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Se bem percebo o SIED transforma em relatórios secretos o clipping

11 Maio, 2012

«Relatórios secretos sobre oportunidades de negócios na América Latina e África terão sido enviados a Silva Carvalho por duas dirigentes do SIED, uma das quais liderou os inquéritos internos sobre as fugas de dados para a Ongoing. A denúncia foi feita ao DIAP, que viu “consistência” na informação.»  — Não percebo. O SIED investiga oportunidades de negócios? Para quê ou para quem? Como não é suposto que o SIED faça investimentos essa informação sobre oportunidades de investimento destina-se a quê? E os relatórios são secretos por alma de quem? Então o Programa de Segurança Económica (PSE) criado pelo SIS passou à clandestinidade? Se as coisas forem assim como os jornais de hoje a contam o problema não resulta do SIED ter passado informação à ONGOING mas sim de não a ter partilhado com outras empresas ou de ter privilegiado a ONGOIG.  Se bem percebo o SIED transforma em relatórios secretos o clipping

33 comentários leave one →
  1. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    11 Maio, 2012 10:42

    helenafmatos tem uma agenda para o Blasfémias; muito bem. alguns comentadores também.
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    Syriza: 27.7% (16.78% nas últimas eleições)
    Nova Democracia: 20.3% (18.8%)
    PASOK: 12.6% (13.1%)
    Gregos Independentes: 10.2% (10.6%)
    KKE: 7% (8.48%)
    Aurora Dourada: 5.7% (6.97%)
    Esquerda Democrática: 4.9% (6.1%)

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  2. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    11 Maio, 2012 11:00

    Passsos Coelho teve hoje uma tirada de fazer inveja a um bom aluno de filosofia da Sorbonne:
    “Precisamos de compreender melhor o que está a acontecer no mercado de trabalho”
    Claro que depois disto aquela cabeça loira teve um esgotamento!

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  3. anti-comuna's avatar
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    11 Maio, 2012 11:06

    Coisas boas feitas em Portugal. Feito em Portugal terá um dia que estar na moda…
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    “CorkSorb vence o petróleo
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    Esta inovadora aplicação da cortiça garante uma capacidade de absorção de óleo 9 vezes superior aos absorventes convencionais
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    À procura de novas oportunidades para rentabilizar a cortiça, o grupo Amorim inventou o CorkSorb, um produto inovador que pode ajudar a controlar derrames como os que atingiram a costa da Galiza, em 2002, ou o golfo do México, em 2010.
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    “Trata-se de um subproduto da cortiça que sofre um tratamento térmico para se tornar muito hidrofóbico, com boa capacidade para absorver óleos, mas não água, e tem um comportamento excelente para lidar com derrames em meio aquático”, explica André Teixeira, responsável pelo desenvolvimento de novos negócios do grupo Amorim.
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    No mercado desde 2010, o CorkSorb ainda tem um valor residual no volume de negócios de 495 milhões de euros da Corticeira Amorim, mas já está em 18 mercados, de Espanha à Austrália e América do Sul, revela “um potencial de crescimento brutal” e “tem vindo a superar as expectativas, refere André Teixeira.”
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    Ler mais: http://expresso.sapo.pt/corksorb-vence-o-petroleo=f724920#ixzz1uYeuPe4B
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    O que surpreende é a capacidade do produto absorver pitroil e não a água. Talvez seja esse mesmo o grande trunfo do produto. Mas tem outra característica curiosa:
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    “Aliás, algumas empresas que trabalhavam basicamente com absorventes convencionais estão já a usar, também, o novo granulado da Corticeira Amorim nas suas barreiras, designadamente na Noruega.
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    Criada com um subproduto resultante do fabrico de outros produtos de cortiça, como as rolhas, a gama CorkSorb apresenta-se como uma alternativa “natural, sustentável, não tóxica e eficaz” face aos concorrentes à base de polipropileno que ainda dominam o mercado.
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    E como um quilo de cortiça garante a absorção de 9,4 litros de óleo, produz 20 vezes menos resíduos que os absorventes minerais, diz André Teixeira. Em termos de custos, as contas da Corticeira Amorim indicam que a opção pela cortiça permite economizar 9,5 euros em custo de tratamento de resíduos por kg de absorvente.”
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    O produto permite poupar o que pode ser uma arma importante para ganhar a competição no mercado. Interessante, sem dúvida.
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    Grão a grão, a coisa vai…

