Da simplificação
17 Abril, 2012
Ontem na TVI24 falei das recentes decisões do governo da Argentina e também do golpe na Guiné. Gostaria de voltar a falar sobre a forma como não estamos a ser informados sobre o golpe da Guiné e sobretudo essa espécie de simplificação dos factos na ausência do homem branco ou aqueles que lhes são associados pelos jornalistas. Por exemplo o que sabemos da MISSANG? Já agora seria também interessante sabermos o que separa os candidatos presidenciais timorenses. Os protagonistas das nações de que nas nossas redacções só existe a narrativa do colonialismo ficam reduzidos a personagens unidimensionais, cujos actos não fazem sentido.
7 comentários
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também me parece que, para além dos anti-colonialistas, se deveria dar voz aos colonialistas; é uma questão de princípio.
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“Já agora seria também interessante sabermos o que separa os candidatos presidenciais timorenses…”
O que os separa? Obviamente o petróleo do mar de Timor.
Neste processo o neo-colonizador é a Austrália.
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Já agora seria também interessante sabermos o que separa os candidatos presidenciais timorenses
Não sei, mas sei o que os une, um completo desconhecimento do que é e onde fica Portugal.
Os tugas podem começar a fazer as malas para evitarem um pontapé no cu, aliás bem merecido pelos beijinhos que demos a esta gente.
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mas é óbvio que nas redacções dos “media” tugas
impera a lei do analfabetismo
do facciosimo
da ignorãncia arrogante
da subserviência aos lobbies
da maçonaria, corrupção, gay-lesbos, ratoaria…….
veja-se como se “esquecem” dos depoimentos ingleses no julgamento do freeport.
ou, pior do que isso…
como o PGR Pinto Monteiro atingiu os SETENTA (70) anos…….idade limite para qqer funcionário público trabalhar……e se aposentar obrigatoriamente
e quase ninguém se referiu ao assunto
que é escandaloso, e pode alguém se lembrar de anular (com facilidade ) em tribunal os despachos proferidos depois dos 70 anos.
obviamente, não se falou pq o gajo encobriu o freeport… e o face oculta… eos 300 milhões da família sókas em off-shores
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eh, parece que a Missang, instituída pelos dirigentes da G-B em colaboração com razoável número de elementos militares angolanos, para a reoprganização e limpeza das FA Guineenses, que, ao que parece, nadam prazenteiramente com o narco-tráfego, não é bem vista pela maltosa que, à vista da amostra dos resultados das eleições na primeira volta, que lhe não era favorável, digamos, e assim via perigar a esperança de alguma reviravolta, decidiu, à francesa, talhar o estado de coisas num golpe.
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Cara Helena é de facto muito triste que não haja mais e boa informação sobre a Guiné-Bissau em Portugal ( e também sobre os outros PALOP). Regressei de Bissau há duas semanas onde fui fazer a cobertura da primeira volta das presidenciais e com excepção da Lusa e da RTP não havia um único jornalista português ( havia muitos angolanos, caboverdianos, a Reuters, a Afp, a RFI e a DW). Produzi diariamente reportagens longas para a minha rádio ( alemã) durante 15 dias e na comunicação social portuguesa ? Nada muito próximo disso. Se perguntar a muitos jornalistas portugueses nome do presidente de Moçambique ou da CPLP devem contar-se pelos dedos de uma mão os que ssberão responder. Aliás como muito pouco saberão da história e da cultura desses países que partilham a língua .
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* Digo nada ou muito próximo disso. Estou a escrever num telemóvel que me come as palavras
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