Falácias argumentativas no debate sobre o défice III
Baixar o défice cortando em parcelas irrelevantes
.Como ninguém quer enfrentar o problema do défice, a tendência é para a conversa se focar em despesas irrelevantes ou em despesas que não sendo irrelevantes dificilmente poderão gerar poupanças relevandas. Entre estas ideias que servem para iludir a realidade encontram-se todas as ideias demagógicas sobre salários de políticos e administradores, fecho de institutos sem o correspondente despedimento de funcionários e renegociação de compromissos como as PPP.
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Microgestão das parcelas irrelevantes
.Quem reconhece que determinadas parcelas são irrelevantes, recorre a um argumento diferente: se as parcelas forem muitas o total deixa de ser irrelevante. O problema, claro, é que para se cortarem muitas parcelas irrelevantes é necessário identificá-las, estudá-las e definir e executar uma estratégia específica para cada uma delas. É totalmente impossível ao governo fazer este tipo de microgestão.

O grande problema é que um governo que não consegue acabar com despesas inúteis e completamente injustas , embora irrelevantes ,não tem estatura moral, nem autoridade e respeito para poder cortar de modo relevante despesas úteis á sociedade.
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castanheira antigo, concordo completamente. O problema é um de sinalização, não de substância. As pessoas estão dispostas a suportar muitas coisas, mas não a percepção explícita de injustiça.
O problema para alguns é que de facto essa visão de que se deve evitar a injustiça percepcionada é incompatível com uma visão “purista” em que se considera que as acções emergentes do mercado são sempre justas…
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O défice III tem difícil solução. Encerra no bojo corrupção profunda de grande parte dos políticos, miopia por parte dos responsáveis e ainda por cima uma bolha de todo o tamanho soprada pelos gringos que extravasa fronteiras.
As maiores bolhas ocorrem durante os períodos de rápida inovação. Devido à natureza dramática das mudanças, criam-se racionalizações estranhas, como a idéia de que os preços das casas pode subir para sempre. (Toninho)
As pessoas apanham o comboio em massa, aumentando ainda mais os preços. O cepticismo inicial dá lugar à curiosidade e, em seguida, se transforma em uma espécie de frenesi, um sentimento que você pode ser a única pessoa no planeta que não é parte da diversão, é melhor você se esforçam para entrar. (Cherne)
Mesmo sabendo que tudo tem um fim, as pessoas ignoram os avisos, pensando que alguma coisa sobre essa tendência particular torna diferente de todas as anteriores. (Santana)
A ganância corre solta. A certa altura bolha chega a um ponto que é tão ridículo que a ganância toma conta e todo o bom senso se suspende para continuar o mito.(O injinheiro)
Por fim alguns idiotas tentam desesperadamente “manter a festa.” Geram-se clamores histriónicos e imprudentes em que os berloques e os comunas são useiros e vezeiros. É vê-los a trapacear nos mídia e na AR a todas as horas. Só que quando a coisa não corre como eles querem, às vezes zangam-se uns com os outros e a picareta do mercader entra em acção, quanto mais não seja em sentido figurado. Valha-nos isso.
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O JM continua a sua campanha de manter o Estado Não Social para destruir o Estado Social.
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Existem dezenas de entidades e milhares de chefias no sector público que poderiam ter sido extintas neste ano que passou , além do corte de 30% pelo menos nas PPP’s, RTP’s e Consumos Intermédios, como consultorias, pareceres, eventos, estudos, observatários , etc.
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mas muita da microgestão das parcelas irrelevantes pode ser feita pelas autarquias onde se situam as “parcelas irrelevantes” e com tanto pessoal excedentário na area dos licenciamentos e patati da construção sempre tinham onde os ocupar -:)
e outras parcelas irrelevantes , tipo estudos consultadorias ( nem se percebe o que pintam os ” licenciados , técnicos de 1ª ” no estado se é preciso contratar srviços externo ) e afins , bué fácil de identificar e cancelar.
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João Miranda,
“As pessoas estão dispostas a suportar muitas coisas, mas não a percepção explícita de injustiça.”
E é por isso mesmo que os cortes de despesas inúteis não são irrelevantes, seja qual fôr o seu valor. O que não podemos é ter um Ministro ou um Secretário de Estado a racionalizar os “tostões”. Para isso existem níveis de gestão intermédios mais do que suficientes.
O Governo deve definir os critérios e passar a execução (e responsabilidade) para o nível abaixo. Mas não pode deixar de dar o exemplo e assumir que todas as poupanças de dinheiros públicos são importantes, com a ressalva de que o esforço para poupar não deve custar mais do que se poupa.
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Para começar, o Governo deve acabar com os “incentivos” à economia e com o grupo RTP. E fechar institutos COM o correspondente despedimento dos funcionários que não valha a pena manter (pela sua competência e experiência).
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Os cortes nas pequenas despesas, quando elas são puro desperdício, tem um valor simbólico elevado e devem ser eliminadas imediatamente. Não fazer isso é grave.
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Como é que renegociar as ppp gera receitas irrelevantes??? Aquilo é o maior roubo “legalizado” alguma vez visto e por décadas!!!
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Eu ainda sou do tempo em que o Paulo Portas agitava o dedinho, frémito de emoção, a apontar para um dossier com pelo menos “1.7 mil milhões de despesas intermédias” já identificadas. Deve tê-lo deixado a fotocopiar.
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Sobre as PPPs (um tipo razoavelmente insuspeito ou, pelo menos, menos suspeito que um tipo chamado Gonçalinho):
http://pedrolains.typepad.com/pedrolains/2012/05/%C3%A9-s%C3%B3-fazer-as-contas.html
http://pedrolains.typepad.com/pedrolains/2009/06/tgv-et-all-30-mil-milh%C3%B5es-12-ou-04.html
O problema, anti-gatunagem, não são as PPPs. Chame-lhes mais “estratégia política pra sacudir a água do capote”. O grande, mesmo grande, problema é que no dia em que se acabasse com elas, iam os Espíritos Santos, os Mellos e os quejandos atrás. E isso é um big no-no na nossa República que nem bananas produz.
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Leia o livro “Para onde vai o nosso dinheiro” e deixe-se de tretas … “Grãozinho a grãozinho , enche a galinha o papinho” … Se me deixassem fazer uma analise diagnostico da Presidência da Republica , Assembleia , Ministérios e Governo , eu dizia-lhe quanto poupava … e sem despedimentos . (Mas se pudesse corria com este PR , os Deputados e o Governo)
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