Fé na economia planificada
6 Março, 2012
Começa a emergir uma facção que tem grande fé no Álvaro e no seu ministério para planificar a nossa economia com verbas do QREN. É um regresso ao estimulismo do Eng Sócrates misturado certa crença de que economia e finanças são compartimentos estanques. Tipo, o que interesse é gastar, qualquer que seja o custo do dinheiro. Poderíamos falir várias vezes que apareceria sempre gente a dizer que o que é preciso é gastar dinheiro a estimular a economia.
32 comentários
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Mas já não falimos várias vezes?
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E havemos de falir muitas mais se Deus nos der saúde e abençoar o nosso querido Portugal.
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” Começa a emergir uma facção que tem grande fé no Álvaro e no seu ministério para planificar a nossa economia com verbas do QREN.”
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e a outra facção tem fé em Vitor Gaspar…o Ministro do Orçamento Harry Potter…ou seja, juntando as duas facções não valem uma de jeito…
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Não afirma que ASP representa essa tendência, antes que o caso evidencia a existência dessa tendência, concordo. Mas, o caso “Alvaro” tem grande potencial para se transformar no caso “Luis Campos e Cunha” deste governo. Na altura, publicamente, não se sabia que o ponto de divergência de LCC com Sócrates (ausência de controlo sobre a dívida) constituiria uma das linhas de progressiva fractura e posterior colapso do governo PS. Hoje, sabemos a importância de ASP (ou o que ele escreveu anteriormente) para a componente “liberal” ou “intenção de mudar de vida” na constituição da alternativa eleitoral vitoriosa. Sem ASP e/ou essa componente, o que fica? A Lei dos compromissos?
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Bom regresso às lides, João Miranda! Há quanto tempo…
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Ainda que não saiba quem é a QREN, saúda-se o reaparecimento mirandês,
pois isto aqui tem andado de rastos com helenafmatos1957.
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mas ó JM, vivemos num país de gente de fé… a começar pelos ministros, Passos e Gaspar acreditam que estão a levar o país no bom caminho e que só por isso os mercados les trarão empréstimos com taxas menos exorbitantes, a Cristas acredita que a chuva vem aí com toda a força para evitar a grade seca… também gostarímos de saber o que se está a prever, nesta altura do campeonato, para combater os fogos deste verão… ou temos todos de ir a Fátima?
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em tempos, as pessoas compravam os rebuçados do dr Bayard, porque acreditavam que eram bons contra a tosse… agora, há quem acredite que os fundos da QREN são bons contra o marasmo económico e desemprego, mas que são uma espécie de rebuçados lá isso são!… e quem é que não anda a precisar duns rebuçaditos para adoçar os amargos de boca? depois, esses rebuçados da QREN são para ser distribuidos através dum simulacro de planeamento económico e geográfico e ainda há quem acredite em simulacos…
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até o JM, que pretende não acreditar em nada, tem uma fé ilimitada nos mercados!…
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Sem gasto de dinheiro (próprio ou emprestado) não há lucro. É preciso saber gastar …
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Há quem não tenha aprendido nada com o que se passou em Portugal nos ultimos 6-7 anos. Os que andaram com a demagogia do Socrates ao colo, todos os dias inventam não-assuntos como este do QREN. Claro que o PS já se esqueceu como as coisas se passavam no tempo do governo socretino, porque praticamente não tocaram no QREN. Mas a pouca execução que teve, tinha que passar pelo crivo do Teixeira dos Santos.
Ser o ministro das finanças a autorizar os gastos do pouco dinheiro que temos à nossa disposição faz todo o sentido, e só os burros e os que tudo lhes serve para fazerem baixa politica é que alimentam uma novela destas.
Um pasquim como o “i” que é dirigido por um atrasado mental, e sub-dirigdo por uma cabeça com uma dureza identica ao nº9 da escala de Mohs, ontem anunciava que o ministro da economia estava demissionario, mas como não estava, então hoje veio dizer que se demite qualquer dia. o “i” há-de acertar, porque Alvaro Santos Pereira, sairá um dia do governo, nem que seja daqui a tres anos.
Os media em Portugal não estão à altura dos sacrificios que os Portugueses estão a fazer para sairem do sarilho em que os mesmos media os ajudaram a meter, e onde os querem manter a todo o custo.
