Estado é um mau avaliador de currículos
O Ministério da Educação vai fazer uma auditoria à Universidade Lusófona. Parece-me uma perda de tempo. Foi feita uma auditoria em 2009 que não encontrou as irregularidades que agora se procuram. O Ministério da Educação em vez de tentar controlar todas as universidades públicas ou privadas, devia preocupar-se com objectivos mais realistas e mais de acordo com as suas capacidades. Pode começar por auditar a auditoria de 2009 para tentar perceber se ela falhou ou não falhou. E já agora tentar perceber se estas auditorias servem para alguma coisa.
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.Temo que não se tenha percebido que a origem do problema do mau ensio universitário esteja na forma como o Estado avalia os seus funcionários. Sugiro que o ministro ordene uma auditoria aos sistemas de contratação e de bonificação salarial dos professores e funcionários do Ministério da Educação. Alguns aspectos que a auditoria deve analisar:
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– porque é que nos concursos de professores a qualidade da universidade que formou o candidato não é tida em conta? Porque é que um candidato formado numa universidade de topo pode ficar atrás de candidatos com média de curso superior formados em universidades muito mais fracas?
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– porque é que um doutoramento em eduquês nas piores universidades do país conta tanto para progressão na carreira como um doutoramento em matemica ou física nas melhores universidades do país, mesmo que o segundo possa ter artigos publicados nas melhores revistas científicas?
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-porque é que um curso em admnistração escolar numa universidade reconhecida internacionalmente vale tanto para efeitos de progressão na carreira como um curso em admnistração escolar numa universidade obscura.
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Esta análise deve ser complementada com uma análise das estratégias que algumas universidades fazem para explorar os sistemas de contratação e de progressão de carreira do Estado. Deve-se ainda analisar a forma como evoluiram as médias de curso e a qualidade dos doutoramentos como resposta aos incentivos criados pelas oportunidades de ingresso e progressão na carreira que o Estado cria.
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Enquanto o ministro não fizer esta análise não perceberá que é o próprio ministério da educação que anda a alimentar os maus cursos e as más universidades. Não pode haver ensino superior de qualidade quando um dos principais empregadores não distingue as boas das más universidades. Nem faz sentido que o Ministério da Educação queira ser um bom regulador do ensino superior quando é um péssimo avaliador enquanto empregador.

um post com lucidez . parabéns…
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Se calhar a Universidade Independente não devia ter sido encerrada.
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Maravilha!
Surge uma questão numa universidade privada e no post sugere-se uma (ampla) auditoria ao ensino universitário público.
Todo o ensino superior pode (e deverá ou necessitará) ser auditado. Esse é um princípio geral.
Todavia nenhum cidadão é obrigado a acreditar que a recente auditoria à Lusofona não tem nada a ver com a turbo licenciatura de Relvas (e ao que parece mais 80 estudantes) e os critérios de equivalências de ‘bolonheses’ créditos…
Um exemplo de como tentar tapar o sol com uma peneira pode dar origem a uma lamentável ‘manobra de diversão’.
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Não falta nada?
Uma declaração de interesses, talvez?
http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=5973825292610186
(não sabia que Alfândega da Fé tinha uma universidade …)
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Quanto ao resto, concordo e aplaudo.
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Joao,
Se em vez de titular o Estado- é -um -mau -avaliador -de -currículos titulara assim o post (vamos supor):
O “Estado (portugués) é um mau avaliador de curriculos” ficaria em todo perfeito.
Certamente que é um conselho do auto-nomeado melhor-avaliador-de-neotontos-de-toda-a-Iberia.
Cumplimentos.
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Enfim João, está tudo errado, à exceção do Relvas, claro. Inocente, inocente, inocente.
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A “avaliação” que agora parece que vai ser feita não tem outro objectivo que não seja o de branquear o
Relvas. Naturalmente que o resultado da avaliação vai indicar que houve alguns pequenos lapsos por parte da Lusófona, mas que não podem ser imputados ao candidato. E assim, tudo como dantes, quartel general em Abrantes!!! Esta universidade sempre foi conhecida pelas chapeladas e, por isso, não surpreende que tenha sido a escolhido do Relvas para o “trabalhinho” pretendido. É lá que Relvas tem grandes amigos entre os professores que chegaram a essa posição vá lá saber-se porquê?
