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Cortado foi, cortado ficará

5 Abril, 2012

Só por ingenuidade ou distração se poderá pensar que em 2015, ou mesmo nos anos posteriores, os funcionários públicos e os pensionistas verão resposta a parte dos salários/pensões que lhes foram cortados em 2011.

Tal redução de salários/pensões foi decretada por forma a o Estado conseguir reduzir o seu déficite. Assim, só se o Estado conseguisse reduzir em outros itens de despesa estrutural um valor muito superior a tais cortes, é que poderia estar em condições de eventualmente repor tais valores. Sucede que este governo não tem apostado na diminuição da despesa estrutural – ela mesma constituída em 2/3 por salários e pensões –  e sim no aumento da receita por via de impostos e receitas extraordinárias. Como a primeira não é elástica e a segunda ocasional e irrepetível, ainda que se venham a atingir os objectivos nominais de deficite fixados pelas instituições internacionais, nem assim o Estado estaria em condições de repor aquelas valores cortados aos seus funcionários/pensionistas, sob o risco de novamente a situação descambar e se retornar à situação de falência de 2010.

18 comentários leave one →
  1. MJRB's avatar
    5 Abril, 2012 14:23

    Hipóteses:
    PPassos Coelho e VGaspar, afinal, são imaturos e incapazes para os cargos;
    PPC e VG fizeram mal as contas e os cálculos;
    PPC e VG precipitaram-se nas datas;
    PPC e VG estão absoilutamente(!) à mercê da Troika;
    PPC e VG, sabendo que até 2015 ou mais tarde não podem restabelecer esses salários/pensões, mentiram.
    Provavelmente estamos na antecâmara de mais incompetências, “distrações” e mentiras.
    As justificações hoje dadas no Parlamento por VGaspar foram inócuas e ridículas.

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  2. O SÁTIRO's avatar
    5 Abril, 2012 14:27

    Participe no milagre económico português:
    http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article1474708.ece
    PIB cada vez mais no fundo

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  3. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    5 Abril, 2012 14:39

    Sátiro, a culpa é do Sócrates.

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  4. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    5 Abril, 2012 14:43

    Ideia a seguir:
    Ryanair quer hospedeiras mais magras para poupar no combustível.
    também devíamos substituir os deputados gordos,tipo CAA, que poupava-se na ração

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  5. Grunho's avatar
    Grunho permalink
    5 Abril, 2012 15:31

    “salários/pensões que lhes foram cortados”
    Não devias dizer “cortados”. O termo correcto é ” roubados”.

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  6. JDGF's avatar
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    5 Abril, 2012 15:47

    Este Governo entrou na rota de uma cascata de prestigiações no campo orçamental e numa sofisticada manipulação da distribuição dos encargos do serviço da dívida aparentemente muito fáceis.
    Foi fazer cortes de emergência e agarrar-se a estas excepções (cortes dos subsidios, p. exº.) e exploarar o esquema com unhas e dentes enquanto estiver para durar. Prolongar os cortes mais um anito (uma hipótese ingénua) representa qualquer coisa como mil milhões de euros.
    Entretanto, continuam convictos de que a prossecução destes cortes são (tranquilamente) exequíveis não haverá lugar para os verdadeiros e necessários “ajustamentos” do tipo das renegociações em PPP e a revisão dos escandalosos proventos do sector rentista (como por exemplo na área energética). Por enquanto, o combate orçamental sacia-se na (já parca) mesa da classe média e só parará de “comer” quando a exaurir na totalidade. Chama-se a isto optimizar o saque, ou na verborreia política, o “empobrecimento necessário”. Porque para além do apetite ideológico o Governo ganhou vício.
    Como diz o provérbio: comer e coçar, o mal é começar…

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  7. António's avatar
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    5 Abril, 2012 16:51

    A maior despesa não é com salários e pensões. É com juros.

    Depois há que acrescentar os biliões do BPN (que davam para pagar os 2 subsidios e ainda sobrava).

