Os meus descontos e os dos outros
Pedro Santos Guerreiro responde num comentário no Insurgente ao que escrevi ontem sobre o seu editorial. Alega que o desconto de 100% no Jornal de Negócios é um caso especial porque a edição é paga pelo anunciante.
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Mas, claro, todos os negócios são especiais à sua maneira, e espera-se que o director de um jornal económico perceba isso. O Pedro Santos Guerreiro vende jornais a zero e diz que eles são pagos com publicidade. Já o Pingo Doce vende alegadamente com prejuízo, mas aí já não interessa contabilizar o valor publicitário da promoção. Ora, se o valor publicitário for contabilizado nos 2 casos deixa de haver qualquer diferença relevante entre eles.
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No fundo o Pedro Santos Guerreiro avalia o seu negócio por uns critérios e o negócio dos outros por outros. Como se o negócio da distribuição não fosse mais complexo do que o simples comprar a X e vender a X+y. Há vários factores adicionais que têm que ser levados em conta na acção do Pingo Doce, incluindo escala das vendas nesse dia, valor publicitário, redução de stocks, aproveitamento da infraestrutura, redução de perdas em produtos em fim de vida, obtenção de cash e redução de custos de tesouraria. O que se esperaria de um director de um jornal económico era que fizesse, precisamente, uma análise económica destes factores em vez de cair na banalidade “vendeu abaixo do custo é anticoncorrencial”.

JMiranda parece não ter gostado do editorial do jornal de negócios e está no seu direito… eu considero que foi do melhor que se escreveu sobre o tema:
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http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554473
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Pedro Santos Guerreiro é um dos nossos bom jornalistas e tem escritos editoriais muito bons. De facto, neste caso, deixou-se levar pelo populismo barato. Acontece aos melhores.
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Ao económico deveria sobrepor-se o aspecto ético da acção do P.Doce! Por estas e outras é que a
amostra de democracia em que vivemos, se vai finando abrindo caminho à anarquia que, lógi-
camente acabará por exterminar o capitalismo e seus dedicados serventuários que, parece ser
o caso em apreço!!!
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Desta vez acho que o JM tem toda a razão.
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eh,eh,eh
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Sou leitor habitual de PSG que geralmente leio com bastante agrado, mas também não gostei do teor de algumas coisas desse editorial. Na próprio comentário do Insurgente, vem outro disparate , também repetido ad-nauseum pela malta da extrema esquerda, a do ” tumulto bárbaro”. O Pingo Doce tem umas 360 ou 370 lojas, e houve problemas numa dúzia delas, e obviamente a comunicação social concentrou-se nessas histórias. Em centenas de outras tudo decorreu ordeiramente, confuso e muita gente, mas ordeiramente, e até com espírito de cordialidade e entreajuda entre as pessoas que esperam horas nas filas. Todos os dias há incidentes nalgum superfície comercial, quem é que já não assistiu uma peixeirada qualquer devido a um lugar numa fila num dia normal ? Pelo que e natural com tanta gente que houvesse mais historias dessas.
No próprio dia da promoção, no twitter havia quem se dedicasse a espalhar boatos falsos (com que intenções?) houve de tudo, desde tiroteios e facadas num Pingo Doce na Expo, a um morto num Pingo Doce da região do grande Porto, etc.
Chega a ser patético e confrangedor tanta azia e mal estar. E JM, parabéns, essa das edições gratuitas do Jornal de Negócio foram um soco digno de KO. O PSG diz que essas edições são as mais lucrativas de todas, então que as faça todos os dias. Ele sabe que não pode fazer, tal como o Pingo Doce não poderia fazer a mesma promoção todos os dias, ele sabe que são estratégias de gestão, comunicação e marketing.
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“Pedro Santos Guerreiro … Alega que o desconto de 100% no Jornal de Negócios é um caso especial porque a edição é paga pelo anunciante”.
Não disse nada que eu aqui não tivesse dito antes. É óbvio! Dei até o exemplo dos produtos que a TV nos “oferece”. E não percebo a comparação. Nunca vi macieiras a dar maçãs dentro dos hipermercados, logo, concluo que elas são compradas. E também não me parece que as regras sejam as mesmas.