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  4. JMLM's avatar
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    11 Maio, 2012 11:12

    Calma Helena, um dia destes vai perceber esta história das secretas e a que deu jeito…

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  5. JMLM's avatar
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    11 Maio, 2012 11:15

    aremandus, obrigado por estar avisar o povo sobre o estado de saúde do PM.
    Agora compreendo porque é que ele não acerta uma, coitado do moço, está esgotado…
    Tenho fé que o sistema nacional de saúde ainda tem condições para salvar casos destes…

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  6. Portela Menos 1's avatar
  7. tric's avatar
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    11 Maio, 2012 12:13

    Como o Expresso é o Jornal do Regime, passar qualquer informação económica à Ongoing, é um atentado ao Regime…coloca em causa o Estado de Direito…

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  8. tric's avatar
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    11 Maio, 2012 12:31

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  9. anti-comuna's avatar
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    11 Maio, 2012 12:31

    Olhem como um gajo consegiu dar a volta á Adira:
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    E ambição não lhe falta. Crescer acima dos 15% ao ano. E é talvez por haver essa ambição, que os gajos conceberam a “bomba” deles, que poderá gerar crescimentos e retornos interessantes. Mas olhem como o líder da Adira sabe o que anda a fazer. E devia ser meditado por muitos:
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    “O sucesso de uma empresa é explicado em 47% pelo seu posicionamento competitivo. O peso do ciclo económico e do sector de actividade é de apenas 15%.”
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    in http://www.adira.pt/clidocs/Gr40_59_0.pdf
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    Reparem. O gajo sabe que grande parte do sucesso da empresa é o seu posicionamento competitivo. Ou seja, o valor intrinseco gerado pela organização e não pelo exterior ou pelos ciclos conjunturais. Para isso, em vez de estar á espera que a crise passe, ele lidera a organização para criar e conceber produtos capazes de competir nos mercados, mesmo e apesar da crise.
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    Eu não sei se as empresas tugas são todas assim. Não o devem ser, mas muitos devem estar a agir como se a crise fosse permanente e daí que estão sempre a tentar melhorar a sua organização, desde novos produtos e serviços, à melhoria dos actuais e a ganhos de eficiência e eficácia, de molde a enfrentar o mercado e tentar por cima da crise. Esta é uma mentalidade que faz a diferença. Não estar á espera que a crise passe ou os políticos façam por eles, aquilo que a eles cabe. Note-se bem as palvras do líder da Adira: 47% do sucesso de uma empresa deve-se ao seu posicionamento competitivo. Ou seja, o sucesso depende mais da empresa que dos factores externos, envolvência interna e externa, ou até mesmo competidores. Talvez muitos nossos empresários, mesmo sem o saberem, intuem e agem como faz este líder da Adira.
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    Como diria o outro, uns choram, outros vendem-lhes os lenços.

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  10. tric's avatar
    tric permalink
    11 Maio, 2012 12:40

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  11. anti-comuna's avatar
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    11 Maio, 2012 13:38

