Saltar para o conteúdo

O modelo social europeu está morto. Morto pelo desemprego

4 Março, 2012
by

Não há nada como a sinceridade. E Mario Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, teve, no mínimo, um momento de sinceridade ao dizer ao Wall Street Journal que o modelo social europeu está morto (“is already gone”). Porquê? Por causa das taxas de desemprego, sobretudo do desemprego jovem. “Houve um tempo em que o economista Rudi Dornbush costumava dizer que os europeus eram tão ricos que podiam pagar para não se trabalhar”, prosseguiu Draghi, “mas esse tempo já passou”. O líder do BCE não foi apenas sincero, foi realista.

Só por hipocrisia ou por discurso ideológico se pode pretender que existe um “modelo social” numa área económica em que o desemprego entre os jovens chega por vezes aos 50 por cento (caso de Espanha) ou afecta mais de um terço da população activa dessa idade, como sucede em Portugal. Mesmo que todos os cidadãos desempregados recebessem um subsídio – o que sabemos não ser possível (não há dinheiro) nem desejável (pois desincentivaria a procura de emprego) -, a verdade é que um desemprego com tal dimensão corresponde a uma forma extrema de exclusão social. Por excluir uma fatia considerável da população dos mecanismos de integração proporcionados pelo trabalho e pela percepção de que se é útil. É por isso que temos de perceber como chegámos a este estado desgraçado.

Aquando da aprovação do Acordo de Concertação Social houve em Portugal – e no comentariato nacional – uma espécie de unanimidade: o que fora aprovado e era bom para os empregadores teria de ser, ao mesmo tempo, mau para os trabalhadores. O que uns tinham ganho, os outros tinham perdido. Foi como que uma encarnação moderna do velho preconceito da luta de classes, um preconceito que choca com factos simples.
Quando olhamos, por exemplo, para os elevados níveis do desemprego jovem em Portugal ou em Espanha, convém, por exemplo, ver onde é que os seus mercados de trabalho são diferentes, digamos, do alemão ou do francês. Foi isso que fez na última edição da The Economist com base em vários estudos comparados. E o que é que esses estudos mostraram? Que em Espanha (que tem características muito semelhantes a Portugal) a existência de leis laborais muito rígidas, ferreamente defendidas pelos sindicatos, levou à criação simultânea de fórmulas de emprego proporcionalmente muito flexíveis. O resultado foi um mercado de trabalho dual, um muito protegido e outro totalmente desprotegido. No primeiro destes mercados estão os trabalhadores mais velhos e sindicalizados, no segundo os mais novos. A simples existência desta dualidade no mercado laboral terá induzido, de acordo com um dos estudos citados, uma perda de 20 por cento da produtividade no sector transformador. Mais: como os trabalhadores com contratos rígidos se sentem mais protegidos, tendem a reivindicar maiores aumentos salariais, o que contribuiu para ajustamentos desproporcionais (não é por acaso que até uma figura como o nobelizado Krugman defende que em países como Portugal ou a Espanha os salários reais têm de baixar 20 por cento em comparação com os da Alemanha).

Mas há mais efeitos perversos, todos eles fatais para o nosso “modelo social”. Um desses efeitos perversos é baixa da natalidade (jovens com empregos precários não arriscam ter filhos ou nem sequer saem de casa dos pais) e o agravamento do que já podemos definir como uma crise demográfica. E essa, como já foi percebido na Europa do Norte, é seguramente um dos principais inimigos do Estado providência tal como o concebemos.

Mesmo assim anda por aí uma insuportável zoada que atribui todos males do desemprego à falta de “políticas de crescimento”. Ontem mesmo, 18 líderes socialistas da União Europeia assinaram uma carta dirigida ao Conselho Europeu em que se defende que se deve “redireccionar do investimento público e privado” para o sector industrial, claro que em “áreas com grande potencial de crescimento”. Não se conhecendo as empresas privadas que os pares de Rubalcaba, Papandreou ou Seguro possuem e onde possam, por sua iniciativa, “redireccionar” os investimentos, o que sobra do gentil conselho é, no essencial, mais do mesmo, isto é, mais investimento público e mais subsídios.

Para quem eventualmente tenha estado distraído, foi exactamente isso que foi estabelecido na famosa (e fracassada) “estratégia de Lisboa”, ainda António Guterres andava por estas paragens, foi isso que Portugal andou a fazer nas últimas décadas com os resultados que se conhecem, e foi isso que se sugeriu a seguir à crise de 2008 e que ajudou a aprofundar a crise das dívidas soberanas (a Alemanha, que na altura disse não a essa política de “investimento”, safou-se…). Números recentes do Banco de Portugal são também muito instrutivos a este respeito: na nossa “década perdida” de 2000-2010, a abundância de crédito barato e as políticas públicas erradas fizeram com que apenas seis por cento do total dos empréstimos bancários fossem para o sector transformador, que é também o sector exportador, enquanto as obras públicas e o imobiliário consumiam 70 por cento do dinheiro disponível.

