O gajo
Em 2009 aquando da polémica Belém-S. Bento escrevi isto que em 2012 me parece ainda mais actual e que republico deviamente adaptado: Não sei se, como contam os seus próximos, Mário Soares ainda trata Cavaco Silva por “o gajo”. Mas é importante esclarecer que chamar-lhe gajo não me parece nada depreciativo tanto mais que o termo gajo, na fulanização que tem implícita, dá conta daquilo que Cavaco Silva tem sido em Portugal: uma espécie de intruso, um tipo com quem volta e meia se esbarra e que suscita quase sempre uma pergunta meio irritada: “Mas o que quer este gajo?”
É preciso que se perceba que o espaço do poder governamental é em Portugal naturalmente socialista. Não por uma qualquer malfeitoria dos socialistas mas sim porque foram os socialistas os grandes vencedores políticos e morais do momento que fundou os compromissos do regime, o 25 de Novembro de 1975. O socialismo que o PS prometia aos portugueses pareceu-lhes tão paternalmente bondoso quanto o Estado Social anunciado por Marcelo Caetano, com a vantagem acrescida de se livrarem de que alguém os dissesse de direita ou estalinistas, pois se ser de direita permaneceu como algo de pejorativo já ser de esquerda, desde que daquela esquerda delimitada pelo PS, tornou-se um traço distintivo pela positiva. A isto que já de si não é nada pouco juntou-se a extraordinária mais valia da aristocrática concepção do poder do pater familias dos socialistas portugueses, Mário Soares. Ver Soares a deslocar-se é talvez o que temos de mais próximo com o que terá sido a naturalidade aristocrática com que D. Carlos devia passear em Vila Viçosa. Mas Soares não trouxe para os socialistas portugueses apenas a concepção de que o poder lhes é naturalmente devido, cultivou-lhes o espírito de corte: há um séquito que lhe repete as graças, as conversas com os grandes do mundo, a maravilha dos quadros que lhe ornamentam as casas, a grandiosidade da biblioteca e, não menos importante, reage ao primeiro sinal de crítica àquele que definem como pai da democracia. Aliás uma das características mais comuns ao PS português é essa noção enraízada de família. Não por acaso o PS foi durante anos um partido de famílias cujos apelidos em muitos casos remontavam à I República e onde, ao contrário do que sucedia nas outras formações políticas à direita e à esquerda do PS, os filhos, desde a mais tenra infância, se reviam e revêem ideologicamente nos pais.
Por isso um dos momentos mais simbólicos da história do PS foi aquele em que Soares terá passado, segundo a definição da propaganda do PS, o testemunho a Sócrates lançando o slogan “Sócrates é fixe”, adaptação desse outro “Soares é fixe” que fixa o momento em que Soares além de fixe foi também feliz e vencedor. É óbvio que Sócrates não é fixe – coisa que está longe de ser defeito! – e Soares não ignorará que aquele que definiu como seu sucessor não acerta uma única vez quando tenta falar dos livros que diz que leu ou dos filmes que diz que viu. Mas o testemunho que passou de Soares para Sócrates nada tem a ver com os gostos ou com as ideias mas sim com a concepção do poder como coisa da sua gente.
Naturalmente Cavaco não tem um partido assim atrás de si (o que sendo uma notória fraqueza em momentos como o actual foi também o traço que lhe permitiu chegar a Presidente da República) e de alguma forma ele e Guterres foram os únicos que até agora ousaram enfrentar este statu quo: Cavaco porque não se coibiu de ganhar eleições aos socialistas e Guterres porque não fez tudo o que estava ao seu alcance para manter os socialistas no poder, acabando por se demitir. Por isso, do ponto de vista rosa, Cavaco nunca passará de um gajo, Guterres de um traidor e Sócrates será sempre o líder desejado apesar de ter levado o país para a ruína e o PS para um beco sem saída.

Ó Lenita, olhe que o “gajo” já é casado. Todo esse amor deve manter-se platónico.
