financeiro. Esses Estados endinheirados recusaram tal convite, livrando-nos, portanto, desse temerário risco para a nossa própria (ou Europeia) soberania! Portugal também tentou o mesmo, recentemente, com o Brasil. E a resposta da Chefe de Estado Brasileira, escudando-se em questões constitucionais e formais, relativas à notação da nossa dívida, foi uma delicada, mas tão firme como humilhante, recusa. Ou seja, as inquietações de Martin Schulz sobre o “declínio da Europa” por fazer olhinhos (através de Portugal) a capitais angolanos, até poderão, numa certa perspectiva, ser compreensíveis e bastante pertinentes.  Não deixam, contudo, de nos sugerir alguma hipocrisia, quando confrontadas com os recentes comportamentos públicos e institucionais da União. E, mais grave do que isso: se tememos o “declínio” político da Europa e riscos para as soberanias dos seus Estados-membros, pelo facto de certos capitais acudirem à crise financeira em que nos enredamos, então é porque não estamos muito seguros nem das nossas ditas soberanias (que cedem em momentos de aflição financeira), nem dos governos e Instituições que as exercem!

Grande Porto, 10.02.2012, Opinião.

27 comentários leave one →
  1. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Fevereiro, 2012 10:41

    Hoje o CCZ fez muito bem em pegar num bom exemplo de uma empresa de sucesso portuguesa para mostrar as armas portuguesas para combater nos mais exigentes mercados nacionais. Vejam aqui: http://balancedscorecard.blogspot.com/2012/02/tantas-licoes.html
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    Em parte, está naquele artigo o segredo do milagre económico português. E porquê que Portugal tem armas que muitos outros não têm. E porquê que o mundo anglo-saxónico terá dificuldades em compreender Portugal. E o nosso sucesso.
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    Destaco isto:
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    “A conjugação do design, da tecnologia e da tradição, da qual resulta as peças da Munna, tem sido uma fórmula de sucesso reconhecida em feiras e na imprensa especializada, que serviu de rampa de lançamento da marca quando, em 2008, a conceituada revista britânica Interior Designs for Professionals publicou uma peça da empresa na sua capa e elegeu uma das criações de Paula Sousa com uma das melhores do ano.”
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    E isto do próprio artigo no DN:
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    “No atual modelo de negócio, a Munna não aposta na produção própria. A empresa desenha as peças e depois subcontrata a sua execução física a outras firmas. Paula Sousa desfaz-se em elogios quando menciona a qualidade dos artesãos portugueses. “O legado da manufatura que temos em Portugal é maravilhoso. Temos autênticos artistas, com uma capacidade inigualável na execução de determinados detalhes. As máquinas até fazem mais rápido mas o homem faz bem melhor”, sublinha.”
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    in http://balancedscorecard.blogspot.com/2012/02/tantas-licoes.html
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    Portugal tem elevado know-how na produção industrial (semi-artesenal em muitos cassos) de determinados produtos, que não se adquire de um dia para o outro e normalmente nunca em escolas tradicionais. As oficinas e os ateliers são a maior escola que formam estes artesãos. (Quem, como eu, aprendeu a trabalhar numa destas “escolas da vida” compreende muito bem o alcance das minhas palavras.).
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    No modelo anglo-saxónico, quando uma industria está em crise, por vezes desaparece todo um conjunto de empresas e know-how e são restabelecidas novas empresas e novos métodos de produção e fabrico. E todo um know-how é perdido, os artesãos mudam de vida e de carreira, e perdem-se a capacidades, as competências e o know-how adquirido, por vezes ao longo de décadas de trabalho ou mesmo centenas de anos.
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    É por isso que uma boa política industrial deve ter “amortecedores-buffers” para amparar empresas que sofrem as agruras da conjuntura mas estruturalmente são saudáveis. Não é fácil conjugar esta necessidade de preservar as empresas (e o know-how) que sofrem crises conjunturais das estruturais, mas é algo que os europeus até o conseguem fazer, com algum sucesso. (Veja-se o caso suiço, por exemplo.)
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    As armas tugas são a mistura de bastante know-how destes artesãos com as tecnologias, com os novos métodos de criar (design, desenho industrial, etc.), vender (novas formas de publicidade, marketing, divulgação do produto, etc.). É casar a formação da vida com a elevada formação académica. É casar o designer com o artesão, que das suas mãos são produzidas as peças criadas pelo criativo com elevada formação académica, que as depois consegue colocar no mercado. Isto é algo que existe em Portugal e que pode e já começa a ser aproveitado. Desde mobiliário, calçado, vinhos, têxteis, etc. Isto é algo inconcebível para uma forma de pensar (influenciada sobretudo pelos modelos mentais anglo-saxónicos) que julga que boa produção depende sobretudo de produzir elevados números, de baixo custo e com qualidade baixa. Cujo fito é ganhar quotas de mercado pelo preço e não pela qualidade produtiva. Portugal tem isto.
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    E Portugal também tem isto porque, felizmente, os nossos sectores industrias vão acumulando experiência, não desaparecendo por completo. E mesmo surgindo novos sectores industriais, os velhos sobrevivem, dando ao tecido produtivo português uma riqueza, que há poucos países no mundo que se possam igualar. Isto é uma elevada vantagem competitiva não suficientemente valorizada e compreendida em Portugal. A generalidade dos opinion makers pensam em moldes anglo-saxónicos, ou dos grandes números (como os comunas) mas não conseguem compreender as verdadeiras vantagens de Portugal. Daí o seu cepticismo sobre a elevada capacidade de exportar de muitas PME.
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    Fez bem o CCZ em mostrar algumas razões de sucesso desta empresa tuga. Porque, ele mostra algumas vantagens portuguesas, que não existem em muitos outros locais do mundo. E que mostram, também, que a localização industrial tem bastante influência na capacidade de aglutinar toda uma forma de produzir e pensar a produção, que não é fácil se for deslocalizada para locais sem experi~encia acumulada numa dada arte ou produção. (Ver os gajos da Ecco a voltarem a Portugal, pois devem ter aprendido que em Portugal há uma elevada capacidade produtiva com qualidade que não é facilmente conseguida noutras latitudes do planeta.)
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    O que os portugueses têm é que aprender a pensarem por si mesmo, não caindo facilmente em modelos mentais alheios, desligados do nosso passado histórico, das características do nosso bom povo. Têm que ter um modelo próprio tal como o tiveram quando conquistaram o mundo nos Descobrimentos. Não se deslumbrarem facilmente pelas modas alheias e inspirarem-se nas coisas boas do nosso passado histórico para delinear políticas púbicas.