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Mais um post ressabiadinho, este do JMiranda.
O texto de PSGuerreiro é certeiro !
JM, sabendo que há edições de jornais pagos por pub para serem oferecidos no dia A (tal como ontem eu lhe relembrei), insiste em misturar a edição gratuita do JN com o caso PD…
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O MJRB está cada vez mais troll(iteiro).
O JoaoMiranda e o Blasfémias não deviam acolher e alimentar trolls. Arriscam-se a perder leitores sérios, como já aconteceu com alguns.
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No fundo o Pedro Santos Guerreiro avalia o seu negócio por uns critérios e o negócio dos outros por outros. JM.
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Acho que o teorema do Pedro Santos Guerreiro parece ser o mesmo aplicado pelo JM e nele mesmo se arma para desmontar a “Anatomia do golpe” sem fazerse mais perguntas nas afirmaçoes do PSG feitas com demasiada fantasia. Por ejemplo, vg. era em verdade uma turba faminta amotinada, espancada, enlouquecida, encenada numa pilhagem sórdida? . É uma miséria de marketing?. Foi um marketing da miséria?. “O balanço é positivo, considerando-se a acção como conseguida”?.
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E pena tanto exercicio de filigranas e floreados estériles porque no mesmo Jornal de Negocios há um bom artigo do Soros (Mr. George) acerca do futuro e as fragilidades que esperam a Europa e as suas prediçoes. Sospeito que as faz com malhor profesionalidade de prediçao que as da HM, dado que aquel é, e foi um dos tiburoes das finanças do século passado.
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” Quer o euro permaneça ou não, a Europa enfrenta um longo período de estagnação económica ou pior ainda. Outros países já passaram por experiências semelhantes. Os países latino-americanos viveram uma década perdida após 1982 e o Japão tem estado a estagnar há um quarto de século; ambas as partes sobreviveram. Mas a União Europeia não é um país e é pouco provável que sobreviva. A armadilha da dívida deflacionista ameaça destruir uma união política ainda incompleta.
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A única forma de escapar à armadilha é reconhecer que as actuais políticas são contraproducentes e alterar este rumo. Não posso propor um plano inequívoco, mas há três aspectos que merecem ser sublinhados. Em primeiro lugar, as normas que regem a Zona Euro fracassaram e têm de ser radicalmente revistas. Defender um status quo que não funciona só vai piorar as coisas. Em segundo lugar, a actual situação é altamente anómala, pelo que são necessárias algumas medidas excepcionais para restaurar a normalidade. Por último, as novas regras devem ter em conta a inerente instabilidade dos mercados financeiros”.
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Voces deviam arranjar maneira de fazer alguma triagem dos comentários. Dizer-se que o Pedro Santos Guerreiro, um dos poucos jornalistas portugueses que merece o nome, é um “imbecil ” e andou a bajular as políticas do Sócrates não é um erro nem falta de educação. É uma cretinice de todo o tamanho de quem nunca o leu devidamente nestes últimos anos. E digo isto com o à vontade de quem não gostou de alguns parágrafos deste seu último editorial.
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Pi-Erre,
O seu texto punitivo (14:03) é-me elogioso.
No entanto, trauliteiro é v.exª (potencial censorsinho ou tendencioso provedor…), ao sugerir a JM e ao Blasfémias a interdição de comentários meus. Alguma vez leu num meu comentário o apelo para que cortassem “o pio” a outros, só porque discordo deles ?
Não se irrite, carago ! — eu não decreto nem faço lei, sómente opino.
Só lê o que escrevo quem quer, pelo que v.exª não está obrigado a tal.
Pensa v.exª que se o Blasfémias me cortasse “o pio” eu ficaria inconsolável ?
Não hesite : sugira o corte a todos de quem discorda…
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Pi-Erre
Esqueci-me de assinalar o seu modo “democrático” de estar na sociedade. Vai longe. Telefone ao Relvas pedindo-lhe um lugarzinho como censor quando na blogosfera surgirem incontroláveis críticas ao governo.