Não são políticas de investimento, de subsidiação, de obras públicas ou de “fomento industrial” que criarão empregos duradouros. Como escreveu recentemente no Wall Street Journal Arnold Kling, um economista americano que criou um dos primeiros sites de comércio electrónico do mundo, não será “mais investimento público que trará de volta os ratings triplo-A”, antes um ajustamento das economias que só será possível “através do esforço descentralizado dos empreendedores”. Porquê? Porque os mecanismos da inovação que permitem aumentar a produtividade e oferecer mais aos consumidores por menos dinheiro – no fundo os motores da economia de mercado – só funcionam através de múltiplos processos de tentativa e erro até que alguém descubra novos processos de produção e de comércio mais rentáveis.

Como não há forma de adivinhar, muito menos de subsidiar, processos económicos que ainda nem sequer foram descobertos, o remédio não está em mais subsídios e mais paternalismo público, antes em mais concorrência e em mais dinheiro disponível na economia, ou seja, em menos impostos. Um exemplo: em vez de estarem a pedir à Alemanha para ser mais consumista, os outros europeus deviam exigir que abrisse à concorrência o seu mercado de serviços (que é ineficiente), algo que só agora, através a carta dos 12 líderes, começa a ser feito.

Sempre que escrevo sobre o modelo social europeu recordo-me de uma entrevista com o desaparecido Ernâni Lopes já nos idos de 2004. Disse ele na altura – e já passaram oito anos… – que “o modelo social europeu ou muda, ou desaparece”. Porquê? “[Não se pode] passar de uma realidade em que tinha uma população jovem e agora tenho uma população duplamente envelhecida – mais velhos e menos crianças -, em que tinha o PIB a crescer a cinco por cento para outra em que cresce a dois e meio, de um tempo em que tinha pleno emprego para um tempo em que tenho desemprego endémico e, por fim, de uma época em que a economia era altamente competitiva para outra em que tem dificuldades de afirmação a nível mundial, e pensar que tudo pode ficar tudo na mesma.”

Alguns países europeus conseguiram, nas últimas duas décadas, começar a alterar de forma radical o seu modelo social. A Alemanha, mas sobretudo a Suécia, são bons exemplos. Outros agarram-se, infelizmente, a uma jangada cada vez mais esfrangalhada, chegando a propor – como fez o candidato presidencial do PS francês, François Hollande – que se volte atrás na idade na reforma.

Se não percebermos estas realidades, nunca passaremos de dom quixotes a combater moinhos de vento, nunca entenderemos porque uma crise que começou nos Estados Unidos afectou sobretudo os países mais endividados e menos competitivos da Europa, nunca deixaremos de combater os mesmos de quem dependemos para o financiamento do modelo social, isto é, os famosos e odiados “mercados”.

Como reconheceu Draghi, houve um tempo de glória e riqueza europeia que acabou. Esse tempo não voltará, porque o mundo é global e deixou de ser eurocêntrico. Mas ainda podemos ter um modo de vida confortável se não repetirmos os erros e excessos do passado recente. Os erros que tantas sereias querem que voltemos a cometer. 

Público, 2 Fevereiro 2012

50 comentários leave one →
  1. espanhol's avatar
    espanhol permalink
    4 Março, 2012 20:51

    A Espanha…..vai pro ca……?

    Gostar

  2. Costa Cabral's avatar
    Costa Cabral permalink
    4 Março, 2012 20:53

    Só espero que todos os apparatchicks dos partidos vão para o desemprego, assim como todos os seus lacaios.
    Isto só vai com um GOLPE DE ESTADO.
    Na própria Europa, eles vão aparecer, mais depressa do que muitos julgam.
    Motivos não faltam. Corrupção. Desemprego. Subemprego. Racismo. Xenofobia. Emersão dos nacionalismos. Radicalização do discurso politico.
    A própria geopolitica da Europa, desde o Atlântico até aos Urais, passando pela efervescente Bacia do Mediterrâneo, está em mutação constante.

    Gostar

  3. José Manuel Moreira's avatar
    José Manuel Moreira permalink
    4 Março, 2012 21:38

    Excelente post. Parabéns, jmm

    Gostar

  4. Diogo's avatar
    4 Março, 2012 21:45

    Jornal Económico – 13/09/10
    .
    Desemprego durante muito tempo e taxa muito alta. Esta é a primeira previsão do presidente do Conselho de Assessores Económicos da Casa Branca, Austan Goolsbee.
    .
    Austan Goolsbee, que veio substituir Christina Romer, não revela, contudo, a esimativa do nível a que estará o desemprego no final do ano, admitindo apenas que este não baixará no futuro próximo.
    .
    A declaração de Austan Goolsbee surge depois de Barack Obama ter apresentado três medidas para estimular o emprego, no montante de 350 mil milhões de dólares.
    .
    Goolsbee afirmou ainda que a taxa de desemprego de 9,6% no país justifica o corte de impostos para a classe média, que o Presidente norte-americano pretende que seja permanente, com um impacto no Orçamento de três mil milhões de dólares numa década.
    .