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  2. trill's avatar
    trill permalink
    11 Fevereiro, 2012 10:53

    este lugar nunca muda.
    http://psicanalises.blogspot.com/

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  3. JCA's avatar
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    11 Fevereiro, 2012 10:59

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    Nova Legislação Laboral Espanhola em mais detalhe:
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    La indemnización de 33 días afectará a todos los indefinidos desde su entrada en vigor
    http://www.abc.es/20120210/economia/abci-reforma-laboral-consejo-ministros-201202101314.html
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    ¿Cómo me afecta la reforma laboral?
    http://economia.elpais.com/economia/2012/02/10/actualidad/1328889825_322448.html
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  4. anti-comuna's avatar
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    11 Fevereiro, 2012 11:05

    Outro exemplo do porquê do sucesso tuga.
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    “Têxtil: Clientes antigos regressam a Portugal insatisfeitos com a produção asiática
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    Lisboa, 11 fev (Lusa) — A insatisfação com a qualidade, o aumento dos preços nos países asiáticos e a necessidade de produzir séries mais pequenas fizeram regressar à indústria têxtil e de vestuário nacional alguns clientes antigos.
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    O presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), João Costa, reconheceu à Lusa que “há um conjunto de fatores a jogar a favor” da indústria nacional, que tem assistido ao regresso de clientes antigos, marcas internacionais, que tinham trocado o ‘made in Portugal’ pelo ‘made in China’.
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    “Tem-se assistido a uma procura acrescida por algumas marcas que tinham diminuído substancialmente as compras em Portugal e outras que tinham mesmo desistido de colocar encomendas em Portugal”, afirmou João Costa.
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    in http://aeiou.expresso.pt/textil-clientes-antigos-regressam-a-portugal-insatisfeitos-com-a-producao-asiatica=f703927#ixzz1m4O06g6Z
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    Este é outro exemplo do porquê que Portugal poderá roubar cada vez mais produção de boa qualidade à concorrência. Em Portugal, a mão-de-obra é excelente, domina técnicas artesanais de produção, que permitem produzir alta qualidade. E que não é facilmente copiável no resto do mundo.
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    Não é por acaso que a Louis Vuitton está a abrir fábricas em Porutgal. Porque a qualidade da mão-de-obra portuguesa é excelente e na relação com o seu preço, Portugal é bastante competitivo.
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    O desafio português, agora, é fazer-se nos vários sectores industriais o que o calçado começa a fazer: dominar a produção e os circuitos de comercialização. Dominar a produção e quem domina os mercados. Dominar a arte de produzir com a arte de vender. Com marcas próprias, com circuitos de distribuição próprios, com empresas portuguesas a dominarem, desde o consumidor ao fornecedor de matérias-primas. E relegar a concorrência externa (que agora volta a Porutgal para aproveitar a excelente mão-de-obra tuga) para o segundo plano. É tentarmos nós criar as nossas Louis Vuitton, as nossa Prada, etc. Mas para isso conta imenso a imagem global de um país. E é essa má imagem que é preciso mudar rapidamente.
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    Quando me questiono qual deve ser a imagem de Portugal, eu chego sempre a uma resposta. Porque é real. Portugal casa bem a tradição com a modernidade. A arte do artesão com o investigador académico. O cientista que criar um novo produto inovador com a arte de fazer bem as coisas, devido aos elevados anos de experiência acumulada. Para mim, é essa a imagem de marca portuguesa. Não deve haver países no mundo com esta forma de estar na vida. Os tugas têm-na. E devem ser a nossa arma colectiva, para bater a concorrência internacional.