    O CCZ está em forma. Olhem como ele demosntra a falta de liderança de uma empresa, que se queixa da conjuntura. Espectacular!
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    “Tentei uma outra abordagem:
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    1. A vendas estão em baixo, é um facto que não se pode negar. Os números são eloquentes.
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    Por que é que as vendas estão em baixo? Por que a actual conjuntura está má e, havendo menos dinheiro, as empresas gastam menos.
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    E por que é que as empresas compram o vosso serviço? Para melhorar o desempenho dos seus trabalhadores!
    Então, numa conjuntura como a actual, os vossos serviços deviam ser mais procurados do que nunca! Mas não é isso que as nossas vendas revelam.
    .
    E por que é que foram espreitar os preços da concorrência? Como assim?
    A concorrência presta os mesmos serviços que a vossa empresa? Sim!
    .
    E o que é que impede a concorrência de também baixar os seus preços? Nada!
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    Então, vão ter de baixar outra vez os vossos preços! Se tiver que ser…
    .
    E podem baixar até quanto? Pois… esse é outro problema.”
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    in http://balancedscorecard.blogspot.com/2012/05/conjuntura-so-veio-acelerar-o-que.html
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    Vão ler o que ele diz mais. Bem escrito e resume na essência quem dorme á espera que lhe resolvam os problemas. Os políticos, o Estado, a conjuntura, a Merkel, o Hollande, o Pinto da Costa, o Jorge Jesus, o Mourinho, o Peter Pan…
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    Aliás, este exemplo aplica-se ao proteccionismo, que alguns tótós defendem e, talvez por nunca terem jogado xadrez, esquecem-se que as nossas acções não são isoladas e geram efeitos e reacções noutros agentes económicos.
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    Peguemos então no proteccionismo. Uma empresa acha que o seu sector deve ser protegido. (Notem bem a forma com estes tótós pensam.) Começa logo pelo empresário ou gestor dizer que a sua empresa é exemplar de um sector. Quando um sector tem uma heterogeneidade incírivel. E a empresa desse gestor nem sequer ser representativa do sector. Voltando ao assunto. O gajo pede medidas proteccionistas para proteger o seu negócio.
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    Pouco tempo depois, como esse gajo conseguiu manipular os políticos e a opinião pública, conseguiu as tais medidas. O que leva logo outros a pedirem o mesmo, cada empresa à rasca a pedir protecções e têm sempre argumentos para defender as suas teses. Emprego, impostos pagos, geração de receitas para a Balança de Pagamentos… E, se calhar, também consegue a sua protecção.
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    A dada altura os competidores no estrangeiro pedem ao seu governo que façam a mesma coisa. Então os vizinhos deste país começam a usar a mesma cartilha contra o primeiro país. E pronto, temos o ricochete e, claro, vão prejudicar os mais eficientes da primeira economia, pois são estes que conseguem vender neste mercado, os que não conseguem é que pedem proteccionismo e medidas várias.
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    A dada altura, isto começa a gerar bola de neve. Cada vez mais países e empresas a pedirem as suas proteccionistas medidas. Logo, todos começam a sentir quedas nas exportações e na produção.
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    Mas os problema não se esgota aí. As empresas que foram alvo de medidas proteccionistas, terão que sofrer os impactos de não conseguirem gerar eficiência capaz de vender no exterior. Se não podem aceder á melhor tecnologia e capacidade de gestão no exterior, são obrigadas a manter as ineficientes do seu mercado interno. Gerando ainda mais ineficiências na estrutura produtiva. E isto é uma bola de neve. Uns puxam pelos outros e a dada altura, o sistema económico está sem capacidade de competir no exterior, tem baixas produtividades, menos salários e melhor nível de vida.
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    O que parecia uma coisa linda, à primeira vista, acaba-se por transformar numa série de constrangimentos de tal ordem, que todos perdem. Ninguém ganha. É a estupidez levada ao extremo. ehehheheh
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    Um país que sofre medidas proteccionistas porque é mais eficiente e eficaz pode retaliar sem gerar tantos problemas internos. Pode apelar ao consumo nacional. (O que tem efeitos diversos consoante as circunstâncias.) Ou pode aumentar a cara fiscal sobre o consumo, em especial os que atingem os proteccionistas. No entanto, como continua com as fronteira abertas, continua a permitir aos seus agentes económicos, adquirir e incorporar a melhor tecnologia e os melhores factores de produção. E os proteccionistas são sempre os mais prejudicados. A outra opção é não reagir com medidas proteccionistas mas pressões políticas (e outras) sobre os proteccionistas. No entanto, esperar que os proteccionistas acabem por, após as asneiras terem prejudicados os proteccionistas, eles acabarem por levantar essas más medidas. E, nessa altura, os que souberam esperar, voltam à carga e tomam conta do mercado, porque já são eficientes e os mais eficazes.
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    Noutro plano, a UE já faz isto. Como os americanos decidiram utilizar a arma cambial e a política monetária para exportarem a crise, em vez de deitar abaixo o euro (como os tótós pedem sempre, em qualquer circunstância), os governos tomam medidas de austeridade e impedem que os “artistas” ganhem mercados à custa de truques. É por isso que os americanos, mesmo tendo uma moeda muito mais fraca que o euro, apesar de utilizarem triliões para ajudar a salvar a sua ineficiente ou inexistente indústria, apesar de até proibirem exportar gás natural para beneficiarem uns em detrimento de outros, lixando os europeus; mesmo apesar disso tudo, as exportações europeias conseguem penetrar mais nos USA que a produção americana na Europa. Além disso, custa mais aos americanos deterem as melhores tecnologias e os equipamentos mais eficientes que aos europeus, devido á fraca moeda dos europeus. ehehehehehe
    .
    .
    O CCZ mostra como as empresas caem nas suas asneiras e se queixam da conjuntura quando o problema é sobretudo estrutural e intrínseco da própria empresa. Se estas empresas estivessem mais focadas na sua organização, nos seus produtos e serviços e procurassem uma vantagem face aos concorrentes, estavam menos expostas a guerras de preços. Assim, vão ter que aguentar com as guerras de preços e salva-se quem for capaz de ser mais eficiente ou consegue fugir à guerra de preços. Por exemplo, exportar.
    .
    .
    No proteccionismo é a mesma coisa. Mas mais grave. Aí, quem soube ser mais competitivo pagará para beneficiar os mais ineficientes. E quando, como diz o líder da Adira, a maioria dos problemas das empresas é intrínseca e endógeno, não há proteccionismos que as salvem. ehehhheh Perdem todos.

