Comércio Internacional: diversificar já!

Não foram famosos os resultados do Comércio Internacional relativos a abril e divulgados pelo INE há 2 dias. A recessão na Europa começa a fazer mossa e é visível uma clara desaceleração das nossas exportações para a UE: no mês de Abril, cairam 0,9% face ao mês homólogo, embora compensadas por uma maior queda das importações (9,2%). Com excepção do Reino Unido (+6,9%) e da Bélgica (+14,9%), verificou-se uma queda generalizada nos nossos principais mercados de destino, com destaque para a Espanha (-8,9%, que se segue a uma queda de 9,4% já verificada em Março), Alemanha (-5,0%) e Itália (-10,3%).
No Resto do Mundo (RM) as exportações denotam outro dinamismo, mas estão igualmente a desacelerar: em Abril cresceram 13,2% face ao mês homólogo, praticamente metade dos 25,6% registados em Março. Mas no acumulado do ano o ritmo é excelente (26,8% de subida nas exportações e apenas 5,3% nas importações, que inclui a totalidade do crude) e é possível chegar ao final do ano com crescimentos de 2 dígitos.
Não só possível como indispensável, porque os exportadores terão de apontar cada vez mais as “baterias” para o RM, tendo em atenção a contracção esperada da procura interna na UE. O que não é fácil, implica investimentos e abordagens diferenciadas para mercados geralmente protegidos e com uma muito maior heterogeneidade entre si que os mercados europeus. É uma corrida de fundo que tem vindo a ser feita, com o RM a assumir um peso crescente nas nossas exportações, previsivelmente 30% no final do ano, face a 25% em Dezembro de 2010.
Em termos de saldo comercial, a evolução tem sido excelente, com as taxas de cobertura a superarem sustentadamente as dos períodos homólogos. Mantenha-se a tendência e chegaremos ao final do ano muito perto dos 90%. Mas não vai ser fácil, que a borrasca financeira de nuestros hermanos (e não só) pode provocar séria retracção no comércio internacional, como já aconteceu em 2009.

De acordo.No entanto vender ao desbarato,na pior altura possivel a preços de ocasião é receita para o desastre
GostarGostar
Não esquecer que a diminuição das importações se devem a dois factores, primeiro o alargamento
das renováveis reduzem o crude, segundo a recessão e perda de poder de compra na renovação do
parque automóvel e de outros bens !
Será imperioso que, a economia interna seja estimulada para minorar o forte crescimento do de-
semprego e, isto não vai lá só com uma baixa na TSU…os bancos têm que se justificar e, ao que se
diz as PMEs continuam sem crédito!!!
GostarGostar
Caro LR, olhe que já começaram a diversificar. Não sei é o quê. Tenho medo que seja combustível. Mas há países em que as exportações estão a crescer acima dos 200%, para além da China.
.
.
Tenho é medo que seja combustível. Se for, é chato. Mas se não o for, quer dizer que as empresas tugas estão a conseguir desbravar novos mercados.
.
.
Claro que é preciso ter cautela. 4 mercados foram responsáveis pelo aguentar das exportações: China, Angola, Marrocos e USA. Curiosamente, todos fora do euro.
GostarGostar
Alguns mercados em crescimento. (A base é que é por norma baixa.)
.
.
Grécia, aumento de 171% nas exportações. (Irónico, não é?)
–
Venezuela 211%
–
Costa do Marfim 347%
–
Indonésia 335%
–
Paraguai 191%
–
Mauritánia 192%
–
Uruguai 263%
–
Gambia 877%
–
Letònia 193%
–
Sudão 607%
–
E depois ainda há uma série de países em que surgem as primeiras vendas, daí subidas muito elevadas.
.
.
Se estas vendas não forem combustíveis (eu desconfio que são máquinas e similares), isto pode estar a indiciar que as empresas tugas estão a descobrir novos mercados e a conseguir entrar neles. E quer dizer que as empresas já estão a diversificar os destinos.
.
.
Vamos ver. A coisa vai.
GostarGostar
Caro Anti-Comuna, as nossas exportações de combustíveis (basicamente refinados, que os aromáticos estão em queda, iam principalmente para o Japão e davam muito maior margem que aqueles) vão principalmente para Angola e para a Galiza (postos da Galp). Admito que para Angola se possam manter, pois a nova refinaria do Lobito nem daqui a 3 anos entrará em funcionamento. E embora com pequena margem, é uma forma de pagarmos parcialmente o crude de que Angola é hoje o nosso principal fornecedor.
