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Não será melhor acabar com o euro antes que o euro acabe com a democracia?

12 Maio, 2012
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Esta pergunta é deliberadamente provocatória. Mas coloco-a sem hesitação: há demasiado tempo que, na Europa, se julga poder resolver problemas escondendo-os debaixo do tapete, como uma dona de casa desleixada. Esta semana deu-nos alguns exemplos eloquentes de como a desagregação é um cenário que deixou de ser impossível.

Ao contrário das expectativas, a eleição mais importante do passado domingo não foi a francesa (e a correspondente vitória de François Hollande), mas a grega (e a surpreende implosão do sistema partidário). O impasse que se está a viver em Atenas, onde os partidos não parecem capazes de chegar ao mais pequeno acordo e todos se preparam para novas eleições em Junho, é tal que, em Bruxelas, houve quem tentasse bloquear mais uma tranche do empréstimo internacional que deveria ter sido entregue ontem. Entretanto, os políticos locais entretêm-se em jogos florais destinados a garantir-lhes a melhor posição de partida para a inevitável repetição das eleições e, lendo a imprensa ateniense, era possível descobrir que um dos temas em discussão nos encontros que, quarta-feira, o líder da esquerda radical teve com alguns dos outros partidos políticos foi a momentosa questão do nome da antiga república jugoslava da Macedónia. À mesma hora, os mercados reforçavam a aposta no que todos sussurram, mas poucos assumem: a Grécia vai sair do euro. Ninguém sabe o que acontecerá a seguir. 
Há algumas formas diferentes de descrever esta provável evolução. Uma delas é que as escolhas de um eleitorado grego pulverizado entre neonazis e extremistas de esquerda pode provocar um colapso cuja primeira vítima será Portugal, o país que está a seguir na linha das aflições. Isto sem o eleitorado português se ter pronunciado. Outra é dizer que na origem de tudo o que se está a passar estão eleições nalguns obscuros estados alemães, cujo nome nem conseguimos pronunciar, eleições essas que condicionam toda a política da senhora Merkel e, por via disso, martirizaram os gregos, que agora se revoltaram. Qualquer destas descrições tem uma dose de verdade, pois traduz aquilo que é hoje a realidade insustentável da construção europeia: um destino comum sem fórmulas democráticas comuns. 
Outro exemplo: a eleição de Hollande. Para muitos, sobretudo para muitos luso-comentadores, a escolha dos franceses deverá implicar imediatas alterações de rumo em países que ainda recentemente também escolheram os seus Governos – como Portugal e Espanha -, apesar de os seus eleitorados não se terem pronunciado. Aparentemente, o eleitorado francês é que decide o que se passa na Península. Há mesmo políticos portugueses que, num extraordinário exercício de malabarismo, consideram que compromissos assumidos nacionalmente (como o memorando de entendimento com a troika) deixaram de fazer sentido porque os gauleses preferiram um Presidente “normal” em vez de um “hiperactivo”. Seria cómico se não fosse trágico. 

Mas voltemos à Grécia, palco de uma tragédia europeia com ingredientes e protagonistas que às vezes parecem reciclados de outras tragédias também europeias. O paralelo que logo ocorre é com o colapso da República de Weimar – uma abordagem amplamente glosada na imprensa grega -, mas as semelhanças não derivam apenas da ascensão dos neonazis. Há outros elementos comuns, como a divisão fratricida das grandes famílias políticas e a insistência em guerras sectárias onde protagonismos pessoais se sobrepõem a considerações de interesse comum. A forma, por exemplo, como o líder conservador, Samarras, e o chefe da esquerda radical, Tsipras, conduziram os seus “esforços” para formar governo revelou, de forma transparente, que a sua real preocupação foi sempre o impacto dos seus gestos e palavras na opinião pública, sem chegarem a uma solução de mínimo consenso nacional. Episódios semelhantes marcaram a subida de Hitler ao poder na Alemanha dos anos 1930.