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  12. anti-comuna's avatar
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    11 Maio, 2012 13:44

    Só uma correcção. A isto:
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    “Além disso, custa mais aos americanos deterem as melhores tecnologias e os equipamentos mais eficientes que aos europeus, devido á fraca moeda dos europeus. ”
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    .
    Para isto:
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    Além disso, custa mais aos americanos deterem as melhores tecnologias e os equipamentos mais eficientes que aos europeus, devido á FORTE moeda dos europeus.
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    Mil desculpas.
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    PM Sem falar que um país com moeda mais forte, além de conseguir adquirir tecnologias mais baratas e matérias-primas mais baratas, também aposta no capital intensivo e na produtividade em vez de salários-baixos e exporta mão-de-obra em vez de capital intensivo. Isto explica o famoso fenómeno: http://en.wikipedia.org/wiki/Leontief_paradox

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  13. anti-comuna's avatar
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    11 Maio, 2012 14:10

    Agora vejam como os americanos têm um gigantesco défice com Portugal, um país fraco (na ideia deles) e sem tecido produtivo moderno.
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    Exportações tugas de bens para os USA, no primeiro trimestre do ano: 512 milhões de euros. (Uma subida de 50%!)
    Importações tugas de bens dos USA: 224 mihões de euros. (Uma queda de 28%.)
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    .
    Taxa de cobertura: 228% a favor de Portugal.
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    .
    De que lhes valeu manipularem a moeda, atirar dinheiro para cima dos problemas se depois não conseguem resultados a médio e longo prazo? No curto prazo, eles até poderiam ter tido alguns ganhos, mas logo que as vítimas de truques se adaptem e reajam a este tipo de má concorrência, os ganhos ainda são muito maiores do que se os americanos (a ideologia anglo-saxónica está rota!) estivessem quietinhos.
    .
    .
    Os gajos vendem-nos IPODs, IPADs, etc. mas no final de contas, os tugas acabam por lhes vender muito mais do que esses emblemáticos símbolos americanos são comprados pelos tugas. eheheheh
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    .
    A Suiça e a Alemanha tornaram-se potentados económicos a fugir à competição pelo baixo preço e com moedas fracas. Foi a cultura deles? Ou foi a sua sabedoria, em pensar mais no médio e longo prazo, em vez de ganhos de curto prazo?
    .
    .
    Portugal, depois de aderir ao euro, também teve as suas exportações em banho-de-maria bastantes anos. Até cerca de 2005. As multinacionais que se baseavam nos custos mais baratos da mão-de-obra fugiram. Foi uma crise de caraças para quem exportava e para o Norte, que mais depende das suas exportações. Mas aos poucos, as empresas foram-se adaptando e até aproveitando a moeda forte (adquirindo tecnologias mais eficientes e de capital intensivo), fizeram reestruturações, mudaram os seus produtos e novas empresas surgiram. Logo que as empresas conseguiram adaptar-se à nova moeda forte, as exportações começam a crescer bem. E nem a crise lhes retirou fôlego. As empresas e os empresários começaram a adaptar-se à nova moeda forte. E agora exportam muito mais. Em Março, Portugal teve o seu melhor mês de sempre nas exportações. E continua a criar emprego nestas exportadoras e cada emprego criado nestas exportadoras, serão mais dois nos serviços de apoio às empresas exportadoras. Vai chegar o dia que a procura interna estabiliza e as exportadoras continuarão a melhorar e a ganhar quotas de mercado.
    .
    .
    Daqui a uns anos, Portugal estará a crescer e muitos dos que usam truques para evitar a dor de curto prazo, vão sofrer ainda mais. O caso alemã, de hoje, mostra isso mesmo. Portugal vai no mesmo caminho, com a vantagem que as nossas exportações estão ainda a crescer mais que as dos alemães, tidos como os campeões do comércio internacional. ehehehheeh