    Gostar

  5. the lost horizon's avatar
    the lost horizon permalink
    4 Março, 2012 21:46

    Foi morto onde, na Alemanha? Por quem, Nietzsche não foi de certeza, porque esse dizia que morto estava Deus.
    .
    A propósito de teorias mortíferas, gostava de saber quem foi o artista que disse que:”O homem é a medida de todas as coisas”, porque se fosse vivo, devia ser obrigado a vir avaliar o sr Passos Coelho e concluir, da boa merda que é a sua teoria.

    Gostar

  6. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    4 Março, 2012 21:52

    JMF,
    e quando é que o pedrito te arranja o tal tacho?
    ou tens de ter paciência e ir mendigando pelas pingas doces?

    Gostar

  7. Castanheira's avatar
    Castanheira permalink
    4 Março, 2012 21:56

    http://www.howtogermany.com/pages/working.html
    Esse link acima até é interessante já que se fala de ” modelo social europeu” e que por sinal não sei o que é isso de ” modelo europeu”, numa Europa tão assimétrica com países igualmente desiguais entre este e oeste , norte e sul.
    Desde recursos naturais à administração, passando pela agricultura e industria as diferenças são monstruosas e , mesmo num espaço dito europeu, o mal de uns é a vantagens de outros.
    Veja-se o esforço de modernização e educação que Portugal fez e que serve neste momento apenas para beneficio de terceiros e ao que parece o único caminho que temos pela frente é andar para trás.
    Já tivemos marca própria de pneus, de motores, de baterias, de motociclos ou mesmo maquinas de escrever com teclado próprio ( os HCEZAR ) mas estávamos longe de ser perfeitos.
    Éramos ,ao que dizem: orgulhosamente sós. E hoje somos exactamente o quê? orgulhosamente dependentes?

    Gostar

  8. Fernando Pais's avatar
    Fernando Pais permalink
    4 Março, 2012 22:06

    “Isto só vai com um golpe de estado…”. Está boa. Há várias dificuldades: 1) Quem o pode fazer se a sociedade dita “revolucionária” não passa de um bando de drogados e meninos mimados da tal geração à rasca, que têm po rgururs meia dúzia de intelectuais burgueses mais ou menos ressabiados e socialmente inúteis ? 2) Mesmo que se faça o tal golpe, fica um problema: o que fazer a seguir? E logo depois, outro problema: quem vai ficar a gerir o caos? Haverá alguma casta de gente especialmente preparada para trazer a felicidade ao povo? Para quem tiver curiosidade, a História é fértil em situações análogas. Se tiverem tempo e paciência, leiam e tirem conclusões. Por outras palavras: se eu tiver que ir a uma latrina para me aliviar, tenho necessidade de em alimentar depois, de preferência de forma saudável. Ficaria na angústia de Lenine: “que fazer” ?

    Gostar

  9. Castanheira's avatar
    Castanheira permalink
    4 Março, 2012 22:06

    correcção : HCESAR

    Gostar

  10. trill's avatar
    trill permalink
    4 Março, 2012 22:13

    Nada disso. O modelo social europeu foi morto pelos político corruptos que faliram alguns países. Porque o modelo social europeua na Alemanha não acabou nem vai acabar. Agora falta o julgamento final do corruptos que faliram alguns países. Porque se o estado social europeu falir de facto é evidente que vai haver julgamento finais. Ou será que têm dúvidas disso? Os dramas têm sempre uma conclusão. http://psicanalises.blogspot.com/

    Gostar

  11. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    4 Março, 2012 22:13

    Este texto do JMF FAZ-ME LEMBRAR A CHEGADA DO CHAMBERLAIN A QUANDO DA VISITA A BERLIM E ACENOU COM O PAPEL EM QUE SUPOSTAMENTE ESTAVA A PAZ PAPEL ESSE ASSINADO PELO HITLER E ACREDITOU..VIU-SE POUCO TEMPO DEPOIS O QUE ACONTECEU……MAS ESTE TIPO ACREDITA NA BONDADE DOS CHINESES E AFINS? SE SIM É MAIS IDIOTA DO QUE EU PENSAVA..SEJA…