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Só para saudar o regresso à sempre oprtuna e fundada irreverência do incomparável JM, forte abraço, jmm
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A “tragédia” começou quando o “poder” financeiro tomou conta da Economia. Mais ou menos depois da crise do petróleo dos anos 70. Agora não há volta a dar-lhe. Tudo passa pelas Finanças. O planeamento é o equilíbrio orçamental. O resto é fantasia.
Quem esteve atento esta semana “viu” isto. As disputas das “quintas” ministeriais que envolveram os ministros Álvaro e Vítor são um fait divers.
O QREN terá o mesmo destino que os fundos de pensões e outros activos resultantes das privatizações. Vão para onde Vítor Gaspar precisar e onde forem necessários para cumprir o deficit de 4,5%…
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o que não se percebe é como ainda não perceberam que a sociedade planificada pelos cromos levou à moribundia . acabaram com a diversidade criando “modas e tendências” que têm efeitos perversos devastadores. agora andam para aí os economistas que inverteram a piramide das actividades económicas a dizer que sem indústria patati patata . e vão buscar os operários para a indústria aonde ? aos meninos que foram escolarizados quase exclusivamente para serviços ? agricultura igual , cortaram a ligação das pessoas a essas actividades. e nem assim , depois de estarem aí os resultados das” paixões “, nos largam a bregulha. isto só visto.
outra : a malta foi toda na conversa da casa própria , promovida pelo estado tb que as taxas e taxinhas souberam bem , gastaram o que tinham e não tinham a 30 anos ou mais , poupanças nenhumas ; ora , tudo indica que as reformas vão ser mínimas , e claro , vai ser bonito , vai , nem dinheiro para o imi vão ter.
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Isto só vai com rigorosos Planos Quinquenais!
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e depois quem paga o qren? Esse dinheiro vem para portugal a fundo perdido? Não vai ter que se pagar mais tarde tal como aconteceu com os fundos da CEE que estamos agora a pagar com lingua de palmo?
desculpem a ignorancia do macaco
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Qual “economia planificada”, qual carapuça… Os apoiantes do Álvaro já vieram a terreiro e o seu passado não engana. Se ainda há fundos para rapar, têm que ir para os do costume!
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«Isto só vai com rigorosos Planos Quinquenais»
Ou com uma alternativa portuguesa: “Planos de Fomento”.
No século xx/anos 60, estava a resultar.
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A “troika” anda feliz com o cumprimento por Portugal do seu plano. Bate palmas, promove, sublinha com fosforescências. Mas avisa: e os grupos de interesse, não se lhes toca? E aí, como ontem aqui escrevia o Rui Peres Jorge, a história dos contratos não pega: quantos direitos adquiridos já foram rasgados com a Função Pública e com os pensionistas?
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Os lóbis são as forças mais poderosas de Portugal. Porque caminham em serpentinas, porque financiam partidos, dão comissões e empregos a muita gente. Álvaro sabe, Álvaro escreveu sobre isso – Álvaro não está a fazer-lhes frente.
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Vamos à lista das impossibilidades: 1. cortes de custos das empresas públicas, incluindo milhares de despedimentos e redução de serviço, como encerramento de linhas de transporte, coisa em que há trinta anos ninguém toca; 2. suspensão de Obras Públicas, renegociação de SCUT e de PPP; 3. subsidiação à energia; 4. gestão das verbas do QREN, o “único” dinheiro que está a entrar na economia e que pode salvar ou não milhares de empresas – e de associações falidas que se abeiram dos microfones também como receptadoras de fundos à formação profissional; 5. privatizações, agora da TAP (que não trará dinheiro, é apenas libertação de um passivo) e da ANA; 6. aumento das tarifas de transporte.