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  14. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    11 Maio, 2012 14:11

    JMLM,
    depois do esgotamento nervoso ditou em voz colocadissima mais esta verdade apodictica:
    “Estar desemprego não pode ser um sinal negativo” tem de “representar também uma oportunidade”
    e logo a seguir rematou, enquanto era manietado num colete de forças pelo staff do julio de matos:
    “a europa,com a excepção dos boches vão bater contra a parede”
    Extraordionário!

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  15. trill's avatar
    trill permalink
    11 Maio, 2012 14:57

    os anjos morrem enquanto os escroques e os corruptos cá ficam.

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  16. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Maio, 2012 15:09

    Quando uma empresa consegue crescer sob fracas conjunturas. O potencial que existirá?
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    Olhem como há quem saiba dar a volta à crise.
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    “A crise no sector da restauração ainda não passou por aqui
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    O grupo português Multifoods aumentou 19% as vendas e está a preparar a internacionalização dos restaurantes Vitaminas.
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    Centenas de restaurantes encerrados, menos visitantes nos centros comerciais, consumidores constrangidos pela crise. O que parecem ser três ingredientes certeiros para travar qualquer negócio no sector da restauração não teve ainda eco na empresa de Rui Santos.
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    O empresário de 40 anos, que criou a cadeia de comida saudável Vitaminas, tem um discurso muito diferente de outros gestores do sector. A crise não está a afectar as suas contas. O ano passado o grupo Multifoods, que fundou em 1998, facturou 29,5 milhões de euros, uma subida de 19% em comparação com 2010, mantendo uma tendência de evolução positiva desde 2003.”
    .
    in http://economia.publico.pt/Noticia/a-crise-no-sector-da-restauracao-ainda-nao-passou-por-aqui_1545111
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    O gajo tem na sua organização o valor endógeno para crescer e aproveitar as condições do mercado. Anda a vender lenços pelo país fora, com certeza. O sucesso interno dele, num mercado em retracção, mostra que tem um potencial incrível nos mercados externos. Vai tentar fazer o mesmo lá fora o que faz no mercado domésticos. Aqui está mais um potencial empresa de sucesso tuga nos mercados internacionais.
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    O gajo deve ter algo que não tem a concorrência. Será isto?
    .
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    “Há vários factores que explicam este desempenho. “A restauração rápida não está a servir de fuga à restauração convencional, mas o Vitaminas tem-se mostrado um gerador de dinheiro. É uma marca sólida e não tem tido quebras nem nas vendas nem no consumo”, explica Rui Santos. O cliente é “fundamentalista”, “extremamente fiel” e apesar de ter menos dinheiro no bolso continua a consumir os menus oferecidos nas 58 lojas da marca (quase todas localizadas em centros comerciais), e que pesa cerca de 68% na facturação do grupo. Mas se não fosse a estreia recente de outra cadeia, a Wok to Walk, de noodles e pratos de inspiração asiática, a resistência à conjuntura teria sido diferente.”
    .
    .
    O mercado mudou (e irá mudar sempre e cada vez mais e mais rápido) mas eles souberam adaptar-se ás novas condições de mercado. E crescem. Se calhar vão ter bastante sucesso no estrangeiro, não é?
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    .
    E parece que não são os únicos, como estes gajos aqui:
    .
    http://www.h3.com/
    .
    .
    Há para aí novos padeiros, vendedores de bifanas, etc. O mercado está em retracção, mas há quem consiga safar-se. Alguma coisa eles têm para sobreviver e até crescer. Crescer 19% num mercado em forte retracção é algo inacreditável. Mas, aposto, estes gajos estão sempre a pensar em como enfrentar o mercado e melhorar a sua performance, não a pedir subsídios, andarem a beijarem a mão aos políticos, etc. Esta crise até tem os seus aspectos positivos. Corre com a má moeda e deixa crescer a boa. É o Efeito Gresham mas ao contrário.
    .
    .
    Com sorte, qualquer dia, eu vejo redes de comida rápida tuga por esse mundo fora. Em vez de ver apenas comida rápida americana. Quem sabe? Comer umas bifanas em Paris, um polvo à lagareiro em Berlim, um bitoque em Madrid, uma francesinha em Riga…

