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Same old, same old …

3 Junho, 2012

Planos quinquenais, proteccionismo, apoio a energias inviáveis, políticos formados em direito entusiasmados com as “novas tecnologias” (algumas com centenas de anos) … Quantas vezes é preciso tentar para se saber que não funciona?

17 comentários leave one →
  1. piscoiso's avatar
    piscoiso permalink
    3 Junho, 2012 11:24

    Achei piada ao termo “energias inviáveis“(?)
    Há milhentas coisas que à data do seu aparecimento eram consideradas inviáveis.
    Mas enfim, o comércio da energia, num determinado processo e numa determinada época, pode não ser rentável… ou ser comercialmente inviável.
    Mudam-se os tempos, mudam-se os posts e os blogues.

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  2. Pedrum's avatar
    Pedrum permalink
    3 Junho, 2012 12:01

    Neste caso acho que nem é dizer que não funciona, é mesmo dizer, que não funcionou.
    Isso do solar foi o que se fez nos últimos anos, e a imposição de tarifas aos chineses mostra que não funcionou. Os generosos apoios ao sector beneficiaram foi a China que invadiu os mercados com painéis mais baratos. Os chineses chamaram-lhe um figo, devem rir-se imenso com os nossos planos, reparem que se transformaram no maior produtor mundial mas internamente pouco instalaram, tem agora uns projectos, que deve ser para disfarçar. Mesmo em Portugal Sócrates tentou o mesmo, e até se antecipou no proteccionismo, mas serviu para alguma coisa para além de aumentar o preço da energia ? Como anda o negócio solar da Martifer ? Onde está a fábrica da RPP Solar (Alexandre Alves) de mil milhões de euros e 1900 empregos ? Hehehe.
    Nos EUA a Solyndra faliu em Agosto do ano passado, empresa que recebeu mais de $500 milhoes em financiamento do Estado em 2009. Em Dezembro a BP Solar também encerrou operações, empresa que já existia desde 1981.
    A Alemanha produz hoje imensa energia eléctrica a partir do Sol, os números metem respeito, mas com enormes custos. É uma produção altamente ineficiente e fortemente subsidiada, que tem ajudado a criar riqueza aos chineses, e agora todos querem impor tarifas de importação para resolver o berbicacho ao mesmo tempo que se tenta diminuir os subsídios ao sector.
    Desconfio que o sector irá implodir bastante, o que já está a acontecer em Espanha.

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  3. tric's avatar
    tric permalink
    3 Junho, 2012 13:50

    é como o Euro em Portugal !!?? não funciona…

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  4. Francisco Colaço's avatar
    Francisco Colaço permalink
    3 Junho, 2012 14:26

    Tric,
    .
    é como o Euro em Portugal !!?? não funciona…
    .
    Leia isto:
    .
    O défice da balança comercial portuguesa registou um desagravamento de 248,3 milhões de euros entre Fevereiro e Abril de 2011 face ao período homólogo de 2010, com as exportações a aumentarem 16,2 por cento e as importações 8,8 por cento.
    .
    Tem razão. O euro não funciona. Veja só que deixámos completamente de exportar.

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  5. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    3 Junho, 2012 14:57

    Planos de ‘Fomento’, de ‘Reoganização Industrial’, todos quinquenais, e da ‘velha senhora’ etc., ressuscitados agora e pensados na óptica do mercado interno não se ajustam ao desenvolvimento económico e ao comércio nos tempos actuais.
    Entretanto, e em contrapartida e sem complexos (decorrentes do passado) conviria definir antecipadamente objectivos nacionais (inseridos no contexto europeu) para além de bombardear a opinião pública com vagos e repetitivos ‘slogans’ sobre o infindável e irrealista ‘boom exponencial das exportações’.
    Nesse ‘Plano’/ ‘Documento’/ ‘Memorando’ (o que se quiser) é indispensável ter em conta as necessidades (financeiras) e as capacidades (de investimento, inovação e produção) dos agentes económicos.
    Todavia, quando se lança mão de ‘reformas estruturais’ gravitando à volta de académicos e abstratos conceitos sobre ‘competitividade’, esquecendo-se, p. exº., a prévia harmonização fiscal (europeia entenda-se) estamos a abrir caminho para, na sequência de uma catastrófica cura de austeridade e de disciplina orçamental, bater – novamente – com a cabeça na parede.
    E já vai sendo tempo!
    Na verdade, andamos desde Maastrich (1992), i. e., há 20 anos, atrás dessa ‘lebre’ (da convergência9 …e até agora só nos temos metido em ‘tocas’ como se torna evidente quando um vulgar cidadão analisa com honestidade o recente DEO (http://www.igcp.pt/fotos/editor2/2011/Apresentacao_Investidores/estrategia-orcamental-2011-2015.pdf) . Neste roteiro – ou nesta ‘narrativa’ – será dificil não pressentir que nos condenamos a ficar pelo caminho e implorar DEO gratias!

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  6. ccz's avatar
    3 Junho, 2012 15:52

    Prov 26, 11

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  7. Trinta e três's avatar
    3 Junho, 2012 16:16

    Façam o favor de esclarecer aqui este ignorante: a Alemanha não tem planos de apoio à sua indústria?