    A SAÍDA DA CRISE …

    O FUTURO COM A CRISE…

    Gostar

  12. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    4 Março, 2012 22:18

    O eremita volta as costas a este mundo; não quer ter nada a ver com ele. Mas podemos fazer mais do que isso; podemos tentar recriá-lo, tentar construir um outro em vez dele, no qual os componentes mais insuportáveis são eliminados e substituídos por outros que correspondam aos nossos desejos. Quem por desespero ou desafio parte por este caminho, por norma, não chegará muito longe; a realidade será demasiado forte para ele. Torna-se louco e normalmente não encontra ninguém que o ajude a levar a cabo o seu delírio. Diz-se contudo, que todos nós nos comportamos em alguns aspectos como paranóicos, substituindo pela satisfação de um desejo alguns aspectos do mundo que nos são insuportáveis transportando o nosso delírio para a realidade. Quando um grande número de pessoas faz esta tentativa em conjunto e tenta obter a garantia de felicidade e protecção do sofrimento através de uma transformação ilusória da realidade, adquire um significado especial. Também as religiões devem ser classificadas como delírios em massa deste género.

    Escusado será dizer que ninguém que participa num delírio o reconhece como tal.

    Sigmund Freud, in ‘A Civilização e os Seus Descontentamentos

    Gostar

  13. IFIGENIO OBSTRUZO's avatar
    IFIGENIO OBSTRUZO permalink
    4 Março, 2012 22:18

    Ao longo da vida, acontece muitas vezes que, em meio das nossas maiores certezas, notamos subitamente que estamos a ser vítimas de um erro e que fomos cativados por pessoas ou por coisas com as quais sonhámos uma relação que não resiste ao olhar atento da vigília. E acontece também que, apesar de tudo, não somos capazes de nos desprender, como se fôssemos retidos por uma força que nos parece inexplicável. Mas por vezes atingimos uma consciência plena destas situações e compreendemos que, tanto quanto uma verdade, um erro pode motivar-nos e conduzir-nos a uma certa actividade.
    E, como a acção comporta sempre decisões, um erro posto em acção pode muito bem dar origem a qualquer coisa de bom, se a eficácia desse fazer se estender até ao infinito. O acto de produzir é sem dúvida o que temos de melhor, mas do que fica dito compreende-se que também o acto de destruir não deixa de ter consequências benéficas.

    Johann Wolfgang von Goethe

    Gostar

  14. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    4 Março, 2012 22:26

    O modelo social europeu está morto. Morto pelo Bloco Central e pelo mainstream da opinião publicada, onde se incluem actuais e ex-directores de jornais.

    Gostar

  15. neves's avatar
    neves permalink
    4 Março, 2012 22:44

    Excelente post, junta várias pontas soltas, é actual, ajuiza para diante alguns passos…
    Mas, na verdade, creio que algo novo, uma nova construção, uma nova realidade social,
    vai emergir, não creio ter a sagacidade, a capacidade de antecipá-la, mas fareja-se já algo
    no ar, e uma coisa sei, não será uma mera repetição do passado, nem anos 30 ou 40 do
    século passado!

    Gostar

  16. Monti's avatar
    Monti permalink
    4 Março, 2012 23:24

    «O modelo social europeu está morto. Morto pelo desemprego»
    Antecedentes:
    A Europa, morreu em 1945.
    Tornou a morrer, em 1989, com a queda do muro.
    Depois de ter passado pelas mãos dos USA, madura para as mãos dos Chins.
    É a vida.

    Gostar

  17. AAA's avatar
    AAA permalink
    4 Março, 2012 23:38

    Excelente artigo!
    O tempo não volta para trás e as decisões tomadas pelas nossas luminárias políticas (portuguesas e ocidentais) há décadas têm consequências definitivas.
    O processo de globalização e transferência da produção industrial para o oriente é irreversível. Se o ocidente quisesse fechar essas importações iria ter de um dia para o outro subidas de produtos de 30 e mais por cento. Ora isso não é possível acomodar no ocidente. Resultado: vamos continuar a empobrecer porque não vamos conseguir gerar emprego.
    E com empobrecimento, o estado social não se consegue financiar. Ponto.

    Gostar

  18. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    5 Março, 2012 00:21

    há muito tempo que jmf não se atira ao ensino público:
    .
    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2341433

    Gostar

  19. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    5 Março, 2012 00:24

    entretanto o bloco à direita faz as vezes do Alvaro:
    .
    http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2341773#AreaComentarios

    Gostar

  20. Costa Cabral's avatar
    Costa Cabral permalink
    5 Março, 2012 01:31

    Provavelmente Cavaco vai dissolver a Assembleia da República.
    No conselho de ministros parece que já enviam monitores de computador uns aos outros.
    Parece que o Álvaro, o Ministro Pastel de Nada, enviou um tinteiro à cabeça do tovarich Gasparov…
    Vem hoje no Jornal i!…

    Gostar

  21. neototo's avatar
    neototo permalink
    5 Março, 2012 07:20

    “A Alemanha, mas sobretudo a Suécia, são bons exemplos”.

