mas os da TAP já têm 20 % que alguém generosamente ofereceu aos pilotos tugas, que, coitados, recebem ma miséria, sobretudo se comparados com os pilotos da Ryanair…
já agora, e que falamos de Estado e de Greves, talvez se tenha esquecido de algumas greves em curso:
– Governo faz Greve á renegociação das PPP’s.
– Governos faz Greve á renegociação efectiva da rendas da EDP.
pois, diz que não são CORPORAÇÔES mas antes contratos, que não se podem mexer…!
mas lá está, acho que : Os medicos, os pilotos TAP, os da CP, etc: tambem teem contratos, mas neste caso já se pode mexer, e se reclamam são considerados CORPORAÇÔES.
Dra Helena: o governo não corta nas :ppp,institutos,fundações,comissões,associações de pais ,da protecção das cegonhas ,disto e daquilo, o porsche do director financeiro da rtp gastou 3000 euros, vai uma confusão nos cortes dos subsídios nos gabinetes e não só, a mim já vão quase 30 % ao ar ,assim, não dou para este peditório. E olhe que os médicos e outros tem razão, pois estão a ser roubados e depois veêm a bandalheira e mordomias do governo : Esta direita não serve ,ou o PR nomeia um governo decente e de gente séria sem exemplares tipo relvas ou o dr Passos pode marcar vaga numa universidade em paris ou ele quiser, pois o povo em breve não o pode ver à frente. O país faliu mas parece que a máquina do estado não percebeu. Antes de cortar no trabalho o governo corte nas roubalheiras . claro que votei nesta maioria e apoio o governo mas não quero que aconteça o mesmo que com sócrates ,o país a caminho do abismo e no P.S. parecia que só O dr Manuel maria Carrilho é que via o desastre . Dra Helena é necessário gritar ao Dr passsos ,pois ele parece estar cego,surdo e mudo!
Não pretendo aqui entrar em discussões ideológicas. Nem jurídicas, embora seja formado em Direito. Apenas descrever o meu caso pessoal.
Sou funcionário público, mais concretamente professor universitário, carreira em que entrei em 2007.
Não por cunha, refira-se, mas por mérito: acabei o meu curso com uma excelente média, fruto do meu trabalho e estudo.
– Nunca tive um contrato superior a 2 anos; findo o qual a minha entidade patronal pode livremente prescindir dos meus serviços, sem eu ter direito a qualquer indemnização. Um privado com contrato por tempo indeterminado tem, objectivamente, mais segurança laboral que eu. Acrescento, contudo, que só tenho bem a dizer da minha entidade patronal, que sempre me tratou, bem como aos meus colegas, com todo o respeito.
– Não tenho direito à ADSE.
– Não posso ser promovido: entreguei o meu doutoramento, mas não posso ( por imposição legal ) subir no escalão . No privado isto acontece? Há alguma norma que proíba nos sector privado uma promoção dos melhores? No público existe.
– Recebo 1300 euros mensais; não é mau, bem sei, mas exerço uma profissão altamente qualificada ( com exigência de realização de doutoramento). Será excessivo? Uns dirão que sim, o que aceito. Mas, com as minhas qualificações, poderia ganhar mais no privado. Perguntam: porque não o fazes, rapaz? Estás preso às mordomias? Não: simplesmente gosto imenso do que faço. E não me parece que o país deva, ou possa prescindir, da formação de futuros bons profissionais. Que só é possível com bons professores.
– Nunca me senti, nem admito que me façam sentir, um parasita de impostos alheios. Exerço uma actividade socialmente útil, com toda a dedicação de que sou capaz.
Os cortes sucessivamente decretados ao meu rendimento reduziram-no em 20%, no curto espaço de dois anos.
Significa isto que não reconheço a necessidade de restrições orçamentais, que se reflictam no meu ordenado? Não! Tenho-as como ( temporalmente ) imprescindíveis. Nestes moldes ou nesta medida ( 20%, repito) ? Até posso assumir que sim, embora me pareça excessivo.