GostarGostar
“Grécia, aumento de 171% nas exportações. (Irónico, não é?)”
.
Um pico em Abril de 68 milhões (a média mensal anda pelos 10) que não acredito se mantenha. E espero que vendam com carta de crédito, ou arriscam-se a não receber…
GostarGostar
«é visível uma clara desaceleração das nossas exportações para a UE: no mês de Abril, cairam 0,9% face ao mês homólogo»
tem piada !
o melhor mês do ano para as exportações ocorre em Julho. isto ocorre pelo menos desde de 2008. a desaceleração clara de abril foi apenas um acaso estatístico.
Tu Quoque LR ?
GostarGostar
“E espero que vendam com carta de crédito, ou arriscam-se a não receber…” ehehheheh
.
.
Nem a Coface já lhes dá crédito.
.
.
Se não é combustível que estamos a mandar para esses novos mercados, isso é interessante. Alguns destes países até Africanos, o que pode indiciar que aqueles mercados podem mesmo valer ouro, nos próximos trimestres. Eu desconfio que são máquinas, mas só vendo…
GostarGostar
José Silva,
.
Taxas de crescimento mensais das exportações para a UE face ao mês homólogo:
Jan 2011 – 19,32%
Fev – 22,59%
Mar – 17,21%
Abr – 14,30%
Mai – 21,44%
Jun – 12,88%
Jul – 11,82%
Ago – 14,26%
Set – 11,62%
Out – 13,38%
Nov – 10,09%
Dez – (0,05%)
Jan 2012 – 7,05%
Fev – 7,52%
Mar – 3,89%
Abr – (0,89%)
Os mercados europeus estão a contrair e, infelizmente, estamos perante uma tendência que se irá acentuar. Em Espanha e Itália já se nota claramente. Mas irá tb acontecer certamente em França e no Reino Unido, nossos 3º e 4º maior Clientes na UE e com temos os maiores saldos comerciais.
GostarGostar
O José Silva deve estar a incluir os Serviços. E isso claramente é favorável a Portugal nesses meses.
.
.
O lado bom da coisa é que o pitroil está a 77 euros e está a cotar abaixo do ano passado, o que já não acontecei há largos meses. Mas por outro lado, pode gripar Angola, embora eles estejam a produzir mais crude e talvez não sofram tanto como sofreram da outra vez.
.
.
Eu estou esperançado que nos novos mercados, as exportações tugas vão entrar bem, a avaliar pelo que estão a fazer em Angola. No resto da Europa a coisa vai fraca mas podia ser pior. Se os espanholitos tivessem acompanhado o resgaste da banca com as tais medidas prometidas mas nunca mais vêm a luz do dia, talvez tivessem batido no fundo. (Atenção que a Páscoa foi em Abril este ano.) Assim, já levaram com mais downgrades dos agências e têm toda a gente a apostar contra eles. Parecem gregos e não aprenderam nada com o caso português.
.
.
Mas continuo a não estar tão negativo como a maioria da malta. Vamos ver.
GostarGostar
.
Temos aqui um case study, o Portugal-Alemanha e o Portugal-Dinamarca. Está aqui tudo sobre como funciona a mona dos ‘treinadores’ tugas quer no Futebol quer na Politica. A expressão académica, teórica e da elite. Está lá tudo.
.
Por aqui me fico. Abram este debate e ajudarão muito Portugal a compreender-se. Não sou adicto de Futebois.Muito longe disso. Mas percebo bem a coisa. E quando Portugal joga contra os estranjas estou lá qual Marquês. E se Portugal não estiver lá mas estiver o Brasil, Angola. Moçambique, Timor, S Tomé ou Cabo Verde estou lá com a mesma emoção a torcer como se fosse o portugal do ‘puto’. Mundivisão das nossas terras semeadas por uns e por outros, mas nossa, coletivamente sem ‘chico-espertices’. Natural.
.
GostarGostar
Oxalá seja como diz Caro Anti-comuna, mas eu estou algo apreensivo com vários mercados nossos de peso que são autênticas bombas ao retardador. Desde logo Espanha que vai entrar numa recessão porventura pior que a nossa. Mas tb os frogs, os bifes e os gringos. Quando o rastilho se aproximar destes gajos, será um “Deus nos acuda”. E num cenário destes, o crude pode vir para menos de 50 dólares e ficam os angolanos a tinir.