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E se os avaliadores pertencerem ao mesmo ministério maçónico que os avaliados? Quer queiramos quer não, muitas das mais “altas” personalidades que dirigiram/dirigem Portugal pertencem à maçonaria. Se os visados por uma investigação também pertencerem à mesma “ordem” as auditorias não serviram para nada.
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Caro João,
Não há maus cursos ou más universidades.
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Há é gente que escolhe mal.
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É como os externatos do meu tempo no Porto, toda a gente sabia que se pagasse podia tirar vintes… se aquilo depois transmitia algum conhecimento ou não é outra história, mas quem queria diplomas e uma life style school na boa…
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Piscoiso, vá para a mesa. A sopa esfria.
R.
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Causa e efeito… Se não fosse o “fenómeno” Relvas, o interesse do autor deste post (e de outros nesta mesma “onda”…) talvez não existisse. A ideia é “tapar o sol com a peneira”?… Se não é, parece… Muito!
Quanto a auditorias… As instituições, sejam universidades ou outras, devem ter auditoria permanente… É algo que faz parte das boas práticas de gestão. E aí, concordo que a “qualidade” dos auditores (do Estado) e enquadramento dos “processos” é fundamental. A fraqueza de processos e competência dos auditores é precisamente uma das “falhas” que temos no geral… Este é um tema interessante e importante. Mérito das trapalhadas obscuras do Relvas por ter despoletado a matéria. Um dia, ele porá no curriculum a importância da sua situação pessoal na renovação da qualidade do ensino em Portugal. Terá gente a aplaudir… E a escrever posts de regozijo…
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Caro João,
Muito bem. Levanta algumas questões bem conhecidas pelos académicos, mas raramente mencionadas. Há ainda outras conclusões que pode tirar. Por exemplo, pode também concluir que além de mau avaliador, o Estado é mau gestor. Basta para isso reparar que a maior parte do quadro docente foi contratado por decreto durante as décadas 80-90: as vagas foram automaticamente (algumas vezes até ilegalmente) preenchidas pelos “alunos promissores”. Alguns tornavam-se professores de quadro sem doutoramento. E alguns desses nunca se preocuparam em doutorar-se, pois não era exigido. A consequência disso no presente: os melhores não têm emprego em Portugal, ou então têm emprego com colegas que ganham o mesmo mas não fazem investigação, com o resultado natural que os melhores estão fora do País e já não voltam. Há excepções claro, mas as excepções só servem para confirmar a regra.
Cump.,
A. F.
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Pura incompetência… Estamos rodeados de incapazes por todos os lados, mas se nos chegamos ao sector estatal, é uma dor de alma. E dói especialmente porque quem paga tudo isto somos nós. É por isso que advogo um imposto sobre a estupidez.
Quanto ao caso do Relvas, já chateia. Está tão escalpelizado quanto foi abafado o caso do bandalho socas…
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A auditoria à Lusófona é apenas uma forma de cimentar Relvas no governo.
Está tudo legal e as equivalências são legítimas.
Nem se compreende que Relvas, com o seu rico curriculum profissional, não tenha pedido correspondência noutras licenciaturas, como Licenciatura em Ciências Equinas, pois sabe-se que o homem tem longa experiência em ingerir bifes com ovo a cavalo.
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“….porque é que nos concursos de professores a qualidade da universidade que formou o candidato não é tida em conta? Porque é que um candidato formado numa universidade de topo pode ficar atrás de candidatos com média de curso superior formados em universidades muito mais fracas?” – é aqui que está a resposposta a toda esta bandalheira. Os professores que hoje dão aulas nas universidades são escolhidos entre amigos, filhos de amigos e mais amigos, é uma autentica corrupção. São todos “primos” uns dos outros.
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Tinha que sobrar para o Estado.
A coisa corre mal e a culpa é só do Estado.
Não é também dos f. da p. que anda(ra)m a vender a banha da cobra estes anos todos?
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JM tem todo o direito de defender Relvas.Ponto.
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é isso, o maçon licencia o nepote, afilhado, à mafiosa, é sabido, maior sem vergonha, e ainda há gajos a atirar areia pòs olhos, a ver se quem a apanha vai na onda, cega … boa !
