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Causas do desemprego II

2 Junho, 2012

No primeiro semestre de 2008 tínhamos:

– uma economia alavancada pelo crédito barato

– um sector não transaccionável sobredimensionado pela desesa pública

Estes 2 factores afectam o cálculo económico. Os empregadores estavam dispostos a fazer mais contratações que aquelas que eram viáveis e a salários mais elevados porque os projectos em que estavam envolvidos lhes pareciam mais rentáveis do que realmente eram. Quando o crédito fácil acabou grande parte das empresas tiveram que ajustar. Este ajustamento teria sido facilitado se tivesse havido uma queda generalizada dos salários, a qual tornaria muitos projectos rentáveis e permitiria recuperar a actividade económica de forma natural e de acordo com as novas condições.

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Mas os salários não ajustaram de forma generalizada. O Estado não ajustou. O Estado, endividando-se, continuou por mais dois anos a alimentar as empresas dos sectores não transaccionáveis e as dependentes do consumo interno.  Ao mesmo tempo, alimentou a economia com crédito barato arruinando os bancos sob o seu controlo. Não esquecendo que durante este período foram aumentados várias prestações sociais para desempregados que impediram a queda dos salários.

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Portanto, no momento em que foi declarada a Bancarrota Sócrates uma grande  parte da economia deixou subitamente de ser alimentada artificialmente. Acabou o crédito cedido ou promovido pelo Estado e acabou grande parte da economia gerada directa ou indirectamente pela procura pública. Porque é que o preço do trabalho não ajustou de imediato em baixa evitando o desemprego? Bem, tal nunca ocorre de imediato, mas há 3 factores que tornaram a queda dos salários muito mais lenta: a pouca flexibilidade do mercado do trabalho, os elevados benefícios auferidos pelos desempregados e a existência de um sector que graças aos subsídios públicos se encontrava completamente fora da realidade e não tinha como ajustar.

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Não por acaso, existem neste momento em Portugal 2 economias em processos muito distintos. Uma economia não transaccionável em contracção e a criar desemprego e uma economia transaccionável em expansão e a criar emprego.

12 comentários leave one →
  1. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    3 Junho, 2012 00:45

    Já que o Relvas não se demite…
    que se demita o Paulo Bento.

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  2. A C da Silveira's avatar
    A C da Silveira permalink
    3 Junho, 2012 01:34

    Um dos sectores mais prosperos dos ultimos anos em Portugal foi a “construção civil”, não me refiro às obras publicas, mas ao sector da habitação. Esse sector prosperou, porque por um lado as autarquias incentivavam a urbanização de cada vez mais terrenos e a construção das casinhas em cima deles, e os bancos ajudavam à festa, financiando quer as urbanizações e respectivas infraestruturas, quer a construção dos predios. O resultado está à vista: a maioria das pessoas que compraram casas com recurso ao credito, não as consegue pagar, os bancos têm um balurdio da credito mal-parado que provavelmente nunca irão receber, e as construtoras que eram maioritariamente PMEs fecharam, lançando no desemprego não só os seus trabalhadores, mas tambem os das empresas dos sectores a montante da construção, e que se contam pelas centenas de milhar. Estes empregos dificilmente serão recuperados porque este sector faliu, não por causa da crise, mas porque é insustentavel.
    A Espanha vive desde há decadas com taxas de desemprego nos dois digitos, e muitas vezes até acima dos 20% como acontece actualmente. Por cá é melhor habituarmo-nos, porque taxas de 5, 6 ou 7%, serão apenas uma miragem; as taxas acima dos 14% vieram para ficar.
    Nota: Dos 800 e tal mil desempregados existentes, cerca de 12-15% são jovens com menos de 35 anos. Alguem sabe em Portugal quais as habilitações quer profissionais, quer academicas desses jovens? Tenho as minhas duvidas, e se ninguem sabe, como é que se pode falar com tanta facilidade de “medidas activas de criação de emprego”? É mais uma ficção à portuguesa. O desemprego e especialmente o dos jovens, tornou-se uma arma de arremesso politico, e quem o faz anda a brincar com a a maior tragedia da vida dos jovens, que é uma completa ausencia de futuro.