Oremos!…
GostarGostar
Não vejo nenhuma desacelaração das exportações http://www.gee.min-economia.pt/upload/membro.id/imagens/i011988.jpg
GostarGostar
imperdível artigo de JGFerreira: http://sicnoticias.sapo.pt/opinionMakers/jose_gomes_ferreira/2012/06/11/estranho-tempo-este-em-que-vivemos
GostarGostar
E aqui está como uma inocente defesa de mais investimento pelos Governos para evitar o agravamento da crise e dos despedimentos, uma simples crítica à austeridade e aos seus efeitos, se está a transformar na mais forte estratégia de defesa dos especuladores dos mercados financeiros.
Para quem pensa que não há esperança na austeridade, leia bem o boletim desta segunda-feira do Instituto Nacional de Estatística sobre o Comércio Internacional de Portugal:
Nos primeiros quatro meses do ano, a taxa de cobertura das importações pelas exportações já vai em 81,8 por cento! Há quantas décadas não acontecia isto?
E se retirarmos os combustíveis e lubrificantes da conta – a dependência do petróleo, o saldo da balança comercial já é positivo em 150 milhões de euros só nestes meses!
De facto, o que estava a matar a nossa economia não era só o défice público – eram também os centros comerciais!
É para acabar com esta notável mudança da nossa economia que os críticos da Austeridade lutam?
GostarGostar
“Mas tb os frogs, os bifes e os gringos. Quando o rastilho se aproximar destes gajos, será um “Deus nos acuda”. E num cenário destes, o crude pode vir para menos de 50 dólares e ficam os angolanos a tinir.”
.
.
A tempestade perfeita?
.
.
Eu acho que ela pode estar aí em cima da mesa, mas ainda não estou totalmente convencido dela. O Obama já está a gastar que se farta, pois não quer ir para eleições com a economia a afundar-se. Se as sondagens estão cada vez pior para ele, logo mais vai ele gastar. A Reserva Federal deve estar prontinha a imprimir mais uns quantos biliões. O Japão está outra vez a imprimir. Tudo a relaxar as taxas de juro e os chineses além dos juros, estão a relaxar as reservas. Só fica a Europa a dar “onda negativa”. Mas eu acho que os alemães “vão ceder” e vamos ter impressões no Euro. Tudo a bem da “união”.
.
.
Acho é que é altura de pensarmos em termos o Escudo de novo, se o Euro se tornar numa espécie de superdólar. Mas isso sou eu que estou a desconfiar do que vejo, mas enfim. Até o Greenspan já dá como morto o euro. eheheheheh
.
.
O Gomes Ferreira tem razão mas enquanto os CDS forem livremente negociados sem respectivos colaterais e andarem para aí a shortarem a torto e a direito, sem qualquer controlo nem supervisão…
.
.
Eu hoje fiquei com a sensação que nos bunds há marosca. Mas se calhar sou eu que vejo gambuzinos a mais. ehehheehh
GostarGostar
.
Ora bem, no Portugal-Alemanha a ‘elite em governança’ auto sugestionou-se, ou auto hipnotizou-se, com a psico dos Alemães. Na jogatana por ‘prudência e todas as cautelas (como o centrão da politica) comandou os tugas. Joguem à defesa (à retranca) para não perdermos o jogo e pode ser que à sorte ‘a nossa senhora de fátima’ numa jogada do Ronaldo (exportações) ganhemos o jogo. Ou pelo menos empate. Já não é mau. Perdemos um zero com quando temos uma equipe muito superior à alemã. Quando soltaram os Portugueses virem-se os 15 minutos finais de altissima qualidade. A seleção surge como a melhor neste Euro mas a elite enche-lhe a cabeça de pregos. Tal qual as Governanças do País.
.
No Portugal Dinamarca soltáram os Portugueses, nada de academismos ou cientifismos académicos ou Ronaldos ou rapaziada que se chama a si própria de Elite. O Ronaldo (exportações) como ele disso não é o salvador de Portugal e há e dias, mas não chega. Tudo à solta como os Portugueses de facto funcionam bem, E vencem. As teorias dos estranjas são nio interesse deles. Tangas e Psicos. Não interessam nada salvo para certas elites tugas embasbacadas cujo sonho na vida é aparecerem nas fotografias ao lado duns gajos estrangeiros que sabem emplumar para dar a volta a ottários. Foi assim nos Descobrimentos e nos Grandes Momentos da nossa História. Está nos relatos da época. Ganhámos 3-2. Que os Alvarinhos, Tintos, Brancos e Verdes desempatem a loja para Portugal ganhar no Mundo.
