Portugal 2020
Imagine-se em Portugal em 2020. Uma empresa de energia estrangeira está a estudar um possível investimento em Portugal. Há 8 anos que ninguém investe na produção de energia. As razões para isso não são claras, mas algo aconteceu há 8 anos que desinteressou os investidores. Os apagões são frequentes. O sistema energético é caótico. Há excesso de produção de madrugada e falta de produção durante o dia. O preço da energia ao consumidor mantém-se baixo há anos devido a uma promessa do governo de manter a subida de preços abaixo da inflação. Na prática o preço está congelado. Não há centrais nucleares por razões ecológicas. A empresa pondera investir numa central a gás mas essa central daria prejuízo a maior parte do tempo. Só poderia ganhar dinheiro nos picos de consumo, mas não o suficiente. Não lhe seria possível cobrar um preço mais elevado nos picos de consumo porque o congelamento dos preços impede os distribuidores de fazer reflectir esse preço no consumidor. Também não lhe seria possível cobrar uma taxa de disponibilidade aos distribuidores porque o governo considera essas taxas uma forma encapotada de subir os preços que estão congelados. E o governo orgulha-se de ter a energia mais barata da Europa.
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Para resolver o problema dos apagões o governo decidiu lançar um concurso que visa o estabelecimento de uma parceria entre o sector público e o sector privado. Nesta parceria há um contrato: o privado constrói uma central e o governo assegura uma renda complementar, chamada renda de disponibilidade, que permite ao privado rentabilizar o investimento. A empresa estrangeira está a ponderar se concorre a estas parcerias. Os advogados da empresa estão neste momento a avaliar que garantias é que a empresa tem de que o contrato será cumprido. Diz-se que estão neste momento a estudar o historial do cumprimento deste tipo de contratos. Ou antes, estavam. É que entretanto falhou a electricidade. Os computadores foram abaixo.

Um elogio à estultícia, sem dúvida. Deixe lá os seus fantasmas e acorde!
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Ah grande João!
Sempre fiel na defesa dos “monopólios”… (talvez… dos “para-monopólios…).
Lucros fabulosos, gastos tontos e sumptuários, fundações manhosas, más administrações, péssimas gerências… tudo isso e muito mais, nada interessam.
O que é preciso é que, após tudo isso, os lucros ainda continuem fabulosos… nem que seja à custa dos preços mais altos da europa e da espoliação dos consumidores desprotegidos…
Oh João! Francamente!
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Já actualmente “E o governo orgulha-se de ter a energia mais barata da Europa.”
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“Não há centrais nucleares por razões ecológicas”
E porque se incute o medo comparando o incomparável, enquanto se vão respirando toneladas de dióxido de enxofre que saem das refinarias como a de Matosinhos, que debita para cima do Grande Porto e perfuma os apartamentos ali à volta, vendidos com a promessa de que a gente sabe como.
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mas em contrapartida , montes de empresas estrangeiras quando ouviram falar em energia barata de forma constante vieram aos pontapés investir cá em fábricas e tal. e portugal subiu logo 10 niveis no indice de produtividade , fantástico .
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“estão neste momento a estudar o historial do cumprimento deste tipo de contratos.”
Basta que o Governo mude de cor, para o contrato ir às urtigas.
Historial recente: TGV.
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Portugal 2020: cada um no seu lugar: escolas sem comodidades,
turmas diferenciadas e
exames desde pequeninos, para os separar.
Isto da escola não é para todos.
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Acham que o JM tentou fazer um post apocaliptico pensando no Portugal tal como poderia ser em 2020?. Consegueu só a medias porque quando andava a pensar em apagoes simplesmente se refiria os extranos sucesos que aconteceram em California no ano 2001…
http://www.nuevamayoria.com/ES/INVESTIGACIONES/regulaciones/010416.html
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Vale a pena ler o artigo que hoje foi inserido no PÚBLICO.
Sobre este tema, era bom que quem sabe do assunto viesse para a praça pública dizer o que está mal, a começar pelo preço que eu estou a pagar na factura da EDP, acima do preço real do produto (segundo o especialista que escreveu o tal artigo), em cerca de 44%, ou seja, quase o dobro do valor que seria verdadeiramente justo.
Quem me acode?
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Portanto por o senhor Miranda estar longo em EDP’s e não gostar que lhe mexam nos cash-flows, as alternativas que nos restam são continuar a dar MIL CENTO E VINTE E CINCO MILHÕES DE EUROS (com tendência a aumentar) de lucro todos os anos aos accionistas do provedor de electricidade do país, ou apagarem-nos os computadores…?
Eu chamava a tropa já.
Ou a polícia que investigue quem roubou a password do blog ao Miranda anti-monopólios.
Cumps,
Buiça
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Imagine Portugal em 2012. Uma empresa de energia estrangeira comprou parte significativa da percentagem detida pelo governo nacional na maior produtora e distribuidora portuguesa, EDP. Há muitos anos que se investe em energia, as razões disso não são claras, mas algo aconteceu depois do governo Cavaco Silva que interessou os investidores. Não há apagões, nem Portugal, no Brasil, ou onde o vento faz a curva e a empresa portuguesa foi lá investir, contrariamente as suas congeneres de outros países europeus de igual tamanho, população e rendimento. E no entanto em Portugal, em termos de abastecimento o sistema funciona na perfeição devido a importação de energia doutros países. O preço da energia ao consumidor mantém-se alto há anos devido a uma promessa do governo de manter a subida de preços acima da inflação. Não lhe seria possível cobrar um preço mais baixo porque as regras estabelecidas nos contratos dos preços impede os distribuidores de diminuir os lucro dos financiadores dos partidos. Também não lhe seria possível cobrar uma taxa de disponibilidade aos distribuidores porque o governo considera essas taxas uma forma encapotada de diminuir os lucros que estão percentualmente congelados. E o governo orgulha-se de ter a energia mais barata da Europa (nota:essa eu vou deixar só para ver o ridículo do raciocínio).