Mas, para aceitar estas restrições não posso olhar para o lado e ver que cidadãos que ganham 5 mil euros por mês ( que os há, meus caros, que os há…) que não são chamados a contribuir ( também ) para o enorme esforço que todos temos que realizar. Sectores existem em que não houve qualquer diminuição nas remunerações. Note-se: nada tenho contra essas pessoas; certamente que fazem por merecer tais vencimentos. Mas quem pode contribuir, deve – tem que – faze-lo. Tão cristalino como isso. Equidade fiscal implica que quem mais recebe mais contribui.
Mas, sobretudo, estou cansado de toda esta campanha ideológica, que nos ( FP,s ) descreve como privilegiados, destruidores de riqueza nacional, uma despesa inútil que os privados têm que sustentar, uma “ gordura”.
Pergunto: é realmente a hora de incitar uma luta entre portugueses que trabalham para o Estado e portugueses que trabalham fora dele? É com este espírito que vamos conseguir?
h
O seu caso não serve de exemplo. Como sabe há muitos doutorados no desemprego. E o Estado não os podre admitir a todos. por outro lado, no sector privado não se é admitido por ser doutorado. Isso até pode atrapalhar, como deve saber.
O certo é que são, por regra, apenas as classes profissionais mais bem remuneradas a fazer greve. Especialmente as que dependem do Estado.
E isso com argumentos falaciosos: que é para o bem de todos, que é para defender os serviços públicos e coisas assim, quando o que procuram, todos eles, é manter os privilégios que conquistaram e que não querem que sejam alargados a toda a gente, antes procuram mantê-los, quando não a aumentá-los.
E, parece-me, não foi diferente com esta greve dos médicos.
Caro Tiro ao Alvo:
Não referi o meu grau académico no sentido de reclamar para mim um qualquer direito a emprego no estado ou a uma qualquer remuneração mínima. Espero não ter criado esse equivoco.
Só queria realçar que muitos dos funcionários do Estado são altamente qualificados e que nem por isso recebem fortunas. Muitos colegas meus, e eu próprio teriamos outras alternativas, muitas delas com remunerações melhores. Em escritórios de advocacia, por exemplo. Em que ao contrário do que possa pensar, os doutoramentos/ ou outras qualificações são valorizadas.
Mas o dinheiro não é tudo. E, acredite, existem muitos funcionários públicos que o são porque gostam do que fazem e se sentem utéis no que fazem. É o meu caso.
Volto a repetir: o meu lamento não é tanto com os cortes nos rendimentos ( que, claro, ninguem gosta…), mas sim com o tratamento desrespeituoso que os funcionários públicos têm sofrido. Como disse, o que sinceramente magoa é a adjectivação com que temos sido tratados e que recupero do meu comentário anterior: privilegiados, destruidores de riqueza nacional, uma despesa inútil que os privados têm que sustentar, “ gordura”.
Uma pergunta directa: sentir-se-ia confortável em viver e trabalhar o melhor que pode e sabe quando uma parte da sociedade assim o classifica?
De qualquer maneira a maior parte já é dos angolanos e dos alemães,e o resto em breve será dos chineses.
Manda quem paga e pronto,quem não gostar que vá fazer greves para a China.
h,
Li com agrado a sua “resposta”. Também penso que o dinheiro não é tudo e que o funcionalismo público não pode deixar de ser um espelho do povo que somos, parecendo-me que cabe a esses trabalhadores o dever de se esforçarem por melhorar o conceito em que os temos, – todos em geral.
E uma resposta directa: trabalhei algum tempo na administração pública, onde encontrei gente competente e dedicada, mas onde encontrei, também, muita incompetência e muito desleixo, o que, porventura, não acontecerá, em tão elevado grau, nas universidades públicas, onde penso que está a trabalhar, sem vínculo permanente, ao que disse e tal como frequentemente acontece no sector privado. E isso também deveria servir de exemplo aos funcionários de outros sectores da administração pública, inclusive aos médicos que fizeram greve…
mas os da TAP já têm 20 % que alguém generosamente ofereceu aos pilotos tugas, que, coitados, recebem ma miséria, sobretudo se comparados com os pilotos da Ryanair…
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já agora, e que falamos de Estado e de Greves, talvez se tenha esquecido de algumas greves em curso:
– Governo faz Greve á renegociação das PPP’s.