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  5. anti-comuna's avatar
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    11 Fevereiro, 2012 11:26

    Outra pecha portuguesa que é preciso mudar (e já o estão a fazer mas ainda lentamente) é transferir o elevado conhecimento académico para o tecido produtivo. temos bons teóricos mas ainda poucos com inteligência capaz de transformar essa capacidade de pensar para fazer.
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    O cluster da Saúde já começa a mudar a sua forma de pensar. Faltam os demais sectores. O ano passado, este sector terá vendido mais 22% ao estrangeiro. O que mostra o elevado potencial português na área.
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    Aconselho ler-se a excelente entrevista de Joaquim Cunha, do cluster da Saúde: http://healthportugal.com/noticias/health_cluster_portugal.pdf
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    Eles está correcto. A comunidade académica tuga tem que perder a mania do elitismo balofo, mais baseado nos títulos e na teoria, para passarem a lidarem com o resto da sociedade de uma forma igual, e passar o elevado conhecimento para o resto da sociedade, sob a fora do fazer, novos produtos e serviços, melhorar os existentes e pensar para o mercado e não apenas para o seu umbigo. No fundo, é casar o “mundo sagrado académico” com o “mundo profano empresarial”, de igual para igual, e cooperarem para criarem valor para a sociedade. É fazer como faz aquela empresa de Leça do Balio. Pegar no que de bem se faz em Portugal, mas sem muita teoria académica, e o transformar em produtos de alta qualidade, competitivos e únicos. É casar os saberes. O teórico com o saber fazer. É derrubar as barreiras que separam o mundo teórico do mundo real, do dia-a-dia, do saber fazer.
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    Portugal começa a mudar e mostrar que é capaz de misturar tradição com modernidade. Novas tecnologias com velhas tecnologias. Velhas ideias com novas ideias. E estas são as armas tugas para vencer nos mercados internacionais. Não copiar modelos mentais alheios, só porque estão na moda. Mas depurar o que de bom existe, tanto em Portugal como no resto do mundo, e fazer algo único no mundo. Português. Simplesmente português.

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  6. aremandus's avatar
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    11 Fevereiro, 2012 11:47

    a desautorização ao nosso timoneiro,por parte de todod,desde logo dos municípios em realção a terça feira gorda indica que as pessoas o estão a mandar à merda. aguardemos por terça.

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  7. anti-comuna's avatar
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    11 Fevereiro, 2012 13:16

    Em Portugal, demasiada gente é masoquista. Só celebram más noticias. (Fazendo lembrar aqueles doentes da carola, com uma curiosidade mórbida em ver os acidentados.) Mas há coisas boas a acontecerem em Portugal. Vejam como a qualidade da nossa engenharia e da nossa mão-de-obra não passa despercebida na… Koreia do Sul!
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    “Korea seeks to build T-50 jet training center in Portugal
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    Korea is seeking to build a pilot training center in Portugal that will be equipped with the Korean Aerospace Industries’ (KAI) T-50 supersonic military jet trainer, a government source said Saturday.”
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    in http://www.koreatimes.co.kr/www/news/nation/2012/02/205_104614.html
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    Será que um dia teremos um sector aeroespacial de renome mundial? Quem sabe? Mas enquanto a nossa mão-de-obra for excelente, oportunidades não irão faltar a Portugal e aos portugueses.