O pior é que o caos pode alastrar-se a outros países. O peso dos extremismos de direita e de esquerda em França já é grande (30 por cento) e veremos o que resulta das eleições de Junho. Em Itália, é bom não o esquecer, está no poder um primeiro-ministro que não foi eleito e as mais recentes eleições mostraram que os dois maiores partidos, à esquerda e à direita, estão a perder peso. Por todo o lado reaparecem discursos extremistas, que até já contaminam dirigentes políticos tidos por moderados. Nada disto é bonito ou factor de esperança numa região que ambicionou distinguir-se pelo seu apego aos valores da democracia e da paz. Mas tudo isto não é, infelizmente, demasiado surpreendente para os que, como eu, há muito chamam a atenção para as deficiências democráticas na construção europeia e para os erros insanáveis da arquitectura da moeda única. 
Ainda esta semana foram revelados em Berlim novos documentos que confirmaram não terem faltado vozes, mesmo no círculo mais próximo de Kohl, a alertar para as debilidades congénitas do euro. Mais: ainda ontem o historiador britânico Timothy Garton Ash recordava a forma absolutamente arbitrária como os líderes de então chegaram a algumas das regras que viriam a ser consagradas em Maastricht. O que os críticos isolados do passado então diziam é hoje consensual: não há forma de ter uma moeda única sem ter um governo único, e esse governo não existe. As tensões que hoje vivemos são uma consequência directa dessa falha institucional. 
A constatação desta realidade deveria levar os dirigentes europeus a questionar a moeda única, mas isso é um tabu. A sua única resposta tem sido acrescentar remendos a uma casa que se está a desmoronar. Ou então propor soluções federalistas sem qualquer realismo se considerarmos a forma como é vivida a democracia nas diferentes nações europeias. O tratado orçamental proposto pela Alemanha, aprovado por 25 dos 27 e que está em ratificação, nada garante e é pelo menos tão estúpido como Maastricht. A “adenda para o crescimento” que agora é proposta ainda faz menos sentido, pois não passa de retórica vazia, como em breve ficará evidente. 

De uma forma crua, o que temos na Europa é um discurso dos países do Sul a exigir a solidariedade dos países do Norte (sob uma qualquer forma de “mutualização da dívida” capaz de fazer das nossas dívidas também dívidas alemãs), e um discurso dos países do Norte que se opõe ao desvio das suas poupanças (fundos de pensões e poupanças dos seus trabalhadores depositadas nos bancos) para o financiamento de défices crónicos e níveis de consumo não suportados pelas respectivas economias. Como a eleição do senhor Hollande não decorreu das escolhas de alemães, finlandeses ou holandeses, como se quererá que estes passem a achar que, agora, as suas poupanças devem passar a ser dadas em garantia para as dívidas dos gregos, dos portugueses ou mesmo dos franceses?
Na Europa, como esta semana comentava um diplomata, nunca se fazem escolhas radicais, procura-se sempre tirar a bissectriz das diferentes posições. Estamos, no entanto, a chegar a um momento em que essa bissectriz não existe, ou existe apenas uma sua ilusão destinada a salvar a face dos políticos no activo. Por isso, sem dar resposta, volto à pergunta inicial: se o euro está mal concebido de raiz; se as regras do euro têm ajudado a extremar posições ao ponto de terem contribuído para a implosão do sistema partidário na Grécia; se continuar a insistir nas mesmas receitas pode levar a um agravamento dos actuais males; se por todo o lado crescem extremismos antidemocráticos – então, porque não começar a pensar em cenários de recuo e de procura de soluções de união monetária a várias velocidades? 
A Europa já sucumbiu várias vezes, de forma trágica, ao apelo das utopias. E o euro parece estar a tornar-se na sua nova utopia.

Público, 11 Maio 2012

20 comentários leave one →
  1. Grunho's avatar
    Grunho permalink
    12 Maio, 2012 19:48

    Tu és um dos extremistas de direita cujo peso é grande (estão a ficar gordos) não és?

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  2. anti-comuna's avatar
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    12 Maio, 2012 20:12

    O JMF usa o radicalismo e queixa-se dele, (esquerda e direita) para atingir os mesmos objectivos que essa gente, que aparentemente Vc. rejeita. E chama ao Euro, uma Utopia, o mesmo argumento dos neonazis gregos e outros quejandos pela Europa fora. ehehehehehhheh
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    De facto, caro JMF, Vc. é mesmo uma ave rara. Já nem me quero lembrar quando, na sua douta sabedoria, Portugal ia-se lixar porque não eramos como os irlandeses, esses sim, os campeões das exportações. LOL
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    Caro JMF, Vc. ainda tem muito que pedalar para brincar aos paísesinhos, como fez na questão do Iraque. Olhe, disto Vc. não lê no NYTimes ou na propaganda do UKIP. ehehhehehe
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    Quer mais? Leia sff. http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=551887&pn=1
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    Como Vc. é incapaz de escrever propaganda económica contra o Euro usando o NYT, agora usa os argumentos do crescimento do neonzismo e do radicalismo para atingir os mesmos objectivos que eles. Será que mesmo assim, essa sua propaganda o distancia tanto de quem aparentemente se queixa? eheheheheh
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    Tem pai que é cego…