– Governos faz Greve á renegociação efectiva da rendas da EDP.
pois, diz que não são CORPORAÇÔES mas antes contratos, que não se podem mexer…!
mas lá está, acho que : Os medicos, os pilotos TAP, os da CP, etc: tambem teem contratos, mas neste caso já se pode mexer, e se reclamam são considerados CORPORAÇÔES.
( c’est lá vie…en orange!!!)
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O trabalho faz greve. A greve fica com trabalho.
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É uma chatice haver quem se defenda e não esteja disposto a aceitar a generosidade do capital e governos ao serviço do patrão…
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Dra Helena: o governo não corta nas :ppp,institutos,fundações,comissões,associações de pais ,da protecção das cegonhas ,disto e daquilo, o porsche do director financeiro da rtp gastou 3000 euros, vai uma confusão nos cortes dos subsídios nos gabinetes e não só, a mim já vão quase 30 % ao ar ,assim, não dou para este peditório. E olhe que os médicos e outros tem razão, pois estão a ser roubados e depois veêm a bandalheira e mordomias do governo : Esta direita não serve ,ou o PR nomeia um governo decente e de gente séria sem exemplares tipo relvas ou o dr Passos pode marcar vaga numa universidade em paris ou ele quiser, pois o povo em breve não o pode ver à frente. O país faliu mas parece que a máquina do estado não percebeu. Antes de cortar no trabalho o governo corte nas roubalheiras . claro que votei nesta maioria e apoio o governo mas não quero que aconteça o mesmo que com sócrates ,o país a caminho do abismo e no P.S. parecia que só O dr Manuel maria Carrilho é que via o desastre . Dra Helena é necessário gritar ao Dr passsos ,pois ele parece estar cego,surdo e mudo!
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Nunca vi um post mais parvo.
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Post demagogo valendo-se de “soluções” demagogas.
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Não pretendo aqui entrar em discussões ideológicas. Nem jurídicas, embora seja formado em Direito. Apenas descrever o meu caso pessoal.
Sou funcionário público, mais concretamente professor universitário, carreira em que entrei em 2007.
Não por cunha, refira-se, mas por mérito: acabei o meu curso com uma excelente média, fruto do meu trabalho e estudo.
– Nunca tive um contrato superior a 2 anos; findo o qual a minha entidade patronal pode livremente prescindir dos meus serviços, sem eu ter direito a qualquer indemnização. Um privado com contrato por tempo indeterminado tem, objectivamente, mais segurança laboral que eu. Acrescento, contudo, que só tenho bem a dizer da minha entidade patronal, que sempre me tratou, bem como aos meus colegas, com todo o respeito.
– Não tenho direito à ADSE.
– Não posso ser promovido: entreguei o meu doutoramento, mas não posso ( por imposição legal ) subir no escalão . No privado isto acontece? Há alguma norma que proíba nos sector privado uma promoção dos melhores? No público existe.
– Recebo 1300 euros mensais; não é mau, bem sei, mas exerço uma profissão altamente qualificada ( com exigência de realização de doutoramento). Será excessivo? Uns dirão que sim, o que aceito. Mas, com as minhas qualificações, poderia ganhar mais no privado. Perguntam: porque não o fazes, rapaz? Estás preso às mordomias? Não: simplesmente gosto imenso do que faço. E não me parece que o país deva, ou possa prescindir, da formação de futuros bons profissionais. Que só é possível com bons professores.
– Nunca me senti, nem admito que me façam sentir, um parasita de impostos alheios. Exerço uma actividade socialmente útil, com toda a dedicação de que sou capaz.
Os cortes sucessivamente decretados ao meu rendimento reduziram-no em 20%, no curto espaço de dois anos.
Significa isto que não reconheço a necessidade de restrições orçamentais, que se reflictam no meu ordenado? Não! Tenho-as como ( temporalmente ) imprescindíveis. Nestes moldes ou nesta medida ( 20%, repito) ? Até posso assumir que sim, embora me pareça excessivo.