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Porém, interessante, interessante, eram alguma palavras acerca dos milhões das portagens, e o facto de estarem a render juros onde estão, ou a venda de uma empresa de energia, lucrativa e que se recomenda, ou os estudos meramente aritméticos para estimar a capacidade de novas, novíssimas, urgências, ou o ovo de colombo da terceira idade, a regra do “há sempre lugar para mais um”, ou os milhões para o trabalho temporario em vez dos mesmos milhões em linhas de crédito, sérias e efectivas, para PME´s que criem emprego…
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E ainda quanto ao “gajo”, deixe-o sossegado com a manta nos joelhos, gozar o espaço que ainda tem. Sabe-se lá se daqui a uns anitos, não tem de partilhar o quartito com outro pensionista. Já agora, relativamente ao outro, o “ético”, não se pode meter uma cunha ao Nicolas, para lhe dar um visto permanente de residência?…
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Sempre achei estranho que se possa dar o nome de Cavaco a alguém.
Tão estranho como um povo eleger um Cavaco para presidente.
Só se for para o queimar.
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esta gaja não era amiga da helena em 1975???
http://corporacoes.blogspot.com/2012/03/vida-custa-todos.html
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“Naturalmente Cavaco não tem um partido assim atrás de si …”
A realidade pode-se torturar. Naturalmente… Não se ouvem os gritos.
Cavaco poderia ter (terá) muitos anti-corpos no PSD. Mas, o alter ego, o gajo, estava lá a disputar eleições!
O “sonho Sá Carneirirsta” emergia no horizonte. O que transformou o gajo num catalizador.
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O gajo, é uma expressão que gosto particularmente, parafraseando o Primeiro-Ministro, Prof. Dr. Vitor Gaspar.
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Esta xuxalhada nojenta atingiu o máximo da bandalheira quando o badameko estudante andava por aí… Mas o bandalho vigarista foi do melhor que tiveram. Aguentou-se mais tempo seguido que o velhadas bochechudo ou mesmo o beiçolas. Portanto, um verdadeiro artista!
Ora com o amorfo inseguro que arranjaram agora, estão em pânico de perder o combóio (o Intercidades… É o que há, embora eles quisessem maior velocidade!)
O estudante só cretino ainda pode ser a salvação do nauseabundo peiésse.
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Um gajo que tem Cavaco como nome pode ter outra epígrafe?
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Date: 2008-08-29 14:21:00
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Date:2009-09-25 14:33:00
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Source:Embassy Lisbon
Classification: CONFIDENTIAL//NOFORN
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Uma análise quase perfeita, erra quando atribui a Sócrates o levar do País à ruína!
Então o papel dos estarolas aprendizes na oposição com destaque para o careca vice L.Campos
que em véspera do Governo ir financiar-se ao mercado desatava a gritar pelo descontrolo or-
çamental, fazendo subir os juros! E o papel do gajo na tramóia, sim, ele um grande economista
e conhecedor do País como ninguém !?! Sim, o mais onesto que todos os portugueses não sabia
da críse internacional nem da situação do difícil em quem Portugal estava envolvido, no ata-
que ao euro…pois é muito mais fácil dizer que a culpa é toda do Sócrates!!!
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há quantos anos levamos com o gajo?
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Há 32 ou 33! Desde os tempos do I Governo da AD e que precedeu a grande «bancarrota Balsemão» de 1983!
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quase duas gerações de portugueses a levarem com o gajo e helenafmatos indignada, não sei com quê!
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com cenas destas é que eu não vejo indignação no Blasfémias: distribuir dividendos por não-accionistas !!!
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(…) estranho que o primeiro-ministro não soubesse que na véspera a sua secretária de Estado do Tesouro” tinha confirmado estes pagamentos à China Three Gorges, empresa chinesa que irá adquirir o capital da EDP, e à State Grid e à Oman Oil Company, empresas chinês e omanita que ganharam a privatização da REN (…)
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CONHECE ALGUM PAÍS EUROPEU ONDE SE TENHA FEITO UM DESPEDIMENTO COLECTIVO NUM CASINO?