    Depois há as obras para os amigos feitas na Madeira e autarquias…mais biliões…

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  8. Monti's avatar
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    5 Abril, 2012 17:25

    Solução Álvaro Santos Pereira
    quando ainda no Canadá,
    com uma página no Sol.
    Um quadro com cerca 50 institutos públicos,
    aos quais aplicava uma redução custos de 10% salvo erro.
    Talvez equivalente a um dos dois meses de rendimentos
    dos FP.
    Esqueceu.

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  9. JP Ribeiro's avatar
    JP Ribeiro permalink
    5 Abril, 2012 18:57

    Há aqui uma confusão entre o corte d 13º e 14 meses dos salários da função pública e o corte do 13º e 14º meses das reformas dos pensionista que convem não esquecer, porque nada tem o primeiro a ver com o segundo, e não vejo ninguém comentar isto:

    Os funcionários publicos tem um contrato de trabalho com uma entidade patronal, o Estado, que alterou as condições do contrato. Se não estão satisfeitos podem-se ir embora.

    Já os pensionistas DESCONTARAM DO SEU SALÁRIO, quer directamente quer através da sua antiga entidade patronal, para o recebimento da pensão que lhes é agora retirada. Acresce que pela sua idade já não estão em condições de procurar trabalho. Estão completamente indefesos.

    Trata-se portanto no primeiro caso de uma alteração unilateral ao contrato de trabalho, e no segundo caso, de um roubo, de um esbulho, ou o que quiserem chamar, perpetrado pelo Estado.

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  10. Me's avatar
    5 Abril, 2012 19:23

    o filme vai ser asssim : logo que portugal conseguir voltar aos mercados o governo anuncia a candidatura a uns jogos olimpicos e prontos , uma data de obras para meter bastante ao bolso ; paralelamente haverá eleições e os subsidios serão repostos com aumento de 5% ; passsados 5/6 anos está cá a troika outra vez e os escravos a levar com o chicote para pagar as piramides dos amos. esta história é uma regularidade e não é preciso ser génio em estatistica para a apanhar..

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  11. e-ko's avatar
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    5 Abril, 2012 21:59

    até já este anda a dizer o que já aqui digo há quase um ano: teme que a cura de emagrecimento e racionalização exigida à economia portuguesa esteja a incidir apenas nos sectores sujeitos à concorrência, designadamente nos exportadores que tem de comprimir custos e margens e recorrer a despedimentos, ao passo que a protecção de que dispõe o sector não transaccionável (onde se encaixam, por exemplo, a energia, as comunicações e a distribuição), “continua praticamente intocada”. “Se dúvidas houver, vejam-se os aumentos salariais aí praticados quando a economia está em profunda recessão e o desemprego em 15%
    .
    A possibilidade de a recessão e o desemprego revelarem-se ainda mais pesados, o que baixaria o encaixe de receita fiscal e aumentaria as despesas sociais, é o primeiro que geraria um segundo risco: o grande esforço de redução do défice programado para este ano tornar-se ainda mais exigente, num contexto (terceiro risco) em que as responsabilidades do sector público podem engordar, designadamente através da entrada no capital de bancos.
    .
    O apoio financeiro do Estado aos sete maiores bancos privados portugueses deverá ascender a quatro mil milhões de euros. Esta é a estimativa do Fundo Monetário Internaciona
    .
    depois, vêm os “lapsos” “colossais” mal disfarçados, à mistura com outras medidas secretistas:“Trata-se naturalmente de um lapso”
    .
    continuemos atentos, ao que se está a jogar, mas não chega…

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  12. e-ko's avatar
    e-ko permalink
    5 Abril, 2012 22:58