.
Discorram e discutam ideias não com Teorias mas com CONHECIMENTO e PRATICA que é completamente diferente.
.
Um tema oportuno que proponho à discussão no meio de tanta discussão incompleta. Curta embora muito ambandeirada. Mas a meio do caminho.
.
Se não quiserem, por aqui fica.
.
.
GostarGostar
.
Sairam algumas gralhas mas eu de informática e filtros NET (nada a ver com o Blog) para embaralhar textos percebo pouco ….
Suponho não valer a pena ocupar espaço com erratas porque o texto é entendivel apesar dum embaralhar de letras.
.
GostarGostar
Para mim, há outra coisa que continuo a não entender. É controlarem o preço do crude em euros. Isto já lão meses e meses, e para mim, para quem acha que o Euro ainda não é a moeda de referência mundial, só lhe chamo uma coisa: manipulação. Dê por onde der, o crude em euros é mais trabalhadinho que euros contra dolares e brent em dolares.
.
.
Chamem-lhe o que quiserem, mas enquanto os grandes bancos de investimento americanos tiverem triliões e triliões em subjacentes, dou por mim a pensar que alguém a anda a pagar o jantar aos gajos, que perdem num lado, mas acabam sempre por se safar. Já niguém fala das perdas do JPM pois não?
.
.
É ir preparando o país para sair do Euro, se este se tornar num novo dólar. E sim, criar um Escudo á Bundesbank. eheheheheh
GostarGostar
José Silva,
.
Não confunda crescimento das exportações com taxa de cobertura. esta pode subir com as exportações a baixarem.
GostarGostar
.
Pois quando o cambio do Euro sobe e os juros aos alemães baixam abaixo de zero. Mas alguém paga. Onde é que está quem paga se uma coisa sobe e a outra por obra e graça do espirito santo desce abaixo de zero ? A acreditar no Lavoisier tal é impossival. A Nossa Senhora de Fatima vinda dos alens tamb+em foi incapaz de tais milagres. É o que a coisa sugere embora não esteja escrita nos ‘books’ e sebentas das Economias e das Finanças. O ‘fenomeno’ Euro não está escrito nas ciencias e nos canhanhos das elites académicas das Economias e Finanças. Por mais que se esfarrapem. Está noutras mais pelos lados da História complementadas pela intuição, o fáro de Estadistas.
.
E abordagens ao dollar, obamas etc são divagações académicas sem quaisquer efeitos ou consequências. Irrealismos de Teóricos com pequenos odiozinhos de estimação vá-se lá saber porquê. Se calhar manias.
.
.
GostarGostar
Vcs. Reparem nisto. Espanha vai ficar com mais 100 mil milhões de dívida, embora com um prazo relativamente grande para pagar. No entanto, tenho para mim, que a banca com problemas em Espanha até consegue pagar aquilo. Logo, o Estado na prática, pouco seja afectado. (O processo é idêntico ao português.)
.
.
As agências deram logo três pancadas no rating espanhol. Uma pancada destas por 100 mil milhões? ehehheeheh Para o PIB espanhol? Mas aqueles 100 mil milhões é “apenas” o défice espanhol de um ano. Cerca de 10% do PIB. Mas eles dão logo uma catanada para porem Espanha a um passo de sair dos Índice Mundial de Obrigações. eheheheheh E temos Espanha com uma dívida de cerca de 80%, incluindo estes 100 mil milhões! E esta ehin?
.
.
Claro que depois vem logo a seguir o downgrade da banca espanhola. Atingindo em cheio os bancos que até estão relativamente fortes, como o Bilbao, o Santander e o La Caixa (agora tem outro nome). Tunga, toca a fazer mais provisões, aumentos de capital e tal, derivado do próprio downgrade do Estado espanhol. Mesmo que até estejam relativamente bem no tocante à exposição ao imobiliário.
.
.
O governo espanhol deve estar atordoado. Eles já são laparotos, mas com certeza que nunca esperariam esta estocada. Não vão saber como reagir agora. Irão esperar que a Alemanha dê ordem para imprimir ou qualquer coisa do género.
.
.