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Pondo de lado aquela sugestão de auditar as auditorias, penso que tem razão quando defende que os cursos das diversas universidades, mesmo com designações iguais, não têm o mesmo valor. O que quer dizer que a nota final de curso não deveria servir para alinhar candidatos, escolhendo uns e rejeitando outros, quase sempre de forma “injusta”.
As pessoas não deveriam ser seleccionadas com base nos saberes que essas notas e esses cursos insinuam, mas sim pela suas verdadeiras capacidades, se possível alicerçadas na experiência comprovada dos candidatos, devidamente comprovadas.
Não basta dizer que o Estado é mau avaliador de currículos, porque o Estado, a bem dizer, é mau avaliador de tudo. Importante será apontar caminhos novos, que evitem os entorses que referiu. E que isso passa por Júris independentes, parece ser o caminho.
Todavia, as intervenções públicas do João Bilhim não são muito prometedoras.
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E os privados são bons avaliadores?
Então não precisam nem de períodos de experiência nem de despedir empregados já que “nunca se enganam”.
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jaalves,
Claro que os privados também se enganam. E por isso, a regra, é admitir à experiência.
Os privados, todavia, quando se enganam pagam eles a factura, enquanto no sector público quem paga a factura somos nós todos, do sector público e do privado e os que não são de sector nenhum, ou seja as crianças e os jovens, a quem não podemos assacar culpas…
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Pagam eles ou os clientes deles?
Esses “enganos” não são incluídos nos preços que praticam?
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Qual a viabilidade de estabelecer um ‘rating’ das Universidades/Cursos?
Julgo que com o curriculum dos professores já se chegava bem longe no processo…
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«auditar a auditoria de 2009»
Muito bem.
Uma paródia, como a dos bancos em 2010-11
com os stress tests.
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«porque é que um doutoramento em eduquês nas piores universidades do país conta tanto para progressão na carreira como um doutoramento em matemica ou física nas melhores universidades do país, mesmo que o segundo possa ter artigos publicados nas melhores revistas científicas?»
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Que carreira?
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A de mestre escola? Para essa até acho que um doutoramento devia contar menos. E se for um doutoramento de verdade, ainda menos.
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Porque, alguém que se tenha dado ao trabalho de fazer doutoramento a sério para dar aulas no secundário, ou é parvo, ou frustrado.
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E Ciências de Educação é uma mentira inventada para quem dá aulas no secundário. Portanto, pela lógica, deve chegar ao topo mais rápido, se entretanto não arranjar tacho no Ministério como pedagogo.
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Estas coisas têm a sua lógica.
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Aliás, eu gramava saber quem anda a publicar papers para progredir na carreira de liceu…
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Não é por nada, mas o JM inventa bué para a coisa parecer “científica” e progredir na carreira neotonta.
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Tanta análise para quê?
No fundo, o que o João Miranda pretende é que o Estado continue a ser regulador.
Um bom regulador, diz ele.
Deixa-me rir!…
Deve ser uma versão de “liberalismo” da Escola de Cacilhas.
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O Calcanhar de Aquiles de Pedro Passos Coelho
Um Calcanhar de Aquiles para o País
e o ABC das Imoralidades Equivalentes … 1. Sócrates e Relvas são apenas faces da mesma “moeda” … sem câmbio para Pedro Passos Coelho .
2. P.P.C. e Relvas são faces de outra “moeda” sem câmbio para o País .
3.
a) Não foi provado que Sócrates tenha sido o Autor material das
ilegalidades (falsificações) cometidas , ainda que delas tenha beneficiado .
b) Também para Relvas não está provado que ele tenha sido
Co-Autor nas ilegalidades praticadas , ainda que delas tenha beneficiado .
c) As facilidades concedidas a Sócrates são equivalentes às
facilidades concedidas a Relvas .
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Permitam-me os ares de inocência: o que é uma “universidade de topo”?
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Significa o mesmo que o teu nome- ó raínha da selva.
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vasculhem os políticos da “esquerda” à “direita” e confirmem que está tudo minado.
há muito tempo que este país não é minimamente sério; senão o país não estaria no estado que está.
não levem isto a sério.
SE LEVAREM …. AS RUAS ESTÃO AÍ PARA O QUE DER E VIER!
eu não acredito.
cada povo tem o governo que merece!