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  8. anti-comuna's avatar
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    11 Fevereiro, 2012 13:21

    Vejam onde a Toyota decidiu testar o seu novo modelo eléctrico.
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    “Carro100 por cento elétrico da Toyota chega a Portugal até ao final de 2012”
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    in http://online.jornaldamadeira.pt/artigos/carro100-por-cento-el%C3%A9trico-da-toyota-chega-portugal-at%C3%A9-ao-final-de-2012
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    Destaco isto:
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    “Uma equipa da Toyota Japão esteve nos últimos dias na Efacec, na Maia, para testar o protótipo do iQ EV, o elétrico citadino da marca, em matéria de compatibilidade do modelo com os pontos de carga rápida existentes (para abastecer), tendo isto sido o primeiro teste feito na Europa.
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    Numa apresentação limitada a alguns órgãos de comunicação social, Osamu Yumita, responsável pelo desenvolvimento de tecnologia elétrica da Toyota Japão, garantiu que todos os testes estão terminados e está tudo “100 por cento ok”, adiantando esperar que, na Europa, o carro vá para as ruas “ainda este ano”.”
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    Até os japonocas já reconhecem nos portugueses algumas mais-valias, que vencem o resto da Europa na competição.
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    São estas pequenas coisas que, tudo somado, contribuiu para melhorar as nossas empresas, a obterem reconhecimento internacional e, mais tarde, ganharem contratos de vendas de bens e serviços. Um cabelo não parece fazer importância, mas muitos juntos, fazem uma belíssima cabeleira. ehehehheh

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  9. anti-comuna's avatar
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    11 Fevereiro, 2012 13:36

    Veja-se uma empresa têxtil tuga a casar modernidade com tradição e arte antiga de bem-fazer.
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    “Têxteis ‘estampados’ com lenços de namorados
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    O município de Vila Verde e a empresa ‘Lameirinho’ apresentaram, ontem, a nova linha de peças têxtil-lar ‘Namorar Portugal’ uma colecção exclusivamente inspirada e dedicada aos Lenços de Namorados.
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    Esta iniciativa marca o arranque da ‘Semana do Amor’ da programação especial ‘Fevereiro, Mês do Romance’, que Vila Verde organiza anualmente.
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    Foi nas instalações da ‘Aliança Artesanal’ que foi revelada a nova colecção de têxtil-lar com a marca ‘Namorar Portugal’, que ‘Lameirinho’ vai lançar para o mercado já no próximo mês de Março.
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    Lençóis, capas de edredão, fronhas de almofadas, guardanapos, individuais e toalhas de banho compõem esta linha tão colorida e romântica, que remete para um dos mais belos ícones do artesanato português: os Lenços de Namorados.”
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    in http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=59164
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    Destaco isto:
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    ““Com estas parcerias de excelência pretendemos que os clientes, ao comprarem um produto com esta qualidade sintam curiosidade pelo sítio de onde vem esta tradição e acabe por atrair turistas para Vila Verde, a terra onde estas fantásticas peças são bordadas e inspiradas”, afirmou António Vilela, presidente da câmara de Vila Verde, durante a apresentação de mais um produto, inspirado nos tradicionais lenços.

    “Valor dos lenços está na alma””
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    Muitos (senão todos) são feitos à mão, dando um toque especial aos produtos. Talvez tenham boa saída internacional. Para os nichos de mercado topo-de-gama!

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  10. Piscoiso's avatar
    11 Fevereiro, 2012 13:49

    Obviamente que em capitalismo o capital é soberano.
    De há uns tempos para cá, os posts do Blasfas são só tretas.
    Coerente é o CAA, que se limita a colar prospetos e fecha a caixa de comentários.

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  11. anti-comuna's avatar
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    11 Fevereiro, 2012 14:16

