Em que escola andam os filhos dos técnicos da OCDE?
11 Abril, 2012
Provavelmente em nenhuma daquelas a que, como a OCDE recomenda, se aplica a contextualização dos resultados face ao ambiente socioeconómico dos estabelecimentos de ensino. Mascarar os maus resultados escolares com o enquadramento socio-económico da escola e dos alunos equivale a transformar a escola num balcão de cerificados de desgraçadinho para aqueles alunos cujas famílias não os conseguirem tirar do ghetto do enquadramento socio-económico.
22 comentários
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http://lishbuna.blogspot.pt/2012/04/carissimo-nuno-crato-ja-la-vai-quase-um.html
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Boa pergunta. De uma maneira geral, em que mundo vivem esses tecnocratas (e os jornalistas seus cumplices) que não coincide com a percepção que dele tem a Helena Matos ? Com certeza num mundo irreal e fantasmagorico.
Eu acho que a Helena Matos ficava muito bem a substituir os técnicos da OCDE, e também os do INE, e de uma maneira geral 90 % da corja que nos administra.
Afinal ela tem filhos na escola, sabe da vida e desconfia dos ciganos.
Sem esquercer que a coisa havia de nos sair mais barata e de estar mais dentro dos cânones apregoados neste blogue pelo João Miranda.
Safa…
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Dona Helena, a senhora não trabalha ? Ainda é tão nova, vive à custa de quem ?
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Para mais, toda a gente sabe que isso do “enquadramento socio-economico” não existe, nem existe essa coisa a que chamam “sociedade”, são invenções da esquerda e desculpas para malandros. Parem de arreliar a Helena Matos, se faz favor!
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Os técnicos da OCDE a dizerem que o “eduquês” ainda não foi suficientemente longe no nosso Ministério da Educação. Conclusão: o que a OCDE diz é cada vez mais o contrário do que se deve fazer.
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AJS, premonitaóriamente , antecipou-sè às OCDEs, ONUs E “Tutti quanti” : Juntas de Freguesia a passarem diplomas universitários a todo e qualquer nascituro, já!…
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“premonitòriamente”.
As minhas desculpas.
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Ó maluco: premonitoriamente, sem acento
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Basta ler o Editorial de hoje do Público para percebermos qual é o problema da OCDE e dessas estruturas que existem apenas e só para nos impigir estatisticas e com isso fazer recomendações dentro da ideologia que pretendem passar. Sabemos bem para que serve a escola pública e daí os ferozes radicais da esquerda ficam tão incomodados que haja liberdade por parte dos Pais para escolherem e avaliarem escola pública vs. escola privada. Todos sabemos para hoje a escola é o lugar central para fazer passar uma ideologia. Como diz o editorial do Público (o jornal ao serviço dessa dita ideologia) “Mas seria bom que a partir daí pudesse fazer das escolas um lugar de “responsabilidade partilhada”, onde os professores não são máquinas de inculcar conhecimentos nem os alunos simples depositários de números e letras… A escola é tabém lugar de formação de cidadãos, na qual a inclusão e o cuidados para com os mais frágeis não pode ser esquecido”. Lamento informar a directora do Público e a OCDE que quem tem obrigação de formar o individuo para a sociedade são os Pais e as familias, a escola é um espaço complementar às familias para aprendizagem da lingua, de conhecimentos cientificos e de cultura que ajudará ao desenvolvimento intelectual e social dos alunos. Bem sabemos que até há uns meses, tanto em Portugal e Espanha se utilizou a escola não só para passar conhecimentos mas acima de tudo para passar ideologia com a desculpa da educação para a cidadania usando aulas de educação sexual e área de projecto para passar a chamada “ideologia de género” (http://www.rea.pt/imgs/uploads/doc-pe-guia-professores.pdf/ http://www.rea.pt/projeto-inclusao/http://www.publico.pt/Sociedade/servicos-da-educacao-barram-campanha-ideologica-contra-a-homofobia-nas-escolas_1480781/http://www.rea.pt/observatorio-de-educacao/) e outras ideologias que querem acima de tudo transformar a sociedade em algo completamente distorcido de uma ordem natural.
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Escrevo aqui (em virtude de o assunto ser o mesmo), o que pretendia escrever no blogue de Medeiros Ferreira (e outros) e no qual não são admitidos comentários.
Então caro ex-MNE os resultados da avaliação já resultam da “…escola de Nuno Crato enquanto menino…”? Será que as reprovações, a que se refere o documento da OCDE, são consequência de mudanças introduzidas por este ministro que, quando se sentou no seu novo cargo já os exames tinham, na sua maioria, sido concluídos? Será que o senhor ex-MNE já leu algumas das provas de avaliação do 6º e 9º ano, publicadas pelo GAVE e que mais parecem ser feitas para jovens mentecaptos? O senhor ex-MNE pretende que as crianças e adolescentes continuem a viver numa escola que não exige, que não impõe objectivos, que não define obrigações? Que retira aos jovens o desejo de liberdade porque tudo é possível, mesmo que sem esforço?