Claro que logo a seguir vem a Itália. Não tem tantos problemas no imobiliário, mas tem a exposição à dívida italiana, espanhola, etc. E temos os efeito contágio. E como a percepção vale quase tanto como o próprio risco…
.
.
Eles nunca irão deixar o Euro ser a moeda de referência do mundo. Não podem deixar. É o próprio império que está em jogo. E, como os políticos europeus têm que responder às suas opiniões públicas, também não podem dar alguns passos. E eles semeiam as divisões, as populações acham que sim, está certo, a Alemanha é a má da fita, e temos os países em polvorosa. A Alemanha sózinha não aguenta o barco. Vai deixar imprimir. Deixar a crise passar e abandonar o Euro. Eu acho que Portugal deveria fazer o mesmo.
GostarGostar
http://blogs.ft.com/martin-wolf-exchange/2012/06/07/the-german-response/#axzz1xcQm9oRo Quem é que quer comentar esta coluna? ac faz as honras?
GostarGostar
.
AC teóricamente bem esgalhado. No entanto na Prática sou mais pragmático. Admitindo academicamente que os boches (expressaão não depreciativa, apenas mais prática) sairiam do Euro, ou expulsassem outréns do Euro, estariam a praticar o seu próprio exercicio de harakiri, auto flagelação.
.
Nada leva a supor que no sec XXI sejam suicidas. O que sugere estar-se simplesmente na fase dos ‘bluffes’ de simples jogos de poker. Ou se preferido, jogos de espelhos temperados com ‘pànicos e apocalipses’ pelo meio.
.
A decorrerem em cima do fio de navalha para no fim tudo acabar por se reencaixilar sem demolir o essencial embora abandonando ‘acessórios’ que surgirão sem a relevância que atualmente parecem. Um ‘haircut’ agora dos mais fortes. É outro método que custa mais uns milhares de milhões. Mas quem o tem (money) pode dar-se a certos luxos, fantasias ou experiências enquanto o tem sem abusar do esticar da corda que entretanto pode rebentar de nada então servir tê-lo.
.
Um ponto de vista diferente. Ligeiramente mais otimista embora no limite o regresso ao Escudo esteja e deva estar realistamente sempre em cima da mesa o que condiciona fortemente a própria aposta que se fanaticamente implementada é harakiri doutros igual à exposta.
.
Uma pescadinha de rabo na boca ou a serpente a morder a própria cauda.
.
GostarGostar
“Admitindo academicamente que os boches (expressaão não depreciativa, apenas mais prática) sairiam do Euro, ou expulsassem outréns do Euro, estariam a praticar o seu próprio exercicio de harakiri, auto flagelação.”
.
.
Não. Leia bem o que eu escrevi. Primeiro deixam imprimir. Depois deixam a crise esvanacer (2, 3 anos, o tempo que levar) e, quando por fim, estava tudo calmo, os gajos saiam do euro. Impossível? Não sei.
.
.
Veja o caso do ponto de vista tuga. Imagine que daqui a dois ou três anos tinhamos o país encarrilado, economia a crescer e tal. Suponha agora que Portugal decidia sair do euro. O que aconteceria? O escudo ganharia força contra o euro, se tivesse um banco central independente e com um mandato claro: combater a inflação. E as dívidas tugas? As novas iriam ser denominadas em escudos. As velhas continuariam a ser em euros. Que ficariam mais leves com a subida do escudo contra o euro. O contrário, se Portugal saísse agora. Está a ver a lógica? Se sairmos agora, estavamos desgraçados, com dívidas em euros mas um escudo a levar uma queda norme, na prática a arruinar os portugueses. Se Portugal saísse com a economia enxuta e a crescer, as dívidas baixariam com a apreciação do escudo. Era um default ao contrário. eheheehehh
.
.
Está a ver a coisa? Ora, se os portugueses podem fazer isso, porque não a Alemanha? Tome nota que não foram eles que quiseram o euro, foi-lhes imposto em troca da reunificação. Hoje ela está feita. E podem mandar o euro ás malvas.
.
.
Só uma coisa. Um escudo novo iria-se apreciar contra o euro lentamente, sem danificar demasiado as exportações mas na prática a aliviar o endividamento português. Ou seja, era um default sem prejudicar o historial português, o seu rating, etc. ehehehhehh
GostarGostar
“É ir preparando o país para sair do Euro, se este se tornar num novo dólar. E sim, criar um Escudo á Bundesbank.”
.