    Outra excelente noticia. Um salto bom mas falta passar das academias para o tecido produtivo.
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    “Publicação científica portuguesa triplica em dez anos
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    A publicação científica portuguesa, avaliada em quinquénios, triplicou em apenas uma década. Entre 2006 e 2010 publicaram-se 38.338 artigos com autores de instituições nacionais, um salto em relação às 12.693 publicações lançadas entre 1996 e 2000.”
    .
    in http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/publicacao-cientifica-portuguesa-triplica-em-dez-anos-1533219?p=1
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    Eu destaco isto:
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    “Um dos indicadores que o relatório apresenta, é o impacto de citação mundial da área, que indica se os artigos nacionais de uma dada área são mais ou menos citados do que a média mundial. Um impacto de 1 é igual ao da média. “Vinte das áreas científicas aumentaram o seu impacto internacional, sendo que nas áreas de Ciências Agrárias, Medicina Clínica, Engenharia, Neurociências & Comportamento, Física, Ciências dos Animais e das Plantas, Ciências do Espaço e [a área] Multidisciplinar, o impacto internacional da produção científica nacional é superior ao impacto médio mundial”, disse Mendonça.”
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    Isto:
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    ““Não importa o número de artigos, mas a importância que têm para a comunidade internacional”, disse Mário João Monteiro, director do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, ao PÚBLICO. O cientista e professor defende que estes resultados são fruto de uma comunidade de cientistas jovens, que desenvolveu-se a partir de 1990 e está fortemente internacionalizada.”
    .
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    Comunidade cientifica jovem, internacionalizada. E arejada, quero eu realçar isto. Basta contactar com alguns jovens tugas com velhos chatos das academias e percebe-se a diferença. Uns ainda acham que vivem em torres de marfim, outros são experts nas suas áreas do saber, mas a maioria sem peneiras nem a mania que são “académicos”. E vencem. Sobretudo no exterior. E são muito apreciados onde trabalham. Olarila!
    .
    .
    E destaco por fim isto:
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    “Mas há lugar para a liderança. “O tamanho do país não é razão para falta de competitividade numa ou em mais áreas científicas (veja-se por exemplo a Holanda, Dinamarca, Suíça, Finlândia)”, defendeu Joana Mendonça. Na área das Astrofísica isso já acontece, disse por seu lado Mário João Monteiro. “Portugal, à medida que vai armazenando massa crítica, vai liderando”, disse o cientista, apontando para o caso do astrónomo Nuno Santos, da Universidade do Porto, que é o representante português do projecto de um instrumento do Observatório Europeu do Sul, um consórcio de quatro países que inclui Portugal. “Liderar é garantir que há portugueses que participam ao mais alto nível nos projectos da área.”
    .
    .
    Grão-a-grão, o país vai mudando. É preciso é pôr esta gente a pensar em acrescentar valor à sociedade. para que os progressos científicos comecem a ser sobretudo financiados pelas instituições privadas e não pelos “ninhos políticos” na Ciência, que em Portugal ainda é corriqueiro. Há mesmo gajos em Portugal que são “cientistas” mas é a sacar massa aos contribuintes, não trazer mais-valias para quem investe neles.

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  12. anti-comuna's avatar
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    11 Fevereiro, 2012 16:37

    Comparações entre Portugal e a Irlanda.
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    Há em Portugal uma parolice nacional que é sempre elogiar os de fora e nunca elogiar os da casa. E du um pequeno exemplo, caricato, mas que revela muita o parolismo nacional.
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    “O drama português é que, apesar de as elites políticas se terem comportado – pelo menos até agora – com uma determinação semelhante à dos irlandeses, de o povo ter mostrado a mesma compreensão, o país não tem, economicamente, a mesma capacidade de recuperação. Como esta semana notava o New York Times, enquanto o sector exportador na Irlanda produz o equivalente a 100 por cento do PIB, em Portugal ficamo-nos pelos 35 por cento (e na Grécia pelos 25 por cento). Isto significa que o motor que nos pode fazer sair da crise é muito mais fraco no nosso país.”
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    JMF in https://blasfemias.net/2012/02/10/portugal-grecia-e-irlanda-ou-o-que-tem-de-ser-tem-muita-forca/#more-44116
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    E, mais uma vez, quem deseja criticar os demais, comete um erro básico. Porquê? Porque,lá está, o JMF come enlatados anglo-saxómicos (que protegem e promovem a irlanda e são racistas contra Portugal) e, como segue a típica parolice tuga de comer os entalados alheios sem pensar neles, acaba por elogiar um país contra… Portugal.
    .
    .
    Mas ter 100% de exportações equivalentes ao PIB não chega. Isso é conversa para boi dormir. Ou para parolo tuga engulir. O que conta é a dinãmica das exportações e sua relação com a sua procura interna. (Vulgo importações, neste caso.)
    .
    .
    Se a nossa parolada tivesse mais orgulho em Portugal, poderia descobrir isto:
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    .
    “The figures for the first ten months of 2011 compared with the same period of 2010 show (see tables 3 & 4):
    Exports increased by 4% to €76,978m:”
    .
    in http://www.cso.ie/en/media/csoie/releasespublications/documents/externaltrade/2011/extrade_oct2011.pdf
    .
    .
    E em comparação, quanto subiram as exportações portuguesas?
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    .
    No mesmo período de tempo, Portugal exportou muito mais que a Irlanda: as exportações subiram… 16,3%
    .
    .
    É por estas coisas que me custa verem elogiar um país que até está a ter um comportamento muito pior que Portugal. (Ver isto, para quem quiser “apurar” mais os dados factuais: http://www.cso.ie/en/media/csoie/releasespublications/documents/externaltrade/2011/trade_sep2011.pdf )
    .
    .
    Há coisa que eu nunca entenderei. Esta subserviência à propaganda anglo-saxónica contra… Portugal. Esta parolice de engulir toda a propaganda anglo-saxónica até dá pena. Em Portugal, as exportações em Dezembro subiram 4%, tanto como na Irlanda nos primeiros 10 meses do ano. Em Portugal consideram isso um falhanço dos portugueses, mas já a mesma variação percentual irlandesa, só porque os americanos decidiram elogiar a Irlanda e atacar Portugal, é sinal de vitalidade económica!
    .
    .
    Nunca vi tanta parolice como em Portugal, no que toca a engulir todas as patranhas alheias. Veio no NYT e pronto. E toca a propagandear porcaria. Dá-se! Até tenho vergonha de ver estas coisas feitas por calimeros portugueses. Só dão valor ao que se faz em Portugal quando um camone o faz também! Que tristeza de mentalidades parolas, safa!