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  3. anti-comuna's avatar
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    12 Maio, 2012 20:17

    Ah! Esqueci-me. Vc. é lisboeta, não é? Pois… A coisa é do caraças… ehehheheh

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  4. Fincapé's avatar
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    12 Maio, 2012 20:43

    Suponho que os primeiros a perder com o fim do euro seriam aqueles que conseguiam poupar no meio da desbunda geral. Faz bem JMF1957 querer castigá-los! Que gastassem o dinheirito em borgas e no elefante branco!
    Mas o curioso é que a malta lisboeta do núcleo ultraliberal também é contra os impostos quando, afinal, vivem precisamente no área que mais beneficiou das transferências resultantes de impostos, nossos e dos outros países da UE.

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  5. rrr's avatar
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    12 Maio, 2012 20:51

    oh anti-comuna , tu és contra o ukip, e contra os EUA.Afinal és de esquerda? ahahah

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  6. Me's avatar
    12 Maio, 2012 21:29

    hoje calhou fazer um bocadinho de viagem com um dinamarquês que anda a calcorrear o caminho de santiago , tinha acabado o de frança a espanha e vinha fazer o de portugal. 2 coisas : ele e a esposa iam sempre de férias para a grécia , este ano estão pensando ir para o norte de espanha , que aquilo na grécia , juntas militares e tal é uma hipótese ; a outra coisa me contou e é que na dinamarca o zé povinho , que até tem coroas , deita ue pelos olhos , que a ue está ao serviço do capital e não do povo , por isso o problema ” democracia” não está no euro , está é mesmo na ue. e kaput , que já se faz tarde .
    e lá na terra dele o problema “democracia” e governação ao serviço do povo até se poderá resolver com a saída da ue , mas cá e na grécia o problema é mais corruptamente complicado..

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  7. Luis's avatar
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    12 Maio, 2012 21:52

    E quando a comparação era com Espanha, que ao contrário de portugal, já tinha feito as reformas e por isso estava a salvo dos mercados, ao contrário de nós? 😉

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  8. jmpg's avatar
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    12 Maio, 2012 21:59

    A autoridade dos governos democraticos é fraca, todos teem opnião e direito a dizer o que quer que seja ,uma qq ideia ou projecto que se apresente 2 minutos depois tem 4 contraditorios (as televisoes são especialistas nisso) . O povo cansa se dessa balburdia e depois os partidos da ordem , a extrema direita ganha espaço

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  9. anti-comuna's avatar
    anti-comuna permalink
    12 Maio, 2012 22:01

    “Suponho que os primeiros a perder com o fim do euro seriam aqueles que conseguiam poupar no meio da desbunda geral. Faz bem JMF1957 querer castigá-los! Que gastassem o dinheirito em borgas e no elefante branco!”
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    Naa! Deve andar a meter medo aos europeus (e portugueses) para obrigar o BCE a salvar o coiro dos que andam na City a vender “seguros” aos que, com medo, compram mesmo seguros. eheheheh
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    “How JPMorgan Lost $17.5 Billion”
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    in http://www.forbes.com/sites/petercohan/2012/05/12/how-jpmorgan-lost-17-5-billion/
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    O pior é se estes cromos não vão ser tipo LTCM… ehehheh
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    E esta malta, crente que o BCE acabará por salvar os negócios destes especuladores, andam a meter medo aos europeus: cuidado com o nazismo! Cuidado com o fim do euro! Ponham as impressoras a trabalhar! E as eurobrigações! ehhehheh
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    .
    Mas o JMF nunca cairia na esparrela destes casinos financeiros, pois não? 😉

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  10. JDGF's avatar
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    12 Maio, 2012 22:30