Ilhas Aland (casino 1) Albânia (2 casinos) Áustria (30 casinos) Belarus (26 casinos) Bélgica (26 casinos) Bósnia e Herzegovina (1 casino) Bulgária (51 casinos) Croácia (51 casinos) Chipre (21 casinos) República Checa (85 casinos) Dinamarca (6 casinos) Estónia (124 casinos) Finlândia (33 casinos) França (460 casinos) Geórgia (9 casinos) Alemanha (134 casinos) Gibraltar (3 casinos) Grécia (11 casinos) Hungria (22 casinos) Irlanda (56 casinos) Ilha de Man (1 casino) Itália (15 casinos) Letónia (47 casinos) Lituânia (20 casinos) Luxemburgo (1 casino) Macedónia (8 casinos) Malta (6 casinos) Moldávia (6 casinos) Mónaco (5 casinos) Montenegro (3 casinos) Holanda (88 casinos) Noruega (2 casinos) Polónia (37 casinos) Portugal (10 casinos) Roménia (28 casinos) Rússia (3 casinos) Sérvia (27 casinos) Eslováquia (16 casinos) Eslovénia (19 casinos) Espanha (52 casinos) Suécia (31 casinos) Suíça (30 casinos) Ucrânia (36 casinos) Reino Unido (363 casinos) .
Esta mensagem, por parte de trabalhadores que foram despedidos sem apelo nem agravo do Casino do Estoril, mostra bem o que significa as leis laborais: letra morta, a falta de cumprimento das próprias leis do sistema.
Esta denúncia também demonstra que sem a determinação na luta contra as políticas reacionárias do governo, estas situações propagam-se como faúlhas. Por isso façamos, explorados, em contrapartida que o combate contra o grande capital se intensifique, alastrando como o fogo numa floresta.
“Nestas condições não constituirá um escândalo e uma imoralidade proceder-se à destruição da expectativa de vida de tanta gente? Para mais quando a média de idades das mulheres e homens despedidos se situa nos 49,7 anos?
Infelizmente, a notícia de mais um despedimento coletivo tem-se vindo a tornar no nosso país numa situação de banalidade, à qual os órgãos de comunicação social atribuem cada vez menos relevância, deixando por isso escondidos os verdadeiros dramas humanos que sempre estão associados à perda do ganha-pão de um homem, de uma mulher ou de uma família.
Mas, para além do quase silêncio da comunicação social, o que mais choca os cidadãos atingidos por este flagelo é a impassibilidade do Estado a quem compete, através dos organismos criados para o efeito, vigiar e fazer cumprir os imperativos Constitucionais e legais de proteção ao emprego.
E o que mais choca ainda é a própria participação do Estado, quer por omissão do cumprimento de deveres quer, sobretudo, por cumplicidade ativa no cometimento de atos que objetivamente favorecem o despedimento de trabalhadores.
Referimo-nos, Senhores Deputados da República, à impassibilidade de organismos como a ACT-Autoridade para as Condições do Trabalho e DGERT (serviço específico do Ministério do Trabalho) que, solicitados a fiscalizar as condições substantivas do despedimento, nada fizeram mediante as provas que presenciaram.
Não gosto de ver o caos em que puseram este país, por irresponsabilidade, por falta de respeito, pelo cidadão nos casos da justiça que a civilização criou como valores para a igualdade.
Muitas das vezes, os nossos governantes não têm a capacidade de perceber para onde nos estão a conduzir ou não têm a coragem de assumir. Isso custa-me, porque há vítimas que estão a sofrer imenso.
Por má gestão, por causa de carreiras meteóricas.
Não posso deixar de condenar, todo o governante ou político, que pôs o seu trajecto individual e social acima do trajeto coletivo.
Podem não se importar com as palavras, mas o certo é que não deixa de ser egoísmo, egocentrismo, quase tirania.
Quem com responsabilidades está por detrás deste despedimento ilegal, que leva o estado a suportar o subsídio destes 112 trabalhadores.”