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  13. anti-comuna's avatar
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    11 Fevereiro, 2012 16:59

    Eu até me esqueci disto aqui. Pois, isto mostra uma coisa simples. De que lhes vale terem tantas exportações se elas estão engasgadas? Aliás, é um desafio e peras subir o peso das exportações no PIB irlandês, devido à dependência externa dessas mesmas exportações. (Coisa que os calimeros não meditam na coisa. Enfim, é isto que me entristece, tantas pieguices no que toca a comparar Portugal com os herois “anglo-saxónicos”.)
    .
    .
    Ouch! Lá se vai a teoria dos camones pró-galheiro!
    .
    .
    “Seasonally adjusted decreases in GDP and GNP

    Personal Consumption (-1.3%), Government expenditure (-1.3%), Fixed Investment (-20.9%) and Imports (-1.5%) decreased on a seasonally adjusted constant price basis between Q2 and Q3 2011 while Exports (+0.8%) increased
    over the same period.
    .
    On the Output side of the accounts all sectors of the economy except Agriculture, Forestry and Fishing recorded seasonally adjusted constant price decreases between Q2 and Q3 2011. As a result GDP registered a seasonally adjusted
    quarterly decline of 1.9 per cent in Q3 2011. Net factor outflows increased by €142m seasonally adjusted between the second and third quarters of 2011 resulting in an overall decrease in GNP of 2.2 per cent on a seasonally adjusted basis.”
    .
    in http://www.cso.ie/en/media/csoie/releasespublications/documents/latestheadlinefigures/qna_q32011.pdf
    .
    .
    Psssttt! Não digam por aí, que Portugal está a dar uma abada aos irlandeses. Não digam, senão os calimeros tugas entram em choque, pois a propaganda anglo-saxónica não bate com a perdigota. ehehehehhh
    .
    .
    Só me apetece ganir!

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  14. bulimunda's avatar
    bulimunda permalink
    11 Fevereiro, 2012 17:09

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  15. bulimunda's avatar
    bulimunda permalink
    11 Fevereiro, 2012 17:10

    Mapa Comparativo entre Países > Produto Interno Bruto (PIB) per capita – Mundo
    http://www.indexmundi.com/map/?v=67&l=pt

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  16. bulimunda's avatar
  17. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Fevereiro, 2012 17:38