Mas, para aceitar estas restrições não posso olhar para o lado e ver que cidadãos que ganham 5 mil euros por mês ( que os há, meus caros, que os há…) que não são chamados a contribuir ( também ) para o enorme esforço que todos temos que realizar. Sectores existem em que não houve qualquer diminuição nas remunerações. Note-se: nada tenho contra essas pessoas; certamente que fazem por merecer tais vencimentos. Mas quem pode contribuir, deve – tem que – faze-lo. Tão cristalino como isso. Equidade fiscal implica que quem mais recebe mais contribui.
Mas, sobretudo, estou cansado de toda esta campanha ideológica, que nos ( FP,s ) descreve como privilegiados, destruidores de riqueza nacional, uma despesa inútil que os privados têm que sustentar, uma “ gordura”.
Pergunto: é realmente a hora de incitar uma luta entre portugueses que trabalham para o Estado e portugueses que trabalham fora dele? É com este espírito que vamos conseguir?
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Helena,
e eu que ando mortinho para fazer greve por causa da Charlize Theron, também ma entregam?
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Agradecido pela transcrição
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Fez bem Helena,
em ter ido buscar isto ao 4ªR.
Assino por baixo.
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h
O seu caso não serve de exemplo. Como sabe há muitos doutorados no desemprego. E o Estado não os podre admitir a todos. por outro lado, no sector privado não se é admitido por ser doutorado. Isso até pode atrapalhar, como deve saber.
O certo é que são, por regra, apenas as classes profissionais mais bem remuneradas a fazer greve. Especialmente as que dependem do Estado.
E isso com argumentos falaciosos: que é para o bem de todos, que é para defender os serviços públicos e coisas assim, quando o que procuram, todos eles, é manter os privilégios que conquistaram e que não querem que sejam alargados a toda a gente, antes procuram mantê-los, quando não a aumentá-los.
E, parece-me, não foi diferente com esta greve dos médicos.
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Caro Tiro ao Alvo:
Não referi o meu grau académico no sentido de reclamar para mim um qualquer direito a emprego no estado ou a uma qualquer remuneração mínima. Espero não ter criado esse equivoco.
Só queria realçar que muitos dos funcionários do Estado são altamente qualificados e que nem por isso recebem fortunas. Muitos colegas meus, e eu próprio teriamos outras alternativas, muitas delas com remunerações melhores. Em escritórios de advocacia, por exemplo. Em que ao contrário do que possa pensar, os doutoramentos/ ou outras qualificações são valorizadas.
Mas o dinheiro não é tudo. E, acredite, existem muitos funcionários públicos que o são porque gostam do que fazem e se sentem utéis no que fazem. É o meu caso.
Volto a repetir: o meu lamento não é tanto com os cortes nos rendimentos ( que, claro, ninguem gosta…), mas sim com o tratamento desrespeituoso que os funcionários públicos têm sofrido. Como disse, o que sinceramente magoa é a adjectivação com que temos sido tratados e que recupero do meu comentário anterior: privilegiados, destruidores de riqueza nacional, uma despesa inútil que os privados têm que sustentar, “ gordura”.
Uma pergunta directa: sentir-se-ia confortável em viver e trabalhar o melhor que pode e sabe quando uma parte da sociedade assim o classifica?
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De qualquer maneira a maior parte já é dos angolanos e dos alemães,e o resto em breve será dos chineses.
Manda quem paga e pronto,quem não gostar que vá fazer greves para a China.
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O governo destroi o país!
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h,
Li com agrado a sua “resposta”. Também penso que o dinheiro não é tudo e que o funcionalismo público não pode deixar de ser um espelho do povo que somos, parecendo-me que cabe a esses trabalhadores o dever de se esforçarem por melhorar o conceito em que os temos, – todos em geral.
E uma resposta directa: trabalhei algum tempo na administração pública, onde encontrei gente competente e dedicada, mas onde encontrei, também, muita incompetência e muito desleixo, o que, porventura, não acontecerá, em tão elevado grau, nas universidades públicas, onde penso que está a trabalhar, sem vínculo permanente, ao que disse e tal como frequentemente acontece no sector privado. E isso também deveria servir de exemplo aos funcionários de outros sectores da administração pública, inclusive aos médicos que fizeram greve…
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