    “A OPA DO CORNO MANSO” DOS CORNOS MANSOS QUE SOMOS:
    .
    Faz se for traduzido: a Caixa é o cavaleiro branco de Passos Coelho, o testa de ferro de Vítor Gaspar, o carro vassoura de António Borges. Idólatras da “mão invisível”, adoptaram um conceito conveniente: a “mão que manda invisivelmente”. Foram oportunistas à primeira oportunidade. E assim se fechou um acordo entre Finanças, Camargo e supõe-se que Votorantim. A decisão “do accionista” é um vexame tão grande para a administração da Caixa (que obedece, vende baratinho e até abdica de 200 milhões do contrato que tinha com a Votorantim) que de uma vez por todas se devia assumir que a Caixa não é um banco, é mesmo uma extensão do Ministério das Finanças, um pau mandado do Governo. E acaba-se com a conversa de treta da governança, da independência, do banco de mercado. É mais honesto assumi-lo: quando é preciso, a Caixa é um recreio do Governo.
    .
    Vítor Gaspar não é burro, é inteligente. Se fechou o negócio com a Camargo nestes moldes e deu dois berros à Caixa para assiná-lo, é porque há contrapartidas que desconhecemos. Provavelmente, para outras privatizações, como a TAP e a Ana. Depois da privatização da EDP, em que se acordou em segredo manter contratos de subsidiação à produção (afirmando antes que não se faria), o Governo continua a fazer negócios com empresas cotadas e bancos públicos atrás de nebulosas cortinas.

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  13. Trinta e três's avatar
    6 Abril, 2012 11:38

    e-Ko:
    Não sei que ecos é que você reproduz, mas o seu comentário faz lembrar o daqueles adeptos que explicam que o treinador ponha um avançado a guarda redes, por não saberem o que se passa nos treinos.

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  14. Trinta e três's avatar
    6 Abril, 2012 11:39

    Já agora, talvez valesse a pena recordar como nasceu essa treta do 13º e do 14º meses. Não me parece que os trabalhadores tenham algum interesse em receber em 14 meses o que deviam receber em 12.

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  15. Trinta e três's avatar
    6 Abril, 2012 12:05

    Ah! Quando é que são as próximas eleições? Ou ficam suspensas por falta de verba?

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  16. e-ko's avatar
    e-ko permalink
    6 Abril, 2012 12:29

    33,
    metáforas com futebóis num dá… não percebo nada de futebol nem quero perceber, porque detesto!…
    .
    claro que as pessoas deviam receber em 12 meses o que antes recebiam em 14… eleições, como já se percebeu pela data em que estão a prometer repor pagamento, às mijinhas, do que foi rapiocado já em 2011 e 2012 e que deveria cessar em 2013, para 2015… ano de eleições, se os cornos mansos dos tansos dos tugas não os mandarem para o olho da rua antes…
    .
    sim, porque se não alargarem a austeridade aos chupadores de rendas milionárias e não cortarem as remunerações pronográficas de certos CEOs e outros quadros, só se os tugas quiserem continuar a ser tansos e cornos mansos é que vão deixar o país a afundar-se e a continuar a aparar todos os golpes, lapsos e regabofes!…

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  17. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    7 Abril, 2012 08:09

    A utilização da CGD para “negócios” à margem do interesse público (que é o financiamento da economia real), assume contornos, simplesmente, pornográficos.
    O actual Governo – que sempre se mostrou hesitante em relação a uma eventual privatização da CGD – pode estar a ser empurrado, pelo “notável” consultor António Borges, para (mais) esse desastre. Só falta ser a CGD (enquanto ainda for um banco público) financiar o Grupo Jerónimo Martins para agilizar (assim, em economês) tal operação financeira…
    No final, elaboram-se “justificações” para carregar em planos austeritários sobre incautos contribuintes, aparecerá alguém para contar – pausadamente – mais um lapso…e o País afundar-se-à num estrondoso colapso.

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  18. Delfim's avatar
    Delfim permalink
    9 Abril, 2012 20:28

    Caro JDGF as suas palavras contêm uma imensa sabedoria Sabe exatamente o ´´quê“O Porquê nem tanto Cherchez la femme ou nas palavras de V.I U. Lenin procure quem lucra Amorim; EDP -China,BES ,BCP,Portugal-Telecom,Belmiro e quejandos,Todos os ministros ou quase do nosso venerando Presidente A Caixa é um Cavalo de Tróia para defraudar o erario publico e a bolsa dos Contribuintes (Um caso de policia seguramente,mas enfim talvez os responsaveis pela justiça (Teixeiras da Cruz incluidos ) tenham demasiados esqueletos nos seus excelsos armários.

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