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eu gostava que fossem analisados os doutoramentos – nomeadamente dos agora professores-doutores das muitas e variadas “ciências sociais” – por um equipe internacional e (sobretudo) isenta. Depois disso outra equipe iria analisar toda a produção de todos os professores-doutores desde a conclusão do doutoramento até à actualidade. (quanto aos cursos do “eduquês” e Cc da Educação deveriam simplesmente ser “aniquilados” imediatamente, pelo prejuízo que causaram ao desenvolvimento da educação neste país)
Se uma avaliação do ensino superior não passa por isto não sei pelo que passará.
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quanto à Lusófona deveria perder o estatuto de utilidade pública e ser encerrada – tal como aconteceu com a Independente. Já agora um exercício interessante seria analisar os doutoramentos dos professores-doutores da Lusófona. Se calhar haverá algum que comprou daqueles doutoramentos que se vendem na internet… daqueles “doutoramentos” de obscuras universidades estado-unidenses, que nos EUA não são ilegais e existem para vender diplomas (especialmente aos estrangeiros).
Como em Portugal devido à autonomia do ensino superior são os reitores que validam as habilitações dos docentes…
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Estimado Trill: porquê as ciências sociais? Quer-me parecer que anda um tecnocrata no seu espírito à espreita. Estarei enganada? E porque não as ciências em geral?
Seria porventura interessante indagar qual das ciências não é em rigor uma ciência social e humana, mas isso são questões para um outro debate …
As ciências sociais permitiram a formação cultural do homem do século XXI, o seu horizonte vital, o plano de inteligibilidade desde onde se move: desde a lógica, à antropologia, etnologia, sociologia, filosofia. Nem que seja só para formular uma opinião ou debitar uma perspectiva num blog… Nem que seja para comunicar num laboratório e indagar os princípios de uma qualquer ciência pretensamente exacta. Estamos sempre no seio das ciências sociais e humanas…
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Zazie: importa-se de ser um pouco mais específico? O epíteto não me soa bem…
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por que “a mão invisível” já nos deixou de surpreender?
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http://economia.publico.pt/Noticia/banco-hsbc-suspeito-de-branquear-capitias-provenientes-do-trafico-de-droga–1555301
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Maria Leôncia
Posted 17 Julho, 2012 at 21:28 | Permalink
Estimado Trill: porquê as ciências sociais? Quer-me parecer que anda um tecnocrata no seu espírito à espreita. Estarei enganada?
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Sabe porquê cara Leôncia?
Pq na área das “Cc Soc” assisti a provas de doutoramento de m… que passaram com unanimidade aclamação e louvôr e essa gente agora são professores/as-doutores/as. Por acaso em instituições públicas e sipostamente “prestigiadas”. E mais não digo. Nas ciências “duras” acredito que, devido à “objectividade”, estas autênticas burlas sejam menos possíveis.
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Auditorias para quê?
Dentro de poucos anos extinguir-se-ão todas as instituições de ensino superior por insistência da troika. A excepção será a Lusófona, que leccionará uma espécie de “Cursus Honorum” dos novos tempos, com o Pro Consul Miguel Relvas como director de curso (com equivalência a reitor) e participação especial das mais altas figuras da nossa elite política. Haverá, naturalmente, numerus clausus, com 99% das vagas destinadas ao contingente especial de filiados na JS, JSD e JC.
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mas tb lhe digo que na área nas supostas cc “objectivas”, ou equivalentes ás “objectivas”, suspeito que há doutoramentos da tanga – abaixo da “tanga” porque um doutoramento de tanga é um mau doutoramento mas que pelo menos foi feito – reconhecidos pelos reitores (devido à tal autonomia do ensino superior).
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zazie dans le metro. Conhece?
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Deve conhecer, sendo tão letrada.
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E devia saber o significado de Leôncia, também.
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O problema é a maçonaria. Não são as Universidades, uma auditoria à maçonaria ou melhor a proibição pura e simples dessa sociedade que atenta contra a sociedade!
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Trill: fico mais descansada. Pelos vistos, a calamidade é transversal às ciências, exactas ou não… Se bem que uma burla percebe-se sempre, num caso ou no outro…
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Zazie… Sendo tão letrada… Que comentário mais pessoal que me dirige! Fiquei comovida! Leôncia tem vários significados, entre eles o de uma personagem maravilhosa e genuína do transmontano Torga. Mas sei ao que se referia…
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“Se bem que uma burla percebe-se sempre, num caso ou no outro…”
percebe-se, percebe-se… Por se perceber é que alguns deles (dos doutoramentos de “tanga” pq quanto aos comprados não sei) já são profs associados…
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Pessoal?