Meus Srs., vão ver, pelo menos, se aumentou a quantidade de zarolhos entre os trabalhadores e se vão permitir que uma empresa com lucros possa despedir as pessoas e se o Estado não assume as suas responsabilidades para com o monopólio.
É voz corrente, que alguns empregados postos na lista de despedimentos, são profissionais de primeiríssima qualidade…
Por exemplo, quanto é que o Estado pagou por aquela parte da sala de jogos do Casino Estoril, que agora é uma discoteca alugada a uma amiguinha do presumivel “mau jardineiro”, pelo preço da uva mijona?”
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Análise perfeita SOBRETUDO na parte de atribuir a Sócrates o levar o país à ruína.Se quiserem com a contribuição do traidor agora refugiado mas….sempre potenciado e levado ao extremo por este.
Dívida externa em 1996 +- 30% (o gajo)
Dívida externa em 2002 +- 60% ( o refugiado)
Dívida externa em 2011 + de 120% ( o iluminado)
O resto é falar da presença não executiva do gajo e mais quejandos que já metem nojo e que deixamos que continuem a meter mas se falarmos da falência absoluta só um nome deve ser mencionado.
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EEEEEEEEEEEEEEE… se juntarmos a isso as ajudas comunitárias, como agora querem fazer passar ao contrário cá vai a lista delas (aprox.) chamados Quadros Comunitários de Apoio, vulgo QCA
QCA I 1989-1993- 5.500 milhões (o gajo)
QCAII 1994-1999-15.500 milhoes (ano e meio o gajo e restante o refugiado)
QCAIII 2000-2006-20.300 milhoes ( o refugiado + o iluminado)
QCAIV 2007-2013- 25.500 milhões ( o iluminado já injustiçado)
Quem desbaratou mais quem foi?
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Apesar de tudo, a sua análise continua quase perfeita por:
-Quanto entrou no País em 1987 e 1988 de fundos da CEE ?
– Quem aceitou o caderno reivindicativo da Fúnção Pública, de que o próprio
Ministro das Finanças (Cadilhe) se demarcou, dando origem ao famoso “monstro” ?
– Quem, com duas maiorias absolutas não fez as tão necessárias reformas, tidas ainda
hoje por indispensáveis ? Troika dixit !
– Qual a grande reforma da Agricultura introduzida pelo governo do Gajo ? Terá sido
a famosa PAC do ministro A. Cunha ?
– Quem se ofereceu aos portugueses para ajudar a vencer a críse financeira com os seus
bastos conhecimentos de economia e do próprio País ?
– Quem é que investiu na modernização do País e na mudança de paradigma indústrial ?
Não foi decerto o Gajo…e muitas outras coisas !!!!
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Gaja Helena Matos
Wishful thinking.
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Perfeitamente J. Madeira totalmente de acordo no dedo para o gajo.
No entanto queria acrescentar.
Os valores entrados em 1987/88 são desprezíveis atendendo aos brutos dos seguintes QCA.
O caderno reivindicativo da função pública é aquele que hoje é denominado pelas centrais sindicais e partidos de esquerda como os ganhos civilizacionais, os direitos adquiridos jamais poderão ser tirados constitucionalmente etereceta e tal??? Claro que é o monstro gajista disso não tenho dúvida nenhuma.
Pois é !!! duas maiorias sem fazer nenhuma reforma de jeito (troika dixit) eque acabaram em 1996 e j´
a tivemos mais duas maiorias e a troika não dixit nadica de nada???? Diminuiram ou aumentaram o monstro?
Agricultura e industria também ?? Seguiram o exemplo do gajo ou ainda deram uma mãozinha nos ganhos civilizacionais com aumentos à boca das urnas? É que já foram mais de 12 anos e troika troika?
Só vejo somas ao horrível gajo, muitos gajinhos para não dizer gajões.
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Essa de vir culpar o Passos pela divida apenas me lembra uma situação como a da queda a pique de um avião e nos últimos minutos, o piloto entrega o volante ao co-piloto. O co-piloto que inverta de imediato a situação, porque se conseguir aterrar vai ser prontamente criticiado!!
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