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  17. simil's avatar
    simil permalink
    11 Maio, 2012 15:26

    bah, lá interesse havia
    e a alguém interessava, se não
    o gonçalves (ongoing) não oferecia dez x mais ao bicho
    em troca de bufas que lhe assegurava

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  18. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Maio, 2012 15:34

    Algumas coisas de que eu tenho saudade e mato-as quando vou a Portugal. As famosas tascas! Lembram-se?
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    .
    Qualquer dia, algum tipo em Portugal, começa a inventar redes de comida rápida com os produtos tradicionais tugas das tascas, mas adaptado aos tempos actuais. Bucho, fanecas, sardinhas fritas, boa broa, bom tinto e branco, etc. Se calhar, o potencial para comidas rápidas tugas é mais fantástico do que julgamos. Eu se pudesse comer aqui como o faço nas tascas, não tenham dúvidas que o faria. E quem diz eu, dizem muitos tugas mas se calhar até estrangeiros, que não sabem o que é comer algumas coisas boas tugas, mesmo em tascas com teias de aranha nos tectos e galinhas a picar no chão. ehehheh
    .
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    Por vezes penso. Se calhar, há tanta coisa em Portugal que poderia ser adaptada como comida rápida e nem nos passa pela tola. Ainda ontem com o video que o Pedrum nos deixou, lembrei-me disso. Comer á tuga, seja num tasco, numa roulotte ou até mesmo num restaurante. E se os tugas conseguissem adaptar todas essas iguarias tugas aos modernos conceitos alimentares?
    .
    .
    Quem sabe?

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  19. Luis Garcia's avatar
    Luis Garcia permalink
    11 Maio, 2012 15:59

    As nossas mãos cada vez mais cerradas.. http://lmmgarcia.wordpress.com/2012/05/11/as-maos-de-todas-as-idades/

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  20. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Maio, 2012 16:17

    Olhem, estes gajos fazem-me lembrar a Derovo. ehehehehh
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    “Vendas da Unimadeiras aumentam 51,7% em 2011
    .
    As vendas da Unimadeiras, empresa que agrega 600 empresários florestais, aumentaram 51,7% em 2011, para 57,7 milhões de euros, e o lucro subiu 35%, para 350 mil euros.”
    .
    in http://www.oje.pt/noticias/negocios/vendas-da-unimadeiras-aumentam-517-em-2011
    .
    .
    Olhem, os gajos estão mesmo com vontade:
    .
    ” “para 2012 estão previstos investimentos na compra de terrenos florestais em regiões nobres, a plantação de espécies nobres e o aumento dos fornecimentos de madeira certificada”.”
    .
    “O seu presidente, António Loureiro, afirma-se convicto de que “a floresta ajudará o país a sair da crise”, defendendo que, para tal, “é vital a simplificação da legislação florestal e o incremento da produção nacional”.”
    .
    .
    Olhem, estes gajos querem simplificações legais para aumentar a produção florestal. Vá lá, que não andam atrás de subsídios nem de protecções ao sector. Parece que as mentalidades estão a mudar. Em vez de perderem tempo a pedirem massa alheia nem a fazer lobbying, parece que querem é que o Estado não estorve. ehhehehehe

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  21. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    11 Maio, 2012 16:43

    Anacleto o Torquemada impiedoso!

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  22. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Maio, 2012 17:46

    Olhem, eles já andam a assustar a malta, pelos blogues da moda. hehehhe
    .
    .
    http://www.standardandpoors.com/ratings/articles/en/us/?articleType=HTML&assetID=1245333370039
    .
    .