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  8. Carlos's avatar
    Carlos permalink
    3 Junho, 2012 16:37

    Já não percebo nada desta rapaziada. Então o governo e o maior partido que o apoia ao saberem destes preparativos europeus apressam-se a clamar por um “novo plano Marshall” para pelo menos não ficarem mal na fotografia e esta rapaziada não blasfema em sintonia? Será que querem continuar nos jogos de atoalhados?

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  9. asCético's avatar
    asCético permalink
    3 Junho, 2012 20:20

    O estado não deve apoiar a implementação de negócios, assumindo as despesas( à custa dos contribuintes) e garantindo o lucro a privados. Todas as inovações tecnológicas se foram impondo segundo as regras do mercado. Começam por ser caras, apenas acessíveis a alguns, e pouco a pouco, vão ficando mais acessíveis, até chegarem às grandes massas. Veja-se o caso dos computadores e dos telemóveis. O apoio às energias renováveis inverteu todas as regras, pois obrigou todas as pessoas a financiá-las através dos impostos e da conta mensal de eletricidade. Era como se há 30 anos atrás o governo obrigasse toda a gente a comprar um computador para acelerar a informatização do país, mesmo que na altura um computador custasse mais que o ordenado médio de um português. Mas é isto que está a acontecer com as renováveis, que só é aceite pacificamente, por causa do êxito do lobby ambientalista, que conseguiu convencer os políticos e os contribuintes da necessidade de combater as emissões de CO2, inventando a fraudulenta teoria do aquecimento global!

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  10. Ricardo R's avatar
    3 Junho, 2012 20:39

    Boca santa este asCético.

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  11. Ricardo R's avatar
    3 Junho, 2012 20:40

    Tomei a liberdade de usar o seu comentário num post no meu blog. Se não for do seu agrado avise-me.

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  12. MayBeNot's avatar
    MayBeNot permalink
    3 Junho, 2012 21:18

    E que tal uma universidade privada, que dá de comer a excelentíssimos “liberais”, subsidiada com dinheiros públicos?

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  13. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    3 Junho, 2012 21:35

    Quando eu era miúdo, uma senhora, avozinha, levava os netos e a mim respirar o fumo que os comboios à época atiravam para o ar, considerando que fazia muito bem à saúde. Ainda não consegui perceber que teoria era esta, mas suponho que seria coisas de lisboetas que acham que se pode atirar todo o lixo para a atmosfera sem consequências.
    Nessa altura, apesar de muito catraio, já me preocupava sobre os malefícios de tanto fumo e tanta partícula a serem atirados para o ar.
    Hoje, qualquer cidadão minimamente interessado na proteção do planeta e no futuro dos filhos, mesmo que duvide de alguns factos, tem de pensar como é possível o ambiente resistir a tanta maldade. Tal como eu já pensava por observação direta ainda antes de ir para a escola primária, ainda nem se falava em proteção do ambiente.
    Este grave problema só não é ainda mais grave porque já são muito poucos aqueles que acreditam nos tipos pagos pelas energias poluentes para as defender e criticar as limpas. Mas fazem-me lembrar aqueles indivíduos que viram em vídeo, inclusive na TV, o líder da sua seita a explicar aos seus seguidores próximos como se sacava dinheiro aos fiéis, mas continuara eles próprios fiéis.
    Já quanto aos planos a cinco, dez ou mais anos, tem a ver com outros princípios: as pessoas desorganizadas vivem o dia-a-dia como se fosse o último. Não necessitam de educar e preparar os filhos, não necessitam de poupar, nem de pensar se conseguem ou não construir uma casa, comprar um apartamento. As outras, as organizadas, têm mesmo de fazer planos a curto e médio prazo, pensar na vida e no melhor para si e para os seus. Dá trabalho, é verdade. É necessário cabecinha.
    Com os países é exatamente igual, como, aliás, dizem alguns ultraliberais sobre o despesismo de Sócrates (e do PPC) por comprometer o futuro. Só que o dizem nos raros momentos de lucidez.

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  14. Portela Menos 1's avatar
  15. the lost horizon's avatar
    the lost horizon permalink
    4 Junho, 2012 06:34

    Quinquenal? O plano do sr António Borges é anual, e o sr Miranda quer melhor plano do que esse?
    .

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  16. the lost horizon's avatar
    the lost horizon permalink
    4 Junho, 2012 12:13

    Mas há ainda o plano tuga-semestral, de maior rentabilidade tendo em conta o seu putativo menor tempo de vigência; exemplar típico, foi aquele que o sr Miguel Cadilhe apresentou ao BPN.
    .

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  17. PMP's avatar
    PMP permalink
    4 Junho, 2012 16:46

    A prova de que Politicas Industriais funcionam está precisamente na Alemanha que as tem desde 1860 !
    .
    Nenhum país do mundo ocidental apoia tanto as suas empresas industriais como a Alemanha.
    .
    Só mesmo gente ignorante da historia da economia pode afirmar que um país pode crescer de forma razoável sem politicas industriais.
    .
    Não existem exemplos no mundo dessa tese internacionalista.

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