Julgo que a sanha persecutória do ex-MNE contra os actuais governantes lhe tem diminuído a lucidez que julgava existir. Ou então, tenho vivido enganado!
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Querem uma aposta ???
Assim que sair um relatório da OCDE a louvar e elogiar uma medida do Passos Coelho e deste Governo,
aposto com qualquer pessoa, que apartir desse momento os relatórios da OCDE passam a ser crediveis para a Helena!
E os tecnicos que hoje não são crediveis, passam logo a ser os melhores especialistas.
É isto não é Helena ?
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Ó p D s
Você é mesmo má lingua… então alguma vez a Leninha (“minha gatinha anti – Socratiana”,) era capaz de uma coisa dessas?…
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JORNAL ECONOMICO
= ECONOMIA VAI CONTINUAR A CAIR= (infelizmente, digo eu)
A atividade económica em Portugal deverá continuar a cair, prevê a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Em contraste, registam-se melhorias nas performances das economias da Grécia e Irlanda. Estes países acumulam quatro e cinco meses consecutivos de crescimento, respetivamente.
Portugal, pelo contrário, acumulada 12 meses consecutivos em queda, estando significativamente abaixo da média de longo prazo e das médias estimadas para o conjunto da Zona Euro e da OCDE.
Os indicadores compósitos divulgados ontem, e que apontam a tendência de crescimento ou queda a acontecer num período entre os quatro e os oito meses, indicam, relativamente a Portugal, uma nova queda em fevereiro, aprofundando a perspetiva de contração para o futuro próximo.
A OCDE revela que, pelo contrário, as perspetivas já são positivas a nível da média da Zona Euro, a qual apresenta uma melhoria em fevereiro, pela primeira vez nos últimos 12 meses, sendo esta uma tendência que começa a confirmar-se também nos países europeus que fazem parte da OCDE.
A organização avança ainda que existem sinais de que a retoma poderá estar a ganhar força nos principais motores da economia mundial.
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Redução demasiado rápida dos défices pode afetar sistema financeiro, alerta FMI
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta para as consequências negativas no sistema financeiro da redução demasiado rápida dos défices das contas públicas e também da falta de vontade política para reformular as políticas orçamentais em países com desequilíbrios.
“Tanto a falta de vontade política para reformular as políticas orçamentais em alturas em que as preocupações sobre a sustentabilidade da dívida aumentam, como uma redução dos défices orçamentais demasiado rapidamente, limitam a capacidade dos Governos de produzir ativos com baixo risco de crédito”, explica o FMI numa análise incluída na atualização da primavera de um dos capítulos do Relatório sobre a Estabilidade Financeira Global.
O fundo diz que, quando os défices primários persistem durante extensos períodos, é difícil recolocar as finanças públicas num caminho sustentável e que isso prejudica a segurança de longo prazo dos ativos, mas também que austeridade concentrada para reduzir os défices demasiado rápido “pode prejudicar a sustentabilidade da dívida pública de um país, especialmente se for acompanhada de uma rápida desalavancagem do setor privado e de uma contração do PIB”.
As considerações surgem numa análise ao stock de ativos financeiros considerados seguros neste período de pós-crise, com o FMI a estimar que a redução neste stock pode atingir os 9 milhões de milhões de dólares até 2016 (7 milhões de milhões de euros) e dessa forma ter implicações negativas na estabilidade do sistema financeiro mundial.
O FMI identifica uma tendência de queda nos ativos disponíveis considerados muito seguros na sequência da crise financeira, em parte porque a perceção do risco dos ativos não era realista em muitos casos (exemplo das hipotecas securitizadas nos EUA ou da falta de diferenciação de risco na dívida pública dos países do euro). Este aumento na diferenciação do risco associado a estes ativos, juntamente com uma vaga de cortes nos ratings pelas agências, a falta de confiança dos investidores nos criadores privados destes ativos (devido aos prejuízos provocados por uma má avaliação do risco dos produtos) e uma maior exigência de qualidade pelos investidores, justificam, segundo o Fundo, a queda estimada em 9 milhões de milhões de dólares até 2016 no universo disponível.
Para além da queda, existirão ainda problemas do lado da procura. Como estes ativos têm várias funções e utilidades para os diferentes tipos de participantes no mercado – como a utilização em operações para obter liquidez junto dos bancos centrais, para operações de reporte ou para cumprir regras relativamente ao seu balanço – a elevada incerteza nos mercados, as reformas da regulação e as respostas dos bancos centrais à crise têm estado a aumentar a procura por este tipo de ativos.
