Cortado foi, cortado ficará
Só por ingenuidade ou distração se poderá pensar que em 2015, ou mesmo nos anos posteriores, os funcionários públicos e os pensionistas verão resposta a parte dos salários/pensões que lhes foram cortados em 2011.
Tal redução de salários/pensões foi decretada por forma a o Estado conseguir reduzir o seu déficite. Assim, só se o Estado conseguisse reduzir em outros itens de despesa estrutural um valor muito superior a tais cortes, é que poderia estar em condições de eventualmente repor tais valores. Sucede que este governo não tem apostado na diminuição da despesa estrutural – ela mesma constituída em 2/3 por salários e pensões – e sim no aumento da receita por via de impostos e receitas extraordinárias. Como a primeira não é elástica e a segunda ocasional e irrepetível, ainda que se venham a atingir os objectivos nominais de deficite fixados pelas instituições internacionais, nem assim o Estado estaria em condições de repor aquelas valores cortados aos seus funcionários/pensionistas, sob o risco de novamente a situação descambar e se retornar à situação de falência de 2010.

Hipóteses:
PPassos Coelho e VGaspar, afinal, são imaturos e incapazes para os cargos;
PPC e VG fizeram mal as contas e os cálculos;
PPC e VG precipitaram-se nas datas;
PPC e VG estão absoilutamente(!) à mercê da Troika;
PPC e VG, sabendo que até 2015 ou mais tarde não podem restabelecer esses salários/pensões, mentiram.
Provavelmente estamos na antecâmara de mais incompetências, “distrações” e mentiras.
As justificações hoje dadas no Parlamento por VGaspar foram inócuas e ridículas.
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Participe no milagre económico português:
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article1474708.ece
PIB cada vez mais no fundo
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Sátiro, a culpa é do Sócrates.
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Ideia a seguir:
Ryanair quer hospedeiras mais magras para poupar no combustível.
também devíamos substituir os deputados gordos,tipo CAA, que poupava-se na ração
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“salários/pensões que lhes foram cortados”
Não devias dizer “cortados”. O termo correcto é ” roubados”.
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Este Governo entrou na rota de uma cascata de prestigiações no campo orçamental e numa sofisticada manipulação da distribuição dos encargos do serviço da dívida aparentemente muito fáceis.
Foi fazer cortes de emergência e agarrar-se a estas excepções (cortes dos subsidios, p. exº.) e exploarar o esquema com unhas e dentes enquanto estiver para durar. Prolongar os cortes mais um anito (uma hipótese ingénua) representa qualquer coisa como mil milhões de euros.
Entretanto, continuam convictos de que a prossecução destes cortes são (tranquilamente) exequíveis não haverá lugar para os verdadeiros e necessários “ajustamentos” do tipo das renegociações em PPP e a revisão dos escandalosos proventos do sector rentista (como por exemplo na área energética). Por enquanto, o combate orçamental sacia-se na (já parca) mesa da classe média e só parará de “comer” quando a exaurir na totalidade. Chama-se a isto optimizar o saque, ou na verborreia política, o “empobrecimento necessário”. Porque para além do apetite ideológico o Governo ganhou vício.
Como diz o provérbio: comer e coçar, o mal é começar…
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A maior despesa não é com salários e pensões. É com juros.
Depois há que acrescentar os biliões do BPN (que davam para pagar os 2 subsidios e ainda sobrava).
Depois há as obras para os amigos feitas na Madeira e autarquias…mais biliões…
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Solução Álvaro Santos Pereira
quando ainda no Canadá,
com uma página no Sol.
Um quadro com cerca 50 institutos públicos,
aos quais aplicava uma redução custos de 10% salvo erro.
Talvez equivalente a um dos dois meses de rendimentos
dos FP.
Esqueceu.
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Há aqui uma confusão entre o corte d 13º e 14 meses dos salários da função pública e o corte do 13º e 14º meses das reformas dos pensionista que convem não esquecer, porque nada tem o primeiro a ver com o segundo, e não vejo ninguém comentar isto:
Os funcionários publicos tem um contrato de trabalho com uma entidade patronal, o Estado, que alterou as condições do contrato. Se não estão satisfeitos podem-se ir embora.
Já os pensionistas DESCONTARAM DO SEU SALÁRIO, quer directamente quer através da sua antiga entidade patronal, para o recebimento da pensão que lhes é agora retirada. Acresce que pela sua idade já não estão em condições de procurar trabalho. Estão completamente indefesos.
Trata-se portanto no primeiro caso de uma alteração unilateral ao contrato de trabalho, e no segundo caso, de um roubo, de um esbulho, ou o que quiserem chamar, perpetrado pelo Estado.
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o filme vai ser asssim : logo que portugal conseguir voltar aos mercados o governo anuncia a candidatura a uns jogos olimpicos e prontos , uma data de obras para meter bastante ao bolso ; paralelamente haverá eleições e os subsidios serão repostos com aumento de 5% ; passsados 5/6 anos está cá a troika outra vez e os escravos a levar com o chicote para pagar as piramides dos amos. esta história é uma regularidade e não é preciso ser génio em estatistica para a apanhar..