E você acredita que alguma vez o BP teria o rigor do Bundesbank?
GostarGostar
“E você acredita que alguma vez o BP teria o rigor do Bundesbank?”
.
.
Sim, se houver vontade política.
GostarGostar
“Sim, se houver vontade política”
.
O meu Amigo é um crente. A nossa História diz-nos que em Democracia dificilmente se conseguem fixar regras e metodologias de controlo claras e transparentes, tamanha é a debilidade do Estado face aos grupos de pressão. Teria de haver uma personalidade política muito forte e omnisciente que conseguisse impô-las e Sá Carneiros não aparecem todos os dias. A alternativa seria um ditador “esclarecido” tipo Salazar. Infelizmente, palpita-me que o combate à crise na Europa tenderá para soluções autoritárias. A Grécia será o primeiro caso. Espanha, Itália e França irão pelo mesmo caminho. Ainda tenho esperança que Portugal se aguente, que já provámos por 2 vezes ter estoicismo q.b. para mudar em Democracia. Por muito que custe a alguns, que suspiram por ver a revolução nas ruas.
GostarGostar
“A nossa História diz-nos que em Democracia dificilmente se conseguem fixar regras e metodologias de controlo claras e transparentes, tamanha é a debilidade do Estado face aos grupos de pressão.”
.
.
Concordo consigo. Mas, como Vc. vê, eu até sou um optimista por natureza, nestas coisas. Pego no que Vc. mesmo escreveu:
.
“Ainda tenho esperança que Portugal se aguente, que já provámos por 2 vezes ter estoicismo q.b. para mudar em Democracia. Por muito que custe a alguns, que suspiram por ver a revolução nas ruas.”
.
.
Esse mesmo estoiticismo pode levar a que a população aceite um banco central independente e que nos garanta a democracia. Note que eu acho que hoje vive-se uma luta pela sobrevivência da democracia. E para garantir a democrcia é preciso limitar o poder dos “democratas”, ou seja, dos políticos e do pessoal eleito. A solução pode passar por isto mesmo. Criar um banco central verdadeiramente independente e “sagrado”, limites constitucionais aos défices e dívida pública (só passíveis de serem violados em casos de guerra ou catástrofes naturais de custos elevadíssimos) e diminuir o número de cidadãos eleitos.
.
.
Eu acho que os portugueses, se lhes explicassem o que estava aqui em causa, eram capazes de aceitar.
GostarGostar
Não tarda nada a Neotontice da U.E. tem de acabar , e o BCE compra mais 1 Trilão ou 2 Triliões de Euros, emitem-se 1 ou 2 Triliões de Eurobonds, a U.E. recomeça a crescer e Portugal vai atraz.
.
SPAIN IS NOT PORTUGAL !!!
GostarGostar
PMP,
.
Tenho em acabamentos finais uma máquina que imprime notas iguaizinhas às do BCE. Se estiver interessado, vendo-lha, mas só aceito pagamento em barras de ouro…
GostarGostar
“Esse mesmo estoiticismo pode levar a que a população aceite um banco central independente e que nos garanta a democracia. Note que eu acho que hoje vive-se uma luta pela sobrevivência da democracia. E para garantir a democrcia é preciso limitar o poder dos “democratas”, ou seja, dos políticos e do pessoal eleito.”
.
500% de acordo, mas isso implica uma alteração radical do sistema político que terá de começar com mudanças no funcionamento interno dos partidos. E você acredita que uma partidocracia decida deixar de o ser?
GostarGostar
“E você acredita que uma partidocracia decida deixar de o ser?”
.
.
Não. ehheheehh
.
.
Hoje cada vez mais me revejo nesta dita “escola”: http://en.wikipedia.org/wiki/Institutional_economics
.
.
Não que eu deseje uma sociedade assim, mas eles explicam melhor o “sistema”.
GostarGostar
A Alemanha vai ceder: http://www.bloomberg.com/markets/rates-bonds/government-bonds/germany/
.
.
E isto explica a força relativa do Ibex nos últimos dias.
GostarGostar
LR,
.
Os Euros são “feitos” na esmagadora maioria nos computadores do BCE , que estão escondidos entre os pisos -9 e -11 lá na sede !!.
As impressoras são secundárias não se preocupe.
.
Olhe vejá só que a Neotontice já está a dar cabo das nossas exportações para a U.E.
.