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  23. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Maio, 2012 17:59

    Olhem, este gajo está confiante. ehheheeh
    .
    .
    “Thomsen
    .
    Portugal está em “boas mãos”
    .
    Poul Thomsen, antigo responsável pela missão do FMI em Portugal, acredita que o País pode regressar aos mercados em meados de 2013.
    .
    O antigo responsável pela missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal afirmou hoje que a execução do programa de ajustamento português se encontra em “boas mãos”. Poul Thomsen acredita mesmo que o País pode regressar aos mercados de dívida em meados do próximo ano, tal como previsto no acordo da ‘troika’.”
    .
    in http://economico.sapo.pt/noticias/portugal-esta-em-boas-maos_144408.html
    .
    .
    Eu até aposto que o gajo nunca pensou que Portugal fosse ajustar tão rápido e exportar tanto, sem as famosas descidas na TSU. ehehehhhhe
    .
    .
    Deus lhe dê saúde e boquinha para fazer campanha por Portugal, por esse mundo fora. ehehheheh

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  24. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    11 Maio, 2012 18:29

    A-C,
    faça um clipping dos empresários tugas ligados à bola.
    até pode começar por ex. pelos presidentes das sad do benfica-leiria
    voce além de não estar por cá não bebe só bagaço: fuma muita maconha daquela optimista.

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  25. aremandus's avatar
    aremandus permalink
    11 Maio, 2012 18:33

    vulgo gratia:
    joão bartolomeu;
    luís filipr vieira;
    pinto da costa;
    o do sporting,nem lembro o nome,mas é o do caso dos barcos-cama da ex-po 98;
    ……
    tudo empresários como vc gosta: quase só com a 4ª classe,mas doutorados no rapinanço.
    a maioria deles,também grandes exportadores.

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  26. C. Medina Ribeiro's avatar
    11 Maio, 2012 18:39

    O sempre atento (e bem-humorado) jornalista Ferreira Fernandes também se farta de gozar com esta chachada do “clipping”, no «DN» de anteontem – Ver [AQUI].

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  27. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Maio, 2012 19:37

    “faça um clipping dos empresários tugas ligados à bola.
    até pode começar por ex. pelos presidentes das sad do benfica-leiria”
    .
    .
    ehehhheheh
    .
    .
    E quem é o Ali-Bábá? ahhahahahah

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  28. Pi-Erre's avatar
    11 Maio, 2012 19:55

    “Algumas coisas de que eu tenho saudade e mato-as quando vou a Portugal. As famosas tascas! Lembram-se?”
    .

    “Eu se pudesse comer aqui como o faço nas tascas, não tenham dúvidas que o faria.”
    .
    Aí em Bruxelas come-se mal, é?

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  29. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Maio, 2012 20:37

    Bruxo!
    .
    .
    “O dirigente do departamento europeu do Fundo Monetário Internacional (FMI), Poul Thomsen, disse hoje que as exportações portuguesas têm “reagido com uma força surpreendente” ao programa de ajustamento financeiro, mais do que o esperado.”
    .
    .
    In http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=556413
    .
    .
    Este gajo está a começar a entender que os tugas, quando querem e ameaçados, são capazes de tudo e mais alguma coisa. ehehhehh
    .
    .
    Portugal está como se estivesse em guerra e ligado à máquina. Logo, quanto mais depressa os tugas conseguirem autofinanciarem as suas actividades, melhor. Quem sabe se a população não tem isto inconscientemente na cabeça? A irracionalidade é maior do que se pensa…
    .
    .
    E mais diz o gajo:
    .
    .
    “”A economia está definitivamente a reequilibrar-se, ainda é cedo, tenham isso em mente, mas até agora são muito boas notícias”, disse Poul Thomsen. Considerou existirem “progressos significativos na consolidação fiscal” e que, até ao momento, as políticas fiscais “parecem estar no bom caminho”.
    .
    “Quando este ano acabar, Portugal apenas terá 1,5% de ajustamentos fiscais por fazer, em termos estruturais.”
    .
    .
    Uma coisa é certa. Os portugueses estão a aprender uma grande lição. Que as dívidas não trazem retornos elevados, como muitos dizem. Que o euro não eliminou a necessidade de haver balanças de pagamentos positivas. E mais. Que o neo-mercantilismo está consagrado. Quer gostemos ou não.
    .
    .
    É a vida, como diria o outro em Charleroi. ahhahhaahahh

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  30. simil's avatar
    simil permalink
    11 Maio, 2012 20:41

    iih-hihihi, e às vezes eu concedo não ser lá muito esperto, sei lá, condescendente e algo crédulo, se não que apenas bondoso … ai, mas, à vista desse apontamento TVI, hácinco minutos, que gente de cá, da Inglaterra e França, além da douta Alemanha, vai no conto do vigário, me perdoe, se exagero, de Vale & Azevedo, a viver em Londres, que bem jus faz ao nosso primeiro, quando diz, a falta de emprego, má em si mersma, é indubitável, pode e deve inspirar a descoberta de criatividades, de novos fazeres e riqueza, a exemplo de Vale & Azevedo, agora o creio e respiro mais desafogado, à vista desses, que há gente assim beta digo eu, mais betinha ou mais bondosa do que eu, emendo .