    O mais interessante é que há quem caia nas esparrelas do mundo anglo-saxónico. Compare-se os prejuízos da banca estrangeira em Portugal com a banca estrangeira na Irlanda. Apenas um mero exemplo.
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    “Danske Bank’s Irish nightmare”
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    Danske Bank’s Irish adventure has long ago changed to become a nightmare, and it is only getting worse. Both the Irish and the Northern Irish businesses lost still more billions in 2011 than the previous year.”
    .
    in http://borsen.dk/nyheder/english/artikel/1/225303/danske_banks_irish_nightmare.html
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    Ao contrário, a banca estrangeira até ganha dinheiro. Felizmente não estão envolvidos na dívida tuga. (A portuguesa sofre as agruras da dívida tuga e nacional. Mas até que a coisa se aguenta, nas actividades internas.)
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    Estes gajos dinamarqueses, armados em finos, levam nas trombas forte e feio no mercado irlandês. Dizem que aquilo por lá está melhor que em Portugal e os gajos, adormecidos pela propaganda anglo-saxónicas, em vez de fugirem do mercado, continuam apostados em aguentar o barco irlandês. Tunga! Na carola que é para aprenderem a não irem no paleio dos anglo-saxónicos! Um milhão aqui e outro acolá, mas a Irlanda é um grande buraco. Um buraco muito pior que o português e, até determinado ponto, semelhante ao grego.
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    Mas a vida é mesmo assim. Uns são os “queridinhos” de alguns interesses geopolíticos (como os irlandeses mas mesmo assim vão ter mais dificuldades que Portugal em dar a volta) e outros são atacados, por tudo e por nada. Como Portugal. Que está a fazer um grande trabalho, que está a fazer um ajustamento bastante rápido e até tem o seu tecido produtivo a corresponder de um modo excelente ao que lhe foi “exigido”.
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    Que os camones e demais cães-de-fila façam de Portugal (ou pelo menos tentam) uma espécie de Grécia, para atacarem a Europa e o euro, dando a ideia de um padrão europeu (continental, claro!), eu ainda engulo. Ver portugueses a irem na mesma conversa e paleio destes interesses portugueses é que não me cai no estômago. Isso é que me custa. Tanta nabice em Portugal, que nem sequer sabem defender o seu país e o que de bem feito realizamos. Enfim. Parolos com a mania que no estrangeiro é que sabem, sempre os houve. Mas nestas alturas, em que não se limpam armas, custa-me ver gente a comportar-se como meros traidores eunucos. Gulp!

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  18. André Miguel's avatar
    11 Fevereiro, 2012 19:48

    Anti-Comuna,
    Sobre a propaganda anglo-saxónica já leu “The first global village”?
    Explica alguns dos motivos porque os bifes não nos gramam e fazem por nos baixar a moral. Ehehehe!

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  19. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Fevereiro, 2012 20:39

    “Sobre a propaganda anglo-saxónica já leu “The first global village”?”
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    Já sim senhor. Um bife apaixonou-se por Portugal e fez uma boa obra de propaganda a Portugal. ehehheheh
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    Mas o rigor histórico deixou muito a desejar. 😉
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    Esta sim, é que é obra que merece que se medite:
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    .

    Click to access excerpt-book-centroatlantico-pioneers-of-globalization.pdf

    .
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    E vamos repetir a Gesta? Esperemos que sim, mas sem os mesmos deslumbramentos nem erros. Assim o espero. :))

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  20. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Fevereiro, 2012 21:54

    Como participar no milagre económico português. Criar páginas de divulgação do elevado potencial turistico do Douro. Esta zona do país é uma pedra que bem cortada, poderá dar um diamante de elevadíssima qualidade. A National Geographic já descobriu também as potencialidades desta pedra fantástica. Pena que seja apenas em português e inglês. Se estivesse traduzida para outras línguas é que era! Mas está excelente.
    .
    .
    http://www.discoverdourovalley.com/index.php

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  21. bulimunda's avatar
    bulimunda permalink
    11 Fevereiro, 2012 22:35

    A TROIKA E O FMI ..NÓS SOMOS A CRIANÇA…

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  22. bulimunda's avatar
  23. André Miguel's avatar
    11 Fevereiro, 2012 23:32

    Anti-Comuna,
    Por acaso o Martin Page manda umas calinadas, mas a publicidade é de agradecer!

    Refere o Douro ao qual eu acrescento o Alentejo. Muito provavelmente a região com maior potencial de crescimento em Portugal.
    O NY Times há tempos atrás fez a descoberta:
    http://travel.nytimes.com/2009/11/08/travel/08next.html?scp=1&sq=alentejo%20portugal&st=cse

    Agora foram os brasileiros:
    http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=105823
    Os tipos derretem-se em elogios à região!
    E os Alentejanos que continuam a dormir à sombra do chaparro… Com publicidades destas estão à espera de quê????

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  24. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    12 Fevereiro, 2012 01:33

    Caro André Miguel, muito obrigado pelos links. Oxalá o Alentejo também consiga aproveitar esta boa onda de publicidade.
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    Olhe que, no entanto, alguns destes camones (que até servem de referência de alguns calimeros tugas) são mesmo calahus comó caraças, mas acabam por influenciar muito a imagem de Portugal. Quer um exemplo. Leia isto e vomite:
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    “An Introduction To The PIIGS”
    .
    .
    “Portugal
    .
    Located on the tip of Spain in Southern Europe, this country ranks as the 14th largest economy in the European Union.
    .
    Hosting over 10 million people, Portugal exports over 75% of its agriculture-based products, including grain, cattle, cork wheat and olive oil. While it’s one of the smallest economies included in the original PIGS, Portugal’s economic woes include the same issues of slow economic growth, high unemployment and a high debt to GDP rating that affect its Mediterranean cousins.”