É como eu tenho dito , a ideologia neotonta auto-destroi-se , mas entretanto arrasta umas dezenas de milhões para o desemprego e depois para a pobreza.
GostarGostar
“Os Euros são “feitos” na esmagadora maioria nos computadores do BCE , que estão escondidos entre os pisos -9 e -11 lá na sede !!.
As impressoras são secundárias não se preocupe.”
.
Seja escritural ou em papel, estamos a falar sempre de dinheiro falso. É isso que cria riqueza???
GostarGostar
LR,
.
O dinheiro moderno é uma entidade estatal, não é falso.
.
Como o dinheiro é guardado pelas pessoas e empresas em vez de ser todo gasto , é necessário colocar mais dinheiro em circulação senão a economia entra em recessão.
.
É só isso.
.
É como os tribunais ou a policia, se a criminalidade aumentar são precisos mais policias, mais procuradores e mais juizes.
GostarGostar
“Como o dinheiro é guardado pelas pessoas e empresas em vez de ser todo gasto , é necessário colocar mais dinheiro em circulação senão a economia entra em recessão.”
.
.
Já ouviu falar em armadilhas da liquidez? Claro que não. Não sabe o que é isso. Mas, onde estão os famosos efeitos do QE na economia americana? ahahahahahahah
GostarGostar
Este gajo bate forte e feio nos keynesianos:
.
http://newmonetarism.blogspot.dk/2011/08/liquidity-traps-money-inflation-and.html
.
.
E ele diz assim a dada altura:
.
“The key financial problem facing us is a scarcity of other liquid assets, not a traditional currency scarcity. The Fed is powerless to solve that problem; the Treasury could in principle solve it but cannot. For now, the Fed can only monitor the economy for signs of a more serious inflation. Some of those signs may already be there, for example in currency growth, though it is hard to tell what is driving that.”
.
.
Exacto. Não falta liquidez no sistema, mas não arranca. A liquidez está a ser acumulada por todos os lados onde exista segurança. Em especial dívida pública sem o risco imediato de um colapso. Até ao dia.
.
.
Num credit crunch, o cerne do problema não é a liquidez. Como alguns continuam teimosamente a bater na tecla. É o risco e a sua percepção. É não consumir. É não investir. E é procurar refúgio onde exista alguma percepção de segurança. Por isso se vê a malta a comprar dívida americana, dólares, inglesa, alemã, francesa, suiça, etc. E fogem de onde exista risco ou a sua percepção. Espanha, acções, mercadorias, etc.
.
.
De que vale imprimir mais? O dinheiro vai ser gasto apenas pelo governo, que por sua vez é incapaz de puxar per si a procura interna, de um modo permanente. E começa a gerir desconfiança ainda maior no sistema, até que se pode virar contra si.
.
.
Xadrez? Naa! Isso é para os russos. ehheheheh
GostarGostar
.
03.01H sobre 02.15He
AC está certo se não admitir que cerca de 45% das ‘exportações’ alemãs são para dentro da União Europeia. Uma contradição: exporta-se para dentro, ou o ‘país-socio’ Vila Real exporta para o ‘país sócio’ Faro, não haveria união politica e monetária interna, não havia País, por projeção não há União Europeia. Aqui entraria a figura Federalismo, suponho que nos BRIICS não seria intransponivel mas no resto …….. pois dos sócios …… era chover no molhado.
.
Na sua perspetiva a Alemanha iria sair do Euro daqui a 2/3 anos e tal e tal. Era o harakiri, a autoflagelação dos Alemães. 45% das ‘exportações’ alemãs iam à vida. Há mais quem forneça e até mais barato, BRIICS, Xina, Extremo Oriente etc. Sequer a psyop da ‘Alta qualidade’ salvaria o trambolhão. É só fazer a experiencia com os jeeps xinas a 8/9 mil e tal euros cada um. O preço dum dá para comprar 8 ou 9 alemães ou franceses, a partir dái a ‘alta qualidade e o prestigio’ eram bébés deitados fora com a àgua do banho.
.
Na prática, de caras para quem não fabrica carros de marca genuinamente nacionais, ou seja receptores integrais perto dos 100% do Lucro Final, Exportações Liquidas e Emprego.
.
A sua opinião sobre o escudo sugere esbarrar no seguinte: se a Grecia SUBSTITUISSE (diferente de SAIR) o Euro pelo Dracma, num primeiro momento o câmbio era automático, igual ao do Euro; neste mesmo momento as dividas passavam a dracmas pelo mesmo valor em Euros. Não há legislação internacional ou da UE que impeça ou proíba porque é mesmo assim. A seguir o dracma desvalorizaria. Capite !! E o dominó a seguir !’!?