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  31. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Maio, 2012 21:16

    Olhem, os gajos das bifanas parecem bem lançados.
    .
    .
    “A Bifanas de Vendas Novas – Casa Original vai abrir no final do mês uma loja no Centro Comercial Colombo, o maior shopping da cidade de Lisboa.”
    .
    “A empresa facturou em 2011, com um restaurante em funcionamento apenas no último semestre do ano, cerca de 300 mil euros e estima alcançar este ano um volume de negócios de 1 milhão de euros.”
    .
    in http://www.hipersuper.pt/2012/05/11/bifanas-de-vendas-novas-chegam-ao-maior-shopping-de-lisboa/
    .
    .
    Estou mesmo a ver o país cheio de lojas a vender bifanas. Pois é. Há gajos com olho para estas coisas, enquanto alguns gozam. Pois é.

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  32. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Maio, 2012 21:43

    Este país é surpreendente. Ver gajos a apelar ao Estado para subir as exportações, só me dá para rir. Elas estão a subir bem, apesar do Estado (como diria o Colaço) e continua a haver tótós que acham que as exportações irão subir ainda mais, com a liderança dos políticos. Palavra de honra, que estes palermas, nem entendem porquê que as exportações sobem, nem fazem a mínima ideia, que o Estado quase sempre enterra a economia em maus projectos (a Quimonda é o exemplo acabado das crendices destes gajos) e nunca, mas nunca, o Estado sabe onde se deve meter a pasta e quais os sectores que irão crescer muito no futuro. Bolas. Esta gente continua a cair nos mesmos erros que levaram o país á quase bancarrota total.
    .
    .
    Política transversais? Que cabem ao Estado? Nem as ver. Fazia mais o Estado ter uma Justiça eficaz que milhões e milhões de euros enterrados em crendices de cada governante e sua forma de ver o mundo. E isto é apenas um exemplo de como estes tótós nunca darão uma ideia luminosa para ajudar o país. Não vêm o óbvio, mas acham que através dos gabinetes ministeriais vão encontrar os caminhos para subir as exportações ou até mesmo subir imenso o investimento. Dá-se! Mais de 50 anos com as mesmas asneiras e continuam a acreditar nas mesmas porcarias. Bolas. Quando é que estes gajos dão lugar aos mais novos?

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  33. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    11 Maio, 2012 23:24

    As políticas industriais americanas. Escapou-me esta notícia mas acho que vale a pena lerem. Vejam bem. Metade dos lucros de uma empresa industrial americana são subsídios estatais. eheheheh Obama é fixe, mais socialista não existe. ahahahahahah
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    “Subsidies Aid Rebirth in U.S. Manufacturing
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    “As chairman and principal owner of Revere Copper Products, Mr. O’Shaughnessy runs one of America’s oldest manufacturing companies, started by Paul Revere himself, a fact that exerts considerable pressure. As he put it: “What kind of a message are you sending to the people of the country if you abandon America?”
    .
    But spend a day with him, and a more complex picture emerges. He wonders sometimes about the less patriotic alternative of relocating production to Asia or closing the factory entirely on the ground that Revere’s profit margin here is too thin — less than $1 million on $450 million in annual revenue.”
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    “What staves off those alternatives are labor concessions and a substantial government subsidy, something he and others in the United States say is increasingly important to fuel a nascent recovery in manufacturing. The labor concessions at Revere, in a contract endorsed by the United Automobile Workers, are much like those unions are giving to other manufacturers. The subsidy comes from New York State, which supplies, at cost, the electric power that Revere uses to produce copper sheets and slabs. Mr. O’Shaughnessy says it accounts for half of Revere’s profit.”
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    in http://www.nytimes.com/2012/05/11/business/subsidies-aid-rebirth-in-us-manufacturing.html?_r=2&pagewanted=1&nl=todaysheadlines&emc=edit_th_20120511
    .
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    Se mesmo com cada vez mais subsídios, políticas e truques proteccionistas, uma moeda mais fraca e mesmo assim estão à rascas para manter-se à tona da água…
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    Vai ser cá um estoiro, quando aquilo um dia deixar de ser segurado pela Reserva Federal…

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