    In http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/g/a/2012/01/25/investopedia6614.DTL#ixzz1m7uzeiPB
    .
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    Eu não sei como é que esta besta tem a lata de tratar tão mal os tugas. (E demais “mediterrânicos”.) Mas são “opiniões” como destas bestas que depois influenciam negativamente Portugal e os portugueses.
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    Veja o caruncho na cabeça da besta. 75% das exportações portuguesas são baseadas na… Agricultura! lolololol
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    E que produtos agrícolas? Grão, gado, cortiça e azeite. 75% das nossas exportações concentram-se neste tipo de produtos.
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    É por ler destas merdas, ás vezes dias seguidas, de gajos completamente ignorantes (mas que influenciam depois e servem para atacar os interesses portugueses), que eu sinto um nojo especial por esta gente armada em “super-sofisticada”. Era de lhes mandar com um sobreiro nos cornos. eheheheheheh
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    Claro que a culpa também é nossa. Muitos dos nossos emigras vão para fora e só sabem dizer mal da sua terra. Outros calimeros em Portugal seguem religiosamente a opinião deste tipo de camones. E, ainda por cima, muitas vezes os nossos políticos são uma porcaria, que ainda aguda mais o problema.
    .
    .
    E enquanto não mudarmos a imagem de Portugal, vender no exterior made In Portugal terá custos muito maiores. E torna as nossas exportações mais difíceis. Mas, quem sabe, se com jeitinho, não lhes vendemos alguma vaselina Made In Portugal! ahhahahha

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  25. André Miguel's avatar
    12 Fevereiro, 2012 11:49

    Anti-comuna,
    Por acaso o tipo é um ignorante do catano! Dasss…
    Os 75% de produtos agrícolas é demais! Já nem refiro a ternura com que fala da Irlanda…
    Pelo menos fosse à wikipedia e não escrevia tanto disparate. Eheheeh
    Quanto à imagem que nós mesmo passamos lá para fora é todo um tratado de psicologia, principalmente no que toca aos emigrantes. Vão para fora chateados com a terra que os viu nascer, à noite choram de saudades e suspiram pelas férias, durante o dia falam mal que se farta do seu país e, ironia das ironias, muitos deles trabalham para empresas portuguesas!
    Portanto, não precisamos que os outros estraguem a nossa imagem, nós mesmos nos encarregamos disso melhor que ninguém. E é este estado de coisas que urge mudar. Um pouco de amor próprio nunca fez mal a ninguém caramba!

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  26. neototo's avatar
    neototo permalink
    13 Fevereiro, 2012 08:01

    Em esta época de amigos que sao inimigos e de bombeiros-pirómanos uma pequena mostra.

    Dize a Goldman Sachs a propósito de Portugal em um relatório recente é precissando que: DE Portugal não se pode esperar que retornar em 2013 aos mercados e terá um montante adicional de 30.000 milhões de frete nas suas necessidades financeiras. Mas ele acrescenta que nao vai ser precissa uma quita na dívida porque o governo está empenhado seriamente, n as reformas estruturais necessárias.

    Vindo de que vem este tipo de criticas nao sei se seiam criticas “constructivas” ou bombas de iliquidez e déficit maçizo…

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  27. José C.'s avatar
    15 Fevereiro, 2012 10:59

    Angola é um país mal governado e onde os fundos públicos são recorrentemente mal investidos para benefício de um restrito grupo de privados e Portugal é parte desse triste sistema. Como angolano que viveu uma década em Portugal, não poderia estar mais desiludido com Portugal, um país onde aprendi o valor das reivindicações e da oposição ao que fere a moral.

    A elite política angolana arrogantemente passeia riqueza em Portugal enquanto os angolanos não têm acesso ao básico. A velocidade do crescimento económico tem sido manifestamente superior à do desenvolvimento económico e social e isso não preocupa investidores e “sacadores-de-investimento” portugueses , que pouco se envolvem em questões de apoio social e desenvolvimento porque sofrem bullying dos governantes angolanos.

    Tenho pena da realidade do meu povo, mas como dizia a propaganda do regime socialista angolana (e como ainda vem estampado nas notas de Kwanza) “A luta continua, a vitória é certa”.

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