(Note : oxalá essas críticas justas não surjam. Sinal de que a vida tuga está a recuperar).
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MJRB
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Você ficou irritado, carago!… Mas olhe, não está obrigado a ler o que eu escrevo. Se o faz é de sua livre vontade, ou não?
Não sabia que o Relvas aceita pedidos pelo telefone para lugarzinhos de censor. Foi assim que conseguiu o seu?
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Parece que o meu comentario a chamar “imbecil e bajulador das politicas do Socrates” a Pedro Santos Guerreiro foi retirado. Bom, manda quem pode e obedece quem deve.
As considerações que fiz sobre PSG, devem-se exactamente ao que ele anda a dizer e a escrever nos ultimos tempos, juntando àquilo que ele escreveu e disse nos ultimos anos, e tambem ao que ele não disse e não escreveu quando a dupla Socrates/Teixeira dos Santos levavam o país para onde ele está.
Quanto ao Pedro Lomba classificar o meu comentário como “uma cretinice”, está no seu direito. Fique tranquilo que não me ofende; eu tambem acho que muito do que escreve e diz nos media, são uma bela porcaria.
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Pi-Erre,
Vc. dirige-se a mim e não quer que o leia ?
Irritado, eu ?, por causa do que v.exª escreveu e propôs ? — homessa !
Não, nunca eu seria censor ! Descanse.
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“escala das vendas nesse dia, valor publicitário, redução de stocks, aproveitamento da infraestrutura, redução de perdas em produtos em fim de vida, obtenção de cash e redução de custos de tesouraria.”
JM
A escala de vendas nada diz se se vendeu ou não abaixo de custo.
A questão do valor publicitário não pode ser equacionada se a publicidade for à própria empresa senão nunca se poderia dizer que há dumping.
A questão dos produtos em fim de vida devia ser resolvida de uma forma mais evidente para o consumidor.
De qualquer modo um dos mais esclarecedores posts sobre o assunto: http://momentoseconomicos.wordpress.com/2012/05/02/1590/
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PSG um grande jornalista , vou ali e volta já. Os termos que usa como “turba faminta”,”amotina se””espanca se””enlouquece””pilhagem sordida ” Estes jornalistas são todos muito bons desde que vão a Televisão então . este rapaz por vezes parece me um pouco tonto
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Para quê dirimir razões, como ditos, ao Pedro Guerreiro assiste tal acervo de moralidade, equidistância e bom-senso, além de inteligência, que, fosse ele uma menina, gostosamente me entregava em seus braços; by other side, velhaca que a conheço e torcida, JM, adiaria, boamente, ad kalendas, qualquer vislumbre de negócio com a menina .
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Ai, Pedro Lomba, quem disse o PSG, não de Paris, mas da nossa praça, um “imbecil” deve ser cá um espetáculo de tosco, bronco e atrasado mental que dava a pagar bilhete por um minuto só vê-lo, tal um pesadelo. Sim, que, depois que este mundo cruel nos presenteia com tal brevidade de vida, o monstro não é menos fonte de conhecimento que a flor bela, adejante e benigna .
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E já a mim pouco me interessa de pouco se me dá a contenda acerca do fenómeno inaudito, serôdio, embora, e despeitado de capitalistas selvagens e despeitados, tal esse bronco de soares, fugido à pátria, depós os irmãos de há centenas, apraz-me alembrar que me aproveitou bem a iniciativa, que me fartei de mercar géneros a pouco dinheiro, da manteiga a margarinas, óleos e assim azeites, como arroz e massas, vinhos e também águas, além de fruta e legumes, eu, a patroa e duas filhas, por cinco carros que fizemos e me estrão a render ao dobro e trplo no mini-mercado que lá temos. Pois sai tudo, senhores, e eu só digo, abençoado feitio mais torcido desse soares do gerónimo, que se me dá novas chances destas, a diós lo pido, tenho a vida arranjada, sem grandes consumições azedas. E viva judeus e comerciais do tipo de pingos provocadores e torcidos .
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