    Conho !. Mais desde quando é que agora estes “cauntris” e acima (prots -puros) marcam como modelo?.
    Nao erao os prots anglosaxonicos. Algum da cuadrilha anda a cambear de paso.
    Genio e figura até …a sepultura.
    E adaptarse ao chipe segundo a ventoinha que sopla…ou morrer!

    Gostar

  22. silva's avatar
    silva permalink
    5 Março, 2012 08:50

    O DESPEDIMENTO COLETIVO DO CASINO ESTORIL, QUEM INVESTIGA ESTA FARSA PIOR QUE O FREEPORT OU SUCATEIROS. QUEM INVESTIGAR OU ENRIQUECE OU SABE-SE OS LOBOS COM CAPA DE CORDEIROS. UM NEGOCIO DA CHINA

    Gostar

  23. neototo's avatar
    neototo permalink
    5 Março, 2012 09:43

    Definitivamente a Alemanha neste momento é outro mundo. Nao há duvida porque agora ´neste instante e momento e situaçao está na agenda como o melhor modelo possivel para estos liberais…

    http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2342595

    Gostar

  24. pedro's avatar
    pedro permalink
    5 Março, 2012 10:04

    Excelente post. No entanto, penso que devia fazer desenhos para que os politicos deste miserável país percebam de vez o problema, e, se deixassem de mentiras. Nos próximos artigos é desejável elencar as medidas e o seu respectivo impacto no orçamento de estado ,para que as pessoas percebam a alternativa a esta brutal carga fiscal. É impossível com honestidade , investir e ter retorno nas actuais condições em portugal , facturando tudo o que se vende e compra.

    Gostar

  25. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    5 Março, 2012 10:08

    Funcionários públicos iniciam semana de greves para exigir aumentos de 6,5%!!1
    Viva!!11
    ups…é na germania…..
    afinal na alemanha também existem FP
    e pour cause esses filhos da p* também são grevistas!

    Gostar

  26. Piscoiso's avatar
    5 Março, 2012 10:44

    Não têm nada mais recente?
    É que hoje são 5 e essa droga saiu num jornal há 3 dias.

    Gostar

  27. Luca's avatar
    Luca permalink
    5 Março, 2012 10:46

    Excelente artigo.

    Gostar

  28. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    5 Março, 2012 11:00

    “O modelo social europeu está morto. Morto pelo desemprego.”
    O jmf1987 anda eufórico na esperança de ser ele a mandar a primeira pazada de terra sobre o cadáver. Só que o “modelo social europeu” faz lembrar a velha frase de Mark Twain (só para lembrar, “As notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas”). Na verdade, se há várias razões para haver um modelo social europeu, o desemprego é um deles. A questão do financiamento é uma patetice inventada pelos economistas dos regime para aplicar o darwinismo social que tanto apreciam, julgando-se os mais adaptados. O que é natural, porque se julgam adaptados ao monstro que eles próprios tentam criar. Daí a adaptação. O estado social, ele próprio, é uma forma de desenvolver a economia (uma outra economia, assente numa melhor redistribuição da riqueza) e as ideias mãe não nasceram em períodos de grande crescimento económico. Nasceram pela inteligência dos homens, contra as injustiças cometidas pelos pedantes e convencidos da sua superioridade e, também, muito pelo medo que a partir de determinada altura o ocidente teve do comunismo. Não consigo perceber como é que alguém tem a distinta lata de achar que o futuro vai ser uns a trabalharem toda a vida, até aos 80 anos e 50 horas por semana, como não tarda nada a ser defendido, e outros no desemprego uma vida inteira. O problema é que a animalidade é uma doença que se pega e propaga mais do que a inteligência. Eu sei qual é a solução, porque só há uma solução racional. Embora não tenha a certeza se o bicho-homem, liderado pelos mais bichosos, optará pelas várias soluções irracionais: todas elas, pegando na riqueza e entregando-a quase inteirinha aos predadores.

    Gostar

  29. PMP's avatar
    PMP permalink
    5 Março, 2012 11:10

    O JMF não percebe como funciona a economia e diz por isso coisas sem sentido .
    .
    O dinheiro não se gasta, circula, para isso é que foi inventado.
    .
    A Dinamarca, Suécia, Holanda, têm um Estado Social forte e desemprego baixo, porque têm uma balança corrente equilibrada ou positiva.
    .
    Vamos mas é copiar a organização politica e económica desses pequenos países em vez de andar a inventar.
    .
    Um bom começo seria reduzir o IRC e a TSU em 50% para as PME’s de bens transacionáveis.
    .
    Sem um choque fiscal não vamos a lado nenhum.