Segundo o FMI, esta elevada procura num contexto de redução da oferta está a aumentar o preço dos ativos considerados mais seguros, introduzindo distorções no mercado. Neste sentido, o preço destes ativos pode afastar alguns investidores com menor capacidade financeira (que acabam por se conformar com ativos menos seguros) e mesmo levar a que se baixem os requisitos de qualidade em cabazes de dívida ou outro tipo de operações que apenas aceitam ativos mais seguros como colateral e assim importar riscos para o sistema financeiro.
Assim, o fundo aponta algumas mudanças que podem provocar um aumento do preço para além do que este deveria ser devido à forte procura. A continuação das tensões no mercado interbancário, as mudanças nos mercados over-the-counter (fora de balcão) e mesmo as novas regras de capital para os bancos que irão surgir no acordo de Basileia III, estão entre alguns dos principais pontos. Só as mudanças relativas a Basileia III podem aumentar a procura pela dívida pública (considerada geralmente um ativo muito seguro), estimada pelo fundo entre os 2 a 4 milhões de milhões de dólares (1,5 milhões de milhões de euros a 3 milhões de milhões de euros) a nível mundial.
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“Ó maluco: premonitoriamente, sem acento”
Zazie, isso depende do acordo ortográfico que usas, não?
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“Para o responsável da OCDE, a avaliação é tida «mais como um elemento de controlo e eventualmente de punição, e não tanto como um elemento de melhoria».
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Não me parece que seja preciso fazer um desenho para se perceber o que os técnicos da OCDE criticam. Num universo de alunos altamente heterogéneo (o que não acontecia quando a Helena, o Nuno Crato e eu próprio andávamos a estudar), as condições mínimas para a aquisição de conhecimentos não só não são iguais para todos, como não estão igualmente adquiridas por todos. No nosso tempo, os que não passavam na seleção, iam trabalhar. Isso acontecia logo na 4ª classe que era entendida como o fim de uma etapa (por isso tinha exames: da 4ª, de admissão ao liceu e de admissão às escolas técnicas). Hoje, esses alunos não só não podem ser excluídos (escolaridade obrigatória que vai para 12 anos), como estão integrados num percurso educativo que, até agora, teve 9 anos e vai passar para 12. Só depois disso podem entrar no mercado de trabalho. O que o técnico da OCDE diz, é que, ao longo de todo esse tempo (9 anos até agora), faz-se pouco para permitir a evolução dos alunos com mais dificuldades. A única coisa em que me parece (que vejo o problema de fora) que o técnico da OCDE não tem razão, é em colocar toda a resolução deste problema na escola. De facto, há uma demissão de muitos pais que a legislação portuguesa não penaliza. Por outro lado, as desigualdades existentes e o agravamento das condições de vida de muitas pessoas, aconselharia a uma maior intervenção da Segurança Social, quer para identificar precocemente os problemas, quer para lhes responder.
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Meu caro Trinta e três
O que é impressionante é como um individuo que ocupa um lugar relevante num governo, como o Nuno Crato, não consegue perceber isto!… será assim tão dificil ? que parvos que nós somos, perante tanta sapiência deste cromo!
Mas lá que ele trabalhou bastante para o pote, por tudo quanto era pograma de TV, lá isso é verdade!…
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Trinta e Três,
Por outras palavras, como o ensino é obrigatório até ao 9º ano e a escola nem sempre faz tudo e mais alguma coisa para assegurar que o aluno aprende (algo que sempre dependeu em grande parte dos próprios alunos, sendo que não foi no século XXI que passou a haver alunos com dificuldades “especiais” e alunos indisponíveis para fazerem um mínimo de esforço para aprender), a escola deve simplesmente passar todos de ano, independentemente de aprenderem ou não e de pretenderem ou não continuar a estudar após o ensino obrigatório.
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É isto?
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Helena, e só por curiosidade, alguma vez pôs os pés numa reunião de Turma, Disciplinar, Assembleia de Escola, ou de Pais, ou da Associação dos mesmo duma Escola?
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Joaquim Amado Lopes:
Claro que não. Acreditando no que se diz, as passagens a todo o custo resultam do facto de não ser feito o suficiente para permitir a evolução dos alunos com maiores dificuldades e de haver uma teia burocrática que impede as escolas de assumirem o problema.
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“Ó maluco: premonitoriamente, sem acento”
Zazie, isso depende do acordo ortográfico que usas, não?
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Trinta e três,
As passagens a todo o custo resultam de se querer trabalhar para as estatísticas e não para que os alunos aprendam.
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Independentemente de em quem caiam as culpas por um determinado aluno não ter aprendido, a passagem de ano deve resultar de o aluno ter realmente aprendido. Se a culpa é do professor, esse é um bom motivo para este reavaliar (por si próprio ou com a “ajuda” de quem o contrata) a sua vocação profissional mas nunca pode ser razão para um aluno passar de ano. Exactamente da mesma forma que o facto de uma intervenção cirúrgica correr mal por culpa do cirurgião ou do anestesista não faz com que o paciente fique bem.
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