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Agora refaça a lista pensando nos lóbis prejudicados, entre os quais 1. todas as empresas públicas, altamente partidarizadas, algumas das quais foram berço de pequena corrupção nas compras, como se viu no “Face Oculta”; os partidos políticos que as dominam, e os tachos que por lá disseminam; os sindicatos destas empresas; os privados interessados na sua privatização e, portanto, na sua aparente degradação; 2. todas as construtoras, concessionárias, advogados contratados e bancos que têm os contratos nas mãos, mais os partidos financiados por todos eles; 3. todas as empresas que recebem subsídios de energia e não só a EDP (nos CMEC), a Galp, a Portucel, a Iberdrola, a Endesa, as cerâmicas, os têxteis (na cogeração), as empresas do solar, milhares de empresas como as bem conhecidas deste Governo Fomentivest (de que Passos Coelho foi gestor) e Finertec (de que Miguel Relvas foi administrador); 4. associações empresariais e as pouco potentes PME; 5. advogados, financeiros, bancos, interessados nas privatizações. Sim, falta um: o ponto 6., aumento dos transportes públicos, que enfrenta os menores lóbis. Talvez por isso seja a única das seis que está a avançar. De resto, está tudo por concluir: a fusão de administradores, de empresas, extinções, saídas de pessoal, cortes mais fundos da despesa. O programa para os transportes, o PET, arrisca-se a ser uma peta que nos contaram. Os dossiers das empresas exportadoras, os bloqueios nos Estaleiros de Viana, o complicado dossiê da energia – está tudo pode resolver. E o AICEP já fugiu da alçada.
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artigo completo a ler aqui.
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e-ko
já concordei várias vezes consigo…
desta vez discordo
a questão dos “gestotes” públicos das empresas públicas é um assunto delicado …devido apossiveis indemnizações que a sua demissão pode acarretar.
já foi aprovado e publicado o novo regime do gestor público……que tira muitas das mordomias xuxas…mafiosas….que faziam mil cães se atirarem ao osso.
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Nem austeridade isolada, nem dinheiro a rodos (até porque não há…)
http://notaslivres.blogspot.com/2012/02/austeridade-se-manter-solteira-sera.html
Liquidez não aparece
http://notaslivres.blogspot.com/2012/03/liquidez-onde.html
E a sugestão de títulos de dúvida comercial não vendáveis:
http://notaslivres.blogspot.com/2012/03/titulos-de-divida-comercial.html
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O assunto Álvaro está bem explicado aqui:
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Álvaro, o homem-bala
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=542549&pn=1
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Vamos à lista das impossibilidades: 1. cortes de custos das empresas públicas, incluindo milhares de despedimentos e redução de serviço, como encerramento de linhas de transporte, coisa em que há trinta anos ninguém toca; 2. suspensão de Obras Públicas, renegociação de SCUT e de PPP; 3. subsidiação à energia; 4. gestão das verbas do QREN, o “único” dinheiro que está a entrar na economia e que pode salvar ou não milhares de empresas – e de associações falidas que se abeiram dos microfones também como receptadoras de fundos à formação profissional; 5. privatizações, agora da TAP (que não trará dinheiro, é apenas libertação de um passivo) e da ANA; 6. aumento das tarifas de transporte.
Agora refaça a lista pensando nos lóbis prejudicados, entre os quais 1. todas as empresas públicas, altamente partidarizadas, algumas das quais foram berço de pequena corrupção nas compras, como se viu no “Face Oculta”; os partidos políticos que as dominam, e os tachos que por lá disseminam; os sindicatos destas empresas; os privados interessados na sua privatização e, portanto, na sua aparente degradação; 2. todas as construtoras, concessionárias, advogados contratados e bancos que têm os contratos nas mãos, mais os partidos financiados por todos eles; 3. todas as empresas que recebem subsídios de energia e não só a EDP (nos CMEC), a Galp, a Portucel, a Iberdrola, a Endesa, as cerâmicas, os têxteis (na cogeração), as empresas do solar, milhares de empresas como as bem conhecidas deste Governo Fomentivest (de que Passos Coelho foi gestor) e Finertec (de que Miguel Relvas foi administrador); 4. associações empresariais e as pouco potentes PME; 5. advogados, financeiros, bancos, interessados nas privatizações. Sim, falta um: o ponto 6., aumento dos transportes públicos, que enfrenta os menores lóbis. Talvez por isso seja a única das seis que está a avançar. De resto, está tudo por concluir: a fusão de administradores, de empresas, extinções, saídas de pessoal, cortes mais fundos da despesa. O programa para os transportes, o PET, arrisca-se a ser uma peta que nos contaram. Os dossiers das empresas exportadoras, os bloqueios nos Estaleiros de Viana, o complicado dossiê da energia – está tudo pode resolver. E o AICEP já fugiu da alçada.
O Ministério já perdeu muitas pastas. É um balão que se esvazia. Se Álvaro Santos Pereira quer ter força, tem de usá-la, limpar as pendências dos aflitos e enfrentar os poderosos. Só a execução e coragem o protegerão, não a ampulheta de Passos Coelho por onde a areia vai declinando.