    Não seria melhor ler a ‘biblia’ do conservatorismo e do liberalismo económico (The Economist) ?
    “Unhappy in their own ways
    The escalating Greek crisis leaves Ireland and Portugal, in particular, ever more vulnerable”

    http://www.economist.com/node/21554544

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  11. Ricciardi's avatar
    Ricciardi permalink
    12 Maio, 2012 22:47

    Bem, não me parece que da saida da Grecia do Euro advenham grandes problemas para Portugal. Seria até bom. Bom para a Grécia porque precisa, como de pão para a boca, de integrar o outro sistema (target?) que reponha a sua moeda no seu devido valor de acordo com critérios que já existem no BCE e que gere as outras moedas da europa fora da zona Euro… e voltar a uma nova vida. Assim não vão lá.
    .
    Para Portugal, e tendo em conta que estamos intervencionados e sob um programa do qual não se pode sair, talvez o desenho que se venha a fazer para a Grécia aproveite a portugal no futuro caso estas medidas da troika se venham a revelar ineficientes ou problematicas sob ponto de vista social e politico.
    .
    Ao menos quando lá chegassemos já o assunto tinha sido devidamente estudado para o caso grego.
    .
    A sairmos da zona Euro, a coisa nunca pode ser efectuada como parece vir a ser feita na grécia. À pressa, de supeton. Tinhamos vantagem em agendar um programa com o BCE e Credores que permita estabilizar os nossos bancos para as dividas denominadas em divisas. As dividas do estado denominadas em euros passam automaticamente para escudos ao cambio inicial, mas as dividas da banca mantem-se, acho eu, na moeda contratada. E é aqui que os sistema do BCE tem de actuar.
    .
    Rb

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  12. Portela Menos 1's avatar
    Portela Menos 1 permalink
    12 Maio, 2012 23:00

    o corrupto bloco central grego foi pelo cano? que pena!

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  13. Hawk's avatar
    Hawk permalink
    13 Maio, 2012 00:00

    O ideal para os gregos era saírem do euro pelo seu próprio pé. De que estão à espera?

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  14. Buiça's avatar
    Buiça permalink
    13 Maio, 2012 00:15

    Sobre a Grécia, muitas empresas entram em falência todos os anos em todos os países do mundo e muitos outros países tiveram esse “azar” na história. Primeiro tenta-se prolongar um pouco mais as dívidas para que os falidos tentem saír do aperto pelo próprio esforço. Se o esforço não é feito ou por algum motivo não resulta, começa-se a pagar as dívidas com entrega de máquinas, de empresas, etc. até a dissolução da empresa ou país. No caso de um país existe a sua soberania – os gregos podem perfeitamente não querer pagar as dívidas. Só que elas não desaparecem. No dia em que os Gregos decidirem ter o seu dracma, vão continuar a dever milhões e milhões de euros ao mundo inteiro. E como a vida continua, cada vez que quiserem vender alguma coisa de seu ao resto do mundo, o resto do mundo pagar-lhes-á com essas dívidas. E cada vez que quiserem comprar coisas ao resto do mundo, o resto mundo não vai aceitar dracmas, mas sim pedaços de Grécia.
    Antigamente uma guerrazita ou a transformação do país na colónia que foi durante quase toda a sua história, resolvia a coisa. Agora é tudo mais demorado.
    Sobre os disparates àcerca do Euro, só queria que me explicassem qual seria a “crise” em que o Euro estaria se cada país cumprisse os critérios a que se comprometeu quando a ele aderiu. Fora de Itália, Espanha, Portugal e Grécia houve gestões responsáveis que mesmo quando derraparam nas metas aqui e ali, logo trataram de corrigir a situação pelos seus próprios meios. Nos países em crise, gastou-se o dinheiro de várias gerações em nada de muito produtivo, enriquecendo brutalmente toda a gente que rodeou os respectivos governos nos últimos 20 anos ou mais até um ponto em que investidor nenhum aceita emprestar-lhes mais um tusto. E a culpa depois é de quem lhes emprestou dinheiro? Ou é do Euro??? Será porque com o Euro não podem simplesmente imprimir mais e continuar na mesma irresponsabilidade???
    Peço desculpa mas o saque que certos países sofreram pela parte das suas “elites” partidárias é um problema que os próprios eleitores e contribuintes têm que resolver internamente, punindo os criminosos e escolhendo mais criteriosamente quem os governa. Não foi nenhum Alemão que gastou o dinheiro dos actuais e futuros impostos dos portugueses em terceiras auto-estradas para o mesmo sítio “sem custos para o utilizador” ou candeeiros do Siza para as escolas ou uma média de 300% de derrapagem em qualquer obra pública desde a mudança das plaquinhas douradas da porta dos gabinetes dos senhores ministros até pontes e barragens e hospitais. O resto são desculpas de mau pagador.
    Cumps,
    Buiça