.
É claro que a questão Grega é menos um problema Grega e muito mais um problema Franco-Alemão, atento o Eixo ressuscitar com Hollande.
.
Mantenho. Não acredito na implosão do Euro. Sequer que algum sócio do Euro o substitua, abandone ou seja expulso. Não por sucessos de PIIGS. Mas porque o Eixo Franco Alemão implodir-se-ia regressando a uma nova era das ‘trevas medievais até principio do sec XXII’. Acabar-se-ia o respetivo sucesso e o que o sustenta. Seriam engolidos vivos pelo mundo além Europa. Apenas.
.
Apenas um suponhamos sem ‘taça’ em disputa.
.
GostarGostar
“AC está certo se não admitir que cerca de 45% das ‘exportações’ alemãs são para dentro da União Europeia.”
.
.
São menos, cerca de 1/3 para a Área Euro. Mas eles sairiam numa altura em que a crise já não se punha. Sacrificavam parte das exportações no curto prazo, mas compensavam com custos de produção mais baixos e novos mercados. É isso que muitos alemães pensam actualmente. Que mais valia deixar o euro implodir agora e procurar novos mercados.
.
.
“Era o harakiri, a autoflagelação dos Alemães. 45% das ‘exportações’ alemãs iam à vida. Há mais quem forneça e até mais barato, BRIICS, Xina, Extremo Oriente etc. Sequer a psyop da ‘Alta qualidade’ salvaria o trambolhão.”
.
.
Não iam todas. Não deixavam de exportar para a Área Euro. Mas não se engane com a produção alemã. Antes de eles aderirem ao euro, com um marco forte, sempre conseguiram exportar. Quer um exemplo comparativo? Veja o caso suiço. Acha mesmo que um BMW deixava de ser vendido na França porque o seu custo subiriam 10%? Ou 15%? Eu duvido.
.
.
Eu volto a repetir. Vc. está a ver mal o timing. Eu não disse sair agora do euro. Mais lá para a frente, quando a economia mundial estivesse mais estabilizada e a economia portuguesa mais forte. E sim, é viável. Se tivermos uma nova moeda, com um novo banco central à Bundesbank, uma economia a crescer e as contas públicas equilibradas ou lá perto, pode crer que o novo escudo não se desvaloraria, mas antes subiria. Mas, é claro, é preciso reunir as tais condições. Se reparar, a dúvida do LR é mesmo haver cultura em Portugal capaz de aceitar um banco central a sério. No passado, com o Botas, tivemos um escudo muito forte. Hoje as pessoas gostam do euro, por ser forte. Por isso, não considero impossível o meu “plano”.
GostarGostar
.
AC “Por isso, não considero impossível o meu “plano”.”. Nem eu. Tem de estar em cima da mesa absolutamente pronto para entrar dum momento para o outro se necessário.
.
Tudo sugere que o desatar definitivo do Euro tem um timing: este Verão. Ou é desatado ou o efeito dominó salta para o terreno. E para o desatar não há santos nem pecadores apesar dalguns estarem aflitos a sacudir a àgua do capote ou a aturar as culpas para outros. A persistirem não é por aqui que se iria, ou irão, a lado algum. Devem virar a página e partir para outra.
.
O grande perigo disto tudo é a lentidão das tomadas de decisões na União Europeia completamente desajustada com a velocidade a que o Mundo muda à sua volta. Tem chegado sempre tarde. Quando já não resolve duma vez por todas embora gaste o mesmo supondo que irá resolver. Mas mais outra vez tudo se continua agravar e a arrastar sem ficar defintivamente resolvido.
.
É claro que haveria vida para além do Euro.
Boa sorte para o Eixo.
Mas muito melhor Sorte e Engenho para nós com ou sem Euro. É o que desejo
.
GostarGostar
“Nem eu. Tem de estar em cima da mesa absolutamente pronto para entrar dum momento para o outro se necessário.”
.
.
Ui! Para isso há tempo. Se fosse agora, os portugueses estavam desgraçados. Não vale a pena a malta pôr-se agora a discutir isto em público. Teria efeitos contrários ao desejado. Isto é para meditar, não para fazer o plano agora. eheheheh
GostarGostar