E por aí vai andor…
Nota: eu respeito e admiro muito os artigos do João Miranda e estou em crer que o fez para chamar a atenção das possíveis consequências do perigo de recorrer a medidas unilaterais na reapreciação destes contratos. Porem não acho que a alternativa seja possível: a única solução seria prender e tomar os os bens advindos desta negociata dos responsáveis, públicos e privados, pela negociação monstruosa deste sistema em que estamos metidos.
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Acontece a todos, João Miranda: quando deixamos de encontrar respostas para a relaidade, refugiamo-nos na ficção.
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Em qualquer parte do mundo um dos negócios mais simples é a produção e distribuição de electricidade numa empresa vertical como a EDP.
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Não é necessário por isso dar benesses a quaisquer privados neste sector , sejam portugueses ou chineses.
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A EDP tem um Yield equivalente de 12% sobre os lucros, muito acima do que seria normal de 7 a 8%, por isso os preços podem descer 10 a 20% .
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Nao sejam demasiado duros com o JM.
Para poder fazer o post tivo antes que “digerir” este dossier. E a fé que esta dos mercados “liberalizados da energia” e só para um grupelho de “amiguetes” que só eles entedem e vai saber o que estao cocinhando nos seus fogoes…Logo com estes mamotretos indegestaveis nao vao sair os post que saem…Pois.
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Click to access energy%20report_Esp_tcm4-31331.pdf
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sindicalismo ou sindicância,prefiro esta:
O professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa Luís Menezes Leitão processou a própria faculdade onde exerce atividades pelos cortes sofridos no ordenado e nos subsídios de Natal e de férias, previstos para toda a administração pública.
mas estes sujeitos são tudo,para eles tudo é compatível:
professor
+ advogado
+presidente de associação de senhorios
and so on….
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Portugal 2013:
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o João Miranda, que estava com muito receio que os portugueses pudessem vir a ter as facturas de electricidade menos elevadas do mundo em 2020, vendeu as suas acções da edp e participações em investimentos em renováveis, e decidiu investir no mesmo sector mas na China, porque se prevê um aumento gradual das facturas dos chineses, com o aumento progressivo dos salários naquele país, mas que continuam bastante baixos, garantindo uma boa rendibilidade… entretanto e ainda em 2012, os indianos registaram patente de um carregador a energia solar, suficientemente potente, que garante 12 horas consecutivas de utilização de computadores e tabletes!…
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Parece-me emergir deste post uma especial ironia dirigida a uma certa comportamento esquizóide, dominante entre nós, diria que inalterável com a mudança de Governo: ai querem recorrer a fontes energéticas intermitentes, dando-lhes prioridade no fornecimento à rede de distribuição, mesmo quando a electricidade que produzem não é necessária, mas não querem as consequências (garantia de potência/disponibilidade/ armazenagem de energia eólica em barragens) decorrentes da promoção dessa mesma intermitência?
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De qualquer modo, muito cuidado com a doutrina segundo a qual os “contratos não podem ser rasgados” porque, dizem, “Portugal é um Estado de Direito”. Pena que o Direito não seja para todos.
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Entretanto, o Ministério da Economia, querendo fazer algo de útil, poderia dedicar-se a desmantelar as múltiplas barreiras à entrada no mercado produtor e distribuidor de energia…
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e.. a par dos indianos :
” pesquisadores da Universidade de Notre Dame (que apesar do nome fica nos Estados Unidos), desenvolveram uma tinta para paredes capaz de captar energia solar, a Sun-Believable.A tinta, que utiliza partículas semicondutoras para produzir energia, é uma opção barata para transformar uma residência inteira em um grande ‘painel’ de energia solar.”
por isso , em 2020 ,a malta tem as casas pintadas com sunbelieavable solar paint ( que nessa altura já a puseram a captar mais que um painel solar ) e a edp que se lixe.
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independência judicial, à Gabriel, é estar-se nas tintas, subserviente, caladinho que nem rato, à presidente do conselho da magistratura, à procurador da república, enfim, à pala de cúmplice ronhoso e conivente …
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“Não há centrais nucleares por razões ecológicas”
Não! Não há centrais nucleares (por enquanto) por razões de inteligência e legítima defesa… sua besta!
Dequantos chernobiles e fukushimas é que estas nódoas precisam para enfiarem as centrais nucleares … … …?
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Nunca haverá subsídio maior do Estado do que o que teria de ser dado a uma central nuclear. O nuclear é a forma mais cara de produzir energia. Pensava que o Blasfésmias existia para dizer aquilo que todos sabem mas escondem. Os subsídios camuflados do nuclear são uma dessas verdades, aqui estrategicamente escondida. Ou porque é que acha que há um grupo de pressão para o nuclear? Porque é eficiente e barato e ninguém faz dinheiro?
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Nunca haverá subsídio maior do Estado do que o que teria de ser dado a uma central nuclear. O nuclear é a forma mais cara de produzir energia. Pensava que o Blasfésmias existia para dizer aquilo que todos sabem mas escondem. Os subsídios camuflados do nuclear são uma dessas verdades, aqui estrategicamente escondida. Ou porque é que acha que há um grupo de pressão para o nuclear? Porque é eficiente e barato e ninguém faz dinheiro?
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