Não é à toa que toda esta contestação surge exactamente agora, em que muitos destes dossiês estão a ser fechados e os lóbis questionados. Um ministro frágil não dá meio passo. E portanto Santos Pereira merece resguardo de quem o quer fora dali por interesse. Mas tem de agir, não lhe basta sentir-se injustiçado. Se passa de governante da Rua Gomes Teixeira para governanta do Palácio da Horta-Seca, será trucidado pelos molares dos próprios partidos da coligação e, em vez de peixinho dourado, será um comestível “peixinho da Horta”. Nesse caso, ninguém terá pena dele, nem a merecerá.
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“Sem gasto de dinheiro (próprio ou emprestado) não há lucro. É preciso saber gastar ”
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O Estado nunca gasta dinheiro próprio, usa só dinheiro alheio de que se apodera por meio de impostos ou recorrendo a empréstimos que as futuras gerações terão de pagar.
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Quem leu e aplaudiu o livro de Alvaro Santos Pereira (Portugal na Hora da Verdade) está seguramente estupefacto com a acção do Alvaro enquanto Ministro da Economia, que nada tem a ver com o Alvaro economista liberal/professor/escritor, mistério para o qual não encontro resposta, a não ser que a máfia já tenha também tomado conta dele.
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JP Ribeiro:
É típico: o académico que se confronta com os complexos meandros da realidade e… naufraga. Independentemente de me parecer que já está apanhado por alguns grupos, só agora deve ter percebido que tudo é um pouco mais complicado do que as projecções que fazia no sossego do seu ganbinete. Para agravar- e ao contrário do seu colega das Finanças- gostou do protagonismo e de ter as atenções concentradas na sua pessoa. Tramou-se.
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Turning the Tables on Big Brother:
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Now Internet Users Can Watch Who Is Spying on Them in Blow Against Google’s New Snooping Policy
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http://lewrockwell.com/spl4/turning-the-tables-on-big-brother.html
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JOSE GIL CORREIA MON
A melhor lição de finanças que já recebi(não foi certamente do sempre escavacado …) :
Tinha feito um estudo financeiro e aguardava decisão do então Banco de Fomento . Entretanto conhecia um capitalista que apenas gostava de investir em depositos a prazo . Falei-lhe se estaria interessado e ele me respondeu : ” se o investimento é
bom não precisa de dinheiro” …. E já vi bons negocios sem dinheiro … O que nos falta é engenho e arte … E pouco aprendemos . por exemplo , com Champalimaud . Estamos entregues a politicos , que nunca trabalharam , geneticamente incompetentes, inseridos num sistema politico que construiram , controlam e aproveitam principescamente e do qual jamais sairão … A Historia é velha .A História repete-se , então , os Tugas são burros ? Uma coisa parece certa . Padecem de iliteracia , numerica , economico-financeira e social . Por vezes até de obesidade mental . Têm com o Biblia Sagrada a TV(futebol e telenovela q.b.) . PIEGAS q.b. Me desculpe , por ora já chega …
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O que é preciso é gastar, tornar aos tempos das remessas de milhões diários da Europa, a distribuir por agrários dos casinos e amantes de Lisboa, pelos ministros e compadres das parceriasa de Lisbopa, com seus boys, suas partenaires, cabras e mais gaysada, tudo em famelga .
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Isto sim, é a real golpada das muitas que não convém acabar…
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http://clix.expresso.pt/custos-de-obras-em-escolas-disparam-mais-de-400=f709592
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É fartar vilanagem…
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http://clix.expresso.pt/custos-de-obras-em-escolas-disparam-mais-de-400=f709592
“e foi um fartote de entrada de prémios nesses offshores, a bem da famelga”, diz de lá o outro …
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QREN liderado pela CIP e pela CAP ou liderado pelo contabilista Gaspar – com o objectivo de salvar o “equilíbrio orçamental” da banca, que venha o diabo e escolha.
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Há que despedir a torto e a direito, depois entram por outsourcing, vejam o caso do Casino estoril com lucros e ajuda do estado colocou no desemprego 112 trabalhadores. De seguida colocam anuncios, na internet a pedir trabalhadores e tudo isto nas barbas da justiça. Um negocio da CHINA.
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Olha a minha querrida Zazie! Já vi que gostas do nosso ASP. Continua a comer a natinha, pois esta é até ao fim , meu amorzinho!
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