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  3. Carlos's avatar
    Carlos permalink
    3 Junho, 2012 02:11

    “uma economia transaccionável em expansão e a criar emprego”. Acredita mesmo nisto ou é mais uma blasfémia?
    Se acredita só pode desconhecer o tipo de estrutura que impera na nossa indústria produtiva (a tal que exporta…), é que para se tornar competitiva e criar emprego nas actuais condições de contexto esta indústria (e não apenas alguns casos para a televisão mostrar) ainda vai demorar muitos anos e é preciso que façamos as coisas certas…

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  4. JCA's avatar
    JCA permalink
    3 Junho, 2012 02:25

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    Tudo o que não fôr este minimo dos minimos é continuar a governar Portugal com o atual País do QUARTO MUNDO embora uma rapaziada que de boa fé anda por aí convencida que alguém algum dia lhe retribuirá pelo desempenho do ‘papel de embrulho’ (pois o estrangeiro é badajoz para tantas ‘elites’ embasbacadas com o MUNDO)
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    (publicado em 2008)
    ATUALIZAÇÃO DA EVOLUÇÃO EM 2012 das
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    9 REFORMAS pacificamente revolucionárias’ MAIS 3 ADICIONAIS para instaurar o LIBERALISMO AVANÇADO com sustentação dos DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSÍVEIS DOS PORTUGUESES (universalidade da Educação, Saúde, Pensões, Idade de Reforma razoável e Solidariedade com os Desempregados) para PORTUGAL se resolver e solucionar,
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    mas estão muito atrasadas as mais PRIORITÁRIAS e DE FACTO ESSENCIAIS ‘IMPOSTOS E FISCALIDADE’ + ‘AMNISTIA FISCAL’ + ‘SEGURANÇA SOCIAL’ (empatadas por ortodoxias e micro lobies que estão a prejudicar os Cidadãos, Famílias e Empresas Portuguesas em muitos milhares de milhões),
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    que fabricarão o NOVO, um TECIDO ECONOMICO LUCRATIVO, que reacenderá aceleradamente a Economia, Criação de Riqueza, Emprego e estancamento da Emigração tirando-nos do ‘caótico’ e do ‘sem futuro, sem esperança, sem confiança, sem acreditar’.
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    É um Programa do CAPITALISMO, embora pareça Marxista na ainda acanhada Democracia Portuguesa:
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    -APROVAÇÃO PELA AR e EVENTUAL INCLUSÃO POSTERIOR NA CONSTITUIÇÃO (embora não necessária):
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    1) RACIO máximo PIB/Carga Fiscal
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    2) RACIO máximo PIB/Despesas do Estado (*) (APROVADO)
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    (*) Provocadora da Reforma séria da estrutura de Governança, da Burocracia Publica e do Orçamento Geral do Estado. A ultrapassagem destes racios só viabilizada por 2/3 ou 3/ 4 de votos da AR.
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    -BANCA EM PORTUGAL e GARANTIA DOS DINHEIRO DOS DEPOSITANTES:
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    3) SEPARAÇÂO ABSOLUTA da Banca Comercial de quaisquer actividades especulativas nomeadamente Sociedades de Investimentos Financeiros ou Hedge Funds, para protecção absoluta das Poupanças e Dinheiro dos Depositantes para regresso da confiança nos Bancos.
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    4) TAXA PARA GARANTIAS BANCÁRIAS calculada sobre todos os negócios e receitas da Banca robustecendo financeiramente o Fundo de Garantias Bancárias para devolver a qualquer momento os Depósitos dos Cidadãos, Empresas e Entidades Publicas que confiaram no Banco que ficou inviabilizado, faliu ou fechou (APROVADO HOJE NO PARLAMENTO EUROPEU)
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    -IMPOSTOS E FISCALIDADE:
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    5) ABOLIÇÃO de todos os Impostos substituindo-os por um único: INU – Imposto Nacional Único colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (**)
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    (**) Pagamento dos Ordenados Brutos aos Empregados pelas Entidades Patronais.