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  15. Trinta e três's avatar
    13 Maio, 2012 08:33

    A comparação da situação atual com a vivida no tempo da República de Weimar é inevitável, mas é pena que não seja levada às últimas consequências.
    .
    As exigências absurdas então feitas à Alemanha, foram denunciadas pelos Estados Unidos e transformaram a Sociedade das Nações num nado-morto. Quer isto dizer, que o disparate não foi propriamente uma surpresa.
    .
    Os erros cometidos, quer com a criação do Euro, quer com a aplicação dos fundos, tiveram a colaboração dos burocratas dos países que avançaram com o dinheiro (como a Alemanha), que, ou foram completamente incompetentes, ou fecharam os olhos ao serviço de um plano. É estranho que não tenham percebido como se andava a desbaratar dinheiro em obras suspeitas, em culturas agrícolas com jantes de liga leve e ações de formação mais do que duvidosas, quando apanharam todos os erros cometidos na aplicação de fundos na área do ambiente.
    .
    Concluindo: hoje, tal como no passado… o disparate não pode ter sido uma surpresa.

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  16. Trinta e três's avatar
    13 Maio, 2012 09:17

    Veja-se como esta gentinha, enterrada no lameiro das responsabilidades até ao pescoço, vê o evoluir da situação. Quem quiser acreditar que isto acontece por acaso… http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=49199

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  17. trill's avatar
    trill permalink
    13 Maio, 2012 10:24

    tá enganado. O fim da democracia nada terá a ver com o Euro mas com as manobras do mundo financeiro, quando os militares se fartarem disto e o povo apoiar os militares e os militares saberem que têm a legitimidade do apoio do “povo”. Os títulos, os cds, o próprio dinheiro, são papéis, só as armas são reais. Foi a esta conclusão que nos conduziram. À força de trilliões pagos pelos contribuintes em todo o mundo.

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  18. VFS's avatar
    VFS permalink
    13 Maio, 2012 11:16

    Se os partidos gregos não são capazes de se entenderem isso significa que o euro é responsável pela queda da democracia?
    É curioso que os gregos são os únicos responsáveis pela situação que vivem.
    Ignoraram os critérios de Maastrich (0,6=0,03/0,05) e MENTIRAM, anos a fio, na comunicação que davam à UE (nós apenas fizemos engenharia financeira e não fomos ao ponto que os gregos foram).
    Se calhar o que o Euro precisa é que um país saia. Para que todos os outros aprendam e passem a cumprir o estabelecido (até a França). Mas é evidente que a saída da Grécia não é um bom augúrio para nós.

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  19. VFS's avatar
    VFS permalink
    13 Maio, 2012 11:34

    Quanto à democracia, há muito que a mesma está bloqueada por causa dos partidos políticos se terem fechado à sociedade.
    Infelizmente ainda há causas maiores para esta circunstância, como a interpretação vigente da Separação dos Poderes e os pecados da democracia, particularmente o original e o segundo.

    Lobbycracia (2)

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  20. Tolstoi's avatar
    Tolstoi permalink
    13 Maio, 2012 19:53

    Finalmente começa-se a ir ao cerne do problema, este sonho federal de alguns (socialistas e sociais democratas) que acelera processos não aceites nem participados pelos cidadãos,vai conduzir á desagregação europeia.

    Relembro o que li aqui no blasfémias:
    As nações europeias deveriam ser conduzidas na direcção de um Super-Estado, sem que os seus povos compreendam o que está a acontecer. Isto pode conseguir-se através de passos sucessivos, cada um disfarçado por um objectivo económico, os quais eventual mas irreversivelmentelmente conduzirão ao federalismo”.
    Jean Monnet, Presidente da Alta Autoridade para a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), Abril de 1952.
    A

    Este é um discurso antidemocrático e por que não afirmar de traição.

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