    Gostar

  30. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    5 Março, 2012 11:13

    Oh Alvaro! Já vais embora?!
    curioso ver ontem o professor martelo tiririca a dizer «ah,o alvaro manda no qren,mas quem manda é o gaspar»

    Gostar

  31. trill's avatar
    trill permalink
    5 Março, 2012 11:26

    “(jovens com empregos precários não arriscam ter filhos ou nem sequer saem de casa dos pais) ”

    Isto é mentira: pode mostrar os estudos em que se baseia? A Alemanha já sofreu disso e não era pq os trabalhadores fossem precários. A França continua a sofrer disso -> sobretudo entre a “classe média” que não é precária. Você vem para aqui fazer afirmações que empiricamente até podem passar, porque parecem ter lógica, mas que são simplesmente mentira.

    Gostar

  32. A C da Silveira's avatar
    A C da Silveira permalink
    5 Março, 2012 11:28

    Portugal tem há muitas dezenas de anos mais ou menos a mesma população, à volta dos 10 milhões. Que me lembre, e já vou nos 60s, nunca houve em Portugal taxas de desemprego a este nivel, especialmente nos jovens. Vale a pena fazer uma reflexão séria e despida de ideologias , sobre as causas desta calamidade.
    Portugal ficou depois da descolonização reduzido às fronteiras do sec XV, entalado entre a Espanha e o mar, com uma economia destruida pelo PREC. Entrou na CEE, agora UE, quando eram apenas 12 paises, tendo desperdiçado, apesar das bastas ajudas economicas, uma oportunidade historica de finalmente se aproximar dos niveis de desenvolvimento economico e social do espaço politico mais rico do mundo. Por cá, os politicos prometeram aos jovens que se “tirassem um curso superior”, teriam à sua frente carreiras profissionais de sucesso e generosamente pagas. O que sabiam que era uma grande mentira, porque confinados ao nosso rectangulozinho, nunca seria possivel o mercado de trabalho absorver (nem que a economia crescesse na casa dos dois digitos) o numero de licenciados que saiam das universidades e politecnicos que entretanto foram nascendo como cogumelos, muitos deles com uma pobreza docente e curricular confrangedoras, e leccionando cursos que não servem para coisa nenhuma. E bem à portuguesa, fomos varrendo o assunto para debaixo do tapete. Agora chegou a altura de levantar o tapete, e 40% dos jovens, a grande parte licenciados, não têm uma saída profissional em Portugal, até porque o estado e as autarquias deixaram de empregar muitos jovens como fizeram durante decadas.
    No principio dos anos 70, Veiga Simão então ministro da Educação de Marcello Caetano, deu a primeira machadada nas saidas profissionais dos jovens, quando acabou com as Escolas Comerciais e Industriais, as Escolas de Regentes Agricolas e outras, aniquilando assim o ensino profissional em Portugal, e deitando pró lixo decadas de experiencia docente competentìssima que essas escolas tinham desenvolvido e acumulado. Desses estabecimentos, saiam jovens de 17-18 anos preparados para a vida profissional, tendo a possibilidade de continuarem os seus estudos se assim o entendessem. Este verdadeiro crime foi cometido em nome de uma pretensa “democratização do ensino”, como Veiga Simão afirmou num discurso transmitido pela televisão há 40 anos atrás.
    Temos portanto dezenas ou centenas de milhar de jovens licenciados, que nunca conseguirão em Portugal carreiras profissionais a que eles se julgam com direito, porque eles fizeram a sua parte e andaram 20 anos a queimar as pestanas para nada, e serão mais pobres que os seus pais que tambem acreditaram na grande mentira, e que em muitos casos passaram anos de sacrificios para proporcionar aos filhos as “oportunidades” que eles não tiveram e que em tantos casos têm que continuar a sustentar.
    E agora vão pedir responsabilidades a quem?

    Gostar

  33. trill's avatar
    trill permalink
    5 Março, 2012 11:29

    neste momento a substituição é garantida basicamente pelos imigrantes e pelos jovens “precários”, que apesar de tudo têm mais filhos que a dita “classe média” com emprego fixo. Por isso informe-se antes de vir par aqui escrever asneiras.

    Gostar

  34. trill's avatar
    trill permalink
    5 Março, 2012 11:33

    “o principio dos anos 70, Veiga Simão então ministro da Educação de Marcello Caetano, deu a primeira machadada nas saidas profissionais dos jovens, quando acabou com as Escolas Comerciais e Industriais, as Escolas de Regentes Agricolas e outras, aniquilando assim o ensino profissional em Portugal, e deitando pró lixo decadas de experiencia docente competentìssima que essas escolas tinham desenvolvido e acumulado.”

    concordo! Agora todos têm um diploma de ensino superior inútil e ninguém assegura com competência profissões “manuais” e louváveis que em Portugal estão nas mãos de pequenos escroques e vigaristas. Se quiser um canalisador contrate um ucraniano, jamais um tuga! Ha! Mecânico de automóveis? Tenha juízo e vá a Espanha.