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    6) AMNISTIA Fiscal para estancar o estado de falência do Tecido Económico Nacional e a insolvência dos Cidadãos, já praticado antes e depois do 25 de Abril.
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    -SEGURANÇA SOCIAL:
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    7) ABOLIÇÃO dos Descontos mensais de Empregadores e Empregados substituindo-os pelo IUSS – Imposto Único de Segurança Social colectado sobre tudo o comprado e facturado dentro de Portugal (***)
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    (***) Pagamento dos Ordenado Brutos a todos os Empregados pelas Entidades Patronais.
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    8) Instauração da PENSAO NACIONAL UNICA, igual a 2 ou 3 vezes o SMN-Salario Mínimo Nacional, universal e igual para todos os Reformados Portugueses (****)
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    9) Criação do Fundo Nacional de REFORÇO DA PENSÃO NACIONAL UNICA, gerido pelo Estado, para quem queira depositar mensalmente um valor incerto a qualquer momento para assegurar um reforço publico do valor mensal da Pensão Nacional Única atingida a idade de reforma até ao falecimento (****)
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    (****) Na transição do velho para o novo Sistema, passariam para o Fundo de Reforço da Pensão Única, os valores já descontados por Empregados e Empregadores correspondentes à diferença entre o valor da Pensão Única e a Pensão em vigor no momento da Inscrição na Segurança Social
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    -MEDIDAS ADICIONAIS PARA REFORÇO DA SUSTENTAÇÂO DOS DIREITOS CIVILIZACIONAIS IRREVERSIVEIS DOS PORTUGUESES na Civilização Europeia avançada no Mundo:
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    a) Idade de reforma cerca dos 55 anos para desempastelar POSTOS DE TRABALHO PARA OS JOVENS, NOVOS LICENCEADOSe DESEMPREGADOS: admissão obrigatória de jovens ou desempregados até ao limite do ordenado que o reformado auferia.
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    b) Libertar os Encarregados de EDUCAÇÃO -cheque-educação: cada um endossa o Cheque-Educação à Escola que LIVREMENTE escolhe para os filhos seja publica ou privada ou cooperativa.
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    c) SAÚDE, reactivação de todos os Postos de Saúde e Equipamentos abandonados, recrutamento médicos estrangeiros com novo contrato de trabalho diferente dos actuais, receituário obrigatório por principio activo, e se necessário eventual reactivação dos Laboratórios Farmacêuticos (APROVADO na parte do receituário por principio ativo)
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    Declaração de interesses, depois do que vi mas minhas tantas dezenas de anos não tenho team. Ele foi o salazarismo, ele foi a PIDE, ele foi o Marcelo, ele foi dar os costados na nossa ultima guerra de africa, ele foi o Preco, ele foi o 25 de Novembro, ele foram os MRPP’s as FUP’s e Cª Lda, ele foi o centrão, ele foi e tanto mais não digo porque estes olhos estãop cansados de tanto ver e nada se fazer.
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    Estamos MAIS POBRES depois de tantas sumidades, tantos salvamentos, tantas soluções que durariam tantas dezenas de anos. Ora pois ao que dizem FALIDOS.
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  5. Bruno A.'s avatar
    3 Junho, 2012 03:09

    Não sei se a economia transaccionável está em plena expansão. Não te esqueças que os impostos são universais, e o crédito concedido às empresas transaccionáveis encareceu de forma desigual porque os bancos só podem atribuir spreads mais elevados ao novos contratos de crédito habitação, e estes desceram a pique, logo os bancos aproveitam para retrair nas contas caucionadas, ou inventam demais filistrias, numa tentativa de ir buscar mais proveitos aos sectores que ainda respiram. O sector exportador pode estar numa posição melhor que o resto da economia, mas continua depender desta em muitos aspectos.