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V. perguntou o que era uma universidade de topo. E eu respondi que era o mesmo que leonina. Se não sabe que leôncia quer dizer leonina, azar o seu. Mas não disfarce a dizer que é coisa pessoal, porque eu não a conheço de parte alguma e imagino que não é a única pessoa com esse apelido.
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E estou de saída porque tenho mais que fazer que comprar brigas com mulherio.
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Pessoal na medida em que me apelidou “letrada”, isto é, referiu-se à minha pessoa. Em 2.º não lhe admito o termo “mulherio”. Um conselho: vá ler o Torga e veja quem é Leôncia. Talvez aí fique um pouco mais “letrado” e talvez aí não confunda pessoal (do latim, persona, máscara) com íntimo conhecimento…
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por exemplo: numa univ pública, algures por aqui, o prof guarda o lugar para o aluno (de um desses cursos “eduqueses”) que entretanto vai a um instituto privado fazer o 4to ano para ter o grau de licenciado porque foi antes de Bolonha e logo de seguida entra num doutoramento em ensino de tal e coisa em Salamanca, e – com o lugar que o amigo e vizinho prof lhe guardou (mal entrou no doutoramento ficou logo assistente e com horário feito à medida, o que de resto não é difícil no ensino superior dada a reduzida carga horária) – agora já é prof associado. De educar de infância (imagine-se) teve uma via rápida para prof universitário, pois é de uma universidade q se trata (não de uma ese de um ip – mas mesmo nestes os honorários para os profs c doutoramento são tb elevados)
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E continuas besta sem saber que zazie dans le metro é uma personagem do Raymond Queneau- o género é feminino- palonça. Mesmo sem conheceres o livro devias saber que em francês os nomes fazem o feminino terminando em “e”.
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Zazie: revelou todo o seu nível ou, melhor, a falta dele. Nada a dizer: o insulto fica com quem o emite. Ponto final quanto à não-questão.
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“uma” personagem? ou “um” personagem?
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Leôncia, é nova por aqui?
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“personagem” – singular feminino ou masculino. Pode ter os dois géneros.
Do dicionário priberam:
personagem | s. f. ou m.
personagem
(francês personnage)
s. f. ou m.
1. Pessoa fictícia de uma obra literária ou teatral.
2. Papel desempenhado por um actor.
3. Pessoa considerada na sua aparência, no seu comportamento.
4. [Belas-artes] Representação de um ser humano numa obra de arte.
personagem influente: Pessoa importante ou célebre.
personagem muda: Pessoa que, em qualquer acto, representa um papel insignificante. = COMPARSA
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Portela: novinha em folha.
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ML: a minha duvida vem da aplicação do francês … «le personage».
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sobre a/0 personagem Zazie, não ligue; aquilo acaba sempre em insulto e … no pasa nada!
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Se lhe recarregarem as pilhas, estão tramados !
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“vai levar na peida e desorelha.”
Uau! enquanto fui ali e já vim isto animou!
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assim vale a pena vir aqui…
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Quanto recebes por este (sujo) trabalho de defenderes o Relvas?
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“Pode começar por auditar a auditoria de 2009 para tentar perceber se ela falhou ou não falhou.”
Uma boa maneira, é tentar fazer agora uma auditoria rigorosa.
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“Temo que não se tenha percebido que a origem do problema do mau ensio universitário esteja na forma como o Estado avalia os seus funcionários.”
Este liberalismo é de topo, embora cómico: se houver problemas na Lusófona, a culpa é dos funcionários do Estado.
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“Sugiro que o ministro ordene uma auditoria aos sistemas de contratação e de bonificação salarial dos professores e funcionários do Ministério da Educação. ”
Esta, vinda de um liberal, é de rir, rir, rir.
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“Não pode haver ensino superior de qualidade quando um dos principais empregadores não distingue as boas das más universidades. ”
Pois, não, JM. E os alunos de Vinhais também se vêem à brocha para conseguirem ir para as melhores Universidades públicas país. Não sei se percebe, o bolso deles não dá para distinguir essa “diferença”.
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Então, e desde o dia de julho mudou assim tanto de opinião?
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“Personagem” era feminino e vem assim em muitos dicionários.