    Gostar

  35. Trinta e três's avatar
    5 Março, 2012 12:00

    O “modelo social europeu” está, de facto, moribundo, devido ao desinvestimento europeu na produção de bens transacionáveis (e a consequente quebra na produção de riqueza), à abertura incondicional dos mercados (sobretudo aos países asiáticos) e ao desinteresse em introduzir ajustamentos, quando já se percebia que a tendência demográfica não permitia manter os modelos de segurança social.
    .
    Neste momento continuamos a insistir nos mesmos erros, porque uma (hoje) consensual maior preocupação com o investimento na indústria, não vai ter a oferta de empregos necessária, a menos que se ignore todo o avanço tecnológico.
    .
    Este debate, importante, pouco tem que ver com o que se passa em Portugal, já que, por cá, há uma série de asneiras adicionais que a própria “troika” parece reconhecer e já levou à despromoção do patusco Álvaro.

    Gostar

  36. trill's avatar
    trill permalink
    5 Março, 2012 12:09

    pelo menos os espanhóis não se andam a vigarizar uns aos outros como os tugas.

    Gostar

  37. PMP's avatar
    PMP permalink
    5 Março, 2012 12:14

    O JMF mistura alhos com bugalhos.
    Então se o desemprego jovem é de 35% ou mais ainda quer mais natalidade ?
    .
    Com mais natalidade mais desemprego jovem !!
    .
    Só quem não quer ver é que não percebe que o problema do desemprego está na fraqueza das exportações e na força das importações, facilitadas pela moeda forte em que estamos inseridos.
    .
    O euro valorizou 30% contra o dolar em 6 anos !!

    Gostar

  38. neototo's avatar
    neototo permalink
    5 Março, 2012 12:40

    E o preço do oil (que nao oleo) desde 2006 e antes nem lhe conto. Pode ver aquí a evoluçao…

    http://es.wikipedia.org/wiki/Archivo:Brent_Spot_monthly.svg

    Enquanto as importaçoes chinocas que outro tenha a bem buscalas e aportarnos os gráficos. Eu hoje fico também em grève…

    Gostar

  39. neototo's avatar
    neototo permalink
    5 Março, 2012 14:34

    Para algum que agora considera o Oráculo Goldman (glup) Oráculo Draghi a levantarse pela manhas e tras olhar as cotaçoes de açoes mirar para outra lado, os niveis de desemprego seja jovem ou velho dá para desconfiar. A ver vamos qual é fiabilidade do Oraculo para acertar nas suas divagaçoes…

    ………………………….
    WSJ: Qual você acha que são as mais importantes reformas estruturais?

    Draghi: Na Europa é o primeiro produto e serviços de reforma dos mercados. E o segundo é as formas de reforma do mercado de trabalho, que leva diferentes em diferentes países. Em alguns deles, um tem que fazer mercados de trabalho mais flexíveis e também são mais justo do que hoje. Na Estes clubes do país há um mercado dual de trabalho: altamente flexível para a parte dos jovens em que os contratos de trabalho são da população de três meses, seis meses de contrato que pode ser renovado por anos. O mesmo é altamente inflexível Mercado de Trabalho para a parte protegida da população onde os salários seguem antiguidade Ao invés de produtividade econômica. Em um sentido mercados de trabalho na atualidade são injustas Tal ambiente em porque colocar todo o peso de flexibilidade por parte da população jovem.

    WSJ: Você acha que a Europa se tornará menos do modelo social a definiu isso?

    Draghi: O modelo social europeu que já tinha ido quando para ver as taxas de desemprego juvenil em alguns países dominantes. Essas reformas são para aumentar o emprego necesario você, especialmente o emprego dos jovens e, portanto, despesas e do consumo.

    Gostar

  40. neototo's avatar
    neototo permalink
    5 Março, 2012 14:40

    Nao resisti anhadir uma última pergunta-resposta da tao aireada entrevista pensando no AC que seguramente será lido por ele com satisfaçao…mais esto de coincidir com o optimismo do Oraculo nestes momentos tao especiais sería para evaluar em base a qué e quais os motivos para tanto optimismo:

    ……
    WSJ: Você acha que Portugal vai precisar de outro resgate?

    Draghi: Não. Nós Consideramos o programa no caminho certo.

    Hum, hum, as certezas do Draghi estam baseados no seguimento previsto do “programa”.