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até já este anda a dizer o que já aqui digo há quase um ano: teme que a cura de emagrecimento e racionalização exigida à economia portuguesa esteja a incidir apenas nos sectores sujeitos à concorrência, designadamente nos exportadores que tem de comprimir custos e margens e recorrer a despedimentos, ao passo que a protecção de que dispõe o sector não transaccionável (onde se encaixam, por exemplo, a energia, as comunicações e a distribuição), “continua praticamente intocada”. “Se dúvidas houver, vejam-se os aumentos salariais aí praticados quando a economia está em profunda recessão e o desemprego em 15%
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A possibilidade de a recessão e o desemprego revelarem-se ainda mais pesados, o que baixaria o encaixe de receita fiscal e aumentaria as despesas sociais, é o primeiro que geraria um segundo risco: o grande esforço de redução do défice programado para este ano tornar-se ainda mais exigente, num contexto (terceiro risco) em que as responsabilidades do sector público podem engordar, designadamente através da entrada no capital de bancos.
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O apoio financeiro do Estado aos sete maiores bancos privados portugueses deverá ascender a quatro mil milhões de euros. Esta é a estimativa do Fundo Monetário Internaciona
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depois, vêm os “lapsos” “colossais” mal disfarçados, à mistura com outras medidas secretistas:“Trata-se naturalmente de um lapso”
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continuemos atentos, ao que se está a jogar, mas não chega…
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“A OPA DO CORNO MANSO” DOS CORNOS MANSOS QUE SOMOS:
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Faz se for traduzido: a Caixa é o cavaleiro branco de Passos Coelho, o testa de ferro de Vítor Gaspar, o carro vassoura de António Borges. Idólatras da “mão invisível”, adoptaram um conceito conveniente: a “mão que manda invisivelmente”. Foram oportunistas à primeira oportunidade. E assim se fechou um acordo entre Finanças, Camargo e supõe-se que Votorantim. A decisão “do accionista” é um vexame tão grande para a administração da Caixa (que obedece, vende baratinho e até abdica de 200 milhões do contrato que tinha com a Votorantim) que de uma vez por todas se devia assumir que a Caixa não é um banco, é mesmo uma extensão do Ministério das Finanças, um pau mandado do Governo. E acaba-se com a conversa de treta da governança, da independência, do banco de mercado. É mais honesto assumi-lo: quando é preciso, a Caixa é um recreio do Governo.
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Vítor Gaspar não é burro, é inteligente. Se fechou o negócio com a Camargo nestes moldes e deu dois berros à Caixa para assiná-lo, é porque há contrapartidas que desconhecemos. Provavelmente, para outras privatizações, como a TAP e a Ana. Depois da privatização da EDP, em que se acordou em segredo manter contratos de subsidiação à produção (afirmando antes que não se faria), o Governo continua a fazer negócios com empresas cotadas e bancos públicos atrás de nebulosas cortinas.
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e-Ko:
Não sei que ecos é que você reproduz, mas o seu comentário faz lembrar o daqueles adeptos que explicam que o treinador ponha um avançado a guarda redes, por não saberem o que se passa nos treinos.
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Já agora, talvez valesse a pena recordar como nasceu essa treta do 13º e do 14º meses. Não me parece que os trabalhadores tenham algum interesse em receber em 14 meses o que deviam receber em 12.
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Ah! Quando é que são as próximas eleições? Ou ficam suspensas por falta de verba?
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33,
metáforas com futebóis num dá… não percebo nada de futebol nem quero perceber, porque detesto!…
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claro que as pessoas deviam receber em 12 meses o que antes recebiam em 14… eleições, como já se percebeu pela data em que estão a prometer repor pagamento, às mijinhas, do que foi rapiocado já em 2011 e 2012 e que deveria cessar em 2013, para 2015… ano de eleições, se os cornos mansos dos tansos dos tugas não os mandarem para o olho da rua antes…
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sim, porque se não alargarem a austeridade aos chupadores de rendas milionárias e não cortarem as remunerações pronográficas de certos CEOs e outros quadros, só se os tugas quiserem continuar a ser tansos e cornos mansos é que vão deixar o país a afundar-se e a continuar a aparar todos os golpes, lapsos e regabofes!…
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A utilização da CGD para “negócios” à margem do interesse público (que é o financiamento da economia real), assume contornos, simplesmente, pornográficos.
O actual Governo – que sempre se mostrou hesitante em relação a uma eventual privatização da CGD – pode estar a ser empurrado, pelo “notável” consultor António Borges, para (mais) esse desastre. Só falta ser a CGD (enquanto ainda for um banco público) financiar o Grupo Jerónimo Martins para agilizar (assim, em economês) tal operação financeira…
No final, elaboram-se “justificações” para carregar em planos austeritários sobre incautos contribuintes, aparecerá alguém para contar – pausadamente – mais um lapso…e o País afundar-se-à num estrondoso colapso.
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Caro JDGF as suas palavras contêm uma imensa sabedoria Sabe exatamente o ´´quê“O Porquê nem tanto Cherchez la femme ou nas palavras de V.I U. Lenin procure quem lucra Amorim; EDP -China,BES ,BCP,Portugal-Telecom,Belmiro e quejandos,Todos os ministros ou quase do nosso venerando Presidente A Caixa é um Cavalo de Tróia para defraudar o erario publico e a bolsa dos Contribuintes (Um caso de policia seguramente,mas enfim talvez os responsaveis pela justiça (Teixeiras da Cruz incluidos ) tenham demasiados esqueletos nos seus excelsos armários.
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