Mas como toda a intelectualidade lisboeta dizia asneira, acrescentaram-lhe o género masculino.
Assim, a intelectualidade deixou de dizer asneira e pode ser total e violentamente contra o AO90 sem dizer, repito, a asneira que dizia.
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Há dias, escrevi no Blasfémias que surgiriam também neste caso, convenientes “vírgulas” a interpretar, para tentarem suavizar a licenciatura-de-Relvas. Não demoraram, em posts e respostas de HMatos, PMF, JMiranda…
Que raio de ensino superior defendem, que estranhas obtenções de “canudos” avalizam, que oportunos e duvidosos governantes caucionam…
Pescadinhas tugas de rabo na boca que manietam a vida dos portugueses : maçonaria, “justiça”, partidos do “arco do poder”, banca, advogados-de-negócios, religião. Todos, amparados por governos !
E sexo !, tipo Ok, “mas em contrapartida…”.
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eu propunha que voltassem ao debate que partiu deste momentum:
“Significa o mesmo que o teu nome- ó raínha da selva.”
isso do relvas e tal (já) não dá “pica”.
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O Ministério da Educação vai fazer uma “end”oscopia a quem ?
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quanto ás univs dos doutores da tanga fecharão naturalmente c o passar do tempo. O profs-doutores-nulidades de alta carreira já lá tão, ninguém de lá os arranca, por isso voltem antes à polémica da “rainha da selva”.
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TRILL
Tem toda a razão . “Ciências Sociais” strito sensu , para não lhe chamar “Ciências Ocultas” . Cuidado com essa gente , são piores que “bruxos” …
É infinitamente mais fácil uma burla num doutoramento de Ciências Sociais do que em Matemáticas . É óbvio que tudo depende da sabedoria e honestidade do juri . Mas começa logo no inicio : é mais fácil ser aluno de qualquer “disciplina do fala barato” do que em matemática . Não é ?
Qualquer análise está fatalmente votada ao fracasso se feita fora do contexto deste “mundo cão” …
A ilegal – sem receio de o afirmar publicamente – pseudo licenciatura de Relvas foi obtida em 2007 .
Em 2003 e 2004 , p.e. , como Secretario de Estado , descerrou duas lapides com “Dr. Miguel Relvas” .
Mentiu na A.R. . Uma pseudo licenciatura que apenas corresponde a uma miserável cadeira de ciência política(!) obtida há já duas dezenas de anos e numa não menos miserável universidade então dita livre …
Em 2009 , a Lusófona foi inspeccionada (foi avisada antecipadamente como é hábito em Portugal?) .
Vai ser agora inspeccionada pelos mesmos de 2009! O que esperam ?. Diz o Ministro que não é por causa de Relvas !…Sê-lo-à sempre indirectamente . No fim não há nada(como sempre e em 2009) e diz-se aos parolos : afinal , Relvas é um santo . Este Ministro(educação) ? Quem te viu e quem te vê !!!
Mas esta gente é tão incompetente que nem sabe esconder a porcaria que anda a fazer !…
E assim o País está cada vez mais emporcalhado …
ANDRESILVA
Se não me engano , no “fascismo” , a maçonaria era proibida … Assim , maçonaria é sinónimo de liberdade !
Acredite … P.S. Não sou maçon , apesar de ter sido convidado …
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Portela, obrigada pelo acolhimento.
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E pronto. Depois de algumas, poucas, “certezas inatacáveis” e muita parvoíce à mistura, como é hábito desde o princípio ao fim, acabou-se!
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Meu caro, tocou em assunto tabu: avaliação. Tudo em nome da equidade, da dignidade (adoro!) e dos direitos. Bem haja!
O Autor
Antologia de Ideias
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Apaguem mais este comentário:
O João Miranda baralha as coisas, talvez para não tocar no que interessa. O Estado deve avaliar os curricula. É sua função fazê-lo, como entidade controlável que é (ou devia ser) em democracia. Nenhuma outra oferece, à partida, tantas garantias de isenção. Isso não acontece em Portugal? Pois não. Mas aí, o que interessa é perceber porquê. Investigar a fundo, saber que interesses estão a beneficiar com a marosca. E a história do ensino SUPERIOR privado em Portugal, tem pano para mangas e muitas histórias para conhecer a fundo…
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O Relvas morcon ? Quem diria !
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