    Gostar

  41. e-ko's avatar
    e-ko permalink
    5 Março, 2012 15:58

    ó jmf, não se ponha a delirar e a tomar os seus desejos por realidades!… sei que isto está encravado, mal contado e até desinformado mas, quanto mais espremerem os desgraçados, mais hipóteses têm de virem a ser escorraçados esses políticos vendidos aos interesses da banca… quem semeia ventos, colhe tempestades!…

    Gostar

  42. O SÁTIRO's avatar
    5 Março, 2012 16:58

    Há uma….várias….coisas que não percebo..
    seos PCPs……e CGTPs são tão amigos dos comunas chinocas…..
    pq não se preocupam com o miserável salário mínimo na China?
    corresponde a 170€…?
    AHH..
    afinal percebi…
    eles querem o aumento em portugal..para levar à falência milhares de pequenas empresas
    e assim permitir que os produtos dos amigos comunas chinocas invadam “este país”
    pelo meio, claro, as falências levam ao desemprego….
    e são mais uns milhares para encher o terreiro do paço..(com 300 mil!!!!!!!!!!)

    Gostar

  43. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    5 Março, 2012 17:10

    o álvaro vai apanhar o avião para o canadá das 17:45

    Gostar

  44. Sidonio R. Gonçalves's avatar
    Sidonio R. Gonçalves permalink
    5 Março, 2012 18:28

    A C da Silveira
    Comentário lúcido e que retrata sem dúvida alguma a realidade dos últimos anos, e com responsáveis bem conhecidos. Assino por baixo, sei do que fala, já que sou da mesma geração.
    Cps
    S. Guimarães

    Gostar

  45. e-ko's avatar
    e-ko permalink
    5 Março, 2012 19:43

    Sidonio R. Gonçalves e A C da Silveira,
    .
    não sou contra a adesão à Europa, mas esta adesão tem tido uma série de armadilhas em que os políticos portugueses, a começar no Cavaco, nos têm obrigado a cair: a destruição de alguns sectores de actividade e a substituição da economia real/produtiva por uma economia de pacotilha de serviços e comércio de franchising que apenas tem produzido consumidores a crédito…
    .
    agora, a adesão ao euro foi mais uma armadilha, porque depois de perder a capacidade de controlar a sua própria moeda, os países do euro vivem sob a ditadura anti-inflacionária do BCE que apenas serve para controlar os preços e emprestar dinheiro às bancas nacionais a taxas de 1%, mas que não pode fazer o mesmo aos estados… e que nos seus estatutos não está prevista a redução do desemprego, como acontece com a FED. toda a política anti-inflacionista tem como consequência o aumento do desemprego!… e, então, a febre austeritária que anda a guiar as políticas europeias, ainda agrava mais a coisa…

    Gostar

  46. O SÁTIRO's avatar
    5 Março, 2012 21:00

    e-Ko
    cavaco foi classificado de “bom aluno” por um proeminente socialista e europeísta…..Jacques Delores.
    Isso de bom aluno, ao contrário do que dizem os ressabiados das QUATRO maiorias absolutas de cavaco, não tem nada a ver com….obeceder a ordens.
    tem a ver com uma óptima utilização dos fundos comunitários no cavaquismo.
    é isso q dizem os relatórios europeus.
    portugal passou do 3º mundismo arcaico de 1985 para país europeu em 1995…..
    e ainda teve q aderir ao SME……
    e aguentou-se + ou -…….pior foi a crise internacional de 1993.
    depois, com guterres…..começou a bagunça e os desmandos.
    e o deitar os €€ para o lixo…………
    ou melhor, para o bolso dos amigos………

    Gostar

  47. paintboxtalks's avatar
    5 Março, 2012 21:08

    Reblogged this on paintboxtalks.

    Gostar

  48. Zegna's avatar
    Zegna permalink
    5 Março, 2012 23:29

    A Europa está falida basta olhar para os defices de qualquer país do euro , mesmo o da Alemanha é preciso apurar se aqueles valores são reais porque aquele país anda cheio de manobras economicas. Portugal tem mais de 5 milhoes de pessoas que não trabalham ………se não trabalham dificilmente os outros 5 milhoes jamais os irão conseguir sustentar…….basta fazer contas. Portugal neste momento é um estado subsidio – dependente da Troika mas os iluminados do governo acham que não. Querem pagar o que não é possivel ……

    Gostar

  49. Trinta e três's avatar
    5 Março, 2012 23:39

    “tem a ver com uma óptima utilização dos fundos comunitários no cavaquismo”.
    Importa-se de repetir? Lembra-se de um senhor Ferreira do Amaral que foi ministro das obras públicas e que lançou a primeira PPP? Lembra-se em que governo foi ele ministro? Lembra-se duma coisa chamada IP 25 que ceifou centenas de vidas? Lembra-se de quem é a frase “para quê produzir o que os outros produzem mais barato e melhor”? Lembra-se de quem começou a espatifar fundos em alcatrão? Lembra-se de supostos fundos para a agricultura que andaram para aí a exibir jantes de liga leve? “Óptima utilização” de quê?

    Gostar

  50. ikonoklasta's avatar

Deixe uma resposta para neves Cancelar resposta