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  6. JCA's avatar
    JCA permalink
    3 Junho, 2012 03:29

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    Com as devidas desculpas por eventualmente estar a citar a concorrência mas não tenho nada a ver com eventuais aspetos de concorrência entre jornais:

    sobre “Causas do desemprego” residem UNICAMENTE AQUI muito acima de discorrências teoricas sebentistas. E quem se amancebou com elas iludido com fantasias foi corrido em cuecas. A dita cuja amante, a prostituta de estrada que além dos clientes, os Pagadores dos Impostos, em Portugal Salazar tão romanticamente chamados de ‘Contribuintes’ vindos de Marte porque Cidadãos não parece que sejam,
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    até ‘o casaco, as calças, a camisa’ agora está a rapar aos zelosos que a protegeram e protegiam (o Subsidio de Natal foi à vida, o Subsidio de Ferias foi à Vida) e parece que os que colaboraram direta ou indiretamente para mandarem dos outros quasi um milhão para o Desemprego, agora parece que chegou a vez dos ‘carrascos’ 120.000 são para mandar para o tarrafal do desemprego para fazerem companhia aos dos ‘outros’ que direta ou indiretamente tinham enfiado lá.
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    ‘Causa para o Desemprego’, apenas esta:
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    = 70% do nosso dinheiro vai para impostos
    LUCÍLIA TIAGO
    A cada ano que passa, são precisos mais dias de rendimento para fazer face a todos os impostos que o Estado cobra. Em 2012, só hoje a generalidade das pessoas se vê livre do fardo fiscal. Para o ano, será mais tarde.
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    http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2582245
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    Há pelo menos uns 10 anos que isto é sabido de cor e salteado. Mas em Portugal é tudo no ralenti de supostos manhosos e ‘inteligentes’ que enfiaram istio tudo na Pobreza;
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    com tanto Partido, tanto Politico, tantos analistas, tantas elitessó dez anos depois alguém tem a CORAGEM de publicamente dizer “70% do nosso dinheiro e do nosso trabalho é sacado pelo Governo”
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    mais que um filho ou a mulher ou o neto ou o bisneto dum Cidadão ou duma Familia; muitissimo mais que qualquer ‘maldito capitalista’ ou ‘empresário que só quere lucro’ ou ‘investidor imperialista’ ou qualquer ‘empregado que vergue a mola a sério’.
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    Ora pois não é a causa PRINCIPAL DO DESEMPREGO dizem os ‘entendidos’, ou percebi-vos diria o surdo mudo………

    Para agarrar este touro velho de mais de 10 anos pelos cornos como corajosamente alguém meteu na rotativa do jornal é preciso ter coragem numa sociedade de infetados pelo salazarismo do pão de broa e do quartilho de sardinha só uma vez por semana, o resto eram feijões com couves e uma ‘torinha’ de chouriço para saber a carne com pé caloso a palmilhar por cima do mato das serras e fato de casaco e calça de reles ganga azul emproado mas de pés ao léu sem tusto sequer para uns chinelos, fizesse sol ou chuva.
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    Ninguém é capaz de governar Portugal em Liberdade e Democracia sem o ter sentido e o sentir. O resto são tretas ou ‘boas vai elas’
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  7. Pedro Pinheiro's avatar
    Pedro Pinheiro permalink
    3 Junho, 2012 08:21

    Não sei ao que chama crédito “barato”. Parece -me a mim que o problema reside onde alocar esse dinheiro, de forma a contribuir para o crescimento da capacidade produtiva do país e, dessa forma caminharmos para uma situação de emprego. Ainda assim, com crédito “caro” existe retração no investimento produtivo, consequentemente aumento do desemprego. Com crédito “barato” pode-se estimular a actividade económica, desde que, houvesse uma política economica de saber o que produzir, sobretudo para ampliar a nossa capacidade produtiva, desenvolvendo o sector dos transacionados, como refere. O problema é que a banca empresta(va) numa perspectiva financeira, alheando-se do aspecto económico, preferindo obras públicas ou sectores protegidos pelo o Estado do que emprestar ao sector transacionável. E nesta óptica o problema não é o crédito barato, mas como flui o dinheiro para a economia. Esta racionalização é urgente. Precisavamos de uma banca responsável, sobretudo, alterando os pressupostos de como faz os seus empréstimos, erradicando o jogo de casino eteetc..; e já agora uma rentabilidade financeira que dependesse da avaliação economica que faz dos projectos, e assim “os rios” de dinheiro que emprestaram sem perspectiva económica revertiam-se em prejuízos próprios.
    Uma política economica europeia sem os egoísmos nacionais, não se compreende o superavit alemão, a não ser por uma política assimétrica favorecendo uns em detrimento de outros. A economia alemã, a sua capacidade produtiva é o que faz com que o desemprego seja baixo, pois assim, conseguem taxas de juro “baratas”, tornando eficientes os seus projetos.
    Podiamos ter uma economia alavancada pelo crédito barato sem que isso gerasse uma calamidade, pelo contrário, esse terá de ser o caminho para o pleno emprego; óbvio, que isso implica uma alteração profunda na actividade bancária, e uma política economica e financeira que mostrasse as directrizes do que produzir. Não vou dizer ao empresário qual o produto a produzir, mas, é necessario uma filosofia que mostre o caminho do crescimento…., estes pontos tem faltado na europa em virtude dos egoísmos nacionais.

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  8. António Joaquim's avatar
    António Joaquim permalink
    3 Junho, 2012 08:54

    Continua a poeira vinda de África.

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  9. António Joaquim's avatar
    António Joaquim permalink
    3 Junho, 2012 09:05

    Vêm estes caralhos com falinhas parvas a tentar encontrar explicações ou saídas para a crise, e este especialmente todo pimpeiro com os “salários têm que baixar, os salários têm que baixar, …., e etc” não tem coragem é de especificar o quanto para evitar uns coices nos cornos. É evidente que os salários se estão a ajustar às condições criadas e que não estão a ser declarados.
    Repare-se nesta pérola de retórica digna de um Sócrates
    “Uma economia não transaccionável em contracção e a criar desemprego e uma economia transaccionável em expansão e a criar emprego.”

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  10. Rodrigo's avatar
    Rodrigo permalink
    3 Junho, 2012 17:45

    “salários têm que baixar, os salários têm que baixar, …., e etc”
    Sabe quanto “pesa” o custo unitário de trabalho em Portugal? Sabe que outros “factores” bem “mais pesados” são pertinentes em baixar?

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  11. António Joaquim's avatar
    António Joaquim permalink
    3 Junho, 2012 20:04

    Não, não sei. Quando vou com o carro a uma oficina reparo no anuncio “preço de mão obra” que varia entre os 15 e os 37€/hora” quando um mecanico recebe à hora entre 3 e 6€.

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  12. A's avatar
    4 Junho, 2012 19:23

    O ajustamento existiu, pelo menos na função pública nos vencimentos acima de 1500 euros. Falo das carreiras médica, magistratura, docência do ensino superior, entre outras. Ganho hoje mais 100 euros/mês (líquidos) do que ganhava em 2007. Além disso, e para mim é o principal, tenho mais responsabilidades e não tenho quaisquer perspectivas de ser promovida pelo meu trabalho e esforço. Agora chegou a avaliação. Concordo, mas esta tem de ter consequências e não servir somente para perder tempo e energia. O desalento é muito, neste tipo de trabalhadores qualificados.

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